Tag: agropecuaria

  • Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Saber calcular a área necessária para o cuidado do gado é uma das necessidades básicas de um proprietário rural. O espaço disponível precisa ser suficiente para permitir a movimentação dos animais e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso à alimentação, à água e às áreas de descanso.

    Como referência, um confinamento com 100 bovinos pode precisar de cerca de 2 mil metros quadrados, considerando uma área de aproximadamente 20 m² por animal. A conta, porém, não deve ser aplicada de maneira isolada, já que o tamanho adequado depende também das características da instalação e do sistema de manejo adotado.

    Como fazer o cálculo?

    A conta básica é simples. Basta multiplicar a quantidade de animais pela área estimada para cada bovino.

    Por exemplo, para um lote de 100 animais, o cálculo seria de 100 × 20 m², resultando em 2 mil m². Para 200 bovinos, seriam cerca de 4 mil m². Já um confinamento com 500 animais precisaria de aproximadamente 10 mil m² dentro desse mesmo parâmetro.

    Essa metragem, entretanto, corresponde à referência de espaço para os animais. O planejamento completo ainda precisa considerar as estruturas utilizadas no manejo.

    Espaço interfere no bem-estar do gado

    No confinamento, os bovinos permanecem em uma área delimitada e dependem da estrutura disponível para realizar atividades essenciais, como comer, beber água, descansar e se movimentar.

    Por isso, uma área mal dimensionada pode dificultar o manejo e aumentar problemas como a concentração de lama e dejetos, especialmente durante períodos de chuva.

    Além disso, o excesso de animais em um espaço pequeno  também pode aumentar a competição por recursos e prejudicar as condições de conforto do rebanho.

    A drenagem do terreno é outro ponto importante. Quando a água não consegue escoar adequadamente, o acúmulo de lama pode comprometer a locomoção e o descanso dos bovinos.

    Área do confinamento não é o único cálculo

    Apesar de a metragem por animal ser um dos principais parâmetros, o produtor também precisa dimensionar corretamente o acesso aos cochos e bebedouros. A disposição dessas estruturas deve permitir que os bovinos consigam se alimentar e beber água sem dificuldades.

    O sistema utilizado também influencia o espaço necessário. Instalações a céu aberto e estruturas fechadas possuem características diferentes e podem trabalhar com referências distintas de área por animal.

    Por isso, os 20 m² por bovino devem ser entendidos como uma referência de cálculo, e não como uma regra universal para todos os sistemas de confinamento.

    Como definir a área ideal?

    O primeiro passo é estabelecer quantos animais serão confinados. A partir daí, o produtor pode utilizar uma referência de área por cabeça para chegar à metragem inicial do curral.

    Depois, é necessário avaliar o terreno, a drenagem, a localização dos cochos e bebedouros e os espaços necessários para circulação e manejo. Também é importante considerar as condições climáticas da região e a possibilidade de formação de lama.

    Assim, calcular a área para o gado confinado vai além de descobrir quantos animais cabem em determinado espaço. O objetivo é criar uma estrutura que permita manejo eficiente e condições adequadas de bem-estar para o rebanho.

    Para uma referência de 20 m² por animal, a conta é direta: 100 bovinos exigem cerca de 2 mil m²; 200 animais, 4 mil m²; e 500 bovinos, aproximadamente 10 mil m². A definição final, porém, deve considerar as características específicas de cada confinamento.

  • Criação de pôneis dispara no Brasil; entenda o mercado

    Criação de pôneis dispara no Brasil; entenda o mercado

    A criação de pôneis vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. O movimento é impulsionado pela diversificação das atividades no campo, pelo crescimento do turismo rural, da equoterapia e do mercado de animais de lazer e exposição.

    Com manejo mais simples e custo de manutenção menor que o dos cavalos de grande porte, os pôneis se tornaram uma alternativa atrativa para pequenos e médios produtores.

    O tamanho do mercado no Brasil

    Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pônei (ABCCP), os pôneis já estão presentes em praticamente todos os estados brasileiros, com mais de 300 criadores registrados no país.

    A ABCCP, entidade registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável pelo registro genealógico, pelo desenvolvimento do padrão racial e pela organização de exposições que fortalecem a cadeia produtiva.

