Tag: chuvas

  • Chuvas ameaçam qualidade da safra de café arábica

    Chuvas ameaçam qualidade da safra de café arábica

    O avanço da colheita do café arábica elevou a preocupação dos cafeicultores com o clima nas principais regiões produtoras. Segundo o Cepea, as chuvas recentes podem comprometer parte da qualidade dos grãos da safra atual.

    Ao mesmo tempo, as precipitações favorecem lavouras mais tardias e também beneficiam a próxima safra brasileira.

    No norte do Paraná, os pesquisadores do Cepea já identificaram pequena queda na qualidade do café colhido. Em Marília, no interior paulista, as chuvas volumosas também aumentaram a preocupação entre os produtores. Isso porque a umidade pode atingir os grãos caídos no solo e dificultar a colheita mecanizada. Além disso, o excesso de chuva pode elevar os riscos de perdas durante o processo de retirada dos grãos.

    Por outro lado, produtores do Sul de Minas Gerais relataram cenário mais tranquilo para a colheita atual. Agentes consultados pelo Cepea informaram que as chuvas devem ocorrer com menor intensidade na região mineira. Dessa forma, o clima não deve provocar danos relevantes à safra de café no Sul de Minas.

  • Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul

    Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul

    Uma frente fria avança pelo Sul do Brasil nesta quinta-feira (7). Além disso, o sistema provoca chuvas fortes no Rio Grande do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um ciclone extratropical acompanha a frente fria. Com isso, temporais atingem todo o território gaúcho.

    O Inmet mantém alerta laranja para o sudoeste, Pampas e parte da Campanha gaúcha. Nessas áreas, o risco de transtornos aumenta. As previsões indicam acumulados de até 50 milímetros de chuva. Além disso, pode ocorrer queda de granizo no centro-sul do estado.

    Santa Catarina e Paraná

    Enquanto isso, Santa Catarina e Paraná seguem com tempo firme. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas próximas de 27°C nas capitais.

    Nordeste

    No Nordeste, dois fenôenos intensificam as chuvas nesta quinta-feira. Os Distúrbios Ondulatórios de Leste provocam pancadas no litoral.

    Outras áreas atingidas

    As instabilidades atingem áreas entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia. Já a Zona de Convergência Intertropical favorece chuvas no norte da região.

    O sistema atua na metade norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará. Além disso, o fenômeno mantém o tempo instável no litoral norte nordestino. Na Região Norte, a Zona de Convergência Intertropical segue provocando chuvas no Amapá e litoral do Pará.

    O excesso de umidade também favorece temporais no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O norte do Tocantins também registra instabilidades.

    No Sudeste, o tempo permanece estável na maior parte da região. Porém, há previsão de garoas no litoral e norte do Espírito Santo.

    As chuvas também atingem áreas do nordeste e leste de Minas Gerais. Além disso, o litoral norte do Rio de Janeiro pode registrar precipitações.

    Mesmo com as instabilidades, as temperaturas seguem elevadas. Em toda a região, os termômetros ultrapassam os 30°C.

    No Centro-Oeste, uma massa de ar seco mantém o tempo firme. Apenas o extremo norte e noroeste de Mato Grosso podem registrar chuva forte.

    Nas demais áreas, a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. Além disso, as máximas podem alcançar 33°C ao longo do dia.

  • Outono marcado pela irregularidade: prognósticos para a estação em 2026

    Outono marcado pela irregularidade: prognósticos para a estação em 2026

    A estação do outono no Hemisfério Sul chegou nesta sexta-feira, dia 20 de março. Considerada uma transição entre o calor do verão e o frio do inverno, o período é
    tradicionalmente marcado pelas temperaturas amenas, diminuição das chuvas que encerram o verão (aquelas “águas de março”), noites mais longas e a queda das folhas das
    árvores.

    O outono apresenta fortes precipitações no Norte, escassez no semiárido e redução das chuvas e do calor, especialmente no Centro-Sul brasileiro. Nessas regiões, a estação é
    favorável às espécies de clima ameno, como as hortaliças folhosas e raízes; milho, aveia e trigo; a cultura do caqui, figo e a colheita do maracujá.

