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  • Congresso Andav reúne dados inéditos da distribuição de insumos

    Congresso Andav reúne dados inéditos da distribuição de insumos

    A 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav será apresentada no 15º Congresso Andav. O evento ocorre de 11 a 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A divulgação do estudo está marcada para o dia 13, às 14h15.

    O levantamento acompanha o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários. Além disso, reúne indicadores sobre o desempenho econômico e financeiro das empresas. A pesquisa também analisa crédito, investimentos, estoques, infraestrutura e tendências do setor.

    A Andav desenvolve o estudo em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O levantamento reúne informações de pequenas, médias e grandes empresas associadas. Assim, os dados ajudam a mostrar a realidade da distribuição de insumos em diferentes regiões do país.

    Entre os indicadores avaliados estão faturamento, desempenho financeiro e modalidades de crédito. A pesquisa também considera estoques, investimentos e infraestrutura. Além disso, analisa o perfil dos colaboradores, a participação feminina e os planos de expansão das empresas.

    O estudo ainda acompanha os níveis de satisfação dos clientes e as tendências do mercado. Dessa maneira, a pesquisa oferece uma visão ampla sobre os caminhos da distribuição de insumos agropecuários no Brasil.

    Pesquisa mostra evolução do setor

    A edição divulgada no ano passado apresentou dados importantes sobre o desempenho das empresas associadas à Andav. Na ocasião, o levantamento apontou crescimento de 10,6% na receita.

    As empresas alcançaram R$ 167 bilhões em faturamento em 2024. O resultado ocorreu em um cenário de restrições de crédito. Além disso, parte do setor enfrentou processos de recuperação judicial.

    O segmento de insumos respondeu por R$ 104 bilhões desse total. Já a comercialização de grãos movimentou R$ 36 bilhões. Por sua vez, máquinas, serviços e outros negócios representaram R$ 27 bilhões.

    O estudo também identificou avanços na infraestrutura da distribuição. Ao mesmo tempo, aumentaram as perspectivas de expansão das empresas.

    Agora, a nova edição da Pesquisa Nacional da Distribuição Andav deve atualizar esse cenário. Com isso, o levantamento poderá mostrar as mudanças registradas pelo setor desde a última edição.

    Para Roberta Alves, gerente de Atendimento e Educação da Andav, a participação dos associados amplia a representatividade da pesquisa.

    “A participação dos associados da Andav na pesquisa reflete a nossa imensa capilaridade e diversidade. Ao reunirmos a visão e os dados de pequenas, médias e grandes empresas, revelamos a verdadeira dimensão da Distribuição de Insumos Agropecuários. Somos o elo que conecta a indústria de insumos ao produtor rural, garantindo o avanço contínuo de todo o agronegócio.”

    Indicadores ajudam nas decisões

    A Pesquisa Nacional da Distribuição ganhou importância ao longo da última década. Nesse período, o levantamento passou a apoiar o acompanhamento da evolução do setor.

    Os dados também ajudam as empresas a tomar decisões. Além disso, permitem identificar riscos e oportunidades no mercado.

    Por outro lado, os indicadores fortalecem o diálogo com autoridades. Eles ainda ajudam a destacar a importância da distribuição na cadeia do agronegócio.

    A Andav conta com a condução do Cepea/Esalq-USP para realizar o levantamento. A instituição responde pela coleta e pelo tratamento das informações.

    Segundo a Andav, a parceria garante uma base de dados para analisar o mercado. Além disso, fortalece as ações da entidade em defesa do setor.

    Os resultados também contribuem para o diálogo com órgãos reguladores. Dessa forma, a pesquisa amplia a representatividade dos distribuidores nas discussões sobre o setor.

    Para Mateus Elias, gerente de Inteligência de Mercado da Andav, o levantamento apoia decisões estratégicas em um mercado dinâmico.

