Tag: África

  • Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    Nigéria recebe missão brasileira para cooperação e comércio

    A Nigéria, maior economia e país mais populoso da África, foi o primeiro destino da Missão África Ocidental, iniciativa organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A missão, que levou mais de 40 empresas brasileiras ao continente, busca fortalecer os laços comerciais e de cooperação entre o Brasil e a África Ocidental, com foco em setores estratégicos como segurança alimentar, energia e tecnologia.

    Seminário Nigéria-Brasil abre caminho para parcerias estratégicas

    No último dia 27 de janeiro, Abuja, capital da Nigéria, sediou o Seminário Nigéria-Brasil, evento que marcou o início da Missão África Ocidental. O encontro reuniu autoridades governamentais e empresários dos dois países, destacando o potencial para parcerias bilaterais e ganhos mútuos.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, enfatizou que a missão vai além da promoção comercial tradicional. “A reaproximação com a África é uma determinação do presidente Lula, que entende ser fundamental retomar a presença do Brasil em todos os países. Esta não é apenas uma missão comercial, mas de cooperação. O continente africano, com seus 1,4 bilhão de habitantes e projeção de chegar a 4 bilhões até o final do século, oferece oportunidades significativas para o Brasil. Temos muito a cooperar, especialmente em áreas como segurança alimentar e energia”, afirmou Viana.

    Oportunidades comerciais

    A corrente de comércio entre Brasil e Nigéria, que em 2014, foi de US$ 10 bilhões, está atualmente no patamar dos US$ 2,1 bilhões. Segundo o estudo Perfil de Comércio e Investimentos Nigéria, da ApexBrasil, há 183 oportunidades para exportações brasileiras no país, com destaque para os setores de combustíveis minerais, máquinas e equipamentos, e produtos alimentícios.

    No entanto, as exportações brasileiras para a Nigéria ainda são concentradas em açúcar e melaços, que representaram 73,5% do total em 2023. A diversificação dessas exportações é um dos principais desafios para ampliar a presença do Brasil no mercado nigeriano.

    Cooperação em segurança alimentar e energia

    A Nigéria, que recentemente ingressou no grupo dos BRICS, é vista como um parceiro estratégico para o Brasil em desafios globais, como segurança alimentar e transição energética. O embaixador brasileiro na Nigéria, Carlos Garcete, destacou a importância da parceria bilateral. “A presença de representantes do setor privado dos dois países demonstra o enorme potencial da nossa relação. A Nigéria é um parceiro fundamental para o Brasil, especialmente no contexto dos BRICS”, afirmou.

    Idi Mukhtar Maiha, Ministro do Desenvolvimento da Pecuária da Nigéria, reforçou os laços históricos e culturais entre os dois países. “Brasil e Nigéria compartilham história, cultura e objetivos econômicos comuns. Temos solos, climas e topografias semelhantes, o que facilita a cooperação em áreas como agricultura e pecuária”, disse Maiha.

    Empresas brasileiras em ação

    A Missão África Ocidental promoveu mesas setoriais entre empresários brasileiros e nigerianos, gerando oportunidades concretas de negócios. A Deltronix, empresa brasileira de equipamentos técnicos, apresentou um projeto de prevenção ao câncer de útero que despertou grande interesse local. “Aqui na Nigéria, mais de 8 mil mulheres morrem anualmente de câncer de colo de útero. Nosso projeto inclui a instalação de clínicas ginecológicas e treinamento de médicos locais, gerando capacitação e demanda por nossos equipamentos”, explicou Luciano Grilo, diretor internacional da empresa.

    Já a Baldan Implementos Agrícolas, que já exportou para mais de 80 países, incluindo várias nações africanas, destacou a importância da cooperação técnica. “Não basta vender máquinas; é essencial oferecer peças de reposição e treinamento para manutenção local. Essa missão é crucial para recuperarmos nosso espaço no mercado nigeriano”, afirmou Fábio Fávaro, representante da empresa.