    “Embora ainda seja um nicho quando comparado ao mercado de equinos de esporte e trabalho, a demanda por pôneis vem crescendo nos últimos anos por conta da sua versatilidade”, explica Fernando Montenegro, diretor financeiro da ABCCP e proprietário do Haras FOM, em Tatuí (SP).

    Sete raças reconhecidas no país

    O registro genealógico das raças de pôneis no Brasil é feito exclusivamente pela ABCCP. Atualmente, a entidade reconhece e ampara sete raças:

    • Pônei Brasileiro
    • Piquira
    • Shetland
    • Welsh Pony
    • Haflinger
    • Fjord
    • Reitpony

    Como a criação de pôneis gera renda?

    Além da venda de animais para criadores e exposições, o setor abre oportunidades em diferentes frentes, como haras de lazer, fazendas de turismo, centros de equoterapia e escolas de equitação infantil.

    Apesar da proximidade com as famílias, Fernando Montenegro faz um alerta importante: o pônei não deve ser tratado como pet. “Trata-se de um animal rústico, que requer espaço e cuidados específicos para garantia de bem-estar, além de ter uma vida longa”, explica.

    Custo de produção é menor

    Uma das principais vantagens da atividade está no custo de produção. Por serem de menor porte, os pôneis consomem menos alimento e precisam de áreas reduzidas para manejo, o que permite que propriedades menores também entrem no negócio.

    A rusticidade da raça ainda favorece a adaptação a diferentes regiões do Brasil. Os animais apresentam boa longevidade, fertilidade e docilidade, características valorizadas tanto por criadores quanto por instituições que utilizam equinos em atividades terapêuticas.

    Segundo a ABCCP, o trabalho de seleção genética conduzido pelos criadores brasileiros ajudou a formar um plantel reconhecido pela qualidade morfológica e pelo temperamento equilibrado dos animais.

    Quanto custa um pônei?

    O valor de um pônei varia conforme genealogia, conformação física e histórico em competições:

    Animais comerciais (indicados para mini fazendas, sítios e iniciação): em torno de R$ 10 mil

    Animais de alto padrão: podem chegar a R$ 60 mil

    “A criação de pôneis acompanha uma tendência observada em outros segmentos do agronegócio: a valorização de atividades de nicho. Para pequenos produtores, a atividade pode representar uma alternativa interessante de diversificação da renda”, afirma Mauro Vieira Filho, criador que iniciou a atividade há quatro anos e hoje possui 38 animais, com foco em animais de entrada para sítios e fazendinhas.

    Já Fernando Montenegro segue uma estratégia diferente, apostando também na criação de animais de elite e na organização de leilões desde 2018.

  • Parasita que devora animais vivos faz EUA investirem milhões

    Parasita que devora animais vivos faz EUA investirem milhões

    Uma das pragas mais temidas da pecuária voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos. O governo americano anunciou um novo pacote de investimentos para impedir o avanço da mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo, inseto capaz de provocar ferimentos graves e até matar animais quando o tratamento não ocorre a tempo.

    Desta vez, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) destinou US$ 25 milhões para construir uma unidade de distribuição de moscas estéreis em Douglas, no Arizona. A medida fortalece a barreira sanitária na fronteira com o México e amplia a capacidade de resposta diante da ameaça.

    Como a mosca-da-bicheira ameaça os rebanhos

    O perigo não está na mosca adulta, mas nas larvas.

    As fêmeas procuram feridas abertas em bovinos, ovinos, caprinos, equinos e outros animais de sangue quente. Em seguida, depositam os ovos sobre esses machucados.

    Pouco tempo depois, as larvas eclodem e passam a consumir tecido vivo. Como consequência, a lesão aumenta rapidamente e favorece infecções secundárias.

    Sem tratamento imediato, o quadro se agrava. Além de perder peso, o animal sofre intenso estresse e pode morrer nos casos mais graves.

    Embora a pecuária concentre a maior parte dos prejuízos, o parasita também pode atingir animais silvestres, cães, gatos e, em situações raras, seres humanos.

    Técnica reduz a população do inseto

    Em vez de depender apenas de produtos químicos, os Estados Unidos apostam em uma estratégia biológica desenvolvida há décadas.

