Tag: investimento

  • Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    A Angola prepara uma área de 800 mil hectares para receber operações de empresas brasileiras do agronegócio. A iniciativa faz parte da estratégia do governo angolano para ampliar a produção agrícola, reduzir a dependência de importações e desenvolver novas cadeias produtivas no país.

    A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (12) pelo ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac Maria dos Anjos, durante o Fórum do Agronegócio Angola-Brasil, realizado pelo LIDE Angola, em Luanda.

    Segundo o governo, a área deverá ser disponibilizada para o levantamento e o ordenamento de operações empresariais integradas às comunidades locais.

    https://www.instagram.com/p/Db_Slj8JAH0/?igsh=MTY1aGwxZWw3cXo4bA==

    Angola quer ampliar produção agrícola com investimentos brasileiros

    Durante o evento, Isaac dos Anjos afirmou que a relação com o Brasil passa por uma nova fase.

    Segundo o ministro, a intenção é avançar de uma cooperação predominantemente técnica para uma parceria voltada a investimentos, inovação e construção de cadeias produtivas.

    “Queremos parceiros que produzam em Angola, transformem em Angola e contribuam para abastecer o mercado nacional e também conquistar mercados regionais e internacionais.”

    A estratégia também busca reduzir a necessidade de importação de alimentos e aumentar a capacidade de exportação de produtos agrícolas.

    Projeto Terra Lunda terá investimento de US$ 83,2 milhões

    Além da área destinada a potenciais operações empresariais, o ministro apresentou o Projeto Terra Lunda, previsto para ser desenvolvido na província de Lunda Norte.

    O empreendimento deverá ocupar aproximadamente 20 mil hectares e tem investimento estimado em US$ 83,2 milhões.

    A previsão é que o projeto seja estruturado entre 2027 e 2030, com a incorporação de aproximadamente 5 mil hectares por ano.

    A Lunda Norte já aparece entre as regiões de interesse para investidores brasileiros. Em fevereiro de 2026, empresários do Brasil avaliaram oportunidades agrícolas na província, incluindo a produção em larga escala de milho, soja, arroz, feijão e trigo.

    Agricultura angolana busca formar cadeia produtiva

    Para o governo angolano, a expansão da produção não depende apenas da disponibilidade de terras.

    O país também precisa desenvolver infraestrutura para transportar, armazenar, processar e comercializar os produtos agrícolas.

    Isaac dos Anjos destacou justamente esse desafio durante o fórum.

    “Não basta produzir. É preciso que toda a cadeia seja construída, é preciso transportar, é preciso conservar, é preciso calibrar”, afirmou o ministro.

    A estratégia aproxima o debate sobre produção agrícola de outros setores, como logística, armazenagem, processamento e infraestrutura.

    Além disso, esse aspecto também ganha importância diante do potencial do Corredor do Lobito, considerado estratégico para conectar regiões produtoras de Angola ao litoral e facilitar o acesso a mercado internacional.

    LIDE Angola é lançado durante fórum do agronegócio

    O Fórum do Agronegócio Angola-Brasil também marcou o lançamento oficial do LIDE Angola.

    Segundo Venceslau Andrade, presidente da nova unidade, a organização pretende manter uma plataforma permanente de diálogo entre empresas e investidores.

    “Este não é apenas um evento empresarial. É o início de uma plataforma permanente de diálogo, cooperação e promoção de investimento entre Angola, o Brasil e os principais mercados internacionais”, afirmou.

    A expectativa é que a aproximação estimule novos projetos entre empresas dos dois países, principalmente em setores ligados à produção agrícola e à agroindústria.

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  • Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    O governo federal usou a abertura da 31ª Agrishow, neste domingo (25), em Ribeirão Preto (SP), para anunciar R$ 10 bilhões em crédito destinado à compra de máquinas e implementos agrícolas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comandaram o lançamento da nova fase do MOVE Brasil, batizada de Move Agricultura, e reforçaram compromissos com o seguro rural e a renegociação de dívidas do setor.

    Foto: MAPA

    “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou Alckmin durante a cerimônia.

