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  • Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    Cacauicultores do Futuro: programa amplia capacitação de jovens agricultores de MG

    A Nestlé Brasil expandiu o Programa Cacauicultores do Futuro para Minas Gerais, promovendo, entre os dias 6 e 8 de maio, uma imersão em Janaúba (MG) voltada à capacitação de 40 jovens produtores rurais e estudantes interessados em iniciar ou fortalecer sua atuação na cadeia do cacau. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Ampliê, faz parte do Nestlé Cocoa Plan – maior programa de sustentabilidade da cacauicultura no país – e tem como foco incentivar a sucessão familiar, a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso de tecnologias inovadoras no campo.

    A 6ª edição do Cacauicultores do Futuro reuniu jovens de 18 a 29 anos, filhos de produtores, profissionais do setor e estudantes de graduação e pós-graduação. A programação incluiu conteúdos teóricos e práticos sobre produção sustentável, agricultura regenerativa e inovação no campo. Além de visitas a propriedades modelo, onde foram apresentadas soluções eficientes e sustentáveis para o cultivo do cacau.

    Segundo Igor Mota, gerente de agricultura para cacau na Nestlé Brasil, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a formação de novas lideranças rurais e o desenvolvimento econômico das comunidades. “Apoiar os jovens é essencial para garantir a continuidade e a evolução da cadeia do cacau com responsabilidade social e ambiental”, destaca Mota.

    Minas Gerais como nova fronteira do cacau

    A região Norte de Minas Gerais vem se consolidando como uma nova fronteira agrícola para o cacau, impulsionada por iniciativas como o Cacauicultores do Futuro. Os participantes tiveram acesso a debates com especialistas, análises de mercado e troca de experiências. E com isso, fortalecendo o protagonismo dos jovens na construção de um setor mais inovador e sustentável.

    Com a edição em Minas Gerais, o programa já impactou cerca de 240 jovens em todo o Brasil. As edições anteriores foram realizadas nos estados do Espírito Santo, Bahia, Pará e Rondônia. O Nestlé Cocoa Plan, lançado globalmente em 2009 e presente no Brasil desde 2010, já certificou mais de 6.500 fazendas no país. Sempre promovendo padrões sustentáveis, assistência técnica e premiação financeira para produtores que adotam boas práticas ambientais e sociais.

    Sobre o Nestlé Cocoa Plan

    O Nestlé Cocoa Plan tem como objetivo alcançar 100% de cacau sustentável até 2025, promovendo agricultura regenerativa, recuperação de solos e recursos hídricos. Além de garantir o cumprimento de normas trabalhistas e de direitos humanos. Marcas como KitKat, Alpino, Talento e Prestígio já utilizam cacau certificado pelo programa, que oferece suporte técnico contínuo, treinamentos e análise de solo para os produtores parceiros.

    O Instituto Ampliê é parceiro da Nestlé na execução do programa. E atua há mais de 10 anos impulsionando o agronegócio brasileiro por meio de eventos, projetos e ações alinhadas à realidade do campo. Sempre promovendo inovação, qualidade de vida e crescimento sustentável para as comunidades rurais.

    Com a chegada do Cacauicultores do Futuro a Minas Gerais, a Nestlé reforça seu papel no desenvolvimento de uma cacauicultura mais sustentável, inovadora e conectada com as novas gerações de produtores.

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  • Maior fazenda de cacau no mundo será no Brasil

    Maior fazenda de cacau no mundo será no Brasil

    No oeste da Bahia, o agricultor Moises Schmidt está desenvolvendo a maior plantação de cacau do planeta, com irrigação e fertilização em larga escala. O projeto pode reposicionar o Brasil no mercado global, dominado atualmente pela África Ocidental.

    Em meio ao cerrado do oeste baiano, o agricultor Moises Schmidt está construindo o que promete ser a maior fazenda de cacau do mundo – um empreendimento de US$ 300 milhões que pode transformar a produção do principal ingrediente do chocolate.

    Seu plano é cultivar cacaueiros de alto rendimento, totalmente irrigados e adubados, em uma área maior que a ilha de Manhattan. Se o plano der certo, o Brasil – berço original do cacau – pode retomar seu protagonismo no mercado global, hoje dominado por Costa do Marfim e Gana.

    “Acredito que o Brasil se tornará o celeiro mundial do cacau”, disse Schmidt em entrevista recente, enquanto caminhava entre fileiras de cacaueiros jovens em sua propriedade na região Centro-Norte do país.

