Tag: cebola

  • Cientistas descobrem que cor vermelha “engana” pragas e corta uso de agrotóxicos pela metade

    Cientistas descobrem que cor vermelha “engana” pragas e corta uso de agrotóxicos pela metade

    Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tóquio, em parceria com o Centro de Tecnologia Agrícola, Florestal e Pesqueira da Prefeitura de Kyoto, comprova que a simples troca da cor das telas de proteção agrícola pode reduzir significativamente o uso de pesticidas nas lavouras. A pesquisa foi publicada na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature, em fevereiro de 2024. E mostra que telas vermelhas superam as tradicionais telas pretas ou brancas no controle de pragas como a tripes-da-cebola.

    A equipe, liderada pelo professor Masami Shimoda, da Pós-Graduação em Ciências Agrícolas e da Vida da Universidade de Tóquio, testou o efeito de telas vermelhas, brancas, pretas e combinadas sobre o tripes-da-cebola (Thrips tabaci), uma praga altamente resistente a inseticidas e responsável por danos econômicos expressivos em plantações ao redor do mundo. Os pesquisadores usaram lavouras de cebolinha Kujo (também conhecida como cebola-galesa) para os testes em laboratório e em campo.

    Como a cor vermelha confunde os insetos

    O estudo aponta que os tripes não possuem fotorreceptores para a cor vermelha, o que dificulta sua percepção visual dessa faixa de cor. “Testamos telas vermelhas com abertura de malha maior que o corpo do inseto, mas ainda assim mais eficazes do que as telas pretas ou brancas convencionais com malha menor. Esse ‘controle óptico de pragas’ se baseia na natureza da visão colorida dos insetos para mantê-los afastados”, explica Shimoda.

    Como a proteção depende da cor e não do tamanho dos furos da malha, as telas vermelhas permitem aberturas maiores. Essa característica melhora a circulação de ar, reduz o acúmulo de calor e diminui a umidade dentro das estufas. Fator que ajuda a prevenir doenças fúngicas nas plantas e torna o ambiente de trabalho mais confortável para os agricultores.

    Testes de campo confirmam queda no uso de inseticidas

    Nos experimentos de campo, os cientistas compararam lavouras totalmente cobertas, parcialmente cobertas (apenas topo ou apenas laterais) e sem cobertura alguma. As áreas protegidas com tela vermelha total precisaram de 25% a 50% menos aplicações de inseticida do que as áreas descobertas, além de produzirem cebolas de maior valor comercial. As parcelas com cobertura parcial exigiram uma aplicação adicional de inseticida em comparação com a cobertura total.

    Segundo Shimoda, a tecnologia também ajuda a reduzir o risco de contaminação por vírus transmitidos pelos tripes, como o vírus da mancha amarela da íris (IYSV) e o vírus da murcha manchada do tomateiro (TSWV), que causam prejuízos a diversas hortaliças.

    Custo compensa a longo prazo, avaliam pesquisadores

    “Essas novas telas vermelhas custam mais caro do que os pesticidas, mas se tornam econômicas porque podem ser usadas por anos. Elas também são muito eficazes no controle de pragas, sem todo o trabalho envolvido na pulverização de defensivos”, afirma Shimoda. O pesquisador projeta ainda o desenvolvimento de telas que mantenham o mesmo efeito repelente sobre os insetos. Porém, sem aparência vermelha aos olhos humanos, o que reduziria custos de fabricação e aumentaria a durabilidade do produto.

    Para a equipe, a técnica representa um caminho de baixa complexidade tecnológica para diminuir a dependência de defensivos químicos, desacelerar o desenvolvimento de resistência das pragas aos inseticidas e fortalecer práticas agrícolas mais sustentáveis.

  • Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Alimentos pressionam inflação e preocupam agronegócio

    Os alimentos voltaram a liderar a inflação brasileira em maio. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 1,33%, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12). O resultado ficou praticamente estável em relação a abril. O índice recuou apenas 0,01 ponto percentual no período.

    A alimentação no domicílio avançou 1,65%. Os maiores aumentos ocorreram na batata-inglesa, que subiu 44,69%, no tomate, com alta de 20,62%, e na cebola, que avançou 16,80%. As carnes também ficaram mais caras e registraram elevação de 1,39%. Esses produtos repetiram o movimento observado em abril e acumulam altas desde janeiro.

    Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços. O café moído recuou 2,38%, enquanto as frutas registraram baixa de 0,70%.