    Como funciona o Move Agricultura

    Os financiamentos contam com taxas de juros de um dígito e chegam ao produtor por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

    A nova fase segue o modelo da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos se esgotaram em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento.

    Alckmin também anunciou outras medidas de apoio à produção: R$ 15 bilhões pelo programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos afetados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital.

    Seguro rural e renegociação de dívidas na pauta

    André de Paula destacou três prioridades do Ministério da Agricultura para os próximos meses: um novo recorde no Plano Safra com taxas compatíveis à realidade dos produtores, a aprovação do projeto de lei do seguro rural e uma nova proposta de renegociação de títulos rurais.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    “Mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos é conseguir trabalhar com uma taxa compatível. E que viabilize o acesso dos nossos produtores”, disse o ministro.

    Alckmin reforçou que a renegociação de dívidas vale tanto para produtores inadimplentes quanto para os adimplentes. Ele também citou as mudanças climáticas como fator que torna o seguro rural ainda mais urgente. “É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há necessidade de integração e apoio para melhorarmos o seguro rural”, afirmou.

    https://www.instagram.com/p/DXoa_oplWKd/

    O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), acompanhou os anúncios e cobrou avanço na renegociação. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse.

    Ribeirão Preto como símbolo do agro nacional

    André de Paula aproveitou o palco da Agrishow para ressaltar o peso estratégico do agronegócio brasileiro, responsável por 25% do PIB e 49% da pauta de exportações. E destacar Ribeirão Preto como polo de referência nacional.

    “A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento”, afirmou o ministro, lembrando que a área concentra uma das maiores produções mundiais de açúcar e etanol.

    Agrishow 2026: confiança e tecnologia

    Uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, a Agrishow reúne anualmente produtores rurais, fabricantes de máquinas, startups e instituições do setor. Em 2025, o evento recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    O presidente da feira, João Carlos Marchesan, colocou a edição de 2026 como um sinal de otimismo do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, afirmou.

    A equipe do Agro em Campo estará presente na feira, com uma cobertura especial do evento.

  • Caixa libera crédito habitacional para assentados da reforma agrária em todo o país

    Caixa libera crédito habitacional para assentados da reforma agrária em todo o país

    A Caixa Econômica Federal e o Governo Federal assinaram nesta sexta-feira (23), em Salvador (BA), um novo contrato que amplia o apoio financeiro para famílias beneficiárias da Reforma Agrária. O banco público atuará como agente pagador do Crédito de Instalação Habitacional, destinando recursos para melhorias nas condições de moradia em assentamentos rurais, unidades de conservação e territórios quilombolas.

    O anúncio ocorreu durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, do presidente da Caixa, Carlos Vieira, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi.

    Governo destina R$ 1 bilhão para 10 mil famílias

    O ministro Paulo Teixeira enfatizou o volume de recursos disponibilizados. “O governo destina R$ 1 bilhão que atenderá 10 mil famílias para construção e reforma de suas moradias”, afirmou o ministro durante o evento.

    A Caixa executará os repasses aos beneficiários conforme as diretrizes que o Incra estabelecer. Carlos Vieira destacou que a operação se alinha à estratégia institucional do banco. “A Caixa é o banco da habitação e levará melhores condições de moradia digna também para os assentados”, declarou o presidente da instituição financeira.

    Como funciona o Crédito Instalação

    O programa fortalece a produção rural, melhora as condições de vida e amplia a permanência das famílias assentadas no campo. Atualmente, o Crédito Instalação oferece 10 modalidades diferentes. A Caixa operacionalizará especificamente os recursos das modalidades Habitacional e Reforma Habitacional, a partir da seleção de beneficiários prioritários que o Incra realizar.

    O programa abrange famílias que residem em projetos de assentamentos que o Incra criou ou reconheceu, unidades de conservação de uso sustentável e territórios quilombolas incluídos no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

    Valores do benefício variam por região

    Os limites do benefício mudam conforme a modalidade e a localização:

    Região Norte:

    Habitacional: até R$ 107 mil

    Reforma Habitacional: até R$ 55 mil

    Demais regiões:

    Habitacional: até R$ 97,5 mil

    Reforma Habitacional: até R$ 50 mil

    Critérios para receber o crédito

    Para acessar o benefício, a família beneficiária precisa atender alguns requisitos. Deve estar em situação regular na relação de beneficiários do PNRA e manter os dados atualizados no Incra. A inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) é obrigatória.

