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  • Pesquisadores identificam vírus raro de encefalite equina na fronteira amazônica

    Pesquisadores identificam vírus raro de encefalite equina na fronteira amazônica

    Pesquisadores da Fiocruz identificaram três casos humanos de encefalite equina venezuelana no Amazonas. A descoberta marca a primeira detecção do vírus em residentes brasileiros de Tabatinga, município na fronteira com Colômbia e Peru.

    Dois homens e uma mulher contraíram a doença na região do Alto Solimões em 2025. Os cientistas confirmaram os diagnósticos através de PCR em tempo real e sequenciamento genético.

    Projeto FrontFever mapeia doenças febris em áreas de fronteira

    O projeto FrontFever viabilizou a detecção dos casos. A iniciativa monitora doenças febris agudas em regiões amazônicas de fronteira, áreas com intensa circulação de agentes infecciosos.

    “Nossos achados identificam o VEEV como uma causa subdiagnosticada de doença febril aguda na Amazônia brasileira”, explica Felipe Gomes Naveca, virologista do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

    A equipe publicou os resultados da pesquisa como pré-print no último dia 21. O estudo recebe financiamento da Fapeam, CNPq e INCT-VER.

    Vírus pode causar sequelas neurológicas graves

    A encefalite equina venezuelana é uma doença viral transmitida por mosquitos. O alphavirus afeta tanto humanos quanto equinos, causando inflamação cerebral.

    A doença pode deixar sequelas motoras, cognitivas, comportamentais e emocionais. Estas complicações afetam diretamente a qualidade de vida do paciente. Contudo, a maioria dos casos evolui como doença febril sem consequências graves.

    O vírus já é endêmico no norte da América do Sul e América Central. Casos nos Estados Unidos são raros.

    Vigilância genômica identifica patógeno negligenciado

    A Fiocruz informou as autoridades de saúde sobre os casos em 31 de julho. O município de Tabatinga emitiu posteriormente um alerta de risco.

    Naveca coordena o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da Fiocruz Amazônia. Ele também integra a Rede Genômica da Fundação.

    “A Rede ampliou sua atuação para outros vírus, como dengue, zika, chikungunya, oropouche e mayaro”, destaca o pesquisador.

    O Sistema Único de Saúde (SUS) monitora atualmente os casos identificados. O genoma parcial do vírus está disponível no GenBank desde 18 de agosto.

    Diversos institutos participaram do estudo: Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, IOC/Fiocruz, Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, Fiocruz Rondônia e Lacen-AM.

    A descoberta reforça a importância da vigilância genômica no enfrentamento de arbovírus emergentes, especialmente na região amazônica.

     

  • Pesca de 19 mil pirarucus é autorizada em reserva ambiental do Amazonas

    Pesca de 19 mil pirarucus é autorizada em reserva ambiental do Amazonas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura legal de 19.405 pirarucus (Arapaima gigas) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Médio Solimões, Amazonas. Essa autorização integra o Programa Arapaima, que visa o manejo sustentável do pirarucu e a conservação dos ecossistemas de várzea, estimulando práticas comunitárias e fomentando benefícios socioeconômicos para as comunidades envolvidas.

    A cota liberada corresponde a 28% dos peixes adultos contabilizados nas 22 localidades beneficiadas, respeitando critérios científicos de sustentabilidade, com fiscalização rigorosa, biometria obrigatória e rastreabilidade do pescado. O manejo sustentável também promove transparência econômica e desenvolvimento comunitário na Amazônia.

    Detalhes do manejo e autorizações

    Foram emitidas 13 autorizações para seis instituições parceiras que organizam a pesca junto às comunidades.

    São 68.063 pirarucus adultos contabilizados, e a cota de pesca liberada é de 28%, podendo variar entre 18% e 30% conforme a capacidade e situação de cada setor.A autorização é válida até 30 de novembro de 2025.

    Foto: Divulgação/IDSM

    Exigências rigorosas incluem biometria de todos os peixes, lacres numerados para rastreabilidade, relatórios detalhados, monitoramento via georreferenciamento e supervisão constante pelos órgãos ambientais.

    O transporte do pescado depende de guias de trânsito do Ibama, garantindo legalidade. Peixes fora dos critérios legais devem ser doados, reforçando a responsabilidade socioambiental.

