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  • Dia Nacional do Café: entenda por que o Brasil celebra data diferente do resto do mundo

    Dia Nacional do Café: entenda por que o Brasil celebra data diferente do resto do mundo

    No dia 24 de maio, o Brasil comemora o Dia Nacional do Café, em uma data diferente tanto do Dia Mundial do Café (14 de abril) quanto do Dia Internacional do Café (1º de outubro), este último reconhecido oficialmente pela Organização Internacional do Café.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café instituiu a data em 2005, escolhendo o dia 24 de maio por marcar o início da colheita nas principais regiões produtoras do país. Além disso, a data coincide com o Dia do Barista, celebrando as diferentes formas de preparo da bebida e o trabalho dos profissionais do setor.

    Há também um objetivo estratégico por trás da celebração: estimular o consumo interno. Apesar de o Brasil liderar a produção mundial, respondendo por cerca de um terço do café produzido no planeta, o país não figura entre os maiores consumidores per capita. Finlândia, Suécia e Bélgica ocupam as primeiras posições nesse ranking.

    A trajetória do café no Brasil

    O café não é nativo do Brasil. O grão surgiu na Etiópia e se expandiu pela Arábia Saudita, daí o nome “arábica”, dado à espécie mais consumida.

    Apesar de o imaginário popular associar o café aos italianos, foram os holandeses e os franceses que introduziram a planta em solo brasileiro. Os holandeses realizaram o primeiro contrabando, levando o fruto para colônias como o Suriname. Por sua vez, a França enviou mudas para a Guiana Francesa, país vizinho do Brasil pelo norte. Uma dessas mudas acabou cruzando a fronteira.

    Em 1727, o Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta recebeu a missão de restabelecer os limites fronteiriços com a Guiana Francesa. Aproveitando a viagem, ele conquistou a confiança da esposa do governador local e retornou ao Brasil com uma muda escondida na bagagem. Assim, de forma clandestina, o café finalmente fincou raízes em território brasileiro.

    Hoje, segundo a Embrapa, a cafeicultura está presente em 1.448 municípios distribuídos por 16 estados das cinco regiões do país, o que representa mais de um quarto das cidades brasileiras com economia diretamente ligada ao setor.

    O peso econômico do café para o agronegócio brasileiro

    Por muito tempo, o café sustentou a principal atividade econômica do Brasil e liderou as exportações nacionais. A expansão da cafeicultura impulsionou o desenvolvimento de cidades, a implantação de ferrovias e a chegada de mão de obra imigrante europeia. Sua influência foi tão profunda que moldou a própria política nacional durante a República Oligárquica (1898–1930), período em que São Paulo e Minas Gerais alternavam o poder, a famosa política do café com leite.

    Atualmente, o Brasil mantém a liderança global na produção e exportação do grão, consolidando o café como um dos pilares do agronegócio nacional.

  • Funcafé libera R$ 7,3 bilhões para fortalecer cafeicultura na safra 2026/2027

    Funcafé libera R$ 7,3 bilhões para fortalecer cafeicultura na safra 2026/2027

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21) a portaria que define o direcionamento dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para o financiamento da cafeicultura no Ano Safra 2026/2027. Ao todo, o governo destinou R$ 7,368 bilhões ao setor.

    Os valores já tinham recebido aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio da Resolução nº 5.289, divulgada em 26 de março de 2026. Dessa forma, o governo fortalece o suporte à cadeia produtiva do café, uma das mais relevantes do agronegócio brasileiro.

    Comercialização concentra maior volume de recursos

    A linha de Comercialização ficou com a maior parcela dos recursos aprovados. O governo direcionará R$ 2,713 bilhões, valor que corresponde a 37% do total disponibilizado. Com isso, o setor busca ampliar a estabilidade do mercado e fortalecer as vendas da produção cafeeira.

    Além disso, a linha de Aquisição de Café receberá R$ 1,708 bilhão, o equivalente a 23% do orçamento. Essa modalidade atende diferentes segmentos da cadeia produtiva e contribui para sustentar o mercado.

    Já os financiamentos de Custeio contarão com R$ 1,616 bilhão, representando 22% dos recursos totais. Enquanto isso, o segmento de Capital de Giro terá acesso a R$ 1,150 bilhão, quantia que equivale a 16% do montante aprovado.

    Por sua vez, a linha de Recuperação de Cafezais contará com R$ 180 milhões, o que representa 2% do orçamento da safra.

    Distribuição dos recursos seguirá critérios do governo

    Segundo a portaria, o governo distribuirá os recursos entre as instituições financeiras com base em critérios que a autoridade competente ainda definirá em ato normativo específico.