    “A Pesquisa Nacional da Distribuição Andav é uma ferramenta estratégica para compreender a evolução da Distribuição de Insumos Agropecuários no Brasil. Ao consolidar informações de mercado, desempenho financeiro, estoques e tendências regionais, a pesquisa fortalece e gera indicadores confiáveis para todo o segmento. Atualmente, em um cenário desafiador, os dados contribuem para que distribuidores tomem decisões mais assertivas, identifiquem riscos e oportunidades e aprimorem seu planejamento estratégico, fortalecendo a sustentabilidade e a competitividade do setor”, explica.

    Congresso Andav discute futuro do agro

    A apresentação da pesquisa integra a programação do 15º Congresso Andav. O evento terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”.

    Ao longo de três dias, lideranças do agronegócio, economistas, executivos, pesquisadores e especialistas participarão dos debates. A programação abordará fatores que influenciam a competitividade do setor.

    Entre os assuntos estão economia, geopolítica e crédito. O evento também terá discussões sobre mercado financeiro, reforma tributária e inteligência de mercado.

    Além disso, a programação inclui temas como bioenergia, inovação e distribuição de insumos. A gestão empresarial também estará entre os assuntos tratados durante o congresso.

    O evento contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. Centenas de empresas, instituições e especialistas participarão da programação.

    Nesse ambiente, o congresso busca promover conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios. A pesquisa, por sua vez, acrescenta dados para a análise do mercado de distribuição de insumos.

    A 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav será apresentada no dia 13 de agosto, às 14h15. Portanto, o levantamento será um dos destaques da programação do último dia do evento.

    A expectativa é que os novos indicadores ajudem a compreender o momento atual da distribuição de insumos agropecuários. Além disso, os dados poderão apontar tendências e perspectivas para o setor no Brasil.

    Serviço

    15º Congresso Andav

    Data: 11 a 13 de agosto de 2026
    Horário da plenária: Dias 11 e 12, das 10h às 16h45; dia 13, das 10h às 16h
    Apresentação da 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição Andav: 13 de agosto, às 14h15
    Horário da exposição: Dias 11 e 12, das 9h às 21h; dia 13, das 9h às 18h
    Local: Transamerica Expo Center
    Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP) – entrada pelo Pavilhão G
    Outras informações: eventosandav.com.br

  • Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    Distribuição de insumos ganha destaque no Congresso Andav 2026

    A distribuição de insumos agropecuários estará no centro dos debates do 15º Congresso Andav 2026, que será realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Um dos destaques da programação será o painel “Distribuidor: Acesso ao Mercado”. O encontro reunirá empresários do setor para discutir os desafios e as oportunidades da atividade diante das mudanças econômicas e das novas demandas do agronegócio brasileiro.

    O debate está marcado para o dia 12 de agosto, às 11h. Na ocasião, executivos que atuam em diferentes regiões do País compartilharão experiências sobre expansão de mercado, relacionamento com a indústria, acesso ao crédito, gestão empresarial e estratégias para ampliar a competitividade das empresas de distribuição.

    Além disso, o painel busca apresentar soluções práticas para um segmento que desempenha papel estratégico na conexão entre a indústria e o produtor rural.

    Distribuição amplia papel no agronegócio

    A distribuição de insumos ocupa uma posição estratégica na cadeia do agronegócio. O segmento conecta a indústria ao produtor rural, levando tecnologia, assistência técnica, soluções financeiras e serviços especializados ao campo.

    Nos últimos anos, as empresas ampliaram sua atuação para atender às novas exigências do mercado. Além da comercialização de insumos, passaram a oferecer ferramentas de agricultura digital, gestão de risco e consultoria técnica.

    Segundo o presidente executivo da Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), Paulo Tiburcio, o distribuidor deixou de atuar apenas na venda de insumos. Hoje, ele exerce uma função mais ampla no desenvolvimento da atividade agrícola.

