Tag: CEPEA/ESALQ

  • Cotações do milho continuam em queda no Brasil

    Cotações do milho continuam em queda no Brasil

    As cotações do milho continuam em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, especialmente no Centro-Oeste. A intensificação da colheita aumentou a oferta da segunda safra, pressionando os preços. Estimativas recentes apontaram reajustes positivos na produção, contribuindo para a desvalorização interna.

    Cotações do milho continuam em queda: confira a análise

    Apesar da queda nos preços, pesquisadores do Cepea observam que os compradores estão afastados do mercado spot nacional, aguardando recuos maiores. Em contrapartida, os vendedores estão mais ativos. Além disso, o clima também está no radar dos agricultores brasileiros. Chuvas têm limitado o avanço da colheita no Sul e Sudeste, enquanto o tempo seco pode reduzir a produtividade no Centro-Oeste.

    Conab: confira a estimativa de produção

    A produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    Mercado internacional

    A recente valorização do dólar também influenciou o mercado de milho em Mato Grosso. Ou seja, este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

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  • Carne bovina: vendas constantes mantêm preços estáveis

    Carne bovina: vendas constantes mantêm preços estáveis

    Pesquisas do Cepea revelam que as vendas de carne bovina com osso seguem em ritmo moderado, mas constante, com um leve aumento nos cortes mais baratos. De acordo com os pesquisadores, essa situação permite à indústria repassar os aumentos do boi gordo.

    Mercado de carne bovina

    No mercado de animais para abate, os frigoríficos estão com escalas confortáveis, preenchidas cada vez mais por bois confinados. Os comerciantes geralmente vendem esses animais a preços mais altos.  À medida que a proporção de bois confinados aumenta em relação aos de pasto, a indústria tenta manter os valores das demais negociações estáveis. O objetivo é evitar a inflação da média do boi. As informações são de acordo com levantamentos do Cepea.

    Vale lembrar que Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto-base do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Com 336 votos favoráveis e 142 contrários, os deputados analisaram em seguida os destaques, incluindo a tributação zero para carne bovina e de frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Isenção de impostos para a carne na cesta básica

    O destaque aprovado inclui a carne vermelha na cesta básica, isentando-a de impostos sobre consumo. No entanto, os deputados rejeitaram um destaque que propunha a cobrança do imposto seletivo para armas, mantendo-as fora desse tributo que visa taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

  • Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Os preços da soja no mercado doméstico registraram altas significativas em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu 2,10%, atingindo R$ 138,92/saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná aumentou 2,40%, chegando a R$ 133,98/saca de 60 kg.

    Pesquisadores do CEPEA atribuem essa alta à firme demanda internacional e à valorização externa, com sojicultores resistindo à comercialização em grandes volumes, esperando que a alta taxa de câmbio continue favorecendo as exportações. No primeiro semestre, as exportações de soja totalizaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período, segundo dados da Secex.

    Segundo semestre

    A perspectiva para a soja no Brasil no segundo semestre de 2024 é promissora, mas com desafios. O setor se beneficia de uma demanda internacional robusta, especialmente da China, e de preços elevados no mercado global. No entanto, os agricultores enfrentam incertezas devido às flutuações cambiais e às condições climáticas imprevisíveis. A resistência dos produtores em comercializar grandes volumes, esperando preços ainda melhores, pode manter a oferta restrita no mercado interno.

    Fatores Positivos:

    • Demanda internacional forte: A China, maior importador de soja brasileira, continua a aumentar suas compras, impulsionando os preços.
    • Valorização externa: Os preços elevados no mercado global favorecem as exportações brasileiras, que atingiram um recorde no primeiro semestre de 2024.
    • Alta dos preços: A resistência dos produtores em vender grandes volumes e a expectativa de um câmbio favorável contribuem para manter os preços altos.

    Desafios:

    • Flutuações cambiais: A variação do dólar pode impactar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
    • Condições climáticas: O clima adverso, como seca no Sudeste e enchentes no Sul, pode afetar a produção e a qualidade da safra.
    • Custos de produção: O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, pode reduzir a margem de lucro dos produtores.

    Os analistas esperam uma produção robusta, mas os rendimentos podem variar dependendo das condições climáticas durante a colheita. A tecnologia e o manejo eficiente serão cruciais para maximizar a produtividade.

    A soja brasileira tem um potencial significativo no segundo semestre de 2024, impulsionada pela demanda internacional e preços favoráveis. No entanto, os produtores devem estar atentos às flutuações cambiais e às condições climáticas para garantir uma colheita lucrativa e sustentável

  • Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Preços do etanol seguem em alta há quatro semanas

    Os preços do etanol no mercado paulista registram alta contínua há quatro semanas. Pesquisadores do Cepea apontam que a demanda aquecida pelo biocombustível, que se mantém competitivo em relação à gasolina C, impulsiona essa valorização. Além disso, produtores de usinas permanecem firmes nos valores estabelecidos para novos contratos.

