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  • Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) lançou o The Best of Canephora Brazil 2026, primeiro concurso internacional dedicado exclusivamente aos cafés especiais da espécie Coffea canephora, que reúne conilon e robusta.

    Produtores brasileiros vinculados ao projeto Brazil The Coffee Nation podem inscrever amostras da safra 2026 até 3 de setembro. Os melhores lotes serão selecionados por especialistas brasileiros e estrangeiros e, posteriormente, comercializados em um leilão internacional.

    A competição é organizada pela BSCA em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Concurso terá duas categorias

    O The Best of Canephora Brazil segue o modelo do Cup of Excellence, tradicional competição voltada aos cafés arábica.

    As inscrições estão divididas em duas categorias:

    • Processo Clássico: frutos secos com casca ou despolpados/desmucilados;
    • Processo Experimental: cafés canéforas submetidos à fermentação induzida, sem adição de substâncias externas ao café.

    Entre 7 e 11 de setembro, juízes brasileiros avaliarão os lotes na sede da BSCA, em Varginha (MG).

    Serão analisados critérios como tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e qualidade da bebida, seguindo protocolo internacional específico para canéforas.

    As 24 amostras que alcançarem pelo menos 83 pontos, em uma escala de zero a 100, avançarão para a Fase Internacional.

    Nessa etapa, juízes estrangeiros virão ao Brasil para selecionar os 10 melhores cafés da safra, com no máximo cinco vencedores por categoria.

    Vencedores irão a leilão internacional

    Os cafés vencedores serão comercializados em um leilão internacional presencial em 29 de novembro, durante a cerimônia de premiação em Cacoal (RO).

    Cada lote terá preço mínimo de US$ 9 por kg, equivalente a US$ 9 mil por tonelada.

    Segundo a BSCA, o valor é 140% superior à cotação de US$ 3.702 por tonelada registrada na Bolsa de Londres em 20 de agosto, referência internacional para os cafés canéforas.

    Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a competição também busca ampliar a visibilidade internacional das diferentes origens produtoras brasileiras.

    “Os constantes investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação realizados pelos produtores de canéforas no Brasil subiram o sarrafo da qualidade”, afirma Estrela.

    De acordo com o diretor, o país já produz cafés 100% robusta ou conilon de alta qualidade para consumo sem mistura com arábica, enquanto anteriormente esses grãos eram utilizados principalmente em blends.

    Produtores e empresas interessados podem consultar o regulamento e realizar a inscrição no site da BSCA.

    Cup of Excellence também recebe inscrições

    A BSCA também recebe, até 3 de setembro, inscrições para o Cup of Excellence Brazil 2026, concurso internacional de qualidade voltado aos cafés arábica especiais.

    Podem participar cafeicultores e empresas vinculados ao Brazil The Coffee Nation com cafés da safra 2026/27.

    Na edição anterior, o leilão virtual dos vencedores durou cerca de nove horas e movimentou R$ 1,8 milhão, com preço médio de R$ 15 mil por saca de 60 kg.

    O lote campeão chegou a R$ 46.803,11 por saca. Os cafés foram adquiridos por compradores da Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Malásia, Noruega e Brasil.

  • Baristas de todo o Brasil disputam título nacional dentro do Mercadão de SP

    Baristas de todo o Brasil disputam título nacional dentro do Mercadão de SP

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) promove, entre os dias 3 e 5 de setembro, os Campeonatos Brasileiros de Latte Art e de Coffee in Good Spirits (CIGS) 2026. São Paulo sedia as disputas no Espaço de Eventos do Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão, com o Santuário do Café à frente da organização das etapas.

    Na modalidade Latte Art, os baristas desenham com leite vaporizado sobre o café especial e colocam à prova tanto a técnica quanto a criatividade. Cada competidor envia previamente uma foto do desenho que pretende reproduzir e tem oito minutos para criar dois pares de xícaras baseados nessa arte.

    Os jurados avaliam a técnica e o resultado visual dos desenhos. Quem apresentar a melhor performance leva o título de campeão brasileiro e assume a vaga de embaixador dos cafés especiais do país no Campeonato Mundial de Latte Art, marcado para 17 a 19 de junho de 2027, em Lisboa, durante a feira World of Coffee Lisbon.

