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  • Tecnificação e fertilizantes inteligentes: o futuro da agricultura

    Tecnificação e fertilizantes inteligentes: o futuro da agricultura

    Durante a Fertilizer Latino Americano (FLA) 2025, a maior conferência do setor de fertilizantes da América Latina, realizada no Rio de Janeiro, Mark Ringkob, vice-presidente comercial da Mosaic, ressaltou a importância da tecnificação agrícola e da utilização eficiente de fertilizantes tecnológicos como estratégias centrais para o futuro da agricultura.

    O executivo participou do painel “Avaliando as perspectivas da produção agrícola na América Latina”, ao lado de representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Veeries – Inteligência em Agronegócio.

    Expansão da produção e distribuição de fertilizantes

    Um dos destaques da participação de Ringkob foi o anúncio da nova unidade de mistura da Mosaic em Palmeirante (TO), que entrará em operação ainda em 2025. A expectativa é que o Tocantins, maior produtor de soja da região Norte do Brasil, amplie sua produção. Passando de 5,477 milhões de toneladas para 7,174 milhões de toneladas, um crescimento de 31%.

    “O crescimento da população mundial exige um aumento proporcional na produção de alimentos, o que impulsiona a demanda por produtos agropecuários. Nesse contexto, os investimentos em tecnificação e fertilizantes de alta eficiência são essenciais para garantir um aumento sustentável da produtividade agrícola”, afirmou Ringkob.

    Brasil como protagonista no mercado global

    O vice-presidente da Mosaic também destacou o protagonismo do Brasil no setor agrícola. Especialmente em meio a desafios como o risco de desabastecimento global, crises geopolíticas e a pandemia.

    “Nos últimos anos, enfrentamos riscos de desabastecimento e desafios globais, mas o Brasil segue como um dos principais players do mercado. A agricultura brasileira se destaca pela velocidade na adoção de novas tecnologias, impulsionada pela mentalidade inovadora dos produtores. Esse cenário beneficia toda a cadeia produtiva e, ao mesmo tempo, promove impactos positivos no meio ambiente”, concluiu Ringkob.

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  • Microplásticos em resíduos orgânicos: o que está acontecendo?

    Microplásticos em resíduos orgânicos: o que está acontecendo?

    Um estudo realizado por cientistas da Nova Zelândia revelou uma descoberta preocupante: resíduos orgânicos amplamente utilizados como fertilizantes e condicionadores de solo contêm altos níveis de microplásticos. A pesquisa levanta sérias questões sobre os impactos ambientais e agrícolas dessas partículas microscópicas.

    De acordo com o portal Phys.org, os pesquisadores analisaram diferentes tipos de resíduos orgânicos usados na agricultura, como biossólidos (lodo de esgoto), vermicomposto (compostagem com minhocas), composto a granel (proveniente de coletas seletivas e instalações industriais) e compostos ensacados vendidos em lojas de jardinagem.

    Os resultados foram alarmantes: cada quilograma de resíduo analisado continha entre 1.100 e 2.700 partículas de microplástico. Além disso, os cientistas descobriram que até mesmo os plásticos biodegradáveis não estavam se decompondo na velocidade esperada, o que aumenta sua acumulação no solo.

    “Mesmo os plásticos biodegradáveis não estão se degradando como previsto, o que levanta preocupações sobre os impactos de longo prazo dos microplásticos na saúde e produtividade do solo”, afirmou Helena Ruffell, pesquisadora da Universidade de Canterbury.

    Como os microplásticos afetam a agricultura e a saúde?

    A presença de microplásticos em fertilizantes representa uma ameaça dupla: além de comprometer a qualidade do solo e o crescimento das plantas, também indica que essas partículas podem estar em níveis mais altos no corpo humano do que se pensava anteriormente.

    Estudos mostram que os microplásticos podem reduzir a capacidade das plantas de absorver nutrientes, prejudicando seu desenvolvimento. Além disso, pesquisas indicam que essas partículas podem entrar na cadeia alimentar, sendo ingeridas por animais e humanos. Já foram detectadas até no cérebro e associadas ao aumento do risco de problemas respiratórios.

