Tag: colheita

  • Importações de arroz avançam com oferta restrita

    Importações de arroz avançam com oferta restrita

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra oferta restrita e baixa liquidez. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra preocupação crescente entre agentes do setor.
    Além da escassez do cereal, a alta do diesel pressiona os custos de frete e logística. Esse aumento ocorre justamente durante a intensificação da colheita e do transporte da produção.

    Compradores elevam ofertas para garantir produto

    Nos últimos dias, compradores elevaram as ofertas para garantir abastecimento. Alguns agentes reajustaram os preços de aquisição mais de uma vez. Mesmo assim, a disponibilidade de arroz no mercado permaneceu limitada.

    Produtores seguram vendas e priorizam colheita

    Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mantém postura retraída. Ou seja, esses produtores aguardam sinais mais claros do mercado antes de negociar. Ao mesmo tempo, outra parcela concentra esforços nos trabalhos de colheita. Em algumas regiões, produtores relatam produtividade menor nas lavouras.

    Alta do diesel preocupa cadeia do arroz

    Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada também demonstram preocupação com o diesel mais caro. Os relatos indicam inclusive desabastecimento regional do combustível.
    As tensões geopolíticas globais impulsionam essa alta de preços.

    Colheitas simultâneas ampliam pressão logística

    O cenário preocupa especialmente o setor no Rio Grande do Sul. No estado, a colheita de arroz ocorre ao mesmo tempo que a safra de soja. Essa coincidência aumenta a demanda por transporte e amplia os custos logísticos do agronegócio.

     

  • Feijão carioca dispara e bate recorde em fevereiro

    Feijão carioca dispara e bate recorde em fevereiro

    O mercado de feijão encerrou fevereiro com forte alta nos preços, sobretudo do feijão carioca.
    O grão atingiu valor recorde na série histórica do Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A série começou em setembro de 2024 e registrou novo patamar histórico para o produto.

    Além disso, o feijão preto apresentou, em fevereiro, a maior média desde janeiro de 2025. Segundo levantamento do Cepea, o preço médio do carioca subiu 29,3% de janeiro para fevereiro. Esse foi o maior avanço mensal entre os feijões acompanhados pelo centro de pesquisas.

    Ao mesmo tempo, o resultado marcou a variação mais intensa já registrada para o feijão carioca. Com isso, a média de fevereiro superou os valores observados em maio de 2025.

    Mercado interno mantém preços do feijão em alta

    Na última semana de fevereiro, o mercado interno apresentou liquidez moderada. Enquanto isso, compradores realizaram aquisições criteriosas, principalmente para repor estoques do varejo. Por outro lado, a oferta da primeira safra seguiu limitada em diversas praças. Esse cenário sustentou a valorização do feijão no período.

    Colheita da primeira safra avança no campo

    No campo, produtores avançaram com a colheita da primeira safra em várias regiões. Ao mesmo tempo, agentes acompanharam com atenção a semeadura da segunda safra. No Paraná, o plantio recebeu atenção redobrada dos participantes do mercado.

     

  • Safra de laranja 2025/26 entra na fase final

    Safra de laranja 2025/26 entra na fase final

    A safra de laranja 2025/26 avança para a fase final no cinturão citrícola paulista e no Triângulo Mineiro. Os produtores concentram as atividades nas variedades tardias, mas enfrentam volume reduzido no campo. Além disso, agentes consultados pelo Cepea relatam ritmo mais lento na colheita.

    Com menor oferta, muitas indústrias passaram a operar de forma gradual ao longo de fevereiro. Por outro lado, entre as unidades ainda ativas, apenas uma recebe os últimos contratos. Essa indústria também processa os volumes próprios de laranja que restam nesta temporada.

    O último levantamento do Fundecitrus indicou apenas 13% do volume estimado ainda no campo.
    O dado considera o total projetado para a safra 2025/26. No entanto, o relatório foi divulgado no fim de janeiro.

    Diante do avanço da colheita, o índice deve cair para menos de 5% neste fim de fevereiro. Assim, o encerramento da moagem ocorre de forma escalonada nas indústrias do cinturão citrícola. A retomada do processamento deve acontecer entre abril e maio. Nesse período, as indústrias receberão frutas temporãs e iniciarão o processamento das variedades precoces da safra 2026/27.