    Como funciona o Coffee in Good Spirits

    Já o Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits testa as habilidades de mixologia dos participantes. Cada barista tem dez minutos para preparar quatro bebidas por rodada (duas quentes ou mornas idênticas e duas frias idênticas), sempre combinando café, que precisa ser a base da receita, com álcool.

    Tomate, café e leite elevam preços dos alimentos em abril, aponta IBGE. Leia e fique por dentro do levantamento.
    Foto: Divulgação – Mapa

    Na fase final, os competidores preparam dois Irish Coffees e dois drinks autorais. Assim como na Latte Art, o vencedor representa o Brasil na etapa mundial da categoria, também disputada em Lisboa, dentro da programação da World of Coffee Lisbon.

    Quem disputa o título de Latte Art:
    • Ruan Kalebe Lopes Maltez (Campinas, SP)
    • Eduardo Olímpio dos Santos (São Paulo, SP)
    • George Leonardo Monte de Mesquita (Rio de Janeiro, RJ)
    • Ramon Dallabona (Curitiba, PR)
    • Gabriel Moreira Diniz (Rio de Janeiro, RJ)
    • Gabriel Bohn de Oliveira (Torres, RS)
    • Jeferson Luís Amaral da Rosa (Porto Alegre, RS)
    • João Victor Santos Camargo (Curitiba, PR)
    • Isis Dayene Rodrigues Correa (Gravataí, RS)
    • Tiago Gonçalves da Rocha (São Paulo, SP)
    • Felipe Silva Santos (São Paulo, SP)
    Quem disputa o título de CIGS:
    • Henrique Maruyama Wogel (Curitiba, PR)
    • Thiago Luiz dos Santos (São Paulo, SP)
    • Amanda Albuquerque (Curitiba, PR)
    • Tasmin Pereda Kihara (São José do Rio Preto, SP)
    • Emerson Nascimento (Rio de Janeiro, RJ)
    • Leonardo de Souza Oliva (Curitiba, PR)
    • Luiz Felipe Rocha da Silva (Brasília, DF)
    • Victor César Martins Cordeiro Silva (Salvador, BA)
    • Gustavo Machado Leão (Porto Alegre, RS)
    • Guilherme Barbosa Lima (Curitiba, PR)

    Sobre os Campeonatos Brasileiros de Barismo

    Desde 2016, a BSCA representa oficialmente o Brasil junto à World Coffee Events (WCE), entidade que organiza o World Barista Championship (WBC) e detém os direitos das competições em todo o mundo.

    Essa condição autoriza a Associação a realizar as etapas classificatórias que levam os campeões brasileiros às finais internacionais em sete modalidades: Barista, Latte Art, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik, esta última sem etapa nacional no Brasil.

  • Warley Café vence 2ª noite de touros na PBR Brazil em Barretos

    Warley Café vence 2ª noite de touros na PBR Brazil em Barretos

    O sul-mato-grossense Warley Oliveira da Silva, conhecido como Café, venceu a segunda noite de montarias em touro pela final nacional da PBR Brazil (Professional Bull Riders), etapa Barretos, na noite de 21 de agosto. O competidor alcançou a nota 88,3 no touro Promissor, da Companhia Paulo Emílio.

    Montaria de Warley Oliveira da Silva, o Café Foto: Alberto Gonzaga

    A arena de rodeios do Parque do Peão de Barretos recebeu a pontuação decisiva na 24ª montaria da noite. “Agradeço a Deus por ter conseguido fazer um grande trabalho e essa montaria dedico para todo mundo que torce para mim na festa”, declarou Warley Café após a disputa.

    O jovem Gabriel Henrique da Silva, de Lagoa Formosa (MG) e vencedor da primeira noite, obteve a segunda melhor nota da rodada: 87,8 pontos no touro Mago, da Companhia de Rodeio GM 5 Estrelas. Das 25 montarias realizadas na noite, apenas cinco resultaram em pontuação.

    Ranking nacional tem João Paulo Velasco na liderança

    João Paulo Velasco segue na primeira colocação do ranking nacional da PBR Brazil, com 1.368 pontos, mesmo sem pontuar na montaria do touro Fuzuê, da GM 5 Estrelas.