    A Missão África Ocidental representa um passo importante na reaproximação do Brasil com a África, continente que oferece oportunidades significativas em setores como agricultura, energia e tecnologia. Com laços históricos, culturais e econômicos, Brasil e Nigéria têm tudo para se tornarem parceiros estratégicos em um mundo cada vez mais interconectado.

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  • Crocodilo mais velho do mundo completa 124 anos

    Crocodilo mais velho do mundo completa 124 anos

    O crocodilo mais velho do mundo, celebrou seu 124º aniversário em dezembro de 2024, tornando-se uma lenda vive no Centro de Conservação CrocWorld, em Scottburgh, na África do Sul. Com uma vida que se estende por mais de um século, Henry não é apenas uma atração turística. Sua longevidade oferece valiosas informações sobre a biologia dos crocodilos e a importância da conservação.

    Nascido em 1903, Henry passou por diversas transformações em seu habitat ao longo das décadas. Desde sua chegada ao zoológico em 1927, ele se tornou um símbolo de resiliência e adaptação. Os cuidadores relatam que Henry continua ativo e saudável, desafiando as expectativas sobre a vida útil dos crocodilos, que geralmente varia entre 70 e 100 anos.

    Acreditava-se que o animal tenha comido crianças de uma tribo local. Com isso, integrantes do grupo pediram ajuda para pôr fim a vida do animal, entretanto, o caçador Henry Neumann — que deu o nome a Henry — preferiu capturá-lo e o levar a um cativeiro.

    Além de sua impressionante longevidade, Henry é também um pai prolífico. Estima-se que ele tenha mais de 10 mil filhos, contribuindo significativamente para a população de crocodilos em cativeiro. Essa taxa de reprodução não apenas demonstra a saúde do animal, mas também ressalta a importância dos programas de reprodução em zoológicos para a preservação da espécie.

    Importância da conservação

    A vida longa de Henry destaca a necessidade urgente de conservação dos habitats naturais dos crocodilos. Esses répteis desempenham um papel crucial nos ecossistemas aquáticos, ajudando a controlar populações de peixes e outros animais. Infelizmente, muitas espécies enfrentam ameaças devido à perda de habitat e à caça ilegal.

    Crocodilo-do-Nilo de 5 metros e 700 quilos vive na África do Sul. Reprodução – CrocWord

    O erpetólogo do zoológico, enfatiza: “Henry é um lembrete vivo da importância da conservação. Ele nos mostra que, com os cuidados adequados e um ambiente saudável, os crocodilos podem viver vidas longas e plenas.”

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    A equipe do conservatório espera que a história do crocodilo Henry inspire mais pessoas a se envolverem na conservação da vida selvagem. Henry simboliza a resiliência da natureza e a importância da conservação.

    Com 124 anos de vida e uma prole estimada em 10 mil descendentes, ele continua a ensinar lições valiosas sobre a preservação dos habitats naturais e o cuidado com as espécies ameaçadas. À medida que celebramos sua longevidade, devemos também refletir sobre o papel que cada um pode desempenhar na proteção desses magníficos animais para as gerações futuras.

  • As larvas que comem plástico descobertas na África

    As larvas que comem plástico descobertas na África

    Uma nova descoberta empolgante no combate à poluição plástica foi feita por cientistas do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos (icipe) no Quênia: as larvas as larvas-da-farinha queniana (Alphitobius diaperinus) são capazes de consumir e degradar poliestireno, um dos plásticos mais problemáticos, amplamente utilizado em embalagens de alimentos e eletrônicos. Esta é a primeira vez que uma espécie de inseto nativa da África demonstra essa capacidade.

    O poliestireno, conhecido popularmente como isopor, é um material plástico durável e difícil de decompor. Métodos tradicionais de reciclagem, como processamento químico e térmico, são caros e podem gerar poluentes. Isso motivou a exploração de métodos biológicos para gerenciar esse resíduo persistente.

