Tag: biodiesel

  • Macaúba – alternativa sustentável para a produção de biodiesel

    Macaúba – alternativa sustentável para a produção de biodiesel

    A macaúba, uma palmeira nativa do Brasil, está se destacando como uma alternativa sustentável para a produção de biodiesel. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), tem um papel fundamental no fomento ao cultivo dessa espécie no estado.

    Com um alto valor econômico e ambiental, o cultivo da macaúba se adapta a diferentes tipos de solo, incluindo áreas com relevo acidentado, tornando-se uma opção viável para terras marginais ou em recuperação. “Essa palmeira pode produzir biodiesel e produtos com valor agregado, ajudando na recuperação de áreas degradadas e gerando renda local”, afirma o secretário Guilherme Piai.

    Estrutura de apoio aos produtores

    A CATI oferece uma extensa rede que facilita o acesso dos produtores às mudas e sementes de macaúba a preços acessíveis. Marcos Augusto Junior, diretor técnico do Centro de Mudas da CATI, ressalta a importância do apoio técnico especializado para a implantação dessa cultura ainda recente no uso comercial em larga escala.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça a importância econômica da macaúba
    + Agro em Campo: Vídeo flagra Border Collie separando patos por cores em fazenda

    O Instituto Agronômico (IAC) está liderando pesquisas em genética e melhoramento da macaúba, com planos para lançar sua primeira cultivar comercial em breve. Carlos Colombo, pesquisador do IAC, destaca que a clonagem de genótipos derivados de cruzamentos dirigidos promete uma produção entre 4 a 5 mil toneladas de óleo por hectare. “O momento atual da macaúba é espetacular, com grandes grupos econômicos se movimentando em direção ao plantio escalonado”, afirma Colombo.

    Em 2023, o IAC firmou um projeto em cooperação com a empresa Acelen Renováveis, do grupo Mubadala, que planeja plantar 180 mil hectares de macaúba para biocombustível. Essa parceria destaca a palmeira como uma espécie chave para a produção de bio-óleo na refinaria adquirida pela empresa.

    Vantagens do cultivo da macaúba

    O biodiesel produzido a partir da macaúba apresenta vantagens significativas em comparação com outras matérias-primas tradicionais. Enquanto a soja gera cerca de 500 litros de óleo vegetal por hectare, a macaúba pode render aproximadamente 2.500 litros na mesma área cultivada, demandando cinco vezes menos espaço.

    Recentemente, entrou em vigor a “Lei do Combustível do Futuro”, que estabelece programas nacionais para diesel verde e biocombustíveis sustentáveis. Essa legislação visa substituir combustíveis fósseis por alternativas sustentáveis e pode potencializar ainda mais a produção de macaúba.

    A produção sustentável de biocombustíveis a partir da macaúba está se consolidando como uma realidade promissora em São Paulo. Com o suporte das instituições de pesquisa e políticas públicas favoráveis, espera-se que essa cultura não apenas contribua para a recuperação ambiental. Mas também gere emprego e renda para as comunidades locais. O trabalho contínuo das áreas de pesquisa é fundamental para garantir o sucesso dessa iniciativa no futuro.

  • Marco do biodiesel no Brasil: 20 anos de avanços sustentáveis

    Marco do biodiesel no Brasil: 20 anos de avanços sustentáveis

    O Brasil celebra, nesta segunda-feira (13), os 20 anos da Lei 11.097/2005, marco legal que impulsionou a produção de biodiesel no país. Sancionada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei introduziu oficialmente o biocombustível à matriz energética nacional como alternativa ao diesel fóssil, mais poluente e de fontes limitadas.

    A norma atribuiu à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a regulação do setor, concretizando o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Em resumo, o texto inicial fixou uma mistura obrigatória de 5% de biodiesel ao óleo diesel, criando o “diesel B”. Além disso, um período de transição previa inicialmente 2%, com aumento gradual em até oito anos.