    A vitória da noite levou Warley Oliveira a 1.011 pontos, posição que garante o segundo lugar geral. Gabriel Henrique da Silva, revelação da temporada 2026, ocupa a terceira posição, com 820 pontos.

    Após o segundo round da etapa Barretos, Gabriel Henrique da Silva lidera a classificação com 175,2 pontos. Warley Oliveira da Silva aparece em segundo lugar, com 174 pontos, seguido por Lucas Araújo, na terceira posição, com 173,6 pontos. Adenilson dos Santos fecha o top 4, com 164,8 pontos.

    Trios de Minas Gerais vencem as duas categorias do Team Penning

    O Team Penning também movimentou a noite de sexta-feira (21), com trios de Minas Gerais conquistando os melhores tempos nas duas categorias da modalidade.

    Na Soma 6, o trio formado por Túlio Goulart Soares Soares (Pratápolis/MG), Bruna Tozzi Calixto Funchal (Passos/MG) e Juarez Antônio da Cruz Júnior (Araxá/MG) cravou o tempo de 19.331. Na Soma 11, Artur Abadio da Silva (Patrocínio/MG), Claudomiro Rocha Neto (Patrocínio/MG) e Juarez Antônio da Cruz Júnior (Araxá/MG) registraram 20.604.

    Team Roping classifica mais cinco duplas para a grande final

    As disputas de Team Roping definiram cinco novas duplas finalistas na 71ª Festa do Peão de Barretos. Na categoria Aberta, Jorge Cury (São José do Rio Preto/SP) e Adriano Augusto Rodrigues (Presidente Prudente/SP) conquistaram o primeiro lugar com o tempo de 5.99.

    Na categoria Amador, o barretense Henrique Geraige e Luís Henrique Malpica, de Colina, obtiveram o melhor tempo: 7.03.

    Tarcila Ferguson Mendes vence os Três Tambores no feminino

    A amazona Tarcila Ferguson Mendes, de Rio Verde (GO), venceu a primeira noite de Três Tambores na categoria Feminino. Entre 11 competidoras, ela cravou o tempo de 17.265 montando o cavalo The Real Deal. Loriane Souto Dias (17.974) e Marília Siqueira de Paiva (18.164) também avançaram para a final.

    Na categoria Mirim, com cinco competidores, a classificação teve Lorenzo Gumieiro Mansanaro Salvador em primeiro lugar (17.746), Tiago Gumieiro Mansanaro Salvador em segundo (18.884) e Maria Eduarda Peres Bessa em terceiro (19.024).

    Armando Losnake lidera a Sela Americana com 86 pontos

    Cinco competidores disputaram a primeira turma da Sela Americana na sexta-feira (21). O campeão de Barretos, Armando Losnake, de Piratininga (SP), alcançou a melhor nota da noite: 86 pontos no animal Bad Influence, da Pro Horse.

    Jan Peter, de Castro (PR), ficou com a segunda melhor nota, 78,50 pontos, seguido por Rafael Araújo, de Itapetininga (SP), com 74 pontos, e Caio Boer, também de Castro (PR), com 69,75 pontos. Apenas Hendrick Baldissera não pontuou entre os competidores. Neste sábado (22), a segunda turma entra na arena em busca de vaga na final do Barretão 2026.

    Israel Silva vence o Bareback com 84 pontos

    O Bareback teve cinco montarias na noite, com Israel Silva, de Cruzeiro do Sul (AC), conquistando a melhor nota: 84 pontos na égua Indiana, da Pro Horse. Ricardo Lorrayed, de Cuiabá (MT), ficou com a segunda colocação, somando 82,50 pontos na égua Jararaca, também da Pro Horse. A segunda turma da modalidade compete neste sábado (22).

    O Ranch Sorting classificou mais seis duplas para as próximas fases, três em cada categoria. Na Amador, Maria Heloysa Ramos Vitória, de Ji-Paraná (RO), e Gustavo Vale Nogueira, de Campo Grande (MS), venceram com o tempo de 28.734.

    Na categoria Aberta, os paulistas Fábio Júnior Aguiar Silva, de Taquaritinga (SP), e Euripedes Rodrigo Gomes Júnior fecharam a noite com o melhor tempo: 32.050.