    Além disso, a família não pode ter pendências no Sistema Nacional de Concessão e Cobrança de Crédito Instalação (SNCCI) e precisa ter firmado título provisório (CCU) ou definitivo (TD).

    Mais informações sobre o Crédito Instalação estão disponíveis no site oficial do Incra.

  • Porto de Santos recebe investimento bilionário

    Porto de Santos recebe investimento bilionário

    O Porto de Santos vai mudar de escala. Um novo investimento de R$ 1,6 bilhão, anunciado nesta quinta-feira (20) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, promete transformar o maior complexo portuário do hemisfério sul. O anúncio aconteceu longe de casa: em Dubai, durante missão oficial aos Emirados Árabes.

    O dinheiro vem da DP World, gigante global de logística que opera um dos terminais mais modernos do Brasil. O plano, ambicioso, é elevar a capacidade de movimentação para 2,1 milhões de TEUs até 2028. O projeto inclui a ampliação do cais em 190 metros e novas áreas dedicadas à exportação de celulose e contêineres.

    Costa Filho saiu da reunião otimista. “Esses investimentos reforçam a confiança dos investidores e a modernização do setor portuário brasileiro”, afirmou o ministro, após o encontro com executivos da DP World. No mesmo dia, ele visitou o Porto de Jebel Ali, referência mundial em tecnologia e eficiência logística.

    A segunda fase do programa da DP World já está aprovada. Prevê novas estruturas, como um píer de atracação, ampliação da retroárea com laje sobre estacas e melhorias no gate de acesso, áreas de inspeção e sistemas para cargas refrigeradas.

    Tecnologia chegando

    No pacote, vem também uma leva de tecnologia: quatro novos portêineres, 15 guindastes RTG e 40 caminhões internos de alta performance. Todos adaptados a padrões de eficiência energética e sustentabilidade. Tudo dentro da política global da empresa de reduzir emissões e modernizar operações.

    O novo cais passará de 1.100 para 1.290 metros. Com isso, o terminal poderá receber navios de classe New Panamax, capazes de carregar até 150 mil toneladas. As obras devem terminar em agosto do próximo ano.

    A DP World reforça que os equipamentos trarão menor consumo e menos gases poluentes, alinhando-se à agenda de descarbonização do Governo Federal.

    Foto: Assessoria de comunicação DP World

    Costa Filho conhece bem o projeto. Em agosto, esteve em Santos para acompanhar o início das obras. Viu de perto as primeiras estacas sendo cravadas. Cumprimentou trabalhadores, ouviu histórias.

    A visita a Dubai trouxe outro tipo de inspiração. No Porto de Jebel Ali, o ministro observou sistemas de automação e o modelo Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação vertical dos contêineres. “É impressionante. São tecnologias que podem transformar a logística brasileira”, disse.

    O ministro quer mais do que ver. Quer aplicar. “Vim entender como essas inovações podem ampliar a capacidade do Brasil e atrair novos investimentos. O país pode, sim, se alinhar às melhores práticas do mundo.”

  • BNDES libera R$ 300 milhões para ampliar usina de milho em Goiás

    BNDES libera R$ 300 milhões para ampliar usina de milho em Goiás

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 300 milhões para ampliar a usina de milho da Neomille S.A. localizada em Chapadão do Céu (GO). O aporte permitirá aumentar a capacidade de produção de etanol de milho para até 527 mil metros cúbicos por safra.

    Além disso, a unidade ampliará a fabricação de DDGS (grãos secos com solúveis), usado na nutrição animal, para até 265 mil toneladas por safra. E de óleo de milho para 21 mil toneladas.

    A Neomille estima que o projeto evitará a emissão anual de 101 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). E assim, contribuindo para a redução dos gases de efeito estufa. Com a expansão, a empresa prevê gerar 91 empregos permanentes, entre diretos e indiretos. Durante a fase de obras, poderão ser criados até 277 postos temporários indiretos.

