Tag: Brasil

  • Alerta: parasita da alface que causa diarreia explosiva afeta milhares de pessoas

    Alerta: parasita da alface que causa diarreia explosiva afeta milhares de pessoas

    O número de infecções por ciclosporíase associadas ao consumo de alface contaminada ultrapassa 27 mil casos nos Estados Unidos, segundo estimativas de autoridades sanitárias americanas. A doença, causada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis, provoca sintomas gastrointestinais intensos, mas raramente evolui para óbito.

    “Você mal consegue chegar ao banheiro”, descreve o epidemiologista Alejandro Macías, da Universidade de Guanajuato, ao comentar os episódios de diarreia explosiva e vômitos que caracterizam o quadro clínico.

    O surto também ultrapassou as fronteiras americanas. A UKHSA (Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido) confirmou 67 casos entre viajantes britânicos que visitaram recentemente o território mexicano e retornaram ao país de origem já infectados, em 2026.

    Como o parasita contamina alimentos e provoca a infecção

    A contaminação humana acontece pela ingestão de água ou alimentos crus lavados de forma inadequada. Diferentemente de vírus e bactérias comuns, o Cyclospora cayetanensis precisa permanecer um período no ambiente depois de eliminado nas fezes antes de se tornar infeccioso. Essa característica torna a transmissão direta entre pessoas incomum, segundo especialistas.

    A ciclosporíase provoca diarreia intensa e aquosa, cólicas abdominais, náuseas, cansaço extremo e perda de peso. Em casos sem tratamento adequado, os sintomas podem persistir por semanas, com períodos de melhora seguidos de recaídas.

    A agência britânica orienta viajantes que visitam áreas de risco a consumir apenas água engarrafada e evitar vegetais crus ou frutas com casca. A recomendação vale especialmente para quem passa pelo México e por regiões dos EUA atingidas pelo surto, hoje concentrado sobretudo em Michigan e em estados vizinhos do Centro-Oeste americano.

    O Brasil corre risco de importar o surto?

    Segundo levantamento do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de São Paulo, o Brasil não importa vegetais frescos de consumo cru dos Estados Unidos nem do México. O que reduz significativamente a chance de o país “importar” diretamente o surto atual. A alface suspeita de originar o surto, fornecida pela empresa Taylor Farms e distribuída, entre outras redes, à Taco Bell, circula apenas no mercado americano.

    Mesmo assim, o país já enfrentou um episódio semelhante: em 2000, um surto de ciclosporíase atingiu cerca de 350 pessoas na cidade de General Salgado, no interior paulista, com o parasita confirmado em análises do Hospital das Clínicas da USP.

    Especialistas também apontam um problema à parte: a subnotificação. Exames de fezes de rotina, usados na maior parte dos postos de saúde brasileiros, frequentemente não detectam o Cyclospora. A identificação exige colorações especiais de laboratório ou testes moleculares (PCR de painel gastrointestinal), pouco disponíveis fora de centros de referência. O que sugere que casos isolados no Brasil podem passar despercebidos mesmo fora de um cenário de surto.

    Grupos de maior risco e cuidados de prevenção

    Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas apresentam maior risco de desidratação e complicações. A lavagem cuidadosa de frutas e verduras reduz o risco de contaminação, mas não elimina totalmente o parasita, resistente aos desinfetantes de uso doméstico mais comuns.

    Para viajantes que se dirigem a áreas afetadas, a recomendação médica soma-se à da UKHSA: preferir água engarrafada, evitar saladas prontas ou vegetais crus de origem duvidosa e descartar folhas externas de hortaliças antes do preparo.

  • Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    A aquisição de leite cru por estabelecimentos que operam sob algum tipo de inspeção sanitária chegou a 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026.

    O volume representa uma alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Produção Animal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa considera estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.

    Apesar do crescimento na comparação anual, o resultado foi menor do que o observado nos três primeiros meses deste ano.

    Aquisição de leite recua frente ao primeiro trimestre

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite apresentou queda de 2,5%.

    Nos primeiros três meses do ano, o IBGE havia registrado aquisição de aproximadamente 6,78 bilhões de litros de leite cru por estabelecimentos inspecionados.

    A diferença entre as duas comparações é importante: enquanto o setor apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve redução na passagem de um trimestre para o outro.

    Os números fazem parte das pesquisas do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos de galinha, que acompanham trimestralmente alguns dos principais segmentos da produção pecuária brasileira.

    Produção de ovos chega a 1,25 bilhão de dúzias

    A produção de ovos de galinha também apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026.

