Tag: maçã

  • Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário global mais desafiador, o setor registrou avanço simultâneo em receita e em volume embarcado de frutas, impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da maçã.

    Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas. O resultado representa um salto de 20,64% em valor e de 13,32% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país faturou US$ 586,8 milhões com o embarque de 546,3 mil toneladas.

    Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os embarques de manga, maçã, abacate e melancia impulsionaram o desempenho do setor. Já as vendas de uva, banana e melão enfrentaram desafios pontuais na temporada, sem comprometer o resultado geral.

    Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, atribui o avanço à diversificação de mercados e ao investimento contínuo em tecnologia. “O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros”, destacou o dirigente.

    Maçã registra a maior alta da história e lidera exportações

    A maçã protagonizou o resultado do semestre com expansão histórica de 223,55% em faturamento e 225,11% em volume. Moises Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), explica que o salto decorre da maior safra já registrada no país, que sucede dois anos de retração provocada por fatores climáticos. A Índia manteve a liderança entre os compradores, seguida por Arábia Saudita e Rússia.

    mangas
    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A manga segue entre os principais produtos da pauta exportadora e cresceu 42,41% em valor e 37,96% em volume, resultado da alta qualidade do produto e da consolidação em mercados estratégicos.

    O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume. A melhor safra dos últimos cinco anos em São Paulo ampliou a oferta destinada ao exterior.

    A melancia avançou 30,59% em receita e 6,27% em volume, beneficiada pela constância de oferta e pela qualidade da produção do Nordeste.

    O levantamento também identificou avanços nas exportações de limões, limas e mamão, o que reforça a diversificação da pauta brasileira de frutas.

    Uva e banana enfrentam retração no mercado externo

    Algumas culturas sentiram o impacto de gargalos comerciais e climáticos no período. A uva registrou queda de 27,92% em valor e 27,86% em volume. Uma retração conjuntural motivada por incertezas no mercado norte-americano após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, o que desacelerou os embarques.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A banana teve redução de 15,63% em valor e 27,19% em volume. A concorrência no Mercosul pressionou o produto brasileiro, já que frutas vindas do Equador, Bolívia e Paraguai chegaram ao mercado a preços mais competitivos.

    Já o melão sofreu leve queda de 2% no volume embarcado, em razão de impactos climáticos pontuais. Ainda assim, a receita subiu 8,18%, sustentada por preços melhores e pela demanda firme no exterior.

    A Abrafrutas espera manter o ritmo de crescimento na segunda metade do ano. A entidade avalia que a ampliação de novos mercados e a competitividade das frutas brasileiras serão estratégicas para mitigar riscos globais e consolidar um novo recorde anual de exportações do setor.

  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Brasil amplia exportação de frutas para a Índia

    Brasil amplia exportação de frutas para a Índia

    A missão comercial organizada pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), fortaleceu a presença da fruticultura brasileira na Índia e abriu novas oportunidades de negócios no mercado asiático.

    Foto: Abrafrutas

    A agenda conectou exportadores brasileiros a importadores, redes varejistas e operadores logísticos indianos, com foco em frutas como abacate, limão tahiti e maçã. A ação integrou a estratégia de ampliar as exportações brasileiras para um dos maiores mercados consumidores do mundo.

    Com articulação do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, e apoio da Embaixada do Brasil em Nova Délhi, a comitiva percorreu diferentes etapas da cadeia de distribuição local. O grupo realizou reuniões comerciais, visitas técnicas e prospecção direta com compradores.

    Na capital indiana, os representantes visitaram o Azadpur Subzi Mandi, maior centro atacadista de frutas e hortaliças de Nova Délhi. Além de mercados tradicionais, lojas especializadas e pontos de venda de produtos importados. Durante os encontros, varejistas locais demonstraram interesse crescente na importação de frutas brasileiras.

    Suri Agrofresh

    A missão também incluiu visita à Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana. No local, os participantes avaliaram estruturas de armazenagem refrigerada e discutiram logística, exigências sanitárias e condições comerciais para ampliar o acesso das frutas brasileiras ao mercado indiano.

    A programação em Nova Délhi terminou com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na residência oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e empresários para apresentar produtos brasileiros e fortalecer parcerias comerciais.

    Durante o evento, a Adidância Agrícola lançou o Centro de Distribuição Móvel (CDM), ferramenta digital que facilita o acesso a informações sobre produtos, empresas e oportunidades de negócios. A plataforma opera via QR Code e oferece atendimento em português, inglês e hindi.

