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  • ITR 2026: prazo começa hoje; veja como declarar

    ITR 2026: prazo começa hoje; veja como declarar

    Começa nesta segunda-feira (10) o prazo para a entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. Produtores rurais e demais contribuintes obrigados têm até 30 de setembro para enviar o documento à Receita Federal.

    A declaração é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóveis rurais, com exceção dos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação.

    O prazo termina às 23h59min59s de 30 de setembro, no horário de Brasília. Por isso, quem precisa prestar as informações deve ficar atento para não perder a data.

    Quem precisa declarar o ITR?

    A obrigação da DITR 2026 alcança pessoas físicas e jurídicas que tenham determinadas formas de relação com um imóvel rural.

    Entre os contribuintes obrigados estão:

    • proprietários de imóveis rurais;
    • titulares do domínio útil;
    • possuidores de imóveis rurais;
    • usufrutuários;
    • situações específicas envolvendo condomínio, composse e espólio.

    As regras também contemplam contribuintes que perderam a posse ou a propriedade do imóvel rural em determinadas situações entre 1º de janeiro de 2026 e a data da apresentação da declaração.

    Imóveis que estejam enquadrados nas hipóteses legais de imunidade ou isenção ficam fora da obrigação.

    Como fazer a declaração do ITR 2026?

    Uma das novidades deste ano é a possibilidade de fazer todo o procedimento pela internet por meio do serviço Minhas Declarações do ITR.

    A ferramenta está disponível no Portal de Serviços da Receita Federal e permite preencher, transmitir, retificar e consultar a DITR sem a necessidade de instalar um programa no computador. O acesso exige autenticação com conta gov.br nos níveis Prata ou Ouro.

    Além do preenchimento online, a Receita Federal mantém o Programa ITR 2026 para pessoas físicas que possuem imóvel rural com área de até 100 hectares. Nesse caso, a transmissão também pode ser feita pelo próprio programa ou pelo Receitanet.

    O que acontece se perder o prazo?

    Quem estiver obrigado a apresentar a DITR e entregar o documento depois do prazo fica sujeito a multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido.

    Atualmente, o valor mínimo da multa é de R$ 50.

    Por isso, deixar a declaração para os últimos dias pode causar dores de cabeça, principalmente para quem ainda precisa reunir informações do imóvel e dos responsáveis pela propriedade.

    É possível corrigir a declaração depois do envio?

    Sim, é possível!

    Se o contribuinte identificar algum erro, omissão ou informação incorreta depois da transmissão, é possível apresentar uma DITR retificadora, desde que ainda não tenha sido iniciado um procedimento de lançamento de ofício.

    A declaração retificadora substitui integralmente a declaração original. Por isso, a recomendação é conferir as informações antes da transmissão e guardar o recibo de entrega.

    Como funciona o pagamento do ITR?

    A entrega da DITR e o pagamento do imposto são etapas relacionadas, mas diferentes.

    O valor do ITR apurado pode ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e consecutivas. Porém, cada quota precisa ter valor mínimo de R$ 50.

    Quando o imposto for inferior a R$ 100, o pagamento deve ser feito em quota única.

    A primeira quota ou a quota única vence em 30 de setembro de 2026, mesma data final para a apresentação da declaração.

    As demais quotas, quando houver, têm vencimento no último dia útil de cada mês e recebem os acréscimos previstos na legislação, incluindo juros calculados com base na taxa Selic e 1% no mês do pagamento.

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  • Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Um grupo de pescadores viveu uma experiência única, e quase inacreditável, ao capturar um jaú de 68 quilos durante uma pescaria esportiva no Rio Acre. As imagens do peixe gigante chamaram atenção pelo porte do animal, considerado um dos maiores peixes de água doce da América do Sul.

    A pescaria reuniu Rose, Rojaiso, Márcio e Tiba. Para chegar ao local escolhido, eles percorreram aproximadamente quatro horas de canoa até uma praia às margens do Rio Acre, onde permaneceram por dois dias em busca de grandes exemplares.

    Peixe gigante

    Após retirar o peixe da água e registrar o momento em fotografias, os pescadores celebraram a conquista e destacaram a abundância de espécies encontrada na região.

    “O Rio Acre é abençoado e temos fartura de peixes. Podemos dizer que não é história de pescador”, afirmou Tiba.

    “Assim é a vida de quem vive da pesca e dos ribeirinhos deste rio, que possui muitas riquezas naturais” — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Mesmo com o Rio Acre apresentando nível abaixo do normal em alguns trechos, o grupo afirmou que ainda existem pontos favoráveis para a prática da pesca esportiva.

