Tag: enchentes

  • Raios matam trabalhadores rurais durante tempestade na Índia

    Raios matam trabalhadores rurais durante tempestade na Índia

    Pelo menos 14 pessoas morreram após serem atingidas por raios durante fortes tempestades no leste da Índia. A maioria das vítimas era formada por trabalhadores rurais, que estavam em lavouras quando as descargas elétricas atingiram a região em plena temporada de monções.

    Segundo as autoridades locais, 10 mortes foram registradas no distrito de Giridih, no estado de Jharkhand. Outras pessoas ficaram feridas. Enquanto isso, o serviço meteorológico indiano prevê a continuidade das chuvas intensas nos próximos dias.

    Monções aumentam o risco para agricultores

    A temporada de monções ocorre entre junho e setembro e é responsável por cerca de 75% das chuvas anuais da Índia. Esse período também coincide com a fase mais intensa da atividade agrícola, mantendo milhares de trabalhadores em áreas abertas durante a ocorrência de tempestades.

    Sem abrigos adequados nas lavouras, muitos agricultores permanecem expostos às descargas elétricas, o que aumenta significativamente o risco de acidentes fatais.

    Raios são a principal causa de mortes por desastres naturais

    Dados do National Crime Records Bureau (NCRB) mostram que os raios são atualmente o fenômeno climático mais letal da Índia.

    Somente em 2024, foram registradas 2.825 mortes provocadas por descargas elétricas, número superior ao total de vítimas causadas por enchentes, ondas de calor e frio intenso no mesmo período.

    Desde 1967, mais de 100 mil pessoas perderam a vida em decorrência de raios no país. Mais da metade dessas mortes ocorreu a partir de 2005, indicando um aumento expressivo dos casos nas últimas décadas.

    Mudanças climáticas podem intensificar as tempestades

    Pesquisadores apontam que o aquecimento global pode estar contribuindo para o aumento da incidência de raios.

    Com temperaturas mais elevadas, a atmosfera consegue armazenar mais vapor d’água, favorecendo a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, responsáveis pelas tempestades elétricas.

    Um estudo da Fakir Mohan University, no estado de Odisha, identificou crescimento contínuo da atividade elétrica atmosférica na Índia e um comportamento cada vez mais imprevisível das tempestades.

    Segundo a pesquisa, a média anual de mortes por estado passou de 38 vítimas, entre 1967 e 2002, para 61 mortes no período de 2003 a 2020.

    Temporada de monções já deixou centenas de vítimas

    As mortes provocadas pelos raios se somam a outros desastres registrados durante a atual temporada de monções.

    Nas últimas semanas, enchentes em Assam causaram cerca de 90 mortes. Já deslizamentos de terra e chuvas intensas nas regiões do Himalaia deixaram mais de 50 vítimas. No estado de Kerala, enchentes e deslizamentos provocaram pelo menos 15 mortes e obrigaram milhares de moradores a abandonar suas casas.

    Os sucessivos eventos extremos evidenciam os impactos das condições climáticas severas sobre áreas rurais e populações mais vulneráveis.

    O que são as monções?

    As monções são um fenômeno climático caracterizado pela mudança sazonal dos ventos, que provoca períodos de chuvas intensas em diversas regiões da Ásia, especialmente na Índia.

    Entre junho e setembro, essas chuvas abastecem rios, reservatórios e lavouras, sendo essenciais para a agricultura e o abastecimento de água. No entanto, a intensidade das precipitações também aumenta o risco de enchentes, deslizamentos de terra, tempestades com raios e outros desastres naturais, afetando milhões de pessoas todos os anos.

  • Metade das crianças do mundo enfrenta ao menos três riscos climáticos, alerta Unicef

    Metade das crianças do mundo enfrenta ao menos três riscos climáticos, alerta Unicef

    As mudanças climáticas ampliaram os desafios enfrentados por milhões de crianças ao redor do mundo. Segundo um novo relatório do Unicef, mais de 1 bilhão de crianças já vivem sob a influência de três ou mais riscos climáticos simultâneos, o que impacta diretamente a saúde, a educação e as condições de sobrevivência.