    Segundo o IBGE, foram produzidas 1,25 bilhão de dúzias de ovos no período. O resultado corresponde a uma alta de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

    Na comparação com os três primeiros meses de 2026, o crescimento foi mais expressivo, de 2,6%.

    No primeiro trimestre, a produção havia alcançado cerca de 1,21 bilhão de dúzias, segundo os dados divulgados anteriormente pelo instituto.

    Os resultados são preliminares e integram o acompanhamento trimestral realizado pelo IBGE sobre a atividade pecuária brasileira.

  • Brasil pode voltar à lista de exportadores da UE em 2026

    Brasil pode voltar à lista de exportadores da UE em 2026

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (18) que acredita que o Brasil será reincluído ainda em 2026 na lista de países autorizados a exportar proteínas animais e derivados para a União Europeia (UE).

    A expectativa ocorre após o bloco europeu retirar o Brasil da relação de países autorizados a fornecer determinados produtos de origem animal. A medida, relacionada às exigências sobre o controle do uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas, está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026.

    No entanto, a eventual reinclusão na lista não significa que todas as cadeias voltarão a exportar imediatamente.

    Carne bovina pode demorar mais para retornar

    André de Paula explicou que o prazo para a retomada dos embarques dependerá do ciclo de produção de cada cadeia animal.

    No caso da carne bovina, por exemplo, o ministro afirmou que não há expectativa de retorno imediato, porque o ciclo de produção do gado é mais longo.

    “O que nós estamos brigando é para que nós sejamos reincluídos na lista porque na lista, quando inclui um país, não quer dizer que vai comprar do país, quer dizer que o país está habilitado a lhe fornecer. Se voltarmos, como vamos voltar à lista, aí você terá a sinalização para que, em tendo a carne nas condições em que o mercado europeu exige, você fornece”, afirmou em entrevista à rádio Nova Brasil Recife.

    O ministro também destacou que a reinclusão depende da adequação dos produtos brasileiros às exigências sanitárias europeias.

    “A luta no primeiro momento, que estamos trabalhando e tenho certeza que vamos ter sucesso, é para realistar o Brasil. No segundo momento, vamos ter o produto de acordo com as exigências colocadas pelo mercado europeu e vamos voltar a fornecer nossa carne bovina, nossas aves, nosso pescado, nosso mel, nossos ovos”, acrescentou.

    Exigências sobre antimicrobianos

    A retirada do Brasil da lista europeia está relacionada à necessidade de comprovação de que os requisitos do bloco sobre antimicrobianos são cumpridos ao longo da cadeia produtiva.

    A questão envolve mecanismos de controle, certificação e rastreabilidade capazes de demonstrar a conformidade dos produtos destinados ao mercado europeu. A decisão europeia não equivale, por si só, à constatação de contaminação da carne brasileira.

    Além disso, o ministro salientou que ficar fora da lista pode gerar impactos além do mercado europeu.

    Outros países podem seguir exigências da UE

    Segundo André de Paula, entre 10 e 18 países também seguem exigências sanitárias baseadas nas regras europeias e poderiam adotar medidas semelhantes.

    “A União Europeia é um mercado importante e muitos países regulam as exigências sanitárias que fazem a partir da regulação da UE. Não poder fornecer para a UE tem como implicação também não fornecer para [uma lista de] 10 a 18 países que seguem essas regras. Ainda não estão definidos, mas como seguem as regras, podem seguir no mesmo caminho”, afirmou André de Paula.

    Recentemente, a Noruega decidiu acompanhar a decisão europeia e não comprar os produtos a partir de 3 de setembro.

    Governo espera retomar fornecimento

    Questionado sobre o restabelecimento do fornecimento, o ministro disse que a normalização do comércio pode demorar para algumas cadeias.

    “Trabalhamos para realistar, sim, nesse semestre. O fornecimento depende muito do período da cadeia”, completou.

    “Imagino que a carne bovina não [volte em setembro] porque temos um ciclo do boi muito maior que o da ave. Essas pactuações permitem que rapidamente, como o ciclo da ave é 45 dias, possamos ter aves que estejam aptas a voltar a ter o status de estar na lista de países que fornecem a Europa”, explicou.

    Negociações envolvem diferentes áreas do governo

    André de Paula afirmou que o governo brasileiro trabalha em diferentes frentes para tentar solucionar a questão.

    Segundo ele, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura participa das negociações técnicas, enquanto o chanceler Mauro Vieira atua na frente diplomática e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa das negociações em nível de Estado.

