Tag: cana de açúcar

  • Queimadas destroem plantações e preocupam os produtores

    Queimadas destroem plantações e preocupam os produtores

    As queimadas que atingem a região de Ribeirão Preto, no interior paulista, estão causando grandes prejuízos e aumentando a preocupação entre os produtores de cana-de-açúcar. Na última quinta-feira (22), um incêndio de grandes proporções devastou propriedades em Sertãozinho, deixando um rastro de destruição e prejuízos ainda incalculáveis.

    Incêndios

    As chamas, que se espalharam rapidamente pelo canavial próximo à Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322), obrigaram a evacuação imediata de sedes e casas das propriedades atingidas. Além disso, funcionários do Bio Parque Santa Elisa também precisaram deixar o local por questões de segurança.

    “Tentamos conter o fogo, mas a seca e o vento forte dificultaram o trabalho. Conseguimos apenas salvar a sede, onde estavam meus pais, funcionários e crianças. Felizmente, ninguém se feriu”, relatou o produtor Marco Guidi, que inalou muita fumaça e precisou ser hospitalizado por três horas.

    Guidi ainda não sabe se a cana voltará a brotar. “O fogo destruiu a camada de húmus da terra, essencial para o cultivo. Além disso, perdi R$ 40 mil investidos em adubo líquido e mudas. Minha propriedade está praticamente inoperante”, lamentou.

    Marcos Paulo Meloni, proprietário dos sítios São Pedro e São Luiz, também enfrenta incertezas. “A cana já estava com dificuldade para brotar por causa da seca. Com o fogo, agora só com reforma. Este ano, o custo médio por alqueire foi de R$ 24 mil. Não faço ideia de quanto será no próximo ano”, desabafou.

    Apesar do desespero, o produtor José Rogério Sanches Soto conseguiu apagar o fogo na área de reserva de sua propriedade, evitando que as chamas atingissem as casas.

    Gabriel Merlo Galdeano, que não teve sua propriedade atingida, foi um dos primeiros a perceber o incêndio. “Eu estava trabalhando na lavoura quando vi o fogo e avisei o grupo da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) e o Plano de Auxílio Mútuo (PAM). Logo depois, outro foco surgiu, e o fogo se espalhou rapidamente. Suspeito que o incêndio tenha sido criminoso”, afirmou.

    PAM

    O PAM, mencionado por Galdeano, é um programa que coordena ações para combater incêndios e minimizar riscos. Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, explicou que a associação oferece aos membros um sistema de monitoramento via satélite. “Os incêndios são combatidos com um plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Monitoramos as propriedades dos associados e áreas públicas”, destacou Torcato.

    Ele enfatizou que os produtores não têm interesse em incendiar suas plantações, uma prática abandonada desde 2017, quando o setor passou a adotar a colheita mecanizada. “O setor não mede esforços para combater os focos de incêndio, que prejudicam o meio ambiente e causam enormes prejuízos financeiros”, acrescentou.

    Torcato alertou para as condições climáticas que favorecem a proliferação de incêndios nesta época do ano. Além disso, ele destacou a necessidade de conscientização da população, especialmente sobre evitar o descarte de cigarros e a realização de churrascos em áreas próximas às plantações.

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    Queimadas

    A Canaoeste emitiu uma nota de repúdio aos incêndios criminosos que vêm afetando propriedades rurais na região. No documento, a associação reforça que os produtores e usinas não são responsáveis pelos incêndios. Desde o protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017, o setor se comprometeu com a preservação ambiental e a eliminação das queimadas como método de colheita.

    A associação também explicou os impactos dos incêndios nas lavouras de cana. “Um canavial atingido pelo fogo pode se deteriorar em poucos dias, resultando em perda da qualidade dos açúcares, aumento de impurezas e decomposição dos tecidos vegetais, tornando a cana inadequada para o processamento industrial”, afirmou.

    Além disso, os incêndios ainda geram prejuízos econômicos diretos aos produtores, além de implicações legais. Em resumo, as multas podem variar de R$ 1.000,00 a R$ 7.000,00 por hectare queimado, sem contar a obrigação de reparação dos danos ambientais e a responsabilização criminal.