    O levantamento aponta que, com o agravamento da crise climática global, praticamente todas as crianças do planeta estão expostas a pelo menos uma ameaça relacionada ao clima. O fenômeno não afeta apenas países em desenvolvimento, mas também nações de alta renda.

    Riscos climáticos

    O estudo considera oito tipos de riscos climáticos, incluindo calor extremo, ondas de calor prolongadas, incêndios florestais, secas, enchentes costeiras, inundações em rios, tempestades tropicais e tempestades de areia e poeira.

    Para a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, os efeitos desses eventos já transformam a rotina de milhões de crianças. Além disso, Russell destacou ao jornal The Guardian que a situação se tornou ainda mais preocupante nos últimos anos.

    “Metade das crianças do mundo agora vive com pelo menos três ameaças climáticas sobrepostas moldando sua vida diária”, declarou.

    Crianças enfrentam perigos para estudar

    As consequências da crise climática vão muito além dos danos ambientais. Imagens divulgadas pela agência da ONU mostram crianças da Papua-Nova Guiné atravessando um rio a nado para chegar à escola após uma ponte ter sido destruída por fortes chuvas.

    O cenário se torna ainda mais preocupante porque o rio é habitado por crocodilos. Uma das estudantes afetadas é Lorna, de 15 anos, que relatou as dificuldades enfrentadas diariamente.

    “Meu sonho é ser professora ou piloto. Queremos uma nova ponte para poder ir à escola com segurança todos os dias”, disse.

    Centenas de crianças atravessam diariamente o rio Kemp Welch, em Papua Nova-Guiné, para chegar à escola — Foto: Reprodução/Unicef

    A jovem também explicou que, durante o período menstrual, meninas da comunidade são impedidas pelos mais velhos de atravessar o rio devido à crença local de que isso poderia atrair crocodilos.

    Segundo o diretor da escola local, Charlie Vali David, a ausência da ponte prejudica a frequência escolar e aumenta significativamente os riscos para os estudantes.

    “Na temporada de monções, correntes fortes, árvores mortas e detritos bloqueiam o rio, causando ferimentos e morte”, afirmou.

    De acordo com o Unicef, a comunidade não conseguiu arrecadar recursos suficientes para reconstruir a estrutura, destruída em 2012.

    Eventos extremos afetam educação, saúde e segurança infantil — Foto: Reprodução/Unicef

    África e Ásia concentram áreas mais vulneráveis

    O relatório também identifica regiões onde os impactos climáticos são particularmente severos. No Sahel, faixa localizada na África, mais de 4 milhões de crianças estão expostas simultaneamente a ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira.

    Da mesma forma, países asiáticos como Bangladesh, Mianmar e Paquistão figuram entre os locais onde crianças enfrentam o maior número de ameaças climáticas combinadas em todo o mundo.

    No entanto, o estudo mostra que os efeitos das mudanças climáticas não se restringem a países de baixa renda. Em nações desenvolvidas, eventos extremos também representam riscos.

    Crianças brincam perto de uma fonte para escapar do calor na Califórnia, EUA — Foto: THX/VNA

    Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças estariam expostas à combinação de ondas de calor prolongadas e escassez de chuvas, segundo os dados do Unicef.

    A entidade defende que governos e empresas intensifiquem os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerem medidas de adaptação climática. Além disso, o organismo recomenda investimentos em infraestrutura, educação, saúde e serviços essenciais voltados às crianças, consideradas um dos grupos mais vulneráveis.

  • Brasil enfrenta novo El Niño a partir de maio com previsão de temporais

    Brasil enfrenta novo El Niño a partir de maio com previsão de temporais

    O fenômeno climático El Niño retorna ao Brasil em 2026 com previsão de intensidade moderada a forte, trazendo temporais severos e ondas de calor prolongadas para grande parte do território nacional. Os primeiros efeitos devem começar em maio e se intensificar ao longo do ano, segundo análises da maior empresa de consultoria meteorológica do Brasil e da América Latina.

    Altas temperaturas (manchas vermelhas) no oceano Pacífico Equatorial, como observado entre 1 e 10 de junho de 2023, são características do El Niño. Fotoe: NOA

    Vinicius Lucyrio, meteorologista, alerta que o El Niño 2026 terá um início acelerado. “Possivelmente, o El Niño este ano terá um início acelerado, e a expectativa é de que seja, no mínimo, um evento climático com intensidade de moderada a forte”, afirma o especialista. E isso deve afetar de forma prejudicial a produção agrícola do Brasil.