    O BNDES destinará R$ 240 milhões do Fundo Clima e R$ 60 milhões da linha BNDES Finem Incentivada para o financiamento. Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, “o projeto reforça a Nova Indústria Brasil, política industrial do governo do presidente Lula. E apoia a transição para combustíveis mais limpos, fortalecendo as cadeias de biocombustíveis do país.”

    Aumentar a capacidade produtiva

    Renato Pretti, CEO do Grupo CerradinhoBio, controlador da Neomille, afirma que a ampliação é estratégica para aumentar a capacidade produtiva com eficiência e menor emissão de gases, alinhada à agenda energética nacional. “O apoio do BNDES torna possível avançarmos em um projeto que promove desenvolvimento regional e sustentabilidade.”

    A Neomille, que integra o Grupo CerradinhoBio e tem capital 100% nacional e aberto, produz etanol, açúcar, coprodutos do milho (DDGS e óleo) e energia elétrica. A empresa utiliza milho e cana-de-açúcar em suas operações nos municípios de Chapadão do Céu (GO) e Maracaju (MS), e processa atualmente 1,5 milhão de toneladas de milho e 6,1 milhões de toneladas de cana.

  • Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Lucas Fuini acorda cedo todos os dias em seu sítio em Itapira (SP) para cuidar da plantação de jiló, berinjela e pimentão que sustenta sua família. Filho e neto de agricultores, ele aprendeu desde os 12 anos a dividir o tempo entre a escola e o trabalho na lavoura. Em 2025, Lucas conquistou uma vitória importante: renovou a frota da propriedade através do Programa Pró-Trator.

    “Programas como esse ajudam muito, principalmente porque facilitam o acesso a máquinas novas. Um trator custa quase R$ 200 mil, um valor impossível de pagar à vista. O crédito permite que eu continue investindo sem comprometer tudo de uma vez. Hoje está difícil juntar dinheiro”, explica Lucas. O produtor utiliza o trator na pulverização das culturas, o que torna o trabalho diário mais eficiente.

    Modernização chega ao café de montanha

    Em Divinolândia (SP), o produtor Marcos Riccetto também aproveitou o programa para modernizar sua propriedade. Ele trabalha com gado de cria e café de montanha e descobriu o Pró-Trator por indicação do Sindicato Rural e da Casa da Agricultura do município.

    “O Sicredi me ajudou a agilizar toda a parte burocrática e de documentação. Essas iniciativas são essenciais, porque o setor primário é a base de tudo. Se a agricultura não estiver estruturada, os outros setores também não avançam”, afirma Marcos. O produtor adquiriu um trator de 85 cavalos, equipado com super-redutor, para mecanizar parte da lavoura e otimizar os tratos culturais do café.

    Cooperativa assume liderança no programa estadual

    As histórias de Lucas e Marcos ilustram o impacto transformador do programa no campo paulista. O Sicredi, cooperativa de crédito, conquistou a liderança na destinação de crédito do Pró-Trator em São Paulo.

    A cooperativa se credenciou junto ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e se tornou a primeira instituição financeira do Brasil a operar o programa, lançado em maio de 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento criou a iniciativa para apoiar pequenos e médios produtores na modernização de suas propriedades através do financiamento de tratores e implementos agrícolas.

    Resultados expressivos em menos de um ano

    Entre 2024 e 2025, o programa já movimentou R$ 61,1 milhões em financiamentos. Os recursos beneficiaram 343 associados e geraram uma economia superior a R$ 9,3 milhões para os produtores participantes.

    Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca que os números reforçam o papel estratégico do cooperativismo de crédito no desenvolvimento regional.

    “Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Ao facilitar o acesso a recursos, capacitamos pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, conclui o executivo.