    Produção recorde e benefícios ambientais

    Desde sua implantação, o Brasil produziu 77 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de 240 milhões de toneladas de gás carbônico, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. “Esses números refletem não apenas avanços ambientais, mas também impactos econômicos e sociais, com a geração de empregos e oportunidades para agricultores familiares”, destaca.

    Em 2023, o país produziu mais de 7,5 bilhões de litros de biodiesel, uma alta de 19% em relação ao ano anterior, conforme o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2024. Ou seja, essa produção supriu parte da demanda de óleo diesel rodoviário, que aumentou 1,7 bilhão de litros no mesmo período.

    Diversificação de matérias-primas como estratégia de sustentabilidade

    A soja, principal matéria-prima do biodiesel, representou 69,15% da produção em 2023, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para reduzir a dependência desse insumo, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou medidas que estimulam o uso de óleos residuais e gorduras animais na produção.

    Silveira reforça que essa diversificação fortalece a sustentabilidade do setor. “Estamos ampliando o uso de alternativas como óleos de cozinha usados e gorduras animais, tornando nossa matriz mais resiliente.” Até junho deste ano, uma portaria conjunta dos Ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente definirá um percentual mínimo de uso desses materiais.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil sobe ao 5º lugar entre os melhores azeites do mundo
    + Agro em Campo: Caatinga retira da atmosfera 5,2 t de carbono por hectare

    Expansão e desenvolvimento econômico

    O crescimento do biodiesel no Brasil é acompanhado por avanços tecnológicos e sociais. Em 2024, o país alcançou a marca histórica de 9 bilhões de litros produzidos, reforçando o papel do biocombustível na transição energética.

    O Selo Biocombustível Social, criado em 2004 e revisado recentemente, trouxe benefícios fiscais e comerciais para produtores que utilizam insumos da agricultura familiar. Além disso, fomentou projetos de pesquisa e a estruturação de cadeias produtivas.

    Silveira conclui que o biodiesel é uma peça-chave na mobilidade sustentável. “Nossas políticas públicas mostram que biocombustíveis são fundamentais para reduzir emissões, fortalecer a economia e promover uma transição energética justa e inclusiva.”

  • Conheça a importância econômica da macaúba

    Conheça a importância econômica da macaúba

    A macaúba, uma palmeira nativa do Brasil, se destaca como uma importante oleaginosa com grande potencial para a bioeconomia. Em 2024, a cultura da macaúba ganhou relevância significativa, especialmente como fonte de óleo para a produção de biodiesel, combustíveis de aviação e diesel renovável. Apesar de seu potencial, ainda existem áreas limitadas plantadas com a espécie.

    Atualmente, o cultivo da macaúba está em expansão, com investimentos significativos sendo direcionados para o desenvolvimento dessa cultura. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 257,9 milhões para a Acelen Renováveis, empresa de energia criada pelo fundo Mubadala Capital, que visa implantar um centro de inovação tecnológica focado na domesticação e cultivo da macaúba em terras degradadas. Este projeto é parte de uma iniciativa maior que busca aumentar a produção de diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil.

    Com um investimento total estimado em US$ 2,7 bilhões, o projeto da Acelen prevê a produção de 20 mil barris por dia de combustíveis renováveis e a captura de quase 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente até 2027. Além disso, a estratégia inclui o cultivo de 180 mil hectares em Minas Gerais e na Bahia, com 20% da produção destinada à agricultura familiar, beneficiando mais de dez mil famílias.

    Projeções para o futuro

    A macaúba é considerada uma alternativa promissora ao cultivo tradicional, como a soja. Segundo especialistas, a planta é até dez vezes mais produtiva por hectare em comparação à soja e apresenta uma adaptabilidade notável às condições climáticas brasileiras. Essa característica torna a macaúba uma opção viável para recuperação de áreas degradadas sem desmatamento.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça a capital nacional da farinha de mandioca
    + Agro em Campo: Bahia se destaca na produção de maracujá

    As expectativas são altas para o crescimento do cultivo da macaúba nos próximos anos. A Acelen planeja expandir suas operações e desenvolver até cinco polos de produção no Brasil, aumentando assim a oferta e contribuindo para a segurança energética do país.