     

  • Serra da Mantiqueira deve ter safra recorde de azeite em 2026

    Serra da Mantiqueira deve ter safra recorde de azeite em 2026

    A colheita de azeitonas iniciada há cerca de 30 dias na Serra da Mantiqueira já indica um cenário histórico para a olivicultura mineira. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), os resultados iniciais do serviço de extração de azeite no Campo Experimental de Maria da Fé superam as expectativas e reforçam a projeção de safra recorde em 2026.

    O coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Pedro Moura, destaca que a colheita atual confirma a tendência de alta iniciada em 2024, quando foram produzidos cerca de 150 mil litros de azeite. “A quantidade de frutos e a qualidade do óleo mostram que podemos ultrapassar o recorde da região. A safra é resultado direto da excelente florada de 2025, beneficiada pelas condições climáticas ideais do último inverno”, ressalta.

    Além das condições de clima e frio acumulado, a bienalidade da oliveira (alternância natural entre anos de menor e maior produtividade) explica o desempenho da atual colheita. Em 2025, a produção caiu para cerca de 60 mil litros, abrindo espaço para o ciclo de alta previsto para este ano.

    Crescimento da olivicultura mineira

    Com cerca de 100 produtores, 25 agroindústrias e 50 marcas próprias, a olivicultura da Serra da Mantiqueira vem consolidando sua presença no cenário nacional. A Epamig tem papel central nesse avanço, ao desenvolver e difundir tecnologias de extração e manejo que aumentam a qualidade dos azeites produzidos em Minas Gerais.

    Luiz Augusto, gerente dos Olivais de Quelemém — fazenda parceira da Epamig — destaca que a produção da Mantiqueira desperta atenção internacional. “Hoje, especialistas do Conselho Oleícola Internacional e azeitólogos de renome reconhecem a qualidade do nosso azeite. Essa visibilidade reforça o potencial da safra de 2026, que pode superar 300 a 400 mil litros na região”, afirma.

    Evento Azeitech 2026

    A Epamig realiza em 10 de abril a 6ª edição do Azeitech, no Campo Experimental de Maria da Fé, com participação gratuita. O evento reunirá o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura, com palestras, demonstrações e estações práticas focadas no dia a dia do produtor.

    Foto: Diego Vargas/Seapa

    “O Azeitech conecta o conhecimento das pesquisas da Epamig com a experiência dos produtores e empresas do setor. Participamos todos os anos, porque sempre há inovações relevantes para o campo”, destaca Luiz Augusto.

  • Inovação e IA marcam Abertura da Colheita do Arroz

    Inovação e IA marcam Abertura da Colheita do Arroz

    A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas destaca tecnologia e inteligência artificial.
    O Eixo Inovação reúne debates entre 24 e 26 de fevereiro. A programação ocorre na Arena de Inovação, na Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul.

    O evento aborda startups, dados, crédito inteligente e novos modelos de negócio no agronegócio.
    Os painéis tratam de temas ligados à cadeia orizícola.

    South Summit e desafios do agro brasileiro

    Em 25 de fevereiro, o painel “Trilha do Agro no South Summit 2026” terá palestra de Donário Lopes de Almeida.
    O produtor rural atua como curador da Trilha Agro do South Summit Brazil.

    Segundo Almeida, a proposta conecta desafios do agro brasileiro às soluções em desenvolvimento. Ele afirma que o setor enfrenta pressão por produtividade, eficiência e gestão de risco. Além disso, os produtores buscam maior acesso a crédito. Nesse cenário, tecnologia e inteligência artificial tornam-se ferramentas práticas no campo.

    IA, dados e crédito no centro dos debates

    No painel “IA, Dados e Produtividade no Campo”, Almeida mostrará como dados apoiam decisões rurais.
    Ele também explicará como a inteligência artificial reduz incertezas e amplia a produtividade. Já o painel “Dados, Crédito e Financiamento Inteligente” discutirá a evolução do crédito rural.

    Os debatedores analisarão como tecnologias fortalecem a relação entre produtor e sistema financeiro. Almeida destaca que a trilha agro conecta produtores, startups e investidores. Ele reforça que essa integração acelera a evolução do agronegócio nos próximos anos.

    Lideranças e cases práticos na Arena de Inovação

    A programação inclui lançamento conduzido pelo CEO do South Summit Brazil, Wagner Lopes.
    O evento contará com José D’Amico, da Scicrop, e Volzear Longaray. Emerson Peres apresentará um case prático ao público.