    A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara. O segmento avançou 0,49% em maio. Os preços dos lanches subiram 0,49%, após alta de 0,71% em abril. Já as refeições passaram de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

    No acumulado do mês, a inflação oficial do país ficou em 0,58%. O resultado desacelerou frente aos 0,67% registrados em abril. Apesar do alívio no índice geral, os alimentos continuaram como principal fator de pressão sobre o orçamento das famílias. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu pela maior contribuição ao resultado do IPCA.

    Itens básicos e produtos in natura exerceram forte influência sobre a inflação. Fatores climáticos, custos de produção e oscilações na oferta explicam parte desse movimento.

    Para o agronegócio, os números reforçam a influência das safras e do abastecimento sobre o custo de vida dos brasileiros.

    Safra de cana reduz preços do etanol

    O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil favoreceu a queda do etanol em maio. O biocombustível registrou recuo de 6,20%. Em abril, o produto havia apresentado alta de 0,62%.

    Mesmo com a demanda aquecida, a maior oferta ajudou a reduzir os preços. O etanol também contribuiu para aliviar a inflação do grupo Transportes. Com o aumento da moagem, as usinas ampliaram a disponibilidade de matéria-prima. Como resultado, a oferta de etanol cresceu no mercado.

    O cenário reforça a importância do agronegócio para o comportamento da inflação. Afinal, a produção agrícola influencia diretamente os preços dos combustíveis renováveis.

    Além do etanol, o óleo diesel caiu 2,34% em maio. O combustível tem papel estratégico no campo por abastecer máquinas agrícolas e transportar a produção. A redução dos combustíveis pode diminuir custos logísticos em toda a cadeia agropecuária. Dessa forma, o movimento pode ajudar a reduzir pressões sobre os preços dos alimentos nos próximos meses.

  • Com montanhas de cebola jogadas nas estradas, governo orienta renegociação de dívidas

    Com montanhas de cebola jogadas nas estradas, governo orienta renegociação de dívidas

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou orientação às instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sobre a possibilidade de renegociar e prorrogar parcelas de financiamentos de agricultores familiares dedicados à cultura da cebola.

    A medida chega em meio a uma das piores crises do setor nos últimos dez anos. Santa Catarina enfrenta um colapso na comercialização. O preço de produção está acima do valor pago aos produtores, e sete cidades catarinenses já decretaram situação de emergência, entre elas Ituporanga, a capital nacional da cebola. Produtores descartam toneladas do produto porque o quilo está em torno de R$ 0,80, valor que não cobre os custos de colheita, armazenamento e transporte. Para muitos, sai mais caro tirar da lavoura do que deixar no chão.

    O custo médio de produção da cebola chega a R$ 1,33 por quilo, enquanto o preço médio pago ao produtor ficou em torno de R$ 0,67, praticamente metade. Em Aurora (SC), produtores descartaram pelo menos 11 grandes montes de cebola à beira de rodovias, escancarando um cenário de prejuízo generalizado.

    Como funciona a renegociação

    A orientação do MDA ampara-se nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR) e permite três caminhos: prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.

    A renegociação não é automática. O agricultor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. De preferência antes do vencimento das parcelas, para evitar a inadimplência. Para análise da operação, é necessário comprovar a dificuldade temporária de pagamento, apresentar documentação ou laudo técnico que evidencie a redução de renda. E também demonstrar a viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.

    Quando a crise atingir um volume maior de produtores em determinado município ou região, as instituições financeiras podem aceitar laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual de cada operação.

    O que diz o governo

    Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a medida reforça o papel do Estado diante de crises de mercado. “Quando ocorrem oscilações que afetam temporariamente a renda dos produtores, é papel do Estado atuar de forma responsável e técnica para preservar a capacidade produtiva das famílias. Essa orientação garante segurança jurídica, previsibilidade e continuidade da produção”, afirmou.

    Foto: Rodarte/Agro Em Campo

    Ziger destacou ainda que o Pronaf é um dos principais instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar no país. “Estamos falando de famílias que produzem alimento, geram renda e mantêm viva a dinâmica econômica dos municípios.”

    Desconto automático pelo PGPAF

    Além da renegociação, os produtores de cebola contam com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), que garante bônus de desconto nas parcelas do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto cai abaixo do preço de garantia definido pelo governo federal.