    As projeções da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA) indicam maior probabilidade de um El Niño moderado ou mais intenso entre agosto, setembro e outubro. Normalmente, o fenômeno atinge seu pico entre novembro e janeiro.

    Temporais severos preocupam especialistas

    O aquecimento do ar e do oceano aumenta significativamente os eventos de temporais severos. Lucyrio lembra que 2023 e 2024 registraram as temperaturas mais altas da história do planeta, ambos anos marcados por um forte El Niño e maior frequência de incidentes climáticos extremos.

    O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico equatorial aquecem anormalmente. Esse aquecimento eleva a temperatura do ar e torna a distribuição de chuvas irregular na maior parte do País. O Rio Grande do Sul recebe mais precipitações, enquanto a Amazônia e o Nordeste enfrentam secas severas.

    Frio concentrado em maio e junho

    Especialistas apontam que o período mais frio de 2026 concentrará as massas de ar frio principalmente em maio e junho. A partir de julho, o desenvolvimento mais consistente do El Niño reduzirá gradualmente a entrada de ar frio no Brasil.

    “A tendência é termos extremos de calor e tempo seco a partir do final do inverno e a primavera de 2026. Isto mostra uma certa similaridade com as condições de 2023, no sentido de que poderemos ter grandes, frequentes, longas e intensas ondas de calor em grande parte do interior do País”, explica Lucyrio.

    Sul do país terá inverno tempestuoso

    Enquanto o interior enfrenta calor extremo, o Sul do Brasil terá um inverno mais tempestuoso e nublado. Os eventos de chuva abrangente, com risco de enchentes, além de fortes temporais e CCMs (Complexos Convectivos de Mesoescala), crescerão expressivamente na primavera. Mato Grosso do Sul e São Paulo também sentirão parte dessa instabilidade.

    As previsões indicam que os rios da Amazônia terão uma cheia maior em 2026 comparada ao ano anterior, seguida por uma vazante muito mais acentuada. “Entretanto, ainda não dá para afirmar se isso vai comprometer a navegabilidade dos rios da região. É bem provável que tenhamos longos e fortes períodos de calor e tempo seco por lá”, avalia Lucyrio.

    Chuvas irregulares ameaçam abastecimento e agricultura

    O meteorologista alerta que o início do próximo período úmido pode “enganar” algumas regiões. Pancadas de chuva atípicas podem ocorrer entre agosto e setembro no Brasil Central, sudeste do Pará, Minas Gerais, São Paulo e interior nordestino. Contudo, essas chuvas não indicarão o retorno da regularidade.

    “O começo do próximo período de chuvas deve ter um padrão muito irregular e insuficiente para repor a umidade do solo e dos reservatórios, o que pode levar a problemas de abastecimento, geração de energia hidrelétrica e instalação de algumas culturas”, conclui o especialista.

    O agricultor deve se preparar para proteger a produção, pois o ano promete muitos obstáculos para a plantação.

  • Brasil cria plano contra desastres naturais com investimento de R$ 100 milhões do BNDES

    Brasil cria plano contra desastres naturais com investimento de R$ 100 milhões do BNDES

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai investir R$ 100 milhões em estudos que fundamentarão um plano nacional para enfrentar desastres naturais no Brasil. A instituição financeira formalizou na sexta-feira (7) um protocolo de intenções com a Marinha do Brasil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) para desenvolver essa cooperação estratégica.

    A solenidade aconteceu em Belém, no interior do navio Atlântico, atracado no porto da capital paraense. O evento também prestou homenagem ao militar português Pedro Teixeira, figura histórica do período colonial que liderou a primeira expedição fluvial subindo o rio Amazonas e contribuiu decisivamente para estabelecer as fronteiras atuais no norte do país.

    O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, a diretora do Cemaden, Regina Célia Alvalá, e a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participaram da cerimônia.

    Brasil enfrenta aumento de desastres climáticos

    O navio Atlântico, conhecido informalmente como Gigante da Marinha, servirá como base de operações das Forças Armadas durante a COP30. A embarcação executa tarefas de controle de áreas marítimas e missões humanitárias, incluindo o auxílio a vítimas de desastres naturais.