    Por fim, Torcato pediu o apoio da população e das autoridades para identificar os responsáveis pelos incêndios e reforçar o combate ao fogo na região. Ele também apelou à Polícia Militar Ambiental para que a responsabilização dos produtores só ocorra com provas concretas. “Punir injustamente quem já sofre com os prejuízos não é justo”, concluiu a associação.

     

  • Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Os preços do etanol enfraqueceram no mercado spot de São Paulo após cinco semanas consecutivas de alta. Entre 15 e 19 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado manteve-se estável, com valor de R$ 2,6564/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Já o anidro registrou queda de 0,97%, fechando a R$ 3,0508/litro (líquido de PIS/Cofins).

    Segundo pesquisadores do Cepea, a retração da demanda pressionou os preços. Ou seja, compradores indicaram que o período de férias escolares reduziu a necessidade de novas aquisições, diminuindo o fluxo de automóveis. Do lado dos produtores, algumas usinas preferiram ficar fora do mercado. Além disso, outros vendedores ofereceram valores menores para aumentar a liquidez e evitar a elevação dos estoques, já que a safra continua favorecida por boas condições climáticas.

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    Fatores influenciando o mercado de etanol

    A demanda retraída e a oferta dos produtores são os principais fatores influenciando o mercado de etanol em São Paulo. Durante o período de férias escolares, a necessidade de etanol caiu devido à redução no fluxo de veículos. Além disso, algumas usinas decidiram não participar do mercado, enquanto outras buscaram aumentar a liquidez com preços menores.

    Expectativas para o futuro

    Com a continuidade das boas condições climáticas, a safra de etanol permanece favorecida. Portanto, o comportamento dos produtores e a demanda dos compradores serão cruciais para determinar os próximos movimentos dos preços no mercado. 

  • Moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul avança 12,99% na segunda quinzena de junho

    Moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul avança 12,99% na segunda quinzena de junho

    Na segunda quinzena de junho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 48,80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Um aumento de 12,99% em comparação com a safra 2023/2024, quando foram moídas 43,19 milhões de toneladas no mesmo período.

    No acumulado desde o início da safra 2024/2025 até 1º de julho, a moagem atingiu 238,40 milhões de toneladas. Foram 210,48 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2023/2024 – um avanço de 13,27%.

    Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA “o avanço de moagem registrado até o momento está relacionado à antecipação de início das operações nos primeiros meses da safra. Especialmente, à condição climática que tem favorecido a colheita no atual ciclo”.

    Ao término da segunda metade de junho, 256 unidades estavam em operação no Centro-Sul. 238 unidades com processamento de cana-de-açúcar, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex.

    O nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de junho atingiu 139,96 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 133,10 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 5,16%.

    No acumulado da safra, o indicador marca 128,31 kg de ATR, o mesmo índice registrado no ciclo anterior em igual posição.

    Produção de açúcar e etanol

    A produção de açúcar na segunda quinzena de junho totalizou 3,25 milhões de toneladas, registrando aumento de 20,11% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (2,70 milhões de toneladas).

    No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, a fabricação do adoçante totalizou 14,20 milhões de toneladas, contra 12,27 milhões de toneladas do ciclo anterior (+15,70%).

    Ainda segundo Rodrigues, “até o momento o crescimento da fabricação do adoçante atingiu 1,93 milhões de toneladas. 1,63 milhões decorre do avanço na moagem de cana-de-açúcar e apenas 300 mil toneladas associada à mudança no mix de produção das unidades produtoras”.

    Na segunda metade de junho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,31 bilhões de litros.  Destes, 1,42 bilhão de litros (+32,84%) de etanol hidratado e 887,96 milhões de litros (+1,06%) de etanol anidro.

    No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 1º de julho, a fabricação do biocombustível totalizou 11,02 bilhões de litros (+13,52%), sendo 7,06 bilhões de etanol hidratado (+27,27%) e 3,96 bilhões de anidro (-4,83%).

    Vendas de etanol crescem 10,95% em junho

    No mês de junho, as vendas de etanol totalizaram 2,84 bilhões de litros. Isso representa uma variação positiva de 10,95% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

    O etanol hidratado registrou crescimento de 27,84% (1,81 bilhão de litros), enquanto o anidro apresentou queda de 10,02% no volume comercializado (1,03 bilhão de litros).

    No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,77 bilhão de litros em junho deste ano. Um aumento de 33,95% em relação ao mesmo período da safra anterior.