    São culturas beneficiadas pelos dias mais curtos (fotoperíodo) e menor umidade, características desse clima menos extremo do que o calor do verão e as frentes frias
    invernais. Por outro lado, sendo época de transição não é incomum que as primeiras massas de ar frio cheguem do sul do continente provocando nevoeiros, principalmente nas
    regiões serranas e de planalto.

    Prognósticos regionais para a agricultura

    Uma Nota Técnica Conjunta INMET / INPE apresentou os prognósticos para o outono brasileiro em 2026, indicando a influência do El Niño e sugerindo atenção para a
    possibilidade de uma estação mais quente e chuvosa.

    Para a região Norte, a previsão climática para o período de abril a junho indica chuvas acima da média. No nordeste, ela sugere condições desfavoráveis às chuvas na Bahia,
    Paraíba e no Rio Grande do Norte. Nas duas regiões, por outro lado, há expectativa de temperaturas acima da média.

    Para a região Centro-Oeste, a Nota Técnica conjunta do INMET / INPE indica redução de chuvas, especialmente no Mato Grosso, enquanto as temperaturas devem permanecer
    acima da média em toda a região.

    Na região Sudeste, embora possam ocorrer chuvas abaixo da média, há possibilidade de precipitações volumosas, sobretudo no leste. Já as temperaturas devem ficar também
    acima da média, ainda que as primeiras frente frias tragam prejuízos, especialmente nas regiões elevadas.

    Um prognóstico parecido é previsto, pela Nota Técnica Conjunta, para o Sul brasileiro. Exige-se atenção, em particular, ao aquecimento sobre as regiões do Rio Grande do Sul e
    Santa Catarina.

    Estes cenários exigem cuidados extras com a safra, diante da instabilidade com os padrões tradicionais do outono. Assim, a Nota Técnica Conjunta adverte que a produção agrícola,
    nos próximos meses, deve ser acompanhada com atenção.

  • Chuvas elevam expectativa de safra recorde de café

    Chuvas elevam expectativa de safra recorde de café

    O clima favorece a safra brasileira de café 2026/27 na maioria das regiões produtoras. Após um dezembro desafiador, 2026 trouxe condições climáticas mais favoráveis ao campo. Em dezembro, altas temperaturas e poucas chuvas prejudicaram o desenvolvimento das lavouras. Desde o início de 2026, no entanto, o cenário climático confirma perspectivas positivas aos produtores.

    Segundo pesquisadores do Cepea, chuvas marcaram a primeira quinzena de março nas regiões produtoras.
    Essas precipitações ajudaram o enchimento dos grãos de café arábica. Além disso, as chuvas contribuíram para o desenvolvimento final do café robusta.

    Com isso, o clima favorável reforça a expectativa de safra recorde de café em 2026/27. A produção de arábica deve impulsionar principalmente esse resultado positivo.

    No caso do robusta, pesquisadores indicavam uma expectativa inicial menos promissora para a temporada.
    Apesar disso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento dessa variedade.
    Embora março registre chuvas menos volumosas, o cenário ainda sustenta projeções otimistas. Assim, agentes do setor passaram a apostar em uma colheita próxima à safra passada.

  • Café recua com desvalorização do real e melhora da safra brasileira

    Café recua com desvalorização do real e melhora da safra brasileira

    Os preços do café fecharam em baixa nas bolsas internacionais, influenciados pela desvalorização do real e pelas previsões otimistas para a safra brasileira. O contrato de arábica para maio (KCK26) caiu 0,51%, enquanto o robusta para maio (RMK26) recuou 1,78% na ICE.

    A queda do real frente ao dólar, que atingiu o menor nível em um mês e meio, levou produtores brasileiros a aumentar as vendas externas, estimulando realizações de lucro nos contratos futuros.

    Além disso, as chuvas intensas em Minas Gerais, principal região produtora de arábica no Brasil, melhoraram as expectativas para a safra 2026. Segundo a Somar Meteorologia, o estado recebeu 78 mm de chuva na semana encerrada em 20 de fevereiro, 131% acima da média histórica.

