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  • Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Iniciativas socioambientais apoiadas pela Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) ganham destaque ao promoverem desenvolvimento sustentável, inclusão social e preservação do único bioma exclusivamente brasileiro. Abrangendo cerca de 10% do território nacional e presente em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é lar de mais de 27 milhões de pessoas e abriga uma biodiversidade única, com quase 5 mil espécies de plantas e mais de 1.100 espécies animais, muitas delas exclusivas da região.

    Entre os projetos de destaque está o “Mulheres Camponesas, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis na Caatinga”, realizado no Agreste pernambucano. Com investimento social de R$ 500 mil da Fundação BB, a iniciativa promove a recuperação de áreas degradadas, a implantação de quintais produtivos e a formação em agroecologia para mulheres assentadas da reforma agrária. Os quintais produtivos, próximos às residências, integram hortas, plantas medicinais e frutíferas, fortalecendo a agricultura familiar, a autonomia econômica e a preservação ambiental.

    Segundo representantes da entidade executora, o projeto já mostra impacto positivo nas comunidades, estimulando o reflorestamento e a convivência sustentável com o bioma. Nos municípios de Caruaru e São Joaquim do Monte, 60 famílias são beneficiadas diretamente, e outras 150 pessoas de forma indireta. A iniciativa aposta na diversidade de cultivos, uso de sementes crioulas e redução de insumos químicos, promovendo uma produção mais resiliente e sustentável.

    Tecnologia social e segurança alimentar

    Outro exemplo de transformação é o projeto “Nas Ramas da Esperança”, desenvolvido há 15 anos no Sertão do São Francisco. Em 2024, a iniciativa recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação BB, ampliando sua atuação para 11 estados e 153 municípios. O projeto destaca-se pela introdução de alimentos biofortificados, como batata-doce, macaxeira e feijão, fundamentais no combate à fome e na diversificação da produção agrícola adaptada ao semiárido. Além de garantir segurança alimentar, o projeto capacita jovens e fortalece o protagonismo feminino nas comunidades rurais.

    Caatinga: potência ambiental e social

    A Caatinga, frequentemente subestimada por sua aparência seca, é um dos maiores trunfos ambientais do Brasil no combate ao aquecimento global, graças à sua eficiência na captura de carbono e à vegetação adaptada ao clima semiárido. O bioma enfrenta desafios como desmatamento, queimadas e degradação do solo, mas projetos de desenvolvimento sustentável e políticas públicas vêm fortalecendo sua preservação e valorizando o conhecimento local.

    A Fundação Banco do Brasil, ao lado de comunidades e parceiros, demonstra que o sertão pode florescer com inovação, inclusão e respeito ao meio ambiente. No Dia Nacional da Caatinga, o bioma se reafirma como espaço de vida, trabalho e esperança para milhões de brasileiros.

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  • Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Uma jiboia de grande porte foi flagrada cruzando uma estrada na Caatinga paraibana, em cena que chamou atenção pelo tamanho e comportamento do animal. O vídeo, capturado pelo @caiobernardo0, mostra o réptil percorrendo toda a extensão da via, da margem esquerda à direita, em movimento tranquilo e contínuo.

    A serpente, descrita como “gigante” por especialistas, ocupou praticamente toda a faixa da estrada durante a travessia, evidenciando sua envergadura impressionante. O bioma Caatinga, conhecido por abrigar espécies adaptadas ao clima semiárido, surpreende mais uma vez com a biodiversidade singular — incluindo répteis de porte considerável.

    Importância ecológica

    O episódio reforça a necessidade de preservação da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro que concentra espécies endêmicas e ecossistemas vulneráveis. A presença de jiboias saudáveis no ambiente indica equilíbrio ecológico, já que esses répteis atuam como controladores de populações de roedores e outros pequenos animais.

    Comportamento das jiboias na região

    Registros recentes na Caatinga incluem cenas raras, como grupos de jiboias em período reprodutivo (como o flagrado na Paraíba em 2024), além de fêmeas com dezenas de filhotes — comportamento associado à recuperação energética pós-parto. A jiboia, embora não exerça cuidado parental prolongado, mantém proximidade com a prole nos primeiros momentos.