    O método consiste na criação de milhões de machos estéreis em laboratório.

    Depois disso, equipes especializadas liberam esses insetos nas áreas de risco.

    Ao cruzarem com as fêmeas selvagens, eles impedem o nascimento de novas gerações. Assim, a população da praga diminui gradualmente até desaparecer em determinadas regiões.

    Por isso, especialistas consideram essa tecnologia uma das ferramentas mais eficientes já utilizadas no controle da mosca-da-bicheira.

    Nova estrutura amplia a defesa na fronteira

    O novo centro funcionará em Douglas, cidade localizada na divisa entre os Estados Unidos e o México.

    A escolha não ocorreu por acaso. A região representa uma das principais portas de entrada para animais provenientes do território mexicano.

    Com a nova unidade, o USDA espera acelerar a distribuição das moscas estéreis sempre que surgirem focos da praga.

    Ao mesmo tempo, o governo mantém outro projeto estratégico em andamento: a construção de uma fábrica de grande porte no Texas, responsável pela produção em larga escala desses insetos.

    Juntas, as duas estruturas deverão ampliar significativamente a capacidade de resposta das autoridades sanitárias.

    Avanço da praga elevou o nível de alerta

    Foto: USDA

    Nos últimos meses, a identificação de novos focos na América Central e no México aumentou a preocupação do setor pecuário americano.

    Diante desse cenário, o USDA endureceu temporariamente as regras para a entrada de bovinos mexicanos.

    Agora, entretanto, o governo iniciou uma reabertura gradual das importações.

    Douglas será o primeiro ponto autorizado a receber animais novamente. Ainda assim, cada etapa dependerá do cumprimento rigoroso das medidas sanitárias estabelecidas pelas autoridades americanas.

    Restrição também afetou o mercado

    As limitações impostas às importações reduziram a oferta de bovinos para frigoríficos dos Estados Unidos.

    Como resultado, os preços da carne permaneceram elevados durante vários meses.

    Mesmo assim, técnicos do governo avaliam que reforçar o controle sanitário continua sendo mais vantajoso do que enfrentar uma disseminação ampla da praga em regiões produtoras.

    Segundo eles, um surto de grandes proporções poderia provocar prejuízos muito superiores aos impactos temporários sobre o mercado.

    Brasil também acompanha a situação

    Embora o investimento tenha como foco o território americano, o assunto interessa diretamente aos pecuaristas brasileiros.

    A mosca-da-bicheira ocorre em diversos países das Américas e exige monitoramento permanente das propriedades rurais.

    Por isso, veterinários orientam os produtores a examinarem qualquer ferida identificada nos animais.

    Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores serão as chances de recuperação e menores tendem a ser os prejuízos econômicos.

    Além disso, boas práticas de manejo, inspeções frequentes e programas de vigilância sanitária continuam sendo fundamentais para preservar a saúde dos rebanhos e garantir a competitividade da pecuária no mercado internacional.

  • Cooperativas do agro exportam US$ 17,4 bilhões em 2025

    Cooperativas do agro exportam US$ 17,4 bilhões em 2025

    As cooperativas brasileiras do agronegócio exportaram US$ 17,4 bilhões (cerca de R$ 96 bilhões) em 2025, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

    O resultado representa 10,3% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, reforçando a importância do cooperativismo para o comércio exterior do país.

    Apesar do desempenho expressivo, as vendas internacionais seguem concentradas. Das 140 cooperativas exportadoras em atividade, apenas dez responderam por 67% de todo o volume embarcado ao exterior.

    Cooperativas do agro movimentaram R$ 487 bilhões

    Além do avanço nas exportações, as cooperativas agropecuárias registraram faturamento de R$ 487,3 bilhões em 2025.

    O valor representa crescimento de 11,2% em comparação com o ano anterior.

    Considerando todos os segmentos do cooperativismo brasileiro, a movimentação econômica alcançou R$ 848 bilhões, equivalente a 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

    Café e carne de aves lideram as exportações

    Entre os principais itens exportados pelas cooperativas brasileiras estão o café, carne de aves, farelo de soja, carne suína e óleo de soja.