    Perspectiva de oferta maior pressiona o mercado

    Nas últimas cinco semanas, o café acumula queda acentuada. O arábica atingiu o menor valor em 15 meses, e o robusta caiu ao patamar mais baixo em quase sete meses. A estimativa da Conab prevê uma produção recorde de 66,2 milhões de sacas em 2026, alta de 17,2% frente a 2025.

    O avanço é impulsionado pelo crescimento de 23,2% na colheita de arábica (44,1 milhões de sacas) e 6,3% no robusta (22,1 milhões). O Rabobank também projeta um novo recorde na produção global, com 180 milhões de sacas na safra 2026/27, cerca de 8 milhões a mais que no ciclo anterior.

    Vietnã amplia exportações e reforça pressão sobre preços

    O aumento das exportações do Vietnã, maior produtor mundial de robusta, intensificou o movimento de baixa. As vendas externas vietnamitas cresceram 38,3% em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 198 mil toneladas. Em 2025, o país exportou 1,58 milhão de toneladas, alta de 17,5% no ano.

    A colheita de 2025/26 deve atingir o maior volume em quatro anos, com 1,76 milhão de toneladas (29,4 milhões de sacas), segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã.

    Estoques e exportações reforçam sinal de equilíbrio no mercado

    Os estoques certificados pela ICE também mostraram recuperação. O arábica subiu para 524.139 sacas, maior nível em quase cinco meses, enquanto o robusta alcançou 4.662 lotes, o maior volume desde janeiro.

    Mesmo assim, o Ministério do Comércio informou queda de 42,4% nas exportações brasileiras de café em janeiro, totalizando 141 mil toneladas. Já na Colômbia, o segundo maior produtor de arábica do mundo, a produção de janeiro despencou 34%, para 893 mil sacas.

    Panorama global do café

    A Organização Internacional do Café (OIC) relatou que as exportações mundiais caíram 0,3% no atual ano-safra, totalizando 138,6 milhões de sacas.

    O relatório do Serviço de Agricultura Estrangeira (FAS/USDA) projeta aumento de 2% na produção global em 2025/26, para um recorde de 178,8 milhões de sacas. A produção de arábica deve cair 4,7%, enquanto a de robusta pode crescer 10,9%. O Brasil deve colher 63 milhões de sacas (-3,1%), e o Vietnã pode chegar a 30,8 milhões (+6,2%).

    Os estoques finais globais devem cair 5,4%, de 21,3 milhões para 20,1 milhões de sacas, sinalizando que o aumento da produção deve ser parcialmente absorvido pela demanda.

  • Chuvas na Zona da Mata deixam produtores ilhados e destroem mais de 63 mil hectares em Minas Gerais

    Chuvas na Zona da Mata deixam produtores ilhados e destroem mais de 63 mil hectares em Minas Gerais

    Levantamento do Sistema Faemg Senar, realizado com 376 produtores entre 28 de fevereiro e 2 de março, aponta perdas na produção, morte de animais e risco de inadimplência entre agricultores da Zona da Mata mineira

    As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais nas últimas semanas causaram estragos expressivos no campo. Dados levantados pelo Sistema Faemg Senar junto a 376 produtores rurais de diversas regiões do estado revelam que 26% tiveram suas propriedades afetadas. Entre os prejudicados, 61% relataram perda de produção e 23% precisaram paralisar completamente as atividades.

    A Gerência de Assistência Técnica e Gerencial (GATG) realizou o levantamento, e a Gerência do Agronegócio (GDA) analisou os dados entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março de 2025.

    Sem seguro e com dívidas vencendo

    Um dado preocupa especialmente os técnicos: 95% dos produtores entrevistados não possuem qualquer ferramenta de gestão de risco, como o seguro rural. Isso significa que a grande maioria dos agricultores afetados terá de arcar com os prejuízos sem nenhuma rede de proteção financeira.

    A situação é agravada pelo endividamento. Entre os produtores prejudicados, 21% têm financiamento ativo e 12% deles têm parcelas com vencimento nos próximos 90 dias. Um cenário que pode resultar em inadimplência em massa e dificuldades para retomar a produção.