    “Além da comercialização de insumos, as empresas ampliaram sua atuação na oferta de assistência técnica, agricultura digital, soluções financeiras, gestão de risco e serviços especializados, tornando-se parceiras estratégicas do produtor rural em um ambiente de negócios cada vez mais complexo”, afirma.

    Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios importantes. Entre eles estão o aumento do custo do capital, a maior seletividade na concessão de crédito, a necessidade de ganhos de escala, a profissionalização da gestão e o processo de consolidação do mercado.

    Nesse cenário, Tiburcio avalia que a competitividade depende cada vez mais da capacidade de oferecer soluções integradas ao produtor rural.

    “Hoje, a competitividade da distribuição vai muito além da capacidade comercial. Ela passa pela qualidade do relacionamento com a indústria, pela proximidade com o produtor, pela oferta de serviços, pela gestão financeira e pela capacidade de compreender as diferentes realidades do mercado brasileiro. É essa visão prática que queremos levar ao Congresso”, destaca.

    Programação aborda desafios e oportunidades

    O painel integra a programação do Congresso Andav 2026, que terá como tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”. Durante os três dias de evento, representantes do agronegócio, da indústria, do mercado financeiro e da economia discutirão temas considerados estratégicos para o setor.

    Entre os assuntos previstos estão economia, crédito, reforma tributária, geopolítica, gestão de pessoas, bioenergia, inteligência de mercado e inovação. Além disso, será apresentada a Pesquisa Nacional da Distribuição Andav 2026, desenvolvida em parceria com o Cepea/Esalq-USP. O levantamento é considerado uma das principais referências sobre o mercado brasileiro de distribuição de insumos agropecuários.

    Por fim, a edição deste ano contará com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de área de exposição. O congresso reunirá centenas de empresas, instituições e especialistas. Dessa forma, reforça seu papel como ambiente voltado à geração de conhecimento, relacionamento e oportunidades de negócios para o agronegócio.

    Serviço

    15º Congresso Andav 2026

    Data: 11 a 13 de agosto de 2026.

    Horário da plenária: 11 e 12 de agosto, das 10h às 16h45; 13 de agosto, das 10h às 16h.

    Horário da exposição: 11 e 12 de agosto, das 9h às 21h; 13 de agosto, das 9h às 18h.

    Local: Transamerica Expo Center.

    Endereço: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP), entrada pelo Pavilhão G.

    Outras informações: eventosandav.com.br

  • Aditivo alimentar reduz emissões de metano em 50% em gado Nelore

    Aditivo alimentar reduz emissões de metano em 50% em gado Nelore

    A Minerva Foods e a startup australiana Rumin8 divulgaram os resultados de um estudo inédito que comprova redução de 50,4% nas emissões de metano entérico em gado Nelore confinado. Conduzida em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), a pesquisa de 120 dias também registrou melhora estatisticamente significativa de 5% na eficiência de conversão alimentar dos animais que consumiram o aditivo desenvolvido pela Rumin8.

    O experimento avaliou o impacto do aditivo em condições que simulam operações comerciais de confinamento brasileiras. Animais que receberam o produto misturado à ração total (TMR) emitiram 39,6 g de metano por quilo de ganho de peso , contra 77,2 g/kg no grupo controle, que consumiu a mesma dieta sem o suplemento.

    No total, o teste gerou uma redução estimada de 29,8 toneladas de CO₂ equivalente em emissões de gases de efeito estufa, além de proporcionar ganhos de produtividade e menor consumo de ração. Empresas especializadas em certificação de carbono agrícola, entre elas a Athian e a FoodChain ID, realizam a verificação independente desses resultados.

    Como o estudo foi conduzido

    O experimento envolveu dois grupos de bovinos Nelore machos. O primeiro reuniu 80 animais em baias individuais, o que permitiu medir com precisão o consumo de ração e as emissões de metano, metade no grupo controle, metade recebendo o aditivo. O segundo grupo incluiu 200 bovinos em baias coletivas, para simular condições de escala comercial.

