Tag: chuvas

  • Inmet alerta para tempestades e ventos no Sul

    Inmet alerta para tempestades e ventos no Sul

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu neste sábado (10) alerta laranja para tempestades na Região Sul do Brasil. O aviso vale até as 12h deste domingo (11) e indica risco moderado a elevado para a população.

    O alerta laranja representa perigo e fica entre os níveis amarelo e vermelho, conforme a classificação do Inmet.
    Segundo o instituto, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem registrar chuva intensa nas próximas horas.

    A previsão aponta volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia. Além disso, o Inmet prevê ventos intensos, com rajadas entre 60 e 100 quilômetros por hora. Também há possibilidade de queda de granizo em diferentes áreas da Região Sul.

    Danos às plantações

    O cenário oferece risco de corte de energia elétrica e danos às plantações agrícolas. Há ainda possibilidade de queda de árvores, alagamentos urbanos e prejuízos à infraestrutura.

    No Rio Grande do Sul, a região da Lagoa dos Patos deve enfrentar intensificação dos ventos costeiros.
    As rajadas podem deslocar dunas de areia e atingir construções localizadas na orla. Durante ventos fortes, o Inmet orienta não se abrigar sob árvores e evitar áreas abertas.

    A recomendação inclui não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. O instituto também orienta evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende ocorrências pelo número 193.

  • Chuvas intensas freiam plantio, mas favorecem lavouras de soja no RS

    Chuvas intensas freiam plantio, mas favorecem lavouras de soja no RS

    O plantio da soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área prevista para a safra 2025/2026, estimada em 6,74 milhões de hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar em 30 de dezembro. As chuvas intensas e frequentes desaceleraram o avanço da semeadura, impedindo a redução adequada da umidade do solo e limitando a operação das semeadoras.

    Mesmo com o atraso, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento vegetativo. Cerca de 93% das áreas estão nessa fase, e 7% já iniciam o florescimento. As lavouras semeadas no início do ciclo mostram vigor elevado, resultado da combinação entre boa disponibilidade hídrica, temperaturas altas e radiação solar adequada.

    As melhores condições de desenvolvimento ocorrem em solos bem estruturados, ricos em matéria orgânica e com boa cobertura vegetal, que favorecem a infiltração e o armazenamento de água. Em áreas mais compactadas ou com pouca cobertura, há registro de erosão superficial e falhas de emergência. Em regiões que sofreram déficit hídrico seguido por chuvas intensas, técnicos observaram desuniformidade e necessidade pontual de replantio.

    No Noroeste do estado, os volumes de chuva de dezembro ultrapassaram a média histórica, provocando alagamentos, danos à infraestrutura rural e erosão em áreas de relevo acentuado.

    Milho e milho silagem apresentam recuperação

    O milho avança sobre 92% da área planejada, de 785 mil hectares, e apresenta recuperação após a estiagem registrada em novembro. O desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório, com expectativa de produtividade próxima à média histórica. A maior parte das plantações está na fase de enchimento de grãos, e a colheita inicial já começou em algumas regiões.

    A cultura de milho para silagem também reagiu bem às chuvas. A Emater estima 366 mil hectares plantados, com rendimento médio de 38,3 toneladas por hectare. Apenas na Fronteira Noroeste, o excesso de chuva e a alta umidade do solo paralisaram temporariamente o corte.

    Arroz encerra semeadura e mantém bom desenvolvimento

    A semeadura do arroz chega a 97% da área estimada pelo Irga, totalizando 920 mil hectares. As precipitações volumosas limitaram o andamento de semeaduras tardias e tratos culturais, mas favoreceram a recuperação de mananciais e reduziram a necessidade imediata de irrigação. A maior parte das lavouras encontra-se em fase vegetativa (97%) e 3% já iniciam o florescimento.

    Em algumas regiões, especialmente no Centro do estado, a nebulosidade constante reduziu a radiação solar e moderou o crescimento das plantas. Apesar disso, o desenvolvimento é considerado adequado.

    Feijão 1ª safra se recupera após estiagem

    As chuvas também favoreceram o feijão da primeira safra, cultivado em 26 mil hectares no estado. Após o déficit hídrico de novembro, as plantas retomaram o crescimento e o ciclo avança de forma satisfatória. A produtividade média projetada pela Emater é de 1.779 kg/ha. Em algumas localidades, a frequência das chuvas ainda impõe restrições pontuais ao plantio e à colheita.

    As precipitações regulares trouxeram desafios para o manejo e o cronograma das lavouras, mas garantiram recuperação da umidade do solo e boas condições para o desenvolvimento das principais culturas de verão no Rio Grande do Sul.

