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  • Alta do etanol ganha força em São Paulo; confira

    Alta do etanol ganha força em São Paulo; confira

    Os preços do etanol anidro e hidratado subiram com mais intensidade na última semana em São Paulo, mostra o Cepea. O movimento ocorreu porque produtores reduziram a produção de etanol e priorizaram o açúcar. Além disso, vendedores mantiveram posições firmes.

    Eles pediram valores mais altos nas negociações. Enquanto isso, compradores limitaram as aquisições, aguardando possíveis quedas nas cotações.

    Entre 28 de julho e 1º de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ para o hidratado fechou em R$ 2,6239 por litro. O valor é líquido de ICMS e PIS/Cofins e representa alta de 3,11% frente à semana anterior. Já o anidro avançou 2,84% no mesmo período, com preço de R$ 2,9996 por litro, líquido de impostos.

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    Dados da Unica, avaliados pelo Cepea, apontam que a moagem de cana segue menor desde 1º de abril. A produção de etanol, açúcar e o Açúcar Total Recuperável (ATR) também continuam abaixo do mesmo período do ano passado.

  • Preço da carne suína registra alta em agosto

    Preço da carne suína registra alta em agosto

    Os preços médios do suíno vivo e da carne suína continuaram a subir em agosto em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em algumas áreas, o valor do animal vivo atingiu os maiores patamares reais desde fevereiro de 2021 (com os valores corrigidos pelo IGP-DI de agosto). Esse aumento foi impulsionado pela combinação de uma oferta limitada de animais prontos para abate. E também pela forte demanda por parte da indústria, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Esse cenário já se observa há quatro meses.

    Embora as exportações brasileiras de carne suína tenham diminuído em relação a julho, elas ainda se mantiveram em níveis historicamente altos em agosto. Isso evidencia o aquecimento da demanda externa. Os embarques no mês registraram o segundo melhor desempenho de 2024, atrás apenas de julho. E foram recordes para agosto, considerando a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

    Poder de compra e insumos

    O poder de compra dos suinocultores de São Paulo frente ao milho aumentou pelo sétimo mês consecutivo em agosto. Em relação ao farelo de soja, o cenário também foi favorável pelo segundo mês seguido. O aumento no poder de compra foi impulsionado pela valorização do suíno vivo no mercado independente. Na região SP-5, que engloba cidades como Campinas e Piracicaba, o quilo do animal vivo subiu de R$ 7,68 em julho para R$ 8,46 em agosto, uma alta de 10,2%.

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    Os preços da carne suína registraram forte alta entre julho e agosto, mas as carnes bovina e de frango também apresentaram valorização, embora em ritmo mais lento. Com isso, a competitividade da carne suína frente às outras proteínas diminuiu. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína passou de R$ 11,34/kg em julho para R$ 12,42/kg em agosto, um aumento expressivo de 9,6%.

  • Preço do leite cai pela primeira vez no ano

    Preço do leite cai pela primeira vez no ano

    Após oito meses seguidos de alta, o preço do leite captado em julho registrou uma queda real de 1,5% em relação a junho, chegando a R$ 2,7225/litro na “Média Brasil”, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

    Apesar disso, é importante ressaltar que o valor ainda é 7,9% superior ao de julho de 2023, em termos reais (deflacionados pelo IPCA de julho/24).

    Embora o preço do leite pago ao produtor tenha acumulado um avanço real de 30,1% desde o início de 2024, a média de janeiro a julho deste ano (R$ 2,50/litro) está, no entanto, 11,5% inferior à do mesmo período de 2023.

    Aumento da oferta explica queda nos valores

    A queda nos valores ao produtor pode ser explicada pelo aumento da oferta nacional. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea, por sua vez, avançou 4,6% em julho. Além disso, todos os estados registraram alta na captação, com destaque para Minas Gerais (8%), Rio Grande do Sul (4,7%) e Santa Catarina (4,1%).

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    A produção de leite, por outro lado, vem se recuperando devido aos investimentos de pecuaristas em nutrição do rebanho. Mesmo que o Custo Operacional Efetivo (COE) tenha subido 0,62% em julho, a margem bruta do produtor se manteve em alta na “média Brasil”.

    Estima-se que a margem bruta do pecuarista tenha avançado 3,93% de junho para julho, passando de R$ 0,82/litro para R$ 0,85/litro.

    Importações e desvalorização de derivados também influenciam

    Além do aumento da produção interna, as importações continuam elevando a disponibilidade de lácteos no mercado nacional. Em junho, houve um aumento de 37,4% nas compras, totalizando 251,1 milhões de litros em equivalente leite, o que supera em 35,3% o mesmo período de 2023.Entretanto, as indústrias de laticínios também enfrentam dificuldades em garantir margem nas vendas de lácteos.

    Pesquisas do Cepea, apoiadas pela OCB, mostram que o leite UHT, a muçarela e o leite em pó fracionado se desvalorizaram 5,68%, 2,03% e 0,25%, respectivamente, em julho. Isso, por sua vez, influenciou o pagamento da matéria-prima naquele mês.

    Diante desse cenário, a expectativa é de que o terceiro trimestre seja, portanto, marcado pelo recuo das cotações do leite cru. Assim, o mercado deve continuar a se ajustar às novas condições de oferta e demanda.

  • Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Preços do etanol em queda após cinco semanas de alta

    Os preços do etanol enfraqueceram no mercado spot de São Paulo após cinco semanas consecutivas de alta. Entre 15 e 19 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado manteve-se estável, com valor de R$ 2,6564/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Já o anidro registrou queda de 0,97%, fechando a R$ 3,0508/litro (líquido de PIS/Cofins).

    Segundo pesquisadores do Cepea, a retração da demanda pressionou os preços. Ou seja, compradores indicaram que o período de férias escolares reduziu a necessidade de novas aquisições, diminuindo o fluxo de automóveis. Do lado dos produtores, algumas usinas preferiram ficar fora do mercado. Além disso, outros vendedores ofereceram valores menores para aumentar a liquidez e evitar a elevação dos estoques, já que a safra continua favorecida por boas condições climáticas.

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    Fatores influenciando o mercado de etanol

    A demanda retraída e a oferta dos produtores são os principais fatores influenciando o mercado de etanol em São Paulo. Durante o período de férias escolares, a necessidade de etanol caiu devido à redução no fluxo de veículos. Além disso, algumas usinas decidiram não participar do mercado, enquanto outras buscaram aumentar a liquidez com preços menores.

    Expectativas para o futuro

    Com a continuidade das boas condições climáticas, a safra de etanol permanece favorecida. Portanto, o comportamento dos produtores e a demanda dos compradores serão cruciais para determinar os próximos movimentos dos preços no mercado. 

  • Exportações elevam preço da carne suína

    Exportações elevam preço da carne suína

    Os preços dos produtos suinícolas acompanhados pelo Cepea encerraram junho em alta, registrando o segundo mês consecutivo de avanço. Essa sustentação veio do excelente desempenho das exportações brasileiras de carne suína em junho e da forte demanda no mercado doméstico.

    No mercado interno, a alta demanda, especialmente na primeira metade de junho, combinada à oferta reduzida de suínos em peso ideal para abate, mantiveram os valores de comercialização do suíno vivo e da carne em patamares elevados.

    Em São Paulo, o preço médio do suíno posto no mercado independente subiu 3% em relação a maio, chegando a R$ 6,97/kg.  Já em Patos de Minas (MG), o avanço mensal foi de 1,7%, com o animal negociado a R$ 7,10/kg.  No Paraná, o valor do suíno vivo em Arapoti apresentou a valorização mais expressiva, de 5,2%, atingindo R$ 7,04/kg.

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    Valorização

    No mercado da carne, a carcaça especial suína se valorizou 4,5% de maio para junho, sendo comercializada a R$ 10,31/kg no atacado da Grande São Paulo. Do mesmo modo, o pernil com osso registrou a elevação mais acentuada, de 7,1%, chegando a R$ 11,09/kg.

    Exportação

    As exportações brasileiras de carne suína (in natura e processados) voltaram a subir em junho, após recuo em maio. O Brasil embarcou 105,9 mil toneladas, volume 2,5% maior que o de maio, porém 1% abaixo do escoado em junho de 2023.  Por outro lado, apesar da forte retração dos envios à China, outros países intensificaram as aquisições, como as Filipinas, Japão e República Dominicana.

    Relação com milho

    O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho aumentou em junho, impulsionado pela alta no preço do vivo e queda no do cereal.  Além disso, em relação ao farelo de soja, outro insumo importante, o poder de compra do produtor caiu, uma vez que o farelo se valorizou em maior intensidade que o animal.

  • Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Os preços da soja no mercado doméstico registraram altas significativas em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu 2,10%, atingindo R$ 138,92/saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná aumentou 2,40%, chegando a R$ 133,98/saca de 60 kg.

    Pesquisadores do CEPEA atribuem essa alta à firme demanda internacional e à valorização externa, com sojicultores resistindo à comercialização em grandes volumes, esperando que a alta taxa de câmbio continue favorecendo as exportações. No primeiro semestre, as exportações de soja totalizaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período, segundo dados da Secex.

    Segundo semestre

    A perspectiva para a soja no Brasil no segundo semestre de 2024 é promissora, mas com desafios. O setor se beneficia de uma demanda internacional robusta, especialmente da China, e de preços elevados no mercado global. No entanto, os agricultores enfrentam incertezas devido às flutuações cambiais e às condições climáticas imprevisíveis. A resistência dos produtores em comercializar grandes volumes, esperando preços ainda melhores, pode manter a oferta restrita no mercado interno.

    Fatores Positivos:

    • Demanda internacional forte: A China, maior importador de soja brasileira, continua a aumentar suas compras, impulsionando os preços.
    • Valorização externa: Os preços elevados no mercado global favorecem as exportações brasileiras, que atingiram um recorde no primeiro semestre de 2024.
    • Alta dos preços: A resistência dos produtores em vender grandes volumes e a expectativa de um câmbio favorável contribuem para manter os preços altos.

    Desafios:

    • Flutuações cambiais: A variação do dólar pode impactar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
    • Condições climáticas: O clima adverso, como seca no Sudeste e enchentes no Sul, pode afetar a produção e a qualidade da safra.
    • Custos de produção: O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, pode reduzir a margem de lucro dos produtores.

    Os analistas esperam uma produção robusta, mas os rendimentos podem variar dependendo das condições climáticas durante a colheita. A tecnologia e o manejo eficiente serão cruciais para maximizar a produtividade.

    A soja brasileira tem um potencial significativo no segundo semestre de 2024, impulsionada pela demanda internacional e preços favoráveis. No entanto, os produtores devem estar atentos às flutuações cambiais e às condições climáticas para garantir uma colheita lucrativa e sustentável