Tag: África

  • Mina de ouro desaba e deixa mais de 100 mortos na África

    Mina de ouro desaba e deixa mais de 100 mortos na África

    Mais de 100 pessoas morreram após o desabamento de uma mina artesanal de ouro na República Centro-Africana, país localizado na região central do continente africano.

    A tragédia ocorreu na terça-feira (18), no povoado de Zamboye, na prefeitura de Nana-Mambéré, no oeste do país e próximo à fronteira com Camarões.

    https://x.com/EddyWarman/status/2090602327338275237?s=20

    O número de mortos superou 100 durante as operações de busca e retirada das vítimas. Equipes de resgate ainda procuravam pessoas desaparecidas no local, o que significa que o balanço pode aumentar.

    Desabamento atingiu mina artesanal de ouro

    A mina operava de maneira artesanal, modalidade caracterizada por métodos de extração de menor escala e, em muitos casos, pelo uso limitado de equipamentos e estruturas de segurança.

    Autoridades locais relataram mortos, feridos e pessoas desaparecidas após o desabamento.

    Imagens registradas no local mostram uma grande quantidade de pessoas nas proximidades da área atingida e o terreno cedendo sobre parte da região de mineração.

    O que provocou o acidente?

    As circunstâncias exatas do desastre ainda são investigadas.

    O Ministério Público local apontou como uma das hipóteses o colapso de galerias subterrâneas utilizadas pelos trabalhadores. As autoridades abriram uma investigação para esclarecer as causas e identificar os responsáveis pela operação do local.

    Mineração artesanal sustenta milhares de trabalhadores

    A mineração artesanal de ouro é uma importante fonte de renda em diferentes países africanos.

    Por outro lado, operações com pouca infraestrutura, fiscalização limitada e ausência de equipamentos adequados podem aumentar os riscos de soterramentos e outros acidentes.

    Na República Centro-Africana, milhares de trabalhadores dependem de pequenas operações de mineração para obter renda.

     

  • Guerra contra o Irã coloca em risco a produção agrícola global

    Guerra contra o Irã coloca em risco a produção agrícola global

    O bloqueio das rotas marítimas pelo estreito de Ormuz, provocado pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, pode retirar até 10 bilhões de refeições semanais da mesa de pessoas ao redor do mundo. O alerta vem de Svein Tore Holsether, presidente-executivo da Yara, um dos maiores produtores de fertilizantes do planeta.

    “Até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas no mundo no momento”, afirmou Holsether em entrevista à BBC. “O que isso significa para a produção de alimentos? Estimaria até 10 bilhões de refeições que deixarão de ser produzidas a cada semana como resultado.”

    Segundo as Nações Unidas, cerca de um terço dos fertilizantes globais, incluindo ureia, potássio, amônia e fosfatos, passam normalmente pelo estreito de Ormuz. Com o bloqueio, o preço dos fertilizantes já subiu 80% desde o início das hostilidades. A queda na aplicação de fertilizante nitrogenado pode reduzir a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra.

    Os mais vulneráveis na linha de frente

    O impacto não será distribuído de forma igualitária. África subsaariana, Ásia, Sudeste Asiático e América Latina concentram os maiores riscos imediatos. Regiões que já operam com subfertilização, como partes da África, podem enfrentar quedas ainda mais acentuadas na produção agrícola.

    “Essa é uma situação em que as pessoas mais vulneráveis pagam o preço mais alto”, disse Holsether. “Nações em desenvolvimento não podem se dar ao luxo de acompanhar” uma disputa por alimentos com os países mais ricos.

    O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que as consequências combinadas do conflito no Oriente Médio podem levar 45 milhões de pessoas a mais à fome aguda em 2026. Na Ásia e no Pacífico, a insegurança alimentar deve crescer 24%, o maior aumento relativo entre todas as regiões.