  • Próximos a SP: 3 destinos no meio do mato para curtir o fim de semana

    Próximos a SP: 3 destinos no meio do mato para curtir o fim de semana

    Quem vive em São Paulo não precisa atravessar o estado para trocar prédios, trânsito e asfalto por árvores, cavalos e estradas de terra. A cerca de 100 quilômetros da capital, algumas propriedades rurais transformaram a história do campo paulista em experiência para visitantes.

    Há opções para quem procura passar o fim de semana hospedado em uma fazenda centenária, caminhar por áreas de mata ou até conhecer de perto um cafezal ainda produtivo.

    O Agro em Campo separou três destinos próximos à capital para quem quer passar algumas horas, ou dias, apenas curtindo a vibe rural.

    1. Fazenda Capoava — Itu

    A aproximadamente 90 km da cidade de São Paulo, a Fazenda Capoava, em Itu, reúne quase três séculos de história em uma propriedade que hoje funciona como hotel-fazenda.

    A sede histórica remonta ao século XVIII. O casarão, construído por volta de 1750, conserva características da arquitetura bandeirista, incluindo paredes de taipa de pilão e uma capela anexa. Antes de se tornar hotel, a propriedade atravessou diferentes ciclos da economia rural paulista, começando pela produção de açúcar.

    Para quem quer deixar a rotina urbana para trás, a programação inclui trilhas, cavalgadas monitoradas, observação da fauna e experiências culturais no Espaço Memória Capoava. A diária também dá acesso a piscina, sauna, lago e demais áreas de lazer.

    A própria fazenda organiza suas atividades em torno de pilares como educação ambiental, história, culinária brasileira, cavalos e trilhas, tornando a experiência mais ligada ao campo do que simplesmente à hospedagem.

    Onde fica: Itu (SP)
    Distância de São Paulo: aproximadamente 90 km
    Destaques: história, trilhas, cavalgadas e natureza.

    2. Hotel Fazenda Dona Carolina — Itatiba

    Outra opção para desaparecer da paisagem urbana por alguns dias fica em Itatiba, a cerca de 110 km de São Paulo.

    O Hotel Fazenda Dona Carolina ocupa uma propriedade centenária com aproximadamente 100 hectares de natureza e área de mata nativa da Mantiqueira preservada, segundo informações do próprio empreendimento.

    O passado rural continua presente na experiência oferecida aos visitantes. Há passeios que abordam a história do Brasil Colonial e a produção de café, além de visita à cachaçaria da propriedade.

    Para quem prefere atividades ao ar livre, a fazenda oferece experiências com animais e cavalos, além de passeios por suas trilhas. A programação divulgada pelo empreendimento também inclui outras atividades de lazer e aventura.

    É uma opção especialmente interessante para quem quer combinar hospedagem confortável com uma experiência ligada à história das antigas propriedades rurais paulistas.

    Onde fica: Itatiba (SP)
    Distância de São Paulo: cerca de 110 km
    Destaques: mata, cavalos, história do café e experiências rurais.

    3. Fazenda Tozan — Campinas

    A terceira opção troca a ideia tradicional de hotel-fazenda por uma experiência diretamente ligada à produção de café.

    Localizada em Campinas, a Fazenda Tozan continua produzindo o grão e abre suas áreas históricas para roteiros de turismo rural. A propriedade fica a apenas 16 km do centro de Campinas; o município, por sua vez, está a aproximadamente 90 km da capital paulista.

    Durante os roteiros culturais, os visitantes podem passar pelo cafezal, terreiro de secagem, casa-sede, antigo despolpador, mirante e outras estruturas ligadas à trajetória da propriedade.

    Há uma modalidade com piquenique pela manhã e outra realizada no período da tarde, terminando com o pôr do sol no mirante. Os passeios têm duração aproximada de três horas.

    Diferentemente das duas primeiras opções, a Tozan funciona especialmente bem para quem quer fazer um bate-volta rural e conhecer melhor a trajetória do café no interior paulista sem necessariamente passar a noite na propriedade.

    A fazenda informa que os roteiros dependem de número mínimo de participantes, por isso é importante consultar previamente a disponibilidade e as condições para visitação.