    Sustentabilidade e inovação

    Além do potencial econômico, o cultivo da macaúba está alinhado com práticas sustentáveis. O uso da planta em sistemas agroflorestais permite integrar culturas agrícolas e promover a biodiversidade. Essa abordagem não apenas melhora a produtividade, mas também ajuda na recuperação ambiental das áreas onde é cultivada.

    A macaúba se estabelece como uma oleaginosa estratégica para o Brasil, com potencial para impulsionar a bioeconomia e contribuir para um futuro mais sustentável. Com investimentos robustos e uma crescente conscientização sobre suas vantagens econômicas e ambientais, espera-se que essa planta nativa ganhe cada vez mais espaço nas prateleiras do mercado nacional e internacional. O futuro é promissor para a macaúba e seu papel na transição energética do Brasil.

  • Panorama positivo para a cadeia da soja e do biodiesel

    Panorama positivo para a cadeia da soja e do biodiesel

    Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), revela um panorama positivo para a cadeia da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2024. Apesar da previsão de queda de 11,48% na renda real, a recuperação dos preços ao longo do período amenizou a retração. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia pode alcançar R$ 598,4 bilhões em 2024, superando os níveis pré-pandemia e representando 23,2% do PIB do agronegócio e 5,1% do PIB nacional.

    A recuperação nos preços foi impulsionada por uma demanda aquecida tanto no mercado interno quanto externo. Contudo, a projeção de queda no PIB da cadeia da soja e do biodiesel é de 6% para 2024, reflexo da quebra da safra da soja, que resultou em um recuo de 13,53% no PIB do segmento primário em comparação a 2023. Por outro lado, o desempenho robusto da indústria de insumos (+3,98%) e do segmento pós-porteira (+1,07%), com destaque para o biodiesel (+23,23%), ajudou a mitigar os impactos negativos.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada
    + Agro em Campo: Podridão da soja afeta lavouras no Médio Norte de MT

    Pesquisadores do Cepea e da Abiove destacam que, mesmo com a queda no PIB, a cadeia da soja e do biodiesel ainda deve agregar o segundo maior volume de sua história.

    Mercado de trabalho

    A estimativa para o terceiro trimestre indica uma redução de 2,64% no número de trabalhadores na cadeia, totalizando 2,23 milhões de ocupados. Apesar disso, o setor continua relevante no mercado de trabalho, empregando 9,41% dos trabalhadores do agronegócio e 2,17% da força de trabalho da economia brasileira. O segmento de agrosserviços apresentou uma queda de 5,24% na ocupação, enquanto os segmentos de insumos (+3,48%), primário (+1,67%) e agroindústria (+18,13%) mostraram crescimento.

    No terceiro trimestre de 2024, as exportações da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram US$ 13,91 bilhões. Uma queda de 12,57% em relação ao mesmo período de 2023. Embora o volume exportado tenha crescido 1,36%, os preços médios recuaram 13,74%. Isso pressionados pela maior oferta global e condições climáticas favoráveis em grandes produtores como EUA e Rússia. A China se manteve como o principal destino das exportações brasileiras. O país absorveu 75,21% das exportações de soja e uma parte significativa das exportações de óleo e biodiesel.

    Esses dados refletem a resiliência da cadeia da soja e do biodiesel diante dos desafios enfrentados. O setor continua sendo um pilar importante para a economia brasileira e para o agronegócio nacional.

  • Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    A Lei do Combustível do Futuro, sancionada recentemente, deve impulsionar investimentos de mais de R$ 1 trilhão no setor de biocombustíveis no Brasil até 2034. A estimativa está na Nota Técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que detalha os valores previstos em investimentos (CAPEX) e custos operacionais (OPEX) entre 2025 e 2034. Além disso, o documento, divulgado pela EPE, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), aponta R$ 100 bilhões em investimentos e R$ 924 bilhões em custos operacionais.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o impacto transformador da nova lei para o setor energético. “Estamos iniciando uma era de inovação e sustentabilidade no Brasil. Os biocombustíveis impulsionarão a economia e posicionarão o país como líder na transição energética global”, afirmou.