    Um mercado em crise – e uma oportunidade para o Brasil

    Enquanto a África Ocidental enfrenta quedas consecutivas na produção (devido a mudanças climáticas, doenças e plantações envelhecidas), os preços do cacau quase triplicaram em 2024, atingindo um recorde de US$ 12.931 por tonelada em dezembro.

    Moises Schmidt também é presidente da AIBA e diretor da FAEB.

    Para Schmidt e outros agricultores brasileiros, essa crise é uma janela de oportunidade. Sua empresa familiar, Schmidt Agricola, começou a se preparar para o cultivo de cacau em 2019, prevendo um déficit futuro de oferta. “Só não imaginávamos que aconteceria tão rápido”, afirmou.

    Fazendas gigantes vs. agricultura tradicional

    A fazenda planejada por Schmidt terá 10 mil hectares – um contraste gritante com as pequenas plantações da África Ocidental (que raramente ultrapassam algumas dezenas de hectares).

    A estratégia é aplicar técnicas de agricultura em larga escala, semelhantes às usadas em soja e milho:

    •  Irrigação mecanizada
    •  Adensamento de plantas (1.600 pés por hectare, contra 300 no cultivo tradicional)
    •  Fertilização e controle de pragas otimizados

    “A única etapa não mecanizada ainda é a colheita dos frutos”, explica Schmidt.

    Produtividade recorde e desafios

    As primeiras áreas plantadas (400 hectares) já apresentam produtividade 10 vezes maior que a média brasileira: 3.000 kg/hectare, com meta de ultrapassar 4.000 kg/ha. Em comparação, a Costa do Marfim, maior produtora global, tem média de apenas 500 kg/ha.

    No entanto, especialistas alertam para riscos:

    • Monocultura de clones pode aumentar vulnerabilidade a doenças (como a “vassoura-de-bruxa”, que devastou plantações nos anos 1980).
    • Dúvidas sobre a qualidade do cacau cultivado a pleno sol (já que frutos sombreados são considerados superiores em sabor).

    Empresas como Cargill e Barry Callebaut já fecharam parcerias com projetos no oeste baiano. A Mars (fabricante de M&Ms e Snickers) também mantém campos experimentais na região.

    “A Bahia tem topografia plana, solos férteis e água abundante – condições ideais”, diz Luciel Fernandes, da Mars.

    Se os preços se mantiverem altos, especialistas acreditam que o Brasil pode expandir sua área cultivada para 500 mil hectares em uma década, produzindo 1,6 milhão de toneladas/ano – um salto em relação às atuais 200 mil toneladas. “O mercado precisa de fontes alternativas de produção, e o Brasil é uma opção natural”, afirma Marcelo Dorea, analista do setor.

    Será esse o renascimento do cacau brasileiro? O tempo – e os investimentos – dirão.

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  • Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    Alta do cacau encarece chocolate e impacta vendas de Páscoa

    O preço do cacau disparou cerca de 180% nos últimos dois anos, impactando os custos da indústria do chocolate. Portanto, o aumento afeta tanto os produtos da Páscoa quanto a produção permanente do setor. Em geral, a alta se intensificou no segundo semestre de 2023, após uma quebra de safra nos principais países produtores da África.

    Seca e calor afetam a produção de cacau

    A tendência é de instabilidade. A Costa do Marfim, maior produtor mundial, ainda sofre com os efeitos da seca e do calor extremo. “Esses fatores influenciam o desenvolvimento das plantas, a brotação e a formação dos frutos, reduzindo a oferta”, explica Letícia Barony, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Em Gana, segundo maior produtor, há sinais de recuperação. O governo prevê uma colheita atrativa, o que pode reequilibrar a oferta global. No Brasil, a perspectiva é de aumento da safra, após anos de quedas sucessivas. O país ocupa a sexta posição no ranking mundial, com produção concentrada no Pará e na Bahia, que juntos somam 90% da colheita nacional.

    Volatilidade

    A volatilidade do mercado preocupa toda a cadeia produtiva, desde os produtores até as indústrias de processamento. “Há incerteza na oferta, na demanda e, principalmente, nos preços”, afirma Barony. A CNA espera crescimento da produção nos próximos anos, impulsionado por investimentos em novas regiões produtoras, como o Cerrado baiano, o norte de Minas e o interior de São Paulo.