    “Os resíduos orgânicos são essenciais para fornecer carbono e nutrientes ao solo, ajudando a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e promovendo a economia circular”, destacou Ruffell. No entanto, a contaminação por microplásticos pode comprometer esses benefícios.

    O que está sendo feito para combater os microplásticos?

    Diante desse cenário, cientistas buscam soluções para reduzir a presença de microplásticos no meio ambiente. Algumas iniciativas incluem:

    • O uso de materiais orgânicos, como biochar, para ajudar a remover microplásticos do solo.
    • O desenvolvimento de filtros para impedir que essas partículas cheguem à água potável.
    • Pesquisas para encontrar maneiras mais eficientes de degradar plásticos antes que se tornem microplásticos.

    Com o aumento da conscientização sobre os impactos dos microplásticos, a busca por alternativas sustentáveis se torna ainda mais urgente para garantir a segurança alimentar e a preservação ambiental.

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  • Uberlândia recebe 1ª fábrica na América Latina do Grupo Haifa

    Uberlândia recebe 1ª fábrica na América Latina do Grupo Haifa

    Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi escolhida para sediar a primeira fábrica na América Latina do Grupo Haifa, multinacional israelense líder na produção de nitrato de potássio e soluções de nutrição vegetal especializadas. A unidade, que inicia operação nesta quinta-feira (30), marca um passo estratégico na expansão da empresa, que atua em mais de 100 países.

    Localizada na rua Nivaldo Guerreiro Nunes, no Distrito Industrial, zona norte de Uberlândia, a nova unidade começa suas atividades com a geração de 30 empregos diretos, podendo dobrar esse número em uma futura expansão. Em coletiva de imprensa realizada nesta manhã, executivos da Haifa apresentaram detalhes do empreendimento, que contará com uma área de aproximadamente 20 mil m².

    O prefeito Paulo Sérgio, que participará da cerimônia de inauguração, ressaltou a relevância do investimento para o desenvolvimento econômico da região. “Nestes primeiros 100 dias de gestão, estamos intensificando a atração de novas empresas para Uberlândia. A chegada da Haifa representa mais empregos e renda, além de fortalecer nosso ambiente de negócios”, afirmou.

    Estratégia de expansão e vantagens logísticas

    Segundo o CEO global da Haifa, Motti Levin, a escolha de Uberlândia foi motivada por sua localização geográfica estratégica e proximidade com mercados-chave nas regiões Central, Sul e Nordeste do Brasil. “Acreditamos no potencial da cidade e encontramos condições favoráveis, como infraestrutura industrial e facilidade na obtenção de licenças. Isso nos permitiu concretizar o projeto com segurança e agilidade”, destacou Levin.

    A nova unidade tem previsão de produzir, no primeiro ano, 6 mil toneladas de fertilizantes minerais mistos com liberação controlada. Esse volume pode chegar a 20 mil toneladas em cinco anos e atingir 40 mil toneladas em uma década.

    A produção de fertilizantes em Uberlândia atenderá todo o território nacional, reduzindo riscos de desabastecimento e aumentando a produtividade rural. Os produtos da Haifa promovem maior eficiência dos nutrientes, reduzindo a necessidade de insumos e minimizando impactos ambientais.

    Sobre o Grupo Haifa

    Fundada em 1966, a Haifa é uma das principais fornecedoras globais de soluções de nutrição vegetal para culturas de alto valor. A empresa conta com 17 subsidiárias e um portfólio abrangente, que inclui fertilizantes solúveis para fertirrigação e hidroponia, aplicação foliar e fertilizantes granulados de liberação controlada.

    Além de sua atuação no setor agrícola, a Haifa também se destaca pelo desenvolvimento de ferramentas digitais que auxiliam produtores na elaboração de programas precisos de fertilização. A empresa foi uma das primeiras signatárias do Pacto Global da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Assim, reforçando seu compromisso com práticas sustentáveis e a inovação no agronegócio.