    A Secretaria de Política Agrícola do Mapa, responsável pela gestão do Funcafé, reforçou a importância dos incentivos à produção nacional. Além disso, o órgão destacou o reconhecimento internacional do café brasileiro, conhecido pela qualidade e pela força econômica da cafeicultura.

    Funcafé também investe em pesquisa e sustentabilidade

    Além de financiar produtores e empresas do setor, o Funcafé garante liquidez ao mercado, amplia a previsibilidade financeira e permite respostas mais rápidas diante de crises climáticas ou oscilações econômicas. Ao mesmo tempo, o fundo incentiva práticas mais sustentáveis na produção cafeeira.

    Os investimentos também abrangem pesquisa, capacitação de produtores e técnicos e ações de promoção do café brasileiro no mercado internacional. Parte desse trabalho ocorre por meio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

    Com essa parceria, o setor amplia a competitividade do produto brasileiro e fortalece a sustentabilidade e a qualidade do café nacional no exterior.

    Edital para instituições financeiras

    O governo também publicou o edital de chamamento para contratar instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural, que atuarão como agentes financeiros do Funcafé.

    De acordo com o edital, as propostas deverão ser enviadas ao e-mail oficial do programa entre 1º de junho de 2026, às 8h, e 15 de junho de 2026, às 18h.

    A análise dos documentos acontecerá entre os dias 16 e 22 de junho. Já a divulgação da lista de instituições habilitadas está prevista para ocorrer entre 23 e 26 de junho de 2026. A relação será disponibilizada no Portal de Compras do Governo Federal.

  • Showtec 2026 consolida avanço do Incrementa MS no agro

    Showtec 2026 consolida avanço do Incrementa MS no agro

    A 29ª edição da Showtec, realizada entre os dias 19 e 21 de maio, em Maracaju (MS), consolidou mais uma vez o protagonismo do agronegócio sul-mato-grossense. O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, técnicos, lideranças políticas e representantes do setor produtivo. Em meio às discussões sobre inovação e desenvolvimento agrícola, o programa Incrementa MS surgiu como um dos principais destaques da feira organizada pela Fundação MS.

    Reconhecida como o maior evento agropecuário de Mato Grosso do Sul, a Showtec se firmou ao longo dos anos como um ambiente estratégico para apresentação de soluções voltadas à realidade do campo. Em 2025, o evento recebeu cerca de 25 mil visitantes. Assim, reforçou sua relevância como vitrine de tecnologia, relacionamento e negócios para o Estado e regiões vizinhas.

    A abertura oficial contou com a presença do presidente da Fundação MS, Daniel Franco Pereira; do presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Régis; do primeiro-secretário da Famasul, Fábio Olegário Caminha, representando Marcelo Bertoni; do diretor da Aprosoja/MS, Sérgio Marcon; do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha; além do prefeito de Maracaju, Marcos Calderan, parlamentares, secretários, representantes da Embrapa e prefeitos de cidades vizinhas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Patrocinadora diamante da feira, a Corteva Agriscience aproveitou o evento para apresentar a evolução do Incrementa MS. O programa foi criado em parceria com o Governo do Estado, Aprosoja/MS, Fundação MS e Fundação Chapadão. O foco é ampliar a produtividade agrícola por meio de um modelo técnico e agronômico escalável.

    Segundo Daniel Franco Pereira, o projeto já começa a demonstrar resultados importantes em sua segunda safra. “O Incrementa MS está indo para sua segunda safra e com certeza vai trazer muitos frutos. O Mato Grosso do Sul é indutor do crescimento. Os investimentos vêm da iniciativa privada, do produtor, com o apoio do Estado. A iniciativa privada se sente confortável em fazer os investimentos”, afirmou.

    Pesquisa e tecnologia impulsionam o agro

    O presidente da Fundação MS também destacou a importância da pesquisa e da difusão tecnológica para acompanhar a expansão agrícola do Estado. De acordo com ele, Mato Grosso do Sul saltou de 3 milhões de hectares agricultáveis há cerca de dez anos para 4,8 milhões atualmente, conforme dados da Aprosoja/MS.

    Além disso, a Fundação MS ampliou sua estrutura técnica para atender às demandas do setor. Em 2020, a instituição contava com quatro pesquisadores. Hoje, são sete profissionais dedicados ao desenvolvimento de soluções voltadas ao produtor rural.

    Daniel ainda ressaltou o trabalho desenvolvido em parceria com a Corteva. “O Incrementa MS está indo para sua segunda safra e com certeza vai trazer muitos frutos. Em nome do Augusto Moraes, diretor de relações públicas, agradeço à Corteva para que possamos trilhar um caminho de prosperidade, sustentabilidade, equilíbrio e previsibilidade”, declarou.