    A Nota Técnica explora frentes como etanol, biodiesel, biometano e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Ao mesmo tempo, também aborda inovações como diesel verde e captura de carbono biogênico (bio-CCS). Em resumo, o etanol lidera os investimentos, concentrando 59% dos valores previstos. Portanto, a expansão abrange novas usinas e a modernização de plantas existentes.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Estudo inédito apresenta estratégia para controle do carrapato
    + Agro em Campo: Trigo tropical avança no Cerrado

    O biodiesel, estimulado por mandatos de mistura obrigatória, deve atrair R$ 14,5 bilhões em investimentos. O segmento terá também R$ 77,5 bilhões em custos operacionais. Já os combustíveis sustentáveis de aviação têm projetos que somam R$ 17,5 bilhões em investimentos, fortalecendo o Brasil como protagonista na descarbonização do transporte aéreo.

     

    A nova lei reforça o compromisso brasileiro com as metas globais de descarbonização. Somente o etanol de cana-de-açúcar terá mais de R$ 59 bilhões destinados à expansão de canaviais e à ampliação da capacidade industrial. Esses avanços consolidam o papel do Brasil como referência mundial em biocombustíveis e sustentabilidade.

  • Be8 compra Biopar e amplia capacidade de produção de biodiesel

    Be8 compra Biopar e amplia capacidade de produção de biodiesel

    A Be8, uma das principais empresas do setor de energias renováveis no Brasil, anunciou um acordo significativo para adquirir três unidades industriais da Biopar.  As fábricas estão localizadas em Nova Marilândia (MT), Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA).

    Com essa aquisição, a Be8 projeta uma expansão de 35,6% em sua capacidade de produção de biodiesel, elevando o total para 1,47 bilhão de litros anuais.

    O presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, ressaltou que a operação está alinhada com a estratégia da empresa de ampliar sua área de atuação no mercado de energias renováveis. “Esse passo reforça nosso compromisso com um futuro mais sustentável e fortalece nosso propósito de liderar a renovação energética”, afirmou.

    Expansão

    A Be8 já opera duas usinas no Sul do Brasil e, com a incorporação das novas fábricas, expandirá sua presença nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.As unidades adquiridas possuem uma capacidade total de produção de 384 milhões de litros de biodiesel por ano.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Tartatugas exóticas que ameaçam a agricultura nacional são apreendidas
    + Agro em Campo: Saiba como ganhar dinheiro produzindo aloe vera, a popular babosa

    A planta de Nova Marilândia tem a maior capacidade, com 204 milhões de litros, enquanto as unidades em Floriano e Santo Antônio do Tauá têm capacidade para 90 milhões cada. Essa diversificação permitirá à Be8 utilizar novas matérias-primas na produção, incluindo óleo de soja e gordura animal.

    Cidinho Santos, presidente do Conselho de Administração da Biopar, expressou otimismo em relação à transação. “Estamos felizes porque temos certeza de que a Be8 continuará com os mesmos princípios de valorização e cuidado com os colaboradores”, destacou Santos. Ele acredita que a diversificação dos produtos e o crescimento sob nova administração trarão benefícios significativos para as regiões onde a Biopar opera.

    Foto: Divulgação – Be8

    Por fim, a efetivação da aquisição depende agora da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Com essa movimentação estratégica, a Be8 busca não apenas aumentar sua capacidade produtiva, mas também consolidar sua posição como líder no mercado nacional de biocombustíveis.

  • Indústria do biodiesel deve crescer e amenizar queda da cadeia da soja

    Indústria do biodiesel deve crescer e amenizar queda da cadeia da soja

    O PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode registrar uma queda de 5,77% em 2024, totalizando R$ 521,3 bilhões. Essa redução segue um ano de 2023 marcado por uma alta expressiva de 22% e está relacionada à quebra da safra de soja, que impactou negativamente os agrosserviços.