    Fresh India Show

    Na sequência, a delegação seguiu para Mumbai, onde participou da feira Fresh India Show 2026, no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita técnica ao Porto de Mumbai para análise das condições logísticas de importação de frutas frescas.

    Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia representa um mercado estratégico para a fruticultura brasileira. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume nas exportações de frutas frescas, na comparação anual.

    Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas brasileiras, ampliando o alcance internacional do setor e reforçando a competitividade do agronegócio nacional.

  • Exportações brasileiras de maçã crescem 180%

    Exportações brasileiras de maçã crescem 180%

    O Brasil retomou o fôlego no mercado global de maçãs. Entre janeiro e abril de 2026, o país exportou pouco mais de 20.800 toneladas da fruta. Um salto de 180% em relação ao mesmo período de 2015, quando os embarques não passavam de 7.400 toneladas. Os dados são do COMEX STAT, sistema oficial de comércio exterior do governo federal, com os números de abril ainda em caráter provisório.

    O crescimento, porém, convive com a cautela. O volume atual ainda fica 14% abaixo da média registrada entre 2021 e 2025, o que indica que a recuperação do setor não chegou ao ponto de equilíbrio. Para os produtores, o resultado representa uma melhora clara em relação às duas temporadas fracas anteriores, mas o mercado ainda não voltou ao ritmo pleno.

    O motor dessa virada é a safra 2026. A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) estima a produção total entre 1,05 e 1,1 milhão de toneladas. Uma alta de 10% a 15% sobre as colheitas anteriores. Mais do que o volume, a qualidade dos frutos surpreendeu: tamanhos maiores e padrão superior abriram espaço para ampliar os embarques sem comprometer o abastecimento do mercado interno. Condições climáticas relativamente estáveis nas principais regiões produtoras foram determinantes para esse resultado.

    Índia vira principal destino, com 60% das exportações

    A grande novidade de 2026 está na geografia dos destinos. A Índia importou mais de 11.600 toneladas de maçã brasileira entre janeiro e abril, quase 60% de tudo o que o Brasil exportou no período. O número revela uma reorganização profunda no perfil dos compradores brasileiros.

    A explicação para esse protagonismo indiano é direta: o país tem mais de 1,4 bilhão de habitantes e produz cerca de 2,4 milhões de toneladas de maçã por ano, volume insuficiente para atender à demanda interna. Essa lacuna transforma a Índia em um alvo estratégico para fornecedores do hemisfério sul, posição que o Brasil passou a ocupar com mais consistência.

    Mudanças regulatórias também ajudaram a consolidar esse fluxo. Novos requisitos fitossanitários introduzidos em 2025 não travaram as importações; ao contrário, formalizaram o acesso ao mercado e, junto com acordos bilaterais, estruturaram uma abertura comercial mais sólida.

    Brasil supera a Argentina no período

    No cenário regional, o Brasil também ganhou vantagem sobre a Argentina. No mesmo intervalo, os argentinos exportaram cerca de 18 mil toneladas, pressionados pela menor produção de variedades tintas. A comparação reforça o avanço relativo do Brasil, ainda que o mercado global siga altamente competitivo e sensível às oscilações climáticas.

    A composição dos destinos também mudou ao longo dos anos. Bangladesh era o principal importador de maçãs brasileiras há uma década; hoje, perdeu relevância. A Irlanda, que teve participação mais expressiva em safras anteriores, também recuou no ranking.

    As projeções para o restante do ano apontam para uma recuperação contínua, sem, no entanto, repetir os picos de 2021, quando as exportações ultrapassaram 60.000 toneladas. O cenário mais provável coloca 2026 em patamar semelhante ao de 2022 e 2023, uma fase de maior estabilidade depois de anos marcados por forte volatilidade. Para o setor, isso já representa uma vitória.

  • Clima: saiba como funciona o Sistema Antigranizo

    Clima: saiba como funciona o Sistema Antigranizo

    Santa Catarina vai dobrar a cobertura do seu Sistema Antigranizo em 2026. O Governo do Estado planeja instalar e operacionalizar a tecnologia em mais 13 municípios, com investimento estimado em R$ 12 milhões, ampliando um programa que já funciona em 13 cidades e é considerado referência nacional no setor.