    A venda mensal de etanol anidro atingiu a marca de 978,52 milhões de litros, retração de 10,10%.

    No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 8,65 bilhões de litros, registrando crescimento de 22,13%.

  • Técnica de irrigação da Embrapa revoluciona produção de cana

    Técnica de irrigação da Embrapa revoluciona produção de cana

    Pesquisadores da Embrapa desenvolveram um novo protocolo para irrigação de cana-de-açúcar no Cerrado. O Protocolo BRCana visa aumentar a produção, reduzir custos e minimizar a vulnerabilidade da cultura às mudanças climáticas. Além disso, a técnica, sustentável e eficiente, também diminui a demanda por terra e água, superando a produção tradicional.

    A tecnologia adota um método combinado de manejo da irrigação. Utiliza informações climáticas, umidade do solo e sensoriamento das plantas. Ou seja, esses parâmetros customizados melhoram a eficiência do uso da água e a economicidade na produção de cana no Cerrado, incluindo o manejo nas fases de crescimento e maturação.

    Vinicius Bufon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que o BRCana é um referencial técnico inédito. “O protocolo permite romper barreiras de produtividade, longevidade e eficiência no uso de água e terra”, afirma.

    Pesquisadores desenvolveram o método ao longo de anos em usinas sucroenergéticas, garantindo a solidez e a aplicabilidade da tecnologia. Desde 2012, várias usinas já escalaram a prática para uso comercial, aumentando a produtividade das áreas irrigadas em 70%.

    Cenários de produção com a irrigação

    Bufon realizou estudos para demonstrar a eficácia da irrigação como estratégia de adaptação às mudanças climáticas. A pesquisa apresentou dois cenários, ambos mostrando aumento na eficiência de uso da terra e economia significativa nos custos de produção.

    No primeiro cenário, 32% da área da usina seria irrigada, resultando em um aumento de 3,9% na produtividade média e 15% na longevidade dos canaviais. O segundo cenário, com 45% de área irrigada, aumentaria a produtividade em 4,2% e a longevidade em 21%.

    Além disso, a irrigação também reduziria o consumo de insumos e combustível. No cenário 2, haveria uma economia de até 19% no consumo de calcário e gesso, 8% em fósforo, 6% em nitrogênio e 10% em potássio, além de 10,2% em etanol e gasolina.

    Além disso, Bufon ressalta que, ao invés de expandir horizontalmente, investir na verticalização através da irrigação é mais sustentável e eficiente. “A produção irrigada, com a técnica correta, é mais sustentável e eficiente do que a produção tradicional”, conclui.

  • Novo produto combate Cigarrinha-das-Raízes na Cana-de-Açúcar

    Novo produto combate Cigarrinha-das-Raízes na Cana-de-Açúcar

    A cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) representa uma das principais pragas nos canaviais brasileiros, especialmente após a suspensão da queima da cana e a adoção da colheita mecanizada, que resulta no acúmulo de palhada. Essa praga pode causar prejuízos de até 60% na produtividade agrícola e na qualidade da matéria-prima ao injetar toxinas nas raízes durante a alimentação.

    Agricultores têm utilizado por mais de uma década produtos baseados em neonicotinoides e piretróides para o controle da cigarrinha-das-raízes. Contudo, a eficácia desses métodos tem diminuído, exigindo soluções mais inovadoras e eficazes. Pesquisas recentes apontam para as diamidas, especialmente as antranílicas, como uma solução promissora.

    Uma dessas soluções é o inseticida desenvolvido pela FMC, que apresenta uma alta sistemicidade, permitindo sua translocação dentro da planta mesmo quando aplicado no solo. “Esse é um fator importante para atingir a cigarrinha ainda na fase ninfa. Testes realizados na safra 23/24 mostraram um controle de até 70% do número de ninfas, 120 dias após a aplicação,” explicou Maurício Oliveira, engenheiro agrônomo e gerente de marketing regional de cana da FMC.

    Maurício Oliveira – gerente de marketing regional de cana da FMC – Divulgação

    Outras pragas afetadas

    Além do controle da cigarrinha, o produto demonstrou eficácia contra outras pragas. Os testes revelaram uma redução de 60% no ataque de Sphenophorus em tocos atacados. Isso 180 dias após a aplicação, e uma diminuição de 75% na infestação da broca da cana (Diatraea saccharalis), 200 dias após a aplicação. “É crucial que o período de controle do produto seja em torno de 90 a 120 dias para que todas as gerações da cigarrinha sejam controladas,” enfatizou Oliveira.

