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  • Medida Provisória para reestruturar agro gaúcho sai até 30 de julho

    Medida Provisória para reestruturar agro gaúcho sai até 30 de julho

    A nova medida provisória para reestruturar o agronegócio gaúcho vai ser anunciada ainda em julho. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, liderou uma reunião do Gabinete Itinerante do Mapa com os ministros da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (18), em Porto Alegre (RS).

    A reunião contou com representantes dos setores de agricultura e pecuária gaúcha. O objetivo foi dialogar sobre os impactos dos eventos climáticos recentes e elaborar, junto ao Governo Federal, soluções para pequenos, médios e grandes agricultores.

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a suspensão das dívidas de crédito rural dos produtores do estado até 15 de agosto. A medida vale para empreendimentos em municípios gaúchos que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública entre 30 de abril e 20 de maio de 2024, reconhecida pelo Governo Federal.

    Novo anúncio até o dia 30 de julho

    “É um consenso do Governo anunciar, até o dia 30 deste mês, uma Medida Provisória que reestruture o setor. A proposta inclui até a possibilidade de zerar as dívidas dos mais afetados”, afirmou Fávaro. Além disso, ele destacou a importância de avaliar a situação dos produtores individualmente e mencionou a criação de comitês para essa análise.

    Ao mesmo tempo, o ministro Paulo Pimenta ressaltou o compromisso do governo do presidente Lula com o diálogo. “Estamos aqui, com produtores, cooperativas e representantes de diversas entidades, dialogando para construir alternativas para os grandes desafios que enfrentamos, especialmente na reconstrução da nossa atividade econômica primária”, disse Pimenta.

    Durante a reunião, Fávaro anunciou um aumento significativo no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o Rio Grande do Sul. Ou seja, os recursos ordinários, que eram de R$ 134,4 milhões, aumentaram 17%, chegando a R$ 157,4 milhões, além de R$ 210,9 milhões em recursos extraordinários, totalizando R$ 368,3 milhões. “Com esse incremento, vamos dobrar a área coberta e o número de produtores beneficiados pelo Seguro para a próxima safra”, finalizou Fávaro.

    Além dos ministros, participaram o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi.

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    Aporte para financiamento

    Na terça-feira (17), o Governo Federal liberou R$ 600 milhões em crédito extraordinário para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Esse fundo cobre operações contratadas por produtores rurais do Rio Grande do Sul no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Essa medida é importante para o setor, pois os recursos serão renovados e as operações podem ser contratadas até o fim deste ano”, explicou Fávaro.

    Entrega de máquinas agrícolas

    No início deste mês, o ministro Fávaro entregou 36 máquinas agrícolas em Porto Alegre (RS) para apoiar as ações no campo e o escoamento da produção rural. O evento ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Em resumo, os equipamentos adquiridos com R$ 8,7 milhões oriundos de emendas parlamentares, incluem 26 tratores, 6 motoniveladoras, 3 escavadeiras hidráulicas e 1 retroescavadeira. No total, o governo beneficiou 34 municípios.

    Gabinete itinerante

    Para atender às consequências dos eventos climáticos no Rio Grande do Sul, o ministro Fávaro instituiu, em 28 de maio, o Gabinete Itinerante do Mapa. O grupo transita entre os municípios afetados, conforme a avaliação das regiões e atividades atingidas. Também foi criado o Programa Emergencial de Reconstrução do Agronegócio no estado do Rio Grande do Sul (PERSul). Ou seja, o objetivo é reestabelecer as atividades agropecuárias. Na mesma data, o governo entregou 32 máquinas agrícolas linha amarela para apoiar o agronegócio nas regiões afetadas, beneficiando 31 municípios.

     

  • Expedição mapeia perda de abelhas no Rio Grande do Sul

    Expedição mapeia perda de abelhas no Rio Grande do Sul

    Uma expedição revelou a perda significativa de abelhas em apiários e meliponários no Rio Grande do Sul, após as enchentes de maio de 2024. O Projeto Observatório de Abelhas do Brasil com Foco no Rio Grande do Sul, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), liderou a ação. Entre 24 e 29 de junho, a equipe visitou áreas impactadas pelas enchentes.

    Até o momento, a Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS) registrou a perda de 18.943 colmeias. Ou seja, cerca de 4% do total no estado, segundo o IBGE. No entanto, esses números podem estar subnotificados, pois muitos apicultores não registram suas colmeias junto à inspetoria veterinária de seus municípios.

    Uso do AgroTag abelhas

    A iniciativa usou o software AgroTag Abelhas, desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente, para sistematizar informações sobre a mortandade de abelhas no Brasil. Este software registra incidentes e possíveis causas das mortes, criando uma base de dados harmonizada em uma plataforma nacional.