  • “Brasil Produtivo” reforça parceria entre Brasil e China

    “Brasil Produtivo” reforça parceria entre Brasil e China

    O Palácio Tangará, em São Paulo, recebeu nesta quinta-feira (17) o evento “Brasil Produtivo”, promovido pela Extra Máquinas, representante oficial da XCMG — maior fabricante chinesa de máquinas pesadas e terceira do mundo. A cerimônia reuniu empresários, entidades de classe e autoridades, entre elas os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Mauro Mendes (MT). O encontro marcou uma nova etapa da cooperação sino-brasileira no fortalecimento da infraestrutura e da produtividade nacional.

    Cooperação e expansão no mercado latino-americano

    A reunião destacou os avanços da XCMG no Brasil, que completa dez anos de operação em Pouso Alegre (MG). A fábrica, fruto de um investimento de US$ 300 milhões, já produziu mais de 23 mil equipamentos desde 2014. Além disso, a empresa anunciou a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país. O objetivo é adaptar tecnologias às condições do mercado latino-americano.

    O governador Tarcísio de Freitas ressaltou o papel de São Paulo como centro estratégico para a atração de investimentos e desenvolvimento tecnológico no país. Ele destacou o compromisso em construir um ambiente favorável aos negócios, reduzindo entraves burocráticos e incentivando a digitalização de processos. Em sua fala também mencionou a felicidade de saber que o Banco XCMG está presente no território paulista e que investimentos em P&D e supply chain estão se baseando em São Paulo.

    Já o governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, ressaltou a importância da China como principal parceiro comercial do estado. Cerca de 70% da soja mato-grossense tem como destino o país asiático. O governador elogiou a decisão da XCMG de investir no Brasil e destacou os benefícios ao agronegócio.

    Inovação e sustentabilidade como eixos estratégicos

    O presidente global da XCMG, Yang Dongsheng, afirmou que a empresa é “agora uma companhia brasileira”, com 50% de conteúdo nacional em seus produtos — índice que deve subir para 55% até o próximo ano. Ele anunciou novos investimentos com foco em máquinas inteligentes, energia limpa e sustentabilidade.

    Além disso, os planos incluem a chegada de veículos comerciais de nova energia e máquinas agrícolas de alta tecnologia. As iniciativas reforçam o compromisso da XCMG com a transição energética e o desenvolvimento sustentável.

    Crescimento da Extra Máquinas e impacto no agronegócio

    O presidente da Extra Máquinas, Pérsio Briante, anfitrião do evento, destacou a confiança construída em cinco anos de parceria com a XCMG. Fundada em 1984, a empresa atua nos setores de agronegócio, construção civil, pavimentação e mineração. Também anunciou um investimento de R$ 50 milhões para abrir 12 novas lojas até 2026, em São Paulo, Mato Grosso, Pará, Goiás e Distrito Federal.

    O crescimento da empresa impressiona. O faturamento saltou de R$ 6 milhões em 2020 para R$ 450 milhões em 2024. A previsão é atingir R$ 650 milhões em 2025 e alcançar R$ 1,5 bilhão até 2030.

    Foto: Divulgação

    A Extra Máquinas mantém o maior centro de distribuição de peças XCMG do Brasil, em Pouso Alegre (MG), com 9 mil itens catalogados e 130 mil unidades em estoque. O investimento total é de R$ 52 milhões. Essa estrutura garante agilidade logística e suporte técnico ao setor produtivo.

    Com mais de 200 colaboradores diretos e 100 indiretos, frota própria e foco em pós-venda e capacitação técnica, a empresa reafirma seu papel como elo estratégico para o agronegócio e a infraestrutura nacional.

    Autoridades e lideranças setoriais

    Participaram do evento o senador Alexandre Luiz Giordano; os deputados estaduais Max Russi e Sheila Klener, do Mato Grosso; o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Jorge Lima; e a presidente da São Paulo Negócios, Alessandra Andrade, que representou o prefeito Ricardo Nunes.

    Da liderança chinesa estiveram presentes Li Hanguang, presidente da XCMG do Brasil e América do Sul; Tian Dong, vice-presidente da XCMG Brasil; e Sicheng Zhang, presidente do Banco XCMG Brasil. O setor produtivo também foi representado por entidades como Apelmat, SOBRATEMA, Abralog, Analoc e Sindipedras, reforçando a integração entre indústria, logística e construção civil.