    Os dados são de um levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), com informações disponíveis até o segundo trimestre deste ano.

    Expectativas para o PIB

    Apesar da queda projetada, o bom desempenho esperado para a indústria do biodiesel deve amenizar a redução do PIB da cadeia produtiva. O crescimento estimado é de 26,92% para esse setor.

    Mesmo em declínio, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2024 ainda deverá superar significativamente os níveis anteriores à pandemia. Isso representa 20,8% do PIB do agronegócio nacional e 4,5% da economia brasileira como um todo.

    Os preços dos produtos continuam desfavoráveis em comparação a 2023, embora tenha havido uma melhora no segundo trimestre. A queda estimada dos preços relativos é de 17,1%, resultando em uma redução de 21,88% na renda real dos produtores.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Camu-camu, conheça o novo ouro da Amazônia
    + Agro em Campo: Minerva conclui compra da Marfrig por R$ 5,86 bilhões

    A estimativa para o número de pessoas ocupadas na cadeia da soja e do biodiesel no segundo trimestre de 2024 indica uma continuidade na tendência de queda em relação a 2023, com um total de 2,24 milhões de trabalhadores, representando uma redução de 4%.

    As participações dessa cadeia na ocupação total do agronegócio (9,51%) e na economia brasileira (2,23%) também diminuíram.

    Comércio exterior

    No segundo trimestre de 2024, o volume das exportações da cadeia de soja e biodiesel atingiu 48,98 milhões de toneladas, uma redução de 3,71% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O valor exportado também caiu 20,87%, totalizando US$ 24,24 bilhões. Essa desaceleração nas exportações reflete a diminuição dos preços no mercado internacional e a menor quantidade produzida pela soja no Brasil.

    Entretanto, as exportações para a China (2,88%), Leste Asiático (8,56%), Oriente Médio (18,10%) e África (23,17%) aumentaram.

    Essas regiões juntas representaram 75% do volume total das exportações brasileiras da cadeia produtiva da soja e do biodiesel no segundo trimestre de 2024.

    Em contrapartida, as exportações para outras regiões como União Europeia (-3,26%) e América do Norte (-37,27%) sofreram quedas significativas.

    A indústria do biodiesel se mostra fundamental para mitigar a queda prevista no PIB da cadeia da soja em 2024. Com um crescimento esperado nesse setor e estratégias adequadas para enfrentar os desafios atuais, a cadeia produtiva pode manter sua relevância na economia brasileira.

  • Brasil avança na transição energética com agro sustentável

    Brasil avança na transição energética com agro sustentável

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (8), a Lei do Combustível do Futuro, que visa consolidar o Brasil como líder na transição energética global. O anúncio foi feito durante a Liderança Verde Brasil Expo, em Brasília, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Tecnologias de descarbonização

    Foto: Divulgação – MME

    O evento é o maior do país sobre tecnologias de descarbonização. Lula destacou a capacidade do Brasil em liderar essa revolução energética. “Somos o país com maior potencial em energia eólica, solar, hídrica e hidrogênio verde. A sanção desta lei demonstra que podemos ser uma grande economia global”, afirmou o presidente.

    O ministro Carlos Fávaro reforçou a importância do agronegócio na transição energética. “O agro brasileiro é protagonista nesta mudança. Pequenos, médios e grandes produtores estão impulsionando essa revolução, transformando recursos naturais em biocombustíveis, biogás e biomassa. Estamos avançando com o agro sustentável”, disse Fávaro.

    Investimentos no Brasil

    A nova lei, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia, promete atrair investimentos de R$ 260 bilhões e evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de CO2 até 2037.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Preços do etanol e trigo caem com oferta elevada
    + Agro em Campo: Técnicas da Emater-MG ajudam produtores a enfrentar a estiagem

    Etanol e biodiesel: metas ampliadas

    A legislação também estabelece novos limites para a mistura de etanol na gasolina, que poderá variar de 22% a 35%. Atualmente, o limite máximo é de 27,5%. Já o biodiesel, misturado ao diesel fóssil em 14%, terá o percentual elevado gradualmente até atingir 20% em 2030.