    O desconto vai direto no pagamento da parcela, sem necessidade de solicitação, desde que o agricultor esteja adimplente. Para fevereiro, os percentuais de desconto na cebola chegam a 44,29% no Paraná, 58,57% no Rio Grande do Sul e 46,43% em Santa Catarina, com limite de R$ 5 mil por beneficiário. Produtores que optarem por pagar as parcelas em vez de solicitar a prorrogação recebem o desconto automaticamente.

    Santa Catarina responde por aproximadamente 40% da cebola consumida no Brasil. E a atual crise de rentabilidade ameaça a continuidade das atividades em propriedades de base familiar. A estimativa de arrecadação global do setor caiu de R$ 250 milhões para cerca de R$ 100 milhões na safra atual. E o setor ainda monitora com preocupação a entrada da produção argentina no mercado brasileiro a partir de março.

  • Colheita da cebola tem alta produtividade no RS

    Colheita da cebola tem alta produtividade no RS

    Os produtores do Rio Grande do Sul concluíram a colheita da cebola. As lavouras registraram bons índices de produtividade nesta temporada. O desempenho positivo ocorreu nos municípios de São José do Norte.
    O resultado também se repetiu em Tavares e Rio Grande. A Emater/RS-Ascar divulgou dados no Informativo Conjuntural. O órgão estima que 95% da safra já esteja comercializada. Ou seja, apenas 5% da produção ainda segue disponível no mercado.

    Clima favorece qualidade e rendimento

    O extensionista rural César Demenech avaliou a safra atual. Ele atua na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Segundo o técnico, a temporada figura entre as melhores recentes. A qualidade e a produtividade superaram expectativas dos produtores.

    As condições climáticas ajudaram o preparo do solo. O clima também favoreceu o plantio e o desenvolvimento.
    A região cultivou 1.440 hectares em São José do Norte. O município de Tavares plantou 225 hectares nesta safra.
    Rio Grande contabilizou 200 hectares de área cultivada.

    Cebola sustenta economia local

    O extensionista Pedro da Silva Farias analisou São José do Norte. Ele afirmou que a cebola lidera a produção agrícola municipal. A cultura possui grande tradição entre os agricultores locais. Cerca de mil agricultores familiares cultivam a hortaliça.

    A safra apresentou resultados considerados muito positivos. O clima favorável garantiu produtividades elevadas neste ciclo. As lavouras alcançaram média de 35 toneladas por hectare. Nas safras anteriores, o clima prejudicou os produtores. Chuvas excessivas e estiagens reduziram os rendimentos. Como resultado, esses fatores colaboraram com a descapitalização do setor. Para a próxima safra, agricultores devem manter as áreas.

    Desempenho regular em Tavares

    A extensionista Sarah Fiorelli avaliou a produção local. Ela informou que a produtividade ficou dentro da média.
    As lavouras alcançaram cerca de 35 toneladas por hectare. O município enfrentou períodos de chuva intensa.
    Mesmo assim, o clima não comprometeu a colheita. A técnica destacou a boa qualidade do produto final.

    Soja

    A semeadura da soja alcança 98% da área prevista. Produtores devem concluir o plantio após novas chuvas. Atualmente, 42% das lavouras estão em fase vegetativa. Outros 46% encontram-se no estágio de floração.
    Mais 12% das áreas já estão em enchimento de grãos.

    A Emater projeta 6.742.236 hectares para a safra. A produtividade média estimada chega a 3.180 quilos. O clima apresenta grande amplitude térmica no estado. O tempo seco aumenta a perda de umidade do solo. As chuvas ocorreram de forma isolada e irregular.

    O potencial produtivo ainda se mantém elevado. A regularização das precipitações será fundamental. O clima quente limita o avanço de doenças foliares. Mesmo assim, produtores precisam prevenir a ferrugem-asiática.

    Milho

    A cultura do milho apresenta fases fenológicas variadas. Predominam lavouras em enchimento de grãos e maturação. A área estimada alcança 785 mil hectares no estado. A produtividade média projetada chega a 7.370 quilos.

    A colheita avança e já atinge 28% da área. Os rendimentos variam conforme a distribuição das chuvas. Áreas com irrigação registram melhor desempenho produtivo. Algumas regiões relatam presença elevada de cigarrinha-do-milho.

    Milho silagem

    A colheita do milho silagem supera 40% da área. O estado projeta cultivo total de 366.067 hectares. A produtividade média estimada alcança 38.338 quilos.