    Esses produtos mantêm forte presença nos mercados internacionais e ajudam a consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Cooperativismo volta a crescer em número de organizações

    Além disso, o levantamento da OCB também mostra a retomada da expansão do cooperativismo no país.

    Em 2025, o Brasil passou a contar com 4.400 cooperativas distribuídas em 3.425 municípios.

    Os indicadores econômicos revelam um setor em crescimento:

    • R$ 848 bilhões em ingressos totais;
    • Crescimento de 12% em relação a 2024;
    • R$ 1,6 trilhão em ativos;
    • Alta de 14,9% no patrimônio;
    • R$ 61,3 bilhões distribuídos em sobras aos cooperados;
    • Crescimento de 14,2% sobre o ano anterior;
    • 613.375 empregos diretos gerados;
    • Expansão de 6,1% no número de trabalhadores.

    Segundo a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, os resultados refletem a força do modelo cooperativista.

    “Os números do Anuário mostram que o cooperativismo continua crescendo de forma consistente porque entrega resultados concretos para as pessoas. Cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades”, afirmou.

    Patrimônio supera R$ 1,6 trilhão

    Outro destaque do levantamento é o fortalecimento da participação econômica das cooperativas brasileiras.

    O patrimônio do setor atingiu R$ 1,6 trilhão em ativos, impulsionado principalmente pelo Ramo Crédito, responsável por mais de 72% desse total.

    Já o Ramo Agropecuário segue como o principal motor econômico do cooperativismo nacional. O segmento concentra 57,4% dos ingressos do setor e permanece como o maior empregador do movimento, com aproximadamente 277 mil postos de trabalho.

    O desempenho reforça a relevância das cooperativas para a geração de renda, empregos e desenvolvimento das comunidades rurais em todo o Brasil.

  • Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Conheça Francisco, o porco de 150kg que virou sensação nas redes

    Foi-se o tempo em que apenas cães, gatos e coelhos eram considerados animais de estimação. Hoje, espécies pouco convencionais conquistam cada vez mais espaço nos lares brasileiros, e Francisco é um dos exemplos dessa mudança.

    Com cerca de 150 quilos, o suíno é o xodó da jornalista Sileimã Pinheiro e também um fenômeno nas redes sociais, onde reúne mais de 1 milhão de seguidores (Foto: Reprodução/Instagram)

    Francisco tem seis anos e mora em Jundiaí (SP). Chegou à família ainda filhote, com a promessa de ser um mini pig. No entanto, mesmo com uma alimentação equilibrada, cresceu muito além do esperado.

    “Francisco é um porco anão. Alguns até dizem que é da raça Kunekune, mas isso nunca foi confirmado. Depois de quase sete anos convivendo com ele e conhecendo outros ‘mini’, percebi que existe uma grande mistura genética na tentativa de produzir porcos cada vez menores. Eu sabia que ele iria crescer, que ‘mini’ era só o bebê, só não imaginava que fosse na velocidade da luz”, conta Sileimã.

    Rotina é pensada para o bem-estar do animal

    O crescimento de Francisco nunca diminuiu o carinho da família, pelo contrário. A adaptação à rotina e às necessidades do porco foi tão natural que Sileimã já mudou de casa cinco vezes até encontrar um lugar onde ele pudesse viver com mais liberdade.

    “Ele tem uma rotina que é dormir, acordar para comer, tomar sol, bater na porta cobrando comida e tirar várias sonecas ao longo do dia para recuperar as energias. É uma verdadeira maratona. Hoje, moro afastada da cidade e sem vizinhos por perto para que ele possa fazer todos os seus protestos à vontade sem que eu precise me preocupar com reclamações, denúncias ou multas. Ele pode ser exatamente quem é, um porquinho muito feliz e muito barulhento.”

    Além do conforto no dia a dia, a dona garante ao porco momentos especiais, como visitas periódicas a um spa especializado. Lá, ele passa por cuidados de rotina como vacinação, manejo de cascos e presas, exames e avaliações clínicas.

    “Para a minha sorte, uma das maiores especialistas mora na região. Ela percebeu a dificuldade de muitas pessoas e criou um espaço totalmente voltado para esse tipo de atendimento. O Francisco já foi três ou quatro vezes lá e funciona como um verdadeiro check-up. Eu costumo brincar que é o ‘Sírio-Libanês dos suínos’. Ele entra para uma revisão e só recebe alta depois que a equipe confirma que está tudo em ordem.”