  • Chuvas de dezembro impulsionam lavouras da primeira safra em grande parte do país

    Chuvas de dezembro impulsionam lavouras da primeira safra em grande parte do país

    As chuvas que ocorreram nos primeiros quinze dias de dezembro fortaleceram o desenvolvimento das lavouras de primeira safra em grande parte do Brasil. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o cenário climático elevou os níveis de umidade do solo e não atrapalhou a colheita final dos cultivos de inverno. A análise ressalta ainda que as condições das lavouras se mantêm favoráveis na maioria das regiões produtoras.

    No Centro-Oeste, principal polo agrícola do país, os maiores volumes de chuva foram registrados no nordeste de Mato Grosso e no norte de Goiás. As precipitações mais regulares aumentaram a umidade do solo e melhoraram o ritmo de desenvolvimento das culturas, movimento que também se repetiu no Sudeste.

    Chuvas irregulares

    No Sul, as chuvas ficaram irregulares, concentradas principalmente no norte e oeste do Paraná. No Rio Grande do Sul, os primeiros dias do mês registraram baixos volumes, o que facilitou a conclusão da colheita de inverno. Já entre os dias 6 e 10, os acumulados ajudaram a recuperar a umidade do solo, criando condições mais adequadas para a semeadura e o desenvolvimento das lavouras. Em Santa Catarina e no Paraná, o clima manteve-se favorável durante a primeira quinzena de dezembro.

    Na região Norte, as precipitações no Tocantins e em parte do sul e noroeste do Pará estimularam o avanço da semeadura e o crescimento das culturas de verão. Contudo, áreas do nordeste paraense enfrentaram limitações devido à combinação de calor intenso e chuvas irregulares. No Nordeste, o Matopiba, que abrange porções de Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins, apresentou bons volumes, suficientes para impulsionar a semeadura e o desenvolvimento das lavouras. Porém, em partes do leste e centro do Maranhão, a chuva acumulada ainda ficou abaixo do ideal.

  • Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Um ciclone atípico e de grande intensidade começou a atingir o Brasil nesta segunda-feira (8), com previsão de fortes impactos até quinta (11). Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno alcançará as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, trazendo chuva volumosa, ventos intensos e risco de transtornos como quedas de energia e alagamentos.

    O Rio Grande do Sul deve sentir os efeitos mais severos. O estado enfrentará tempestades, precipitação acima da média e ventos ciclônicos por até 36 horas. A pressão atmosférica pode cair para valores entre 985 hPa e 990 hPa, índices raros para o mês de dezembro e semelhantes aos de sistemas subtropicais mais típicos do inverno.

    O deslocamento lento do ciclone aumenta o potencial de estragos. Após cruzar a Argentina, o sistema deve atuar com força sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira, afastando-se apenas na quinta. Essa lentidão prolonga o período de instabilidade e eleva o risco de inundações e deslizamentos.

    As chuvas devem ser intensas

    Modelos meteorológicos indicam acumulados superiores a 100 milímetros em áreas do Sul e de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em locais isolados, os volumes podem chegar entre 150 mm e 300 mm, provocando enxurradas e transtornos em zonas urbanas e rurais.

    Os temporais mais fortes devem ocorrer na terça-feira (9), quando há chance de granizo, vendavais e formação de supercélulas, tempestades altamente severas. O Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo estão entre as regiões com maior risco.

    O vento também preocupa. No Sul e no Leste gaúcho, rajadas podem ultrapassar 100 km/h, alcançando até 130 km/h em áreas próximas ao litoral e à Lagoa dos Patos. Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, a previsão é de ventos entre 70 km/h e 100 km/h, suficientes para derrubar árvores, causar danos em estruturas e interromper o fornecimento de energia em parte das cidades.

  • Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    Alerta vermelho: previsão indica chuvas de 100mm e risco de deslizamentos

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Os meteorologistas preveem chuvas que podem superar 100 milímetros em 24 horas, com risco elevado de alagamentos, transbordamento de rios and deslizamentos de encostas.

    O aviso vigora das 22h desta quarta-feira (3) até 23h59 de quinta-feira (4).

    O Inmet projeta precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia nas regiões afetadas. O órgão alerta que a combinação de solo encharcado, relevo acidentado e alta concentração urbana amplia o potencial de danos materiais e riscos à população.

    Em Minas Gerais, o alerta abrange a região metropolitana de Belo Horizonte, além do Vale do Rio Doce, Jequitinhonha e Vale do Mucuri. Essas áreas historicamente registram problemas durante episódios prolongados de chuva volumosa, especialmente onde encostas, áreas urbanizadas e construções em zonas de risco se concentram.