    Onde fica: Campinas (SP)
    Distância da capital: Campinas fica a cerca de 90 km de São Paulo
    Destaques: cafezal produtivo, história do café, piquenique e pôr do sol.

    Antes de colocar o pé na estrada, vale consultar diretamente cada propriedade sobre reservas, horários, atividades disponíveis e necessidade de agendamento, já que a programação pode variar ao longo do ano.

  • Evento une Brasil, EUA, Colômbia e Vietnã para debater rumo do café

    Evento une Brasil, EUA, Colômbia e Vietnã para debater rumo do café

    Representantes do maior mercado consumidor de café do planeta se juntam a líderes de dois dos principais países produtores do grão nos dias 20 e 21 de agosto, em Vitória, no ES. 

    O Vitória Coffee Summit 2026 reunirá autoridades de todo setor cafeeiro do Brasil, Estados Unidos, Colômbia e do Vietnã. O objetivo é debater os rumos da cafeicultura mundial.

    O Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV) organiza o evento, que recebe nesta edição Bill Murray, presidente da National Coffee Association (NCA), entidade que representa a indústria e os importadores de café dos Estados Unidos. Também participam Francisco Gómez, presidente do Conselho da Associação Colombiana de Exportadores de Café (Asoexport), e Nguyen Nam Hai, presidente da Vietnam Coffee-Cocoa Association (VICOFA), principal entidade do setor cafeeiro vietnamita.

    Encontro reúne consumidor e maiores produtores

    Marcus Magalhães, curador técnico do evento e uma das principais referências em inteligência de mercado para o setor, destaca o ineditismo do encontro em território nacional. Pela primeira vez no Brasil, representantes do principal mercado consumidor de café, os EUA, se reúnem com líderes dos três maiores produtores mundiais: Brasil, Colômbia e Vietnã.

    O presidente do CCCV, Fabrício Tristão, lista os temas que vão nortear os painéis do evento. O cenário geopolítico internacional, os efeitos do El Niño e das mudanças climáticas, o andamento da colheita brasileira, a busca por novos mercados internacionais, a sustentabilidade, as boas práticas agrícolas e as transformações nos hábitos de consumo.

    “O café vive um momento de transformação profunda. O mercado internacional mudou, o consumidor mudou e a dinâmica dos negócios também mudou. Hoje, não basta produzir bem. É preciso compreender cenários, antecipar movimentos e construir conexões estratégicas.”

    Executivos de peso confirmam presença

    Magalhães também ressalta a participação de nomes relevantes da indústria, como Tina Cação, diretora de Vendas da JDE Peet’s Brasil. A empresa figura entre as maiores companhias de café do mundo e detém marcas como L’OR, Pilão, Café do Ponto, Caboclo e Pelé.

    Como agência da Organização Internacional do Café (OIC), o CCCV certifica a origem das exportações do Espírito Santo, maior produtor nacional da variedade conilon e estado que também expande o cultivo do café arábico.

    A entidade elabora estatísticas de exportação e de preços praticados no estado, realiza a cotação diária do café e oferece cursos de classificação e degustação. São iniciativas que reforçam a qualificação técnica e o fortalecimento da cadeia produtiva capixaba.

    Serviço

    • Vitória Coffee Summit 2026

    • Datas: 20 e 21 de agosto

    • Local: Cais das Artes, Enseada do Suá, Vitória (ES)

  • Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro já chega a 81%

    A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avançou para 81% até o dia 14 de agosto, segundo o boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O predomínio de tempo seco e firme favoreceu as operações no campo e garantiu mais continuidade e agilidade aos trabalhos.

    Os produtores já beneficiaram cerca de 63% do café colhido na região, com rendimento médio de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 kg beneficiada. O tempo seco da semana passada permitiu que as operações de campo ganhassem ritmo, sem as interrupções comuns em períodos chuvosos.

    Café de chão preocupa e exige atenção redobrada

    Os técnicos da Expocacer registraram novo aumento no percentual de café de cataçã, ou seja, aquele colhido diretamente do chão, que já representa pouco mais de 20% do total da safra. Esse crescimento acompanha o avanço da colheita nas etapas finais em diversas áreas da região.