    Feijão primeira e segunda safras

    O feijão primeira safra está quase todo semeado. A colheita já ultrapassa 60% em diversas regiões.
    A área estimada soma 26.096 hectares cultivados. A produtividade média prevista chega a 1.779 quilos.

    O feijão segunda safra iniciou o plantio recentemente. Cerca de 15% da área já foi implantada. A estimativa total alcança 11.690 hectares no estado. A produtividade média projetada chega a 1.401 quilos.

    Arroz

    As lavouras de arroz seguem em desenvolvimento. Cerca de 57% estão em fase vegetativa atualmente.
    Outras 34% encontram-se no estágio de floração. Mais 9% já avançaram para enchimento de grãos.

    O Irga estima área de 920.081 hectares cultivados. A Emater projeta produtividade de 8.752 quilos. A boa radiação solar favorece o desenvolvimento. Entretanto, temperaturas mínimas ficaram mais baixas. Esse fator elevou o risco de esterilidade em áreas.

  • Preço da cebola estabiliza, mas segue abaixo do custo

    Preço da cebola estabiliza, mas segue abaixo do custo

    Os preços da cebola estabilizaram em São Paulo na última semana, apontou levantamento da equipe Hortifrúti/Cepea.

    Entre 15 e 19 de setembro, a média ficou em R$ 15,50 por saca de 20 quilos em Monte Alto (SP). Em São José do Rio Pardo (SP), a cotação registrou R$ 17,00 por saca.

    Entenda a estabilização da cebola

    Os pesquisadores destacaram que a estabilidade interrompeu uma sequência de quedas. O cenário resultou de dois fatores opostos. De um lado, o volume regional e nacional segue elevado, o que limita altas nos preços. De outro, o gradeamento de áreas reduziu brevemente a oferta paulista.

    Mesmo com a interrupção da queda, os valores continuam abaixo dos custos de produção.
    Colaboradores do Hortifrúti/Cepea relataram que a dificuldade de escoamento e a baixa rentabilidade devem reduzir investimentos na cultura na próxima safra.

  • Como transformar sua varanda em uma mini horta

    Como transformar sua varanda em uma mini horta

    Ter uma horta em apartamento deixou de ser sonho para se tornar realidade acessível. Segundo Karoline Torezani, professora de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB), basta criatividade e alguns cuidados básicos para transformar varandas, sacadas e até janelas em espaços verdes produtivos.

    O cultivo indoor ganhou força nos últimos anos, especialmente após a pandemia, quando as pessoas passaram a valorizar mais o contato com a natureza dentro de casa. “Não há sensação igual à de colher o tempero direto do vaso e usar na receita do almoço. O aroma e o frescor são inigualáveis”, destaca a especialista.

    Tecnologia a favor da horta doméstica

    As hortas tecnológicas se tornaram aliadas para quem tem pouco tempo disponível. Com sistemas digitais que controlam irrigação e iluminação automaticamente, é possível manter as plantas saudáveis usando apenas o smartphone.

    “É a forma de unir o desejo de cultivar com a falta de tempo. Ao programar o aplicativo, você garante que as plantas recebam o cuidado necessário sem precisar interromper o dia a dia”, explica Torezani.

    Para os adeptos do método tradicional, a observação continua sendo fundamental. A professora recomenda tocar o solo regularmente: “Se estiver muito seco, é hora de molhar um pouco mais”. Em períodos de clima seco, a frequência de irrigação deve ser aumentada.

    Quais plantas escolher para apartamento

    Iniciantes devem apostar nos temperos, que são mais resistentes e crescem rapidamente:

    • Manjericão
    • Orégano
    • Alecrim
    • Hortelã

    Para quem já tem experiência, tomate-cereja, cebola e pimentas também se adaptam bem ao ambiente interno, desde que recebam entre quatro e cinco horas de sol diário e ventilação adequada.

    Estrutura ideal para horta em apartamento

    O sucesso do cultivo depende de alguns elementos básicos:

    • Vasos adequados: devem ter furos no fundo para drenagem, evitando o apodrecimento das raízes.
    • Solo específico: terra própria para hortas, encontrada em floriculturas. “Ele precisa ser esponjoso, capaz de reter a umidade sem sufocar a planta, permitindo a entrada de oxigênio”, detalha a bióloga.
    • Adubação regular: adubos orgânicos ou fórmulas ricas em nitrogênio, fósforo e potássio completam o ciclo nutritivo das plantas.