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  • Fertilizantes: Brasil busca aumentar a produção e diminuir a importação

    Fertilizantes: Brasil busca aumentar a produção e diminuir a importação

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) assumiu papel estratégico na captação de investimentos para o setor de fertilizantes durante o Fertilizer Latino Americano 2025, realizado no Rio de Janeiro. O objetivo é reduzir a dependência externa do insumo e fortalecer a produção nacional.

    Com apoio do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) e do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), a ApexBrasil lançou o programa Invest in Brazil Fertilizers. Ou seja, a iniciativa oferece suporte a investidores interessados no mercado brasileiro, com informações estratégicas e um portfólio de projetos estaduais aptos a receber aportes.

    Segundo Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil, a agência passou a atuar como líder global na atração de investimentos para fertilizantes, indo além de ações pontuais em eventos. “Estamos construindo uma estratégia de longo prazo junto ao Sinprifert, conectando investidores internacionais com oportunidades reais no Brasil”, afirmou.

    Parcerias e oportunidades para expandir a produção

    O evento reuniu representantes de empresas globais do setor, incluindo Kemapco, Casale, Atome, NODRAL, RNZ Group, Atlas Agro, Haifa Group e Stamicarbon. Durante os quatro dias, a ApexBrasil promoveu encontros de alto nível entre investidores e instituições públicas e privadas, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Embrapa.

    Bernardo Silva, presidente do Sinprifert, destacou a importância do evento para divulgar a política nacional do setor e atrair novos investimentos. “Para cumprir o Plano Nacional dos Fertilizantes (PNF), o Brasil precisa quintuplicar sua produção até 2050, com investimentos estimados em R$ 200 bilhões”, afirmou.

    O coordenador da Rede FertBrasil e pesquisador da Embrapa, Paulo Cesar Teixeira, reforçou que o Brasil possui capacidade técnica para ampliar a produção de fertilizantes, mas enfrenta desafios regulatórios. “Precisamos reduzir entraves tributários, tecnológicos e burocráticos que afastam investidores”, alertou.

    Amazonas e Uberlândia no radar de investidores

    A ApexBrasil também destacou oportunidades na Região Norte, com potencial para ampliar a produção interna de fertilizantes. No Amazonas, por exemplo, há grandes reservas de fosfato que podem atrair investimentos, conforme apontou Ronney Peixoto, secretário de Energia, Mineração e Gás do estado.

    Um dos destaques foi a Potássio do Brasil, subsidiária da canadense Brazil Potash, que avança no projeto Potássio Autazes, na bacia do Amazonas. Com investimentos de US$ 2,5 bilhões, a empresa projeta produzir 2,2 milhões de toneladas anuais do insumo em até cinco anos, reduzindo a importação de potássio em 20%.

    Já a Haifa, empresa israelense especializada em nitrato de potássio, anunciou planos para instalar uma fábrica de fertilizantes de alta solubilidade em Uberlândia (MG). A unidade atenderá a demanda de estados com alto consumo do insumo e contribuirá para a segurança alimentar global, segundo Giuliana Feldman, diretora-geral da Haifa para a América do Sul.

    “A ApexBrasil identificou oportunidades para que empresas como a Haifa possam ampliar sua atuação no Brasil e reduzir a dependência de importação”, destacou Padilla.

    Impacto global e estratégico do evento

    O Fertilizer Latino Americano 2025 reuniu mais de 60 países e se consolidou como um dos principais eventos do setor. Organizado pelo CRU Group e pela Argus, o encontro proporcionou networking e debates sobre tendências e oportunidades no mercado de fertilizantes.

    A ApexBrasil montou seu estande no Windsor Oceanico Hotel, na Barra da Tijuca, em parceria com MDIC, MAPA, Embrapa, Sinprifert e outras instituições. Entre os participantes estavam Petrobras, Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    Redução da dependência externa

    Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com destaque para o potássio, cuja dependência externa chega a 98%. A guerra entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, impactou os fluxos comerciais e reforçou a necessidade de ampliar a produção doméstica.

    Em 2022, as importações de fertilizantes somaram US$ 25 bilhões, enquanto em 2023 esse valor caiu para US$ 15 bilhões, segundo dados do Sinprifert. O consumo total do insumo no país é de aproximadamente 45 milhões de toneladas ao ano.