    No Espírito Santo, os meteorologistas monitoram a faixa Central, Litoral Norte, Sul e Noroeste do estado. Esses municípios já enfrentaram alagamentos e danos à infraestrutura em períodos chuvosos anteriores, o que exige vigilância constante sobre rios e córregos.

    A Bahia concentra a preocupação no Sul do estado e na Zona da Mata, onde várias cidades possuem histórico de inundações rápidas. Bairros às margens de rios ou em áreas com drenagem precária enfrentam maior vulnerabilidade diante da previsão de chuva intensa em curto espaço de tempo.

    Autoridades alertam para riscos de alagamentos e deslizamentos

    O cenário previsto pode provocar alagamentos de grande proporção, com água subindo rapidamente em ruas, garagens, estabelecimentos comerciais e residências. Rios e córregos que já apresentam níveis elevados devido às chuvas anteriores correm risco de transbordar.

    Cidades com moradias em áreas de declive enfrentam ameaça adicional de deslizamentos de encostas. O solo saturado perde estabilidade, o que pode desencadear quedas de barreiras, rolamento de blocos de terra e desabamentos parciais em áreas irregulares.

    A Defesa Civil reforça que rachaduras novas em paredes, muros ou no solo, assim como portas e janelas que começam a emperrar sem motivo aparente, indicam instabilidade. A população deve comunicar imediatamente esses sinais pelo telefone 199.

    População deve adotar medidas preventivas imediatas

    O Inmet recomenda que os moradores desliguem aparelhos elétricos e o quadro geral de energia durante temporais para reduzir riscos de curtos-circuitos e incêndios. A orientação também inclui permanecer em locais abrigados e evitar deslocamentos desnecessários em áreas sujeitas a alagamentos.

    Residentes em locais com histórico de deslizamentos devem observar qualquer alteração em encostas, como fendas, inclinação de postes ou árvores, estalos e movimentação de terra. Em situações de inundação iminente, a população pode proteger pertences em sacos plásticos e, quando possível, elevar móveis e eletrodomésticos.

    O Corpo de Bombeiros atende emergências pelo telefone 193 em regime de plantão 24 horas.

    Alerta laranja abrange outros 10 estados

    Além do alerta vermelho, o Inmet emitiu alerta laranja para tempestades em uma faixa ainda maior do território nacional. O aviso vale até 10h de quinta-feira (4) e alcança Distrito Federal, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Amazonas, Rondônia e Pará.

    Os meteorologistas preveem tempestades com chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos intensos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo em diversas regiões do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste.

    Infraestrutura e fornecimento de energia podem sofrer impactos

    As tempestades podem provocar cortes de energia elétrica por danos à rede de distribuição, queda de árvores sobre fiações ou falhas em equipamentos. O Inmet orienta a população a evitar contato com cabos rompidos e comunicar imediatamente as concessionárias.

    Áreas agrícolas expostas a ventos fortes, granizo e excesso de água podem sofrer danos em lavouras. As condições climáticas adversas comprometem plantações em estágio de desenvolvimento e afetam a produção em determinadas regiões.

    Nas cidades, a combinação de chuva intensa, vento e drenagem insuficiente resulta em alagamentos, queda de árvores, destelhamentos e danos a estruturas frágeis. Rodovias enfrentam risco de poças profundas e quedas de barreiras, o que compromete o tráfego e aumenta a probabilidade de acidentes.

    Cuidados essenciais durante tempestades

    Durante rajadas de vento, as autoridades recomendam não se abrigar debaixo de árvores, pois galhos podem se romper. Motoristas devem evitar estacionar próximo a torres de transmissão, postes e placas de propaganda.

    Em tempestades com raios, especialistas orientam permanecer dentro de casa, afastado de janelas, e evitar o uso de aparelhos conectados diretamente na tomada. Pessoas em áreas abertas devem buscar abrigo em construções seguras e evitar campos descampados ou proximidade com objetos altos e isolados.

    As autoridades reforçam a importância de acompanhar os boletins oficiais do Inmet e avisos da Defesa Civil, além das orientações das prefeituras e governos estaduais.

  • Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    O plantio de soja da safra 2025/26 segue mais lento que na temporada passada. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas irregulares explicam o atraso em grande parte do país.

    No Sul, o excesso de umidade limita o acesso às lavouras e dificulta o avanço das máquinas. Enquanto isso, no Centro-Oeste e no Matopiba, a falta de chuva adequada reduz o ritmo dos trabalhos.