    Outro fator que sustenta os preços é o valor elevado do açúcar no mercado internacional, aliado ao dólar forte. Esse cenário leva as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar, reduzindo a oferta de etanol. Entre os dias 1º e 5 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,5337 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), um aumento de 2,72% em relação ao período anterior. Já o etanol anidro teve alta de 6,32%, com o Indicador a R$ 2,9077 por litro (líquido de PIS/Cofins).

    Preços do etanol

    Mesmo com essas altas, os preços atuais ainda estão abaixo dos registrados em anos anteriores. Os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais de junho de 2024 para o etanol hidratado e anidro (considerando spot e contratos) foram os menores das últimas três safras, em termos reais, ajustados pelo IGP-M de junho.

  • Preços do agro: fique por dentro das negociações

    Preços do agro: fique por dentro das negociações

    O Agro em Campo traz agora a análise do Cepea sobre os preços dos principais produtos do agronegócio brasileiro. A produção de açúcar cristal branco em São Paulo cresceu, impulsionada pelos avanços na colheita e moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25, em junho. Esse aumento de oferta foi especialmente notável no mercado spot do Icumsa 180. Apesar disso, os preços permaneceram firmes nas duas primeiras semanas do mês, sustentados pela desvalorização do real frente ao dólar, o que tornou as exportações mais atraentes. No final de junho, a menor demanda pressionou as cotações. Indústrias alimentícias relataram vendas fracas para o varejo, indicando que o açúcar recebido por contratos foi suficiente para manter a produção, eliminando a necessidade de compras adicionais no mercado spot.

    Alta nos preços do algodão

    Os preços do algodão em pluma subiram no mercado interno ao longo de junho. Esse movimento foi sustentado pela firme posição dos vendedores e pelo aumento na demanda dos compradores, mesmo que de forma pontual. Após três meses de queda, o preço da pluma registrou alta no último mês.

    Mercado de arroz mantém preços firmes no Rio Grande do Sul

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul terminou junho com preços firmes, apesar do ritmo lento de negócios devido às incertezas no cenário econômico. A demanda internacional aquecida, que manteve as exportações mais atraentes do que as vendas internas, deu suporte aos preços. No entanto, a menor saída de arroz beneficiado para grandes centros consumidores nacionais limitou a liquidez e os aumentos nos valores da matéria-prima. Vendedores mantiveram suas propostas firmes devido aos altos custos estimados, enquanto as perdas agrícolas causadas pelo El Niño levaram produtores a buscar maior valorização do arroz em casca.

    Disparidade de preços no mercado de boi

    O mercado de boi vivo registrou uma maior dispersão nos preços coletados pelo Cepea no final do semestre, refletindo diferentes percepções sobre as condições do mercado. Após quedas sucessivas no primeiro semestre, agentes buscam preços que se ajustem melhor às condições atuais.

    Café fecha junho com alta de preços

    Os preços dos cafés robusta e arábica subiram no mercado spot nacional em junho, mas a comercialização de novos lotes permaneceu lenta. A liquidez aumentou apenas em momentos de forte elevação nos valores.

    Demanda por etanol

    A safra sucroenergética 2024/25 avança rapidamente no Centro-Sul, favorecida pelas boas condições climáticas para a colheita e moagem da cana-de-açúcar. A demanda por etanol no varejo, especialmente em São Paulo, se mantém firme, sustentada pela vantagem do biocombustível frente à gasolina.

    Valores do frango variam

    Os preços médios dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea apresentaram variações distintas em junho. Em alguns casos, a demanda aquecida elevou as cotações, sustentando a média mensal, enquanto em outros, a baixa liquidez resultou em queda nos valores.

    Preços do milho caem com avanço da colheita

    Os preços do milho caíram em junho na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo avanço da colheita da segunda safra. Parte dos produtores aumentou o volume de milho disponível no mercado spot, enquanto outros, receosos quanto aos impactos do clima adverso, limitaram a oferta. Consumidores priorizaram o uso de estoques e adquiriram poucos lotes no spot, aguardando novas desvalorizações com o avanço da colheita.

    Cotações de ovinos

    Em junho, os preços do cordeiro vivo apresentaram variações nas regiões acompanhadas pelo Cepea. No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, os valores subiram, enquanto em outras regiões os preços recuaram.

    Soja registra alta nas negociações

    As negociações de soja estiveram aquecidas no mercado brasileiro em junho, impulsionadas pela demanda firme, tanto doméstica quanto externa. A valorização cambial, com o dólar subindo 5% de maio para junho, deixou as commodities nacionais mais atraentes para importadores.