    Programa Arapaima

    Instituído pelo Ibama em fevereiro de 2025, o programa tem por objetivo promover o manejo sustentável do pirarucu e conservar ecossistemas de várzea.

    Incentiva a organização coletiva dos pescadores e apoia o desenvolvimento socioeconômico das populações tradicionais da região.

    O programa também prioriza o monitoramento contínuo da espécie, o controle da pesca e a rastreabilidade para fiscalização e exportação legal.

    O Programa Arapaima cobre principalmente o estado do Amazonas, com possibilidades de expansão para outros estados da Amazônia.

    Assim, o manejo autorizado em 2025 na RDS Mamirauá reflete um modelo de uso sustentável da biodiversidade amazônica. Cmbinando conservação ambiental e geração de renda para comunidades locais de forma transparente e regulamentada.

  • Ibama autoriza manejo sustentável do pirarucu no Vale do Javari

    Ibama autoriza manejo sustentável do pirarucu no Vale do Javari

    O Ibama autorizou a captura e comercialização legal do pirarucu (Arapaima gigas) na Terra Indígena Vale do Javari, localizada no extremo oeste do Amazonas. A decisão beneficia diretamente comunidades indígenas que vivem em uma das regiões mais isoladas da Amazônia.

    Quatro entidades receberam autorização para realizar o manejo sustentável do peixe. São elas: Associação dos Produtores Rurais e Preservadores da Comunidade São Rafael; Associação Marubo do Médio Curuçá; Cooperativa de Preservação Etnoambiental Autônoma dos Kanamaris da Aldeia São Luiz; e Organização Geral dos Mayuruna. A prefeitura de Atalaia do Norte apoiou o processo.

    As autorizações contemplam vários territórios e aldeias da região. No Rio Itacoaí, no Complexo Lacustre de São Rafael, a captura está liberada para 154 unidades do pirarucu. No Médio Javari e Médio Curuçá, que inclui aldeias como São Sebastião e Nova Página, a cota é de 90 peixes. Para o Médio Javari – Kanamari, o limite autorizado é de 191 unidades. E no Rio Pardo, Baixo e Médio Rio Curuçá, e Médio Javari, as aldeias Nova Esperança, Bela Vista e outras podem capturar 216 pirarucus em 51 lagos.

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    Ao todo, o Ibama autorizou a captura de 649 pirarucus, com peso estimado em 51,9 toneladas. Esse manejo sustentável pode gerar até R$ 415 mil para as comunidades indígenas. Além da carne, as comunidades podem explorar comercialmente o couro, a carcaça e as vísceras do peixe.

    Essa atividade tem base legal sólida. O manejo do pirarucu obedece a normas como a Instrução Normativa nº 34/2004, que determina tamanho mínimo e período de defeso reprodutivo, e outras regulações estaduais e federais. O peixe está listado no Anexo II da Convenção CITES, o que limita o comércio internacional e reforça a proteção da espécie.

    A iniciativa fortalece a conservação da biodiversidade e oferece uma fonte sustentável de renda para as comunidades indígenas do Vale do Javari. Comprar pirarucu legal e manejado de forma sustentável ajuda a preservar a floresta e apoia diretamente quem vive e protege a Amazônia.

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  • Jacaré atende ao chamado de crianças no Amazonas

    Jacaré atende ao chamado de crianças no Amazonas

    Uma cena curiosa chamou a atenção nas redes sociais. A influencer Manoela Nagib filmou crianças ribeirinhas chamando um jacaré pelo nome de “Jason” durante uma viagem pelo interior do Amazonas. Para surpresa de muitos, o animal apareceu na margem do rio minutos depois, como se reconhecesse o chamado.

    “O maior predador dos rios brasileiros é também um jacaré chamado Jason que vem igual cachorro quando você chama”, escreveu Manoela na legenda do vídeo. As imagens mostram o réptil boiando calmamente perto das crianças, sem demonstrar agressividade.

    O vídeo rapidamente viralizou, misturando reações de fascínio e preocupação. Enquanto alguns usuários elogiaram a relação incomum entre os moradores e o animal, outros alertaram para os riscos de interação com um predador selvagem.

    Especialistas em vida selvagem lembram que, apesar do comportamento aparentemente dócil, jacarés são animais imprevisíveis e podem atacar se se sentirem ameaçados. A cena, no entanto, revela uma dinâmica peculiar entre comunidades tradicionais e a fauna local.