    Preservar a Caatinga é proteger histórias como esta, que revelam a riqueza natural muitas vezes subestimada do Nordeste brasileiro.

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  • Programa Amigos da Onça promove coexistência na Caatinga

    Programa Amigos da Onça promove coexistência na Caatinga

    Na região da Área de Proteção Ambiental (APA) do Boqueirão da Onça, norte da Bahia, um projeto inovador busca equilibrar a preservação de felinos ameaçados e o cotidiano de comunidades rurais. O Programa Amigos da Onça (PAO), do Instituto Pró-Carnívoros, em parceria com a ENGIE Brasil Energia, está ampliando ações para proteger as últimas populações de onças-pintadas (Panthera onca) e onças-pardas (Puma concolor) da Caatinga, bioma onde esses animais enfrentam riscos críticos de extinção.

    Desafios da convivência no sertão

    Com apenas 30 onças-pintadas e 120 onças-pardas estimadas na região, a Caatinga baiana é um dos últimos refúgios desses felinos no Nordeste. A expansão de atividades humanas, como a pecuária extensiva, aumenta os conflitos: as onças, que não distinguem entre presas silvestres e rebanhos domésticos, frequentemente atacam cabras e ovelhas, levando a retaliações por parte de produtores. “Na região da Caatinga, o manejo é extensivo e os rebanhos costumam dormir na serra, que geralmente são áreas mais preservadas. Esse comportamento favorece o encontro com as onças, que não distinguem entre presas naturais e domésticas”, explica Carolina Esteves, coordenadora técnica do projeto.

    Carolina Esteves, pesquisadora associada do Instituto Pró-Carnívoros e co-fundadora do “Programa Amigos da Onça”

    A nova fase do PAO, financiada pela ENGIE, inclui a duplicação da área monitorada com câmeras trap (de 20 para 40 equipamentos). Essa é uma estratégia essencial para mapear rotas e hábitos das onças. Além disso, um “curral-piloto” será construído para testar estruturas de proteção aos rebanhos, reduzindo predações. O modelo inspira-se em iniciativas bem-sucedidas em outros biomas, utilizando materiais resistentes e designs que impedem o acesso dos felinos.

    O programa prevê a distribuição de cartilhas educativas adaptadas para crianças e adultos em cinco comunidades e três escolas da APA do Boqueirão da Onça. Os materiais trazem orientações práticas, como como agir ao encontrar uma onça e procedimentos em casos de ataques a rebanhos. Oficinas do Programa Conexão ENGIE também levarão moradores a visitarem os parques eólicos da empresa (Umburanas, Campo Largo I e II). Portanto, integrando educação ambiental e geração de energia renovável.

    Por que preservar as onças?

    Além do valor ecológico — as onças são espécies-chave para o equilíbrio da Caatinga —, a iniciativa reforça o turismo de observação de fauna, potencial fonte de renda para comunidades. “O Instituto Pró-Carnívoros atua com valores essenciais para o negócio da ENGIE, unindo respeito ao meio ambiente e o apoio às comunidades onde atuamos. Essa iniciativa integra essas duas frentes em um único projeto. Estamos entusiasmados para acompanhar os resultados dessa parceria ao longo dos próximos meses”, destaca Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil.

    Karen Schröder, gerente de Meio Ambiente da ENGIE Brasil Energia

    Com duração inicial de 12 meses (a partir de dezembro de 2024), a parceria servirá como modelo para replicação em outras áreas do semiárido. Dados coletados serão compartilhados com órgãos ambientais, contribuindo para políticas públicas de conservação.

    Com 12 anos de atuação, o instituto alia pesquisa científica e diálogo com comunidades, tendo já reduzido em 60% os ataques a rebanhos em projetos anteriores. O PAO é hoje uma referência nacional na coexistência entre humanos e grandes felinos.

    Para saber mais, acesse os sites oficiais do Instituto Pró-Carnívoros e da ENGIE Brasil para detalhes sobre como apoiar a iniciativa.

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  • Caatinga retira da atmosfera 5,2 t de carbono por hectare

    Caatinga retira da atmosfera 5,2 t de carbono por hectare

    Um estudo realizado pelo Observatório Nacional da Dinâmica da Água e do Carbono no Bioma Caatinga (OndaCBC) revela que a Caatinga, um bioma exclusivo do Brasil, se destaca como um dos mais eficientes sumidouros de carbono do planeta. Ao longo de quase uma década, a região conseguiu retirar da atmosfera uma média impressionante de 5,2 toneladas de carbono por hectare anualmente, ou 527 gramas por metro quadrado.