    A Fundação MS também destacou as ações sociais e educacionais realizadas durante a feira. Entre elas, estão as visitas de crianças por meio do projeto Agrinho. A iniciativa promove conscientização sobre agronegócio, meio ambiente e produção sustentável.

    Para Sérgio Marcon, diretor da Aprosoja/MS, a ciência segue como ferramenta essencial para enfrentar os desafios do setor. “A Showtec representa muito mais que um encontro técnico. Ela representa a força da ciência no campo. Vivemos tempos desafiadores, com clima instável, mercados exigentes e necessidade constante de produzir mais com responsabilidade. Diante disso tudo, a ciência continua sendo nosso principal caminho”, afirmou.

    Segundo ele, o evento reforça a união entre produtores, pesquisa e inovação. Além disso, evidencia a importância de Maracaju como referência nacional em produção agrícola.

    Incrementa MS aposta em produtividade e manejo

    Originalmente desenvolvido para ampliar o potencial produtivo do milho, o Incrementa MS passou a incorporar também a cultura da soja dentro do sistema produtivo regional. Em função do calendário agrícola de Mato Grosso do Sul, a etapa inicial do projeto piloto contemplou exclusivamente a soja.

    Augusto Morais, diretor de Relações Institucionais da Corteva – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Na primeira fase, cerca de 30 agricultores participaram das validações a campo. De acordo com Augusto Morais, diretor de Relações Institucionais da Corteva, os primeiros resultados já demonstram avanço relevante.

    “Comparando o nosso modelo com o modelo do produtor, vimos um aumento de três sacas por hectare na soja. Quando comparado à média do Estado, esse ganho sobe para cinco sacas”, explicou.

    O executivo ressaltou que o programa nasceu a partir de uma articulação entre setor produtivo, governo e instituições de pesquisa. Segundo ele, a iniciativa ganhou força após incentivo da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

    “Fomos provocados pela senadora Tereza Cristina ao pedir apoio e uma solução para aumentar o teto produtivo do Estado. Esse programa é trabalhado por muitas mãos e diversas parcerias”, afirmou.

    Além disso, Augusto Morais destacou uma experiência desenvolvida anteriormente na Fazenda Boa Vista, da família Pignatari, em Ponta Porã. A propriedade serviu como referência para o modelo adotado no Incrementa MS. Na área, o sistema intensivo baseado em tecnologia alcançou produtividade cerca de 50 sacas acima da média nacional na safrinha passada.

    “A gente acredita na capacidade de transformação desse programa. Quando o ganho de produtividade dá certo, ele deixa de ser exceção e passa a ser padrão”, disse.

    Programa reúne pesquisa aplicada e validação no campo

    O Incrementa MS atua em três frentes principais: implementação de sistemas tecnológicos em propriedades rurais, condução de protocolos de pesquisa e padronização na coleta e consolidação de dados agronômicos.

    Ao todo, a Corteva desenvolveu 38 protocolos em oito disciplinas técnicas. Os trabalhos são conduzidos por equipes da Fundação MS e da Fundação Chapadão. Os estudos avaliam variáveis como sanidade das plantas, qualidade de estande, estabilidade produtiva e desempenho em diferentes ambientes agrícolas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Na soja, os protocolos avaliam cultivares adaptadas à região, seguindo recomendações técnicas de população, janela e operacional. Já no milho, as ações previstas para a safrinha envolvem híbridos com foco em performance e estabilidade. Além disso, consideram riscos climáticos e pressão biótica.

    Durante a cerimônia, o governador Eduardo Riedel também destacou o papel das instituições que sustentam a Fundação MS. “Nesses quase 30 anos de Showtec, a gente vê uma transformação enorme feita no campo sul-mato-grossense, baseada em conhecimento, ciência, produtividade e sustentabilidade. Levantar a cabeça e olhar para os próximos 30 anos, não tenho medo de errar ao dizer que o Brasil é o Brasil do agro”, declarou.

    Com a expansão do Incrementa MS e os primeiros resultados positivos no campo, o programa passa a ocupar posição estratégica dentro das discussões sobre produtividade agrícola em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, reúne produtores, empresas, governo e instituições de pesquisa em torno de um objetivo comum: produzir mais, com eficiência e sustentabilidade.

  • Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Presente há séculos na cozinha brasileira e mundial, o vinagre é um ingrediente versátil que aparece em saladas, marinadas e conservas. Seu sabor característico, azedo e ácido, resulta de um processo de dupla fermentação que combina álcool e ácido acético. A partir de diferentes matérias-primas, como frutas, grãos e álcool, a indústria alimentícia produz uma grande variedade de tipos, cada um com sabor, acidez e aplicações distintas.