    Quem é Manoela Nagib?

    Manoela Nagib é uma influencer, viajante e ex-executiva brasileira que ganhou destaque ao abandonar a carreira corporativa para se aventurar em viagens pelo mundo. Conhecida por compartilhar experiências autênticas e inspirar outras mulheres a explorarem novos horizontes, ela documenta suas jornadas em plataformas como Instagram (@manoelanagib)

    Manoela deixou um cargo de liderança no mundo corporativo, onde atuou em empresas disruptivas, para seguir seu sonho de viajar. Em entrevistas, ela revelou que sentia falta de autenticidade e propósito no ambiente corporativo.

    Ela compartilha desde dicas práticas (como planejamento financeiro para nômades) até reflexões profundas sobre liberdade e propósito. Seu vídeo viral no Amazonas, onde crianças ribeirinhas chamam um jacaré-açu de “Jason”, exemplifica sua conexão com culturas locais.

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  • Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    A Gohobby, maior distribuidora de drones agrícolas da América Latina, anunciou um investimento estratégico de R$ 20 milhões na Região Norte do Brasil. O aporte será destinado à construção de um centro de distribuição, escritório e centro de treinamento em Porto Velho (RO), consolidando a presença da empresa nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O objetivo é fortalecer o suporte técnico, comercial e logístico para revendas e produtores rurais, além de expandir a rede de parceiros locais.

    O novo centro de operações contará com equipe técnica e comercial própria, oficina de manutenção e estrutura dedicada à capacitação de operadores e revendedores. Inicialmente, a iniciativa vai gerar cinco empregos diretos, com expectativa de dobrar o quadro até 2027. A Gohobby já possui mais de 30 revendas ativas nos quatro estados. E prevê que a Região Norte represente cerca de 50% de sua operação agrícola nos próximos anos.

    Com mais de 2 milhões de km² de extensão e mais de 2 milhões de hectares cultivados, a Região Norte se destaca pela diversidade de culturas como soja, arroz, milho, café e frutas, além de 15 milhões de hectares de pastagens. A demanda crescente por tecnologia que aumente a produtividade e reduza custos operacionais torna o mercado regional um dos mais promissores para drones agrícolas no Brasil.

    Drones agrícolas: inovação e sustentabilidade no campo

    Os drones agrícolas da Gohobby, como os modelos DJI Agras T25 e T50, oferecem capacidades de pulverização de 20 a 40 litros e dispersão de sólidos de 25 a 50 kg, com preços que variam de R$ 120 mil a R$ 200 mil, dependendo da configuração. Essas tecnologias proporcionam monitoramento de precisão, redução de custos, menor consumo de insumos e impacto ambiental reduzido, tornando-se essenciais para o agronegócio moderno.

    Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, o investimento reforça o compromisso da empresa com a modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “Nosso foco é promover a modernização do setor com tecnologia de ponta, presença local e capacitação. Esse investimento é 100% Gohobby e reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do campo brasileiro”, afirma Buzaid.

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  • Manejo sustentável do pirarucu é destaque em evento no Amazonas

    Manejo sustentável do pirarucu é destaque em evento no Amazonas

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participou da 13ª Reunião do Coletivo do Pirarucu, realizada de 21 a 23 de maio na Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, em Manaus (AM). O encontro reuniu 81 participantes, entre pescadores indígenas, ribeirinhos, representantes de instituições públicas e organizações não governamentais, com o objetivo de fortalecer o manejo sustentável do pirarucu (Arapaima gigas) na região amazônica.

    Recentemente, o Ibama instituiu o Programa Arapaima (Portaria nº 22/2025) para incentivar práticas comunitárias que protegem os ambientes aquáticos naturais do pirarucu. O programa também fomenta a organização coletiva dos pescadores envolvidos no manejo e apoia a geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades que conservam os ecossistemas de várzea amazônica.

    O Programa Arapaima prevê a elaboração de um plano de ação para aprimorar e fortalecer as etapas do manejo sustentável da espécie. As comunidades locais vão desenvolver o planejamento em parceria com a Superintendência do Ibama no Amazonas.