    O sistema antigranizo é integrado ao sistema de monitoramento feito através de radar e imagem de satélite. Foto: Divulgação/Secom

    A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) por meio de convênios com prefeituras. Nos últimos anos, o programa reduziu significativamente os prejuízos causados por tempestades de granizo nas regiões produtoras do estado.

    Como funciona o sistema

    O Sistema Antigranizo opera com geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto em nuvens carregadas. O objetivo é interferir na formação das pedras de gelo, transformando blocos grandes em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou chegar ao chão com tamanho bastante reduzido.

    “O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica João Luís Rolim, meteorologista e diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa responsável pela operação do sistema.

    Atualmente, 170 geradores estão em operação no estado. A tecnologia é especialmente eficaz em regiões produtoras de frutas, onde o granizo pode causar perdas expressivas em pouco tempo.

    Uma história que começou com a maçã

    O sistema foi implantado pela primeira vez em Santa Catarina em 1989, voltado à proteção da cultura da maçã, por iniciativa da própria cadeia produtiva do setor. Com os resultados comprovados, a tecnologia foi expandida para outras culturas, entre elas, o tomate em Caçador, e para novos municípios ao longo das décadas seguintes.

    Atualmente, o programa está ativo em 13 cidades catarinenses: Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta. Em 2025, o Estado repassou R$ 2,2 milhões em convênios para a manutenção e operação do sistema nesses municípios.

    Para o próximo ciclo, estão previstas a instalação e operacionalização do sistema em mais 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento inclui também a atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.

    O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca a importância estratégica da expansão: “Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses.”

  • Santa Catarina projeta forte recuperação na produção de maçã

    Santa Catarina projeta forte recuperação na produção de maçã

    A produção de maçã em Santa Catarina deve crescer 27,9% na safra 2025/26, segundo estimativa da Epagri/Cepa publicada no Boletim Agropecuário de fevereiro. O aumento consolida a recuperação do setor e reforça o papel do estado como um dos principais fornecedores de maçã no Brasil.

    O estudo aponta que a variedade Fuji lidera o volume colhido, com 51,2% da produção e alta prevista de 14,4%. A Gala, colhida no início da safra, representa 47,2% do total e deve ampliar o volume em 48,3%. As variedades precoces participam com 1,6%, com crescimento de 2,2%.

    Mercado reage ao aumento da oferta

    O avanço da colheita já começou a impactar o mercado. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a combinação entre o início da entrada das maçãs precoces e a venda dos estoques antigos aumentou a oferta da fruta, o que pressionou os preços no atacado e elevou a concorrência com produtos importados.

    Na Ceasa/SC, os preços médios caíram 0,7% no período, e o recuo em relação a janeiro de 2025 chegou a 7,6%. A maçã Gala registrou queda de 1,2%, enquanto a Fuji recuou 0,2%. Para fevereiro, a tendência é de nova pressão baixista nos preços, acompanhando o avanço da colheita da Gala.

    Já na Ceagesp, o cenário é diferente: a maçã catarinense mantém cotações valorizadas, impulsionadas pela maior procura por frutas frescas nacionais. Segundo o analista da Epagri/Cepa, Rogério Goulart Junior, essa demanda tem sustentado os preços, mesmo diante do aumento de oferta.

    “As maçãs importadas também subiram 44,1% entre dezembro e janeiro, mas ainda ficaram 0,9% abaixo das cotações das frutas catarinenses”, explica o pesquisador. “A concorrência se manteve, sem comprometer o desempenho da produção nacional.”

    Regiões produtoras confirmam recuperação

    As regiões de Campos de Lages, Joaçaba e Curitibanos concentram a maior parte da produção catarinense. Os Campos de Lages respondem por 83,2% da colheita esperada, seguidos de Joaçaba (11,2%) e Curitibanos (5,6%). Municípios como São Joaquim, Fraiburgo e Bom Jardim da Serra se destacam pelo maior volume produzido.

    Na microrregião dos Campos de Lages, o clima favoreceu o desenvolvimento das plantas e garantiu frutos de boa qualidade, apesar de episódios de granizo e falhas pontuais de polinização na variedade Gala. Em Joaçaba, o florescimento e a frutificação ocorreram dentro da normalidade, com produtividade elevada e danos limitados.

    Já em Curitibanos, o excesso de chuvas e a baixa luminosidade durante a floração e frutificação ajustaram as projeções, mas não inviabilizaram o bom desempenho da safra.