    A sistemicidade do inseticida proporciona um longo residual no controle das pragas. Isso mantendo a proteção dentro da cana e apresentando excelente seletividade aos insetos benéficos, como formigas, joaninhas e tesourinhas. Estes insetos são responsáveis por grande parte do controle de pragas e contribuem para a sustentabilidade do canavial.

    “Nas áreas de teste, esse manejo mais efetivo e inovador demonstrou um aumento de produtividade de 12%, comparado com um tratamento padrão. Ou seja, benefícios para o produtor, matéria-prima e meio ambiente,” afirmou Maurício Oliveira.

    O produto, de nome comercial Verimark®, ainda possui outras vantagens. Por exemplo, como a compatibilidade com a temperatura de gelificação da gelatina bovina comercial (17 °C), e uma alta força de gel, classificando-o como Bloom médio. Sua cor esbranquiçada, inodora e sem turbidez, também atende aos requisitos comerciais da gelatina.

    A introdução desse novo grupo químico, aliado a um manejo mais tecnológico e inovador, não apenas melhora a eficiência no controle de pragas como também potencializa a produtividade e sustentabilidade dos canaviais brasileiros.

  • Começa hoje 20º Encontro de Agronegócios em Sertãozinho

    Começa hoje 20º Encontro de Agronegócios em Sertãozinho

    Entre os dias 24 e 28 deste mês, a cidade de Sertãozinho será palco do 20º Encontro de Agronegócios, evento anual que reúne expositores dos setores de máquinas, agroquímicos e insumos para o setor sucroenergético. No centro de eventos Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, mais conhecido com Centro de Eventos Copercana, especialistas apresentarão inovações tecnológicas voltadas ao aumento da produtividade e ao controle de pragas na cultura da cana-de-açúcar.

    Conforme o engenheiro agrônomo Gabriel Villela, estudos recentes demonstram que o uso de bioestimulantes traz benefícios significativos para o manejo nutricional da cana-de-açúcar, o que afeta o setor sucroenergético. Ensaios realizados em cidades paulistas indicam um aumento de até 20% no número de perfilhos de cana por metro. O uso correto desses produtos também tem contribuído para o desenvolvimento das raízes e a redução de plantas daninhas.

    Controle de Pragas

    As principais pragas que afetam a cultura da cana-de-açúcar no Brasil incluem:

    • Broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis): A lagarta dessa praga se alimenta do interior do colmo, causando danos significativos à produtividade e qualidade da cana.
    • Broca gigante (Castnia licus): Essa praga também ataca o interior do colmo, deixando-o oco e enfraquecido, podendo levar à morte da planta.
    • Cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata): As cigarrinhas sugam a seiva das raízes, enfraquecendo a planta e reduzindo a produtividade.
    • Cupins: Atacam os toletes durante o plantio e as raízes e colmos durante o desenvolvimento da cultura, causando danos e morte de plantas.
    • Formigas cortadeiras (Atta spp.): Consomem as folhas novas, causando desfolha e prejuízos à fotossíntese.
    • Gorgulho-da-cana (Sphenophorus levis): As larvas dessa praga se alimentam da base da touceira e do sistema radicular, podendo matar as plantas.
    • Elasmo (Hyponeuma taltula): As larvas dessa praga atacam o sistema radicular, enfraquecendo a planta.
    Máquinas colhendo cana-de-açucar
    Produtores de cana-de-açúcar precisam tomar cuidado com as pragas que atacam a lavoura.

    O manejo integrado dessas pragas, envolvendo práticas culturais, biológicas e químicas, é essencial para minimizar os danos e manter a produtividade e qualidade da cana-de-açúcar.

    Opções para combate

    O inseticida Takumi, de última geração, lançado há três anos, tem se destacado no combate à broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo, ressalta que estudos em parceria com o Instituto Agronômico (IAC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) mostram uma redução da infestação nos colmos da cana-de-açúcar de 10% para 1%. O produto é altamente eficaz e seletivo, preservando os inimigos naturais da praga e sendo adequado para o manejo integrado de pragas (MIP).