    Preços do trigo permanecem firmes

    Os preços do trigo mantiveram-se firmes no mercado brasileiro em junho, operando acima dos níveis do mesmo período do ano passado. Esse cenário foi sustentado pelos baixos estoques domésticos e pela elevação da paridade de importação, o que limitou a liquidez e resultou em negociações pontuais.

  • Preços das laranjas nas alturas mesmo com queda na demanda

    Preços das laranjas nas alturas mesmo com queda na demanda

    Os preços das laranjas continuam elevados no mercado de mesa, mesmo com a menor demanda causada pela queda nas temperaturas. Esse cenário se deve às altas na indústria e à baixa oferta restante. Segundo um levantamento do Cepea, a média da laranja pera na árvore alcançou R$ 89,61 por caixa de 40,8 kg entre segunda e quinta-feira desta semana, registrando um aumento de 2,67% em comparação com o período anterior.

    Já as cotações da limão tahiti, que estavam enfraquecidas, apresentaram recuperação. Colaboradores do Cepea indicam que as exportações aqueceram e a oferta de fruta de qualidade está limitada. Além disso, os pesquisadores da Cepea apontam também que entre segunda e quinta-feira, o mercado negociou a lima ácida tahiti a R$ 31,75 por caixa de 27 kg, colhida, o que representa uma elevação de 23,27% em relação ao intervalo anterior.

    Fatores que influenciam nos preços das laranjas

    A alta nos preços das laranjas pode ser atribuída a dois principais fatores: o aumento das exportações e a restrita oferta de frutas de qualidade. Ou seja, com as temperaturas mais baixas, a demanda doméstica caiu, mas as exportações impulsionaram o mercado. Além disso, a disponibilidade limitada de frutas de boa qualidade contribuiu para a sustentação dos preços.

    O que vem por aí

    Especialistas do setor acreditam que os preços podem se manter elevados, caso a oferta continue restrita e as exportações permaneçam aquecidas. A indústria também desempenha um papel crucial nesse cenário, influenciando diretamente os valores praticados no mercado de mesa.

    Portanto, mesmo com a menor demanda interna devido às temperaturas mais baixas, os preços da laranja no mercado de mesa continuam altos, sustentados pela indústria e pela limitada oferta de frutas de qualidade. As cotações da limão tahiti também mostraram significativa recuperação, impulsionadas pelas exportações. Esses fatores indicam que o mercado de laranjas permanece dinâmico e sujeito a variações de oferta e demanda.

     

  • Escassez de laranjas em julho: preços em alta

    Escassez de laranjas em julho: preços em alta

    A oferta de cítricos no mercado de mesa paulista deve continuar baixa em julho, conforme apontam pesquisas do Cepea. A disponibilidade de laranjas, em particular, vem caindo desde meados do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, essa queda está relacionada à elevada absorção industrial, uma vez que as processadoras têm uma grande necessidade de adquirir a matéria-prima, já que os estoques de suco devem encerrar a safra 2023/24 (em 30 de junho de 2024) em níveis bastante baixos.

    Preços em alta

    Nesse contexto, os preços da laranja tendem a se manter firmes ou em alta. Na parcial de junho, até o dia 27, a média da laranja pera in natura atingiu R$ 85,60 por caixa de 40,8 kg na árvore, um aumento de 6,7% em relação a maio. Na indústria, a cotação média para a pera e as tardias foi de R$ 75,97 por caixa de 40,8 kg, colhida, registrando um aumento de 14,2% na mesma comparação.

    Esses dados indicam uma tendência de valorização dos cítricos no mercado paulista, impulsionada pela demanda industrial e pela baixa oferta disponível.

    Greening no Brasil

    Dados do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) indicam prejuízos de até R$ 3,5 milhões em 2023 devido à intensidade da doença em determinadas fazendas. “O greening representa hoje a principal preocupação dos citricultores, causando grandes perdas de produtividade e aumento no preço da laranja. Medidas eficazes de manejo são essenciais para reduzir os danos e garantir a rentabilidade dos produtores”, concluiu um especialista do setor.

    O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das doenças mais devastadoras da citricultura brasileira, comprometendo a produtividade dos pomares e a qualidade das frutas. Transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), o greening afeta grandes áreas de cultivo, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. A falta de controle adequado, impulsionada por baixos investimentos, agrava a disseminação da doença. Medidas integradas de manejo e novas estratégias de controle são cruciais para mitigar os impactos econômicos e preservar a saúde dos pomares brasileiros.

  • Preço do arroz sobe: como a alta do dólar impacta

    Preço do arroz sobe: como a alta do dólar impacta

    O preço do arroz em casca no Rio Grande do Sul tem mostrado pequenas oscilações nas últimas semanas, de acordo com dados do Cepea. Desde o dia 13 deste mês, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) permanece em torno de R$ 112,00 por saca de 50 kg.