    Um fenômeno nas redes

    A rotina inusitada de Francisco não demorou a ultrapassar os muros de casa. Os registros despretensiosos do dia a dia viralizaram e transformaram o suíno em sucesso nas redes: mais de 1,2 milhão de seguidores no TikTok e outros 140 mil no Instagram acompanham desde os momentos de descanso e as refeições até os protestos por comida.

    https://www.instagram.com/reel/DaVEoy7PwN5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Além disso, a fama já rendeu convites para campanhas publicitárias. Sileimã, no entanto, recusou propostas de grandes empresas nacionais e multinacionais por entender que não estavam alinhadas aos valores da família.

    Mais do que conquistar a internet, o pet reforçou uma convicção que a tutora carrega desde a infância. Vegetariana, ela conta que a convivência com o porco foi decisiva para adotar também o veganismo.

    “Olhando para trás, entendo que essa decisão começou muito antes, quando, por amor aos animais, escolhi não comê-los, mesmo sem saber o que significava o termo. Com os suínos, porém, sempre existiu um sentimento diferente e ainda mais forte. A maneira como eles são tratados sempre me entristeceu. Por isso, muito antes de o Francisco entrar na minha vida, eu já dizia que teria um porquinho.”

  • Brasil deve superar meta histórica de 700 mercados abertos para o agro, diz ministro

    Brasil deve superar meta histórica de 700 mercados abertos para o agro, diz ministro

    O Brasil deve ultrapassar a meta de alcançar 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários antes do fim do atual governo. A projeção foi feita nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante a abertura da primeira edição do Outlook Agro Brasil, em Brasília.

    Segundo o ministro, o desempenho das exportações brasileiras reflete a confiança internacional na qualidade dos produtos agropecuários do país e na eficiência do sistema de defesa sanitária nacional.

    Credibilidade sanitária impulsiona expansão do agro

    Durante o evento, André de Paula destacou que o Brasil vem acumulando recordes sucessivos de abertura de mercados e afirmou que a tendência é de continuidade desse avanço.

    “Nós temos como desafio chegar a 700 mercados até o fim do governo, e nós vamos passar essa meta”, declarou.

    Para o ministro, a conquista é resultado da reputação construída pelo agronegócio brasileiro junto aos compradores internacionais.

    “As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade deles”, afirmou.

    Defesa agropecuária seguirá como prioridade

    André de Paula ressaltou que o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para o setor.

    Segundo ele, o novo status sanitário amplia oportunidades comerciais para os produtores brasileiros, mas exige monitoramento constante para preservar a confiança dos parceiros internacionais.

    O ministro afirmou que o país possui estrutura para responder rapidamente a eventuais ocorrências da doença e destacou a capacidade nacional de produção de antígenos.

    Governo busca ampliar presença do agro no comércio global

    O Ministério da Agricultura pretende manter a estratégia de abertura comercial como uma das principais ferramentas para impulsionar as exportações do agronegócio.

    De acordo com André de Paula, o objetivo é ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos destinos e fortalecer as relações comerciais já existentes.

    O ministro também destacou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na promoção internacional do agronegócio brasileiro.

    Segundo ele, a atuação do governo busca consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, ampliando a competitividade do setor e reforçando sua presença no mercado global.

  • Produtores afetados por temporal em Ribeirão Preto terão acesso a crédito emergencial

    Produtores afetados por temporal em Ribeirão Preto terão acesso a crédito emergencial

    Produtores rurais de Ribeirão Preto e região, no interior de São Paulo, atingidos pelo temporal do dia 24 de julho já podem solicitar uma linha de crédito emergencial de até R$ 150 mil, liberada pelo Governo do Estado.

    A linha faz parte do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e traz condições facilitadas para quem perdeu produção ou estrutura na propriedade. A taxa é de 3% ao ano, com prazo total de até 72 meses e carência de até três anos para o pagamento da primeira parcela. As parcelas são anuais, o que dá fôlego ao produtor para se reorganizar antes de começar a quitar o financiamento.