    Diante desse cenário, os especialistas recomendam que os produtores priorizem a retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e intensifiquem o recolhimento dos grãos caídos no solo. Segundo eles, essas ações se tornam ainda mais urgentes com a possibilidade de retorno das chuvas, já que o aumento da umidade pode comprometer tanto o andamento dos trabalhos quanto a qualidade final do produto.

    Pós-colheita e monitoramento de pragas entram no radar

    Os técnicos da cooperativa reforçam também a importância de executar os manejos pós-colheita no momento certo. Essa é uma etapa fundamental para a recuperação das plantas e a preparação delas para o próximo ciclo produtivo.

    O monitoramento de pragas ganha destaque neste período. Isso porque a combinação de tempo seco com temperaturas mais altas favorece o desenvolvimento e o crescimento das populações no campo. Os especialistas pedem atenção especial ao bicho-mineiro e ao ácaro-vermelho, com acompanhamento frequente das lavouras para identificar focos logo no início e definir o manejo mais adequado para cada situação.

    Nas áreas irrigadas, a baixa disponibilidade hídrica e as temperaturas elevadas exigem cuidado redobrado com o manejo da irrigação. Os técnicos orientam os produtores a monitorar a umidade do solo e a demanda hídrica das plantas, ajustando lâminas e turnos de rega conforme as condições de cada área. Uma estratégia que otimiza o uso da água e prepara melhor as lavouras para o ciclo seguinte.

    Previsão do tempo reforça tendência de estiagem

    Na semana passada, o tempo firme predominou na região de Patrocínim, com baixa ocorrência de chuvas. Entre os municípios monitorados pela Expocacer, apenas Uberaba registrou precipitação, com um acumulado de 0,3 milímetro.

    A previsão indica continuidade do tempo seco até o dia 20 de agosto, sem chuvas para os municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas seguem em queda gradual, oscilando entre 8°C e 15°C nos próximos dias.

    Esse padrão climático favorece tanto a conclusão da colheita quanto o processo de secagem dos grãos. Ou seja, permitindo que produtores mantenham o ritmo das atividades no campo e nos terreiros. Os técnicos reforçam ainda que este é o momento ideal para retirar os frutos remanescentes das plantas e recolher o café de chão, aproveitando a janela de tempo seco.

    Por outro lado, a extensão do período sem chuvas pode intensificar a perda de umidade do solo. Um fator que exige atenção especial nas áreas mais suscetíveis ao déficit hídrico.

  • Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Café: fim da colheita já direciona atenção à safra 2027/28

    Com a colheita da safra 2026/27 praticamente concluída, cafeicultores já concentram esforços na próxima temporada. Agora, a atenção se volta à floração e à adubação das lavouras que formarão a safra 2027/28.

    Segundo o Cepea, produtores também se preparam para retomar a aplicação de fertilizantes nitrogenados. Além disso, eles dão sequência aos plantios, reformas e renovações das lavouras. Esse movimento ocorre em meio ao cenário de preços elevados do café, que favorece os investimentos no campo.

    Café ganha poder de compra frente aos fertilizantes

    De acordo com o Centro de Pesquisas, o café apresentou melhora no poder de compra frente aos fertilizantes. Entre maio e o início de agosto, a relação de troca ficou mais favorável aos cafeicultores. O movimento ocorreu diante dos preços dos insumos acompanhados pelo Cepea, com destaque para a ureia.

    Apesar da melhora recente e da valorização do café, a relação de troca ainda exige atenção. O indicador permanece abaixo do nível observado há um ano. Por isso, pesquisadores do Cepea reforçam a importância do planejamento da adubação da próxima safra. A estratégia será fundamental para os produtores que já iniciam os preparativos para a temporada 2027/28.

  • Exportação de café do Brasil reage em julho, mas faturamento recua

    Exportação de café do Brasil reage em julho, mas faturamento recua

    O Brasil iniciou o ano-safra de café 2026/27 com sinais mistos no comércio exterior. Em julho, as exportações brasileiras de café avançaram 9,9%, totalizando o envio de 3,030 milhões de sacas de 60 kg ao exterior. No entanto, a queda nos preços globais reduziu a receita cambial do mês em 13,2%, que fechou em US$ 903,9 milhões contra o US$ 1,042 bilhão registrado no mesmo período do ciclo anterior.

