Tag: CEPEA/ESALQ

  • Brasil tem arroz garantido com base na previsão dos estoques

    Brasil tem arroz garantido com base na previsão dos estoques

    Os novos dados de oferta e demanda de arroz no Brasil, divulgados pela Conab e analisados pelo Cepea, indicam que os estoques para dezembro de 2024 serão melhores do que os previstos nas estimativas de abril de 2024. Com essa nova previsão, o ambiente de incertezas quanto ao abastecimento parece ter se afastado definitivamente.

    Agora, os números mostram uma disponibilidade interna de arroz maior do que a de 2023, gerando excedentes amplos. Esse aumento se deve, em parte, à possibilidade de exportações menores. Isso fará com que os estoques de dezembro de 2024 cresçam em relação ao que foi registrado em dezembro de 2023.

    No mercado spot de arroz em casca do Rio Grande do Sul, o levantamento do Cepea continua apontando divergências entre os agentes. Após suspeitas de fraudes no leilão de importação organizado pelo Governo Federal, que levaram ao cancelamento do evento no último dia 12, os produtores decidiram recuar das negociações.

    Por outro lado, os pesquisadores do Cepea explicam que a redução nas vendas do arroz beneficiado fez com que muitas indústrias diminuíssem ou mantivessem as ofertas do início da semana passada. As indústrias aguardam uma melhor definição do cenário para tomar decisões mais assertivas.

    Impacto das enchentes no Rio Grande do Sul

    As enchentes no Rio Grande do Sul, ocorridas cerca de um mês após as estimativas de abril de 2024, impactaram as previsões iniciais. Vale lembrar que o estado é responsável por 70% da produção nacional de arroz. Antes das enchentes, o índice de colheita chegou aos 84%, mesmo assim, a tragédia climática trouxe um cenário de incertezas.  Contudo, com os novos dados, é possível vislumbrar um cenário mais positivo. A recuperação dos estoques e a possível redução nas exportações são fatores-chave para essa mudança.

     

  • Volume e preço do etanol aumentam em usinas paulistas

    Volume e preço do etanol aumentam em usinas paulistas

    Entre 10 e 14 de junho, o volume de etanol hidratado negociado por usinas paulistas cresceu 15%, de acordo com um levantamento do Cepea. Esse aumento no volume negociado resultou na elevação dos preços.

    O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a semana com um valor de R$ 2,3378 por litro, líquido de ICMS e PIS/Cofins, representando uma alta de 1,37% em relação à semana anterior. O etanol anidro também registrou um aumento de 0,65%, com o Indicador CEPEA/ESALQ atingindo R$ 2,6340 por litro, líquido de PIS/Cofins.

    Análise do mercado de etanol

    Segundo pesquisadores do Cepea, os agentes das usinas mantiveram firmeza nos valores de negociação no mercado spot, atentos às cotações do açúcar no mercado externo. Do lado da demanda, as distribuidoras realizaram compras mais volumosas, especialmente no início da semana passada.

    Usinas paulistas e demanda

    Esse cenário reflete uma movimentação significativa no mercado de etanol, influenciada tanto pela oferta firme das usinas quanto pela crescente demanda das distribuidoras. A tendência de alta nos preços demonstra a dinâmica de mercado observada no período, com expectativas voltadas para as próximas semanas. Como foi notado, o Agro em Campo sempre traz as análises de mercado, acompanhando os impactos para o produtor rural. Além disso, observamos também toda a cadeia produtiva até o preço final de mercado.

  • Óleo de soja atinge maior preço do ano

    Óleo de soja atinge maior preço do ano

    As negociações do complexo soja no mercado brasileiro estão mais aquecidas do que nunca e impactaram no óleo de soja. Segundo pesquisadores do Cepea, este aumento na atividade se deve à forte demanda tanto doméstica quanto externa, além da valorização do dólar frente ao Real.

    Óleo de soja

    Consequentemente, os preços subiram no mercado nacional, com o óleo de soja atingindo, na parcial de junho, a maior média do ano em termos reais.

    Compradores

    A disputa entre consumidores das indústrias alimentícias e de biocombustíveis se intensificou, refletindo na maior demanda internacional.

    Este cenário também elevou os prêmios de exportação de óleo de soja no Brasil, que voltaram aos níveis observados em junho de 2022.

    Produção e exportações

    Por outro lado, a oferta enfrenta desafios. A Conab estima que a produção nacional de soja será de 147,35 milhões de toneladas, representando uma queda de 4,7% em relação à temporada passada. As exportações também devem diminuir, com estimativas apontando para 92,43 milhões de toneladas, 9,3% abaixo da temporada anterior.

    Esses fatores combinados indicam um mercado de soja dinâmico e competitivo, impulsionado por demandas robustas e uma oferta mais restrita. O cenário atual destaca a importância estratégica do complexo soja no contexto econômico brasileiro e internacional.