  • Safra de maçã 2025/2026 inicia com previsão de 1,15 milhão de toneladas

    Safra de maçã 2025/2026 inicia com previsão de 1,15 milhão de toneladas

    A safra 2025/2026 da maçã brasileira começou oficialmente no último sábado (7), em Vacaria (RS), com a colheita em um pomar da Rasip Agro. O setor celebra não apenas o início da temporada, mas também a retomada dos volumes produtivos e a qualidade superior dos frutos colhidos.

    Foto: Saulo Vargas/Divulgação ABPM

    As maçãs desta safra apresentam tamanho maior, coloração intensa, alta suculência e equilíbrio ideal entre açúcar e acidez. A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) projeta uma colheita entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas, retomando a média histórica do setor após dois anos consecutivos de produção abaixo do esperado.

    Qualidade e tecnologia impulsionam a safra

    Francisco Schio, presidente da ABPM, destaca que a safra atual marca a consolidação da qualidade aliada à recuperação produtiva. “Esta safra sinaliza a volta a volumes mais próximos da normalidade, com um diferencial importante de qualidade. Temos maçãs com excelente padrão visual, sabor equilibrado, além de alto nível de tecnificação no campo, o que fortalece a competitividade do Brasil”, afirma.

    O diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, reforça o comprometimento do setor. “A safra mostra que, mesmo diante das adversidades, o setor segue forte, organizado e comprometido com a qualidade, a sustentabilidade e o desenvolvimento do Brasil. A maçã brasileira é fruto de trabalho, ciência e coragem”, declara.

    Condições climáticas favorecem a produção

    Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RAR Agro & Indústria, explica que as condições climáticas mais próximas da normalidade contribuíram decisivamente para os resultados. “As condições foram mais próximas da normalidade produtiva, o que se reflete em frutas de excelente qualidade, bom sabor e alto potencial de conservação, fortalecendo a competitividade da maçã brasileira”, detalha.

    A combinação entre planejamento estratégico, tecnologia avançada e dedicação dos produtores consolida a relevância da maçã brasileira para a economia nacional e o desenvolvimento sustentável do país.

    Exportações ampliam participação no mercado internacional

    A safra 2025/2026 projeta exportar 60 mil toneladas de maçã. O Rio Grande do Sul lidera os embarques com 40 mil toneladas, seguido por Santa Catarina com 20 mil toneladas.

    “Exportamos para mais de 20 países e isso é essencial para o equilíbrio do setor, especialmente durante a safra, quando a oferta interna é maior”, ressalta Albuquerque.

    Os principais destinos incluem Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido, Bangladesh, Países Baixos e Arábia Saudita. Esses mercados reconhecem a qualidade, a segurança alimentar e a rastreabilidade da maçã brasileira.

    Parceria entre setor e governo fortalece a fruticultura

    José Cleber Dias de Souza, superintendente federal do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Rio Grande do Sul, enfatiza a importância da colaboração entre produtores e poder público. “É uma responsabilidade dar continuidade e aperfeiçoar cada vez mais esse trabalho, auxiliando o Brasil a sair da condição de importador, como era na década de 1970, para a de exportador. O Ministério da Agricultura e Pecuária tem uma contribuição fundamental nesse processo”, destaca.

    A abertura da safra aconteceu em Vacaria, município gaúcho que concentra parte significativa da produção nacional de maçã, reafirmando a tradição e a capacidade técnica dos pomares brasileiros.

  • Safra da maçã 2025/2026 começa em fevereiro com alta expectativa

    Safra da maçã 2025/2026 começa em fevereiro com alta expectativa

    O setor pomicultor brasileiro abre oficialmente a Safra da Maçã 2025/2026 no dia 7 de fevereiro, em Vacaria (RS), um dos maiores municípios produtores do país. O evento acontece em um pomar da Rasip Agro e reúne produtores, lideranças do agronegócio, autoridades e representantes de entidades do setor.

    A expectativa de produção varia entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas, volume que se enquadra na média histórica nacional. A Prefeitura de Vacaria promove a iniciativa com participação da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), entidade que representa os principais produtores da fruta no Brasil.

    Clima favorável garante frutos de qualidade superior

    As condições climáticas registradas ao longo do ciclo produtivo contribuíram de forma decisiva para a qualidade da safra. O setor projeta frutos com tamanho acima da média histórica, excelente coloração, maior suculência e equilíbrio na relação entre açúcar e acidez.