    O Rio Acre nasce no Peru, atravessa o estado do Acre e deságua no Rio Purus, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

    Conheça o jaú

    O jaú (Zungaro jahu) é uma das maiores espécies de peixes de água doce da América do Sul. Ele ocorre em importantes bacias hidrográficas, como as dos rios Amazonas, Paraná e Paraguai.

    A espécie pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e alcançar mais de 100 quilos, sendo considerada um dos peixes mais cobiçados pelos praticantes da pesca esportiva devido ao tamanho e à força durante a captura.

    Seu corpo robusto, a cabeça larga e a grande resistência fazem do jaú um verdadeiro símbolo dos grandes rios brasileiros.

  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • El Niño pode mudar produção global de café nos próximos anos

    El Niño pode mudar produção global de café nos próximos anos

    A confirmação de um novo episódio de El Niño para o segundo semestre de 2026 voltou a acender o alerta no mercado internacional de café.

    Embora os impactos variem de acordo com a intensidade do fenômeno e das condições climáticas de cada região produtora, especialistas avaliam que o clima poderá influenciar a oferta global da commodity entre 2026 e 2027.

    Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño costumam ser diferentes entre os países produtores e dependem do estágio das lavouras quando o fenômeno ocorre.

    Brasil deve escapar dos impactos imediatos

    O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, não deve sofrer impactos diretos na safra 2026/27, segundo a projeção atual da consultoria.

    Mesmo assim, um período mais chuvoso durante o outono e o inverno pode provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade dos preços no mercado.

    De acordo com Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, o monitoramento climático continua sendo fundamental para os próximos meses.

    “Embora a produção da safra 2026/27 não deva ser afetada, o andamento da colheita e a fase de florada exigem atenção.”

    Próxima safra pode enfrentar desafios

    Os maiores riscos ainda estão ligados ao desenvolvimento da próxima temporada.

    Isso porque alterações nos padrões de chuva e temperatura podem influenciar etapas decisivas para a formação dos grãos e para o potencial produtivo das lavouras.

    O comportamento climático durante a florada será um dos fatores mais observados pelo mercado nos próximos meses.

    Leia mais: Agro confia mais nos EUA do que na China, aponta FGV

    América Central e Ásia estão entre as regiões mais vulneráveis

    Fora do Brasil, os efeitos do El Niño podem ser mais significativos.

    Segundo a Hedgepoint, importantes produtores da América Central e da Ásia apresentam maior risco de enfrentar problemas climáticos nas safras 2026/27 e 2027/28.

    A preocupação aumenta diante da possibilidade de um evento forte entre o final de 2026 e o início de 2027.

    Nessas regiões, mudanças no regime de chuvas e períodos prolongados de calor podem comprometer fases importantes do desenvolvimento das lavouras, reduzindo a produtividade e pressionando a oferta mundial de café.

    Caso o fenômeno ganhe força nos próximos meses, o mercado poderá reagir antecipadamente às expectativas de menor produção em algumas das principais regiões produtoras do mundo.

  • Agro confia mais nos EUA do que na China, aponta FGV

    Agro confia mais nos EUA do que na China, aponta FGV

    Apesar de a China ser o principal destino das exportações brasileiras de soja e carne bovina, produtores e moradores da fronteira agrícola demonstram maior confiança nos Estados Unidos do que no país asiático.

    A conclusão faz parte de uma pesquisa realizada pela FGV RI (Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas) em municípios da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil no fim de 2025.

    O levantamento revela uma diferença significativa entre dependência econômica e confiança política.

    Dependência comercial não significa confiança

    A China concentra atualmente cerca de 80% das exportações brasileiras de soja e 86% das vendas externas de carne bovina.

    Mesmo assim, os entrevistados demonstraram maior confiança nos Estados Unidos.

    Segundo a pesquisa:

    21,8% consideram os EUA “muito confiáveis”;

    12,6% atribuem a mesma avaliação à China.

    A diferença supera nove pontos percentuais.

    O estudo também aponta que a confiança na China caiu quase 20 pontos percentuais em comparação com 2017, período em que as relações comerciais entre os dois países continuaram avançando.

    Segundo os pesquisadores, o resultado mostra que laços econômicos e alinhamentos políticos seguem caminhos distintos.