    No painel sobre crédito inteligente, participam Marcelo Maisonnave, Frederico Wolf e José Corral, da Creditares.
    A Arena de Inovação inicia em 24 de fevereiro, às 10h. O painel de abertura destaca parcerias entre iTEC/FURG e Agrifence Brasil. Às 10h30, especialistas debatem soluções práticas e oportunidades no campo. Às 14h, o painel “Agro Unido” reúne lideranças do setor público e privado.

    Entre os participantes estão Paulo Herrmann, Rodrigo Alarcon Pardo e Edivilson Brum. Também participam Domingos Velho Lopes e Luiz Augusto Dumoncel.

    Tecnologia, comunicação e sucessão familiar

    No dia 26, o painel “O Protagonismo Vai Além do Campo” terá palestra de Paulo Cesar Tinga.
    Às 10h40, especialistas discutem tecnologia, comunicação e sucessão familiar no agro.
    Produtores rurais e criadores de conteúdo debatem inovação e continuidade no campo.
    A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz traz o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”.
    A Federarroz realiza o evento. A Embrapa e o Senar atuam como correalizadores. O Irga patrocina a iniciativa.
    Os organizadores oferecem inscrições gratuitas no site oficial do evento.

  • Safra de noz-pecã 2026 deve crescer e chegar a 7 mil toneladas no Brasil

    Safra de noz-pecã 2026 deve crescer e chegar a 7 mil toneladas no Brasil

    A safra brasileira de noz-pecã em 2026 caminha para uma recuperação expressiva. A expectativa do setor é colher entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, impulsionada pela alta carga de frutos e pela maturação de novos pomares. O volume representa um salto significativo em relação à safra intermediária de 2025, que ainda sentiu os impactos das enchentes do ano anterior.

    Claiton Wallauer, presidente da IBPecan. Foto: Rejane Costa /AgroEffective Divulgação

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), a produção deve se equiparar à de 2023, quando o setor colheu perto de 7 mil toneladas. “Há possibilidade de superarmos esse número”, afirma Claiton Wallauer, presidente da entidade.

    Mercado externo segura preços

    Apesar do aumento da oferta interna, a expectativa é de que os preços se mantenham estáveis, especialmente para as nozes de qualidade superior. O cenário internacional positivo funciona como um colchão para o mercado.

    “Nos últimos três anos, empresas e investidores de olho na exportação aqueceram o setor. O preço de referência da noz norte-americana está num patamar interessante, e Estados Unidos e México não formaram estoques significativos”, explica Wallauer. Essa dinâmica, segundo ele, reduz a volatilidade interna. “Com novos canais de venda, o preço não sofre quedas bruscas como em outras safras cheias”, completa.

    Chuva em excesso acende alerta fitossanitário

    O otimismo com a produção, no entanto, vem acompanhado de cautela. O coordenador técnico do IBPecan, Jaceguáy Barros, alerta para o comportamento climático atípico. Desde a primavera, os volumes de chuva superam a média histórica. Em dezembro, o acumulado chegou a 240 milímetros, repetindo o padrão em janeiro, com 236 milímetros.

    A combinação de alta umidade e calor aumenta a incidência de doenças. “Essas chuvas com temperaturas elevadas causam uma pressão muito grande. Nos últimos dias, observamos pomares com antracnose e queda de frutos”, relata Barros.

    Desafios operacionais e manejo

    Além do clima, o crescimento dos pomares impõe novos desafios. Com árvores de grande porte, a pulverização fitossanitária se torna mais complexa. “Precisamos de equipamentos mais potentes para uma cobertura adequada, e muitos produtores ainda enfrentam limitações”, pontua o coordenador.

    A previsão do tempo para os próximos meses adiciona mais uma camada de preocupação. Após um curto período de trégua no início de fevereiro, uma frente fria deve trazer novos volumes de chuva. A tendência para março e abril é de manutenção de chuvas irregulares, porém acima da média.

    Nesse cenário, o manejo da irrigação exige vigilância. “Quando chove entre 25 e 30 milímetros, o produtor pode suspender a irrigação por um ou dois dias, mas precisa retomá-la rapidamente para não comprometer o enchimento dos frutos”, orienta Barros.