    Mais de 63 mil hectares devastados

    As chuvas impactaram mais de 63 mil hectares de áreas cultivadas, o equivalente a 63% do total de área declarada pelos produtores entrevistados. Além das lavouras, os animais também foram vítimas: 142 mortes foram registradas em 13 propriedades distribuídas por 12 municípios.

    Local da feira livre de Ubá ficou destruída pela força das chuvas. Foto: Sistema Faemg Senar

    Um dos municípios mais afetados é Ubá, onde choveu cerca de 91 milímetros em poucas horas. A Prefeitura Municipal confirmou que 31 pontes foram destruídas, isolando moradores da zona rural e impedindo o escoamento da produção. Produtos perecíveis como frutas, verduras, legumes e leite, que precisa ser entregue em até 48 horas após a ordenha, ficaram retidos nas propriedades.

    As enchentes também destruíram o espaço onde funciona a feira livre da cidade e inviabilizaram a comercialização dos produtos que chegam ao município. Além disso, a água atingiu a sede do Serviço de Produção Rural (SPR) de Ubá.

    Além de Ubá, municípios como Juiz de Fora e Matias Barbosa também registraram consequências severas nas lavouras.

    Doenças nas plantações e atraso na colheita do milho

    De acordo com Emerson Simão, gerente regional do Sistema Faemg Senar, as enxurradas comprometem as culturas de diversas formas. “As enxurradas expõem as raízes das culturas, e a alta umidade, aliada a temperaturas elevadas, formam condições propícias ao desenvolvimento de doenças nas plantações”, explica o gerente.

    Outro ponto de alerta é o atraso na colheita do milho, especialmente o destinado à silagem. O solo encharcado impede a entrada de máquinas agrícolas nas lavouras, e a consequência pode ser uma queda tanto na quantidade quanto na qualidade da matéria-prima usada na alimentação animal. O que pode impactar a pecuária leiteira e de corte nos próximos meses.

  • Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    Chuvas favorecem lavouras no Centro-Norte, mas restrição hídrica persiste no Sul

    As chuvas concentradas no Centro-Norte do Brasil entre 1º e 24 de fevereiro garantiram boas condições para o desenvolvimento das principais lavouras, segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento mostra volumes expressivos na região Norte e na faixa que vai do Amazonas ao Centro-Oeste e Sudeste, beneficiando o armazenamento de água no solo e impulsionando os cultivos da primeira e segunda safra.

    No Matopiba e em partes do Semiárido nordestino, embora os volumes tenham sido menores, a umidade favoreceu a semeadura e o crescimento das lavouras. Já o Sul do país registrou precipitações bem abaixo da média, limitando o desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul, estado em que grande parte das áreas está em floração e enchimento de grãos.

    Os indicadores espectrais analisados pela Conab confirmam boas condições de vegetação em quase todas as regiões monitoradas. Com índices superiores à média histórica nas fases críticas da soja. Em áreas do sudoeste de Mato Grosso do Sul, oeste de Santa Catarina e noroeste gaúcho, ainda há reflexos das restrições hídricas das últimas safras. No entanto, o índice atual do Rio Grande do Sul se aproxima das temporadas anteriores, que tiveram menor potencial produtivo.

    Distribuição

    A distribuição das chuvas também influenciou o ritmo do plantio do milho segunda safra.

    • Em Mato Grosso, o plantio avançou rapidamente com o andamento da colheita de soja.
    • No Paraná, a baixa umidade atrasou o início da semeadura em várias regiões.
    • No Mato Grosso do Sul, o retorno das chuvas beneficiou o avanço dos trabalhos e garantiu bom desenvolvimento das áreas já plantadas.
    • Em Goiás e Minas Gerais, o excesso de chuva reduziu a janela ideal de cultivo.
    • No Tocantins, o plantio acelerou e as lavouras emergidas apresentam boas condições agronômicas.