    “Estamos trabalhando intensamente para que isso [interrupção no fornecimento] não ocorra. Tenho expectativa favorável em relação a essa questão”, disse.

    “É uma questão tão importante que envolve todos os níveis do governo (…) Tem a esfera diplomática, e o chanceler Mauro Vieira está envolvido, e próprio presidente Lula participa dessas questões com negociações diretas com as maiores autoridades da comunidade europeia. É um esforço que envolve o país todo”, completou.

    Ministro cita interesses comerciais nas negociações

    André de Paula disse ainda que “por trás das questões técnicas tem questões econômicas e políticas” e, por isso, as negociações são intensas.

    “A carne bovina brasileira tem competitividade enorme. Muitos países da Europa têm carne oito vezes mais cara que a nossa. É evidente que por trás de exigências sanitárias também existem interesses que a gente compreende. Todo país luta para proteger seus produtores e isso exige diálogo”, explicou.

    O ministro também lembrou que há interesses de países europeus em manter o comércio de seus produtos com o Brasil e afirmou que o governo brasileiro possui “instrumentos importantes” nas negociações.

    “A França tem interesse na exportação de vinho, a Espanha do azeite. Todos têm seu interesse. É uma pactuação que envolve o governo todo”, concluiu.

  • Agroindústria perde força e fecha primeiro semestre em queda

    Agroindústria perde força e fecha primeiro semestre em queda

    A agroindústria iniciou 2026 com a produção em alta, mas perdeu força ao longo dos meses seguintes. Com isso, encerrou o primeiro semestre com retração acumulada de 0,3%, segundo o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV (FGV Agro).

    O desempenho, porém, variou entre os segmentos. Enquanto as indústrias não alimentícias registraram queda de 2% na produção no semestre, as de alimentos e bebidas avançaram 1,1%. De acordo com o FGV Agro, “a desaceleração da economia brasileira e as turbulências no setor externo explicam a perda de ritmo do setor”.

    Entre os segmentos analisados, a indústria de insumos agropecuários apresentou o pior resultado, com queda de 8,3% na produção. O setor já vinha registrando retração desde 2025 e teve o desempenho agravado pela guerra no Oriente Médio, devido aos “potenciais efeitos sobre custos e disponibilidade de insumos”, segundo o centro de estudos.

    Outros segmentos também fecharam o semestre no vermelho. A produção de produtos têxteis recuou 5%, enquanto a de produtos florestais caiu 2,4%.

    Na direção oposta, as indústrias de biocombustíveis registraram forte crescimento. A produção avançou 18,1% no semestre, impulsionada principalmente pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar. As indústrias de fumo também tiveram resultado positivo, com alta de 1,6%.

    Agroindústria perde ritmo no segundo trimestre

    O desempenho da agroindústria também mudou de forma significativa entre os dois primeiros trimestres do ano. Entre janeiro e março, o PIMAgro cresceu 0,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já entre abril e junho, o indicador registrou queda de 0,8% na comparação anual.

    No segmento de alimentos e bebidas, entretanto, todas as indústrias apresentaram crescimento no primeiro semestre. O destaque ficou com as bebidas alcoólicas e não alcoólicas, que registraram alta de 1,5% cada.

    A produção de alimentos de origem animal também avançou. O crescimento foi de 1,3%, impulsionado principalmente pelos setores de carnes e laticínios.

    Já as indústrias de alimentos de origem vegetal tiveram alta mais moderada, de 0,4% até junho. O resultado foi sustentado pela produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, moagem de trigo e café.

    Ainda assim, o segmento perdeu força ao longo do semestre. Depois de avançar 4,4% no primeiro trimestre, a produção recuou 2,7% entre abril e junho.

    Em junho, o PIMAgro caiu 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. Foi a segunda queda consecutiva do indicador.

    Cota chinesa e exportações podem pressionar setor

    Para o FGV Agro, a agroindústria deve enfrentar novos desafios no segundo semestre. Um dos principais fatores é o preenchimento da cota chinesa para a carne bovina.

    Segundo o centro de estudos, a produção destinada ao mercado asiático vinha contribuindo para sustentar um dos segmentos mais dinâmicos do indicador. Com o limite de embarques, portanto, esse impulso pode perder força nos próximos meses.

    Além disso, a interrupção dos embarques de produtos de origem animal para a União Europeia, prevista para entrar em vigor em 3 de setembro, também deve pressionar o desempenho da agroindústria brasileira no segundo semestre.