    Além disso, a baixa umidade do solo preocupa produtores e técnicos nas principais regiões produtoras. Nos últimos dias, as chuvas aumentaram no Centro-Oeste e no Matopiba, porém, sem regularização total.

    Por outro lado, o Sul registrou redução nos volumes, principalmente no Paraná. Mesmo assim, colaboradores do Cepea relatam incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra.

    De acordo com a Conab, 78% da área estava semeada até 22 de novembro. No mesmo período do ano anterior, o índice alcançava 83,3% da área nacional. Com esse cenário, o mercado acompanha com atenção os reflexos do clima sobre a produtividade.

     

  • Agricultor deve se preparar: ciclone muda o tempo e traz chuvas intensas ao país

    Agricultor deve se preparar: ciclone muda o tempo e traz chuvas intensas ao país

    A cena se desenha já nos primeiros dias do mês, quando uma frente fria impulsionada por ciclone se espalha do Sul até parte do Sudeste e Centro-Oeste. Para o norte de Minas Gerais, o volume pode chegar perto dos 250 mm só na primeira semana. Os estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia), além de Goiás, Mato Grosso e Amazonas, também veem chuvas entre 100 mm e 125 mm, com transtornos potenciais, como alagamentos, enxurradas, e granizo.​

    Enquanto os agricultores monitoram suas lavouras e as famílias ajustam rotinas, meteorologistas apontam para um mês de chuva acima da média no centro-norte do Brasil. O fenômeno La Niña ainda está em atuação, o que facilita a passagem dessas frentes frias intensas, tornando dezembro mais instável e úmido, especialmente no Sudeste e Sul.​

    E tem mais: o calor excessivo dá uma trégua. No Paraná e Santa Catarina, o frio atípico pode aparecer, mas sem grandes extremos. No Nordeste, por outro lado, são esperadas altas temperaturas, até 40°C em algumas áreas do Sertão, enquanto o resto do país vê médias mais baixas graças à chuva e nebulosidade persistentes.​

    O que esperar do tempo em dezembro?

    • Região Sul: chuvas moderadas e picos de frio, mas nada extremo.
    • Sudeste e Centro-Oeste: chuvas frequentes e volumosas; risco alto de deslizamentos e cheias.
    • Norte: precipitação acima do normal, principalmente no Amazonas e Pará.
    • Nordeste: muito calor, mas proporcional à chuva, que será bem distribuída. Algumas cidades devem ver tempestades rápidas e dias abafados.

    Em resumo, dezembro pede guarda-chuva, olho nas previsões e atenção dobrada nos pontos de risco. Se alguém pediu verão típico, o ciclone resolveu mudar a festa.​

  • Colheita de mandioca avança em ritmo lento

    Colheita de mandioca avança em ritmo lento

    A colheita de mandioca retomou as atividades após as chuvas da semana passada, mas avançou lentamente nas principais regiões produtoras. O Cepea observou que muitos produtores mantiveram pouco interesse em acelerar os trabalhos, porque consideram baixa a atratividade da venda da raiz.

    Os mandiocultores afirmaram que a produtividade e o teor de amido seguem reduzidos, o que limita o avanço da colheita. Com isso, os preços da mandioca se sustentaram ao longo da semana.

    Levantamento do Cepea mostrou que, entre 10 e 14 de novembro, a tonelada de mandioca posta fecularia registrou média de R$ 565,81. O valor caiu 1,1% frente ao período anterior. A média parcial de novembro segue 0,6% acima da registrada em outubro.

  • Chuvas irregulares em outubro atrasam plantio da safra de verão

    Chuvas irregulares em outubro atrasam plantio da safra de verão

    As precipitações registradas em outubro chegaram de forma irregular às principais regiões produtoras do Brasil e impactaram diretamente o calendário de semeadura dos cultivos de verão. O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado esta semana, aponta que os volumes ficaram abaixo da média histórica e atrasaram o plantio em diversas áreas.

    No Centro-Oeste, as chuvas ocorreram de maneira desigual ao longo do mês. Mato Grosso e o sudoeste de Mato Grosso do Sul concentraram os maiores volumes, enquanto outras regiões receberam acumulados menores. O período chuvoso ainda não se estabilizou na região.

    Os dados do último decêndio de outubro revelam uma recuperação nos níveis de umidade do solo em algumas áreas, o que beneficia tanto a semeadura quanto o desenvolvimento inicial da soja. Entretanto, o norte de Mato Grosso do Sul e Goiás ainda enfrentam restrição hídrica significativa.