    “Construindo o futuro juntos”

    Ao encerrar o evento, Pérsio Briante agradeceu à equipe da XCMG e ressaltou a importância da parceria sino-brasileira. “O sucesso da XCMG no Brasil tornou acessíveis equipamentos de alto padrão. Hoje, construímos juntos uma comunidade de destino compartilhado para a indústria de máquinas de construção”, afirmou.

    O “Brasil Produtivo” consolidou a presença chinesa no país e abriu um novo ciclo de investimentos, inovação e cooperação internacional, com reflexos diretos no agronegócio, infraestrutura e geração de empregos.

  • JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    A gigante global de alimentos JBS anunciou um investimento de US$ 70 milhões para expandir sua produção de frangos no Paraguai. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (02/10) durante a visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara, subsidiária do grupo, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

    Este movimento marca a volta da JBS ao Paraguai após a empresa ter vendido seus abatedouros de bovinos no país para a concorrente Minerva, em 2017.

    Aquisição e expansão

    O primeiro passo deste novo ciclo de investimentos foi a aquisição da marca paraguaia Pollos Amanecer, que inclui uma fábrica de processamento localizada no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, também conhecido como Campo 9, no departamento de Caaguazú. A unidade está situada em uma das principais regiões agrícolas do país, com fácil acesso a grãos e a menos de 200 km das três maiores cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

    A JBS planeja realizar obras de ampliação e modernização na planta. Após a conclusão, a fábrica terá capacidade para processar 100 mil aves por dia. A empresa mantém o fornecimento ao mercado interno paraguaio e tem como novo objetivo iniciar as exportações para o mercado internacional.

    Geração de empregos e crescimento

    O investimento deve gerar cerca de 1.100 empregos diretos quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total. O complexo produtivo será ampliado para incluir 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    Foto: divulgação JBS

    O plano de expansão é ambicioso. Atualmente a operação funciona com aves criadas em 19 galpões, e a meta é chegar a 139 galpões após a conclusão das obras.

    Estratégia global

    Em nota, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que o Paraguai oferece condições favoráveis para o desenvolvimento da avicultura. Ele afirmou que o investimento reforça a estratégia da companhia para aumentar sua competitividade e diversificação.

    “Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país. Gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, disse Tomazoni.

    Durante o evento, o acionista da J&F, Wesley Batista, reforçou a confiança no governo paraguaio e a visão de construir um complexo industrial integrado e relevante no país.

  • Murilo Huff investe R$ 17 milhões em vaca Nelore

    Murilo Huff investe R$ 17 milhões em vaca Nelore

    O cantor sertanejo Murilo Huff acaba de fechar um dos negócios mais comentados do agronegócio brasileiro. O artista adquiriu participação societária na vaca Íris 8 FIV da Valônia, animal da raça Nelore avaliado em mais de R$ 17 milhões.

    A negociação aconteceu durante o Leilão Raridades, realizado em Ribeirão Preto (SP). Outras quatro empresas participam da sociedade: Syagri, Pecuária São Jorge, Nelore HK e Nelore Brasão. Murilo conduziu o negócio através da Nelore Huff, sua marca no setor.

    Recordes e conquistas impressionam mercado

    Íris 8 FIV da Valônia carrega um currículo invejável no mundo da pecuária. A fêmea conquistou os títulos de Grande Campeã da Expozebu 2019 e da Expoinel Minas 2020. Seu peso recorde atingiu 1.306 kg em Terras de Kubera.

    O animal também protagonizou a venda de prenhez mais cara da história da raça. O valor superou R$ 500 mil, estabelecendo novo patamar no mercado.

    Murilo Huff revelou os motivos da aquisição. “Foi um momento de muita euforia e orgulho. Esta vaca está entre as mais cobiçadas do Brasil e do mundo”, explicou o artista.

    O cantor destacou o potencial genético do animal. “Ela possui vários recordes em pista e é uma grande reprodutora. Seus filhos campeões vão contribuir nos nossos cruzamentos”, completou.