    Os pesquisadores descobriram que as larvas-da-farinha, ou larvas de tenébrio, conseguem não apenas mastigar o poliestireno. Mas também abrigam bactérias em seus intestinos que auxiliam na degradação desse material. Durante um experimento que durou mais de um mês, as larvas foram alimentadas com uma dieta composta apenas por poliestireno, apenas farelo (um alimento denso em nutrientes) ou uma combinação dos dois. Os resultados mostraram que as larvas alimentadas com a mistura de poliestireno e farelo conseguiram consumir até 11,7% do poliestireno total durante o período do teste.

    A análise das bactérias intestinais revelou mudanças significativas na composição bacteriana dependendo da dieta das larvas. Essas bactérias são conhecidas por produzir enzimas capazes de digerir plásticos sintéticos, indicando que elas desempenham um papel crucial na degradação do poliestireno.

    Dieta equilibrada ajuda até as larvas

    A pesquisa destaca a importância de uma dieta equilibrada para a eficiência das larvas na degradação do plástico. Embora a dieta composta apenas por poliestireno sustentasse a sobrevivência das larvas, não fornecia nutrientes suficientes para que elas fossem eficazes na quebra do material plástico.

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    Com os níveis de poluição plástica atingindo níveis críticos em vários países africanos, essa descoberta oferece uma solução promissora para o gerenciamento de resíduos plásticos. A equipe de pesquisa planeja isolar as bactérias específicas envolvidas na degradação do poliestireno e examinar suas enzimas para potencialmente desenvolver soluções microbianas personalizadas para o tratamento de resíduos plásticos em larga escala.

    A capacidade das larvas-da-farinha queniana sugere que elas podem desempenhar um papel importante na redução natural de resíduos. Especialmente para plásticos, que são resistentes aos métodos convencionais de reciclagem. Com mais estudos, os cientistas esperam ampliar essa pesquisa para incluir outros tipos de plásticos. E também explorar a viabilidade da produção em larga escala das enzimas envolvidas na degradação do plástico.

  • Instituto Brasil África capacita jovens africanos para agricultura

    Instituto Brasil África capacita jovens africanos para agricultura

    O Instituto Brasil África (Ibraf) inicia, entre os dias 19 e 30 de agosto, a primeira turma do Youth Technical Training Program 2024/2025. Em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o treinamento ocorrerá na Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada em Cruz das Almas, Bahia.

    Lançado em 2017, o programa de capacitação técnica do Ibraf visa formar jovens africanos em diversas áreas. Isso inclui agricultura, desenvolvimento rural, saúde, tecnologia da informação, educação, infraestrutura, esporte, comunicação, empreendedorismo e indústria criativa. Nesta edição, dez jovens de Serra Leoa receberão treinamento específico no manejo da mandioca.

    Durante duas semanas, os participantes terão a oportunidade de aprender técnicas avançadas, realizar atividades práticas e estabelecer conexões com profissionais brasileiros. Isso além de manipular produtos e assistir a palestras de especialistas. O objetivo é fortalecer habilidades e incentivar o empreendedorismo, permitindo que os jovens apliquem o aprendizado em suas rotinas diárias.

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    “Esta iniciativa reforça o compromisso do Ibraf em apresentar boas práticas brasileiras ao continente africano. A lógica é simples: se dá certo no Brasil, é muito possível que também dê certo na África, respeitando as idiossincrasias locais”, destacou o professor João Bosco Monte, fundador e presidente do Instituto Brasil África.

    A realização desta turma conta com a parceria do Ministério da Agricultura de Serra Leoa, do International Institute of Tropical Agriculture (IITA) e da African Capacity Building Foundation (ACBF). Entre 2024 e 2025, a meta é capacitar mil jovens profissionais africanos em diversas disciplinas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar no continente.

  • Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Teresina, capital do Piauí, é classificada como terceiro município com melhor qualidade de vida nas regiões norte e nordeste pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além da indústria, um dos destaques da cidade é sua contribuição com o setor agropecuário. E neste lugar se localiza a Fazenda África, propriedade de Rossana e Eduardo Aboud. Especializada em pecuária de corte, ela abre suas porteiras para iniciativas de empreendedorismo, gestão e capacitação na região.

    Após 12 anos vivendo em países como Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quênia, a advogada e empreendedora Rossana Aboud decidiu junto com seu marido que era o momento de retornar ao Brasil. “Frente à pandemia nos questionamos se valia a pena passar tanto tempo fora e longe da família. Isso nos levou a refletir sobre esse momento pessoal”, conta Rossana.

    Rossana Aboud, da Fazenda África

    Motivados pelo sonho e pela experiência em gestão corporativa, os executivos contrataram um consultor para ensinar os manejos da pecuária de corte. Em 2021, inauguraram a propriedade de 20 hectares. Passaram também a compartilhar o cotidiano no campo nas redes sociais.

    Reconhecimento e inovação

    Desde então, a empreitada tem conquistado diferentes formas de reconhecimento. Em três anos, a página da Fazenda África já soma 20 mil seguidores no Instagram. Em 2023, Rossana foi uma das produtoras reconhecidas no Prêmio Mulheres do Agro. O prêmio é uma iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) — que está com inscrições abertas para novas interessadas até o dia 31 de julho.

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    Focada em incentivar mais mulheres a mostrarem sua jornada no campo, a produtora passou a compartilhar, investindo na transparência dentro da porteira, conteúdo sobre suas práticas que englobam a dedicação ao cuidado animal que resulta na qualidade da carne. Com grande preocupação com a qualidade da alimentação, água, vacina e manejo sanitário, a propriedade busca aperfeiçoar a produção de capim e o modelo de irrigação. “Dentro da Fazenda África entendemos que a sustentabilidade segue um tripé social, econômico e ambiental. Entre nossas ações, captamos a água da chuva para otimizar nosso modelo de irrigação de gotejamento, e conseguimos economizar recursos hídricos com eficiência”, conta.

    Responsabilidade social

    A Fazenda África compartilha nas redes sociais sua rotina de participação em eventos, dicas de infraestrutura, sustentabilidade e silagem além de técnicas de bem-estar animal, como o curral antiestresse. A propriedade também promove cursos de gestão. Além disso, defende um modelo de gestão transparente, oferecendo oportunidades para que seus colaboradores se especializem e tenham oportunidades de crescimento. Essa estratégia é também uma forma de retenção de talentos que gera motivação nos profissionais.

    Logo da Fazenda Africa
    Reprodução – Redes Sociais

    Com pouco mais de um ano de atividade da Fazenda África, Rossana soube da iniciativa Prêmio Mulheres do Agro, que busca dar espaço e valorizar o trabalho das mulheres que fazem a diferença no campo, reconhecendo suas iniciativas na gestão sustentável de suas propriedades, com foco nos pilares de governança, social e ambiental, e se inscreveu. Desde então, a produtora expandiu sua atuação abrindo as porteiras. “Vi que me comunicar e me posicionar proporcionou mais experiência e vivências voltadas a responsabilidade social. Hoje integro projetos como o ‘Movimento Mulheres de Fibra’ e o ‘Instituto Cultivar Progresso’ ”.

    Dentro dessas iniciativas, Rossana soma esforços para a construção de uma clínica escolar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) que vai beneficiar mais de 300 crianças no sul do estado do Piauí. Esse projeto também auxiliará a comunidade local, com espaço para cursos, aulas de educação ambiental e uma agrofloresta. “Queremos impactar a vida das crianças e de suas famílias, e atrair parceiros para a região, fomentando o empreendedorismo”, acrescenta.