    O protocolo responde ao crescimento na frequência e intensidade de desastres no país nos últimos anos, especialmente aqueles associados às mudanças climáticas. Esses eventos ameaçam vidas e causam perdas significativas ao desenvolvimento socioeconômico brasileiro. As instituições unem esforços técnicos, científicos e institucionais para fortalecer a capacidade nacional de prevenção, monitoramento e resposta.

    “Desastres extremos ocorrem com cada vez mais frequência e intensidade. Desenvolvemos esforços de prevenção, com programa de descarbonização e outras iniciativas. Mas também precisamos nos preparar para a resposta: salvar vidas em primeiro lugar e recuperar as estruturas, as comunicações, a economia”, afirma Mercadante.

    Experiência do Rio Grande do Sul inspira plano nacional

    O presidente do BNDES destacou a atuação da instituição após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e início de maio de 2024. “Recuperamos a economia gaúcha. O Rio Grande do Sul cresceu 4,9% em 2024, enquanto o Brasil cresceu 3,4%. O estado cresceu mais porque o acesso ao crédito que liberamos impediu que empresas quebrassem e que ocorresse desemprego em massa. Precisamos estudar essas experiências e criar um plano nacional para enfrentar desastres naturais”, declarou.

    Foto: Rafael Silva / BNDES

    Mercadante projeta que os estudos subsidiarão a conclusão do plano nacional até outubro de 2025. O documento indicará caminhos para adaptação e reconstrução em situações extremas. “O Estado precisa chegar com ciência e pesquisa. Como responder à urgência e emergência? Quais providências tomar? Como chegar nas regiões afetadas? Além de salvar vidas, o que reconstruir? Comunicação, infraestrutura? Como recuperar melhor? Qual o tamanho do investimento necessário? Precisamos estudar isso para as áreas mais críticas”, explicou.

    Cada instituição contribui com sua expertise

    O protocolo valoriza as vocações específicas de cada instituição. A Marinha do Brasil oferece seu conhecimento e experiência como braço operacional do Estado, por meio de um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais – Defesa Civil. O Cemaden, vinculado ao MCTI, contribui com sua experiência no monitoramento de desastres e na modelagem de dados preditivos. O BNDES aporta sua capacidade técnica e financeira para construir soluções emergenciais e viabilizar ações conjuntas.

    As três instituições iniciarão a formação de uma rede que poderá expandir futuramente e agregar institutos de pesquisas, especialistas em proteção civil e representantes do setor produtivo.

    O Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, considera que o protocolo reforça o compromisso brasileiro com o fortalecimento da resiliência nacional diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. “A experiência operacional da Marinha, aliada à excelência técnica do Cemaden e à capacidade estratégica do BNDES, traduz a união entre defesa, ciência e desenvolvimento em favor da proteção da vida e da segurança da população”, destacou.

    Mudanças climáticas exigem resposta coordenada

    A ministra Luciana Santos considera a atuação coordenada fundamental para o sucesso na execução de políticas públicas. Segundo ela, as mudanças climáticas já intensificam as chuvas, tornam as enchentes mais frequentes e agravam as ondas de calor, atingindo sobretudo as comunidades vulneráveis. “Só com pesquisa, ferramentas adequadas e conhecimento aplicado teremos respostas realmente efetivas diante desse cenário”, completou.

    Regina Célia Alvalá destacou que o Cemaden acumula quase 15 anos de experiência e emite alertas de desastres com bastante antecedência. Para ela, a soma de esforços resultará em ampliação do conhecimento e inovações tecnológicas. “Fazemos parte dessa parceria com muita alegria. Esperamos avançar ainda mais, sempre com o objetivo de salvaguardar vidas e contribuir para que o meio ambiente sofra menos impactos”, disse a diretora do Cemaden.

    O protocolo também busca contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, estabelecidos na Agenda 2030, e reforçar as ações brasileiras como signatário do Marco de Sendai, criado pelo Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR).