    Queda na produção de ovos de Páscoa

    A alta do cacau também afeta a indústria do chocolate. Em geral, a produção de ovos de Páscoa deve cair 20% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Ainda assim, o setor planeja contratar 9,6 mil trabalhadores temporários, um aumento de 26% sobre o ano passado. A expectativa é que 20% dessas vagas sejam efetivadas.

    Nos supermercados, os preços dos ovos de chocolate subiram 14% e os das colombas, 5%, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Ao mesmo tempo, para driblar o impacto dos custos, as empresas apostam na diversificação do portfólio, com opções menores e mais acessíveis. Ou seja, como o chocolate não é um item essencial, seu consumo pode ser reduzido quando os preços sobem, forçando a indústria a limitar os reajustes.

    Pequenos produtores se adaptam

    A alta do cacau já reflete nos preços do atacado e do varejo. Em lojas populares, ovos de Páscoa custam mais de R$ 70. Pequenos produtores buscam fornecedores com melhores condições e ampliam a variedade de produtos para manter as vendas.

    A chef Dayane Cristin, de Osasco (SP), investe em pesquisa de preços para otimizar os custos. Semanalmente, ela visita três grandes lojas para comparar valores de chocolate e insumos. Com barras de 2,5 kg, produz cerca de 1.250 trufas por semana, vendidas no transporte público. “O preço do chocolate sobe constantemente e alguns produtos estão em falta. Preciso comprar em grandes quantidades para conseguir descontos”, conta.

    Mesmo com essa estratégia, ela teve que reajustar o preço das trufas de R$ 3 para R$ 4. Outros insumos, como leite condensado, creme de leite e frutas, também ficaram mais caros. A incerteza nos custos levou Dayane a segurar sua tabela de preços para a Páscoa, divulgada apenas nesta semana. “Minha meta é faturar entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com ovos de colher”, diz a chef, que segue otimista com as vendas.

    Tecnologia impulsiona a produção

    O setor cacaueiro avança com o uso de tecnologias que aumentam a produtividade e a qualidade do produto. “Novas técnicas melhoram processos como quebra, fermentação e armazenagem, garantindo maior eficiência e valor de mercado”, explica Letícia Barony, da CNA.

    Em geral essas inovações também ganham destaque na política externa. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) participou de uma missão na África, visitando Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Durante a viagem, representantes do governo e do setor privado firmaram acordos de cooperação tecnológica para fortalecer a produção cacaueira.

    Apesar de possuírem 60% das lavouras, os países africanos recebem apenas 6% da renda do setor. Portanto, para a Apex, a organização dos principais produtores pode aumentar os ganhos de quem está na base da cadeia produtiva.

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  • Dia do Cacau: fiscalização rigorosa protege produção nacional e consumidores

    Dia do Cacau: fiscalização rigorosa protege produção nacional e consumidores

    26 de março marca o Dia Nacional do Cacau, data que destaca o papel estratégico do fruto na economia brasileira e na cultura nacional. Além de ser matéria-prima essencial para chocolates, o cacau movimenta cadeias produtivas e gera empregos, especialmente em estados como Bahia e Pará, principais produtores do país. Com a aproximação da Páscoa, período de alta demanda por derivados do fruto, a fiscalização sanitária ganha destaque para garantir segurança e qualidade na produção.

    Auditores Fiscais Federais Agropecuários atuam em plantações e portos para evitar a entrada de pragas como Podridão Parda, Vassoura de Bruxa e Monilíase, responsáveis por perdas globais de até 30% na produção de amêndoas. Em 2021, a detecção da Monilíase no Acre intensificou os esforços de vigilância, com inspeções em regiões produtoras e controle de cargas importadas de países africanos, como Gana e Costa do Marfim, que desembarcam no porto de Ilhéus (BA).

    Levantamentos fitossanitários

    Antonio Zózimo de Matos Costa, chefe da Unidade Técnica Regional de Agricultura em Itabuna (BA), reforça: “Este poderia ser o principal fator limitante da produção do cacau, a exemplo do que ocorreu na Costa Rica, em 1978, e no Peru em 1988. Daí, a importância de uma atuação rigorosa dos auditores fiscais federais agropecuários nos levantamentos fitossanitários de detecção da Monilíase do Cacaueiro nas regiões produtoras de cacau”.

    Além do chocolate, o cacau é usado na produção de cacau em pó, manteiga de cacau (empregada em farmacêuticos e cosméticos), geleias, licores e alimentos para gado. Seus benefícios à saúde incluem poder antioxidante, anti-inflamatório e cardioprotetor. Mas especialistas recomendam priorizar produtos menos processados, como o chocolate com 70% cacau, para aproveitar essas propriedades.

    Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical, destaca: “A atuação dos auditores agropecuários é essencial para proteger a produção nacional. E garantir que o cacau e seus derivados cheguem com qualidade e segurança ao consumidor. O controle sanitário previne impactos econômicos e fortalece a competitividade do Brasil no mercado global”.

    Do porto à lavoura: como o cacau chega ao consumidor

    • Importações controladas: amêndoas de cacau de países como Gana e Costa do Marfim desembarcam no porto de Ilhéus (BA). Aqui, são inspecionadas para evitar a entrada de pragas inexistentes no Brasil.
    • Doenças globais: a Podridão Parda (Phytophthora spp.), aliada à Vassoura de Bruxa e à Monilíase, é responsável por 30% das perdas mundiais da produção.

    Além do chocolate: usos diversificados

    O fruto não se resume ao chocolate. Suas partes são aproveitadas em:

    • Indústria farmacêutica e cosmética: Manteiga de cacau.
    • Alimentação animal: Cascas transformadas em ração.
    • Bebidas e geleias: Polpa usada em sucos, vinhos e licores.

    O cacau possui propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cardioprotetoras, mas seu potencial varia conforme o processamento. Chocolate 70% cacau é a opção mais saudável, com menos açúcar e gordura. E um alerta aos consumidores: evitar produtos ultraprocessados para maximizar os benefícios.

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  • Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia se prepara para um marco histórico em sua trajetória como produtor de cacau: a cidade de Cacoal foi escolhida para sediar o VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau. Esse é um evento de abrangência nacional que visa impulsionar a produção de cacau especial e promover a sustentabilidade no setor. O lançamento oficial ocorreu em Porto Velho. E contou com a presença de autoridades, produtores e representantes da indústria cacaueira, marcando o início de uma nova fase para a cacauicultura rondoniense. O evento ocorrerá em dezembro.

    Criado em 2005 na Bahia, o Concurso Nacional de Qualidade do Cacau surgiu com o objetivo de revitalizar o setor cacaueiro; Além de valorizar a produção nacional. Ao longo dos anos, o evento se consolidou como um importante instrumento de fomento à qualidade, à sustentabilidade e à inovação no cultivo do cacau, atraindo participantes de todo o país. A competição se divide em categorias que reconhecem desde a qualidade sensorial das amêndoas até as práticas sustentáveis e as tecnologias aplicadas no processo produtivo.

    Rondônia em destaque: reconhecimento e incentivo à produção local

    A escolha de Rondônia para sediar a sétima edição do concurso é um reconhecimento da crescente importância do estado no cenário nacional da cacauicultura. Atualmente, Rondônia ocupa a 4ª posição entre os maiores produtores de cacau do Brasil. E se destaca como o 2º maior produtor da Região Norte, com uma área de 6.951 hectares dedicada à cultura e mais de 3 mil produtores envolvidos. A produção estadual alcança 8.677 toneladas de cacau, com uma produtividade média de 1.251 quilos por hectare.

    Foto: Daiane Mendonca/Divulgação Seagri

    Para o governador Marcos Rocha, o concurso consolida o estado como um dos maiores produtores de cacau do país. E valoriza a qualidade e sustentabilidade da produção local e abrindo portas para os produtores se destacarem no cenário nacional e internacional.

    Ações governamentais impulsionam o desenvolvimento da cacauicultura

    O governo de Rondônia tem investido em diversas ações para impulsionar o desenvolvimento da cacauicultura no estado. Como a criação de programas de apoio à recomposição da Reserva Legal por meio do plantio de cacau em sistemas agroflorestais e a instalação da Câmara Setorial do Cacau. Além disso, estão em andamento projetos de pesquisa para a seleção de clones de cacaueiros para produção de sementes híbridas e mudas clonais, visando aumentar a produtividade e a qualidade do cacau rondoniense.

    O secretário da Seagri, Luiz Paulo, destaca que sediar um evento dessa importância é um reconhecimento do trabalho dos produtores rondonienses. E também uma oportunidade de valorizar a produção de cacau do estado no mercado nacional e internacional.

    Parceria estratégica para garantir a credibilidade do concurso

    A cerimônia de premiação do VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau será realizada em Cacoal. O Centro de Inovação do Cacau da Bahia (CIC-BA) será o responsável pela análise sensorial das amêndoas, garantindo a credibilidade do processo de avaliação.