    Resultados de ensaios em seis áreas de cana-de-açúcar apontam ganhos associados ao uso de reguladores de crescimento, conforme coordenado pelo consultor Edison Baldan Jr. Em diferentes condições de campo, a tecnologia avaliou o aumento da qualidade da matéria-prima, com incrementos na quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) variando de 130 kg a 145 kg por hectare.

  • Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    Etanol – clima afeta produção e pode mexer no seu bolso

    A safra da cana-de- açucar está sofrendo interferência do clima, o que impacta na produção e pode afetar o seu bolso.

    Na segunda quinzena de maio, as usinas da região Centro-Sul processaram 45,19 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, uma queda de 3,36% em comparação às 46,77 milhões da safra anterior. No acumulado até 1º de junho, a moagem atingiu 140,74 milhões de toneladas, um aumento de 11,15% em relação ao ciclo anterior.

    Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, atribui a queda no final de maio às condições climáticas desfavoráveis em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e região de Assis (SP). “Esse movimento foi parcialmente compensado pelo clima seco que favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central do Estado São Paulo”. Em contraste, o clima seco favoreceu a colheita em Minas Gerais, Goiás e na região central de São Paulo.

    Quatro unidades iniciaram a safra 2024/2025 na segunda metade de maio, somando 249 unidades em operação no Centro-Sul, das quais 232 processam cana, nove produzem etanol a partir do milho e oito são usinas flex.

    O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) na segunda quinzena de maio foi de 129,85 kg por tonelada de cana. Uma queda de 3,78% em relação ao mesmo período anterior. No acumulado da safra, o ATR foi de 122,07 kg por tonelada, uma redução de 1,92%.

    Produção de açucar

    A produção de açúcar totalizou 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 7,72% em relação à safra anterior. Porém, desde o início da safra, a produção acumulada de açúcar alcançou 7,84 milhões de toneladas, um aumento de 11,80%.

    Rodrigues explicou que um terço das usinas aumentou a produção de açúcar por tonelada de cana, enquanto os outros dois terços reduziram. A menor concentração de ATR, baixo nível de pureza e outros fatores impactaram negativamente a produção em várias unidades.

    A produção de etanol na segunda quinzena de maio foi de 2,12 bilhões de litros, sendo 1,28 bilhão de etanol hidratado (+6,49%) e 837,67 milhões de etanol anidro (-8,95%). Porém, no acumulado até 1º de junho, a produção de etanol somou 6,46 bilhões de litros (+10,42%), com 4,32 bilhões de hidratado (+24,97%) e 2,14 bilhões de anidro (-10,59%).

    As vendas de etanol em maio totalizaram 2,97 bilhões de litros, um aumento de 22,51% em relação ao mesmo período anterior. O etanol hidratado registrou crescimento de 46,80% nas vendas, enquanto o anidro teve uma queda de 6,36%.

    Além disso, no mercado interno, as vendas de etanol hidratado somaram 1,87 bilhão de litros em maio, um aumento de 46,47%. A venda de etanol anidro foi de 997,35 milhões de litros, uma retração de 4,16%.

    Rodrigues destacou que o volume comercializado em maio foi o maior desde outubro de 2020. No acumulado da safra, as vendas de etanol somaram 5,81 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 28,57%, com 3,86 bilhões de litros de hidratado (+51,64%) e 1,96 bilhão de litros de anidro (-1,10%).

  • Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    Agronegócio mineiro tem resultado recorde em 2023

    O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mineiro teve crescimento de 5,9% em 2023, passando dos R$215,4 bilhões registrados em 2022 para R$228,6 bilhões. O resultado recorde representou acréscimo de R$ 13,2 bilhões na economia mineira.

    Na avaliação do presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, a coletiva realizada na sede da instituição que é a “casa do produtor rural”, demonstra a importância do diálogo e do alinhamento com o Governo de Minas.

    De acordo com o vice-governador, Professor Mateus, houve evolução do PIB do agro mineiro desde 2019. “Os aumentos em todos os anos, em todos os setores, mostram que o agro cresce mais do que a média da economia geral de Minas Gerais. Esses números são muito impressionantes também, pois os preços em 2022 eram mais altos do que em 2023, então, crescemos no valor total, mesmo com redução no preço da commodities. Isso monstra que o nosso produtor rural está avançando muito em produtividade”, disse.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, reforçou que os resultados positivos. Eles refletem o trabalho conjunto entre os setores público e privado para dar solução e atender ao produtor rural mineiro. “Nós temos conseguido crescer, o que se deve ao trabalho conjunto de ouvir o setor e discutir as políticas públicas para tomarmos as melhores decisões. Essa proximidade com a Faemg abre portas, nos coloca mais próximos de quem produz lá na ponta, e nos ajuda a atendê-los melhor”.