    Sudeste e Nordeste apresentam cenários críticos

    O Sudeste seguiu o padrão de irregularidade observado no Centro-Oeste. As chuvas se concentraram apenas no segundo decêndio do mês, mas chegaram de forma mal distribuída às lavouras.

    No Nordeste, a situação preocupa ainda mais. A Conab identificou pouca ou nenhuma precipitação na maior parte da região durante outubro. No Matopiba, que engloba áreas do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins, as poucas chuvas registradas não foram suficientes para recuperar o armazenamento hídrico do solo. O cenário limita o avanço da semeadura dos cultivos de primeira safra sem irrigação.

    Por outro lado, o centro-leste do Maranhão e parte do Sealba (Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia, além do sul baiano) receberam volumes maiores. As precipitações não prejudicaram a colheita do milho de terceira safra, que avança na nova fronteira agrícola.

    Norte apresenta contrastes entre regiões, Sul tem melhor desempenho com chuvas intensas

    Rondônia, o sudeste do Pará e o oeste do Tocantins registraram chuvas irregulares e em menor volume durante o mês. Já o Amazonas e o oeste paraense receberam precipitações mais favoráveis, o que beneficia a semeadura da soja no sudoeste do Pará e melhora as condições de umidade no noroeste do estado.

    A região Sul apresentou o cenário mais favorável em outubro. Chuvas intensas se alternaram com períodos de tempo estável ao longo do mês. O noroeste do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o Paraná concentraram os maiores volumes.

    As precipitações contribuíram para recuperar e manter a umidade do solo, favorecendo os cultivos de inverno em estádios reprodutivos e o desenvolvimento dos cultivos de verão. Portanto, os períodos de tempo estável no último decêndio beneficiaram os cultivos de inverno em maturação e colheita. Isso além de acelerar a semeadura da safra de verão.

  • La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    La Niña pode se estender até 2026 e impactar soja e milho no Brasil

    O fenômeno La Niña deve começar a se formar no último trimestre de 2025 e possui potencial para se estender até o início de 2026, com impactos significativos no clima e na produção agrícola do Brasil e do mundo. É o que aponta o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX.

    A analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Carolina Jaramillo Giraldo, baseia-se em dados de instituições como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a NOAA. Ela destaca que as anomalias de temperatura no Oceano Pacífico já mostram o resfriamento típico do fenômeno. A previsão mais consolidada indica uma La Niña de intensidade fraca, mas não se descarta um retorno à neutralidade durante o verão no Hemisfério Sul.

    O relatório traça um cenário de contrastes para o Brasil. Enquanto o Sul do país enfrenta alto risco de seca, regiões como o Centro-Oeste e Sudeste podem registrar chuvas acima da média. Este padrão divide os riscos para o agronegócio: a estiagem prejudica culturas como soja e milho no Paraná, Rio Grande do Sul e Uruguai, enquanto o excesso de umidade no Cerrado e Sudeste beneficia plantios, mas também eleva a incidência de doenças fúngicas e atrapalha a colheita da cana-de-açúcar.

    Riscos ampliados para as safras de verão

    A interação da La Niña com a Oscilação de Madden-Julian (MJO) preocupa os especialistas. Essa combinação pode intensificar um padrão de bloqueio atmosférico, impedindo a entrada de frentes frias e prolongando períodos de calor e seca exatamente no Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Este é o período crítico para o desenvolvimento da soja e do milho de primeira safra.

    “Esse fenômeno desloca os ventos para latitudes mais ao sul, reduzindo a entrada de frentes frias. O resultado é um aumento de seca e calor em regiões como o Sul do Brasil, justamente durante a primavera e o verão”, detalha Carolina Giraldo.

    Projeções de temperatura e chuva

    Os modelos climáticos também projetam variações importantes de temperatura para os próximos meses:

    • Outubro de 2025: áreas do leste de Mato Grosso, oeste da Bahia e nordeste de Goiás podem ter temperaturas até 1°C acima da média, acelerando a germinação da soja, mas aumentando o risco se as chuvas atrasarem.
    • Novembro/Dezembro 2025: o Sudeste, principalmente Espírito Santo e Minas Gerais, pode enfrentar calor acima do normal, elevando a evapotranspiração em lavouras e cafezais.
    • Verão 2025/2026: o Centro-Sul deve ter temperaturas médias, o que é bom para o enchimento de grãos, desde que as chuvas se distribuam bem.

    A formação da La Niña, portanto, coloca o setor agrícola em alerta. O fenômeno deve ditar os rumos do clima nos próximos meses, demandando planejamento e gestão de riscos dos produtores para mitigar perdas nas principais commodities do país.