    Controle natural de pragas

    Mesmo em ambientes fechados, as plantas podem ser atacadas por pragas. O pulgão é o mais comum, um inseto minúsculo que suga a seiva e compromete o desenvolvimento.

    A solução natural é atrair predadores como a joaninha, considerada por Torezani como “uma guardiã da horta” pelo seu controle biológico eficiente.

    Benefícios além da mesa

    O cultivo doméstico oferece vantagens que vão além da alimentação saudável. Para famílias com crianças, representa uma oportunidade única de educação ambiental.

    “Quando você cuida da sua horta, não está apenas cuidando de plantas. Está plantando hábitos, valores e lembranças que vão acompanhar as gerações”, completa a especialista do CEUB.

    Passo a passo: como montar sua horta em apartamento

    1. Localização estratégica
    • Escolha um local com boa ventilação e exposição solar de 4 a 5 horas diárias. Sacadas, janelas ou cozinhas próximas à luz natural são ideais.
    1. Seleção das plantas
    • Comece com temperos de fácil cultivo: manjericão, alecrim, hortelã ou orégano. Depois, evolua para tomate-cereja, pimenta ou cebola.
    1. Recipientes com drenagem
    • Use vasos com furos no fundo para evitar acúmulo de água e apodrecimento das raízes.
    1. Preparação do substrato
    • Adquira terra específica para hortas – deve ser leve, esponjosa e com boa drenagem.
    1. Nutrição das plantas
    • Utilize adubos orgânicos como bokashi ou misturas com nitrogênio, fósforo e potássio.
    1. Irrigação controlada
    • Teste a umidade tocando o solo. Em clima seco, aumente a frequência das regas.
    1. Monitoramento de pragas
    • Observe regularmente e remova pulgões manualmente quando necessário. Incentive a presença de joaninhas.
    1. Poda estimulante
    • Corte alguns galhos para estimular crescimento lateral, deixando a planta mais cheia e produtiva.
    1. Aproveitamento educativo
    • Use o processo como ferramenta de educação ambiental e bem-estar familiar.
  • Preços da cebola sobem até 50% em Santa Catarina

    Preços da cebola sobem até 50% em Santa Catarina

    Os preços da cebola dispararam na última semana em Santa Catarina. Segundo o Hortifrúti/Cepea, as altas ocorreram em Ituporanga e Lebon Régis. Ou seja, ambas as regiões estão no fim dos estoques e devem encerrar as atividades ainda em maio.

    De acordo com os pesquisadores, a valorização está ligada à baixa oferta nacional. Além disso, houve dificuldade na entrada de cebolas da Argentina. Em geral, esses dois fatores pressionaram o mercado e elevaram as cotações.

    Entre 12 e 16 de maio, a cebola vermelha em Ituporanga atingiu R$ 2,67/kg na roça. Ou seja, o valor representa alta de 43,7% frente à semana anterior. Já em Lebon Régis, a cebola beneficiada (cx 3) subiu 50%, chegando a R$ 60,00 por saca de 20 kg.

    Plantio do trigo avança e pressiona os preços

    As cotações do trigo caíram na semana passada no Brasil. Dados do Cepea indicam que a queda ocorre com o avanço da semeadura. A expectativa de safra maior e maior produtividade também influenciou o recuo.

    Segundo os pesquisadores, as lavouras apresentam bom desenvolvimento até o momento. Com isso, compradores tentam negociar com valores mais baixos. Vendedores com necessidade de caixa mostram-se mais dispostos a aceitar as ofertas.

    A Conab prevê produção de 8,255 milhões de toneladas em 2025/26. O volume representa alta de 4,6% frente à safra anterior. A produtividade deve crescer 18,6%, o que ajuda a ampliar a oferta nacional.

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  • Paraná aumenta produção de cebola com investimento em tecnologia

    Paraná aumenta produção de cebola com investimento em tecnologia

    Após uma queda drástica na safra 2023/24, influenciada por condições climáticas adversas, o Paraná recuperou sua produção de cebola na temporada 2024/25, atingindo 127,6 mil toneladas – um salto de 44% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído à tecnificação das lavouras na região de Guarapuava, que elevou a produtividade para 38,9 mil quilos por hectare, a maior dos últimos 10 anos.

    A retomada da produção paranaense será um dos temas em debate no XXVI Seminário de Cebola do Mercosul, realizado nesta sexta (21) e sábado (22) na Argentina. O evento contará com a participação do engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura (Seab).