    No Brasil, os mais encontrados nas prateleiras são o vinagre de álcool, o de maçã e o balsâmico. Contudo, com a popularização da culinária internacional e o crescimento do mercado de alimentos especiais, opções como o vinagre de arroz e os aromatizados ganharam espaço nos supermercados. A seguir, conheça os principais tipos e saiba como usar cada um.

    Vinagre de álcool

    O vinagre de álcool é o tipo mais consumido no Brasil e resulta da fermentação de álcool etílico quase puro, geralmente derivado de grãos. Por esse motivo, ele não carrega sabores aromáticos característicos, ao contrário do vinagre de vinho, por exemplo. Trata-se da escolha ideal para quem quer acidez sem interferir no sabor dos demais ingredientes da receita. É amplamente usado em conservas caseiras, molhos e temperos do dia a dia.

    Vinagre de maçã

    O vinagre de maçã ganhou grande popularidade no Brasil nos últimos anos, impulsionado tanto por benefícios comprovados quanto por mitos que circulam nas redes sociais. Ele resulta da fermentação do líquido alcoólico extraído de maçãs esmagadas e apresenta acidez mais baixa do que a maioria dos outros tipos, além de um leve sabor frutado. Por essas características, combina bem com saladas, molhos, marinadas e pratos com toque mais adocicado.

    Vinagre de maçã pode ajudar no emagrecimento por conter ácido acético

    Vinagre balsâmico

    Também chamado de “aceto balsâmico”, o vinagre balsâmico é produzido a partir do mosto de uva fermentado, ou seja, uvas inteiras prensadas. Sua coloração escura, textura espessa e sabor levemente adocicado o diferenciam dos demais. Na cozinha, funciona bem em molhos para saladas e marinadas, mas brilha especialmente quando reduzido em fogo brando até formar um molho denso, usado para finalizar carnes, frutas e até sorvetes.

    Vinagre de vinho

    O vinagre de vinho (produzido a partir de vinho tinto ou branco), apresenta acidez mais acentuada, que varia conforme o tipo de uva utilizada. É uma opção versátil: combina com marinadas, molhos de salada e no preparo de carnes e peixes, agregando complexidade ao sabor dos pratos.

    Vinagre de arroz

    Muito utilizado na culinária asiática, o vinagre de arroz resulta da fermentação do arroz e se destaca pelo sabor suave e pouco ácido. No Brasil, sua presença cresceu junto com a popularização da gastronomia japonesa e é ingrediente indispensável no preparo do sushi, de legumes em conserva e de frituras orientais.

    Cada tipo de vinagre tem sabor, acidez e aplicação específicos — (Foto de Catherine Karnow)

    Vinagre de malte

    Produzido a partir da fermentação de cerveja sem lúpulo, o vinagre de malte tem sabor intenso e acidez marcante. É menos comum no Brasil, mas aparece em receitas europeias, especialmente em molhos e cremes de origem britânica.

    Vinagres aromatizados

    Os vinagres aromatizados partem de uma base, geralmente vinagre de vinho, que recebe a adição de ervas como alecrim, sálvia ou manjericão, ou ainda de sucos de frutas. O resultado são versões com sabores exclusivos, ideais para molhos vinagrete e marinadas mais elaboradas. Por conterem açúcar adicionado, diferem dos vinagres tradicionais em composição e devem ser usados com atenção em receitas que exijam controle de doçura.

  • De Cafelândia a Palmital: conheça 10 cidades paulistas que nasceram do agro

    De Cafelândia a Palmital: conheça 10 cidades paulistas que nasceram do agro

    São Paulo abriga municípios cujos nomes remetem diretamente ao universo do campo: frutas, plantações e elementos ligados à agricultura fazem parte da identidade de diversas cidades do estado. Isso porque a formação de muitas delas passou diretamente pela atividade agropecuária, que impulsionou tanto a ocupação do território quanto o desenvolvimento econômico regional ao longo da história.

    Em alguns casos, o nome reflete os cultivos predominantes no momento da fundação da cidade. Em outros, a associação se tornou apenas uma curiosidade histórica. De qualquer forma, essa relação ajuda a retratar a força e a diversidade do agro paulista, considerado o mais diversificado em produção e exportação do país. Em 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado superou R$ 174,6 bilhões, sustentado por cadeias que vão da cana-de-açúcar e da laranja até café, amendoim, carnes e hortaliças.