    “A fronteira agrícola vende para a China sem confiar nela e confia nos Estados Unidos sem depender deles comercialmente. A pesquisa mostra que confiança política e dependência econômica são coisas distintas e seguem lógicas diferentes”, afirmou Matias Spektor, diretor da FGV RI e um dos autores do estudo.

    Leia mais: Robôs de ordenha transformam a pecuária leiteira

    União Europeia gera percepção dividida

    A pesquisa também avaliou como os entrevistados enxergam as exigências ambientais da União Europeia para produtos agrícolas.

    De um lado, 74,3% acreditam que atender às normas ambientais europeias fortalece a reputação internacional do Brasil.

    Por outro:

    66,9% afirmam que as exigências reduzem a competitividade dos produtos brasileiros;

    61,5% entendem que as regras atendem principalmente aos interesses econômicos da própria União Europeia.

    Segundo os pesquisadores, essas avaliações não são contraditórias.

    A interpretação é que o setor vê as exigências como uma condição necessária para manter acesso a um mercado estratégico, mesmo sem compartilhar integralmente os valores defendidos pelo bloco europeu.

    Fronteira agrícola tem perfil mais conservador

    O levantamento também traçou um panorama político dos moradores da região.

    De acordo com os dados:

    83,5% se identificam como de direita ou centro;

    16,5% se declaram de esquerda.

    A pesquisa aponta ainda que:

    55,9% acreditam que o governo interfere excessivamente na vida das pessoas;

    64,3% avaliam que a regulação estatal gera mais efeitos negativos do que positivos para os negócios.

    Segundo os autores, essas percepções influenciam a forma como a população da fronteira agrícola avalia parceiros internacionais como Estados Unidos, China e União Europeia.

    Peso político do agro pode crescer

    O estudo destaca ainda o aumento da relevância eleitoral da fronteira agrícola brasileira.

    Os estados que compõem essa região representam aproximadamente 15% do eleitorado nacional.

    Para os pesquisadores, esse crescimento pode ampliar a influência das preferências regionais nos debates sobre política externa e nas relações do Brasil com Washington, Pequim e Bruxelas.

    “Uma política externa que presume que a fronteira agrícola seguirá seus interesses comerciais em direção ao alinhamento político com qualquer parceiro individual interpreta equivocadamente a realidade da região”, concluiu Matias Spektor.

    Leia mais: Frutas em miniatura conquistam produtores e consumidores

  • Agro em Campo fica entre os mais admirados do segmento na maior premiação de jornalismo agro

    Agro em Campo fica entre os mais admirados do segmento na maior premiação de jornalismo agro

    O Agro em Campo conquistou destaque nacional ao chegar à final da premiação +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. Além disso, o repórter PH Lopes garantiu vaga entre os 50 jornalistas mais admirados do setor. O Portal dos Jornalistas realizou a cerimônia de premiação nesta segunda-feira (22), em São Paulo. O evento reuniu os principais veículos e profissionais especializados na cobertura do agronegócio.

    PH Lopes. Foto: divulgação – Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio

    Reconhecimento

    Criado há dois anos, o Agro em Campo nasceu com a missão de levar informações relevantes do setor aos brasileiros. Desde então, o portal ampliou sua audiência e consolidou sua presença no jornalismo agropecuário.

    Foto dos premiados no  Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026
    Foto: divulgação – Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026

    A indicação entre os finalistas reforça o crescimento do veículo. Além disso, reconhece o trabalho desenvolvido na cobertura de um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional.

    A sexta edição da premiação também entrou para a história. A jornalista Kelly Godoy, da Record News, conquistou o título de mais admirada do agronegócio pela terceira vez consecutiva. Com a vitória, Kelly tornou-se a maior vencedora da premiação. Antes dela, o reconhecimento ficou com Renata Maron, em 2023, Beatriz Gunther, em 2022, e Sidnei Maschio, em 2021. Durante o evento, Kelly agradeceu aos colegas e destacou a presença feminina no jornalismo agropecuário. Segundo ela, o prêmio incentiva a participação das mulheres na editoria. Além disso, reforça a importância do trabalho coletivo realizado diariamente.

    Kelly Godoy recebendo premio
    Foto: Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026 / Divulgação

    O ranking dos dez jornalistas mais admirados contou com Gabriel Azevedo, em segundo lugar. Aleksander Horta ficou na terceira posição. Fernanda Pressinott ocupou o quarto lugar. Já Isadora Duarte terminou na quinta colocação. Nayara Figueiredo apareceu em sexto lugar. Isadora Camargo ficou na sétima posição. Alessandra Mello conquistou o oitavo lugar. Victor Faverin e Fabiano Reis completaram o grupo dos dez mais admirados.