    Por fim, a colheita surge como etapa decisiva. A janela para recolher os frutos do solo é curta, exigindo mão de obra e equipamentos eficientes para evitar perdas e garantir a qualidade final do produto. Apesar dos alertas, Barros reforça o potencial da safra: “A carga de frutos é elevada e os novos pomares em fase produtiva reforçam a expectativa de crescimento da oferta nacional”.

  • Colheita de laranja 2025/26 entra na reta final

    Colheita de laranja 2025/26 entra na reta final

    A colheita de laranja da safra 2025/26 avança e se aproxima do encerramento. O Fundecitrus divulgou nova estimativa nesta semana e manteve projeção próxima à anterior, publicada em dezembro de 2025.

    O cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro deve colher 292,6 milhões de caixas. Cada caixa pesa 40,8 quilos, conforme dados do levantamento oficial. A nova projeção aponta leve recuo de 0,7% frente ao relatório anterior.  Por outro lado, o volume estimado supera em 26,7% a safra 2024/25.

    O ajuste negativo reflete mudanças nas estimativas das variedades tardias. Entre elas, destacam-se valência, folha murcha e natal. Enquanto a safra 2025/26 entra na fase final, o mercado já observa a próxima temporada.

    Os agentes consultados pelo Cepea voltam a atenção ao desenvolvimento da safra 2026/27.
    O clima recente pode favorecer as lavouras neste momento do ciclo. Dezembro registrou temperaturas mais elevadas em boa parte das regiões produtoras. Em seguida, janeiro teve aumento das chuvas após a metade do mês. Além disso, fevereiro apresentou alto índice pluviométrico em diversas áreas. Mesmo assim, produtores e analistas ainda enfrentam incertezas sobre o potencial produtivo.

    As regiões exibem grande variação nas condições de carga e no desenvolvimento das plantas. Por fim, meteorologistas preveem meses mais quentes adiante. Caso o calor se intensifique, ele poderá prejudicar novamente as condições das árvores.

     

  • Colheita da cebola tem alta produtividade no RS

    Colheita da cebola tem alta produtividade no RS

    Os produtores do Rio Grande do Sul concluíram a colheita da cebola. As lavouras registraram bons índices de produtividade nesta temporada. O desempenho positivo ocorreu nos municípios de São José do Norte.
    O resultado também se repetiu em Tavares e Rio Grande. A Emater/RS-Ascar divulgou dados no Informativo Conjuntural. O órgão estima que 95% da safra já esteja comercializada. Ou seja, apenas 5% da produção ainda segue disponível no mercado.

    Clima favorece qualidade e rendimento

    O extensionista rural César Demenech avaliou a safra atual. Ele atua na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Segundo o técnico, a temporada figura entre as melhores recentes. A qualidade e a produtividade superaram expectativas dos produtores.

    As condições climáticas ajudaram o preparo do solo. O clima também favoreceu o plantio e o desenvolvimento.
    A região cultivou 1.440 hectares em São José do Norte. O município de Tavares plantou 225 hectares nesta safra.
    Rio Grande contabilizou 200 hectares de área cultivada.

    Cebola sustenta economia local

    O extensionista Pedro da Silva Farias analisou São José do Norte. Ele afirmou que a cebola lidera a produção agrícola municipal. A cultura possui grande tradição entre os agricultores locais. Cerca de mil agricultores familiares cultivam a hortaliça.

    A safra apresentou resultados considerados muito positivos. O clima favorável garantiu produtividades elevadas neste ciclo. As lavouras alcançaram média de 35 toneladas por hectare. Nas safras anteriores, o clima prejudicou os produtores. Chuvas excessivas e estiagens reduziram os rendimentos. Como resultado, esses fatores colaboraram com a descapitalização do setor. Para a próxima safra, agricultores devem manter as áreas.

    Desempenho regular em Tavares

    A extensionista Sarah Fiorelli avaliou a produção local. Ela informou que a produtividade ficou dentro da média.
    As lavouras alcançaram cerca de 35 toneladas por hectare. O município enfrentou períodos de chuva intensa.
    Mesmo assim, o clima não comprometeu a colheita. A técnica destacou a boa qualidade do produto final.

    Soja

    A semeadura da soja alcança 98% da área prevista. Produtores devem concluir o plantio após novas chuvas. Atualmente, 42% das lavouras estão em fase vegetativa. Outros 46% encontram-se no estágio de floração.
    Mais 12% das áreas já estão em enchimento de grãos.