  • Mercado da tilápia aposta em recuperação de preços na segunda metade de 2026

    Mercado da tilápia aposta em recuperação de preços na segunda metade de 2026

    O mercado brasileiro de tilápia iniciou o ano em alta, impulsionado pelo aumento da demanda durante a Quaresma e a Semana Santa, mas perdeu força ao longo do segundo trimestre.

    A desaceleração sazonal do consumo, somada à chegada do inverno e ao avanço das importações de pescado do Vietnã, ampliou a pressão sobre os preços pagos aos produtores e comprometeu a rentabilidade de parte da cadeia produtiva.

    A partir do fim do primeiro semestre, no entanto, as compras externas começaram a perder ritmo. Dados da Embrapa Pesca e Aquicultura mostram que as importações de tilápia do Vietnã atingiram o pico de 1.956 toneladas em março. E recuaram nos meses seguintes, até chegarem a 1.342 toneladas em junho e 957 toneladas em julho. Ou seja, uma queda de aproximadamente 29% em relação ao mês anterior.

    Sazonalidade e importações pressionaram os preços

    O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, atribui o comportamento dos preços no primeiro semestre à sazonalidade tradicional do mercado, que combina valorização no início do ano com acomodação nos meses seguintes.

    “O primeiro trimestre foi bastante positivo para os produtores. No entanto, a chegada do inverno reduziu a demanda e coincidiu com um aumento expressivo das importações no início do ano, contribuindo para pressionar os preços pagos ao produtor.”

    São Paulo, principal mercado consumidor do país, sentiu o efeito com mais intensidade. Segundo Medeiros, o volume de tilápia importada correspondeu a cerca de 30% da produção paulista estimada nos cinco primeiros meses do ano, o que ampliou a concorrência com o produto nacional.

    “As importações afetam diretamente a formação dos preços e pressionam a saúde financeira das empresas da cadeia produtiva. É uma concorrência que ocorre justamente em um momento de menor consumo. Tornando o cenário ainda mais desafiador para os produtores brasileiros”, analisa o executivo.

    Desaceleração das importações melhora perspectivas para o segundo semestre

    A redução das compras externas nos últimos meses abre espaço para uma perspectiva mais positiva na segunda metade do ano. São Paulo e Santa Catarina concentram cerca de 83% das importações acumuladas em 2026, com 4.068 toneladas e 3.433 toneladas, respectivamente. Em julho, porém, Santa Catarina assumiu a liderança nas compras mensais, com 419 toneladas, enquanto São Paulo importou 364 toneladas.

    A PEIXE BR projeta recuperação gradual dos preços pagos ao produtor no segundo semestre, sustentada pela retomada sazonal do consumo e pelas medidas adotadas por estados como Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, que passaram a impor restrições ou exigências à comercialização da tilápia importada do Vietnã.

    “A tendência é de manutenção e até de recuperação dos preços ao produtor no segundo semestre. As iniciativas adotadas pelos estados ajudam a reduzir a pressão das importações sobre o mercado interno. E podem contribuir para restabelecer um ambiente mais equilibrado para a produção nacional”, conclui Medeiros.

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  • Oscar do Chocolate: Brasil conquista 32 medalhas na competição

    Oscar do Chocolate: Brasil conquista 32 medalhas na competição

    Dez marcas brasileiras foram premiadas na etapa das Américas do International Chocolate Awards, competição internacional dedicada a chocolates artesanais e produtos feitos no modelo bean-to-bar e craft chocolatier.

    Na relação apresentada para a edição, os chocolates brasileiros aparecem com medalhas de ouro, prata e bronze em diferentes categorias, incluindo produtos com ingredientes como cupuaçu, coco, café, queijo Canastra, doce de leite, açaí, castanha-do-pará e castanha de baru.

    A competição reúne produtores da América Latina e do Caribe. Os vencedores das categorias regionais seguem para a etapa mundial do prêmio.

    https://www.instagram.com/p/Db_s2AAJgsK/?igsh=NWVtbzZ3bjB5dWph

    Cacau Dourado conquista os dois ouros

    Entre os produtos brasileiros premiados, a Cacau Dourado, de Minas Gerais, conquistou os dois ouros relacionados ao Brasil na lista apresentada.

    Os vencedores foram o Chocolate 70% Cacau com Cupuaçu, na categoria de barras de chocolate amargo com inclusões ou pedaços, e o Chocolate Branco Caramelo com Coco, na categoria de barras de chocolate branco com inclusões ou pedaços.

    Segundo Marcilia Vitória Martins Araújo, proprietária da marca mineira, a criação do chocolate branco foi inspirada em uma memória familiar.