    A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, aponta que a mudança no perfil produtivo dessas cidades ao longo do tempo demonstra a capacidade de adaptação do setor, que incorporou novas culturas, tecnologias e mercados sem perder sua ligação histórica com o campo.

    “O fato de um município chamado ‘Cafelândia’ hoje produzir cana ou olericultura não é apenas uma curiosidade histórica, mas o resultado de décadas de assistência técnica e do trabalho de extensão rural, que ajudaram o produtor a diversificar seus cultivos e buscar maior rentabilidade. O nome da cidade preserva a memória, mas a atuação da extensão rural no campo garante que o agricultor continue sendo produtivo, independentemente da cultura que ele cultiva hoje”, afirma Ricardo Pereira, diretor da CATI.

    Bananal

    Parece óbvio associar Bananal à banana ou a um bananal, termo que designa uma plantação de bananeiras. Contudo, o nome da cidade tem origem na palavra indígena “Banani”, que significa rio sinuoso em tupi-guarani. No município, não existe plantio comercial da fruta, pois as áreas de cultivo são muito pequenas. O que predomina, na verdade, é a produção de leite. Ainda assim, Bananal está localizado no Vale do Paraíba, segunda maior região produtora de banana do estado de São Paulo.

    Batatais

    Existem algumas versões históricas para a origem do nome Batatais. A mais aceita remete ao período colonial e associa o nome aos índios caiapós, habitantes naturais da região. Segundo os relatos, os primeiros bandeirantes encontraram extensas plantações de batata-doce durante a busca por ouro, e esse encontro teria dado origem ao nome da cidade. Hoje, porém, não há mais produção relevante da cultura. Atualmente, a cana-de-açúcar domina o município, ocupando cerca de 50 mil hectares de um território total de 83 mil hectares.

    Cafelândia

    O nome de Cafelândia surgiu da intensa produção cafeeira da região durante sua fundação, no início do século XX, e significa literalmente “Terra do Café”. O município iniciou sua trajetória agrícola com o café arábica e ainda mantém áreas dedicadas à cultura, embora em menor escala: cerca de 220 hectares cultivados. Atualmente, a cana-de-açúcar ocupa a maior parte da atividade agrícola local, seguida pela pecuária de corte, pelo café e pela olericultura.

    Canas

    O município de Canas recebeu esse nome em referência à antiga Fazenda das Canas, área destinada ao assentamento de imigrantes italianos e ao cultivo de cana-de-açúcar no Vale do Paraíba. Embora a cultura tenha marcado a origem econômica e histórica da cidade, ela não deixou produção relevante nos dias atuais. Hoje, o município concentra suas principais atividades na produção de arroz e leite.

    Jaboticabal

    O nome de Jaboticabal tem origem na grande quantidade de jabuticabeiras que existiam na região durante sua ocupação, no início do século XIX. O termo designa um local com muitas árvores dessa fruta, assim como “canavial” remete às áreas de cana-de-açúcar. Atualmente, as jabuticabeiras aparecem sobretudo em praças e quintais, enquanto a cana-de-açúcar e o amendoim lideram a produção agrícola do município.

    Laranjal Paulista

    A origem do nome de Laranjal Paulista remonta às rotas de tropeiros do início do século XVII. Durante as viagens rumo a Sorocaba, eles costumavam descansar às margens de um ribeirão cercado por laranjeiras, que ficou conhecido como ribeirão dos laranjais. Embora nunca tenha havido produção comercial expressiva da fruta no município, Laranjal Paulista integra a região sorocabana, atualmente líder na produção paulista de laranja — com 76,8 milhões de caixas de 40,8 quilos destinadas tanto ao consumo in natura quanto à indústria.

    Limeira

    Uma das versões históricas associa o nome de Limeira à presença marcante de árvores cítricas, as limeiras, que produzem limas, frutas semelhantes ao limão. Essas árvores serviam de ponto de parada para tropeiros e bandeirantes no século XVIII. Além dessa origem curiosa, o município carrega importância estratégica para a citricultura brasileira: até a década de 1960, Limeira ostentava o título de “Capital da Laranja” e, hoje, é reconhecida como o “Berço da Citricultura Nacional”.

    Palmital

    Palmital deve seu nome à abundância de palmeiras da espécie Euterpe edulis encontradas na região durante sua colonização, por volta de 1886. A área era marcada pela presença do palmito-juçara, espécie típica da Mata Atlântica. Atualmente, porém, o município não ocupa posição de destaque na produção de palmito.

    Pitangueiras

    O município de Pitangueiras recebeu esse nome pela grande quantidade de pitangueiras encontradas na região durante sua fundação, entre 1858 e 1881. Hoje, não existem mais plantios relevantes da fruta na cidade, e a cana-de-açúcar passou a dominar a atividade agrícola local.