     

  • Carnes de frango e de porco estão mais caras

    Carnes de frango e de porco estão mais caras

    As proteínas avícola e suína, comercializadas no mercado atacadista da Grande São Paulo, vêm apresentando valorizações significativas na primeira quinzena de junho, segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No entanto, o destaque fica por conta dos aumentos nos preços da carne suína.

    Enquanto a proteína bovina registra queda nos preços de maio para junho, a carne suína e a carne de frango mostram tendências opostas. Este movimento de mercado está impactando a competitividade entre as diferentes carnes.

    Cresce a competitividade da carne de frango

    De acordo com dados do Cepea, a diferença de preço entre a carcaça suína e a carne de frango aumentou de 3,07 Reais/kg em maio para 3,14 Reais/kg na parcial de junho. Este aumento evidencia a maior competitividade da carne de frango em relação à suína. A carne de frango tem se tornado uma opção mais atrativa para os consumidores, em meio à alta dos preços da carne suína.

    Carne bovina fica mais atrativa para o consumidor

    Por outro lado, a carne bovina tem apresentado uma redução nos preços, com a diferença média caindo de 9,33 Reais/kg em maio para 8,75 Reais/kg em junho. Esta queda nos preços da carne bovina pode torná-la uma opção mais atraente para os consumidores, que estão em busca de alternativas mais econômicas no mercado de proteínas.

    Perspectivas do mercado de carne

    As variações nos preços das carnes no mercado atacadista da Grande São Paulo refletem uma dinâmica competitiva entre as diferentes proteínas. O aumento nos preços da carne suína, juntamente com a valorização da carne de frango, está moldando as escolhas dos consumidores. Por outro lado, a queda nos preços da carne bovina pode representar uma oportunidade para os consumidores que preferem essa proteína.

    Os pesquisadores do Cepea continuarão monitorando essas tendências para fornecer análises detalhadas sobre o comportamento dos preços e a competitividade das carnes no mercado. Acompanhe as atualizações para entender melhor como essas variações podem impactar suas escolhas de consumo.

  • O preço do bife está caro? Entenda o motivo

    O preço do bife está caro? Entenda o motivo

    • O mercado de carne bovina tem apresentado uma dinâmica variada em São Paulo. Enquanto os mercados de boi e de reposição enfrentam baixa liquidez e preços enfraquecidos, as negociações de carne com osso no atacado da Grande São Paulo mostram sinais de recuperação. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os cortes dianteiro e ponta de agulha, mais acessíveis, tiveram reajustes positivos, enquanto o traseiro continua em desvalorização.

    Pesquisadores do Cepea explicam que essa variação entre os cortes está diretamente relacionada à maior exportação das peças do dianteiro e à renda da maioria dos consumidores brasileiros. Mesmo com a melhoria de alguns indicadores macroeconômicos, como a redução do desemprego, o poder de compra da população ainda é limitado. Ou seja, isso impede a aquisição de cortes bovinos mais nobres.

    Além disso, a exportação intensificada dos cortes dianteiros tem influenciado o aumento dos preços desses produtos no mercado interno. Enquanto a demanda doméstica por cortes traseiros, mais caros, permanece baixa devido ao poder de consumo restrito da maioria dos brasileiros. Esta recuperação seletiva no atacado reflete tanto as condições econômicas internas quanto a dinâmica do comércio internacional de carne bovina.

    Pontos principais

    • Baixa liquidez: Mercados de boi e reposição apresentam fraca movimentação e preços baixos.
    • Recuperação no atacado: Cortes dianteiro e ponta de agulha registram aumentos de preços.
    • Desvalorização do traseiro: Preços dos cortes traseiros continuam em queda.
    • Influência das exportações: Exportação de cortes dianteiros aumenta, impactando os preços internos.
    • Consumo doméstico: Poder de compra limitado impede aquisição de cortes mais nobres.

    O comportamento do mercado de carne bovina reflete um cenário complexo. Os pesquisadores notaram também que fatores internos e externos moldam a oferta e demanda. Ou seja, eles influenciam diretamente os preços e o consumo dos diferentes tipos de cortes. O Agro em Campo segue acompanhando as tendências de mercado que impactam tanto o produtor quanto o consumidor.

     

  • Produção de ovos para consumo atinge novo recorde

    Produção de ovos para consumo atinge novo recorde

    A produção de ovos para consumo desponta com números impressionantes no início de 2024. Ela atingiu um novo recorde na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve início em 2018.

    De acordo com informações recentemente divulgadas pelo IBGE em 6 de junho e analisadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país registrou a produção de 893 milhões de dúzias de ovos entre janeiro e março deste ano. Esse volume representa um aumento de 2,8% em relação ao último trimestre de 2023. Ou seja, um impressionante crescimento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Preços em alta

    Apesar do aumento significativo na produção, dados compilados pelo Cepea indicam que os preços dos ovos mantiveram-se em níveis elevados, impulsionados pelo aquecimento da demanda interna, especialmente durante o período da Quaresma. Durante os primeiros três meses do ano, a cotação da caixa contendo 30 dúzias de ovos tipo extra branco, negociada em Bastos (SP), registrou uma valorização de 8,2% em relação ao trimestre anterior. No caso dos ovos tipo vermelho, a valorização foi ainda mais expressiva na praça paulista, atingindo um aumento de 11,6% no mesmo período comparativo.

