Tag: agropecuaria

  • PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    O PIB da agropecuária brasileira começou 2026 em alta e registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Segundo o levantamento, o setor movimentou cerca de R$ 230,4 bilhões entre janeiro e março deste ano. Já na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço do PIB agropecuário foi de 0,7%.

    O desempenho positivo ajudou diretamente o resultado da economia brasileira. Ao todo, o PIB do Brasil alcançou R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior.

    Ainda de acordo com o IBGE, o PIB da agropecuária respondeu por aproximadamente 7% de toda a economia brasileira no início de 2026. Além disso, quando entram na conta setores ligados ao agronegócio, como transporte, comércio, agroindústria e produção de insumos, a participação do agro no PIB nacional se torna ainda maior.

    Produção de soja fortaleceu o PIB agropecuário

    O IBGE atribuiu o crescimento do PIB da agropecuária principalmente ao avanço da produção agrícola e ao aumento da produtividade em diversas regiões do país.

    Além disso, as condições climáticas favoráveis impulsionaram o desempenho das lavouras. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostraram que a ampliação da área plantada favoreceu especialmente a produção de soja.

    A cultura apresentou aumento de 4,8% na estimativa anual e atingiu um novo recorde na série histórica do levantamento. Com isso, a soja se consolidou como um dos principais motores do crescimento do PIB agropecuário no período.

    Milho e arroz tiveram retração

    Apesar do avanço da soja, algumas culturas importantes registraram queda no começo de 2026. Segundo o IBGE, o milho apresentou recuo de 2,5% na estimativa anual de produção. Já o arroz teve queda de 10,6%.

    Mesmo assim, o resultado geral do PIB da agropecuária permaneceu positivo graças ao desempenho robusto de outras culturas agrícolas.

    Trajetória de crescimento

    Além da agropecuária, outros setores também contribuíram para o avanço da economia nacional no primeiro trimestre.

    A Indústria cresceu 1,0%, enquanto o setor de Serviços avançou 0,5% no período.

    No acumulado dos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB brasileiro registrou alta de 2,0% em relação aos quatro trimestres anteriores.

    Já o Valor Adicionado da Agropecuária acumulou crescimento expressivo de 7,5%, reforçando o peso do agronegócio no desempenho econômico do país.

  • Rondônia amplia investimentos em cursos técnicos voltados ao agronegócio

    Rondônia amplia investimentos em cursos técnicos voltados ao agronegócio

    Os cursos técnicos ligados ao agronegócio oferecidos pelo Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) ganharão reforço financeiro em Rondônia. Os investimentos serão destinados à unidade executora de Pimenta Bueno, o Centro Técnico de Educação Rural (Centec) Abaitará, referência na formação profissional voltada ao campo.

    Os novos recursos virão do programa federal Juros por Educação, iniciativa que permite aos estados e ao Distrito Federal reduzir parte das dívidas com a União. Em contrapartida, os governos devem ampliar a oferta de educação profissional para estudantes do ensino médio.

    O tema esteve entre os destaques do encontro de superintendentes regionais de educação de Rondônia, realizado na última quarta-feira (27), no Espaço Idep, durante a 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI).

    Atualmente, o Centec Abaitará oferece cursos técnicos com foco direto no setor agropecuário. Entre eles estão:

    • Técnico em Agronegócio
    • Técnico em Zootecnia
    • Técnico em Agropecuária
    • Técnico em Agroecologia

    O incentivo faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído pela Lei Complementar nº 212, de 13 de janeiro de 2025, e regulamentado pelo Decreto nº 12.433, de 14 de abril de 2025. Dentro do programa, o Juros por Educação busca substituir o pagamento de juros das dívidas estaduais pela expansão do ensino técnico e profissionalizante.

    Fortalecimento da educação profissional

    Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a adesão ao programa representa mais um passo importante para ampliar a política pública de qualificação profissional no estado.