    Homenagem a Pedro Teixeira Resgata história da soberania amazônica

    A cerimônia homenageou Pedro Teixeira, militar português do período colonial que participou da fundação de Belém, onde viveu e morreu. Suas expedições fluviais contribuíram para a incorporação da Amazônia ao território nacional. O BNDES entregou ao Comando da Marinha uma placa de metal em reconhecimento ao legado do militar.

    O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilmar Pereira da Silva, participou da homenagem e anunciou a criação de uma comissão de estudos sobre a história de Pedro Teixeira. “É uma honra muito grande colocar a universidade à disposição do Brasil para desenvolver pesquisas e reflexões sobre esse país”, declarou.

    Pedro Teixeira atuou contra incursões de franceses, ingleses e holandeses na região. Com apoio de índios tupinambás, construiu uma estrada ligando Belém ao Maranhão e abriu caminhos que fortaleceram a ocupação e defesa do território. Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei do senador Beto Faro (PT-PA) que propõe reconhecer o legado de Pedro Teixeira e incluir seu nome no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

    A expedição mais memorável conduzida por Teixeira durou mais de dois anos e começou em 1637. Com cerca de 50 grandes canoas, 70 soldados e mais de 1,2 mil indígenas, subiu o Rio Amazonas e o Rio Negro em uma façanha sem precedentes para sua época.

    “No início do século 20, defendiam que a Amazônia é patrimônio da humanidade e que os brasileiros não têm condição de administrá-la. Defendiam a internacionalização da gestão da Amazônia. E nós respondemos: a Amazônia é reconhecidamente brasileira. Muito do fato de ela ser brasileira se deve a Pedro Teixeira”, afirmou Mercadante.

  • BNDES aprova financiamento emergencial de R$ 149 milhões à Bianchini

    BNDES aprova financiamento emergencial de R$ 149 milhões à Bianchini

    O BNDES liberou R$ 149 milhões em crédito emergencial para a Bianchini S/A, empresa que processa soja e atua no setor de biocombustíveis. Ou seja, o financiamento, parte do programa BNDES Emergencial para o Rio Grande do Sul, tem como objetivo apoiar a recuperação econômica e enfrentar os impactos das mudanças climáticas no estado.

    Problemas com as enchentes

    As cheias do Rio dos Sinos afetaram gravemente a unidade da Bianchini, localizada em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Em resumo, o transbordamento causou prejuízos em prédios, veículos, equipamentos e estruturas, além de danificar instalações elétricas e sistemas de automação. Ao mesmo tempo, cerca de 35 mil toneladas de soja e derivados foram perdidas, resultando na paralisação das operações por quatro meses, entre maio e setembro.

    Portanto, o crédito ajudará a cobrir despesas emergenciais e garantir a manutenção de 400 empregos. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio financeiro “preserva empregos, revitaliza infraestruturas e acelera a recuperação econômica do estado”. O financiamento também permitirá a reconstrução da unidade industrial e dos espaços de armazenamento da Bianchini, essenciais para a retomada plena das atividades.

    Além de ser uma das maiores produtoras de biodiesel do Brasil, a Bianchini oferece serviços de beneficiamento de grãos, logística e embarque de granéis sólidos e líquidos. A recuperação da empresa é estratégica para a economia regional.

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    Programa de apoio emergencial

    O programa BNDES Emergencial ajuda municípios gaúchos atingidos por desastres climáticos. Empresas afetadas, como a Bianchini, devem comprovar perdas materiais e manter os postos de trabalho para acessar o crédito.

    Desde o início das operações emergenciais, o BNDES já aprovou R$ 9,1 bilhões em crédito para empresas do Rio Grande do Sul. Outras iniciativas incluem a suspensão de dívidas, somando R$ 4,75 bilhões, e investimentos em reconstrução e compra de máquinas, que totalizam R$ 2,1 bilhões.

    Essas medidas reforçam o compromisso do banco com a recuperação econômica e social do estado.

     

  • Lula assina MP com R$ 5 bilhões para ajudar o RS 

    Lula assina MP com R$ 5 bilhões para ajudar o RS 

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória (MP) que destina R$ 5 bilhões em crédito extraordinário para o Rio Grande do Sul. O estado enfrenta graves consequências das enchentes de maio. A MP 1.269/2024 foi publicada no Diário Oficial da União. Em resumo, ela visa financiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de enfrentar calamidades públicas. Ou seja, a medida também beneficia assentados da reforma agrária com recursos adicionais.

