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  • Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Ministério da Agricultura, ABPA, Angus e ApexBrasil reagem a declaração de CEO do Carrefour

    Representantes do governo brasileiro e da indústria de carnes reagiram à declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard. Ele anunciou que a rede varejista na França não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Associação Brasileira de Proteína Animal avaliaram o posicionamento do executivo como infundado e protecionista.

    Bompard fez a afirmação em uma carta endereçada à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França. Ela foi amplamente divulgada após ele compartilhar uma imagem do documento em seu perfil no LinkedIn.

    Na carta, o CEO expressa preocupações sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. E fala do “risco de inundação” do mercado francês com carne que, segundo ele, não atende às exigências e normas estabelecidas.

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    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a APBA – Associação Brasilera de Proteina Animal, que representa a indústria de carnes, criticaram a postura do Carrefour. Segundo eles, a decisão carece de fundamento técnico e representa um protecionismo que pode prejudicar as relações comerciais.

    A resposta oficial destaca o compromisso do Brasil com as boas práticas agrícolas. E também a conformidade com as legislações internacionais, reiterando a qualidade das carnes brasileiras.

    Leia a nota do Ministério da Agricultura e Pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais.

    Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul.

    No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países, atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos.

    Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus.

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    O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.

    O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros.

    Mais uma vez, o Mapa reitera o compromisso da agropecuária brasileira com a qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos produzidos no Brasil. E também para contribuir com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo.

    Nota da ABPA

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lamenta a infeliz e infundada declaração do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, em nota publicada na rede social X. Ele se utiliza de argumentos equivocados ao dizer que as carnes produzidas pelos países-membros do Mercosul não respeitam os critérios e normas do mercado francês.

    A argumentação é claramente utilizada para fins protecionistas. E ressoa uma visão errônea de produtores locais contra o necessário equilíbrio de oferta de produtos de seu próprio mercado. Isso se faz por meio da complementariedade, com produtos de alta qualidade e que atendam a todos os critérios determinados pelas autoridades sanitárias dos países importadores, como é o caso da proteína brasileira.

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    A manifestação de Bompard foge à lógica de uma organização global, com forte presença no Brasil. Que deve atuar dentro dos princípios da competividade e respeito ao livre mercado.

    Por fim, a ABPA lembra que o protecionismo é, também, uma atitude de desrespeito aos princípios de sustentabilidade. Ao impulsionar o bloqueio injustificado à produtos provenientes de regiões com melhor capacidade de produção com respeito às questões ambientais, o Senhor Bompard coloca os consumidores de suas lojas em uma lógica de consumo com mais emissões e sob maior pressão inflacionária e menor acesso às classes menos favorecidas.

    Angus vê com grande preocupação declaração de CEO do Carrefour na França

    A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack vê com extrema preocupação a manifestação do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, publicada em rede social, desqualificando as carnes produzidas pelos países membros do Mercosul.

    Trata-se de uma declaração improcedente e que acarreta sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira, produzida a partir de um trabalho sério e responsável feito por criadores e empresas do setor. E ainda mais grave quando a mesma é proferida por um executivo de uma companhia global com ampla ligação com o nosso país.

    No caso específico do Angus, há 21 anos estimulamos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. Isso  para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência.

    Hoje, o Programa Carne Angus Certificada é referência para o mundo em produção de carne premium. Está presente nos mais exigentes mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, nossos maiores compradores. Igualmente, criamos certificações para o varejo e de sustentabilidade, reforçando ainda mais a qualidade do produto que chega às mesas de todo o Brasil e diferentes nações.

    Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços.

    Reiteramos a qualidade da carne Angus do Brasil e esperamos que o bom senso prevaleça, em respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado.

    Nota oficial da ApexBrasil

    A ApexBrasil considera lamentável declaração feita nesta quarta-feira pelo CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, de que a empresa não comercializará mais carne proveniente do Mercosul.
    Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo. Assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países.
    Entendemos não haver motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul. Seguimos os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais, que garantem sua qualidade em todas as operações de venda de proteína brasileira ao exterior. Qualidade reconhecida por mais de 160 países, inclusive pela União Europeia.
    A ApexBrasil vem trabalhando, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), no estímulo ao crescimento das exportações brasileiras do setor e na abertura de novos mercados mundo afora.
    Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país. Isso no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta. Beneficiando enormemente as populações dos países signatários.

    Próximos capítulos

    Com o tamanho da repercussão da fala do CEO, e os impactos que isso pode ter no mercado, podemos esperar novas falar de todos os lados durante a semana.