    Adaptação ao mercado

    Este cenário reflete não apenas a solidez do setor avícola brasileiro, mas também a capacidade de adaptação e resposta às demandas do mercado. Principalmente em momentos de maior consumo como a Quaresma. Com uma produção em ascensão e preços aquecidos, o segmento de ovos para consumo mantém-se como um pilar essencial no panorama do agronegócio nacional. O setor promove não apenas o abastecimento interno, mas também contribuindo para a economia do país.

  • Cotações de produtos avícolas têm tendência de alta

    Cotações de produtos avícolas têm tendência de alta

    As cotações dos produtos avícolas têm apresentado uma tendência de alta no início de junho. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), releva ainda que existe uma gradual retomada da demanda, associada ao recebimento de salários. Além disso, os pesquisadores afirmam também que esse cenário é consistente em todas as praças monitoradas.

    No segmento de pintinho de corte, os valores continuam em ascensão. Eles refletem não apenas o aumento na demanda, mas também a oferta limitada. Consequentemente, o resultado é um reforço na pressão positiva sobre os preços.

    A análise dos dados sobre as cotações dos produtos avícolas, indica um movimento favorável no mercado do setor, impulsionado pela conjunção entre uma demanda em recuperação e uma oferta que não acompanha o ritmo, resultando em um cenário propício para a valorização dos produtos do setor avícola.

    Saiba mais sobre esse mercado:

    No segmento avícola brasileiro, os números revelam uma produção robusta em 2023, totalizando 14.833 milhões de toneladas. Esta marca demonstra a contínua força e relevância do agronegócio avícola no cenário nacional. No mesmo período, as exportações avícolas atingiram a marca de 5.139 milhões de toneladas.

    Consumo per capita atinge 45.1 quilos em 2023

    O consumo per capita de produtos avícolas no Brasil manteve-se estável em 45.1 quilos em 2023, um indicador importante do apetite dos brasileiros por produtos avícolas e do papel central que esses alimentos desempenham na dieta nacional.

    Como mostrado acima, esses números destacam a importância dos produtos avícolas para a economia brasileira.

  • Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    Preços do café fecham com tendência de alta em maio

    O mercado de café registrou fortes oscilações ao longo do mês de maio, mas fechou o período com uma tendência predominante de alta. A análise é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). O suporte para esse cenário veio da possibilidade de uma menor oferta global do grão, com preocupações crescentes sobre o desenvolvimento da safra de robusta no Vietnã.

    Fique por dentro:

    De acordo com dados do CEPEA, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.286,07 por saca de 60 kg, registrando um avanço de 38,23 Reais por saca (ou 3,06%) no acumulado do mês. Esse cenário de alta persistiu mesmo com o progresso razoável da colheita no Brasil, conforme destacam os pesquisadores.

    No segmento do café robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, encerrou o mês de maio cotado a R$ 1.149,20 por saca de 60 kg, representando um aumento de 1,3% no período.

    O que vem pela frente?

    Diante desse cenário, o mercado segue atento às movimentações globais e aos desdobramentos das safras, tanto no Brasil quanto em outros importantes produtores. O ritmo da demanda e as condições climáticas continuam a ser fatores-chave que podem influenciar os preços nos próximos meses.

  • Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Produção acelerada de Etanol impacta cotações em São Paulo

    Os preços do etanol no estado de São Paulo registraram uma queda em maio, segundo análise de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da demanda aquecida, a produção intensiva nas usinas ao longo do mês exerceu pressão sobre as cotações do biocombustível.

    De acordo com dados do Cepea, considerando as semanas completas de maio, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado ficou em R$ 2,3147 por litro, representando uma queda de 2,01% em relação ao mês anterior, abril. Já para o etanol anidro, considerando apenas o mercado spot, a média ficou em R$ 2,6489 por litro em maio, uma redução de 1,71%.

    Enquanto isso, as vendas de etanol hidratado no segmento produtor do estado de São Paulo mantiveram-se aquecidas em maio, registrando o terceiro mês consecutivo de desempenho positivo. Os pesquisadores do Cepea apontam que essa tendência é impulsionada pela vantagem comparativa do etanol em relação à gasolina C, o que tem consolidado a preferência dos consumidores pelo biocombustível nas bombas.

    A análise do Cepea reflete um cenário dinâmico no mercado de etanol, onde fatores como produção, demanda e preços são influenciados por uma série de variáveis econômicas e sazonais. A queda nos preços em maio, apesar da demanda robusta, evidencia a importância de um monitoramento contínuo para compreender as nuances desse mercado vital para a economia brasileira.