    Ou seja, com a nova estratégia da ApexBrasil e o fortalecimento de parcerias internacionais, o Brasil busca avançar na autossuficiência e garantir maior segurança para o agronegócio, setor fundamental para a economia nacional.

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  • Projeto amplia isenção fiscal para adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas

    Projeto amplia isenção fiscal para adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que zera as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins para a importação e venda de adubos, fertilizantes e defensivos agropecuários, incluindo versões biológicas desses produtos. A medida amplia os benefícios fiscais atuais. Que se restringem a itens listados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), definida pelo governo federal.

    A proposta, de autoria do ex-deputado Marco Bertaiolli (SP) e relatada pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), também estende a isenção para matérias-primas utilizadas na fabricação desses insumos. Assim, beneficiando importadores que atualmente estão excluídos do benefício. Além disso, o texto inclui outros produtos, como corretivos de solo, inoculantes agrícolas, lanolina, substratos para plantas e alimentos para animais, como bois, cavalos e peixes.

    Impacto no setor agropecuário

    O relator do projeto, deputado Pedro Lupion, destacou que a medida busca promover um tratamento mais igualitário entre as empresas do setor agropecuário. E também aliviar os custos de produção, que têm sido pressionados pelo aumento dos preços dos insumos. “A proposta se mostra ainda mais relevante no contexto atual, com a alta do preço da produção agropecuária, causada pela elevação dos custos dos insumos”, afirmou.

    A isenção fiscal pode reduzir os preços finais dos produtos agrícolas, beneficiando tanto os produtores rurais quanto os consumidores. A medida também visa fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro, setor estratégico para a economia do país.

    O projeto segue agora para análise em caráter conclusivo nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, a proposta ainda depende da aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

    A ampliação da isenção fiscal para insumos agrícolas é vista como uma medida essencial para impulsionar a produção rural. E também enfrentar os desafios causados pela alta dos custos de produção. Com a aprovação, espera-se um impacto positivo no setor agropecuário, contribuindo para a sustentabilidade e o crescimento da economia brasileira.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

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  • Brasil aumenta as importações de fertilizantes; confira

    Brasil aumenta as importações de fertilizantes; confira

    As importações de fertilizantes no Brasil atingiram um recorde em 2024, conforme o Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. Ou seja, o país desembarcou 44,3 milhões de toneladas, marcando um crescimento de 8,3% em relação aos 40,9 milhões de toneladas do ano anterior.

    Balanço por porto

    No porto de Paranaguá, as importações somaram 11 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2024, superando as 10,3 milhões do mesmo período em 2023. Ao mesmo tempo, os portos do Arco Norte também mostraram aumento, com 7,52 milhões de toneladas em 2024, em comparação a 5,97 milhões no ano anterior.  Em Santos, foram 8,88 milhões de toneladas no último ano, ligeiramente acima das 8,56 milhões de toneladas registradas em 2023.

    Soja

    Além disso, o boletim destacou que a soja, principal produto cultivado no Brasil, viu suas exportações crescerem pelos portos do Arco Norte. Em dezembro passado, esses portos representaram 34,8% das exportações nacionais, um aumento em relação aos 33,8% do mesmo mês em 2023.

    Fretes

    No setor de fretes, a Bahia observou uma queda no fluxo logístico para transporte de grãos em dezembro. Essa redução na demanda resultou na diminuição das tarifas na maioria das localidades do estado. No Distrito Federal, as variações nos preços foram pequenas. Os fretes para os portos de Paranaguá e Santos permaneceram estáveis. Em Goiás, a demanda por fretes em Rio Verde foi baixa em dezembro, algo comum para essa época do ano.

    Em resumo, a maioria das rotas viu uma redução nas tarifas de frete, exceto algumas específicas com origem em Cristalina e Catalão. Apesar da baixa movimentação, algumas demandas enfrentaram dificuldades para encontrar caminhões disponíveis.