    Apesar da reação mensal em julho, o balanço acumulado de janeiro a julho de 2026 ainda amarga uma retração. O país movimentou 20,897 milhões de sacas nos primeiros sete meses do ano, o que representa quedas de 5,9% em volume e de 13,1% em receita (faturando US$ 7,449 bilhões) quando comparado ao mesmo intervalo de 2025.

    O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, aponta o clima e os problemas de infraestrutura como os principais vilões desse ritmo lento. Chuvas atípicas em importantes regiões produtoras de café arábica atrasaram os trabalhos de colheita. Além disso, a falta de estrutura nos principais portos nacionais impede o embarque rápido das cargas, gerando prejuízos milionários para os exportadores devido a custos extras com armazenagem e taxas adicionais.

    A expectativa do setor é que os embarques ganhem força a partir da segunda quinzena de agosto, acompanhando o avanço da colheita do arábica. Como os produtores estão capitalizados pelas safras recentes, eles devem cadenciar as vendas, aproveitando os momentos de alta do mercado.

    Acordo histórico nos EUA deve reaquecer exportações

    Uma das grandes apostas para reverter a queda de receita é a recente vitória comercial nos Estados Unidos, principal comprador do café brasileiro. Até julho de 2026, os americanos reduziram as importações do grão brasileiro em 30,5%, adquirindo 2,590 milhões de sacas.

    Para reverter esse cenário, uma articulação conjunta entre o Cecafé, a Abic, a Abics e a National Coffee Association (NCA) eliminou as tarifas que os EUA cobravam sobre o café brasileiro. A ausência desse imposto a partir deste mês deve reaquecer as vendas para o mercado americano.

    Conilon dispara e vira o destaque do ano

    O café arábica continua na liderança absoluta das exportações, somando 14,987 milhões de sacas (71,7% do total do setimestre). Isso mesmo enfrentando um recuo de 16,6% comparado ao ano anterior.

    O grande destaque do período, contudo, é o café canéfora (conilon e robusta). A variedade registrou um crescimento impressionante de 73,5% nas exportações de janeiro a julho, alcançando 3,387 milhões de sacas enviadas ao exterior (16,2% do mercado). O segmento do café solúvel respondeu por 11,9% do volume (2,486 milhões de sacas) e o café torrado por 0,2% (36.456 sacas).

    Os cafés diferenciados,que possuem qualidade superior ou certificados de sustentabilidade, representaram 16,7% do total exportado, rendendo US$ 1,468 bilhão. Os EUA também lideram as compras dessa categoria especial.

    Santos lidera o escoamento

    No ranking dos portos, o Porto de Santos mantém o favoritismo e concentra 70,9% de todo o café escoado pelo Brasil no período, somando 14,821 milhões de sacas. O complexo portuário do Rio de Janeiro aparece na vice-liderança, respondendo por 24,7% das exportações (5,153 milhões de sacas), seguido pelo Porto de Paranaguá, com 1,1%.

    O Cecafé disponibiliza o relatório estatístico completo com os dados atualizados em seu site oficial.

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  • Café LGBT: Irmãos transformam herança familiar em negócio

    Café LGBT: Irmãos transformam herança familiar em negócio

    Quando passeia por Três Pontas, no sul de Minas Gerais, o advogado Filipe Campos Mendonça costuma ser cumprimentado com um ‘Nhaí’, saudação utilizada pela comunidade LGBTQIAP+. A expressão, que poderia soar como provocação em alguns contextos, acabou ganhando outro significado para a família.

    Nhaí também é o nome da marca de café criada por Filipe e pelo irmão, Tiago Campos Mendonça, que pertencem à terceira geração de uma família dedicada à cafeicultura na região.

    O negócio nasceu dentro da própria propriedade rural da família e passou a unir a produção de café à torrefação e à venda dos grãos.

    Café, amor e diversidade

    A ideia de criar um café LGBT partiu de Filipe depois que ele decidiu deixar o trabalho no mercado financeiro e voltar para a casa dos pais, em 2023.

    O objetivo inicial era descansar. No entanto, o contato com a propriedade rural acabou levando o advogado a aprender a operar o maquinário da fazenda e a participar do manejo do cafezal.