    Expansão e institucionalização do manejo sustentável

    Cristina Buck, coordenadora do Uso Sustentável da Fauna e da Biodiversidade Aquática do Ibama, destaca que o manejo do pirarucu começou no trecho médio do rio Solimões e hoje ocorre em 32 áreas, incluindo Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Acordo de Pesca. Essa prática é conduzida por comunidades ribeirinhas e povos tradicionais.

    “A criação do Programa Arapaima representa uma nova etapa para valorizar esse trabalho, integrando-o melhor dentro do Ibama com metas e objetivos claros”, afirma Cristina. Ela ressalta que a institucionalização do programa permitirá garantir maior orçamento e estabelecer parcerias com universidades e institutos de pesquisa, fortalecendo a estratégia comunitária de conservação da Amazônia.

    Pesca responsável garante sustentabilidade do pirarucu

    A pesca do pirarucu manejado segue critérios técnicos rigorosos. Apenas 30% dos indivíduos adultos contados podem ser capturados. E 70% permanecem preservados para garantir a manutenção e o aumento dos estoques ao longo do tempo. Além disso, as comunidades realizam vigilância constante dos locais de pesca para proteger os ambientes aquáticos onde os peixes se reproduzem, assegurando a sustentabilidade do recurso.

    Walmir Nogueira, agente ambiental do Ibama que acompanha o manejo desde o início, destaca a importância social do trabalho. “Essa ação promove a união das comunidades, valorizando o esforço coletivo”, afirma. Ele explica que onde há manejo e unidade de conservação, o território se mantém preservado, pois a comunidade assume a responsabilidade pela proteção ambiental.

    “Proteger o pirarucu significa cuidar de toda a biodiversidade local, incluindo recursos naturais, espécies aquáticas e elementos terrestres”, complementa Walmir.

    A conservação do pirarucu gera resultados concretos, pois os recursos naturais não só se mantêm, mas também se fortalecem e se desenvolvem. Cristina Buck ressalta que esse sucesso depende da participação ativa das comunidades locais. Elas desempenham papel fundamental na proteção e no cuidado com o meio ambiente.

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  • Pirarara: o gigante vermelho da Amazônia

    Pirarara: o gigante vermelho da Amazônia

    O Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus), conhecido como o “gigante vermelho” dos rios amazônicos, virou sensação entre pescadores profissionais e celebridades. Com registros de exemplares que ultrapassam 1,5 metro e 50 quilos, a espécie combina desafio, beleza exótica e status de troféu, atraindo até nomes famosos como o  cantor Henrique, que recentemente postau fotos e vídeos com o peixe.

    Endêmico da Bacia Amazônica, o Pirarara é um dos maiores bagres de água doce do mundo. Sua coloração avermelhada, barbilhões longos e corpo robusto o tornam inconfundível. Biólogos explicam que ele habita áreas profundas de rios como o Madeira e o Araguaia, onde se alimenta de peixes menores, crustáceos e até frutas – um verdadeiro oportunista subaquático.

    Dados Técnicos:

    • Tamanho médio: 1 a 1,5 metro
    • Peso: Entre 30 e 50 kg (recordes chegam a 60 kg)
    • Expectativa de vida: Até 20 anos

    Famosos na onda do pirarara

    A febre pelo Pirarara ganhou holofotes quando celebridades começaram a compartilhar capturas nas redes sociais. No instagram, várias contas mostram a pesca, como o pescador Andre Victor, que conta com quase 100 mil seguidores.

     

    Outra referência é Bruno Bueno, do canal Pirararas, que conta com 75 mil seguidores.

    Já o cantor Henrique postou em seu Instagram uma foto segurando um pirarara durante uma expedição. Até internacionalmente, o peixe chamou atenção: o apresentador Jeremy Wade, do River Monsters, dedicou um episódio à espécie, destacando sua força em ataques espetaculares.

    Desafio + sustentabilidade: a chave da popularidade

    Pescadores destacam que fisgar um Pirarara exige técnica e equipamento pesado, já que o peixe briga com força e mergulha em corredeiras. “É como puxar uma pedra viva”, brinca o guia de pesca amazonense José Ribeiro.

    Porém, o IBAMA alerta: a espécie está sujeita a regras rígidas, como tamanho mínimo de captura (1 metro) e proibição durante a piracema (período reprodutivo). ONGs também incentivam o catch and release (pesque e solte) para preservar populações.

