Tag: etanol de milho

  • Conferência internacional foca nos investimentos e inovações no etanol de milho

    Conferência internacional foca nos investimentos e inovações no etanol de milho

    Cuiabá (MT) sediará, em 3 de abril de 2025, a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho. O evento, organizado pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e pela DATAGRO, reunirá produtores, investidores, autoridades e especialistas para debater o avanço do setor no Brasil. Em resumo, os painéis trarão análises de mercado, inovações tecnológicas e estratégias para tornar a cadeia produtiva mais sustentável e competitiva.

    O presidente da DATAGRO, Plinio Nastari, destaca o crescimento do setor. “O etanol de milho ganha relevância na matriz energética brasileira, impulsionado pela segurança na oferta do grão e avanços em eficiência produtiva. Investimentos em novas plantas e ampliação da capacidade instalada consolidam o Brasil como um dos principais produtores mundiais”, afirma.

    Programação

    A programação inclui seis painéis sobre temas como o impacto da Lei do Combustível do Futuro, RenovaBio e MOVER. Além disso, o evento abordará também oportunidades para exportação de etanol de milho, novos mercados para biocombustíveis e estratégias de financiamento e investimento.

    O presidente da UNEM, Guilherme Nolasco, reforça o potencial do setor. “O Brasil possui 25 biorrefinarias em operação, dez projetos autorizados pela ANP e outras 20 unidades programadas. A expansião, aliada às inovações tecnológicas, aumenta a competitividade do setor e atrai novos investimentos”, ressalta.

    A conferência também discutirá o potencial do Combustível Sustentável para Aviação (SAF, na sigla em inglês), biocombustível produzido a partir de matérias-primas renováveis. Ou seja, o SAF surge como solução para a descarbonização da aviação. Ao mesmo tempo, outro destaque será a evolução na produção de DDG (Dried Distillers Grains), coproduto rico em proteínas e fibras, usado na nutrição animal.

    Nastari ressalta a demanda global por esses produtos. “No mercado internacional, DDG e DDGS se destacam pelo alto valor nutricional e origem sustentável. Em 2023, a UNEM e a ApexBrasil firmaram um convênio para impulsionar as exportações, fortalecendo a competitividade do setor brasileiro”, afirma.

    Em geral, a primeira edição da conferência reuniu mais de 500 convidados, incluindo representantes da agroindústria, produtores de cereais e políticos do Congresso Nacional.

    Sobre a DATAGRO

    Com 40 anos de experiência, a DATAGRO é uma consultoria global especializada em agropecuária e clima. Ou seja, seus dados e análises orientam decisões de clientes em mais de 50 países. A empresa produz mais de 130 relatórios mensais sobre dez culturas e mercados. Entre suas oito unidades de negócios, estão Consultoria Estratégica, Alta Performance, Financial e Markets. A DATAGRO também organiza eventos como o Global Agribusiness Fórum (GAF) e o Global Agribusiness Festival (GAFFFF).

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  • Enzima transforma óleo de milho em biocombustível para aviação

    Enzima transforma óleo de milho em biocombustível para aviação

    Um estudo inovador conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas (SP), revelou uma nova forma de converter o óleo de destilação do etanol de milho (DCO) em combustíveis renováveis, como bioquerosene para aviação e diesel verde. A pesquisa, publicada na prestigiosa revista Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima capaz de transformar o DCO em hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petróleo.

    A enzima identificada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do CNPEM, destaca-se por sua alta eficiência e resistência a temperaturas elevadas, permitindo sua aplicação direta no processamento do DCO. Esse coproduto da produção de etanol de milho, até então subaproveitado, poderá assumir um papel estratégico na indústria de combustíveis sustentáveis.

    A atuação da enzima no DCO resulta na descarboxilação do material, removendo o oxigênio dos ácidos graxos e gerando compostos muito semelhantes aos obtidos no refino do petróleo. Além do uso como combustível, esses compostos podem ser aplicados na fabricação de plásticos, cosméticos e outros produtos industriais.