    Recursos

    O Ministério da Fazenda administra os recursos e liberará os valores por meio de Operações Oficiais de Crédito. O Fundo Social, que possui um superávit de R$ 20 bilhões, será a fonte do financiamento. Anteriormente, a MP 1.233/2024 já havia liberado R$ 15 bilhões desse montante.

    A MP não afetará o orçamento federal, pois o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul foi reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 36/2024, que permite a flexibilização dos resultados fiscais previstos.

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    Créditos para assentados

    O Decreto nº 12.228/2024, também assinado por Lula, autoriza o Incra a conceder crédito adicional aos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) afetados pelas enchentes. Ou seja, as famílias receberão uma operação de crédito na modalidade “fomento” para reconstrução e habitação, com juros de 0,5% ao ano e prazo de três anos para reembolso. Além disso, os beneficiários terão um desconto de 96% no saldo devedor, se pagarem dentro do prazo.

    A MP 1.260/2024 vai custear esse crédito, e os assentados em áreas de emergência ou calamidade pública poderão solicitar o benefício. Laudos técnicos comprovarão os danos, garantindo que as famílias possam reconstruir suas casas e recuperar suas terras.

    Primeiras famílias beneficiadas

    Durante o Ato de Abertura do Plantio de Arroz Ecológico, nove famílias do Rio Grande do Sul assinaram os primeiros contratos para receber o crédito. O evento ocorreu no assentamento Integração Gaúcha, em Eldorado do Sul, com a participação do presidente do Incra, César Aldrighi, e da ministra do Desenvolvimento Agrário em exercício, Fernanda Machiaveli.

    As famílias, vindas de assentamentos em Eldorado do Sul e Taquari, terão acesso a R$ 75 mil para reconstruir suas casas. Além das nove famílias, o crédito habitacional também vai atender outras 87 famílias na região. O Incra está finalizando o credenciamento de entidades que ajudarão na execução dos projetos de reconstrução.

  • Produtores gaúchos têm tempo para solicitar descontos em dívidas 

    Produtores gaúchos têm tempo para solicitar descontos em dívidas 

    O Governo Federal prorrogou o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul solicitem descontos nas dívidas de crédito rural. Agora, os produtores têm até o dia 30 de setembro para fazer a solicitação. A medida foi oficializada com a publicação do Decreto nº 12.170/2024 no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (10).

    Mais tempo

    A extensão do prazo permite que os agricultores afetados pelas fortes chuvas deste ano reúnam a documentação necessária e encaminhem à instituição financeira responsável pelo crédito. As dívidas envolvem operações de custeio, investimento e industrialização.

    As instituições financeiras terão até 3 de outubro para enviar a lista de pedidos recebidos aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Ou seja, esses conselhos validarão as perdas e encaminharão a resposta até o dia 17 de outubro. As instituições financeiras informarão o resultado aos produtores até 24 de outubro, com prazo máximo de 30 de outubro para a liquidação ou renegociação da dívida.

    Além disso, as instituições financeiras encaminharão os pedidos com perdas iguais ou superiores a 60% à Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, que terá até 3 de outubro para avaliar. Se o pedido for recusado, elas devem informar os produtores dentro do mesmo prazo.

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    A Comissão Especial de Análise publicará até 20 de novembro a lista dos descontos concedidos no site da Secretaria Extraordinária da Presidência da República. Em resumo, as instituições financeiras terão até 25 de novembro para comunicar o resultado aos produtores. Eles terão até o dia 27 de novembro para concluir a renegociação ou liquidação das dívidas.

    Operações cobertas por seguros rurais, como Proagro ou seguros de bens e produção, não se enquadram nos descontos previstos pelo decreto.

     

  • Expointer 2024 começa hoje com foco na reconstrução do RS

    Expointer 2024 começa hoje com foco na reconstrução do RS

    A 47ª edição da Expointer, a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, inicia neste sábado (24/8) no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Organizada pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio das secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e de Desenvolvimento Rural (SDR), a feira segue até o dia 1º de setembro.