    O que dizem os especialistas

    Betina Blochtein, pesquisadora do observatório e integrante da equipe de campo, destacou que uma das prioridades do levantamento é validar o uso de recursos disponibilizados para o Estado. Isso contribuirá na elaboração de um relatório identificando as perdas e seus locais. Assim, a equipe direcionará os recursos para reposição das colmeias de maneira adequada, baseando-se nas evidências registradas em campo, como fotos, questionários e delimitação de áreas atingidas.

    A ferramenta da Embrapa é essencial, pois além de registrar dados oficialmente, também cria uma rede de colaboradores entre produtores afetados e aqueles que prestam assistência nas áreas impactadas.

    Detalhes do AgroTag abelhas

    O AgroTag Abelhas, desenvolvido a partir do Sistema AgroTag, é um sistema abrangente de monitoramento que integra dados sistematizados. Além disso, contribui para o registro de informações oficiais sobre a mortandade de abelhas. Com um aplicativo para dispositivos móveis Android, ele permite o envio de dados para um ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas), facilitando a integração com informações coletadas em campo.

    Futuras implementações

    Em uma fase posterior, inspetores de órgãos sanitários oficiais utilizarão o aplicativo para registrar ocorrências rapidamente, atendendo às necessidades regionais. Durante o atendimento em campo, os técnicos terão acesso a um formulário simples para preenchimento. Ele inclui questões sobre a coleta de amostras biológicas para análise laboratorial.

    O projeto segue a premissa do AgroTag, trabalhando com dados geoespaciais para monitoramento territorial agrícola, onde os usuários compartilham dados de forma colaborativa e rastreável. Isso é fundamental para os objetivos do Observatório de Abelhas, que busca evidências comprovadas da mortandade de abelhas, atualmente focando nas perdas causadas pelas cheias no Rio Grande do Sul, destacou Vicente, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente/AgroTag e integrante da equipe de campo.

    Observatório de Abelhas do Brasil

    O Observatório de Abelhas do Brasil é um programa coordenado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), em conjunto com a Embrapa Meio Ambiente. Instituições públicas e privadas, como a Associação A.B.E.L.H.A., também apoiam o projeto. O objetivo é mitigar a mortandade de abelhas no Brasil.

    Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e coordenador geral do Observatório, explicou que o AgroTag foi integrado ao projeto para ajudar fiscais de defesa agropecuária a organizar, coletar e disponibilizar informações de forma adequada. Antes, esses processos eram realizados manualmente e sem padronização entre os estados.

     

  • Super Ação: técnicos se unem para ajudar produtores gaúchos

    Super Ação: técnicos se unem para ajudar produtores gaúchos

    O Sistema CNA/Senar iniciou uma nova fase do programa Super Ação Agro Rio Grande do Sul. Nesta semana, técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de outros estados foram enviados para reforçar as equipes locais e ajudar na recuperação da produção agropecuária do Estado.

    Técnicos das Federações e do Senar de Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro estão no Rio Grande do Sul para auxiliar em atividades essenciais, como a limpeza de propriedades, análise de solo e diagnósticos personalizados para cada produtor. Na quarta-feira (26), os profissionais se reuniram na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) com o coordenador do programa, Valmor Boelhouwer Júnior, e o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, para receber orientações e estratégias de atuação.

    Foto: Divulgação – Farsul

    Entre os técnicos está Mauro Sérgio Leite, do Senar de Mato Grosso do Sul, que destacou a necessidade de auxílio urgente aos produtores gaúchos. “Neste momento, toda ajuda é bem-vinda. Eles estão precisando de muito auxílio. Estamos preparados para o trabalho e esperamos contribuir e fazer o melhor para que o produtor gaúcho retome sua produção. Não é uma tarefa fácil, mas estamos prontos”, afirmou.

    Renato Lugo Cervantes, também de Mato Grosso do Sul, expressou seu entusiasmo em ajudar. “O momento agora é de unir forças. Ficamos felizes em poder ajudar e contribuir”, disse. Do Senar Rio, a técnica Clarissa Ahmed reforçou o compromisso com a missão. “Me sinto honrada em fazer esse trabalho junto com outros técnicos para ajudar produtores que tiveram suas propriedades atingidas”, declarou. Renato Queiroz, outro técnico do Rio de Janeiro, enfatizou seu orgulho em participar da missão. “Trabalho na parte de ordenhadeira mecânica e vou fazer o melhor que puder para ajudar nossos irmãos do Rio Grande do Sul”, disse.