    Vinhedo

    O nome de Vinhedo tem origem na forte presença de parreirais na região durante o processo de colonização e desenvolvimento agrícola da cidade, a partir do século XVII. O termo designa justamente uma área cultivada com videiras para a produção de uvas. Atualmente, a produção da fruta no município é quase inexistente. Ainda assim, Vinhedo integra a região de Campinas, segunda maior produtora de uva de mesa do estado, com 40,1 milhões de quilos.

  • Endividamento rural cresce e acende alerta para o próximo Plano Safra

    Endividamento rural cresce e acende alerta para o próximo Plano Safra

    O aumento das dívidas no campo preocupa produtores e especialistas do agronegócio. Após perdas causadas pelo clima e pela queda na rentabilidade da soja, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter o fluxo financeiro e garantir acesso ao crédito da próxima safra.

    Dados da Serasa Experian apontam crescimento de 56,4% nos pedidos de recuperação judicial no agro, enquanto a inadimplência rural já atinge 8,3%. Segundo o advogado especializado em agronegócio Pedro Henrique Oliveira Santos, muitos produtores ainda cometem o erro de renegociar dívidas diretamente com os bancos sem orientação técnica.

    Renegociação pode comprometer crédito rural

    De acordo com o especialista, operações conhecidas no mercado como “mata-mata” acabam elevando juros e acumulando novas dívidas, além de prejudicar o score e reduzir o limite de crédito do produtor.

    “O produtor deixa a dívida vencer e tenta resolver sozinho junto à instituição financeira. Nesse momento, o banco oferece uma renegociação conhecida como ‘operação mata-mata’, que aumenta juros, gera uma nova cédula para quitar a anterior e transforma o débito em uma bola de neve”, explica.

    De acordo com o especialista, mesmo quando o agricultor consegue um acordo imediato, os impactos futuros podem comprometer a saúde financeira da propriedade.

    “Muitas dessas renegociações afetam diretamente o score, reduzem o limite de crédito e prejudicam o nome do produtor. Com isso, ele enfrenta dificuldades para acessar financiamentos no próximo Plano Safra”, afirma Santos.

    Reestruturação financeira e regularização do nome

    A primeira etapa envolve reorganizar contratos ativos com bancos e fornecedores de insumos, ajustando o fluxo de pagamento e eliminando restrições cadastrais.

    “A principal medida é reestruturar financeiramente os contratos, criar novos cronogramas de pagamento e buscar alternativas legais, como prorrogação e alongamento das dívidas, para limpar o nome do produtor”, orienta.

    Além disso, o especialista também recomenda agir antes do vencimento das obrigações ou buscar soluções técnicas adequadas para impedir prejuízos cadastrais. Isso evita a deterioração do score e preserva a capacidade de financiamento da atividade rural.

    Questões ambientais podem travar financiamentos

    Outro fator decisivo envolve o compliance ambiental. Atualmente, instituições financeiras analisam pendências ambientais com rigor antes de liberar crédito rural.

    “O produtor precisa garantir que não existam notificações, multas, processos ambientais ou desmatamentos irregulares vinculados à fazenda. Essas situações estão entre os principais fatores que bloqueiam financiamentos”, alerta Pedro Henrique.

    Blindagem jurídica pode garantir a próxima safra

    Para os produtores que atravessam dificuldades após a colheita, a recomendação é buscar suporte jurídico o quanto antes. Em vez de aceitar condições impostas pelas instituições financeiras, o agricultor pode recorrer ao Manual do Crédito Rural (MCR), que prevê a possibilidade de prorrogação das dívidas em casos de quebra de safra ou problemas de mercado.

    Segundo o advogado, uma reestruturação conduzida de forma técnica ajuda a manter o nome limpo e preserva o acesso às linhas de crédito subsidiadas pelo governo.

    “O produtor não pode esperar o lançamento do próximo Plano Safra para descobrir que perdeu acesso ao crédito. O momento ideal para auditar dívidas, organizar certidões e buscar o alongamento legal é agora, entre maio e junho. A antecipação é fundamental para garantir limite de crédito e viabilizar a próxima safra”, conclui.

  • Longe dos palcos, ícone do sertanejo é dono de fazenda de luxo em Goiás

    Longe dos palcos, ícone do sertanejo é dono de fazenda de luxo em Goiás

    A rotina dos grandes artistas costuma girar em torno de aeroportos, multidões e agendas sem folga. No entanto, longe das luzes dos palcos e da pressão constante da fama, um dos nomes mais respeitados da música sertaneja brasileira escolheu um caminho diferente para recarregar as energias.