    Este ano, a Expointer tem um significado especial após as enchentes que devastaram várias regiões do Estado, afetando produtores e empresas do setor agropecuário. Portanto, a edição de 2024 apelidada de Expointer da Reconstrução e da Retomada, simboliza a força e resiliência do povo gaúcho.

    Recuperação do parque

    Após ter ficado alagado por mais de 30 dias, o Parque de Exposições passou por reformas e melhorias essenciais para a realização da feira. A infraestrutura foi revitalizada com revisão das redes elétrica e hidráulica, reforma dos telhados e calhas, além da recuperação do calçamento das vias por exemplo.

    Governo na Expointer

    No Pavilhão Internacional, o Estande do Governo será palco de eventos e discussões promovidos pelas secretarias estaduais. Sem dúvida, este ano o destaque será o Plano Rio Grande, com ações focadas na recuperação do Estado após as enchentes de abril e maio.

    Melhorias para os visitantes

    Os visitantes da feira terão um novo portão de acesso, o número 14, localizado na avenida Cezar Antônio Bettanin, facilitando o fluxo de veículos pela BR-448. Além disso, a feira disponibiliza cerca de mil novas vagas de estacionamento, totalizando 7 mil.

    A estrutura dos banheiros também foi ampliada, com a construção de dois novos prédios, abrigando 130 sanitários. Além disso, a área de convivência ganhou uma cobertura maior e um boulevard com opções de alimentação e descanso.

    O parque também passou por revitalizações visuais. As tradicionais esferas da Expointer foram repintadas, e o muro que cerca o parque ganhou novas cores.

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    Atrações e novidades da feira

    A exposição de animais, uma das principais atrações da Expointer, teve um aumento de 12% em relação à edição anterior, com 4.796 animais inscritos, incluindo novas raças de ovinos e equídeos. Raças de bovinos e caprinos que estavam ausentes em edições anteriores retornam à feira.

    O Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) também cresceu, com 413 empreendimentos selecionados, sendo 216 liderados por mulheres. Já o Pavilhão do Artesanato contará com 184 artesãos, que exibirão produtos como peças de lã crua feltrada e tecelagem com bambu.

    A Ópera Gaúcha retorna à Expointer após oito anos, com o espetáculo “A Força do Nosso Povo”, que será apresentado na Pista Central do Parque Assis Brasil no dia 24 de agosto, às 19h. A entrada para o show é gratuita para quem já adquiriu o ingresso da feira.

    Outro destaque é o palco montado ao lado das esferas, onde artistas gaúchos se apresentarão ao longo do evento. A 47ª Expointer também trará o Festival Sou do Sul, com shows de grandes nomes da música regional e nacional, como Luísa Sonza, Maiara & Maraisa e Fernando & Sorocaba. O acesso ao festival é gratuito para quem já estiver na feira, com ingressos limitados a 10 mil pessoas por dia.

    Transporte especial

    Como os transportes coletivos entre Porto Alegre e Esteio estão parcialmente interrompidos, a Expointer oferecerá operações especiais. Ou seja, a Trensurb operará parcialmente, com trens saindo das estações Canoas e Mathias Velho a cada 14 minutos, e integração por ônibus sem custo adicional.

    Além disso, a Metroplan também disponibilizará um serviço especial de ônibus entre Porto Alegre e Esteio, com saídas da Rodoviária de Porto Alegre e da Rua Cassiano Nascimento. O serviço funcionará das 7h às 22h, com extensão até as 2h durante o Festival Sou do Sul, e a tarifa será de R$ 15.

     

     

     

     

  • SOS Agro: produtores gaúchos pressionam por mais apoio

    SOS Agro: produtores gaúchos pressionam por mais apoio

    O governador Eduardo Leite reforçou, nesta quinta-feira (8/8), a necessidade de soluções do governo federal para ajudar na recuperação do agronegócio no Rio Grande do Sul. Além disso, durante o ato do Movimento SOS Agro RS, que reuniu centenas de produtores rurais na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, Leite criticou as medidas anunciadas até agora, classificando-as como insuficientes para as demandas do setor.

    SOS Agro

    Na abertura do evento, Leite estava acompanhado pelo vice-governador Gabriel Souza e pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn. Ele destacou que o agronegócio gaúcho foi severamente afetado pelas enchentes e secas recentes, e lamentou a falta de políticas de incentivo para a região Sul, em comparação com outras partes do país.