    “Nos últimos anos, Rondônia vem avançando na qualificação da mão de obra de estudantes e trabalhadores, que se qualificam em diversos cursos, tanto na zona urbana como na zona rural”, destacou.

    O governador também ressaltou que a expansão do ensino profissionalizante integra as prioridades do Planejamento Estratégico da gestão estadual.

    Educação rural atrai jovens para o agro

    Com a ampliação do acesso ao ensino técnico, a educação rural vem despertando o interesse de cada vez mais jovens que desejam construir carreira no agronegócio.

    A estudante Sintia da Silva Cembrani, de 17 anos, cursa o Técnico em Agropecuária e destacou a importância dos investimentos no setor. Para ela, a Rondônia Rural Show Internacional contribui diretamente para a formação dos alunos.

    Durante o encontro, que contou com a presença do secretário estadual de Educação, Massud Jorge Badra Neto, a presidente do Idep, Adir Josefa de Oliveira, apresentou detalhes sobre os novos investimentos previstos.

    Segundo ela, a meta é ampliar o número de matrículas no ensino técnico de nível médio. “Os cursos serão definidos com base em diagnósticos territoriais para garantir empregabilidade”, explicou.

    Além disso, os recursos deverão ser aplicados em áreas como tecnologia, manutenção, mobiliário e logística.

  • Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    A pecuária nordestina vive uma transformação importante diante dos desafios climáticos da região. Em meio às longas estiagens e à escassez de pastagens, produtores passaram a investir em modelos mais eficientes e sustentáveis. Assim, a raça Sindi ganhou protagonismo e se consolidou como símbolo da nova pecuária do semiárido.

    Originária da região de Sindh, no atual Paquistão, a raça chegou ao Brasil no século passado e encontrou no Nordeste condições ideais para demonstrar sua rusticidade.

    Os primeiros exemplares da raça Sindi desembarcaram no Brasil há décadas e ajudaram a fortalecer a pecuária em regiões de clima mais seco — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, o avanço do Sindi acompanha a evolução técnica da pecuária regional. Com mais investimentos em genética, manejo nutricional e seleção de animais, produtores nordestinos passaram a conquistar maior valorização no mercado nacional.

    Rusticidade e eficiência elevam interesse pela raça

    Em tempos de mudanças climáticas e alta nos custos de produção, a rusticidade virou vantagem econômica. O Sindi se destaca justamente pela elevada tolerância ao calor, boa conversão alimentar e capacidade de aproveitar pastagens mais simples.

    Dessa forma, os produtores conseguem reduzir custos e manter a produtividade mesmo em ambientes mais severos. Outro diferencial importante é o porte moderado dos animais, que favorece a manutenção corporal durante períodos críticos de seca.

    Criadores apostam no Sindi para ampliar produtividade e sustentabilidade da pecuária — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, a raça apresenta boa fertilidade e precocidade sexual, fatores diretamente ligados à rentabilidade das fazendas. Não por acaso, especialistas consideram o Sindi uma das raças zebuínas mais promissoras para a pecuária tropical brasileira.

    Sindi fortalece pecuária moderna no semiárido

    Embora tenha forte presença na produção leiteira, o Sindi também vem ganhando espaço na pecuária de corte, principalmente em programas de cruzamento industrial e seleção genética.

    Ao mesmo tempo, o crescimento da raça acompanha uma mudança mais ampla no Nordeste, com produtores investindo cada vez mais em tecnologia, gestão e produtividade.

    Hoje, o Sindi representa muito mais do que resistência. A raça virou referência de eficiência produtiva no semiárido e deve ampliar ainda mais sua presença nos próximos anos, impulsionada pelo interesse crescente dos criadores e pelo fortalecimento dos programas de melhoramento genético.

  • Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Vídeo: Leitoa dá à luz 33 leitões em parto raro e impressiona produtores

    Um parto registrado na Granja São Sebastião, em Itaporã (MS), município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, chamou atenção até de produtores experientes da suinocultura. Uma leitoa, nome dado à porca em sua primeira gestação, deu à luz 33 leitões de uma única vez, número considerado raro no setor.