    No Maranhão, não houve fretes rodoviários de cargas de soja para o porto do Itaqui ou o Terminal Ferroviário de Porto Franco em dezembro devido à falta de estoques. Em Mato Grosso, o mercado de fretes rodoviários manteve ritmo lento no final do ano. Em geral, as tarifas caíram na maioria das rotas que têm o estado como origem. Já Mato Grosso do Sul registrou oscilações negativas nos preços dos fretes devido à disponibilidade limitada de produtos. Por outro lado, Minas Gerais viu as exportações de café realizadas por cooperativas e exportadoras manterem os valores dos fretes em patamares históricos devido à boa demanda. No Piauí, o mercado de fretes continuou retraído em dezembro, afetando os valores cobrados nas principais rotas agrícolas do estado.

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  • Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    Exportações de soja e milho registram desempenho distinto em 2024

    As exportações brasileiras de soja e milho apresentaram resultados diferentes em novembro de 2024, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A soja registrou 2,55 milhões de toneladas embarcadas, queda de 45,8% em relação ao mês anterior. Ou seja, esse recuo reflete a quebra na safra 2023/24. No entanto, para a próxima temporada, a expectativa é de recuperação, com exportações estimadas em 105,48 milhões de toneladas.

    Soja

    O Brasil, maior exportador mundial de soja, viu uma redução no volume exportado em 2024 frente aos recordes de 2023. Em geral, de janeiro a novembro, o país exportou 96,8 milhões de toneladas, contra 101,8 milhões no mesmo período do ano anterior. A quebra de safra e a queda nos preços internacionais explicam o desempenho inferior. Com isso, o petróleo ultrapassou a soja como principal produto de exportação brasileira, algo que não acontecia desde 2021.

    Os portos do Arco Norte responderam por 35% das exportações de soja em novembro de 2024, acima dos 33,8% registrados no mesmo mês de 2023. O Porto de Santos movimentou 28,9%, uma leve queda frente aos 30% do ano anterior. Já Paranaguá registrou 13,9%, contra 14,1% em 2023.

    Milho

    No milho, os portos do Arco Norte também ganharam destaque, com 47,2% das exportações entre janeiro e novembro de 2024, acima dos 41,6% do mesmo período de 2023. Santos ficou com 41,6%, seguido por Paranaguá (3,3%) e São Francisco do Sul (5,4%). Mato Grosso, Goiás, Paraná e Maranhão lideraram as exportações do grão.

    Fertilizantes

    Em relação aos fertilizantes, as importações caíram 15% em novembro de 2024 em comparação com outubro, totalizando 4,2 milhões de toneladas. Porém, houve um aumento de 8,8% em relação a novembro de 2023. De janeiro a novembro, os portos brasileiros receberam 36,73 milhões de toneladas, queda de 0,8% em comparação ao ano anterior. Paranaguá liderou com 8,9 milhões de toneladas, seguido por Santos (7,19 milhões) e Arco Norte (6,39 milhões).

    O Boletim destaca que a intensificação do uso dos portos do Arco Norte reflete uma mudança estratégica nas rotas de exportação, projetando crescimento no escoamento de produtos agrícolas.

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    Frete apresenta variação entre as regiões brasileiras

    Em novembro, os preços do frete variaram entre as principais regiões produtoras. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí e São Paulo registraram queda nos valores, impulsionada pela baixa demanda e menor movimentação de grãos. No Distrito Federal, os preços também caíram, com retrações de até 9%.

    Por outro lado, no Maranhão, os preços ficaram estáveis devido à baixa oferta de fretes para soja e milho. Em Minas Gerais, o mercado permaneceu aquecido, com estabilidade nos valores e ajustes pontuais. Ao mesmo tempo, a Bahia registrou equilíbrio, apesar da redução no fluxo logístico. No Paraná, os preços se mantiveram estáveis.

    Em resumo, o Boletim Logístico da Conab, publicado mensalmente, traz análises sobre logística agropecuária, desempenho das exportações e principais rotas utilizadas no escoamento da produção. A edição completa está disponível no portal da Companhia.