    Mistério e cultura: o peixe que inspira lendas

    Além do apelo esportivo, o Pirarara carrega misticismo. Tribos indígenas o associam a mitos de proteção, enquanto ribeirinhos contam histórias de ataques a banhistas – embora biólogos afirmem que esses casos são raros. Seu nome, derivado do tupi, significa “peixe com cabeça dura”, referência à sua resistência física.

    Onde encontrar o Pirarara?

    Os melhores pontos de pesca estão nos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso, principalmente entre julho e outubro, quando as águas estão mais baixas. Embarcações especializadas oferecem expedições que inclui guias e hospedagem.

    Apesar de não ser tradicional na culinária brasileira, a carne do Pirarara é apreciada em comunidades locais. Chefs de alta gastronomia começam a explorar seu potencial, criando pratos como filé de Pirarara ao molho de taperebá.

    Paraíso em risco?

    Apesar do entusiasmo, ambientalistas reforçam a importância do turismo consciente. A Amazônia não é um parque de diversões. Cada expedição deve respeitar normas e apoiar comunidades locais.

    O Pirarara simboliza a riqueza da biodiversidade amazônica e virou ícone de uma pesca esportiva que alia adrenalina e preservação. Enquanto celebridades ampliam seu charme, o desafio é garantir que a fama não ameace sua existência – afinal, esse gigante vermelho é mais que um troféu: é um guardião das águas.

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  • Jacaré gigante é flagrado no rio Amazonas

    Jacaré gigante é flagrado no rio Amazonas

    Um pescador no Amazonas recentemente capturou a atenção da mídia ao flagrar um jacaré gigante enquanto navegava pelo rio. O vídeo, que rapidamente se espalhou nas redes sociais, mostra o impressionante animal, que pertence à espécie jacaré-açu, conhecida por seu tamanho colossal e presença marcante na região amazônica.

    Características do jacaré-açu

    Os jacarés são uma parte icônica da fauna do Rio Amazonas, com a espécie mais conhecida sendo o jacaré-açu (Melanosuchus niger). Este predador de grande porte é amplamente distribuído pela região amazônica e pode ser encontrado em diversos habitats, incluindo grandes rios, lagos marginais e áreas de inundação sazonal.

    O jacaré-açu é um dos maiores crocodilianos do mundo, podendo atingir até cinco metros de comprimento e pesar cerca de meia tonelada. Esses animais são predadores de topo na cadeia alimentar, alimentando-se principalmente de peixes, tartarugas, capivaras e até mesmo mamíferos maiores, como veados. Sua dieta variada e habilidades de caça fazem deles um componente essencial do ecossistema local.

    Comportamento e habitat

    Embora os jacarés-açus sejam geralmente considerados solitários, durante períodos de seca, como o que o Amazonas enfrenta atualmente, eles podem ser vistos aglomerados em bancos de areia. Esse fenômeno ocorre devido à diminuição dos corpos d’água disponíveis, forçando os animais a se reunirem em áreas limitadas. Recentemente, vídeos compartilhados por pescadores mostraram grandes grupos desses jacarés em locais como o Lago do Rei, perto de Careiro da Várzea, em Manaus.

    Ildean Fernandes, biólogo especialista em crocodilianos amazônicos, explica que esse comportamento é atípico para a espécie, que normalmente é territorialista. No entanto, a escassez de água e alimento pode levar os jacarés a se reunirem temporariamente.

    Apesar de sua população ser considerada estável e em baixo risco de extinção no Brasil, os jacarés-açus enfrentam diversas ameaças devido à ação humana. A construção de represas, o desmatamento e a caça ilegal impactam seus habitats naturais. Além disso, a exploração comercial da carne de jacaré ainda persiste na região amazônica, contribuindo para a pressão sobre as populações locais.

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  • Como eliminar o moko da bananeira

    Como eliminar o moko da bananeira

    Cientistas da Embrapa Amazônia Ocidental, em colaboração com a Embrapa Roraima, recomendam um período de 24 meses de vazio sanitário para bananeiras, visando a recuperação de áreas de terra firme afetadas pela murcha-bacteriana, também conhecida como moko da bananeira.

    A bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 provoca essa doença, uma praga quarentenária que já se disseminou em diversos estados brasileiros, incluindo Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Pernambuco, Rondônia e Sergipe.