    O lançamento do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Cacau (Concacau) contou com a parceria de diversas entidades. Portanto, demonstrando o engajamento de diferentes setores da sociedade em prol do desenvolvimento da cacauicultura rondoniense. Entre os parceiros, destacam-se Seagri, Emater, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e vários outros.

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  • Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    A Nestlé anunciou o relançamento do icônico Chocolate Surpresa, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. O produto foi atualizado com inovações que aliam nostalgia, interatividade e sustentabilidade.

    A marca retornará aos supermercados de todo o Brasil em janeiro de 2025, atendendo à demanda dos consumidores que pediram seu relançamento ao longo dos anos.

    A Nestlé produz a nova versão do chocolate com cacau sustentável, obtido por meio do programa Nestlé Cocoa Plan (NCP), que incentiva práticas agrícolas responsáveis no Brasil.

    Novidades do Chocolate Surpresa

    O relançamento traz uma série de inovações, incluindo cards colecionáveis em versão virtual. As embalagens do chocolate apresentam QR Codes que permitem aos consumidores acessar uma experiência em realidade aumentada, onde podem visualizar animais emblemáticos da fauna brasileira, como a onça-pintada, o tucano e o lobo-guará.

    Jogo “Mundo Surpresa” no Roblox

    Uma das principais novidades é o jogo “Mundo Surpresa”, desenvolvido em parceria com a Rogue Unit na plataforma Roblox. O jogo simula a gestão de uma fazenda de cacau sustentável e aborda conceitos de agricultura regenerativa. Os jogadores podem plantar, cultivar e aprender sobre práticas sustentáveis enquanto enfrentam desafios e acumulam pontos para conquistar novos cards colecionáveis.

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    Objetivos Sustentáveis

    Além disso, o relançamento do Chocolate Surpresa também reflete o compromisso da Nestlé com a sustentabilidade. O NCP já conta com a parceria de 6 mil produtores e recebeu investimentos significativos para promover práticas agrícolas sustentáveis. A empresa tem como meta portanto atingir 50% de suas principais matérias-primas provenientes de práticas regenerativas até 2030.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Tatianna Perri, destacou a importância de resgatar a memória afetiva dos consumidores enquanto traz inovação e interatividade para as novas gerações. “Sabíamos da responsabilidade que tínhamos ao trazê-lo de volta. Por isso, trabalhamos para resgatar a memória afetiva do seu público fiel, mas também para trazer inovação e interatividade para as novas gerações”.

    Com o relançamento do Chocolate Surpresa, a Nestlé não apenas revive um produto querido por muitos, mas também reforça sua estratégia de marketing voltada para a sustentabilidade e inovação, engajando tanto Millennials quanto a Geração Z em uma experiência divertida e educativa sobre a preservação ambiental.

  • Ilhéus – Setor de cacau e chocolate deve gerar milhões em negócios

    Ilhéus – Setor de cacau e chocolate deve gerar milhões em negócios

    O programa Exporta Mais Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realizou mais uma edição em Ilhéus, na Bahia, com foco no setor de cacau e chocolate. A iniciativa trouxe 15 compradores internacionais de 12 países para conhecer de perto a produção brasileira e fazer negócios com 29 empresas nacionais.

    Durante o evento, foram realizadas 224 reuniões entre as marcas brasileiras e os empresários internacionais. Como resultado, são esperados mais de R$ 10 milhões em negócios para os próximos 12 meses, demonstrando a qualidade e o potencial do Brasil no setor.

    Para dar um panorama completo da produção nacional, os compradores internacionais participaram de visitas técnicas a empresas que demonstram o diferencial do país no setor de cacau e chocolate. Eles conheceram a Fazenda Bonança, da Mestiço Chocolates; a produção de cacau da Dengo Origem; e o Centro de Inovação do Cacau (CIC).

    Durante as visitas, os convidados puderam ver na prática o sistema cabruca. Uma forma de cultivo em que o cacau é plantado sob a sombra de espécies nativas da Mata Atlântica, ajudando na preservação do bioma. Eles também provaram o diferencial do cacau e do chocolate brasileiros e conheceram os processos e inovações do setor no país.

    Negócios e Histórias de Sucesso

    Após a imersão na produção, os 15 compradores internacionais realizaram reuniões individuais com as 29 empresas brasileiras para prospectar novas parcerias e avaliar possibilidades de levar o cacau e o chocolate do Brasil aos seus países.