    O interesse de Murilo pelo agronegócio não nasceu agora. “O agronegócio sempre representou uma paixão que eu queria tirar do papel”, admitiu o cantor.

    Para ele, diversificar os investimentos traz satisfação pessoal. “Mesmo fora dos palcos, sigo fazendo o que gosto. A criação de gado não se torna intensa, mas prazerosa”, afirmou.

    Estratégia focada na raça Nelore

    A escolha pela raça Nelore seguiu critérios técnicos e comerciais. “Meus olhos sempre brilharam pensando em investimentos. Sei que a raça tem porte com bastante valor agregado”, justificou Murilo.

    O cantor planeja expandir a Nelore Huff através de práticas de inseminação. “Quero atingir a maior pureza possível na linhagem”, revelou.

    Este não marca o primeiro investimento de Murilo na pecuária de elite. Em março, ele adquiriu Vitória, filha da Ibiza FIV Surreal. Esta vaca detém o título de mais valorizada da raça Nelore Pintado.

    O plantel do cantor inclui ainda outros animais de alto padrão genético. Neru, por exemplo, conquistou o título de campeão nacional da Expozebu em 2024.

    Mercado aquecido valoriza genética superior

    O investimento de Murilo reflete o momento do mercado de genética bovina no Brasil. Criadores disputam animais com linhagem comprovada e histórico de conquistas.

    A entrada de celebridades no setor também aquece os negócios. Artistas como Murilo Huff trazem visibilidade e novos recursos para a pecuária nacional.

    O cantor demonstra que sua estratégia vai além do entretenimento. Seus investimentos no agronegócio mostram visão de longo prazo e diversificação inteligente de patrimônio.

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  • Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola se destaca como uma grande promessa no agronegócio global. Na safra 2023/24, a produção alcançou 28 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola. Esse avanço se deve principalmente à produção de raízes, tubérculos, frutas e legumes.

    O governo angolano investe fortemente na expansão agrícola. Entre os projetos está a construção de uma fábrica de fertilizantes avaliada em US$ 2 bilhões. A planta começará a operar em 2027 e terá capacidade para produzir 1,38 milhão de toneladas por ano. O objetivo é fortalecer a produção interna, reduzir a dependência de importações e gerar mais de 4.500 empregos diretos.

    Para a safra 2024/25, o governo destinou 1,5 bilhão de kwanzas para modernização, crédito agrícola, mecanização e assistência técnica. A expectativa é crescer mais de 7% na produção agrícola, aumentando o protagonismo do país no mercado internacional de alimentos.

    A parceria estratégica com o Brasil facilita esse crescimento. Angola cede até 500 mil hectares para projetos agrícolas brasileiros e recebe apoio da Embrapa. Além disso, há incentivos para a agroindustrialização, impulsionando o potencial do país como polo relevante no comércio global.

    Com cerca de 36 milhões de hectares de terras cultiváveis, Angola explora menos de 10% desse território. O país tem um dos maiores potenciais agrícolas do mundo. Programas de financiamento climático e a adoção de tecnologias verdes favorecem a agricultura familiar. Assim, Angola avança como novo polo global de inovação e produção agrícola sustentável.

    Estrutura e localização

    Angola está localizada na costa oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico. O país faz fronteira ao norte com a República Democrática do Congo, a leste com a Zâmbia, ao sul com a Namíbia e ao oeste com o Atlântico. Possui também o enclave de Cabinda, entre a República do Congo e a República Democrática do Congo.

    A área total de Angola é de 1.246.700km², o que a coloca entre os maiores países do continente africano. Segundo estimativas recentes, a população em 2025 é de aproximadamente 39 milhões de habitantes.

    A estrutura portuária angolana é composta por importantes portos marítimos ao longo de seus 1.600km de litoral. Os principais portos são Luanda, Lobito, Cabinda, Soyo, Namibe e Ambriz. O Porto de Luanda se destaca como o maior do país, responsável por cerca de 80% das importações e exportações. O governo investe na expansão e modernização da infraestrutura portuária, incluindo um novo porto internacional em Barra do Dande, para reforçar o papel do país como hub logístico regional.

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