    Impacto no mercado e sustentabilidade

    O Brasil produziu, em 2023, aproximadamente 145.700 toneladas de DCO, que poderiam ser convertidas em biocombustíveis sustentáveis. No cenário global, estima-se que a produção de DCO chegue a 4,3 milhões de toneladas anuais. O CNPEM é pioneiro no desenvolvimento de tecnologias que permitem o aproveitamento dessa matéria-prima na geração de hidrocarbonetos sustentáveis por meio de processos enzimáticos.

    A descoberta também tem implicações econômicas e ambientais significativas. A indústria do etanol de milho no Brasil, em expansão especialmente no Centro-Oeste, poderá agregar mais valor à sua cadeia produtiva. E transformar o óleo residual em combustível para transporte de longas distâncias. Essa inovação fortalece o conceito de circularidade no setor, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência da produção de biocombustíveis.

    Avanços científicos e tecnológicos

    A elucidação da estrutura atômica da enzima foi possível graças à cristalografia de proteínas realizada na linha de luz Manacá, do Sirius, acelerador de partículas de quarta geração operado pelo CNPEM. Esse equipamento é um dos mais avançados do mundo e permite a análise detalhada de biomoléculas em escala atômica.

    “O grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos industriais. Não só identificamos essa enzima, mas também elucidamos completamente seu modo de ação, compreendendo as características que a tornam extremamente eficiente para atuar no DCO”, afirma Letícia Zanphorlin, pesquisadora do CNPEM e líder do estudo.

    Apoio industrial

    O projeto, financiado pela Sinochen, incorporada pela PRIO – a maior empresa independente de óleo e gás do Brasil –, recebeu apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e um investimento de cerca de R$ 10 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I).

    “A indústria do etanol de milho está crescendo rapidamente no Brasil. Eessa tecnologia abre uma oportunidade única para transformar subprodutos em produtos de alto valor agregado”, destaca Letícia Zanphorlin. O próximo desafio é ampliar a escala de produção e buscar novas aplicações comerciais para a tecnologia.

    Eduardo Couto, diretor do LNBR, ressalta o compromisso do CNPEM com soluções sustentáveis. “Nosso foco é desenvolver tecnologias que não apenas reduzam as emissões de gases de efeito estufa. Mas também promovam o uso eficiente dos recursos naturais e a preservação dos ecossistemas.”

    Além do DCO, outras matérias-primas renováveis, como os óleos de babaçu e macaúba, também estão no radar da pesquisa. Assim, ampliando as possibilidades para a produção de biocombustíveis sustentáveis e promovendo novas alternativas energéticas alinhadas à transição para uma economia de baixo carbono.

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  • Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    A Lei do Combustível do Futuro, sancionada recentemente, deve impulsionar investimentos de mais de R$ 1 trilhão no setor de biocombustíveis no Brasil até 2034. A estimativa está na Nota Técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que detalha os valores previstos em investimentos (CAPEX) e custos operacionais (OPEX) entre 2025 e 2034. Além disso, o documento, divulgado pela EPE, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), aponta R$ 100 bilhões em investimentos e R$ 924 bilhões em custos operacionais.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o impacto transformador da nova lei para o setor energético. “Estamos iniciando uma era de inovação e sustentabilidade no Brasil. Os biocombustíveis impulsionarão a economia e posicionarão o país como líder na transição energética global”, afirmou.

    A Nota Técnica explora frentes como etanol, biodiesel, biometano e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Ao mesmo tempo, também aborda inovações como diesel verde e captura de carbono biogênico (bio-CCS). Em resumo, o etanol lidera os investimentos, concentrando 59% dos valores previstos. Portanto, a expansão abrange novas usinas e a modernização de plantas existentes.

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    O biodiesel, estimulado por mandatos de mistura obrigatória, deve atrair R$ 14,5 bilhões em investimentos. O segmento terá também R$ 77,5 bilhões em custos operacionais. Já os combustíveis sustentáveis de aviação têm projetos que somam R$ 17,5 bilhões em investimentos, fortalecendo o Brasil como protagonista na descarbonização do transporte aéreo.

     

    A nova lei reforça o compromisso brasileiro com as metas globais de descarbonização. Somente o etanol de cana-de-açúcar terá mais de R$ 59 bilhões destinados à expansão de canaviais e à ampliação da capacidade industrial. Esses avanços consolidam o papel do Brasil como referência mundial em biocombustíveis e sustentabilidade.