    Efeito nos preços chega com atraso

    As épocas de plantio variam conforme a região. O Reino Unido atravessa a alta temporada de plantio, enquanto agricultores asiáticos estão apenas começando o ciclo. Por isso, os efeitos da escassez de fertilizantes nos preços dos alimentos na Ásia só devem aparecer no fim do ano, quando colheitas menores chegarem ao mercado, ou simplesmente não chegarem.

    “Se a crise se prolongar por mais tempo, veremos um impacto em culturas como o arroz nos próximos meses”, afirmou Paul Teng, pesquisador sênior em segurança alimentar em Cingapura.

    No Reino Unido, a Federação de Alimentos e Bebidas projeta inflação alimentar de até 10% em dezembro. O Banco da Inglaterra prevê alta de 4,6% nos preços de alimentos até setembro, com pressão maior no final do ano.

    Agricultores já sentem o aperto

    Além dos fertilizantes, produtores rurais enfrentam uma combinação de pressões simultâneas: alta no preço do diesel, aumento de outros insumos e custos de energia mais elevados. O problema é que os preços das safras ainda não subiram na mesma proporção.

    “Eles enfrentam custos de energia mais altos, o diesel para trator está aumentando, outros insumos estão aumentando, o custo do fertilizante está aumentando, mas os preços das safras ainda não acompanharam”, disse Holsether.

    O executivo pediu aos países europeus, portanto, que avaliem com cuidado o impacto de uma guerra de preços por alimentos sobre as populações mais frágeis em outras partes do mundo. “De quem estamos tirando comida ao comprarmos, nessa situação?”, questionou.

  • Caçador americano morre pisoteado por 5 elefantes durante safari

    Caçador americano morre pisoteado por 5 elefantes durante safari

    Um caçador experiente dos EUA encontrou um fim trágico na floresta africana. Ernie Dosio, de 75 anos, morreu atacado por uma manada de elefantes durante safari no Gabão. O incidente expõe os perigos imprevisíveis de caçadas legais em áreas selvagens.

    Tragédia no parque nacional

    Ernie Dosio participava de uma caçada licenciada no Parque Nacional de Lopé-Okanda, no Gabão. O grupo buscava antílopes raros, como o duiker de dorso amarelo, e bufalos-anões. Tudo custava cerca de 30 mil libras esterlinas. De repente, cinco elefantes fêmeas com um filhote surgiram da vegetação densa. Eles atacaram sem aviso.

    O guia profissional foi jogado ao chão e desarmado. Dosio, armado apenas com um rifle leve para presas menores, não resistiu. A morte veio rápida, sob as patas dos animais. A Collect Africa Safaris, operadora do tour, confirmou o fato e organizou o repatriamento do corpo aos EUA.

    “Enquanto estavam na floresta, Ernie e seu caçador profissional surpreenderam cinco fêmeas de elefante da floresta com filhotes e, sentindo-se ameaçados, os elefantes os atacaram imediatamente.” — Caçador aposentado na Cidade do Cabo, em entrevista ao jornal britânico The Mirror.

    Foto de arquivo – Ernie Dosio, em 2014
    Imagem: Reprodução/bobbyhansensafaris.com

    “Ernie havia agendado uma caçada de búfalos anões da floresta e duikers, em particular o duiker de dorso amarelo, e sob leis rigorosas de licenciamento ele não podia levar suas próprias armas”, afirmou o mesmo caçador.

    Veterano das caçadas troféu

    Ernie Dosio era dono da Pacific AgriLands Inc, empresa ligada à gestão de vinhedos na Califórnia. Entusiasta, colecionava troféus em casa. Suas salas exibiam centenas de animais empalhados, incluindo elefantes de caçadas passadas. Aos 75 anos, ele optou por uma caçada seletiva na floresta pluvial. No entanto, elefantes protegidos transformaram o passeio em fatalidade. Familiares e amigos lamentam a perda de um apaixonado pela aventura.

    Morte de Ernie Dosio expõe perigos.          Imagem: Reprodução/Flickr

    “Ernie realizava um evento de caridade lá todo mês, onde comida era servida aos membros das lojas Elk e cidadãos respeitáveis da comunidade”, afirmou um amigo à imprensa britânica.