    Liderança e inspiração

    Já no Movimento Mulheres de Fibra, do Instituto Cultivar Progresso, Rossana é uma das líderes do projeto ao lado das produtoras de grãos Lúcia Bortolozzo e Ani Sanders, com objetivo de difundir uma corrente de ideias ligadas a transformação social. Dentro do projeto, a rede cria produtos e serviços no município de Sebastião Leal. A cidade é um dos polos do agronegócio do Piauí, oferecendo oficinas e capacitações voltadas ao desenvolvimento local.

    Com os aprendizados da participação nesses projetos e após ter realizado no progresso à frente da Fazenda África, a produtora voltou a se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro em 2023, quando foi reconhecida na categoria de Pequena Propriedade. “O prêmio trouxe muita validação pessoal e profissional. Me sinto mais segura representando o Piauí e defendo a importância de as mulheres reconhecerem suas conquistas”, diz ela.

    A produtora convoca as mulheres do setor que ainda não se inscreveram na premiação a também se inscreverem e conhecerem de perto a iniciativa. “O prêmio é importante para balizar o que estamos fazendo em nossas fazendas, reforçar práticas e se apropriar desse espaço. Mostrem seu belíssimo trabalho nas redes sociais, invistam nessa comunicação. Apliquem para suas iniciativas porque ele é um divisor de águas para o nosso desenvolvimento e para nos sentirmos especiais.”

    As inscrições para produtoras rurais no Prêmio Mulheres do Agro se encerram na próxima quarta-feira, 31 de julho. E podem ser realizadas por meio do site da premiação.

  • Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    Projeto de melhoramento genético une Brasil e Nigéria

    O Brasil está ajudando a Nigéria a impulsionar sua produção de leite através da raça Girolando. O projeto, que conta com a participação da Embrapa e da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, visa o melhoramento genético do rebanho nigeriano usando técnicas avançadas como inseminação artificial e edição de genoma. A iniciativa, idealizada pela FAO, pretende melhorar a sustentabilidade e a viabilidade econômica da produção leiteira de pequena escala na África Subsaariana, utilizando raças bovinas locais adaptadas às condições regionais.

    Os produtores de leite da Nigéria estão inseminando vacas das raças locais Bunaji e Gudali com sêmen da raça Girolando. Segundo Abdullahi Mustapha, diretor da NABDA, a expectativa é aumentar a produção diária de leite de 2 para 10 a 15 litros por vaca. Mais de 600 vacas já foram inseminadas, resultando no nascimento de 250 bezerras F1. A meta inicial é realizar 2 mil inseminações em cem fazendas.

    Reprodução – Embrapa/Foto – Marcos Vinícius G. B. Silva

    O próximo passo é a análise genômica das vacas F1 para identificar características herdadas dos pais e prever o potencial de produção de leite. A NABDA está otimista quanto ao impacto do projeto, esperando que as novas vacas aumentem significativamente a produção de leite sem perder a adaptabilidade local.

    Para o Brasil, o projeto representa uma oportunidade de exportação de sêmen, embriões e tecnologia. Segundo Marcos Vinícius G. B. Silva, da Embrapa, o projeto fortalece a posição do Brasil como líder em tecnologia de ponta para a pecuária de leite. A cooperação internacional com a África é uma prioridade para a Embrapa, e há planos de expandir a iniciativa para outros países africanos e do Oriente Médio.

    Nigéria: Potencial e Desafios

    Com uma população de cerca de 210 milhões, a Nigéria é o país mais populoso da África e enfrenta desafios significativos em termos de produção de leite. Atualmente, importa cerca de US$ 1,5 bilhão em produtos lácteos anualmente. Mustapha acredita que o país tem potencial para se tornar um exportador de leite, graças ao grande rebanho bovino e à capacidade de melhorar geneticamente as raças locais.