    A pesquisa comparou os dados da Caatinga com outras regiões secas ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos, Canadá, México, Espanha, Austrália e até mesmo áreas na África e América do Sul. Os resultados colocam a Caatinga em uma posição privilegiada, superando até mesmo as florestas da Amazônia em termos de eficiência na captura de carbono.

    O professor Bergson Bezerra, líder do OndaCBC, destaca que a taxa máxima registrada em outros locais foi de 548 gramas de carbono por metro quadrado, encontrada em uma floresta no Peru. “A Caatinga está seguramente entre os maiores sumidouros entre as florestas secas do mundo”, afirma Bezerra.

    A pesquisa identificou que a precipitação é o fator mais importante para as trocas de carbono no bioma. Embora a temperatura, radiação e umidade permaneçam relativamente constantes ao longo do ano, as chuvas, mesmo que em quantidades modestas, têm um impacto significativo. Elas estimulam o crescimento da vegetação, aumentando assim a capacidade da Caatinga de absorver CO₂ da atmosfera. “As chuvas atuam como um catalisador para o crescimento vegetal, tornando o bioma altamente eficaz na captura desse gás”, explica Bezerra.

    Metodologia: rede de torres micrometeorológicas

    Desde 2010, o OndaCBC tem coletado dados em várias torres micrometeorológicas localizadas em municípios estratégicos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A torre mais antiga e completa está instalada na Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), onde monitora uma área nativa há 13 anos. A pesquisadora Magna Soelma Beserra ressalta que essa rede de torres permite uma análise abrangente das trocas de energia e carbono no bioma.

    Os dados coletados incluem variáveis meteorológicas como chuva, radiação solar e temperatura, além das concentrações de vapor d’água e dióxido de carbono. “Antes do Observatório, não tínhamos dados consistentes sobre o potencial da Caatinga como sumidouro de carbono. Agora estamos obtendo evidências robustas que confirmam sua eficácia”, afirma Beserra.

    Implicações para políticas públicas

    Os resultados do estudo têm implicações significativas para a formulação de políticas públicas voltadas à conservação e manejo sustentável da Caatinga. Aldrin Perez Marin, pesquisador do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), argumenta que os dados podem subsidiar programas de crédito de carbono na região. “Esses programas podem gerar benefícios econômicos e ambientais a curto e médio prazo”, destaca Marin.

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    Além disso, ele enfatiza a importância da Caatinga na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. “A eficiência da Caatinga em capturar carbono fortalece o argumento para políticas públicas que promovam sua conservação”, acrescenta.

    A biodiversidade da caatinga

    Ocupando cerca de 11% do território brasileiro em uma área aproximada de 850 mil quilômetros quadrados, a Caatinga é um ecossistema rico em biodiversidade adaptada às condições semiáridas. Embora antes fosse considerada uma região com baixa diversidade de espécies, estudos recentes revelam uma ampla gama de flora e fauna endêmicas.

    Além disso, a Caatinga desempenha serviços socioambientais essenciais, como regulação do clima e controle da erosão. O pesquisador Aldrin Perez Marin também observa que o bioma possui potenciais socioeconômicos significativos através do aproveitamento sustentável de frutos nativos e plantas medicinais.

    Preservação e futuro sustentável

    Os resultados obtidos pelo OndaCBC não apenas destacam a importância da Caatinga como um sumidouro eficiente de CO₂, mas também ressaltam a necessidade urgente de preservar esse ecossistema vital. As pesquisas em andamento têm o potencial de informar políticas públicas que visem à recuperação de áreas degradadas e à conservação das áreas intactas.

    Compreender o papel crucial da Caatinga na mitigação das mudanças climáticas é essencial para garantir um futuro sustentável para as comunidades locais que dependem desses recursos naturais. À medida que novas pesquisas são realizadas, espera-se que elas sirvam como um alerta sobre a importância da preservação dos ecossistemas secos, muitas vezes negligenciados mas fundamentais para a saúde ambiental global.