    O corpo do caçador vai ser repatriado para a Califórnia, com apoio da embaixada dos EUA no Gabão. A informação foi relatada por pessoas próximas à família.

    Licenças de caça e elefantes-da-floresta no Gabão

    Caçadas no Gabão seguem regras rígidas locais sobre armas e espécies permitidas. Um caçador aposentado defendeu as atividades do grupo. “Embora muitos discordem da caça de grandes animais, todas as caçadas de Ernie eram estritamente licenciadas e legais, e registradas como conservação no controle do número de animais”, afirmou ele.

    O Gabão abriga uma das maiores populações de elefantes-da-floresta do planeta, com cerca de 50 mil animais. Esse número representa aproximadamente 60% da população remanescente da espécie. A concentração eleva os riscos em safáris na região.

    Riscos em safáris africanos

    Incidentes assim não são isolados na África. Elefantes protegem crias com fúria extrema em habitats densos. Caçadores pagam fortunas por licenças legais, mas a natureza ignora regras. No Gabão, o parque Lopé-Okanda abriga populações ameaçadas, elevando tensões.

    Operadoras como Collect Africa enfatizam guias treinados. Ainda assim, ataques surpresa persistem. Para turistas e caçadores, o alerta é claro: o luxo esconde perigos letais.

  • Mamba Negra: conheça a serpente mais veloz e letal da África

    Mamba Negra: conheça a serpente mais veloz e letal da África

    A mamba negra (Dendroaspis polylepis) é uma das cobras mais venenosas do mundo. Conhecida pela velocidade e agilidade, ela causa medo e fascínio. Este artigo revela detalhes sobre seu comportamento, veneno e mitos.

    A mamba negra é a segunda maior serpente venenosa do mundo, perdendo apenas para a cobra-real. Adultas medem entre 2 e 3 metros, mas podem atingir até 4,5 metros. Seu nome não vem da cor da pele, que varia de cinza a marrom-oliva, mas do interior da boca, que é negro azulado.

    Ela habita as savanas e colinas rochosas do leste e sul da África, inclu países como Tanzânia, Zâmbia e África do Sul. Prefere ambientes semiáridos, florestas abertas e áreas com vegetação densa, onde se esconde em troncos ocos, cupinzeiros abandonados ou fendas rochosas.

    Comportamento e velocidade

    A mamba negra é diurna e extremamente ágil. Pode se mover no solo a até 20 km/h em curtas distâncias, sendo considerada a serpente terrestre mais rápida do mundo. Apesar de sua reputação agressiva, ela é tímida e prefere fugir de confrontos. No entanto, quando encurralada, ergue até um terço do corpo, abre a boca e emite um silbido alto como aviso.

    Sua dieta inclui pequenos mamíferos, aves e, ocasionalmente, outras serpentes. Ela caça por emboscadas, injetando veneno e esperando a presa sucumbir antes de engoli-la inteira.

    Veneno e perigo para humanos

    O veneno da mamba negra é uma potente neurotoxina que ataca o sistema nervoso e cardíaco. Uma única mordida pode injetar toxinas capazes de matar um humano em 20 a 30 minutos sem tratamento. Antes da disponibilidade do antiveneno, a taxa de mortalidade era de quase 100%.

    Apesar disso, acidentes fatais são relativamente raros, pois a espécie só ataca quando ameaçada. Em muitas áreas rurais, a falta de acesso rápido ao antiveneno ainda é um problema grave.

    Curiosidades e mitos

    • Mitos exagerados: a lenda de que “sete passos” são suficientes para morrer após uma mordida é um exagero, mas destaca a rapidez do veneno.
    • Potencial medicinal: pesquisas recentes identificaram peptídeos no veneno (mambalgins) com potencial analgésico superior à morfina e sem efeitos colaterais significativos.
    • Longevidade: ela vive até 11 anos na natureza e seus principais predadores são mangustos, aves de rapina e humanos.