    Esses atributos agregam valor comercial e ampliam a competitividade da maçã brasileira tanto no mercado interno quanto no externo. Os produtores destacam que o clima favorável beneficiou o desenvolvimento dos frutos desde o florescimento até a maturação.

    Cadeia produtiva gera 130 mil empregos no país

    A cadeia da maçã desempenha papel relevante na economia e no desenvolvimento regional. O setor gera cerca de 50 mil empregos diretos e outros 80 mil indiretos em todo o país, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

    Além da geração de renda, a atividade contribui de forma decisiva para o abastecimento do mercado interno brasileiro, garantindo oferta regular da fruta ao longo do ano.

    Exportações devem alcançar 60 mil toneladas em 2026

    A maçã brasileira segue ampliando sua presença no mercado internacional. A expectativa de exportação para 2026 é de aproximadamente 60 mil toneladas, com embarques destinados a mercados como Índia, Portugal, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, Rússia, Reino Unido e Arábia Saudita.

    Os números refletem o reconhecimento internacional da qualidade, da segurança alimentar e da rastreabilidade do produto brasileiro. Os produtores investem continuamente em tecnologia e boas práticas para atender às exigências dos mercados externos.

    Tecnologia e sustentabilidade fortalecem o setor

    Francisco Schio, presidente da ABPM, afirma que a abertura da safra simboliza mais do que o início da colheita. “Estamos iniciando uma safra dentro da normalidade produtiva, com qualidade e volumes equilibrados. O setor da maçã é altamente tecnificado, gera milhares de empregos e segue investindo em inovação e sustentabilidade, o que fortalece o Brasil como produtor competitivo e confiável”, destaca.

    Após a cerimônia oficial, os participantes realizam uma visita técnica à unidade da Embrapa em Vacaria. A atividade amplia o diálogo entre produtores, pesquisadores e gestores públicos sobre os desafios e oportunidades da cadeia da maçã.

    Serviço

    • Quando: 7 de fevereiro de 2026
    • Onde: Pomar Cantina – Rasip Agro
    • Rodovia BR-116, Km 33, s/n – Zona Rural – Vacaria (RS)
    • Horário:
    • 9h30 – Recepção
    • 10h – Cerimônia oficial
  • Como o Brasil se tornou potência na produção de maçãs de qualidade

    Como o Brasil se tornou potência na produção de maçãs de qualidade

    A produção nacional de maçãs atinge novos patamares de produtividade e qualidade. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) mostram que a safra 2024/25 ultrapassou 700 mil toneladas. A projeção para o ciclo 2025/26 é ainda mais otimista, com estimativa de 876.329 toneladas. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram cerca de 97% de toda a produção nacional.

    A elevação no volume anda lado a lado com a excelência dos frutos. Esta safra se destaca pelo tamanho médio superior, coloração vibrante e alto teor de doçura. Essas características aumentam o valor comercial da fruta e consolidam a posição do Brasil entre os 12 maiores produtores mundiais, segundo a FAO. O país, que antes era grande importador, agora exporta para mais de 40 nações.

    Combate à sarna: tecnologia de ponta protege os pomares

    Manter essa trajetória de sucesso exige investimento contínuo em tecnologia. O controle da sarna da macieira, doença fúngica severa, representa um dos maiores desafios. A infecção pode comprometer folhas, ramos e frutos, causando deformações e até perda total da produção em casos graves.

    “A evolução da cultura da maçã no Brasil tem uma ligação direta com a incorporação de tecnologia japonesa, especialmente em soluções fitossanitárias de alta precisão”, explica Rudimar Spannemberg, engenheiro agrônomo da IHARA. O manejo preventivo e com fungicidas protetores, iniciado na brotação, é fundamental para proteger os novos tecidos da planta e garantir a eficácia do controle.

    Reguladores de crescimento aumentam produtividade em 30%

    Para otimizar ainda mais os resultados, produtores adotam reguladores de crescimento. Estas ferramentas permitem um ajuste fino no desenvolvimento da macieira. A tecnologia direciona o crescimento dos ramos, melhora a arquitetura da planta e a incidência de luz, favorecendo a frutificação.

    “Uma aplicação de alta eficiência pode elevar a produtividade em até 30%, além de melhorar o calibre e a uniformidade dos frutos e reduzir custos com poda”, complementa Spannemberg. A planta redireciona energia e nutrientes para os frutos, resultando em maçãs de maior qualidade e com menor índice de perdas pós-colheita.