    A empresária contou que o produto foi desenvolvido para lembrar o sabor do doce de leite preparado pela mãe durante sua infância.

    Chocolate brasileiro valoriza ingredientes nacionais

    A relação de premiados mostra a presença de ingredientes associados à biodiversidade e à produção brasileira.

    Entre os produtos reconhecidos aparecem combinações com cupuaçu, açaí, castanha-do-pará, castanha de baru, milho, banana, maracujá e café.

    A presença desses ingredientes também aproxima a premiação do setor de agronegócio, já que o chocolate depende de uma cadeia que começa na produção do cacau e envolve processamento, indústria e agregação de valor.

    Além disso, o movimento também reforça o espaço ocupado pelo chocolate artesanal e pelo modelo bean-to-bar, no qual o produtor controla diferentes etapas da transformação do cacau até a fabricação do chocolate.

    Veja os sabores premiados

    Medalhas de ouro

    Chocolate 70% Cacau com Cupuaçu
    Marca: Chocolates Cacau Dourado
    Categoria: Barras de chocolate amargo com inclusões ou pedaços

    Chocolate Branco Caramelo com Coco
    Marca: Chocolates Cacau Dourado
    Categoria: Barras de chocolate branco com inclusões ou pedaços

    Medalhas de prata

    Variedade Catongo 80% Chocolate Amargo
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barra de chocolate amargo simples/de origem

    Chocolate Branco ao Leite Caramelizado
    Marca: DoSemente Cacau
    Categoria: Barras de chocolate branco simples/de origem

    Chocolate Branco 35% Cacau Doce de Leite
    Marca: Chocolates Mendoá
    Categoria: Barras de chocolate branco simples/de origem

    Chocolate amargo intenso com especiarias suaves
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barras de chocolate amargo com infusão ou aromatizante

    Hojicha Razuberi
    Marca: Velmont
    Categoria: Barras de chocolate amargo com infusão ou aromatizante

    Chocolate ao Leite com Café Blum’s
    Marca: Miroh! Fabricantes de Chocolate
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com infusão ou aromatizante

    Chocolate com Queijo Canastra e Doce de Leite
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Mel & Baru 50% ao Leite
    Marca: Chocolates Mestiço
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Chocolate 33% Milho
    Marca: Jucolatte
    Categoria: Barras de chocolate branco com infusão ou aromatizante

    Banana de Ouro
    Marca: Velmont
    Categoria: Barras de chocolate branco com infusão ou aromatizante

    Chocolate Branco com Maracujá Liofilizado
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barras de chocolate branco com inclusões ou pedaços

    Dragée Coffee Beans
    Marca: Nugali
    Categoria: Drageias de chocolate amargo, nozes inteiras cobertas

    Bombom de Cupuaçu com Cumaru
    Marca: Miroh! Fabricantes de Chocolate
    Categoria: Pastas de frutas cobertas com chocolate branco, geleias/gelées

    Medalhas de bronze

    Chocolate Amargo 70% Cacau – Cacau em Flor
    Marca: Nugali
    Categoria: Barras de chocolate amargo simples/de origem

    Catongo Varietal Intenso 67%
    Marca: Chocolates Mestiço
    Categoria: Micro-lotes – Barras de chocolate amargo simples/de origem

    Chocolate ao Leite 40% Cacau Do Céu
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barras de chocolate ao leite simples/de origem

    Chocolate ao Leite 45% Cacau
    Marca: Nugali
    Categoria: Barras de chocolate ao leite simples/de origem

    Chocolate 41% Cacau ao Leite
    Marca: Cacau Dourado Chocolates
    Categoria: Micro-lotes – Barras de chocolate ao leite simples/de origem

    Chocolate ao Leite 55% Cacau
    Marca: DoSemente Cacau
    Categoria: Micro-lotes – Barras de chocolate ao leite simples/de origem

    Chocolate Branco 35%
    Marca: Chocolates Mestiço
    Categoria: Barras de chocolate branco simples/de origem

    Café con Ron
    Marca: Mission Chocolate
    Categoria: Barras de chocolate amargo com infusão ou aromatizante

    Chocolate Amargo 70% com Açaí Frágil
    Marca: Nugali
    Categoria: Barras de chocolate amargo com inclusões ou pedaços