    A dieta adotada seguiu o padrão típico de terminação em confinamento no Brasil: 12% de volumoso e 88% de concentrado, com milho moído como ingrediente principal. Pesquisadores monitoraram o consumo de ração diariamente e avaliaram o desempenho produtivo por meio de pesagens periódicas.

    O que dizem os envolvidos

    Para o CEO da Rumin8, David Messina, os resultados abrem caminho para escalar a tecnologia no maior mercado de gado do mundo. “A Minerva e a Rumin8 estão comprometidas em reduzir as emissões de metano do setor. E foi excelente ter este trabalho validado por uma das instituições acadêmicas mais respeitadas do Brasil”, afirmou. Segundo ele, os dados farão parte do pacote regulatório para a comercialização do produto no país.

    Marta Giannichi, Diretora Global de Sustentabilidade da Minerva Foods, destacou o caráter estratégico da iniciativa. “A redução das emissões de metano é uma prioridade para o avanço de uma cadeia mais sustentável. Iniciativas como esta ajudam a acelerar soluções que combinam produtividade e responsabilidade ambiental”, disse.

    Pesquisadores da ESALQ/USP classificaram o aditivo testado entre as estratégias mais promissoras de mitigação de metano já avaliadas pela instituição. Com potencial para reduzir a pegada ambiental da produção de carne bovina sem comprometer a eficiência produtiva.

  • Agronegócio bate recorde na geração de empregos

    Agronegócio bate recorde na geração de empregos

    O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde histórico de empregos em 2025: 28,4 milhões de trabalhadores atuam no setor, o equivalente a 26,3% de todo o mercado de trabalho nacional. Os dados constam de pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    O resultado supera o de 2024, quando o agronegócio respondia por 26,1% das ocupações no país. Em termos absolutos, o setor gerou mais de 600 mil postos de trabalho em um ano, crescimento de 2,2%. Um ritmo superior ao da economia brasileira como um todo, que expandiu 1,7% (ou 1,8 milhão de pessoas) no mesmo período.

    Agrosserviços puxam o crescimento

    O principal motor da expansão foi o segmento de agrosserviços, com alta de 6,1% no número de trabalhadores. Pesquisadores do Cepea/CNA atribuem esse desempenho à retomada das atividades agroindustriais, que vão do processamento de produtos agropecuários à fabricação de insumos, e ao aquecimento da demanda por serviços de apoio e logística, impulsionado por recordes consecutivos de safras e abates de animais.

    O segmento de insumos também avançou, com crescimento de 3,4% frente a 2024. As indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas responderam pelo desempenho positivo, segundo os pesquisadores. Já a agroindústria cresceu 1,4% no mesmo intervalo.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    Na contramão, o segmento primário registrou queda de 1,1% nas ocupações, puxado principalmente pela redução de postos na agricultura. A pecuária manteve relativa estabilidade.

    Mais carteira assinada, mais diploma e mais mulheres

    O perfil dos trabalhadores do agronegócio também mudou. O número de empregos com carteira assinada cresceu 4,6% (440.337 pessoas). E os sem carteira avançaram 0,2% (9.942 pessoas). Ambos os grupos alcançando os maiores níveis da série histórica. Os trabalhadores por conta própria somaram 213.981 novos integrantes, alta de 3,2%.

    A escolaridade no setor melhorou. Em 2025, caiu o número de trabalhadores sem instrução (-7,6%, ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9%, ou 101.876 pessoas). Por outro lado, cresceram os com ensino médio (4,2%, ou 459.556 pessoas) e com ensino superior (8,3%, ou 336.124 pessoas).

    A análise por gênero revela avanço para homens e mulheres: os trabalhadores do sexo masculino somaram 323.761 novos postos (+1,9%), enquanto as trabalhadoras cresceram 2,6% (+278.046 pessoas). O ritmo maior de expansão feminina indica, ainda que de forma gradual, maior participação das mulheres no mercado de trabalho do agronegócio.