    Programas de incentivo à descarbonização

    A Lei do Combustível do Futuro cria três programas para incentivar a descarbonização do setor de transportes. O Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) prevê que, a partir de 2027, operadores aéreos deverão reduzir emissões de gases de efeito estufa nos voos domésticos. Em resumo, as metas começam com uma redução de 1% e podem chegar a 10% até 2037.

    Além disso, outro destaque é o Programa Nacional de Diesel Verde (PNDV), que estabelece metas anuais para a adição de diesel verde ao combustível fóssil. Ao mesmo tempo, o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural incentivará o uso de biometano na matriz energética.

    Captura de carbono como prioridade

    Em resumo, a lei também cria um marco regulatório para a captura e estocagem de carbono, reforçando o compromisso do Brasil com a redução das emissões de gases de efeito estufa. Portanto, até 2037, a expectativa é de que 705 milhões de toneladas de CO2 deixem de ser emitidas.

     

  • PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve cair 5,33% em 2024, aponta Cepea

    PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve cair 5,33% em 2024, aponta Cepea

    Após um crescimento de mais de 21% em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel deve registrar uma queda de 5,33% em 2024. Essa diminuição é atribuída à quebra da safra de soja e seus impactos nos agrosserviços. Apesar disso, o bom desempenho esperado da agroindústria, impulsionado pelo biodiesel e pelas exportações de farelo de soja, deve amenizar a queda. E contribuir positivamente para o PIB do setor.

    O PIB total da cadeia produtiva da soja e do biodiesel está projetado para atingir R$ 422 bilhões em 2024. Isso representa 18% do PIB do agronegócio nacional e 3,9% da economia brasileira como um todo. Os dados são de um levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    Impactos por segmento

    A previsão é de que o PIB da soja sofra uma redução de 13,07%, enquanto os agrosserviços podem enfrentar uma queda de 4,28% em 2024. Em contrapartida, a agroindústria deve crescer 2,95%, com avanços em todos os segmentos: 0,59% para o esmagamento e refino, 2,6% para rações e expressivos 36,47% para o biodiesel. A crescente demanda pelo biocombustível está impactando positivamente o PIB do subsegmento, além de beneficiar o setor de esmagamento e refino.

    Leia mais: 
    + Agro em Campo: Crescimento recorde dos Fundos de Investimento do agro
    + Agro em Campo: Exportações de carne de frango aumentam 4,2% em maio

    No início de 2024, a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel apresentou uma redução de 4,65% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando 2,28 milhões de pessoas. Essa queda acompanha o desempenho negativo do PIB, mas é atenuada pelo crescimento do emprego nas indústrias. As participações da cadeia produtiva na população ocupada do agronegócio (9,69%) e na economia brasileira (2,28%) caíram levemente em comparação a 2023. Embora ainda se mantenham em níveis historicamente altos.

    Comércio exterior em alta

    No primeiro trimestre de 2024, as exportações da cadeia de soja e do biodiesel, que incluem soja in natura, farelo de soja, óleo de soja, glicerol, biodiesel e proteína de soja, totalizaram 27,59 milhões de toneladas.  Um aumento de 12,97% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, o valor exportado caiu 11,33%, totalizando US$ 12,42 bilhões, devido à queda nos preços de exportação, que recuaram 21,51% no período. Esse cenário é semelhante ao observado entre 2022 e 2023.

    Embora o PIB da cadeia da soja e do biodiesel esteja projetado para uma queda em 2024, o desempenho da agroindústria e as exportações devem ajudar a mitigar os impactos negativos. A evolução do setor continua a ser crucial para a economia brasileira, refletindo a importância da soja e do biodiesel no cenário agrícola nacional.