    Alta do dólar

    Pesquisadores do Cepea apontam que a resistência dos vendedores e uma ligeira melhora na demanda, principalmente do mercado externo, são os principais fatores que sustentam os preços. Orizicultores esperam uma possível valorização do arroz em casca devido ao aumento da procura por parte das tradings e à recente alta do dólar. A valorização da moeda americana favorece as exportações e torna a importação mais difícil, beneficiando os produtores locais. O dólar fechou em alta nesta terça-feira (25), voltando ao patamar de R$ 5,45. Investidores reagiram aos sinais sobre a condução da taxa básica de juros brasileira, a Selic. Eles estavam presentes na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Cautela em relação ao mercado

    Por outro lado, as unidades de beneficiamento de arroz estão agindo com cautela. Ou seja, elas estão ofertando apenas quando há necessidade imediata de reposição de estoques. Esse comportamento reflete a incerteza do mercado e a espera por melhores condições de compra.

    Essa dinâmica entre oferta e demanda no mercado de arroz em casca é monitorada de perto pelos especialistas do Cepea, que continuam avaliando os impactos das variações cambiais e das estratégias dos vendedores e compradores.

    Abastecimento interno

    Os dados de oferta e demanda de arroz no Brasil, divulgados pela Conab e analisados pelo Cepea, indicam que os estoques para dezembro de 2024 serão melhores do que os previstos nas estimativas de abril de 2024. Com essa nova previsão, o ambiente de incertezas quanto ao abastecimento parece ter se afastado definitivamente.

  • Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Mercado aquecido: Preço do etanol sobe em São Paulo

    Os preços dos etanóis continuaram a subir na última semana no mercado spot de São Paulo. Entre os dias 17 e 21 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado registrou um valor de R$ 2,4113 por litro, já descontados ICMS e PIS/Cofins. Ou seja, um aumento de 3,14% em comparação com o período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador atingiu R$ 2,7204 por litro, líquido de PIS/Cofins, uma elevação de 3,28% no mesmo período.

    Análise de mercado do etanol

    Pesquisadores do Cepea explicam que a movimentação dos negócios se intensificou devido às boas saídas de etanol hidratado no varejo, além da postura firme dos vendedores. Os produtores continuam vigilantes em relação ao clima seco que predominou nos últimos meses. De acordo com os especialistas do Cepea, embora essa condição climática favoreça as atividades agrícolas e industriais, ela também trará consequências negativas. Isso acontece pelo déficit hídrico, que deverá ser sentido em breve com a redução dos estoques do produto.

    De olho no clima

    Essa situação ressalta a importância de monitorar as condições climáticas e seus impactos no mercado de etanol, já que a oferta pode ficar comprometida se a seca persistir. Por enquanto, os preços seguem em alta, refletindo a atual dinâmica entre oferta e demanda no setor.

  • Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Fonte de vitamina C: preços da laranja nas alturas

    Os preços da laranja continuam em alta, apesar da queda na demanda devido às temperaturas mais baixas. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa disponibilidade da fruta para o mercado in natura mantém as cotações elevadas. Na parcial desta semana, de segunda a quinta-feira, a média da laranja pera na árvore atingiu R$ 86,99 por caixa de 40,8 kg, representando um aumento de 2,75% em comparação com o período anterior.

    Preço da lima ácida tahiti cai 13,32%

    A lima ácida tahiti também enfrenta desafios no mercado, além da laranja pera. O levantamento do Cepea, a qualidade limitada das frutas disponíveis tem afastado compradores, resultando em pressão sobre os valores. Entre segunda e quinta-feira, a variedade foi negociada a R$ 30,64 por caixa de 27 kg, colhida, o que representa uma queda de 13,32% em relação à semana anterior.

    O mercado de frutas cítricas está em geral com os preços em alta. Sendo assim, a disponibilidade e a qualidade influenciam diretamente as cotações. A laranja pera continua valorizada pela baixa oferta. Entretanto, a lima ácida tahiti. A lima sofre com a queda na procura devido à qualidade inferior das frutas disponíveis.

    Perspectivas futuras

    Os produtores e comerciantes devem se preparar para possíveis variações nas cotações, à medida que o mercado de frutas cítricas avança. Nesse sentido, a baixa disponibilidade de laranja pode continuar a sustentar preços elevados, enquanto melhorias na qualidade da lima ácida tahiti serão essenciais para recuperar seu valor no mercado. Além disso, um outro ponto a ser analisado são os grandes desafios do setor da citricultura; o clima. Sendo assim, os produtores enfrentam problemas como cancro cítrico e o greening que é a pior doença dos pomares. O Agro em Campo segue acompanhando com atenção o desenvolvimento dessas culturas, uma vez que o Brasil é o maior produtor global de suco de laranja e consequentemente maior exportador do produto.