    Homenageado do ano

    A cerimônia também homenageou Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Durante o discurso, Saad destacou a importância dos jornalistas na divulgação das informações do setor. Ele também ressaltou a relevância estratégica do agronegócio para o Brasil.

    Jhonny Saad
    Foto: Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026 / Divulgação

    Outro reconhecimento especial ficou com David Cardoso. O repórter e produtor da AgroBand Bahia recebeu o Troféu Revelação do Ano.

    A edição 2026 dos +Admirados da Imprensa do Agronegócio contou com apoio de empresas, entidades e instituições ligadas ao setor. O prêmio consolidou-se como uma das principais homenagens ao jornalismo agropecuário brasileiro.

  • Parasita “comedor de carne” ameaça pecuária dos EUA

    Parasita “comedor de carne” ameaça pecuária dos EUA

    Parecia um problema enterrado nos livros de história da pecuária. Mas ele voltou. E voltou fazendo barulho.

    A reaparição do verme conhecido como bicheira do Novo Mundo, um parasita capaz de consumir tecido vivo de animais, colocou autoridades sanitárias e pecuaristas dos Estados Unidos em estado de alerta. Casos recentes registrados no sul do país reacenderam um temor que há décadas não rondava os ranchos americanos.

    O parasita, chamado cientificamente de Cochliomyia hominivorax, deposita seus ovos em feridas abertas. Quando as larvas eclodem, começam a se alimentar da carne do hospedeiro ainda vivo. O processo é rápido, doloroso e, se não houver tratamento imediato, pode levar o animal à morte.

    A descrição parece saída de um filme de terror. No campo, porém, ela é bastante real.

    Como a bicheira do Novo Mundo ameaça a produção

    A bicheira foi considerada erradicada dos Estados Unidos no fim do século passado, após um longo e custoso programa de controle biológico. Por isso, o surgimento de novos casos despertou preocupação não apenas sanitária, mas também econômica.

    O alerta ocorre em um momento delicado para a pecuária americana. Os Estados Unidos atravessam o menor ciclo de oferta de gado em mais de 70 anos, consequência de secas prolongadas, custos elevados de produção e redução do rebanho. Nesse cenário, qualquer ameaça adicional ganha proporções ainda maiores.

    Além das perdas diretas nas fazendas, o temor é de que o avanço da bicheira provoque restrições sanitárias, aumente os custos de manejo e pressione ainda mais os preços da carne bovina. Nos Estados Unidos, o valor da proteína já opera em níveis historicamente elevados.

    Autoridades reforçam vigilância sanitária

    As autoridades intensificaram a vigilância em regiões de fronteira e reforçaram protocolos de inspeção em propriedades rurais. O objetivo é identificar rapidamente novos focos e evitar que o parasita encontre condições favoráveis para se espalhar.

    Para os pecuaristas, o episódio também funciona como um lembrete de uma velha máxima do campo: ameaças sanitárias raramente dão aviso prévio.

    Enquanto os técnicos ampliam o monitoramento, produtores acompanham cada novo boletim com atenção redobrada. O inimigo é pequeno, quase invisível a olho nu. Ainda assim, seu potencial de causar prejuízos bilionários faz dele uma das maiores preocupações da pecuária americana neste momento.

    Efeitos podem ultrapassar as fronteiras dos Estados Unidos

    Em um mercado global cada vez mais conectado, o que acontece nos pastos do Texas dificilmente fica apenas no Texas. Os desdobramentos do surto podem repercutir nas cadeias internacionais de carne, influenciar o comércio global e acender um sinal de atenção também entre produtores e exportadores brasileiros.

  • Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    Controle de amônia pode gerar R$ 2 bilhões por ano à avicultura

    A adoção de tecnologias voltadas ao controle da amônia em aviários pode injetar cerca de R$ 2 bilhões anuais na economia da avicultura brasileira. A estimativa faz parte de um estudo desenvolvido pela Dux Grupo, que aponta a melhoria da ambiência nas granjas como fator decisivo para aumentar a produtividade, reduzir perdas sanitárias e ampliar a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

    Segundo o levantamento, a redução da concentração de gases tóxicos nos ambientes de criação impacta diretamente o desempenho das aves. As validações realizadas em campo indicaram ganho médio de 60 gramas de peso vivo por animal criado em condições controladas. Quando projetado para o volume nacional de abates, estimado em aproximadamente 7 bilhões de aves em 2026, o resultado representa centenas de milhões de quilos adicionais de carne produzidos ao longo do ano.