    45% ao Leite, Banana e Castanha de Caju
    Marca: Miroh! Fabricantes de Chocolate
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Chocorock
    Marca: Cacau Dourado Chocolates
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Chocolate ao leite 45% cacau com castanha-do-pará
    Marca: Nugali
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Chocolate 50% Cacau ao Leite com Cupuaçu
    Marca: Chocolates Mendoá
    Categoria: Barras de chocolate ao leite com inclusões ou pedaços

    Coquito
    Marca: Mission Chocolate
    Categoria: Barras de chocolate branco com infusão ou aromatizante

    Chocolate Branco e ao Leite com Queijo Azul
    Marca: Chocolates Cacau do Céu
    Categoria: Barras de chocolate combinadas com inclusões ou pedaços

    Dragée Cocoa Nibs
    Marca: Nugali
    Categoria: Drageias de chocolate amargo, nozes inteiras cobertas

    Drageado Cupuaçu 65%
    Marca: Chocolates Mestiço
    Categoria: Fruta inteira coberta com chocolate amargo

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  • Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    A Angola prepara uma área de 800 mil hectares para receber operações de empresas brasileiras do agronegócio. A iniciativa faz parte da estratégia do governo angolano para ampliar a produção agrícola, reduzir a dependência de importações e desenvolver novas cadeias produtivas no país.

    A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (12) pelo ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac Maria dos Anjos, durante o Fórum do Agronegócio Angola-Brasil, realizado pelo LIDE Angola, em Luanda.

    Segundo o governo, a área deverá ser disponibilizada para o levantamento e o ordenamento de operações empresariais integradas às comunidades locais.

    https://www.instagram.com/p/Db_Slj8JAH0/?igsh=MTY1aGwxZWw3cXo4bA==

    Angola quer ampliar produção agrícola com investimentos brasileiros

    Durante o evento, Isaac dos Anjos afirmou que a relação com o Brasil passa por uma nova fase.

    Segundo o ministro, a intenção é avançar de uma cooperação predominantemente técnica para uma parceria voltada a investimentos, inovação e construção de cadeias produtivas.

    “Queremos parceiros que produzam em Angola, transformem em Angola e contribuam para abastecer o mercado nacional e também conquistar mercados regionais e internacionais.”

    A estratégia também busca reduzir a necessidade de importação de alimentos e aumentar a capacidade de exportação de produtos agrícolas.

    Projeto Terra Lunda terá investimento de US$ 83,2 milhões

    Além da área destinada a potenciais operações empresariais, o ministro apresentou o Projeto Terra Lunda, previsto para ser desenvolvido na província de Lunda Norte.

    O empreendimento deverá ocupar aproximadamente 20 mil hectares e tem investimento estimado em US$ 83,2 milhões.

    A previsão é que o projeto seja estruturado entre 2027 e 2030, com a incorporação de aproximadamente 5 mil hectares por ano.

    A Lunda Norte já aparece entre as regiões de interesse para investidores brasileiros. Em fevereiro de 2026, empresários do Brasil avaliaram oportunidades agrícolas na província, incluindo a produção em larga escala de milho, soja, arroz, feijão e trigo.

    Agricultura angolana busca formar cadeia produtiva

    Para o governo angolano, a expansão da produção não depende apenas da disponibilidade de terras.

    O país também precisa desenvolver infraestrutura para transportar, armazenar, processar e comercializar os produtos agrícolas.

    Isaac dos Anjos destacou justamente esse desafio durante o fórum.

    “Não basta produzir. É preciso que toda a cadeia seja construída, é preciso transportar, é preciso conservar, é preciso calibrar”, afirmou o ministro.

    A estratégia aproxima o debate sobre produção agrícola de outros setores, como logística, armazenagem, processamento e infraestrutura.

    Além disso, esse aspecto também ganha importância diante do potencial do Corredor do Lobito, considerado estratégico para conectar regiões produtoras de Angola ao litoral e facilitar o acesso a mercado internacional.

    LIDE Angola é lançado durante fórum do agronegócio

    O Fórum do Agronegócio Angola-Brasil também marcou o lançamento oficial do LIDE Angola.

    Segundo Venceslau Andrade, presidente da nova unidade, a organização pretende manter uma plataforma permanente de diálogo entre empresas e investidores.

    “Este não é apenas um evento empresarial. É o início de uma plataforma permanente de diálogo, cooperação e promoção de investimento entre Angola, o Brasil e os principais mercados internacionais”, afirmou.

    A expectativa é que a aproximação estimule novos projetos entre empresas dos dois países, principalmente em setores ligados à produção agrícola e à agroindústria.