    A mamba negra é classificada como “Pouco Preocupante” pela IUCN, devido à sua ampla distribuição geográfica. No entanto, a perda de habitat por expansão agrícola e urbana representa uma ameaça futura.

  • Ave-secretária: a ave de rapina que reina nas planícies da África

    Ave-secretária: a ave de rapina que reina nas planícies da África

    A ave-secretária (Sagittarius serpentarius) é uma espécie única e fascinante de ave de rapina, emblemática das extensas savanas e planícies abertas da África subsaariana. Seu nome curiosamente remete às antigas penas de escrever usadas por secretários, uma alusão à sua crista de penas eretas na parte posterior da cabeça, característica que combina com sua silhueta imponente e rara entre as aves de rapina.

    Medindo até 1,3 metro de altura, com pernas longas e finas que lembram as de um grou, a ave-secretária é um caçador terrestre singular. Diferentemente da maioria das aves de rapina que atacam do ar, ela caminha pelas planícies com passos largos em busca de presas que incluem cobras, pequenos mamíferos, insetos, anfíbios e ovos. Sua técnica de caça é notável: com chutes rápidos e precisos, executados a uma velocidade e força impressionantes, a ave consegue imobilizar e até matar cobras — inclusive as venenosas — com golpes que demandariam uma força humana impossível de reproduzir sem se ferir.

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    A robustez de suas pernas é um diferencial adaptativo, protegidas por escamas grossas que ajudam a resistir a picadas, enquanto suas asas, usadas para afugentar cobras, completam seu arsenal natural. A alimentação do secretário é variada, mas cobras são sua principal especialidade e o que provavelmente moldou sua evolução e comportamento de caça.

    Papel ecológico crucial

    Além de seu visual distinto, que inclui olhos com longos cílios e plumagem cinza com nuances negras, a ave-secretária desempenha um papel ecológico crucial, controlando a população de cobras e pequenos vertebrados em seu ecossistema. Essa ação contribui para o equilíbrio ambiental e para a proteção das comunidades locais, pois evita o aumento descontrolado das populações desses animais.

    Foto: Zoo Lourosa/Divulgação

    Vivendo em territórios que se estendem do Senegal até a África do Sul, essa ave é solitária na maior parte do tempo, formando pares monogâmicos e construindo ninhos em árvores espinhosas como as acácias, onde deposita de 1 a 3 ovos. O cuidado dos filhotes, que nascem cegos e sem penas, é dividido entre os pais, garantindo maior taxa de sucesso na criação dos jovens.

    Apesar de sua aparência elegante e comportamento impressionante, a ave-secretária está vulnerável às ameaças provocadas pela perda de habitat e incêndios frequentes nas savanas. Por isso, sua conservação é importante para manter a biodiversidade e o equilíbrio das regiões que habita.

    Foto: Zoo Lourosa/Divulgação

    Em resumo, o Sagittarius serpentarius é mais do que uma ave de rapina comum: é um símbolo vivo das savanas africanas, um caçador singular cuja elegância caminha lado a lado com a eficácia letal de seus golpes — uma verdadeira obra-prima da adaptação natural que encanta e protege seu mundo.

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  • Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola se destaca como uma grande promessa no agronegócio global. Na safra 2023/24, a produção alcançou 28 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola. Esse avanço se deve principalmente à produção de raízes, tubérculos, frutas e legumes.

    O governo angolano investe fortemente na expansão agrícola. Entre os projetos está a construção de uma fábrica de fertilizantes avaliada em US$ 2 bilhões. A planta começará a operar em 2027 e terá capacidade para produzir 1,38 milhão de toneladas por ano. O objetivo é fortalecer a produção interna, reduzir a dependência de importações e gerar mais de 4.500 empregos diretos.

    Para a safra 2024/25, o governo destinou 1,5 bilhão de kwanzas para modernização, crédito agrícola, mecanização e assistência técnica. A expectativa é crescer mais de 7% na produção agrícola, aumentando o protagonismo do país no mercado internacional de alimentos.