    Segundo Andrade, a região de Guarapuava se destaca com produtividade de 50 toneladas por hectare, enquanto outras áreas do país oscilam em 20 toneladas. “A tecnificação acelerada na região explica a recuperação. Estamos unindo conhecimento técnico às demandas do mercado internacional”, afirmou.

    Queda nas importações e expansão da área plantada

    Em 2024, a escassez de cebola no Brasil levou o país a importar 257,4 mil toneladas (US$ 84,4 milhões). Um aumento de 92% em volume e 174% em valor frente a 2023. O Paraná, por sua vez, adquiriu 32,5 mil toneladas no ano passado, principalmente da Argentina (27,9 mil t.).

    A expectativa é que o estado amplie a área plantada, que subiu de 2.701 hectares (2023/24) para 3.277 hectares na safra atual. O pico histórico foi em 2016, com 5.859 hectares e produção de 130,8 mil toneladas.

    Carne suína: Paraná bate recorde histórico em exportações

    Além da cebola, o Paraná celebrou em fevereiro o melhor resultado mensal em exportações de carne suína desde 1997, com 17,82 mil toneladas vendidas. Uma alta de 47,9% ante o mesmo período de 2023. Destacam-se novos mercados como Filipinas (1,1 mil t.), Vietnã e Hong Kong.

    Na pecuária bovina, o Brasil exportou 423,5 mil toneladas de carne nos dois primeiros meses de 2024, sendo 183,7 mil t. destinadas à China. A receita subiu de U$ 1,79 bilhão em 2023 para U$ 2,03 bilhões  em 2024.

    Frango e milho: liderança e desafios climáticos

    No segmento avícola, o Paraná manteve a liderança nacional com 2,208 bilhões de frangos abatidos em 2024 (34,2% do total do país), gerando 4,756 milhões de toneladas de carne.

    Já o plantio de milho da segunda safra no estado atingiu 91% dos 2,6 milhões de hectares previstos. Mas enfrenta desafios com ondas de calor e chuvas irregulares. A primeira safra, com colheita de 84% dos 267 mil hectares, promete produtividade recorde de 10,4 mil kg/ha.

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  • Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Pesquisa inédita: carvão revoluciona produtividade de hortaliças

    Uma técnica primitiva dos povos indígenas da Amazônia pode revolucionar a produção de hortaliças. É o que comprovou um projeto inédito no mundo que avaliou os efeito do carvão na fertilidade do solo. A pesquisa foi conduzida pela Epagri com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Resíduos das indústrias de carvão vegetal são grandes aliados dos produtores de cebola, melhorando o solo e aumentando a produtividade, de acordo com duas pesquisas da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) realizadas em Ituporanga.

    “O uso desse resíduo, além de beneficiar o solo e as plantas, reduz o passivo ambiental das carvoarias”, afirma o pesquisador Fábio Satoshi Higashikawa. Conhecido como “biocarvão”, este material de baixo custo, vendido a cerca de R$ 1 o quilo em Santa Catarina, é o resíduo mais fino gerado na fabricação de carvão vegetal, chamado de “moinha de carvão” ou “pó de carvão”.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Aumento na produção

    As pesquisas da Epagri começaram em 2016, com um projeto pioneiro apoiado pelo CNPq, avaliando os efeitos do biocarvão na fertilidade do solo em sistema de plantio direto.

    Concluiu-se que a aplicação de 1 tonelada por hectare melhora a fertilidade, aumentando nutrientes e matéria orgânica. “O biocarvão ainda eleva o pH do solo, reduzindo a toxicidade do alumínio e aumentando o rendimento da cebola”, acrescenta Fábio.

    Além disso, o biocarvão é mais resistente à decomposição, proporcionando benefícios duradouros. Ou seja, os efeitos dependem do tipo, dose, solo e sistema de plantio, podendo reduzir custos de produção ao substituir parcialmente fertilizantes.

    Um segundo estudo da Epagri, em parceria com Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), confirmou os benefícios do biocarvão nas propriedades físicas do solo e no rendimento da cebola.

    Foto: Divulgação – Epagri

    Sendo assim, áreas com doses de biocarvão desde 2016 apresentaram maior estabilidade dos agregados, melhorando a resistência à erosão. “Esses efeitos aumentam a resiliência do solo e da lavoura em anos com condições climáticas desfavoráveis”, resume Fábio.