  • Guerra no Irã ameaça embarques de carne bovina e acende alerta no Brasil

    Guerra no Irã ameaça embarques de carne bovina e acende alerta no Brasil

    A escalada do conflito envolvendo o Irã acendeu um sinal de alerta para as exportações brasileiras de carne bovina. Principal fornecedor global do produto, o Brasil agora monitora com cautela os desdobramentos da guerra que ameaçam as vendas para uma de suas regiões mais estratégicas: o Oriente Médio.

    Os países do Oriente Médio absorveram cerca de 10% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em 2025, o que representa um volume de 250 mil toneladas. O Irã, protagonista no atual cenário de tensão, figura entre os principais destinos desse comércio.

    Diante do aumento das incertezas, os exportadores brasileiros já enfrentam desafios logísticos. Rotas marítimas, custos com seguros de carga e a estabilidade financeira dos importadores entraram na mira das empresas, que começam a buscar mercados alternativos para redirecionar parte das mercadorias e evitar perdas.

    No mercado interno, analistas do setor acompanham a situação com cautela. Qualquer interrupção ou atraso nas compras por parte dos países importadores pode levar os frigoríficos a ajustarem temporariamente a demanda, o que tende a influenciar os preços do boi gordo.

    Especialista detalha cenário em evento

    Os efeitos da guerra, os impactos para as exportações e os possíveis desdobramentos para a pecuária brasileira serão alguns dos temas centrais do Simpósio Nutripura, que acontece até hoje, 21 de março, em Cuiabá. O economista Alexandre Mendonça de Barros participa do evento para detalhar como o cenário geopolítico pode influenciar o mercado da carne e apontar possíveis oportunidades para o setor.

    Mendonça de Barros integra um time de peso no evento. A programação conta com a presença do biólogo e comunicador Richard Rasmussen, do açougueiro e influenciador Marcelo Bolinha, que soma mais de 800 mil seguidores no Youtube, e do médico Dr. Alexandre Duarte, especialista em dieta carnívora e metabolismo humano.

    O Simpósio Nutripura também aposta em um eixo técnico-científico de peso. Os professores Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), trazem suas contribuições em áreas como nutrição, manejo e sistemas de produção animal.

    Completa a programação uma apresentação do professor José Luiz Tejon, especialista em marketing agro e comportamento do consumidor, ampliando o debate para temas como reputação, consumo e a imagem da carne brasileira no mundo.

    Nesta edição, o Simpósio espera reunir mais de 2 mil participantes, incluindo produtores rurais, técnicos, pesquisadores, executivos e empresas do agronegócio. A programação foca em inovação, sustentabilidade e as principais tendências dos mercados globais da carne brasileira.

  • Pesquisadores da USP analisam riscos e benefícios dos pesticidas na produção de alimentos

    Pesquisadores da USP analisam riscos e benefícios dos pesticidas na produção de alimentos

    Pesquisadores do Laboratório de Ecotoxicologia do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), em Piracicaba (SP), lançaram a cartilha Do campo à mesa: o uso de pesticidas e a segurança dos alimentos. O material gratuito busca equilibrar produtividade agrícola, saúde pública e sustentabilidade, oferecendo informações claras sobre rastreabilidade e boas práticas no uso de defensivos químicos. O conteúdo está disponível para download no Portal de Livros Abertos da USP.

    Organizada por Laura Bordignon, Márcio Antônio Godoi Junior, Nicoli Gomes de Moraes e Kassio Ferreira Mendes, a publicação aborda a dualidade dos pesticidas na agricultura: embora sejam essenciais para garantir lavouras saudáveis e alta produtividade, exigem manejo responsável para evitar impactos à saúde humana e ao meio ambiente. Segundo os autores, a conscientização e a informação são fundamentais para melhorar continuamente a qualidade dos alimentos e a confiança do consumidor.