    Super Ação também terá reforço

    Nas próximas semanas, técnicos de outras unidades da federação também devem se juntar aos profissionais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul e consequentemente vão fortalecer ainda mais o programa. Desde o início do projeto, o Sistema CNA/Senar já realizou ações como doação de rolos de feno. Além disso, os técnicos limparam propriedades e visitaram produtores afetados pelas enchentes para fazer diagnósticos personalizados.

    Ajuda milionária

    O SuperAção Agro Rio Grande do Sul está disponibilizando R$ 100 milhões em recursos para ajudar na recuperação da produção agropecuária no Estado. As ações são coordenadas pelo Sistema CNA/Senar, Farsul e Senar-RS, demonstrando um esforço conjunto para enfrentar os desafios e apoiar os produtores gaúchos em um momento crítico após as enchentes.

     

  • Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    O Rio Grande do Sul deve ter chuva e queda acentuada de temperatura. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no decorrer desta segunda-feira (24/6), uma massa de ar frio seco desloca a instabilidade para o norte do estado e também para Santa Catarina e Paraná. Ou seja, o fenômeno causa chuva e temporais com rajadas de vento acima dos 60 quilômetros por hora. Há também chance de queda de granizo.

    Temperaturas

    Na terça-feira (25/6), a manhã será fria e com temperaturas abaixo dos 5ºC na serra e áreas do sul do Rio Grande do Sul, inclusive com chance de geada fraca. No fim do dia o tempo volta a instabilizar no estado devido ao recuo do sistema frontal que estava no Paraná.

    Tragédia no Rio Grande do Sul

    As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura. As estimativas apontaram prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais. Ou seja, o estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade.

    A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou que as enchentes afetaram mais de 100 mil hectares de plantações, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As enchentes inundaram severamente as áreas mais baixas, resultando na perda total das plantações em muitos casos”, afirmou Covatti Filho, secretário estadual da Agricultura.

     

  • Alerta de chuva forte no Rio Grande do Sul

    Alerta de chuva forte no Rio Grande do Sul

    Tem previsão de chuva forte sobre a maior parte do Rio Grande do Sul e também áreas de Santa Catarina, especialmente no sul catarinense. Entre os dias 14 e 17 de junho, uma frente fria ficará semi-estacionária no estado gaúcho. Isso acontece porque o ar quente do centro do Brasil entrará em contato com o ar frio de sul.

    De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os acumulados de chuva, entre o fim da sexta-feira (14) até a quarta-feira (19), variam entre 80 milímetros (mm) e 150 mm no estado gaúcho, podendo superar os 200 mm em determinadas áreas do centro-norte do Rio Grande do Sul e de 100 mm a 200 mm no sul de Santa Catarina.

    A chuva mais forte ficará concentrada na metade norte do estado gaúcho, especialmente Planalto, Missões, Alto Uruguai e Serra entre o domingo (16), segunda (17) e parte da terça (18). Nesses dias estão previstos acumulados de chuva significativos que podem gerar transtornos.

    Durante a instabilidade, além de chuva e trovoadas, a previsão indica a possibilidade de rajadas de vento acima dos 60 km/h e queda de granizo de forma isolada.

    Ao longo da próxima semana, a instabilidade deve persistir, o que pode aumentar os volumes totais de chuva. Essa condição poderá ocasionar novos transtornos em relações a cheia dos rios que devem se manter monitorados.

    Ainda conforme a previsão do Inmet, as temperaturas ficam bastante elevadas até a sexta-feira (14). Porém, no fim de semana, os modelos mostram declínio.

    Temperaturas

    No fim da quarta-feira (19) e decorrer da quinta (20), as temperaturas podem ter queda mais acentuada em função da passagem de outra frente fria.

    O Inmet destaca a importância de acompanhar as atualizações da previsão do tempo e avisos meteorológicos especiais no site e nas redes sociais.

    O Inmet é um órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950. O Agro em Campo segue atento aos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul.

     

  • Preços do arroz sobem desde 2023

    Preços do arroz sobem desde 2023

    O mês de maio de 2024 foi marcado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas o preço do arroz vem subindo desde 2023 acompanhando o mercado internacional. Ao mesmo tempo, outros fatores também elevaram os preços do cereal no mercado brasileiro. Em geral, num primeiro momento, as chuvas intensas no segundo semestre do ano passado, causadas pelo efeito El Niño, interromperam a implementação da nova safra. Em um segundo momento, os baixos estoques, a boa demanda global e os problemas com semeadura no estado do Rio Grande do Sul, mantiveram os preços do arroz em casca em alta entre novembro e janeiro. Depois, começou a colheita do Rio Grande do Sul, estado que produz 70% do arroz brasileiro, e houve o início da queda de preço.  Os dados que o sistema CNA/Senar analisou mostram ainda que até abril, mais de 80% da área já havia sido colhida no estado.