    Segundo o proprietário da granja, Rafael Vieceli, a gestação durou 116 dias e terminou com o nascimento de 29 leitões vivos e quatro natimortos. A propriedade trabalha atualmente com cerca de 3,7 mil matrizes voltadas à produção de leitões de alta qualidade.

    “Aqui nós seguimos todos os princípios de bem-estar e nos espantamos com o episódio, porque foi a primeira vez que aconteceu. Apesar de diferente, tudo ocorreu bem, e os leitões estão saudáveis”, afirmou Vieceli.

    https://www.instagram.com/reel/DYSKSRQRHs5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Estratégia garantiu alimentação dos filhotes

    Após o nascimento, a equipe da granja precisou agir rapidamente para garantir a alimentação adequada dos leitões. Isso porque uma porca normalmente possui entre 12 e 18 tetos, número insuficiente para atender todos os filhotes.

    Por causa disso, parte dos leitões foi transferida para outra matriz, estratégia comum na suinocultura para assegurar o desenvolvimento saudável dos animais.

    De acordo com Vieceli, casos como esse são extremamente incomuns. Em média, uma porca costuma dar à luz cerca de 16 leitões vivos por gestação.

    Caso em Minas Gerais chamou ainda mais atenção

    Embora o episódio em Mato Grosso do Sul já seja considerado impressionante, outro caso registrado recentemente em Minas Gerais ganhou repercussão ainda maior.

    Em janeiro de 2025, uma porca da Granja Santa Inês, em Luz (MG), deu à luz 45 leitões. Segundo o gerente executivo da empresa, Airton Martins, o resultado foi fruto de um trabalho contínuo de melhoramento genético, aliado à nutrição adequada e ao manejo do plantel.

    O número poderia representar um recorde mundial. No entanto, a granja mineira não informou se pretende buscar reconhecimento no Guinness World Records.

    Atualmente, o recorde oficial pertence a uma porca do Reino Unido, que deu à luz 37 leitões em 21 de setembro de 1993.

  • Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    A Bahia passará a contar com um monitoramento mais detalhado de duas culturas que vêm ganhando força no estado. A partir da edição de 2026 da Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a graviola e o morango passarão a integrar oficialmente a pesquisa, prevista para ser divulgada em agosto.

    A novidade foi anunciada durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (20), que reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), do IBGE e de outras instituições ligadas ao setor agropecuário baiano.

    A inclusão atende a uma demanda apresentada pela Seagri e por produtores rurais do estado. Atualmente, a graviola possui forte presença no Baixo Sul da Bahia, enquanto o cultivo do morango avança principalmente na Chapada Diamantina e no Sudoeste baiano.

    De acordo com a assessora técnica da Seagri, Kátia Correia Lima, o crescimento dessas cadeias produtivas reforçou a necessidade de incorporar as culturas ao levantamento nacional.

    “O morango e a graviola são culturas que vêm crescendo bastante no estado, e os próprios produtores já reivindicavam essa inclusão no levantamento do IBGE. A Seagri formalizou a solicitação e, com esses dados, será possível acompanhar melhor o desenvolvimento dessas cadeias produtivas, subsidiando políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à geração de emprego e renda e ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios e do estado”, destacou.

    Cenoura também está na mira do governo

    Além da inclusão das duas culturas, o encontro também discutiu a possibilidade de incorporar novos produtos agrícolas à PAM futuramente, como a cenoura. Os participantes ainda avaliaram melhorias nas fontes utilizadas e nos métodos de coleta de dados da produção agrícola no estado.

    Segundo Luís Alberto Pacheco, da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia, as informações repassadas pelas instituições parceiras ajudam a aprimorar a pesquisa e ampliar a precisão dos dados.