    A colheita da soja segue em ritmo consistente em estados como Mato Grosso, apesar das chuvas intensas em parte do Centro-Oeste e Sudeste, que atrasaram a operação em algumas regiões. No Rio Grande do Sul, a irregularidade e o baixo volume das precipitações já reduziram as estimativas de produtividade. E consolidaram estado como o principal ponto de atenção nas análises do boletim.

  • Café: chuvas aliviam arábica e preocupam produtores de robusta

    Café: chuvas aliviam arábica e preocupam produtores de robusta

    As chuvas mais volumosas recentes atingiram praticamente todas as regiões cafeeiras do Brasil. Segundo o Cepea, o aumento da umidade trouxe alívio aos produtores de café arábica. Isso porque, após o estresse climático do fim de 2025, a chuva favorece o enchimento dos grãos. Essa fase é decisiva para o bom desenvolvimento da safra de arábica.

    Por outro lado, as chuvas intensas geram preocupação entre produtores de café robusta. Os pesquisadores do Cepea destacam impactos negativos no norte do Espírito Santo. Em algumas áreas, talhões ficaram alagados, o que eleva o risco de perdas produtivas. Além disso, a maior umidade pode aumentar a incidência de doenças nas lavouras.

    Preços do café

    Enquanto isso, os preços do café seguem voláteis no mercado. O Cepea afirma que a instabilidade persiste até estimativas mais precisas da safra atual. Além do clima, o cenário macroeconômico global influencia as cotações. O ambiente cambial também segue impactando os preços internos e externos do café.

  • Chuvas retornam, mas clima preocupa citricultura

    Chuvas retornam, mas clima preocupa citricultura

    Apesar do retorno das chuvas em janeiro, o clima ainda preocupa a citricultura brasileira, segundo análises do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o clima pode afetar o desenvolvimento da safra 2026/27 em diferentes regiões produtoras.

    Calor provoca queda de frutos

    Em algumas áreas, as altas temperaturas provocaram queda de frutos em vários estágios de desenvolvimento.
    Além disso, a entrada recente de uma frente fria trouxe ventos e ampliou a variação térmica. Esse cenário, portanto, também pode prejudicar o desenvolvimento das plantas ao longo do ciclo produtivo.

    Clima amplia incertezas para a safra

    Segundo agentes consultados pelo Cepea, ainda é cedo para projeções mais precisas sobre a safra. No entanto, o clima permanece como o principal fator de incerteza para o setor citrícola.

    Mercado reage ao aumento da demanda

    No mercado, o calor elevou a demanda por laranja de mesa em várias regiões. Em alguns momentos, os vendedores tiveram dificuldade para atender aos pedidos. Frutas com boa qualidade, bom tamanho e ratio adequado, portanto, alcançaram preços mais elevados.

     

  • Alerta de tempestades que podem estragar plantações no Brasil

    Alerta de tempestades que podem estragar plantações no Brasil

    Após dias de calor intenso, a semana começa com alerta de tempestades em grande parte do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Zona de Convergência do Atlântico Sul influencia o Sudeste. Além disso, a umidade elevada reforça a instabilidade e amplia o risco de chuvas intensas na região.

    O Inmet informa que a Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas no Amapá. Ao mesmo tempo, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis reduz a formação de chuva no leste do Nordeste.

    Em Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, há alerta de chuvas de até 50 milímetros por dia. Entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo, o risco inclui queda de granizo. Por isso, o Inmet alerta para danos em lavouras, queda de galhos e possíveis alagamentos.

    No Rio de Janeiro, a máxima pode chegar a 41 °C. Em Teresina, os termômetros podem marcar até 38 °C.

    No Rio Grande do Sul, a segunda-feira começou com sol e poucas nuvens. No entanto, ao longo do dia, a nebulosidade aumenta com pancadas fracas e isoladas. As chuvas atingem principalmente o norte e nordeste do Estado. No Oeste gaúcho, a temperatura máxima pode chegar a 30 °C.

    Em Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amazonas e Rondônia, o Inmet prevê chuvas intensas. Nessas áreas, os volumes podem alcançar 50 milímetros diários, com ventos de até 60 quilômetros por hora. Enquanto isso, o restante do país segue com tempo firme e calor intenso.