    Como solicitar o financiamento

    Para dar entrada no pedido, o produtor precisa reunir provas do prejuízo causado pela chuva. Fotos do estrago, notas fiscais, orçamentos de reposição e uma relação detalhada das perdas ajudam a compor o processo. Toda essa documentação deve ser levada até a Casa da Agricultura da CATI ou ao escritório do ITESP mais próximo da propriedade.

    Depois que a documentação é entregue, um técnico vai até o local para vistoriar os danos de perto. Só então a proposta de financiamento é montada junto com o produtor, já ajustada à realidade da propriedade afetada.

    Para que o dinheiro pode ser usado

    Os recursos liberados pelo FEAP têm uso amplo dentro da atividade rural. O produtor pode usar o crédito para comprar insumos, sementes e mudas, repor fertilizantes e garantir alimentação e medicamentos para os animais. O dinheiro também cobre reparos emergenciais na infraestrutura da propriedade, além da limpeza de áreas atingidas e da recomposição de servidões danificadas pela chuva.

    Municípios mais afetados pelo temporal

    Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, um levantamento preliminar já identificou danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas em pelo menos cinco cidades da região: Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba. Até o momento, Taquaritinga é o município que registra a situação mais crítica no meio rural, com prejuízos que ainda estão sendo apurados pela equipe técnica do Estado.

    A Secretaria informou que segue avaliando a extensão total dos danos e que novos municípios podem ser incluídos no levantamento nos próximos dias.

  • Brasil libera R$ 13,3 bi ao agronegócio após tarifaço americano

    Brasil libera R$ 13,3 bi ao agronegócio após tarifaço americano

    O governo federal autorizou a liberação de quase R$ 13,3 bilhões em crédito para financiar programas de desenvolvimento rural, refinanciamento de dívidas e apoio a produtores de cana-de-açúcar. A medida busca amenizar os efeitos das novas tarifas anunciadas pelos EUA sobre produtos brasileiros.

    O crédito foi oficializado em edição extraordinária do Diário Oficial da União e já está em vigor.

    Pacote prioriza investimentos no setor rural

    A maior parte dos recursos vai para projetos que ampliam a produtividade e a competitividade do agronegócio brasileiro. Segundo o decreto, a distribuição será:

    • R$ 9 bilhões para desenvolvimento tecnológico no setor rural
    • R$ 3 bilhões para reequilíbrio financeiro e refinanciamento de dívidas de produtores e tomadores de crédito
    • R$ 270 milhões em subsídios a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste
    • R$ 1 bilhão para beneficiários de programas de financiamento estudantil
    • R$ 15 milhões para a contribuição voluntária do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos

    Produtores de cana recebem apoio específico

    Além disso, o governo reservou recursos exclusivos para produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste, que também enfrentam perdas causadas por eventos climáticos extremos nos últimos meses.

    A expectativa é reduzir os efeitos econômicos sobre um dos elos mais importantes da cadeia sucroenergética brasileira.

    Tarifaço

    Na última quarta-feira, o governo do presidente Donald Trump anunciou tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

    Segundo a Casa Branca, a medida responde a práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses americanos. A decisão atinge setores estratégicos da economia brasileira e amplia as preocupações com as exportações do agronegócio.

    O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro pode anunciar até o início de agosto um novo conjunto de ações para os setores mais afetados pelas recentes medidas comerciais. Entre as alternativas em estudo estão novos mecanismos de crédito, apoio financeiro e iniciativas para preservar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

  • Urucum: como o Brasil lidera a produção mundial

    Urucum: como o Brasil lidera a produção mundial

    Urucum! Esse nome é conhecido pela maioria dos brasileiros por causa do colorau, ingrediente na cozinha, ou pelas brincadeiras de criança. Mas o papel dessa planta vai muito além do tempero caseiro ou das boas memórias. Da semente é extraída a bixina, pigmento natural usado pela indústria para colorir queijos, embutidos, doces, bebidas e sorvetes, além de aplicações em cosméticos.

    Brasil lidera a produção mundial

    O país é o maior produtor global de urucum, respondendo por cerca de 57% da produção mundial. Segundo dados do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), com base em levantamento do IBGE referente a 2020, o Brasil colheu aproximadamente 13,6 mil toneladas de sementes naquele ano.