    “O IBGE realiza o levantamento e os ajustes metodológicos a partir das informações compartilhadas pelas instituições parceiras, como a Seagri. No caso da graviola, por exemplo, os dados da produção baiana são obtidos por meio de levantamentos da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). Essa reunião teve como objetivo avaliar os dados disponíveis, discutir melhorias metodológicas e identificar novas demandas que possam ser incorporadas ao estudo”, explicou.

    A inclusão da graviola e do morango também deve fortalecer os indicadores econômicos da Bahia. Para o coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), João Paulo Caetano, a medida permitirá mensurar de forma mais precisa a relevância dessas culturas para a economia estadual.

    “A graviola e o morango são culturas relevantes para a produção baiana, mas ainda não havia dados consolidados sobre sua contribuição econômica. Com a inclusão na PAM, será possível mensurar o valor da produção e da comercialização dessas culturas, fortalecendo os indicadores do PIB baiano”, afirmou.

    Com isso, o estado deve ampliar a capacidade de planejamento para o setor agropecuário. Além disso, os dados poderão orientar novas políticas públicas e incentivar investimentos em cadeias produtivas que seguem em expansão na Bahia.

  • Agropecuária de Rondônia deve movimentar R$ 30 bilhões em 2026

    Agropecuária de Rondônia deve movimentar R$ 30 bilhões em 2026

    A agropecuária de Rondônia deve gerar R$ 30,2 bilhões em 2026, queda de 1% frente ao resultado de 2025. Os dados são de projeção da área de socioeconomia da Embrapa Rondônia, com base nos preços médios dos 17 principais produtos do estado.

    Cinco culturas concentram 90,4% desse valor: bovinos, soja, café, milho e leite. Os bovinos lideram com folga. Sozinhos, respondem por 51,3% do Valor Bruto da Produção (VBP) estadual, com projeção de R$ 15,5 bilhões, alta de 5,1% sobre 2025.

    O VBP leva em conta os preços recebidos pelos produtores rurais, os dados de produção da Conab e do IBGE, e as pesquisas de preços da Conab e da Emater-RO, todos deflacionados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas.

    Em alta

    Os maiores avanços projetados para 2026 estão na banana e na mandioca. A banana deve registrar crescimento de 19% no VBP, impulsionado pela combinação de produção 5,7% maior e preços 19,1% mais altos nos dois primeiros meses do ano. Já a mandioca avança 18,3%, apesar de uma safra 2% menor. O empurrão vem do aumento de 21,7% nos preços da mandioca de mesa, que representa 60% da produção estadual do produto.

    O preço da carne bovina sobe por dois fatores simultâneos: oferta reduzida de animais para abate e mercado externo aquecido. A tendência é que esse patamar se mantenha ao longo de 2026, sustentando o VBP do setor em R$ 15,5 bilhões. São R$ 747,7 milhões a mais do que em 2025.

    Arroz, cacau, leite e café recuam

    O cenário não é favorável para todos. O arroz sofre duplo golpe: preços em queda e volume de produção estimado em 94,2 mil toneladas na safra 2025/2026, metade do que se colheu na safra anterior. O resultado é uma queda abrupta no VBP do cereal, de R$ 334 milhões em 2025 para R$ 114,8 milhões em 2026.

    O cacau, que bateu recordes de preço em 2024/2025, vive o efeito contrário: a recuperação das lavouras africanas, principais produtoras mundiais da amêndoa, e a retração da demanda das indústrias chocolateiras derrubam o VBP de R$ 324,2 milhões para R$ 170,9 milhões.

    O café também recua 19,3%, pressionado pela maior oferta global do produto. O leite, por sua vez, enfrenta queda de 22,1% no VBP, reflexo de oferta elevada, demanda fraca e concorrência das importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul.

    Imagem gerada por IA

    Apesar das quedas pontuais, o setor agropecuário rondoniense mantém trajetória positiva no longo prazo: nos últimos dez anos, o VBP cresceu em média 7,6% ao ano.