    Compra de arroz importado

    Vale lembrar que a compra de arroz importado, feita via leilão pelo governo federal na última quinta-feira (6), deve chegar ao consumidor custando R$ 4 o quilo. O produto terá selo de identificação na embalagem que precisa ser transparente, assunto já abordado pelo Agro em Campo. A Conab também vai realizar um novo leilão para comprar mais 36,63 mil toneladas de arroz tipo 1, longo fino, polido, no dia 13 de junho às 9 horas. Certamente, esse é um tema que você vai conferir em detalhes por aqui.

    Mais culturas afetadas no Rio Grande do Sul

    Além do arroz, outras atividades também foram prejudicas pelas enchentes. Atualmente, o Rio Grande do Sul, é o maior produtor de milho primeira safra, sendo responsável por 22% da produção nacional. Além disso, é o segundo maior produtor de soja, 15% da produção nacional, e de trigo, 46% da produção brasileira. Sendo que também é relevante na bovinocultura, apicultura e frutas temperadas, como por exemplo, uva, maçã e pêssego.

  • 27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxílio do Governo  

    27 mil pescadores terão direito a auxilio do Governo Federal, conforme anuncio feito pelo presidente Lula. Governo Federal pagará benefício em forma de duas parcelas de salário mínimo para os trabalhadores afetados pela enchente que assola o Rio Grande do Sul.

    Além dos pescadores artesanais, também terão direito a essa ajuda trabalhadores formais, em um total de 434 mil trabalhadores.

    Parcelas do auxílio serão pagas em julho e agosto, e em contrapartida, as empresas que receberem a ajuda não poderão demitir os funcionários por quatro meses.

    Segundo o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a ação engloba todos os municípios atingidos, mesmo os que não decretaram emergência.

    A pesca é uma das principais atividades na região ao Sul da Lagoa dos Patos, e a suspensão da atividade causou um prejuízo milionário. A região é responsável por 30% de todo camarão rosa no Brasil, o que equivale a dezesseis mil toneladas por ano. A safra desse ano foi toda prejudicada e os pescadores, sem o auxílio, ficariam em situação ainda mais complicada.

    O prejuízo esperado é milionário, no segundo ano de crise para o setor, por em 2023 a região já enfrentou problemas climáticos que prejudicaram a pesca.

  • Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    Justiça Federal suspende leilão da Conab para importação de arroz

    A 4ª Vara Federal de Porto Alegre emitiu uma liminar na noite desta quarta-feira (5), suspendendo o leilão para a compra de arroz importado. Na avaliação do juiz, o leilão que estava agendado para quinta-feira (6), seria prematuro. Vale lembrar que a intenção era importar até 300 mil toneladas do grão. Um dos argumentos é que falta comprovação de que o mercado interno foi impactado pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

    Saiba mais sobre a decisão:

    O juiz ressaltou também que não está sendo afirmado que a importação de arroz pela CONAB está proibida, nem que as Medidas Provisórias são inconstitucionais, mas sim que é necessário aguardar uma comprovação efetiva do impacto no mercado nacional.

    Além disso, o juiz destacou que o estado do Rio Grande do Sul ainda está lidando com os efeitos das enchentes, o que pode dificultar a manifestação adequada dos produtores e autoridades locais perante as autoridades federais responsáveis pela importação do produto. Portanto, essa dificuldade reforça a necessidade de suspensão do leilão para preservar a isonomia e a livre concorrência.

    A ação que resultou na liminar foi movida pelos deputados Marcel Van Hatten (Novo), Lucas Resecker (PSDB) e Felipe Camozzatto (Novo). Os parlamentares expressaram preocupação com os riscos que o leilão poderia representar para o mercado nacional de arroz.

    Neste momento o tema permanece em debate e sob análise judicial, enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos.

  • CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    CNA vai ao Supremo contra importação de arroz

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta segunda-feira (03/06), uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo federal de autorizar a importação de arroz.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade pede, entre outras medidas, a suspensão do primeiro leilão público da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na próxima quinta-feira (06/06), para a compra do cereal importado e pede explicações ao governo sobre a medida.

    A importação, de acordo com a entidade, vai afetar uma cadeia produtiva criando instabilidade de preços, prejudicando produtores locais de arroz, desconsiderando os grãos já colhidos e armazenados, e, ainda, comprometendo as economias de produtores rurais que hoje já sofrem com a tragédia e com os impactos das enchentes.