    A cartilha reúne figuras, gráficos e fluxogramas que explicam temas como comportamento dos pesticidas no ambiente, resíduos em alimentos, limites legais permitidos e métodos de detecção. O objetivo é auxiliar produtores, técnicos e consumidores a entender os aspectos legais e sanitários que envolvem o uso dessas substâncias.

    “Esperamos que o material estimule práticas mais seguras e conscientes no campo, reforçando a confiança na origem dos alimentos”, afirmam os organizadores.

    Rastreabilidade e segurança dos alimentos

    Um dos pontos centrais da publicação é a rastreabilidade, mecanismo que permite acompanhar a origem e o percurso dos produtos ao longo da cadeia produtiva. No Brasil, a rastreabilidade de frutas, legumes e verduras é obrigatória por lei, segundo a Instrução Normativa Conjunta, o que garante ao consumidor acesso a informações sobre quem produziu, quando e como o alimento foi cultivado — incluindo o uso de pesticidas.

    A iniciativa reforça a importância de transparência na cadeia produtiva e explica conceitos como:

    • Comportamento dos pesticidas: forma como os compostos se dispersam no ambiente.
    • Resíduos em alimentos: níveis de substâncias químicas presentes nos produtos que chegam à mesa.
    • Limites legais: normas e parâmetros definidos pela legislação brasileira para assegurar a segurança alimentar.

    Certificações e autoridades reguladoras

    O material também detalha o papel das certificadoras que fiscalizam boas práticas agrícolas, como:

    • GlobalG.A.P., que define padrões internacionais de produção segura e sustentável.
    • Rainforest Alliance Certified, voltada à proteção ambiental e aos direitos dos trabalhadores.
    • Certifica Minas Café, que adota critérios técnicos de conservação do solo, manejo responsável e redução de agrotóxicos.

    Além disso, a cartilha explica como os Limites Máximos de Resíduos (LMR) são definidos e verificados. Esses parâmetros medem, em miligramas por quilo de alimento (mg/kg), a quantidade máxima de pesticida permitida nos produtos, considerando o tipo de cultura, condições reais de cultivo e práticas agrícolas adequadas. Entre os órgãos responsáveis pela aferição dos LMR estão:

    • Codex Alimentarius,
    • FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação),
    • OMS (Organização Mundial da Saúde),
    • Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e
    • Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

    A cartilha Do campo à mesa: o uso de pesticidas e a segurança dos alimentos está disponível para leitura e download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP, com acesso livre para produtores, estudantes e consumidores interessados em entender melhor como o manejo responsável de pesticidas contribui para a segurança alimentar e ambiental.

  • Pesquisadores da USP descobrem bactérias que combatem doenças da soja

    Pesquisadores da USP descobrem bactérias que combatem doenças da soja

    Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, identificaram bactérias nas Ilhas de Alcatrazes e Palmas, no litoral de São Paulo, que combatem pragas dos cultivos de soja. Os microrganismos demonstram potencial para o desenvolvimento de produtos biológicos inovadores que oferecem alternativas sustentáveis ao uso de fungicidas químicos.

    O estudo triou 20 cepas de Streptomyces spp., isoladas das duas ilhas próximas a São Sebastião, no litoral paulista. Os cientistas testaram os microrganismos contra importantes fitopatógenos da soja, incluindo a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), a podridão seca da haste e da vagem (Phomopsis sojae), a podridão de carvão da raiz (Macrophomina phaseolina) e a mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii).

    Mercado aquecido impulsiona pesquisa

    A descoberta surge em momento estratégico para o agronegócio brasileiro. O mercado de bioinsumos agrícolas no Brasil registra expansão superior a 10% ao ano nos últimos cinco anos. “A demanda por produtos biológicos, especialmente para grandes culturas como a soja, estimula empresas e produtores a buscar soluções inovadoras para integrar ao manejo fitossanitário”, afirma o engenheiro agrônomo Juan Lopes Teixeira, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola da Esalq.