    A França mantém um histórico de proteger seus produtos do agronegócio. E, considerando que a declaração pode prejudicar a imagem do Carrefour no Brasil, é possível uma reviravolta, assim como ocorreu recentemente com a Danone.

    Acompanhe o Agro em Campo para descobrir os desdobramentos dessa situação nos próximos dias.

  • Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (12) com cerca de 20 entidades representativas do setor agropecuário para apresentar um balanço das ações do Ministério da Agricultura (Mapa) no último ano e discutir as prioridades para 2025. O encontro teve como foco os resultados do segundo ano do governo Lula, especialmente em relação à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

    Na abertura da reunião, Fávaro expressou sua gratidão pela presença das entidades e enfatizou a importância de ouvir as demandas e sugestões do setor. “Queremos receber as demandas, as críticas e as sugestões dos setores. Também é importante prestarmos contas sobre o trabalho do Mapa ao longo desses dois anos e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

    Entre as entidades presentes estavam representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo); Croplife Brasil; Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca); Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa); União Nacional do Etanol de Milho (Unem); Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos); Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR); Exportadores de Sucos Cítricos Ibiapaba Netto (diretor-executivo); Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia); Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Sociedade Rural Brasileira (SRB); Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

    Abertura de mercados

    Um dos principais destaques da reunião foi a abertura de 274 novos mercados em 61 destinos desde o início de 2023. Fávaro atribuiu esse recorde à boa relação diplomática e ao trabalho das equipes técnicas do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Nosso foco é ampliar as relações comerciais para a agropecuária brasileira, especialmente em um cenário de preços de commodities achatados”, ressaltou o ministro.

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    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, apresentou dados que evidenciam o crescimento econômico do agronegócio no Brasil, destacando que, apesar da queda nos preços médios de exportação de alguns produtos, o desempenho geral tem sido positivo. O setor agrícola representa quase metade das exportações totais brasileiras em 2024, com 49,3% do total.

    Novas secretarias e lei antidesmatamento

    Durante a reunião, Fávaro anunciou a possível criação de duas novas secretarias no Mapa: uma para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outra para Promoção Comercial dos Produtos do Agro. “Teremos o melhor Instituto Meteorológico da América Latina”, garantiu.

    Outro assunto debatido foi a carta enviada pelo Brasil à União Europeia pedindo a suspensão da Lei Antidesmatamento. Fávaro enfatizou que o Brasil possui um código florestal rigoroso e que é fundamental respeitar a soberania nacional.

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    O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou a importância da interação entre o setor privado e o governo. “Essa interação faz com que tenhamos resultados para o Brasil”, afirmou.

    O presidente da Abiec, Jorge Camardelli, destacou o que ele chamou de excelência do processo comercial. “O Brasil é competitivo e tem oferta para o mundo. Nenhum player no mundo hoje ou nos próximos anos terá a produção que o Brasil tem para abastecer o mundo com qualidade proteica e principalmente com volume” afirmou.

    A reunião refletiu o compromisso do governo em fortalecer o agronegócio brasileiro e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor.

  • Nova parceira visa fortalecer o comércio de produtos avícolas

    Nova parceira visa fortalecer o comércio de produtos avícolas

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o USA Poultry and Egg Export Council (USAPEEC) assinaram, em Paris, um memorando de cooperação, ou seja uma nova parceria. Em resumo, o acordo visa fortalecer o comércio global de produtos avícolas, abordando questões que impactam diretamente o setor.

    Nova parceria

    A parceria, assinada pelos presidentes Ricardo Santin (ABPA) e Greg Tyler (USAPEEC), foca na superação de obstáculos como protecionismo e desafios sanitários. Além disso, o documento também destaca o papel do Conselho Mundial da Avicultura e outros temas de interesse comum entre as entidades.

    Entre os principais pontos de colaboração, o memorando cita o compromisso com a sustentabilidade ambiental na produção e comercialização de aves. Além disso, aborda a necessidade de regulamentações baseadas em ciência sólida e na avaliação de riscos.

    Outros temas importantes incluem o apoio ao desenvolvimento contínuo da indústria avícola e do comércio internacional, além de relações internacionais baseadas na cooperação. A promoção do livre comércio e o uso da ciência para apoiar o setor também são prioridades estabelecidas.

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    Nova parceria prevê troca de informações

    O acordo prevê encontros periódicos entre as duas entidades para compartilhar informações e fortalecer ações em áreas como saúde animal, biossegurança, segurança alimentar, manejo de resíduos, meio ambiente e recursos como água e grãos para ração e combustível.