    Monitoramento intensivo contra pragas é estratégico

    O manejo integrado também demanda atenção redobrada a pragas como a mariposa-oriental, a lagarta-enroladeira e a mosca-das-frutas. Para a safra 2025/26, a expectativa é de grande emergência desses insetos durante a floração. O monitoramento constante se torna essencial para definir o momento correto de intervenção.

    Neste contexto, o uso de inseticidas modernos, com amplo espectro de ação e efeito residual prolongado, é uma das ferramentas mais eficazes para proteger a produção. O investimento em manejo fitossanitário de ponta, aliado ao uso estratégico de tecnologias, é o caminho que garante a rentabilidade do agricultor e a oferta constante de maçãs de alta qualidade para o mercado interno e internacional.

  • Maçã: a fruta ideal para desintoxicar e reduzir inchaço depois do réveillon

    Maçã: a fruta ideal para desintoxicar e reduzir inchaço depois do réveillon

    Após as festas de fim de ano, marcadas por ceias fartas e celebrações, muitas pessoas enfrentam sintomas como inchaço, má digestão e sensação de peso. A boa notícia é que a solução pode estar em uma fruta simples e acessível: a maçã. Rica em fibras, antioxidantes e com alto teor de água, ela se tornou a aliada perfeita para quem busca recuperar o equilíbrio do organismo de forma natural.

    De acordo com a nutricionista Tatiane Flores, a maçã oferece benefícios específicos que fazem diferença nesse período de retomada. “Depois de dias com maior consumo calórico, bebidas alcoólicas e refeições pesadas, alimentos ricos em fibras são fundamentais para reorganizar o funcionamento do sistema digestivo”, explica a especialista.

    Qualidade da maçã brasileira em alta

    O momento é especialmente propício para aproveitar as propriedades da fruta. Segundo Moisés Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a safra atual apresenta qualidade superior. “A maçã brasileira vive um período de excelente qualidade, com doçura e crocância elevadas. A tendência é que em 2026 seja ainda melhor”, destaca o executivo.

    Presente em todas as regiões do país, a maçã se consolida como opção prática e econômica para quem deseja retomar hábitos alimentares mais saudáveis.

    Por que a maçã funciona contra o inchaço

    A eficácia da maçã na redução do inchaço pós-festas está diretamente relacionada à presença de pectina, uma fibra solúvel que atua de múltiplas formas no organismo.

    Melhora da digestão: A pectina auxilia na regulação do trânsito intestinal, amenizando desconfortos comuns após períodos de excessos alimentares. Para quem sofreu com problemas digestivos durante as festas, a maçã funciona como um regulador natural.

    Desintoxicação do organismo: As fibras presentes na fruta favorecem a eliminação de toxinas acumuladas e contribuem para a sensação de leveza. “A pectina auxilia no processo de limpeza do organismo e ajuda a regular o colesterol, o que é especialmente útil após períodos de maiores excessos”, explica Tatiane Flores.

    Hidratação e saciedade: Com cerca de 85% de água em sua composição, a maçã ajuda a hidratar o corpo após dias de celebrações. Além disso, as fibras promovem saciedade prolongada, auxiliando no controle da fome e evitando novos exageros.

    Além dos benefícios digestivos, a maçã contribui para o fortalecimento do sistema imunológico graças à presença de vitaminas e antioxidantes. “A maçã combina praticidade, nutrição e benefícios reais. É uma fruta que funciona bem como lanche, pré-treino ou até como sobremesa mais leve”, ressalta a nutricionista.

    Como incluir a maçã na rotina pós-festas

    A versatilidade da maçã facilita sua inclusão no dia a dia. Ela pode ser consumida in natura, em saladas, sucos naturais, vitaminas ou até assada com canela como sobremesa saudável. O ideal é consumir a fruta com casca, pois é nela que se concentra boa parte das fibras e nutrientes.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    “O consumo regular da maçã ajuda na digestão, oferece saciedade e contribui para uma rotina mais saudável. É uma opção simples, mas muito eficaz para quem quer retomar o bem-estar no início do ano”, reforça Moisés Albuquerque.

    Para maximizar os benefícios, especialistas recomendam o consumo de pelo menos uma maçã por dia, preferencialmente nos intervalos entre as refeições principais ou como lanche da manhã e da tarde.