    Teixeira desenvolveu a pesquisa sob orientação da professora Simone Possedente de Lira, do Departamento de Ciências Exatas.

    Duas gerações de produtos biológicos

    O projeto apresenta duas inovações principais. A primeira utiliza células vivas de Streptomyces spp. no desenvolvimento de produtos biológicos — tecnologia presente em menos de 15 produtos no mundo. A segunda emprega metabólitos secundários desses microrganismos para o controle de doenças.

    Os testes selecionaram quatro cepas para avançar no desenvolvimento de fungicidas de primeira geração. Uma cepa foi escolhida para produzir um produto de terceira geração. Os resultados in vitro alcançaram níveis de controle superiores a 53% em cultivos paralelos (feitos com diferentes culturas numa mesma área) e acima de 88% em cultivos cercados (em espaço confinado). Os metabólitos secundários ultrapassaram 84% de controle.

    Agricultura regenerativa e resistência a fungicidas

    Os resultados contribuem para uma agricultura mais regenerativa e reduzem a pressão de seleção de patógenos resistentes a fungicidas químicos. “Os biológicos atuam de forma complementar, proporcionam maior sustentabilidade no manejo de doenças e preservam a eficácia das moléculas sintéticas”, conclui o engenheiro agrônomo.

    A descoberta posiciona o Brasil como referência em biotecnologia agrícola e oferece aos produtores de soja ferramentas mais sustentáveis para o controle de doenças nas lavouras.

    Por Caio Albuquerque – Jornal da USP

  • Microrganismos da Amazônia revelam potencial agrícola e farmacêutico

    Microrganismos da Amazônia revelam potencial agrícola e farmacêutico

    Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), campus de Piracicaba, revelou o potencial de microrganismos isolados da floresta amazônica na promoção do crescimento de plantas, no controle de doenças agrícolas e na descoberta de compostos bioativos inéditos.

    A pesquisa explorou actinobactérias, um grupo de bactérias conhecido pela rica produção de metabólitos com aplicações agrícolas e farmacêuticas.

    De autoria da bióloga Naydja Moralles Maimone, a pesquisa foi financiada pela FAPESP e realizada no Laboratório de Microbiologia Agrícola e Química de Produtos Naturais, sob orientação da professora Simone Lira.

    O projeto reuniu pesquisadores da Esalq, da USP de São Carlos e da Simon Fraser University, do Canadá. “As actinobactérias estudadas foram isoladas de solos amazônicos e estavam armazenadas no Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq. Destacamos o caráter interdisciplinar desse estudo, que englobou diferentes áreas da microbiologia, genética e química orgânica”, conta Maimone à Assessoria de Imprensa da Esalq.

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    O estudo utilizou técnicas avançadas de metabolômica e genômica, revelando como o microbioma amazônico é uma fonte ainda pouco explorada de inovação para a agricultura sustentável.

    Duas das linhagens avaliadas se destacaram. A Streptomyces sp. AM25 demonstrou forte potencial como bioinsumo agrícola, promovendo o crescimento de plantas de milho e inibindo fungos que atacam culturas como soja, milho e tomate. A Streptantibioticus sp. AM24 surpreendeu por produzir compostos inéditos, como duas novas acidifilamidas, tripeptídeos (um tipo de peptídeo composto por três aminoácidos) com estruturas químicas não usuais, uma delas contendo uma modificação que ainda não havia sido descrita anteriormente em metabólitos originados de microrganismos.