    Café, soja, cana-de-açúcar e milho são destaques

    Os resultados foram apresentados pelo professor, pesquisador e coordenador de Contas Regionais da Diretoria de Estatística e Informações da FJP, Raimundo Sousa. Segundo ele, houve aumento expressivo da produção de café, soja, cana-de-açúcar e milho, mesmo com a evolução menor dos preços desses produtos compreendidos como primários.

    O crescimento do PIB do agronegócio reflete, também, o avanço da fabricação de alimentos, bebidas, celulose e biocombustíveis, por exemplo. No caso das agroindústrias e serviços relacionados, as melhorias nos preços praticados acompanharam o incremento das quantidades produzidas.

     

  • X Abisolo Fórum e Exposição terá palestra sobre “Avanços e desafios no uso de agentes biológicos”

    X Abisolo Fórum e Exposição terá palestra sobre “Avanços e desafios no uso de agentes biológicos”

    .Nos dias 05 e 06 de junho, Campinas (SP) será palco do X Abisolo Fórum e Exposição, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). O evento reunirá especialistas do setor para discutir as mais recentes inovações e os desafios no uso de agentes biológicos na agricultura.

    Entre os palestrantes, destaca-se o professor Sérgio Mazaro, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). No dia 06 de junho, às 11h30, Mazaro abordará o tema “Avanços e desafios no uso de agentes biológicos”, oferecendo uma análise aprofundada sobre o uso racional e eficaz desses insumos.

    Professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Sérgio Mazaro. Reprodução arquivo pessoal.

    “Para enfrentar os desafios no uso de insumos biológicos, é crucial compreender a área de aplicação e realizar intervenções precisas. Na minha palestra, apresentarei os sete pilares para o sucesso no uso de biológicos, ilustrando com casos práticos de diferentes culturas e regiões”, explicou Mazaro.

    Mazaro também destacará os avanços na indústria, especialmente em termos de qualidade e especificidade na formulação dos insumos biológicos. No entanto, ele enfatizará que ainda existem desafios significativos que precisam ser superados. “Apesar dos avanços, ainda enfrentamos muitos obstáculos. Discutirei quais foram esses progressos e como a indústria tem melhorado em termos de qualidade e formulação”, afirmou o professor.

    O X Abisolo Fórum e Exposição promete ser um evento crucial para produtores rurais interessados em maximizar o potencial de suas lavouras com o uso de agentes biológicos. A participação no fórum é uma oportunidade única para se atualizar sobre as melhores práticas e inovações do setor.

    X Abisolo Fórum e Exposição: Programação Abarca Competitividade, Sustentabilidade e Inovações Tecnológicas

    Nos dias 05 e 06 de novembro, Campinas (SP) sediará o X Abisolo Fórum e Exposição, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). O evento contará com uma programação robusta dividida em quatro painéis que abordarão temas cruciais para o agronegócio.

    No primeiro dia, 05 de novembro, o painel de abertura será focado no tema “Ambiente de negócios e competitividade”. Este painel discutirá a competitividade internacional do agronegócio brasileiro, segurança jurídica, ambiente de negócios, sustentabilidade da produção agrícola e o mercado de carbono. Além disso, especialistas irão debater como o Brasil pode fortalecer sua posição no cenário global, mantendo a sustentabilidade e segurança jurídica.

    Na tarde do dia 05, o segundo painel será dedicado à “Sustentabilidade Econômica da Produção Agrícola”. As palestras apresentarão uma análise detalhada do cenário macroeconômico, político e geopolítico do setor de fertilizantes. E oferecem uma visão ampla dos desafios e oportunidades econômicas que impactam a produção agrícola.

    A programação do dia 06 começará com o terceiro painel, focado na “Evolução tecnológica do setor”. Este painel apresentará pesquisas científicas recentes sobre temas como absorção foliar, interação entre nutrição mineral e doenças de plantas, mitigação de estresse abiótico e o papel dos microrganismos solubilizadores de nutrientes. Será uma oportunidade para conhecer as últimas inovações tecnológicas que podem transformar a agricultura.