    Vale lembrar que o indicador é calculado mensalmente e pode variar ao longo do ano, conforme oscilações de preços e revisões nas estimativas de produção.

  • Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    Além do vinho, salmão também lidera exportações em 2026

    As exportações do Chile para o Brasil movimentaram US$ 897 milhões entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do ProChile, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores chileno. O valor representa 4,72% de todos os embarques do país no período e mantém o Brasil como o quinto principal destino das exportações chilenas no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia.

    Entre os produtos mais exportados ao mercado brasileiro, o salmão e a truta seguem na liderança. Juntos, eles somaram US$ 359 milhões nos quatro primeiros meses do ano, o equivalente a 40% de tudo o que o Chile vendeu ao Brasil no período. Além disso, o setor registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

    O vinho aparece na segunda posição entre os destaques da pauta exportadora chilena. As vendas da bebida alcançaram US$ 64 milhões entre janeiro e abril, avanço de 17,6% em relação ao ano anterior.

    Dentro da categoria, os vinhos tintos engarrafados lideraram os embarques, com US$ 31 milhões e alta de 28,3%. Na sequência aparecem os vinhos brancos engarrafados, como Riesling, Pinot Blanc e blends, que somaram US$ 8 milhões, crescimento de 38,7%. Já os vinhos tintos Cabernet Sauvignon engarrafados movimentaram US$ 6 milhões, com avanço de 7,6%.

    Segundo Hugo Corales, diretor do ProChile no Brasil, a relação comercial entre os dois países segue fortalecida. Atualmente, as exportações chilenas ao mercado brasileiro giram em torno de US$ 4,6 bilhões por ano, enquanto as vendas brasileiras ao Chile variam entre US$ 7 bilhões e US$ 9 bilhões.

    “Essa forte relação faz do Brasil o principal mercado do Chile na América Latina. Quase 100% do salmão, mais de 44% do vinho importado e a liderança mundial em cerejas e frutas secas vêm de um único vizinho, a menos de quatro horas de voo”, destacou Corales.

    Brasil registra recorde no consumo de vinho

    Enquanto o consumo mundial de vinho caiu 2,7%, o Brasil seguiu na contramão e bateu recorde em 2025. De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo interno cresceu 41,9%, alcançando 4,4 milhões de hectolitros, a maior marca já registrada no país.

    O aquecimento do mercado também impulsionou a produção nacional. A área de vinhedos brasileiros cresceu pelo quinto ano consecutivo e atingiu 91 mil hectares.

    Além disso, o setor vitivinícola encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, resultado 10% superior ao registrado no ano anterior.

  • João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme comenta criação no agro e relação com Leonardo: “Família conservadora”

    João Guilherme abriu o jogo sobre a relação com o pai, o cantor Leonardo, e comentou como os dois lidam com opiniões diferentes dentro da família. Segundo o ator, o respeito sempre prevalece, mesmo quando surgem debates sobre temas mais delicados.

    Durante entrevista ao programa Sem Censura, João afirmou que o sertanejo cresceu em um contexto bastante ligado ao agronegócio e a valores conservadores. Ainda assim, destacou que busca compreender a visão do pai, sem transformar as divergências em conflitos familiares.

    “Meu pai é um cara de 65 anos, nasceu e cresceu em outro contexto, em um ambiente muito movimentado pelo agro. Ele vem de uma família conservadora”, explicou o ator.

    João também elogiou a postura de Leonardo durante as conversas entre os dois. De acordo com ele, o cantor escuta suas opiniões e se mostra aberto ao diálogo, independentemente das diferenças de pensamento.

    “O mais interessante é esse respeito na escuta. Ele poderia simplesmente me cortar, mas é um cara disposto a conversar. A gente fala sobre todos os assuntos”, afirmou.

    Por fim, o ator reforçou que não pretende romper laços familiares por questões políticas ou ideológicas. Para João Guilherme, o carinho e a convivência com o pai falam mais alto, apesar das discordâncias.