    A parceria estratégica com o Brasil facilita esse crescimento. Angola cede até 500 mil hectares para projetos agrícolas brasileiros e recebe apoio da Embrapa. Além disso, há incentivos para a agroindustrialização, impulsionando o potencial do país como polo relevante no comércio global.

    Com cerca de 36 milhões de hectares de terras cultiváveis, Angola explora menos de 10% desse território. O país tem um dos maiores potenciais agrícolas do mundo. Programas de financiamento climático e a adoção de tecnologias verdes favorecem a agricultura familiar. Assim, Angola avança como novo polo global de inovação e produção agrícola sustentável.

    Estrutura e localização

    Angola está localizada na costa oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico. O país faz fronteira ao norte com a República Democrática do Congo, a leste com a Zâmbia, ao sul com a Namíbia e ao oeste com o Atlântico. Possui também o enclave de Cabinda, entre a República do Congo e a República Democrática do Congo.

    A área total de Angola é de 1.246.700km², o que a coloca entre os maiores países do continente africano. Segundo estimativas recentes, a população em 2025 é de aproximadamente 39 milhões de habitantes.

    A estrutura portuária angolana é composta por importantes portos marítimos ao longo de seus 1.600km de litoral. Os principais portos são Luanda, Lobito, Cabinda, Soyo, Namibe e Ambriz. O Porto de Luanda se destaca como o maior do país, responsável por cerca de 80% das importações e exportações. O governo investe na expansão e modernização da infraestrutura portuária, incluindo um novo porto internacional em Barra do Dande, para reforçar o papel do país como hub logístico regional.

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  • Vigilância agropecuária barra patas de animal com risco de aftosa

    Vigilância agropecuária barra patas de animal com risco de aftosa

    A Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) interceptou, na última quinta-feira (5), três patas com cascos fendidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O material estava dentro de uma mala desacompanhada, trazida por passageiro de voo vindo da África.

    As patas, possivelmente de caprinos, levantaram alerta sanitário imediato. O continente africano enfrenta restrições por causa do risco de febre aftosa.

    A apreensão reforça a importância da vigilância agropecuária no Brasil. Na mesma semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu na França o certificado de país livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Segundo o Vigiagro, muitos países africanos ainda não têm o reconhecimento de área livre da doença. Por isso, enfrentam dificuldades para exportar produtos de origem animal para vários mercados internacionais.

    Risco ao rebanho brasileiro

    A introdução de materiais como essas patas representa risco elevado ao rebanho brasileiro. Microrganismos presentes poderiam comprometer a sanidade dos animais no país. Além da febre aftosa, produtos do tipo podem carregar outras doenças infecciosas de interesse pecuário. A mala não continha identificação ou comprovação de origem do material.

    Faltavam informações sobre o tratamento sanitário e o status do rebanho de origem. A ausência de rastreabilidade aumenta consideravelmente o risco à saúde animal no Brasil.

    A importação de produtos de origem animal, mesmo os não comestíveis, exige autorização do Ministério da Agricultura. Além disso, deve seguir requisitos sanitários e ser acompanhada por Certificado Veterinário Internacional. 

    O Vigiagro destacou que o material não apresentava qualquer cuidado sanitário no transporte. Além disso, para ingressar no país o produto deve ter autorização formal do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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  • Proteção materna: búfala enfrenta leões para proteger filhote

    Proteção materna: búfala enfrenta leões para proteger filhote

    Imagens dramáticas capturadas pelo cinegrafista queniano Dennis Koshal viralizaram nas redes sociais ao mostrar o impressionante momento em que uma mãe búfala enfrenta um grupo de leões para proteger seu filhote na savana do Quênia. O episódio, registrado na famosa reserva Maasai Mara, destaca a coragem materna e a força da união do rebanho diante dos maiores predadores africanos.