    O moko é uma das doenças mais devastadoras para as bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica. As inundações anuais são um fator crítico para a propagação da bactéria, que se espalha pelos rios e contamina plantações localizadas a jusante dos bananais afetados. Nos municípios de Tabatinga e Manicoré, no Amazonas, a situação é alarmante, pois as plantações estão situadas em regiões vulneráveis à inundação.

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    Em áreas de terra firme, a bactéria tem um comportamento diferente, sobrevivendo por tempo limitado e não formando estruturas de resistência. Após o período recomendado de vazio sanitário de dois anos, é possível replantar bananeiras com mudas saudáveis.

    Doença de combate dífícil

    Os pesquisadores Luadir Gasparotto, Mirza Carla Normando e Daniel Schurt alertam que não existem cultivares resistentes ao moko e que o controle químico é ineficaz devido à natureza vascular da doença. A disseminação ocorre principalmente através do uso de mudas contaminadas e ferramentas infectadas. Para mitigar esse risco, medidas preventivas como o uso de mudas certificadas e a desinfecção de equipamentos são essenciais.

    A pesquisa realizada pela Embrapa incluiu um experimento que avaliou a sobrevivência da bactéria em diferentes tipos de solo durante dois anos. Os resultados mostraram que a bactéria pode sobreviver por até dez meses em solos do tipo Latossolo Amarelo e até oito meses em Argissolo.

    O moko é uma das doenças mais destrutivas das bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica cujas inundações disseminam a bactéria. Foto: Luadir Gasparotto/Embrapa

    Para erradicar a o moko da bananeira, é crucial eliminar todas as bananeiras infectadas e cultivar outras culturas na área durante 24 meses. Nesse período, os resíduos orgânicos das bananeiras se decompõem, permitindo o plantio seguro após esse intervalo.

    As recomendações incluem:

    • Uso de mudas sadias (certificadas).
    • Desinfecção das ferramentas utilizadas nas operações agrícolas.
    • Eliminação do coração da bananeira para evitar a transmissão por insetos.
    • Controle das plantas daninhas com herbicidas.
    • Inspeção periódica dos plantios para detecção precoce da doença.

    Essas ações estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e proteção da biodiversidade.

  • Manaus recebe evento para estudo dos solos das várzeas do Médio Amazonas

    Manaus recebe evento para estudo dos solos das várzeas do Médio Amazonas

    O estado do Amazonas recebe até o dia 25 de outubro cerca de 80 pesquisadores especialistas em ciências dos solos, que se dedicam ao estudo da classificação dos solos das várzeas do Médio Rio Amazonas. A pesquisa ocorre durante a XV Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos (RCC). Ela começou no dia 18 de outubro em Manaus e se estenderá até Santarém, no Pará.

    O evento contará com atividades itinerantes que incluem visitas a áreas rurais nos municípios do interior do Amazonas e Pará, onde os pesquisadores analisarão 17 perfis de solos para discutir e definir sua classificação.

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    A RCC é promovida pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e organizada pela Embrapa Amazônia Ocidental. Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Solos, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Esta é a primeira vez que uma RCC acontece no Amazonas. E reune mais de 80 pesquisadores de cerca de 20 instituições, incluindo universidades federais e estaduais.

    Promoção do conhecimento

    Maria do Rosário Lobato Rodrigues é pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental e membro da equipe de coordenação da XV RCC. Ela destacou que o evento visa aprimorar o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e promover o conhecimento sobre os solos do bioma Amazônia. “Queremos estimular o desenvolvimento de pesquisas em solos e fomentar o intercâmbio entre pesquisadores e profissionais da área”, afirmou.

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    Rodrigues também explicou que a realização do evento envolveu intensos trabalhos prévios em campo, com três campanhas realizadas entre novembro de 2022 e outubro de 2023 para selecionar os solos estudados. Os dados coletados serão publicados em 2025 no “Guia de Campo da XV Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos”.

    As atividades de campo ocorrem em áreas rurais dos municípios amazonenses de Iranduba, Rio Preto da Eva, Itacoatiara e Parintins, seguindo para os municípios paraenses de Juriti, Belterra e Santarém. Segundo os organizadores, o trabalho contribuirá para preencher lacunas no conhecimento sobre a formação, geografia e vulnerabilidades dos solos das várzeas do Médio Amazonas.