  • Saiba qual é o modelo e quanto vale o helicóptero de sertanejo que caiu em fazenda no Tocantins

    Saiba qual é o modelo e quanto vale o helicóptero de sertanejo que caiu em fazenda no Tocantins

    O cantor Juliano, da dupla com Henrique, viveu um baita susto na última sexta-feira (8). Seu helicóptero caiu enquanto sobrevoava uma propriedade rural em Tocantins, com o piloto e um ocupante a bordo.

    Edson Reis, pai dos cantores, pilotava a aeronave no momento do incidente. A assessoria da dupla informou que ocorreu um pouso de emergência, mas que Edson passa bem, assim como o ocupante.

    Modelo de R$ 3,8 milhões

    O modelo, fabricado em 2013, é o Robinson R44 Raven II e domina voos privados e treinamentos graças ao baixo custo operacional. No mercado de usados, varia de R$ 2,5 milhões a R$ 3,8 milhões em estado seminovo ou após overhaul. Novo, custava R$ 5,5 milhões.

    A máquina conta com quatro lugares, podendo transportar até três passageiros. Quanto ao peso de decolagem, suporta um peso máximo de 1.134 kg (somando o peso do helicóptero, combustível e ocupantes).

    Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Íntegra da nota da dupla

    “Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio. O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave.”

    Íntegra da nota do CENIPA

    “Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO).

    Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”

  • Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Grande nome do sertanejo é dono de fazenda de R$ 60 milhões com lago, haras e 5 mil bois

    Longe dos holofotes, o cantor Leonardo construiu um verdadeiro império rural no interior goiano. Não se trata de hobby de celebridade. Estamos falando de um negócio sólido, com escala, estrutura e estratégia dentro do agronegócio brasileiro.

    A Fazenda Talismã fica em Jussara, no interior de Goiás, e se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas entre artistas brasileiros, reunindo estrutura de alto padrão e operação rural ativa. Aos 62 anos, Leonardo segue ativo nos palcos e, ao mesmo tempo, firme na gestão de uma das fazendas mais comentadas do setor.

    De R$ 4,6 milhões para R$ 60 milhões

    Adquirida por cerca de R$ 4,6 milhões, a propriedade vale hoje aproximadamente R$ 60 milhões, trajetória que qualquer investidor rural reconhece bem.

    A área ocupa cerca de mil hectares e integra natureza preservada, criação de animais e espaços de descanso, formando praticamente uma pequena cidade privada. No plantel, cerca de 5 mil cabeças de gado compõem a base produtiva da operação. Além da pecuária, parte das terras segue para o cultivo de soja e milho por arrendamento, o que reforça ainda mais o caráter estratégico da propriedade.

    Virginia Fonseca curtindo lago da fazenda — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Haras, lago e pista de pouso

    A infraestrutura chama atenção por onde se olha. A fazenda conta com mansão ampla, lago com praia artificial, pista de pouso, capela e espaços para eventos. O lago, além do lazer, compõe o visual característico das grandes fazendas modernas do Centro-Oeste.

    Um haras de alto padrão abriga cavalos selecionados e reforça o vínculo do artista com o universo do campo. Estruturas como essa deixaram de ser símbolo de status e passaram a funcionar como negócios rentáveis, especialmente diante da explosão dos leilões equinos nos últimos anos.

    Nome que conecta música e campo

    O nome da fazenda homenageia um dos maiores sucessos da dupla Leandro e Leonardo, conectando diretamente o patrimônio à trajetória artística do cantor. Mesmo após alcançar fama nacional e estabilidade financeira, Leonardo preserva a conexão com suas raízes rurais, algo que ele próprio aponta como fonte de equilíbrio. A fazenda, assim, funciona em dois níveis ao mesmo tempo: como negócio consolidado no agronegócio e como âncora pessoal de um artista que cresceu nesse ambiente e nunca se afastou dele.