    A sequência começa com o filhote de búfalo encurralado por um bando de leões jovens, enquanto a mãe, em um ato de bravura, investe repetidamente contra os felinos para afastá-los e salvar o pequeno. Mesmo em desvantagem, a búfala não recua, circulando o filhote e desafiando os leões com seus chifres. O cenário muda quando, em resposta aos chamados de socorro, o restante do rebanho surge em disparada. E força os leões a recuarem diante da força coletiva dos búfalos.

    Esse tipo de defesa coletiva, conhecido como mobbing, é uma estratégia comum entre búfalos-africanos, que são considerados um dos animais mais perigosos do continente. O laço entre as fêmeas é tão forte que todo o grupo pode se unir para expulsar predadores e proteger filhotes. Demonstrando uma notável solidariedade e inteligência social.

    Ciclo da vida

    Apesar do esforço heroico da mãe e do rebanho, Koshal revelou em uma postagem posterior que o filhote não sobreviveu ao ataque. “A natureza pode ser cruel, mas é o ciclo da vida e a sobrevivência do mais apto”, comentou o cinegrafista, ressaltando a dura realidade da vida selvagem africana.

    O vídeo, que já ultrapassou 24 milhões de visualizações, emocionou internautas do mundo inteiro e reforçou a importância dos búfalos-africanos na dinâmica ecológica da savana. Além de enfrentar predadores formidáveis como leões, crocodilos e hienas, os búfalos mostram que a união do grupo pode garantir a sobrevivência da espécie.

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  • Crise do café: solução pode vir da África

    Crise do café: solução pode vir da África

    Enquanto as mudanças climáticas ameaçam as plantações tradicionais de café, uma espécie rara e resistente, descoberta no Sudão do Sul, ganha destaque como alternativa para o futuro. O café Excelsa, nativo de regiões asiáticas, agora é cultivado em países como Congo, Uganda e Sudão do Sul. E chama a atenção por sua capacidade de prosperar em condições extremas como secas, calor intenso e ataques de pragas, características que o tornam uma aposta promissora em meio ao colapso de safras globais.

    excelsa

    Com raízes profundas, folhas grossas e troncos robustos, o Excelsa sobrevive onde variedades como Arábica e Robusta falham. Enquanto o Brasil, maior produtor mundial, enfrenta queda de 12% na colheita este ano devido à seca, especialistas veem no Excelsa um potencial para mitigar perdas. Apesar de representar menos de 1% do mercado, seu cultivo avança em países como Índia, Vietnã e Sudão do Sul. Nesses países, várias comunidades redescobrem a planta como fonte de renda.

    Revitalização econômica no Sudão do Sul

    No estado de Equatoria Ocidental, agricultores veem no Excelsa uma chance de escapar da pobreza. Após três anos de cuidados, suas primeiras colheitas começam a florescer, com a promessa de gerar recursos para educação e sustento familiar. Empresas como a Equatoria Teak capacitam 1.500 produtores locais, fornecendo mudas e treinamento, enquanto preparam a primeira exportação de 7 toneladas para a Europa. Projeções indicam que, até 2027, o café pode injetar US$ 2 milhões na economia sul-sudanesa, com interesse de gigantes como a Nespresso.

    O Excelsa oferece um perfil sensorial único: doce, com notas de chocolate, frutas escuras e avelã, menos amargo que o Arábica e mais complexo que o Robusta. Ainda assim, seu alcance global depende de escalonamento. Para atrair grandes compradores, a produção precisa triplicar — um desafio em um país marcado por instabilidade política e infraestrutura precária.

    Obstáculos e esperança

    A falta de estradas e a violência local complicam o escoamento. Um caminhão leva 3.000 km até o porto queniano, com custos cinco vezes superiores aos de países vizinhos. Conflitos recentes em Equatoria Ocidental, incluindo bloqueios de estradas e deslocamentos, reforçam riscos para investidores. Além disso, incêndios criminosos e práticas agrícolas tradicionais ameaçam plantações, como no caso de Elia Box, que perdeu metade de sua safra para as chamas em fevereiro.