    Por Agencia Fapesp

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  • Mapa global revela solos do planeta com alta precisão

    Mapa global revela solos do planeta com alta precisão

    Pesquisadores da Esalq/USP criaram o primeiro mapa global de solos com resolução de 90 metros. O trabalho reuniu imagens de satélite e dados coletados em campo. O estudo, publicado na revista The Innovation, levou seis anos para ser concluído. Mais de 50 cientistas de vários países participaram da pesquisa. A coordenação ficou com os professores José Alexandre Demattê e Raul Roberto Poppiel. Estudantes e pesquisadores do grupo GeoCiS da Esalq/USP também colaboraram.

    Destaques dos mapa global de solos

    O levantamento mostra que 64% da superfície terrestre tem solos arenosos. Ou seja, esses solos são menos favoráveis ao uso agrícola intensivo. Segundo Demattê, solos arenosos exigem manejo com conhecimento detalhado da mineralogia e da dinâmica da água. Muitas regiões ainda carecem desses estudos.

    A pesquisa apontou que áreas agrícolas têm pH até 1,6 unidades maior que áreas de vegetação nativa. O aumento está ligado ao uso contínuo de fertilizantes e corretivos. Esses insumos ajudam na produtividade, mas o uso excessivo altera o equilíbrio químico e biológico do solo. Os impactos podem se acumular ao longo do tempo.

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    Armazenamento de carbono

    Arte: divulgação – ESALQ/USP

    O estudo também destaca o papel do solo no armazenamento de carbono. Solos sob vegetação nativa guardam 54% do carbono orgânico global. Em contrapartida, em áreas agrícolas, o estoque médio de carbono é 60% menor. Poppiel afirma que preservar esse carbono é essencial para enfrentar as mudanças climáticas.

    Quando a matéria orgânica se perde, o solo perde fertilidade, biodiversidade e capacidade de reter água. Isso compromete a regulação climática. Portanto, os autores indicam práticas como plantio direto, culturas de cobertura e sistemas agroflorestais. Ou seja, essas ações ajudam a recompor a matéria orgânica e aumentar o carbono no solo.

    O estudo revelou relação entre carbono estocado e desenvolvimento econômico. Em geral, as dez maiores economias concentram 75% do carbono dos solos agrícolas globais.

    Países em desenvolvimento apresentam estoques menores, segundo os dados. Para Poppiel, isso abre espaço para políticas de incentivo à conservação e regeneração. Além disso, ele destaca que o mercado de créditos de carbono pode estimular a preservação dos solos e aumentar os estoques globais.

  • Déficit de armazenagem ameaça produção de grãos no Brasil, aponta estudo

    Déficit de armazenagem ameaça produção de grãos no Brasil, aponta estudo

    O Brasil enfrenta risco de crise na armazenagem de grãos se não ampliar os investimentos. O alerta é do professor Thiago Guilherme Péra, coordenador do Grupo de Pesquisa em Logística Agroindustrial da ESALQ/USP e conselheiro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

    Hoje, o país produz 330 milhões de toneladas, mas consegue armazenar apenas 60%, cerca de 198 milhões de toneladas. O Mato Grosso, maior produtor, deve colher 100 milhões de toneladas em 2025, mas tem capacidade para guardar só 60%. Isso gera um déficit de 40 milhões de toneladas.

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    Nas últimas safras, as imagens de milho estocado a céu aberto, especificamente em Sinop (MT), evidenciam o problema. Péra destaca que esse tipo de armazenagem aumenta perdas físicas e econômicas.

    Antes de 2012, o Brasil mantinha superávit na armazenagem. A chegada do milho segunda safra, que superou a primeira em volume, mudou o cenário. O pico de colheitas entre março e julho sobrecarrega os armazéns.

    Além disso, a produção crescente de etanol de milho no Centro-Oeste agrava a demanda. Cerca de 16% da capacidade mato-grossense destina-se ao etanol, pressionando ainda o sistema logístico.

    Para o especialista, fortalecer cooperativas e ampliar o acesso a crédito, como pelo programa PCA do BNDES, pode reduzir o déficit. Pequenos e médios produtores sofrem com falta de escala e de armazéns adequados, ressalta.

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