    “O tratamento ao Sul do Brasil, especialmente ao Rio Grande do Sul, é desleal e desequilibrado. Não buscamos retirar recursos de outras regiões, mas sim, exigir um tratamento adequado, principalmente após as calamidades enfrentadas.

    O governador ressaltou a urgência em apoiar o setor agropecuário gaúcho. “A alma empreendedora do Rio Grande do Sul, sacrificada pelas adversidades climáticas, clama por um pacto federativo que auxilie o Estado a se reerguer. Quem produz no campo não pode esperar”, completou.

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    Medida Provisória nº 1.247

    Leite também criticou a Medida Provisória nº 1.247, recentemente publicada pelo governo federal, afirmando que ela não resolve as necessidades dos produtores rurais e ainda enfrenta entraves burocráticos. Ao mesmo tempo, o secretário Clair Kuhn compartilhou essa insatisfação, dizendo que a MP deveria ter sido mais eficaz em resolver os problemas do setor. “A próxima safra pode estar severamente comprometida, e é por isso que estamos aqui, apoiando esse movimento”, destacou Kuhn.

    As principais reivindicações do setor incluem a prorrogação das dívidas por 15 anos, com três anos de carência e juros de 3% ao ano, além de crédito para reconstrução e capital de giro. Além disso, Leite frisou que o movimento não tem caráter político-partidário, sendo uma manifestação genuína das bases do agronegócio gaúcho.

    Além do governador, participaram do ato os secretários Ronaldo Santini (Desenvolvimento Rural), Beto Fantinel (Desenvolvimento Social) e Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico). Representantes de várias entidades do agronegócio também marcaram presença. O evento ainda incluiu um “tratoraço”, com tratores de diversas regiões do Estado indo à capital.

  • Governo anuncia desconto e renegociação de dívidas para produtores rurais do RS

    Governo anuncia desconto e renegociação de dívidas para produtores rurais do RS

    O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 1.247/2024, que oferece desconto e renegociação de dívidas bancárias para produtores rurais do Rio Grande do Sul. A medida abrange operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimentos até 31 de dezembro de 2024. Em resumo, o objetivo é aliviar os produtores que enfrentaram perdas materiais devido às fortes chuvas entre abril e maio deste ano.

    Validade

    A medida é válida para municípios gaúchos que decretaram calamidade pública ou situação de emergência, reconhecidos pelo Poder Executivo federal. A publicação ocorreu em uma edição extra do Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (31).

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da medida para a recuperação do setor agropecuário no estado. “A MP vem para agilizar o suporte do governo. Os produtores terão novas oportunidades para cumprir seus compromissos e continuar produzindo com segurança”, afirmou Fávaro.

    Subvenção econômica

    A MP concede subvenção econômica aos produtores que sofreram perdas de 30% ou mais. Além disso, a medida beneficia aqueles que contrataram operações de crédito até 15 de abril de 2024, com vencimento entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024. Para as operações de industrialização, o desconto é exclusivo para contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ou seja, o produtor deve ser parte do contrato de crédito. Além disso, ele precisa comprovar as perdas materiais na unidade agroindustrial.

    Uma comissão formada pelos Ministérios da Fazenda, Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar analisará as operações contratadas por cooperativas de produção agropecuária e as de industrialização no âmbito do Pronaf. Contudo, a comissão destinará a análise a produtores com perdas iguais ou superiores a 60%.

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    A concessão do benefício depende da validação do percentual de perdas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Caso o CMDRS não esteja ativo, a validação pode ser feita por um colegiado equivalente. Para operações de crédito inadimplentes, a renegociação dependerá da regularização das parcelas vencidas até 1º de maio de 2024.

    A União vai cobrir os custos com os descontos e a renegociação, dentro do limite das disponibilidades orçamentárias e financeiras específicas. Além disso, a MP também autoriza o Governo Federal a aumentar em até R$ 500 milhões a participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). O ministro Fávaro afirmou que o fundo garantidor trará liquidez, ajudando a revitalizar a economia.

    O Governo Federal reafirmou o compromisso de apoiar os produtores do Rio Grande do Sul e ressaltou que a regulamentação da MP será publicada em breve por Decreto.