    A Emater projeta 6.742.236 hectares para a safra. A produtividade média estimada chega a 3.180 quilos. O clima apresenta grande amplitude térmica no estado. O tempo seco aumenta a perda de umidade do solo. As chuvas ocorreram de forma isolada e irregular.

    O potencial produtivo ainda se mantém elevado. A regularização das precipitações será fundamental. O clima quente limita o avanço de doenças foliares. Mesmo assim, produtores precisam prevenir a ferrugem-asiática.

    Milho

    A cultura do milho apresenta fases fenológicas variadas. Predominam lavouras em enchimento de grãos e maturação. A área estimada alcança 785 mil hectares no estado. A produtividade média projetada chega a 7.370 quilos.

    A colheita avança e já atinge 28% da área. Os rendimentos variam conforme a distribuição das chuvas. Áreas com irrigação registram melhor desempenho produtivo. Algumas regiões relatam presença elevada de cigarrinha-do-milho.

    Milho silagem

    A colheita do milho silagem supera 40% da área. O estado projeta cultivo total de 366.067 hectares. A produtividade média estimada alcança 38.338 quilos.

    Feijão primeira e segunda safras

    O feijão primeira safra está quase todo semeado. A colheita já ultrapassa 60% em diversas regiões.
    A área estimada soma 26.096 hectares cultivados. A produtividade média prevista chega a 1.779 quilos.

    O feijão segunda safra iniciou o plantio recentemente. Cerca de 15% da área já foi implantada. A estimativa total alcança 11.690 hectares no estado. A produtividade média projetada chega a 1.401 quilos.

    Arroz

    As lavouras de arroz seguem em desenvolvimento. Cerca de 57% estão em fase vegetativa atualmente.
    Outras 34% encontram-se no estágio de floração. Mais 9% já avançaram para enchimento de grãos.

    O Irga estima área de 920.081 hectares cultivados. A Emater projeta produtividade de 8.752 quilos. A boa radiação solar favorece o desenvolvimento. Entretanto, temperaturas mínimas ficaram mais baixas. Esse fator elevou o risco de esterilidade em áreas.

  • Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Maior oferta de mandioca pressiona preços no mercado

    Depois de longo recesso e dificuldades climáticas, mandiocultores intensificaram a colheita e a comercialização na última semana, informa o Cepea. Com isso, produtores buscam maior capitalização e ampliam o volume ofertado de raiz no mercado.

    Ao mesmo tempo, parte das indústrias ainda não retomou o processamento ou opera com capacidade parcial.
    Dessa forma, a oferta de mandioca supera a demanda e pressiona as cotações, segundo o Centro de Pesquisas.

    De acordo com dados recentes do IBGE, a produção brasileira de mandioca somou 19,8 milhões de toneladas em 2025. Esse volume representa crescimento anual de 3,9% na produção nacional.

    Entre os estados produtores de fécula, o Paraná registrou queda de 0,5%, com produção de 3,6 milhões de toneladas. Já Mato Grosso do Sul e São Paulo apresentaram altas de 18,6% e 1,1%, respectivamente.
    Para este ano, as projeções indicam aumento de 22% na produção paranaense, estimada em 4,4 mil hões de toneladas. Por outro lado, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar quedas de 2,3% e 1,3%.

  • Clima favorece colheita de mandioca no início do ano

    Clima favorece colheita de mandioca no início do ano

    O clima favorece a colheita de mandioca neste começo de ano, segundo pesquisadores do Cepea. No entanto, a demanda segue limitada, pois unidades industriais retomam o processamento de forma gradual.

    Enquanto isso, os preços da raiz registram apenas pequenas variações no mercado. No segmento de fécula, poucas fecularias retomaram as atividades até o momento.

    A maioria das indústrias, porém, se prepara para iniciar os trabalhos a partir desta semana. Além disso, as unidades ativas priorizam entregas de negociações firmadas anteriormente.

    Farinha

    Já no mercado de farinha, a demanda apresentou leve recuperação neste início de ano. Com isso, um maior número de compradores voltou a atuar no mercado. Segundo o Cepea, as empresas priorizam o cumprimento de contratos da safra anterior. Assim, o setor garante o fluxo das entregas já negociadas.