    A entidade questiona a constitucionalidade das normas referentes ao tema (duas medidas provisórias, duas portarias interministeriais e uma resolução do Comitê Gestor da Câmara de Comércio Exterior). Estes normativos preveem a importação de até um milhão de toneladas do produto.

    As medidas foram anunciadas pelo governo com a justificativa de garantir o abastecimento interno, diante dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, principal produtor do cereal.

    Na ação, a CNA ressalta na ação que 84% da área plantada do Estado foi efetivamente colhida antes do início das chuvas e destaca que não existe o risco de desabastecimento.

    Dados realistas do setor indicam que a safra gaúcha de 2023/2024 foi de aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de arroz, patamar aproximado ao volume colhido pelo Estado na safra 2022/2023 que foi de 7,239 milhões de toneladas, segundo informações do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), reforça a CNA.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a iniciativa visa evitar alta nos preços e que o arroz importado não irá concorrer com os agricultores brasileiros. “Já conversei com os produtores para deixar claro que não é para concorrer com o nosso arroz. Não queremos qualquer peso no bolso do brasileiro. Queremos estabilidade e comida na mesa”, disse.

    Segundo a Conab, o arroz que será comprado chegará ao consumidor brasileiro por no máximo R$ 4 o quilo. “O arroz que vamos comprar terá uma embalagem especial do Governo Federal e vai constar o preço que deve ser vendido ao consumidor”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

  • Arrozeiros gaúchos garantem abastecimento de arroz no Brasil, apesar das enchentes

    Arrozeiros gaúchos garantem abastecimento de arroz no Brasil, apesar das enchentes

    A colheita de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 83% da área prevista, com resultados de boa qualidade e produtividade, assegurando o abastecimento nacional, conforme a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

    O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destaca que dentro dos 83% já colhidos, observam-se boas médias de produtividade. Em suas palavras, “Já temos um bom volume de arroz e mesmo que a gente tenha dificuldades na colheita deste saldo que falta colher, certamente o Rio Grande do Sul tem plenas condições de colher uma safra bem acima dos sete milhões de toneladas. “Apesar das dificuldades na colheita remanescente, Velho assegura que não haverá problemas de abastecimento no mercado interno. Ele aponta um desafio momentâneo de logística, especialmente na ligação com o interior do estado, mas ressalta que a conexão com os grandes centros via BR-101 está normal, permitindo o deslocamento do arroz para as regiões centrais do Brasil.

    O dirigente enfatiza que não há necessidade imediata de importação, considerando o Brasil como um grande produtor de arroz, com aumento de área tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados produtores. Velho conclui que não há motivos para alertas sobre problemas de abastecimento de arroz.Neste contexto, ele destaca a importância de apoiar os produtores, aguardando a baixa das águas para acessar as lavouras e avaliar o real impacto da situação. A perspectiva é de uma safra significativa, mesmo diante dos desafios logísticos temporários enfrentados.

    Entenda como é a produção de arroz no Rio Grande do Sul

    O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, com uma área de plantio que aumentou 7% no Brasil. A safra gaúcha de 2024 deve chegar a 7,1 milhões de toneladas, resultado dos 758 mil hectares colhidos até agora, mais 101 mil hectares que não foram atingidos pelas inundações e devem ser colhidos nos próximos dias.

    O plantio de arroz no estado segue um processo bem estabelecido. Após a colheita da safra anterior, os produtores preparam o solo para o próximo plantio. Isso envolve a aração e gradagem da terra, além da aplicação de fertilizantes e corretivos, quando necessário.

    O plantio propriamente dito ocorre entre os meses de outubro e dezembro, dependendo das condições climáticas. A semeadura é feita com máquinas específicas, que depositam as sementes em linhas espaçadas, garantindo uma distribuição uniforme na lavoura.

    Após a germinação, as plantas de arroz precisam de água para seu desenvolvimento. Nessa fase, as lavouras são inundadas, criando uma lâmina d’água que permanece até próximo à colheita. O controle de plantas daninhas, pragas e doenças é feito com o uso de herbicidas, inseticidas e fungicidas, sempre seguindo as recomendações técnicas.

    A colheita do arroz no Rio Grande do Sul ocorre entre os meses de fevereiro e maio, dependendo da cultivar plantada e das condições climáticas. As máquinas colhedeiras retiram os grãos maduros das plantas, separando-os da palha e armazenando-os em um tanque acoplado. Após a colheita, o arroz é transportado para as unidades de beneficiamento, onde é seco, limpo, polido e embalado, ficando pronto para ser comercializado e consumido.