    Escondida no interior de Goiás, a propriedade rural tornou-se um verdadeiro santuário particular. Cercada por vastas áreas verdes, a fazenda foi pensada para oferecer tranquilidade absoluta, funcionando tanto como ponto de encontro familiar quanto como espaço de descanso após décadas de carreira artística intensa.

    Um refúgio rural longe dos holofotes

    A fazenda impressiona pelo tamanho e pela proposta que equilibra vida simples e conforto. A área externa concentra boa parte das atividades: uma piscina ampla integra-se à paisagem natural, enquanto os espaços de convivência foram planejados para reunir familiares e amigos em momentos de lazer.

    Além disso, o espaço preserva as características típicas do campo. A criação de gado faz parte da dinâmica diária da propriedade, evidenciando que o local não foi concebido apenas como casa de férias, mas como uma fazenda funcional.

    O proprietário desse refúgio é Xororó, cantor sertanejo consagrado nacionalmente, integrante da histórica dupla com Chitãozinho e pai dos artistas Sandy e Junior. Ao longo dos anos, ele revelou discretamente alguns detalhes do local nas redes sociais.

    Veja detalhes da fazenda de Xororó — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Um lugar marcado pela memória afetiva

    A fazenda vai além do luxo ou do status. Para Xororó, a propriedade carrega um valor emocional profundo: foi escolhida justamente para proporcionar experiências simples aos filhos, distantes da rotina de fama que acompanhou a família desde muito cedo.

    Durante a infância de Sandy e Junior, a fazenda tornou-se destino frequente nas férias escolares. Amigos próximos eram convidados para dias de atividades ao ar livre, passeios pelo campo e convivência familiar sem a interferência da vida artística.

    Esse contraste entre o sucesso profissional e a vida rural ajudou a construir uma imagem pública associada à simplicidade, característica que os fãs frequentemente ligam ao sertanejo de raiz.

  • Confirmado na Copa, Neymar entra em negociação por fazenda luxuosa no Rio

    Confirmado na Copa, Neymar entra em negociação por fazenda luxuosa no Rio

    Recém-confirmado como um dos nomes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, Neymar chama atenção também fora dos gramados. Dono de um patrimônio milionário, o jogador acumula mais de 100 imóveis, principalmente no litoral paulista.

    Entre os bens mais conhecidos do atleta está o complexo de três mansões interligadas no Morro Santa Terezinha, em Santos, avaliado em cerca de R$ 50 milhões. Neymar também possui uma mansão em Mangaratiba, no litoral do Rio de Janeiro, frequentemente usada pela família em datas comemorativas e períodos de descanso.

    No entanto, o que pouca gente sabe é que o jogador já buscou o mercado imobiliário rural. Segundo informações divulgadas por uma imobiliária de Itaipava, especializada em propriedades de alto padrão, o craque negociou no ano passado a compra de uma fazenda de luxo em Areal, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

    A propriedade teria mais de 30 hectares e contaria com estrutura digna de resort. Entre os destaques estariam uma casa-sede moderna, piscina aquecida, quadra poliesportiva, lago artificial e até heliponto privativo.

    Moradores e profissionais da região afirmam que equipes de segurança privada realizaram visitas técnicas no local. Outro detalhe que aumentou as especulações foi o avistamento do helicóptero de prefixo PR-NJR, associado ao atleta, pousando em um heliponto próximo à propriedade.

    Reconhecida recentemente como a “Capital da Uva” do estado do Rio de Janeiro, Areal vive um momento de valorização turística e imobiliária impulsionado pelo crescimento das vinícolas e do turismo rural. A possível chegada de Neymar, inclusive, já anima empresários locais e especialistas do setor.

    De acordo com avaliações do mercado imobiliário, a presença do camisa 10 poderia elevar em até 40% o valor de imóveis de alto padrão na cidade e em municípios vizinhos.

    Mansão em Mangaratiba já virou destaque nacional

    Enquanto os rumores sobre a fazenda seguem sem confirmação oficial, a mansão de Neymar em Mangaratiba continua entre os imóveis mais comentados do país. O espaço ganhou notoriedade principalmente pelo lago artificial construído na área externa da propriedade.

    Com paisagismo inspirado em resorts de luxo, o lago possui águas cristalinas, pedras decorativas, área de descanso e até uma faixa de areia que simula uma praia particular. O imóvel ainda reúne campo de futebol, quiosques, áreas de convivência e heliponto.