     

  • BiomaPhos: absorção de fósforo impulsiona agricultura brasileira

    BiomaPhos: absorção de fósforo impulsiona agricultura brasileira

    Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Embrapa, em parceria com a Bioma, tem proporcionado benefícios significativos ao agronegócio brasileiro, gerando estimativas de R$ 4,27 bilhões desde seu lançamento em 2019 até a safra 2022/2023.

    O inoculante solubilizador de fosfato, conhecido comercialmente como BiomaPhos, foi inicialmente projetado para a cultura do milho, mas sua aplicação se expandiu para soja, feijão e cana-de-açúcar, impactando mais de 10 milhões de hectares ao longo dos últimos cinco anos.

    Na cultura da soja, por exemplo, a produtividade média aumentou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, além de um incremento de 14% no teor de fósforo nos grãos. Após o registro do bioproduto para feijoeiro em 2023, observou-se um aumento de 14% na produtividade dessa cultura. O uso do BiomaPhos está sendo validado para outras culturas, como sorgo, arroz, tomate e batata.

    De acordo com Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), o solubilizador de fosfato é um dos maiores casos de sucesso na adoção de tecnologias da Embrapa nos últimos anos. “Além de ser uma solução tecnológica inovadora e sem precedentes no mercado, sua eficiência foi confirmada nos primeiros anos após o lançamento”, afirmou.

    Crescimento na adoção do bioinsumo

    O uso do BiomaPhos cresceu consideravelmente desde sua introdução. Na safra 2018/2019, o produto foi aplicado em 228 mil hectares; já na safra 2022/2023, esse número saltou para mais de 4 milhões de hectares. A expectativa é que na safra 2023/2024 a área adotada ultrapasse 5 milhões de hectares. Esses dados foram destacados no Balanço Social da Embrapa de 2023.

    Pesquisadores
    Christiane Paiva, Rubens Miranda e Guilherme Medeiros, pesquisadores

    A quantia estimada em benefícios financeiros é significativamente superior aos custos de desenvolvimento da tecnologia, que totalizaram cerca de R$ 53,3 milhões. “Esses números atestam a importância dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação para a agricultura nacional”, ressaltou Rubens Augusto de Miranda, pesquisador responsável pelo estudo.

    Expansão internacional

    A tecnologia não se limitou ao Brasil; ela começou a ser avaliada nos Estados Unidos em 2022 e obteve liberação em 14 estados americanos, incluindo o Corn Belt. Além disso, o produto foi registrado em países como Alemanha, Canadá, Argentina e Paraguai.

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    Artur Soares, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Bioma, destacou que as validações internacionais mostraram ganhos médios significativos na produtividade.

    Como funciona a solubilização do fósforo?

    A tecnologia atua na disponibilização do fósforo presente no solo. Apenas 0,1% do fósforo está disponível para absorção imediata pelas plantas. Estudos da Embrapa mostram que uma grande quantidade desse nutriente permanece inerte no solo. O inoculante utiliza microrganismos selecionados para solubilizar o fósforo e torná-lo acessível às raízes das plantas.

    Benefícios e futuro do uso de bioinsumos

    O uso crescente de bioinsumos como o BiomaPhos contribui para os esforços nacionais de descarbonização da agricultura. O Brasil se destaca como o maior consumidor mundial de biofertilizantes e tem potencial para liderar ainda mais esse mercado até o final da década.

    O pesquisador Rubens Augusto de Miranda realizou um estudo que registrou a expansão do uso do bioinsumo ao longo do tempo. “A confirmação da eficiência do produto nos dois primeiros anos resultou no grande sucesso na safra 2020/2021, quando alcançou a marca de 2,45 milhões de hectares. Em 2021/2022, chegou a 2,77 milhões de hectares e, na safra seguinte, alcançou novo recorde com quase 4 milhões de hectares de área plantada. A expectativa é que em 2023/2024 a área de adoção de inoculantes solubilizadores de fosfato com tecnologia da Embrapa ultrapasse 5 milhões de hectares”, revela o cientista.

    A pesquisa e desenvolvimento contínuos nesta área são essenciais para garantir a sustentabilidade e competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global. Com a adoção crescente dessas tecnologias inovadoras, espera-se que os agricultores brasileiros possam enfrentar desafios futuros com mais eficiência e sustentabilidade.