    Biodiversidade no solo

    Uma terceira pesquisa da Epagri, em fase de captação de recursos, foca no efeito do biocarvão nos microrganismos do solo. “O biocarvão aumenta a biodiversidade e a atividade de microrganismos no solo”, aponta o pesquisador.

    Embora o uso de biocarvão na agricultura tenha origem na Terra Preta de Índio, solos férteis da Amazônia, em Santa Catarina a prática ainda é rara. “A disponibilidade local limita o uso devido ao custo de transporte”, pondera Fábio.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/cultivo-abacaxi-o-ouro-tropical-para-saude-e-para-o-agricultor/

  • Safra de inverno promete recorde de produtividade

    Safra de inverno promete recorde de produtividade

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina deve ter resultados superiores à safra anterior, de acordo com as estimativas iniciais divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Embora a área plantada de alho, cebola, trigo, e cevada tenha diminuído em relação à safra passada, a perspectiva é de um aumento significativo na produtividade de todos os produtos.

    O crescimento da produtividade é esperado devido à perspectiva de uma safra com menos intercorrência, de acordo com, João Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa. O excesso de chuva, que afetou negativamente a safra anterior não deve se repetir esse ano. Além disso, Alves destaca que essas estimativas são baseadas no histórico das safras catarinenses e no levantamento das intenções dos produtores.

    O presidente da Epagri, Dirceu Leite, enaltece o trabalho da Epagri/Cepa no monitoramento das safras. “Temos o compromisso de divulgar dados corretos e confiáveis. São informações importantes para que o agricultor possa tomar decisões com maior assertividade”, diz ele.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, esses números são fundamentais para fornecer subsídios ao Governo de Santa Catarina na formulação de políticas públicas. “Nós contamos, atualmente, com vários programas para melhorar a produção no campo, como é o caso do incentivo ao cultivo de cereais de inverno. Basta que as pessoas busquem na Epagri informações para receber esses benefícios”, esclarece Collato.

    Trigo

    O trigo deve manter sua posição como o principal cereal de inverno cultivado em Santa Catarina. Entretanto, a área plantada é prevista para chegar a 125,3 mil hectares, uma redução de 9% em relação à safra anterior.

    Foto: Divulgação/Epagri – Nilson Teixeira

    No entanto, a produtividade total deve aumentar, com uma estimativa de 3,45 mil quilos por hectare, 54% maior do que a produtividade registrada na safra anterior. Isso resultaria em uma produção total de 432,6 mil toneladas, um crescimento de 41% na comparação com a safra anterior.

    Aveia

    A áera plantada de aveia deve crescer 3% e deve chegar a 30,5 mil hectares. As estimativas iniciais apontam para um crescimento significativo tanto da produtividade como da produção total. Devem ser colhidas, no Estado, 45,46 mil toneladas de aveia, uma produtividade de quase 1,5 mil quilos por hectare, o que representa, respectivamente, um aumento de 33% e 29% na comparação com a safra anterior.

    Cevada

    A cevada deve ter uma redução de 37% na área plantada. A expectativa é que sejam plantados 964 hectares de cevada em Santa Catarina, quantidade 37% menor do que na safra anterior.

    A produtividade deve ter um crescimento de 34% e chegar a 3,5 mil quilos por hectare. A produção total será de 3,4 mil toneladas, 15% menor do que na safra de inverno anterior, caso a estimativa se confirme.

    Alho e Cebola

    A safra de alho e cebola teve uma quebra significativa na safra anterior devido a problemas climáticos. Agora, a perspectiva é de um resultado melhor. Embora a área plantada com alho tenha uma redução significativa, a produtividade deve chegar a 10,5 mil quilos por hectare, crescimento de 44%.

    Foto: Divulgação/Epagri

    No entanto, a produção total deve ter redução de 15% na comparação com a safra anterior. A produção de cebola, por sua vez, deve aumentar e chegar a 521 mil toneladas na safra atual, o que é 29% a mais do que o registrado na safra 2023/2024.

    O principal motivo é a estimativa de um aumento da produtividade na ordem de 37%, ou seja, quase 30 mil quilos por hectare. A perspectiva é que a área plantada fique um pouco abaixo dos 17,4 mil hectares, redução de 6% na comparação com a safra anterior.

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina apresenta uma perspectiva positiva, com um crescimento significativo na produtividade de todos os produtos, apesar da redução na área plantada.