    Lago artificial da mansão de Neymar Jr em Mangaratiba – (Foto: Reprodução/Instagram @genesisecossistemas)

    Em 2023, as obras da mansão chegaram a ser interditadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Mangaratiba após suspeitas de infrações ambientais. Na época, a construção do lago artificial repercutiu amplamente na imprensa, e uma multa milionária chegou a ser aplicada. Posteriormente, porém, as suspeitas de irregularidades foram descartadas e a penalidade acabou suspensa.

  • Sertanejo dono de fazenda milionária no Pantanal surge em pescaria de luxo

    Sertanejo dono de fazenda milionária no Pantanal surge em pescaria de luxo

    O cantor Luan Santana compartilhou nas redes sociais os bastidores de uma pescaria no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Em vídeos publicados no perfil oficial, o sertanejo apareceu em momentos de lazer ao lado de amigos enquanto navegava pelos rios da região.

    “Sempre um prazer voltar, meu Pantanal”, escreveu o artista na legenda da publicação.

    Nas imagens, Luan mostrou detalhes da rotina durante a viagem, incluindo cenas da pescaria em barco, o preparo das refeições e até registros noturnos das embarcações que participaram da aventura.

    Durante dias de descanso no Pantanal, o músico exibiu momentos da pescaria — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Fazenda milionária no coração do Pantanal

    Um dos refúgios preferidos do cantor no Mato Grosso do Sul é a Fazenda Meteoro, adquirida em 2024. Localizada em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense, a propriedade está avaliada em cerca de R$ 15 milhões e combina lazer, privacidade e investimento no agronegócio.

    Segundo informações divulgadas em entrevistas e nas redes sociais, a fazenda mantém foco na pecuária, com criação de gado e estrutura voltada à produção rural.

    Outro detalhe que chama atenção é a personalização do rebanho, marcado com as iniciais do artista, reforçando a identidade da propriedade. Além disso, a fazenda conta com parcerias no setor agrícola e utiliza maquinário moderno para otimizar a produção no campo.

  • Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    Touro milionário apreendido em operação contra o PCC gera custo de até R$ 60 mil por mês

    A Polícia Civil apreendeu o touro Império durante uma operação contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Reconhecido no circuito profissional de rodeios, o animal disputa etapas da Professional Bull Riders (PBR) e pode valer ao menos R$ 1 milhão, segundo as autoridades.

    Em entrevista ao g1, um veterinário que atua no mercado de rodeios em todo o país explicou que touros desse porte pesam, em média, 850 quilos. O especialista, que preferiu não se identificar, afirmou conhecer o Império e detalhou os custos para manter um animal desse nível.

    “Animais desse tipo pesam, em média, 850 quilos, e o custo de manutenção gira em torno de R$ 60 mil, considerando alimentação, transporte e terapias”, relatou.

    Segundo o veterinário, o Império pertence à categoria dos taurinos, resultado do cruzamento entre raças europeias e zebuínos, conhecidos pela presença do cupim. O animal também chama atenção pelo porte físico e pode chegar perto dos dois metros de altura.

    Touros como o Império consomem entre 35 e 45 quilos de alimento por dia. Para manter o desempenho nas arenas, os tratadores oferecem dietas compostas por alimentos volumosos e concentrados.

    Operação contra lavagem de dinheiro do PCC: polícia apreende dinheiro, cavalos e 3º touro melhor ranqueado em rodeios do Brasil — (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

    Histórico de vitórias e posição da PBR

    Fruto do cruzamento entre as raças Nelore e Girolando, o Império reúne características valorizadas nos rodeios, como força, resistência e maior vigor físico. Desde 2024, o touro acumula títulos importantes em competições organizadas pela PBR.

    O animal venceu etapas em Limeira (SP), em 2024, e em Gonçalves (MG) e Ijaci (MG), ambas em 2025. Além disso, alcançou a terceira colocação no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025.

    A operação policial também mirou o influenciador digital Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, dono da companhia responsável pelo animal. As autoridades prenderam o empresário no ano passado em outra investigação.

    Em nota, a PBR Brazil esclareceu que não mantém qualquer ligação com proprietários de touros. A entidade também explicou como funciona a escolha dos animais para as competições.

    “A PBR Brazil não possui vínculo direto ou indireto com proprietários de touros, e as contratações para cada etapa podem ou não ser feitas diretamente pelo organizador local”, informou.

    A organização acrescentou que seleciona os touros exclusivamente por critérios técnicos. “Com relação à contratação de touros de pulo, a seleção acontece exclusivamente com base no desempenho dos animais em eventos recentes”, destacou a entidade.

    Para pontuar no ranking da CNAR, o touro precisa vencer etapas credenciadas. O Império conquistou sua pontuação justamente pelas vitórias obtidas nas três competições promovidas pela PBR.