    “Apesar de sermos concorrentes no mercado internacional, a cooperação em temas de interesse mútuo beneficia tanto os nossos países quanto as nações importadoras. Ou seja, a parceria entre ABPA e USAPEEC fortalece o comércio global livre”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

     

  • Exportações de frango alcançam maior preço em dois anos

    Exportações de frango alcançam maior preço em dois anos

    As exportações brasileiras de carne de frango voltaram a registrar preços elevados. Em agosto, o valor médio da tonelada exportada atingiu US$ 2.089, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ou seja, o preço representa um aumento de 8,9% em relação a agosto do ano passado, quando o valor era de US$ 1.918 por tonelada. Este é o maior preço desde agosto de 2022, quando o valor atingiu US$ 2.106.

    Volume exportado

    Apesar da valorização, o volume exportado em agosto foi de 379,8 mil toneladas, uma queda de 12,3% em comparação ao mesmo mês de 2023. No entanto, a receita em dólares caiu apenas 4,5%, somando US$ 793,6 milhões. Em Reais, a receita teve um crescimento de 8,1%, alcançando R$ 4,406 bilhões, contra R$ 4,074 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

    No acumulado de janeiro a agosto de 2024, o volume total exportado chegou a 3,432 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita, no entanto, caiu 7,8%, somando US$ 6,319 bilhões. Em Reais, o acumulado do ano alcançou R$ 33,004 bilhões, uma queda de 4,1%.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que o fluxo de embarques segue uma média mensal semelhante à de 2023, com aproximadamente 430 mil toneladas. Ele também aponta que o aumento no preço médio está relacionado ao crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão.

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    Exportações de frango

    Entre os principais destinos das exportações brasileiras em agosto, os Emirados Árabes lideraram, com 39,2 mil toneladas, apesar de uma queda de 17% em relação ao ano passado. O Japão teve um crescimento de 32%, com 39 mil toneladas embarcadas. A África do Sul importou 28,1 mil toneladas, um aumento de 11%. Por outro lado, as exportações para a Arábia Saudita caíram 28%, com 26,9 mil toneladas, enquanto a China importou 16,3 mil toneladas, uma queda significativa de 69%.

    No ranking por estado, o Paraná manteve a liderança, com 161,2 mil toneladas exportadas em agosto, uma redução de 2,7%. Santa Catarina registrou 84,2 mil toneladas, uma queda de 14,1%. O Rio Grande do Sul exportou 37,8 mil toneladas, com uma redução de 42,5%. São Paulo e Goiás fecharam o ranking com 23,8 mil toneladas (-3,1%) e 17,8 mil toneladas (+4,3%), respectivamente.

    Ricardo Santin destacou ainda que a perda de janelas de embarque em alguns portos, especialmente Paranaguá, prejudicou os resultados. A Doença de Newcastle também impactou as exportações, especialmente para a China e o México.

     

  • Preços do frango sobem em setembro com recorde de abates

    Preços do frango sobem em setembro com recorde de abates

    Os preços da carne de frango começaram setembro em alta na maioria das regiões analisadas pelo Cepea. Em resumo, o aumento reflete a demanda crescente, impulsionada pelo maior poder de compra da população com a chegada dos salários. Além disso, os atacadistas relataram a necessidade de reabastecer os estoques devido ao consumo aquecido.

    Recorde de abates

    No segundo trimestre de 2024, os abates de frango atingiram recorde histórico, segundo o IBGE. Desde o início da série histórica, em 1997, nunca houve volume tão alto de produção. Ou seja, o setor aumentou a produção para atender à crescente demanda externa pela proteína brasileira. Portanto, no período, foram abatidas 1,6 bilhão de cabeças de frango, um aumento de 1% em relação ao primeiro trimestre de 2024 e de 3,2% em comparação ao segundo trimestre de 2023.

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    Expectativas do setor

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.

    O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.

     

  • ABPA lança campanha que exalta tecnologia na avicultura e suinocultura brasileiras

    ABPA lança campanha que exalta tecnologia na avicultura e suinocultura brasileiras

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou uma nova campanha nas redes sociais. E que destaca o alto nível tecnológico empregado na cadeia de proteína animal do Brasil. Produzida pela Agência Capella, de Porto Alegre, a campanha busca mostrar um lado pouco conhecido do setor. Lado em que soluções inovadoras e tecnologia de ponta atuam em conjunto para gerar produtos de qualidade, sustentáveis e seguros.

    As imagens da campanha abordam todo o processo de produção de alimentos, desde a genética avançada até as indústrias com ampla automação e tecnologia, incluindo as granjas, onde o monitoramento total faz a diferença na competitividade do setor.