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  • Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana começou nesta terça-feira (11) em Sertãozinho (SP), no Centro de Eventos Zanini. A cerimônia de abertura reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio, que reforçaram o protagonismo do Brasil na transição energética global.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prestigiou o evento ao lado do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Melo Filho, e do prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez. Também participaram o presidente da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone; o presidente de honra da edição e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), Hugo Cagno Filho; o presidente emérito da feira, Antônio Eduardo Tonielo; e a presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu.

    Governador aposta no etanol para descarbonizar transporte marítimo e aéreo

    Durante o discurso, Tarcísio de Freitas defendeu a diversidade de fontes renováveis do país e apontou oportunidades na descarbonização de diferentes modais de transporte. Segundo o governador, grandes empresas de navegação já preparam a adoção do biobunker, combustível marítimo misturado a fontes renováveis, e do etanol na propulsão de navios.

    “Uma das vocações do Brasil é a transição energética”, declarou Tarcísio, ao citar também o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF) e da cana-de-açúcar como matéria-prima estratégica. O governador ainda destacou a chegada do biometano a regiões como Ribeirão Preto, que já substitui combustíveis fósseis em frotas de veículos pesados.

    Sertãozinho consolida posição como polo tecnológico da bioenergia

    O diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, ressaltou o papel de Sertãozinho no desenvolvimento tecnológico da cadeia sucroenergética. A feira reúne mais de 600 marcas expositoras e representantes de mais de 80 países nesta edição.

    32ª Fenasucro & Agrocana
    Foto: Divulgação / 32ª Fenasucro & Agrocana

    “Precisamos valorizar esse patrimônio nacional, exportar nossas tecnologias e incentivar o uso do etanol”, afirmou Montabone, ao defender maior participação brasileira no mercado global de bioenergia a partir das soluções desenvolvidas na região.

    Bioenergia brasileira evolui para modelo de biorrefinaria, diz presidente da UDOP

    O presidente de honra da edição, Hugo Cagno Filho, que também preside a União Nacional da Bioenergia (UDOP), avaliou que a transição energética deixou de ser promessa para se tornar realidade concreta nos mercados. Segundo ele, a bioenergia brasileira já opera como um conjunto de biorrefinarias, capazes de produzir etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e SAF.

    “É um setor que gera empregos, promove o desenvolvimento regional, investe em inovação e fortalece a posição do Brasil na agenda mundial da descarbonização”, declarou Cagno Filho, ao citar o crescente interesse internacional pelos biocombustíveis brasileiros.

    Etanol marítimo pode movimentar mercado de 225 milhões de toneladas

    A sustentabilidade dominou a programação do primeiro dia de feira. Em painel promovido pela Canaoeste, especialistas apresentaram iniciativas que combinam redução de custos, eficiência produtiva e preservação ambiental.

    O painel “Etanol na Navegação Marítima: O Futuro Chegou” discutiu o potencial do etanol brasileiro na descarbonização do setor marítimo. Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, projetou um mercado potencial de 225 milhões de toneladas para o etanol marítimo. Um volume que supera em mais do dobro a atual produção mundial do combustível, estimada em 100 milhões de toneladas.

    A Copersucar, por sua vez, apresentou um teste com navio cargueiro apto a substituir o e-metanol por etanol. E também detalhou a inclusão de biocombustíveis em sua logística. A empresa já opera 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos.

    SAF ganha espaço entre as discussões da feira

    O painel “Por que o mercado de SAF do Brasil pode estar mais próximo do que você imagina” reuniu especialistas para debater perspectivas e oportunidades do combustível sustentável de aviação no país. O tema reforça o interesse crescente do setor aéreo brasileiro pela descarbonização.

    A programação da Fenasucro & Agrocana continua nesta quarta-feira (12) com os painéis da FenaBio e a exposição de tecnologias e oportunidades de negócios para a cadeia da bioenergia.

    Serviço – 32ª Fenasucro & Agrocana
    • Data: até sexta-feira, 14 de agosto de 2026
    • Local: Centro de Eventos Zanini – Sertãozinho (SP)
    • Exposição: das 13h30 às 20h
    • Eventos de conteúdo: das 8h às 18h

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  • Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    Inflação desacelera e alimentos ficam mais baratos em julho

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi menor que a registrada em junho, quando o índice avançou 0,16%.

    A queda nos preços dos alimentos ajudou a conter a inflação no mês. Com o resultado de julho, o IPCA acumula 4,44% em 12 meses e 3,44% no ano.

    Inflação desacelera pelo quarto mês seguido

    O resultado de julho mantém a trajetória de desaceleração observada nos últimos meses.