    Os convidados da ApexBrasil visitaram o Festival Internacional do Chocolate e Cacau de Ilhéus – Chocolat Bahia 2024, em sua 15ª edição na cidade. O evento, reconhecido como o maior do gênero na América
    Latina, recebeu cerca de 65 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 25 milhões. A ida à feira foi mais uma oportunidade de os empresários estrangeiros conhecerem marcas do Brasil e experimentarem o sabor e a qualidade que o país oferece.

    Representantes da indústria de cacau e chocolate visitam Ilhéus – Reprodução – ApexBrasil

    Entre as marcas presentes, destacam-se histórias de superação e sucesso, como a da Luzz Cacau, fundada por Josiane Luz, filha, neta e bisneta de cacauicultores. A empresária transformou a produção familiar, migrando do cacau convencional para o cacau fino e, posteriormente, para a produção de chocolate. Atualmente, além da produção nacional, a marca já exporta cacau para cinco países e chocolate para dois.

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    Outra empresa com uma história inspiradora é a Ju Arléo Chocolates, que surgiu a partir de um redirecionamento de rota de uma família de produtores de cacau. Em 2020, a filha do casal, Ju Arléo, então com sete anos, pediu uma máquina de fazer chocolate como presente de aniversário. A partir disso, a família investiu na nova produção e, um ano depois, ficou em terceiro lugar em um concurso nacional de chocolates artesanais.

    Impacto e Expectativas

    Os compradores internacionais ficaram encantados com a qualidade do cacau e dos chocolates brasileiros. Maartje van den Berg, da Holanda, destacou a dificuldade em escolher entre tantos sabores incríveis. Já Thorlakur Thor, da Islândia, ressaltou a paixão dos empresários durante as rodadas de negócios, o que despertou ainda mais seu interesse nos produtos.

    Com a realização do Exporta Mais Brasil em Ilhéus, o setor de cacau e chocolate brasileiro ganha um impulso significativo, com a expectativa de mais de R$ 10 milhões em negócios para os próximos 12 meses. O evento demonstra o potencial do país no setor e abre novas oportunidades de exportação para as empresas nacionais.

    Para esta edição do Exporta Mais Brasil, a ApexBrasil contou com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Ilhéus. Também da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e do Instituto Arapyaú.

  • Dia mundial do chocolate: preço alto é reflexo do campo

    Dia mundial do chocolate: preço alto é reflexo do campo

    O Dia Mundial do Chocolate é comemorado neste domingo (7), mas o preço não estás nada doce. Eles continuam subindo no mundo todo. Este ano, o cacau atingiu o recorde de US$ 10 mil por tonelada na Bolsa de Nova York. No Brasil, o chocolate ficou 36% mais caro desde 2020.

    Produção do cacau

    A alta dos preços é resultado de três anos seguidos de produção global de cacau abaixo da demanda. Isso reduziu os estoques e elevou os preços. Clima adverso e doenças atingiram plantações na África Ocidental, especialmente na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores mundiais de cacau. Este ano, a produção global teve um déficit de 439 mil toneladas, segundo a Organização Internacional do Cacau.

    No entanto, as perspectivas são mais favoráveis para a próxima safra. A produção de cacau deve superar a demanda em 303 mil toneladas na temporada que começa em outubro. Esse seria o primeiro superávit depois de três anos de déficit. O clima mais úmido na África Ocidental já ajudou a reduzir os preços do cacau, com uma queda de mais de 30% nos contratos futuros em Nova York desde abril. Mesmo assim, os preços ainda estão 85% mais altos em 2024.

    Cacau e chocolate no Brasil

    Para os brasileiros, isso significa que os preços do cacau e do chocolate devem cair nos próximos meses. A Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC) afirma que o Brasil já produz o suficiente para o consumo interno, com 290 mil toneladas colhidas em 2023, segundo o IBGE. O Pará é o maior produtor, seguido pela Bahia, com produção também em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Tocantins e São Paulo.

    Os derivados do cacau incluem licor e manteiga para fazer chocolate e pó de cacau para outros produtos, como achocolatados. No ano passado, o Brasil exportou 47 mil toneladas de derivados e 700 toneladas de amêndoas. Contudo, a produtividade do cacau ainda é um desafio devido à praga da vassoura-de-bruxa.

    Portanto, com um cenário internacional mais favorável, espera-se que os preços do chocolate se tornem mais acessíveis para os brasileiros nos próximos meses.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/producao-de-cacau-sustentavel-no-brasil/