    Em território nacional, São Paulo concentra a principal região produtora, com destaque para a Nova Alta Paulista, onde a cultura tem papel relevante na economia agrícola local.

    Safra, preço e manejo

    A safra principal do urucum ocorre entre junho e agosto. Segundo levantamento mais recente disponível junto a produtores, o valor pago pela saca gira em torno de R$ 12,50 a R$ 13,00 por quilo de sementes.

    O urucum é rico em antioxidantes, além de possuir propriedades anti-inflamatórias e protetoras contra raios solares

    Pontos de manejo relevantes:

    Algumas variedades, como o urucum-anão, podem gerar uma segunda safra entre dezembro e março, dependendo da época de plantio e do manejo adotado.

    Por ser uma cultura perene, o estabelecimento da lavoura exige planejamento de médio prazo.

    A recomendação técnica é plantar as mudas entre a primavera e o verão, aproveitando o período de chuvas para o desenvolvimento inicial das plantas.

    Embora seja uma espécie nativa da Amazônia, o urucum se adaptou bem às condições de cultivo em diferentes regiões do país, especialmente em São Paulo.

    Pesquisa busca variedades mais produtivas

    O avanço da cultura no Brasil tem apoio direto de pesquisa científica. Desde a década de 1980, o Instituto Agronômico (IAC-APTA) trabalha no melhoramento genético do urucum, buscando plantas com maior produtividade e teor de bixina nas sementes.

    Segundo a pesquisadora Eliane Fabri, do IAC, o desafio central da pesquisa é reunir essas características em uma única variedade:

    “A maior demanda dos produtores é obter plantas que combinem porte baixo, alta produtividade e elevado teor de bixina. Esse continua sendo o principal foco do nosso trabalho.”

    Além do melhoramento genético, o instituto também estuda manejo, espaçamento entre plantas e adaptação da cultura a diferentes regiões produtoras.

    Maior banco genético de urucum do mundo

    O IAC mantém o maior banco de germoplasma de urucum do planeta, com 378 genótipos catalogados. Esse acervo é a base para o desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas e resistentes, sustentando a liderança brasileira na produção da cultura nos próximos anos.

  • Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Um javali gigante conhecido como “Lendário” mobilizou moradores e caçadores do interior de Minas Gerais após quase uma década causando danos em propriedades rurais. Durante uma ação de manejo, caçadores abateram o animal, que ficou conhecido na região pelo porte incomum e pela dificuldade de captura.

    Segundo os relatos que acompanham a gravação, o javali destruía plantações, invadia propriedades e, em algumas situações, atacava cães utilizados em tentativas anteriores de controle.

    Lendário pesava quase 300kg

    O tamanho do javali também chamou atenção. De acordo com as informações compartilhadas nas redes sociais, o animal teria peso estimado em quase 300 quilos e apresentava uma camada de gordura com cerca de 10 centímetros de espessura.

    ‘Lendário’ ganhou fama pelo porte fora do comum — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Espécie invasora

    O Ibama classifica o javali como uma espécie exótica invasora e autorizou seu manejo no Brasil em 2013 por meio da Instrução Normativa nº 03/2013. Desde então, produtores rurais e órgãos ambientais buscam reduzir os impactos causados pelo crescimento da população desses animais em diferentes regiões do país.

     A espécie costuma revirar o solo em busca de alimento, destruir nascentes e danificar áreas de preservação permanente. Além disso, eles representam um risco sanitário para a pecuária e podem causar prejuízos significativos à produção agropecuária.

    Segundo o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali, a expansão da espécie ameaça a biodiversidade, compromete a flora e a fauna nativas e ainda afeta corpos d’água em diversas regiões brasileiras. Da mesma forma, produtores rurais frequentemente registram perdas em lavouras de grãos, pastagens e pequenas criações por causa da presença desses animais.

    A Embrapa também alerta para os impactos provocados por javalis e seus híbridos. De acordo com a instituição, esses animais invadem plantações com frequência, revolvem grandes áreas do solo durante a busca por alimento e provocam danos diretos à atividade agropecuária.