  • Petrobras investe R$ 3,5 bilhões em fábrica de fertilizantes no MS

    Petrobras investe R$ 3,5 bilhões em fábrica de fertilizantes no MS

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A decisão veio após reavaliação do projeto dentro do Plano Estratégico 2024-2028, confirmando a atratividade econômica da unidade, mesmo em cenários desafiadores.

    R$ 3,5 bilhões em investimento

    A UFN-III estava em hibernação desde 2015, mas o retorno da Petrobras ao segmento de fertilizantes reacendeu os planos para o projeto. Portanto, agora, a unidade passa a integrar oficialmente a carteira de implantação do plano estratégico da empresa. Com um investimento estimado de R$ 3,5 bilhões, a previsão é que a fábrica inicie as operações em 2028.

    Nos próximos meses, a Petrobras iniciará as contratações para a retomada das obras, assegurando que todos os processos respeitem as práticas de governança e os procedimentos internos. A assinatura dos contratos ainda depende da aprovação final das autoridades da Petrobras.

    Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destacou a importância estratégica do setor de fertilizantes para a empresa. “Estamos retomando investimentos nesse segmento para ampliar nosso mercado de gás e reduzir a dependência do Brasil na importação de fertilizantes”, afirmou Chambriard.

    William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras, reforçou a relevância da UFN-III para o mercado nacional. “A localização privilegiada da unidade, próxima aos principais consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste, assegura sua importância para o Brasil e para a região”, disse França.

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    UFN-III e a produção nacional de fertilizantes

    Com uma produção anual estimada de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia, a UFN-III estará estrategicamente posicionada para atender estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Ou seja, a localização facilita o suprimento desses mercados, que apresentam demanda crescente por ureia.

    Em resumo, a ureia, principal fertilizante nitrogenado do país, é amplamente usada no cultivo de milho, cana-de-açúcar, café, trigo, algodão e como suplemento alimentar na pecuária. Atualmente, o Brasil importa toda a ureia consumida internamente, com uma demanda nacional de aproximadamente 7 milhões de toneladas prevista para 2024.

    A UFN-III contará com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, proporcionando alta eficiência produtiva e fortalecendo o setor agrícola e petroquímico brasileiro.

     

  • Mão de obra e insumos lideram custos na produção de morango

    Mão de obra e insumos lideram custos na produção de morango

    O Projeto Campo Futuro (Sistema CNA/Senar) conduziu painéis para levantar os custos da produção de morango no Paraná, Minas Gerais e Bahia. Em resumo, a pesquisa, nos meses de julho e agosto de 2024, observou as particularidades de diferentes sistemas de cultivo, como o cultivo protegido, em calhas suspensas ou slab, e o plantio em campo aberto com proteção de mulching e túneis plásticos, além do perfil dos produtores envolvidos.

    Produção de morango

    Em geral, os produtores cultivam morango em pequenas áreas, e a mão de obra familiar executa a maioria das atividades, com apoio externo em algumas etapas. A comercialização ocorre em diferentes modalidades. O produto in natura é embalado em bandejas contendo quatro cumbucas com 250g cada e vendido para intermediários, atacado ou consumidor final.

    Preço

    A precificação varia conforme classificação de tamanho, padrões de qualidade e flutuações de mercado. Há ainda o morango indústria, aquele comercializado congelado para confecção de polpas.

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    O cultivo do morango possui alta demanda laboral. Assim, ao analisar os custos médios levantados em painéis, mesmo que a mão-obra-familiar seja responsável pela condução da maioria das atividades na propriedade, a contratação externa – para condução de atividades como preparo de solo, limpeza de folhas velhas, e auxílio na colheita e beneficiamento –, destaca como principal item de custo, 30% dos Custos Operacionais Efetivos (COE).

    Em seguida tem-se os desembolsos com embalagens, que incluem bandeja de papelão, cumbucas, filme plástico e rótulo (27,5% do COE). Como terceiro item de custo, a aquisição de fertilizantes (9,7%). Somados, apenas esses três itens de custo, correspondem a 67,3% do COE.