    Em 2026, o IPCA apresentou as seguintes variações:

    • Janeiro: 0,33%
    • Fevereiro: 0,70%
    • Março: 0,88%
    • Abril: 0,67%
    • Maio: 0,58%
    • Junho: 0,16%
    • Julho: 0,07%

    O dado de julho foi divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (11).

    Alimentos ajudam a segurar a inflação

    A redução dos preços dos alimentos contribuiu para o resultado mais baixo do IPCA em julho.

    O comportamento dos preços dos alimentos tem impacto direto no orçamento das famílias e também acompanha fatores ligados à produção agropecuária, oferta, demanda e condições de mercado.

    Para o consumidor, a queda desse grupo ajuda a reduzir a pressão sobre os gastos do dia a dia.

    Mercado projetava resultado

    O resultado do IPCA de julho ficou em linha com a expectativa do mercado financeiro.

    O Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com instituições do mercado, divulgado na segunda-feira (10), projetava inflação de 0,07% para julho.

    Para o fim de 2026, a projeção do mercado para o IPCA aposta em 5,02%.

  • China já utilizou 90% da cota para carne bovina do Brasil

    China já utilizou 90% da cota para carne bovina do Brasil

    As importações de carne bovina brasileira pela China atingiram 90% da cota estabelecida para o Brasil em 2026, segundo aviso divulgado pelo Ministério do Comércio da China (MOFCOM) nesta segunda-feira (10).

    O comunicado indica que o volume importado em 10 de agosto chegou a 90% do limite definido para o país dentro das medidas de salvaguarda aplicadas pela China à carne bovina.

    A medida está em vigor desde janeiro de 2026 e estabelece cotas específicas para os principais fornecedores do mercado chinês.

    O que acontece quando a cota chegar a 100%?

    A regra chinesa prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre as importações que ultrapassarem a cota destinada a cada país.

    No caso do Brasil, a cota anual de 2026 foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, continuam valendo as alíquotas normalmente aplicáveis ao produto.

    O adicional de 55% ainda não está sendo aplicado ao Brasil apenas porque a utilização chegou a 90%.

    A cobrança depende do esgotamento integral da cota.

    Pelas regras publicadas pelo governo chinês, depois que o volume atingir 100% do limite, a tarifa adicional passa a valer a partir do terceiro dia, inclusive, após o atingimento da cota.

    Brasil se aproxima do limite

    O aviso divulgado em agosto mostra uma aceleração da utilização da cota brasileira.

    Em julho, a Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Produtos Minerais e Químicos da China informou que as importações de carne bovina do Brasil haviam alcançado 80% da cota em 21 de julho.

    Agora, com o percentual em 90%, o mercado brasileiro se aproxima do limite anual estabelecido por Pequim.

    O aviso mais recente não informa, no texto apresentado, o volume restante em toneladas. Por isso, o dado mais seguro para a notícia é o percentual oficial de utilização da cota.

    Por que a medida preocupa o Brasil?

    A China é o principal mercado da carne bovina brasileira. Em 2025, o país asiático respondeu por mais da metade das exportações brasileiras do produto, segundo levantamento citado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Por isso, o esgotamento da cota pode aumentar os custos para a entrada da carne brasileira no mercado chinês.

    O impacto dependerá, entre outros fatores, do ritmo das exportações, da demanda chinesa e da capacidade dos frigoríficos brasileiros de direcionar parte da produção para outros destinos.

    Como funciona a salvaguarda chinesa

    A China adotou a medida após uma investigação sobre o aumento das importações de carne bovina e seus efeitos sobre a indústria doméstica.

    A salvaguarda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e tem duração prevista de três anos.

    O mecanismo estabelece cotas por país. Quando o limite é atingido, as importações que excedem a cota ficam sujeitas à tarifa adicional de 55%.

    Para o Brasil, o limite de 2026 representa uma parcela relevante do comércio de carne bovina com a China, mas fica abaixo do volume exportado pelo país ao mercado chinês em 2025.

    Próximos passos para o mercado brasileiro

    O principal ponto de atenção agora é o ritmo de utilização da cota.

    Se o limite chegar a 100%, a aplicação da tarifa adicional poderá alterar as condições de competitividade da carne brasileira na China.

    Até lá, a tarifa de 55% não deve ser tratada como uma cobrança já em vigor sobre a carne brasileira.

    O cenário também aumenta a importância da diversificação dos mercados compradores para o setor pecuário brasileiro, especialmente caso a cota chinesa seja totalmente utilizada antes do fim de 2026.