    Desenvolvida pela Embrapa, a raça Girolando resulta do cruzamento das raças Gir e Holandesa, combinando alta produção de leite com adaptabilidade ao clima tropical. A raça tem mostrado um aumento significativo na produção de leite e aceitação crescente tanto no Brasil quanto internacionalmente. Em 2023, a produção de sêmen de Girolando aumentou mais de 11%, destacando-se como a raça preferida para produção de leite em regiões tropicais.

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    A colaboração com a Nigéria demonstra o potencial do Brasil em liderar a genética bovina para produção de leite em climas tropicais. O mercado global para essa tecnologia é vasto, com interesse de países como China e diversas nações africanas, sinalizando um futuro promissor para a raça Girolando e a pecuária leiteira brasileira.

    A parceria entre Brasil e Nigéria é um marco na cooperação internacional para o melhoramento da produção leiteira. Com tecnologia de ponta e raças adaptadas, ambos os países se beneficiam, contribuindo para um mercado global mais robusto e sustentável.

  • Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    Empresas brasileiras movimentam mais de US$ 2 milhões na Africa’s Big 7

    A participação de 19 empresas brasileiras na feira Africa’s Big 7 gerou um volume de negócios superior a US$ 2,3 milhões, marcando a retomada da presença do Brasil em eventos de negócios no continente africano. Lideradas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as empresas apresentaram produtos da agroindústria entre os dias 11 e 13 de junho, em Joanesburgo, África do Sul.

    Expansão no mercado africano

    A feira Africa’s Big 7 é o principal evento de alimentos e bebidas na África. Durante a feira, as empresas brasileiras reportaram US$ 2,336,000 em negócios, combinando vendas imediatas e projeções para os próximos 12 meses. Esta participação integra a missão Brasil-Africa Solutions da ApexBrasil, que visa fomentar o comércio entre o Brasil e os países do sul da África. As empresas brasileiras realizaram 160 contatos com potenciais compradores durante o evento.

    Destaques na feira

    A Africa’s Big 7, em sua 21ª edição, contou com aproximadamente 200 expositores globais, atraindo compradores e líderes da indústria alimentícia e de bebidas. A feira foca em alimentos secos, congelados, bebidas, e equipamentos de processamento e embalagens, oferecendo uma plataforma para explorar novos produtos, identificar tendências e estabelecer conexões no mercado africano, que movimenta cerca de US$ 313 bilhões.

    A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destacou a importância do retorno à Africa’s Big 7 após um planejamento estratégico das prioridades brasileiras na região. Por outro lado, a embaixadora Ligia Maria Scherer ressaltou o novo momento da diplomacia brasileira no continente africano. Enquanto isso, o adido agrícola Carlos Muller mencionou o grande potencial do mercado africano para produtos brasileiros, especialmente após a recente abertura do mercado de pescados na África do Sul.

    Iniciativas e oportunidades

    A empresa capixaba Café Meridiano, por exemplo, serviu seu café aos visitantes, buscando parceiros no mercado africano. Tatiana Reis, CEO da Samerica Trade, destacou também a importância de estreitar laços com o continente daqui em diante, e Bonifácio Sena, da Ecofoods, enfatizou o potencial do açaí no mercado sul-africano. Ao mesmo tempo, Rafael Soares, da Embaré, comentou ainda sobre a relevância da presença brasileira para entender as demandas locais.

    Crescimento das exportações

    Em 2023, as exportações brasileiras para a África atingiram um recorde histórico de US$ 13,2 bilhões. Os países africanos já são o quarto principal destino das exportações brasileiras. Os mais procurados são os produtos do complexo de alimentos e bebidas, minério de ferro e óleos combustíveis de petróleo. Argélia, Egito, África do Sul, Marrocos e Nigéria foram os principais compradores.

    O estudo da ApexBrasil identifica mais de 6 mil oportunidades no continente. Os destaques são combustíveis minerais, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos de transporte como áreas de crescimento. A participação na Africa’s Big 7 reforça também o compromisso do Brasil em expandir e diversificar suas exportações para a África.