    O estudo destaca que esse incremento ocorre sem a necessidade de ampliar áreas de produção ou elevar proporcionalmente os custos com alimentação. O que favorece a rentabilidade dos produtores e a eficiência da cadeia produtiva.

    Impactos sanitários e comerciais

    Além dos ganhos em produtividade, o controle da amônia contribui para reduzir problemas sanitários que afetam a qualidade final dos produtos. Entre eles está a pododermatite, conhecida popularmente como calo nas patas, condição agravada pela umidade excessiva e pelas altas concentrações de amônia presentes na cama dos aviários.

    De acordo com a Dux Grupo, a neutralização dos gases pode diminuir a incidência dessas lesões entre 5% e 17,5%. O resultado tem reflexos diretos na comercialização internacional, especialmente em mercados asiáticos, como a China, que exigem elevados padrões de qualidade e integridade das patas para importação.

    Além disso, a redução das lesões diminui perdas por condenações e agrega valor aos produtos exportados. Dessa forma, a melhoria da ambiência passa a ser vista não apenas como uma questão de bem-estar animal. Mas também como estratégia econômica para o setor.

    Química verde como aliada da produção

    Os resultados observados no estudo estão relacionados ao uso de tecnologias baseadas nos princípios da química verde. Diferentemente de soluções que apenas reduzem o odor dos aviários, os processos analisados atuam na decomposição molecular da amônia, neutralizando sua toxicidade e reduzindo os impactos sobre animais, trabalhadores e meio ambiente.

    A tecnologia utiliza compostos biodegradáveis capazes de promover a neutralização química dos gases sem provocar saturação química nos galpões. Com isso, a produção se torna mais alinhada às exigências globais de sustentabilidade, governança ambiental e bem-estar animal.

    “Tecnologias como o Amonix, solução que lançaremos este ano no Brasil, são o resultado prático e direto desses estudos de viabilidade, projetadas para oferecer ao mercado uma ferramenta de alta performance que une rentabilidade e sustentabilidade”, afirma Spaziani.

    Segundo o executivo, o objetivo é transformar desafios ambientais e químicos em oportunidades de crescimento para o agronegócio brasileiro, com resultados mensuráveis para produtores e integradoras.

    A Dux Grupo atua no segmento de química verde e registrou crescimento de 241% entre 2020 e 2025. Atualmente, a empresa está presente em sete países da América Latina e em Portugal. Portanto, ampliando sua participação no agronegócio por meio de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e produtividade animal

  • De Viih Tube a Vini Jr: os famosos que já provaram o polêmico bife de ouro

    De Viih Tube a Vini Jr: os famosos que já provaram o polêmico bife de ouro

    O famoso “bife de ouro” voltou ao centro das atenções após aparecer em um jantar de luxo oferecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em Nova York.

    O encontro aconteceu no badalado restaurante Nusr-Et Steakhouse, comandado pelo chef turco Salt Bae, conhecido mundialmente pelos cortes extravagantes e pelo jeito teatral de servir carnes. Segundo informações divulgadas após investigações da Polícia Federal, o jantar teria custado cerca de R$ 60 mil.

    Documentos apontam que Vorcaro solicitou uma experiência exclusiva para Castro, incluindo carnes folheadas a ouro, vinhos premium e champanhes importadas.

    O que é o famoso “bife de ouro”

    O prato virou símbolo de luxo e ostentação na gastronomia internacional. A receita utiliza cortes nobres, como Wagyu e Tomahawk, conhecidos pelo alto grau de marmorização, característica que garante maciez e sabor intenso à carne.

    Depois de preparada na grelha, a peça recebe folhas de ouro comestível de 24 quilates, aplicadas diretamente sobre a carne ainda quente. Apesar do visual chamativo, especialistas afirmam que o ouro não altera o sabor do alimento e funciona apenas como elemento estético.

    Mesmo assim, a apresentação ajudou a transformar o prato em fenômeno nas redes sociais e entre celebridades do mundo todo.

    Filé com ouro em restaurante em Nova York Nusr-Et Steakhouse, do chef turco Salt Bae — Foto: Reprodução

    Os preços também impressionam. Dependendo do corte e do restaurante, o bife dourado pode custar entre R$ 1,5 mil e mais de R$ 10 mil. Em Londres, algumas versões do tomahawk folheado a ouro chegaram a ultrapassar US$ 1 mil.