    “Começou como um descanso e acabou virando uma profissão”, brinca o cafeicultor.

    A aproximação com a atividade rural também foi possível depois de uma mudança importante na relação dos irmãos com a família. Dois anos antes, Filipe e Tiago haviam decidido assumir a própria sexualidade para os familiares.

    “Tivemos muito medo, inclusive de sermos expulsos de casa, mas quando vimos que teve essa aceitação, abriram-se os horizontes para estarmos mais perto e participarmos do negócio da família”, conta Tiago, diretor financeiro da Nhaí.

    Família passou a trabalhar unida

    O cafeicultor Gláucio Garcia Mendonça, pai dos irmãos, reconhece que o processo de aceitação não foi simples.

    “Da primeira vez você leva um baque, né? Mas minha esposa tem uma cabeça muito boa e com o tempo fui amadurecendo a ideia”, afirma.

    Segundo ele, a participação dos filhos na propriedade também foi uma surpresa. “No começo, eu achei que eles não gostavam de mexer com a fazenda”, relata.

    Hoje, Gláucio fornece cerca de 800 quilos de café a cada 15 dias para os filhos. Os grãos são destinados à torrefação e posteriormente comercializados.

    O produtor conta que já havia pensado em avançar para essa etapa do negócio, mas não tinha mão de obra suficiente para fazer tudo sozinho.

    “Eu já tinha esse plano, mas aí como na fazenda era tudo por minha conta, eu me questionava se compensava fazer isso sozinho”, explica.

    Com a entrada dos filhos, a divisão das atividades também mudou: Gláucio cuida das lavouras, Filipe atua na torra e a mãe dos irmãos participa da área financeira e das vendas.

    Boom nas vendas

    Além da estrutura familiar, a qualidade do produto passou a ser um dos diferenciais da marca.

    O café produzido pela família alcança mais de 84 pontos, classificação associada aos cafés especiais.

    A estratégia ajudou a impulsionar o negócio. Em apenas um ano, a Nhaí registrou crescimento superior a 400% nas vendas.

    Parte desse avanço veio depois que os irmãos fecharam contrato com uma grande rede varejista com 45 lojas em São Paulo. Além disso, a marca também comercializa os produtos em Minas Gerais e em cafeterias de Belo Horizonte.

    Representatividade dentro do agro

    Para Tiago, a criação da marca representa mais do que uma oportunidade comercial.

    A experiência dos irmãos também passou a ocupar um espaço de representatividade dentro de um setor no qual, segundo ele, produtores gays ainda enfrentam dificuldades para se posicionar.

    “A questão da representatividade foi o que mais deu forças para nos afirmarmos como produtores gays num ambiente tão difícil como o agro e para podermos trazer mais pessoas da nossa comunidade para essa luta”, afirma.

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  • Café dispara em julho mesmo com avanço da colheita

    Café dispara em julho mesmo com avanço da colheita

    Os preços do café subiram em julho, apesar do avanço da colheita brasileira da safra 2026/27. A colheita do café arábica se aproxima do fim nas principais regiões produtoras. Enquanto isso, os trabalhos com o café robusta estão praticamente encerrados.

    Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as duas variedades registraram valorização. No entanto, as chuvas nas regiões produtoras de arábica impulsionaram principalmente as cotações durante julho. As precipitações aumentaram as preocupações sobre o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.

    Colheita de arábica entra na reta final

    De acordo com agentes consultados pelo Cepea, cerca de 20% da área ainda aguarda a colheita. Na maior parte das regiões produtoras, os trabalhos já avançaram para a etapa final.

    Nesse cenário, produtores concentram os esforços no recolhimento do café do chão. Além disso, as equipes trabalham na colheita dos últimos talhões de café arábica.

    Robusta também registra alta nos preços

    O café robusta também apresentou valorização dos preços durante julho. A alta ocorreu mesmo com o aumento da oferta provocado pela finalização da colheita. Segundo o Cepea, entretanto, o volume colhido de robusta ficou abaixo do registrado nesta temporada.

    Esse cenário ajudou a sustentar os preços da variedade. Além disso, a valorização do café arábica também contribuiu para manter os preços do robusta em alta. Assim, mesmo com a colheita avançando, o mercado brasileiro de café registrou preços maiores em julho.