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    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o objetivo da campanha é trazer uma visão intrassetorial da produção avícola e suinícola, mostrando que esses setores estão entre os mais tecnologicamente avançados do país. “Nosso propósito é romper ideias preconcebidas de cadeias produtivas ultrapassadas e mostrar que a proteína animal do Brasil está na ponta das cadeias industriais”, afirma Santin.

    Investimento em qualidade e segurança

    A campanha busca conscientizar o público sobre a necessidade de investir em tecnologia para produzir alimentos saudáveis e seguros. Antes de revelar o foco principal, o vídeo brinca com percepções e pré-interpretações do espectador. Até chegar à revelação: a avicultura e a suinocultura são setores de ponta no uso de tecnologia.

    Presença nas redes sociais

    A campanha estará disponível no canal da ABPA no YouTube e será divulgada nos perfis da associação no Instagram, Facebook e TikTok (@abpabr).

    Com essa iniciativa, a ABPA busca mostrar a realidade da produção de proteína animal no Brasil. E também destacar os investimentos em tecnologia e inovação que garantem a qualidade e segurança dos alimentos. Algo extremamento importante hoje em dia.

  • Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    Brasil retoma exportações de carne de frango para China

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a China. O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou o anúncio nesta terça-feira. No entanto, as exportações provenientes do estado do Rio Grande do Sul continuam suspensas.

    A suspensão durou 26 dias e ocorreu após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle em uma granja em Anta Gorda (RS). A ABPA destacou a rapidez e transparência com que o Ministério da Agricultura e Pecuária lidou com a situação. A entidade também elogiou a liderança do Ministro Carlos Fávaro e o apoio das equipes dos secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa. Nesse sentido, a embaixada brasileira e a adidância agrícola também tiveram papel crucial no esclarecimento junto às autoridades chinesas.

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    Apesar da retomada das exportações, a ABPA continua apoiando o Governo Brasileiro nas negociações para encerrar as suspensões impostas ao Rio Grande do Sul.

    De acordo com a ABPA, a China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. Entre janeiro e julho deste ano, o país importou 337,2 mil toneladas da proteína, gerando US$ 745,6 milhões em receita. Portanto, só em julho, os embarques somaram 61 mil toneladas, com receita de US$ 144,6 milhões.

    Mesmo com a suspensão temporária, os impactos no fluxo de exportações foram baixos. A ABPA informou que houve redirecionamento das cargas para outros mercados que demandam os mesmos produtos enviados à China.

     

     

  • Exportação brasileira de carne suína bate recorde

    Exportação brasileira de carne suína bate recorde

    O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) termina amanhã (8), em São Paulo e conta com mais de 100 marcas brasileiras. Além disso, o evento tem também a participação de empresas e cooperativas que produzem e exportam aves, suínos, bovinos, ovos e peixes. Além disso, delegações de cerca de 50 países também marcam presença, além de uma programação extensa de simpósios e painéis. O SIAVS é um dos maiores encontros do setor no mundo.

    Exportação brasileira de carne suína

    Na cerimônia de abertura, autoridades como ministros, governadores, parlamentares e representantes da cadeia produtiva nacional estiveram presentes. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), organizadora do evento, anunciou um recorde histórico. Somente em julho, o Brasil exportou mais de 120 mil toneladas de carne suína.

    Santin destacou a importância da suinocultura e da avicultura para a economia brasileira. Ou seja, esses segmentos geram um valor bruto anual de produção superior a R$ 350 bilhões e mais de 10 milhões de empregos diretos e indiretos. Nos últimos 30 anos, a cadeia produtiva também trouxe R$ 1,5 trilhão em receita fiscal de exportação.

    “Provemos riqueza, emprego e renda, impulsionando o desenvolvimento de regiões que hoje são referência pela força dessa cadeia de produção”, afirmou Santin. Ele também mencionou os desafios e as oportunidades para o Brasil ampliar sua presença no cenário global da agroindústria.

    Fim de emergência zoossanitária

    Antes da abertura do SIAVS, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) declarou o fim do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul. A doença de Newcastle foi identificada em Anta Gorda em 17 de julho, mas foi rapidamente controlada. O ministro Carlos Fávaro, presente no evento, elogiou a organização do setor e a parceria do estado com entidades como a ABPA.

    Segundo o presidente da ABPA, o compromisso com a biosseguridade é fundamental, mas é preciso avançar em outras áreas. Ao final do evento, a ABPA entregou um documento ao ministro e às autoridades presentes com propostas para aumentar a competitividade internacional e a eficiência da produção no campo.