    Viih Tube, Karoline Lima e jogadores famosos já provaram

    Além de Cláudio Castro, diversos famosos brasileiros já experimentaram o luxuoso prato servido na rede Nusr-Et.

    A influenciadora Viih Tube mostrou a experiência nas redes sociais ao encerrar uma noite com um jantar sofisticado. Antes da carne dourada, ela exibiu entradas típicas árabes.

    “Tem as entradinhas árabes também, o quibe cru, pão sírio, qualhada seca…”, contou aos seguidores.

    Em seguida, a ex-BBB mostrou o prato principal e comentou: “É literalmente uma carne folheada com ouro”.

    Foto: Reprodução/Instagram

    Quem também viveu a experiência foi o casal Karoline Lima e Léo Pereira. Em dezembro, os dois compartilharam registros do jantar no restaurante de Salt Bae.

    “Viemos no Nusr-Et. Restaurante do moço da carne de ouro, pedi até um sushi de carne”, brincou Karoline nas redes sociais.

    Já o jogador do Flamengo reagiu ao preço da refeição de forma bem-humorada: “A carne é 100, o ouro é 1.000”.

    Foto: Reprodução/Instagram

    O restaurante também já recebeu outros brasileiros famosos, como o ex-jogador Ronaldo Fenômeno e atletas da Seleção Brasileira, entre eles Gabriel Jesus, Éder Militão e Vini Jr.

    https://www.instagram.com/reel/Cln5XfOov7f/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Costume milenar

    Apesar de parecer uma tendência recente das redes sociais, a prática de consumir ouro é antiga.

    Historiadores apontam que os egípcios, há cerca de 5 mil anos, já utilizavam o metal em rituais ligados à purificação espiritual, mental e corporal. Há relatos de que Cleópatra realizava tratamentos faciais e corporais com ouro regularmente.

    Durante a Idade Média, o metal precioso também ganhou espaço nas cortes europeias como símbolo de riqueza, poder e nobreza.

  • São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    São Paulo adota novas medidas para conter avanço do greening na citricultura

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo publicou nesta quinta-feira (28) uma nova resolução com medidas voltadas à prevenção e ao controle do HLB/Greening, considerada a principal doença da citricultura brasileira.

    A pasta oficializou as mudanças por meio da Resolução SAA nº 32 de 2026, divulgada no Diário Oficial do Estado. Além disso, o texto segue as diretrizes da Portaria SDA/MAPA nº 1.326, publicada em julho de 2025 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, para reforçar as ações de defesa agropecuária no estado.

    Municípios passam a ter classificação por incidência

    Entre as principais novidades, a resolução cria uma divisão dos municípios paulistas conforme o nível de contaminação pelo greening.

    A partir de agora, cidades com até 10% de pomares contaminados entram na categoria de baixa incidência. Já os municípios que ultrapassarem esse índice passam a integrar a classificação de alta incidência da doença.

    Segundo a secretaria, a medida busca direcionar as estratégias de combate e tornar o controle mais eficiente em cada região produtora.

    Monitoramento do psilídeo será quinzenal

    Além da nova classificação, o governo paulista também determinou o monitoramento quinzenal do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão do greening.

    Os produtores deverão acompanhar a presença do inseto em pomares de qualquer idade. Dessa forma, as autoridades pretendem impedir que o psilídeo complete o ciclo entre as fases de ovo e adulto.

    Regra para erradicação de plantas muda em áreas críticas

    A resolução também alterou as exigências para eliminação de plantas contaminadas.

    Nos municípios classificados com alta incidência, produtores que possuem árvores adultas doentes não precisarão mais arrancar essas plantas obrigatoriamente.

    Por outro lado, a erradicação continuará obrigatória para plantas novas com até três anos de idade nessas localidades.

    Enquanto isso, cidades enquadradas como áreas de baixa incidência deverão manter a eliminação de plantas contaminadas em todas as faixas etárias.

    Transporte de frutas terá novas exigências

    O governo paulista também modificou as regras para o transporte interestadual de frutas cítricas.

    A partir da nova norma, produtores e empresas precisarão realizar o processamento e a escovação das frutas antes do envio para outros estados.

    Segundo a secretaria, o objetivo é retirar folhas e ramos que possam transportar vetores da doença durante o trânsito da carga. A única exceção prevista pela medida vale para a Tangerina Ponkan.

    Por fim, a secretaria informou que as novas regras valem para plantas dos gêneros Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.