    Dedicado à “Inteligência de Mercado”, no quarto painel será explorado o potencial de adoção de fertilizantes especiais nas culturas de soja, milho e cana-de-açúcar, fornecendo insights valiosos sobre tendências de mercado e estratégias de adoção.

    Inscrições e Informações

    Os interessados em participar do X Abisolo Fórum e Exposição podem acessar a conhecer os palestrantes e efetuar suas inscrições através do site oficial do evento. Além disso, este evento é uma oportunidade imperdível para produtores rurais e profissionais do setor. Eles terão como se atualizarem sobre as mais recentes tendências e inovações no agronegócio.

  • Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    Safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul bate recorde histórico em 2023/2024

    A região Centro-Sul do Brasil concluiu a safra 2023/2024 com um recorde histórico de processamento de cana-de-açúcar. As unidades produtoras da região processaram 654,43 milhões de toneladas da matéria-prima, um crescimento de 19,29% em relação às 548,62 milhões de toneladas registradas na temporada 2022/2023.O maior aumento na moagem foi observado em São Paulo, que registrou avanço de 23,24% (387,60 milhões de toneladas na safra 2023/2024, ante 314,51 milhões no ciclo passado). Outros estados também bateram recordes, como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com crescimento variando de 8,74% a 17,47%. De acordo com Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, “pela primeira vez registramos recorde na moagem, na fabricação de etanol e na fabricação de açúcar no mesmo ano. A expectativa no início da safra já indicava um crescimento de produção, mas os valores registrados no final do ciclo surpreenderam”.

    Produtividade agrícola em alta

    A safra recém-encerrada foi marcada por uma notável recuperação da produtividade agrícola nos canaviais da região Centro-Sul. As lavouras registraram rendimento de 87,2 toneladas de cana por hectare colhido, aumento de 19% em relação à safra 2022/2023, de acordo com o levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).O Estado de São Paulo, responsável por 60% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, apresentou crescimento de 23,0% (90,7 toneladas por hectare nesta safra versus 73,7 toneladas por hectare no ciclo anterior), com destaque para as regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que registraram índice médio de 94,6 toneladas por hectare e aumentos de 31,5%, 20,2% e 24,8%, respectivamente. Nos demais estados produtores, o crescimento variou de 9,0% em Goiás a 20% no Mato Grosso do Sul. “Esse resultado observado no campo advém principalmente de um regime climático excepcional na primavera-verão de 2022 e início de 2023, aliado ao esforço constante da cadeia sucroenergética para a incorporação recursos tecnológicos que permitam maximizar os resultados na lavoura”, acrescentou Rodrigues.

    Qualidade da matéria-prima

    A qualidade da matéria-prima colhida na safra 2023/2024, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou redução de 1,10% na comparação com o último ciclo agrícola, atingindo 139,22 kg de ATR por tonelada.”A redução na concentração de açúcares na planta foi menos drástica do que o esperado diante índice de precipitação pluviométrica acima da média e do alongamento do período de moagem registrados neste ano”, disse o executivo.

    Produção de açúcar e etanol bate recordes

    A produção final de açúcar atingiu o recorde histórico de 42,42 milhões de toneladas na safra 2023/2024, aumento de 25,7% sobre as 33,75 milhões de toneladas registradas no ciclo passado, e crescimento de 10,3% na comparação com o recorde anterior de produção, verificado na safra 2020/2021 (38,46 milhões de toneladas).

    Rodrigues salientou que apesar do avanço na produção de açúcar, apenas 48,83% da cana-de-açúcar foi direcionado à fabricação do adoçante, sendo a maior parte da cana moída utilizada na produção de etanol.Nesse contexto, a produção de etanol no ciclo 2023/2024 também registrou recorde histórico de produção no Centro-Sul, com destaque para o impressionante aumento de 1,83 bilhão de litros de biocombustível produzidos a partir do milho de segunda safra. No total, as unidades do Centro-Sul produziram 33,59 bilhões de litros do renovável, uma alta expressiva de 16,16% em relação ao volume da última safra (28,92 bilhões de litros) e crescimento de 1,01% na comparação com o recorde anterior de produção verificado no ciclo 2019/2020 (33,26 bilhões de litros).