    Nesta edição de 2024, o SIAVS integra todos os elos da cadeia de proteína animal, incluindo representantes da carne bovina, peixes e leite. Isso é resultado da parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

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    Autoridades e análise econômica

    Além do ministro Carlos Fávaro, participaram da abertura o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e os governadores Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC) e Ratinho Jr. (PR). A senadora Tereza Cristina e o deputado Pedro Lupion também estiveram presentes, assim como outras autoridades.

    O economista Eduardo Gianetti fez a palestra de abertura. Em resumo, ele analisou o cenário atual e dos desafios globais, destacando oportunidades para o agronegócio e o setor de proteína animal brasileiro.

    O SIAVS acontece no Distrito Anhembi, em São Paulo, até o dia 8 de agosto. O credenciamento para o congresso está disponível no site oficial, e a entrada para a feira é gratuita. Você confere a programação completa no site siavs.com.br.

     

  • Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    Frango, suínos e ovos – produção tem estimativa de crescimento em 2024 e 2025

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.

    O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.

    A ABPA projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou sobre as projeções: “Estamos estimando uma leve redução em relação às projeções divulgadas no final do ano passado. No entanto, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango devem novamente renovar recordes em 2024, tornando-se um ano mais positivo para a avicultura em comparação aos últimos dois anos, mesmo com os desafios de um caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil.”

    Produção e exportação de carne suína

    A produção de carne suína no Brasil deve crescer 1% em 2024, totalizando 5,2 milhões de toneladas. O consumo interno deve se estabilizar em 18 kg por habitante por ano. Para 2025, as previsões indicam um aumento de até 1%, alcançando 5,25 milhões de toneladas, mantendo o consumo per capita em 18 kg.

    As exportações de carne suína devem atingir um volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas em 2024, representando um crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão de toneladas, com um aumento estimado de até 3,8%.

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    Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou que, em um cenário internacional onde a União Europeia, principal exportador, tem reduzido suas exportações, o Brasil tem ganhado espaço no mercado internacional. “As projeções indicam volumes recordes em 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, afirmou.

    Produção de ovos

    A produção de ovos no Brasil deve alcançar 56,9 bilhões de unidades em 2024, com um crescimento de até 8,5% em relação ao ano anterior. O consumo per capita também deve crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante por ano. Para 2025, a estimativa de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, com um crescimento de 1% em relação a 2024.

    Entretanto, as exportações de ovos devem apresentar um recuo de até 20%, com uma previsão de 20 mil toneladas. Contudo, em 2025, espera-se uma recuperação, com 22 mil toneladas exportadas e um aumento de 10%.

    O presidente da ABPA concluiu: “Tivemos um primeiro semestre com demanda aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024.”

  • Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    Doença de Newcastle – ABPA acredita em normalização do setor

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) prevê uma rápida normalização nas exportações de carne de frango do Brasil. Isso após o Ministério da Agricultura notificar a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a conclusão de um caso isolado de Doença de Newcastle. O caso ocorreu no município de Anta Gorda (RS).

    Apesar de boa parte das exportações sob suspensão estar sendo redirecionada para outros mercados, a ABPA acredita que a notificação à OMSA e a esperada recuperação do status de país livre da doença, juntamente com a alteração no status de autossuspensão e na área sob monitoramento, devem acelerar as negociações com os mercados importadores.

    A ABPA destacou o trabalho fundamental do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e dos Secretários Carlos Goulart e Roberto Perosa, além de suas equipes, na otimização da resolução do problema.

    A situação foi pontual, conforme mostrado pelos resultados das amostras coletadas. A rapidez e a transparência das ações reforçam a elevada biosseguridade que posicionou o Brasil como líder global nas exportações de carne de frango.

    MAPA notifica OMSA

    Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou uma notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Foi informado sobre a conclusão do foco da doença de Newcastle (DNC) no Brasil. Assim, o governo brasileiro aguarda a retirada das suspensões impostas por países importadores para a retomada integral das exportações de carnes de aves e seus produtos.

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    O foco da DNC foi confirmado em 17 de julho em um estabelecimento de avicultura comercial de corte em Anta Gorda. O município é localizado no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Após o controle da situação, o Mapa reduziu a área de emergência zoossanitária.

    Em relação às exportações, o Mapa atualizou as áreas de suspensão da certificação temporária para carne de aves e seus produtos. Algumas restrições ainda se aplicam, como para China, Argentina e México em relação ao Brasil. E também para Arábia Saudita no caso específico do estado do Rio Grande do Sul.

    Além disso, o Mapa ressalta que as regras de suspensão são revisadas diariamente. E que age em colaboração com os países parceiros, para garantir que todas as ações necessárias sejam tomadas para eliminar o foco da doença de Newcastle.