    Apesar dos desafios, o Excelsa simboliza esperança para comunidades que dependem de ajuda externa. Líderes locais enfatizam a necessidade de uma mentalidade de longo prazo e paz duradoura para que o café floresça. Enquanto o governo sul-sudanês promete reabilitar plantações e construir uma escola agrícola, agricultores seguem apostando no grão. Não apenas como cultivo, mas como legado para as próximas gerações.

    Nesse cenário, o Excelsa não é apenas uma planta, mas um testemunho de resiliência — tanto climática quanto humana — em um país que busca renascer através de suas raízes.

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  • Dendê: palmeira de origem africana é opção lucrativa para produtor

    Dendê: palmeira de origem africana é opção lucrativa para produtor

    O dendê, uma palmeira originária da África, é uma cultura agrícola de grande importância no Brasil, especialmente no Pará, que concentra 98% da produção nacional. A planta é fonte de óleo de palma, utilizado principalmente na indústria alimentícia e cosmética. Além disso, o dendê é um símbolo das raízes africanas na agricultura brasileira e desempenha um papel crucial na economia local.

    Em 2023, o Pará colheu 2,8 milhões de toneladas de cachos de dendê, um volume significativamente maior do que o de dez anos antes, quando a produção era de aproximadamente 1 milhão de toneladas. A área destinada à colheita também aumentou, passando de 72.370 hectares para 186.240 hectares no mesmo período. A Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) estima que a indústria alimentícia utiliza cerca de 90% do óleo de palma produzido no Brasil.

    Além de garantir renda para muitas famílias, o dendê se destaca pela versatilidade, sendo empregado em diversas aplicações, como na produção de óleo e na fabricação de cosméticos. Na Bahia, o dendê é uma parte importante da cultura local, com técnicas tradicionais de processamento que convivem com métodos mais modernos.

    Desafios na produção

    No entanto, a produção de dendê enfrenta desafios significativos. Na Bahia, por exemplo, a área destinada à colheita de dendê caiu drasticamente. Passou de 53.700 hectares em 2013 para 12.700 hectares em 2023, refletindo uma queda de 76,35% na produção. Isso se deve, em parte, ao baixo rendimento das variedades selvagens de dendê, que têm um rendimento 50% menor do que as variedades geneticamente melhoradas utilizadas em plantios industriais no Norte do país.

    Foto: Maria Goreti Braga dos Santos/Embrapa

    No Pará, apesar do crescimento da produção, produtores enfrentam problemas com a assistência técnica e financeira, levando alguns a romper contratos com agroindústrias. Ainda assim, o cultivo sustentável do dendê é visto como uma oportunidade para o desenvolvimento econômico e ambiental na região.

    O dendê na indústria alimentícia

    O dendê, uma palmeira originária da África, é amplamente utilizado na indústria alimentícia devido às suas propriedades únicas e versatilidade. O óleo extraído do dendê, conhecido como azeite de dendê ou óleo de palma, é uma das principais fontes de gordura vegetal no mundo.

    • Estabilidade e textura: o azeite de dendê é estável a altas temperaturas, tornando-o ideal para frituras e processos de cozimento intensos. Além disso, ele proporciona uma textura agradável em produtos como margarinas, sorvetes e chocolates.
    • Conservação de alimentos: atua como conservante natural em alimentos processados, ajudando a prolongar a vida útil dos produtos.
    • Fortificação nutricional: rico em carotenoides, precursores da vitamina A, o azeite de dendê contribui para a fortificação de alimentos e ajuda no combate à hipovitaminose A.
    • Culinária tradicional: é um ingrediente essencial na culinária afro-brasileira, especialmente na Bahia, onde é usado em pratos como acarajés e vatapás.
    • Aplicação em diversos produtos: além de ser usado em alimentos, o óleo de palma também é empregado na fabricação de cosméticos e biocombustíveis.

    O azeite de dendê é fonte de ômega 6 e 9, vitaminas A e E, e antioxidantes. Assim, pode promover a saúde da pele e dos olhos, fortalecer o sistema imune e prevenir o envelhecimento precoce.

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