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  • Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás reforça presença no mercado global com alta de 15,3% na carne suína

    Goiás ampliou sua presença no mercado internacional de carne suína no primeiro semestre de 2026. O estado embarcou 10,8 mil toneladas da proteína entre janeiro e junho e movimentou US$ 20,0 milhões no comércio exterior. As exportações cresceram 15,3% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do levantamento Agro em Dados, divulgado em agosto pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Singapura liderou as compras da carne suína goiana e respondeu por 47,5% do valor total exportado pelo estado, com US$ 9,5 milhões. Hong Kong, Angola, Vietnã e Geórgia também figuram entre os principais destinos do produto.

    A produção interna acompanhou o ritmo das exportações. Goiás registrou 493,5 mil suínos abatidos no primeiro trimestre de 2026, alta de 0,5% ante o mesmo período do ano anterior. Com esse volume, o estado ocupou a oitava posição entre as unidades da federação em número de animais abatidos.

    Expansão do setor

    O crescimento da suinocultura goiana reflete a expansão do setor em todo o país. O Brasil abateu 15,27 milhões de suínos no primeiro trimestre deste ano, 5,5% a mais que no mesmo período de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classificou o resultado como o melhor já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da pesquisa.

    As vendas externas brasileiras também avançaram. Entre janeiro e junho de 2026, o país exportou 773,1 mil toneladas de carne suína, crescimento de 10,5% na comparação com o mesmo período de 2025. A receita das exportações alcançou US$ 1,8 bilhão, alta de 8,3%.

    O Brasil encerrou 2025 como o terceiro maior exportador mundial de carne suína, segundo dados consolidados pela ABPA. Ao longo do ano passado, a produção brasileira chegou a 5,592 milhões de toneladas, das quais 1,510 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo.

  • ABPA diz que Brasil construiu liderança em proteína animal “com décadas de trabalho”, não por herança

    ABPA diz que Brasil construiu liderança em proteína animal “com décadas de trabalho”, não por herança

    O Brasil abriu nesta terça-feira (4) a maior edição da história do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), em São Paulo. O evento reúne mais de 400 empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países até quinta-feira (6/8) e consolidou-se como o principal ponto de encontro das cadeias produtivas de aves, suínos e ovos no país.

    Autoridades durante a abertura oficial do SIAVS 2026. Foto: Alf Ribeiro | ABPA

    Durante o discurso de abertura, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, atribuiu a liderança brasileira no setor a décadas de investimentos contínuos, e não a uma vantagem natural do país. “Isso mostra que a nossa liderança não foi herdada. Mas construída por gerações de produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais que fizeram da produção de alimentos uma missão para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

    Genética, sanidade e inovação sustentam a posição do Brasil

    Santin listou os pilares que, segundo ele, garantiram ao país a posição de destaque global: investimentos em genética, sanidade animal, tecnologia, inovação e integração entre produtores e agroindústrias. Essas atividades já geram milhões de empregos e movimentam mais de US$ 33 bilhões em exportações, de acordo com a entidade.

    O dirigente também relacionou o cenário internacional à relevância crescente do Brasil no fornecimento de alimentos. “Diante de um cenário internacional marcado por conflitos, barreiras comerciais e insegurança alimentar, o Brasil se tornou um dos poucos países capazes de garantir oferta contínua de proteína animal para os mercados interno e externo”, declarou.

    Governo federal aposta na expansão da liderança brasileira

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, também discursou na cerimônia e reforçou o papel estratégico da proteína animal para a economia nacional. Segundo ele, o crescimento do agronegócio impulsiona diretamente a geração de empregos, renda e oportunidades em todo o país.

    De Paula parabenizou a ABPA pela realização da maior edição do evento. E destacou que o SIAVS passou a reunir toda a cadeia produtiva; produtores, indústrias, pesquisadores, investidores, compradores internacionais e representantes do poder público. “O Brasil possui todas as condições para ampliar ainda mais sua liderança global na produção de proteína animal, apoiado em inovação, tecnologia, ciência, genética, sustentabilidade e credibilidade internacional”, afirmou.

    O ministro citou ainda os esforços do governo para enfrentar novas exigências regulatórias dos mercados internacionais. E preservar o reconhecimento do sistema brasileiro de defesa agropecuária. “O Brasil assumiu com responsabilidade a missão de alimentar o mundo. A grandeza de um país se mede pela sua capacidade de gerar oportunidades, produzir conhecimento e contribuir para a segurança alimentar global”, completou.

    Parlamentares defendem ambiente regulatório favorável ao setor

    A senadora Tereza Cristina também participou da abertura e elogiou a condução da ABPA sob a liderança de Ricardo Santin. A parlamentar destacou o esforço diário dos produtores rurais e defendeu que o poder público deve criar condições favoráveis para sustentar o crescimento do setor. “A produção de proteína animal transforma a realidade dos municípios brasileiros, promovendo geração de empregos, renda e melhoria dos indicadores de desenvolvimento”, disse.

    O deputado federal Pedro Lupion Mello, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representante do Paraná, reforçou o papel das cadeias de avicultura, suinocultura e pescado no desenvolvimento regional. Segundo ele, a FPA trabalha para reduzir entraves burocráticos e garantir um ambiente regulatório que preserve a competitividade dos produtores brasileiros de todos os portes. “Nosso papel é garantir que a legislação não impeça quem produz de continuar gerando empregos, renda e alimentos para o Brasil e para o mundo”, declarou.

    Produtividade baixa ainda limita o crescimento da economia brasileira

    Na conferência magna do evento, o professor do Insper Fernando Schuler apontou a baixa produtividade como o principal entrave estrutural do país. Ele citou a cadeia de proteína animal como um exemplo de eficiência, já que o setor combina investimento contínuo em tecnologia, inovação e gestão com abertura à competição internacional.

    Foto: Alf Ribeiro | ABPA

    Schuler alertou ainda para os riscos da dívida pública, do alto custo do crédito e da perda de credibilidade fiscal sobre os investimentos produtivos. Para o professor, reformas administrativa, previdenciária e fiscal são essenciais para sustentar as contas públicas. Além de criar espaço para a expansão da atividade econômica, com o agronegócio como referência de geração de riqueza.

    Simpósio discute expansão do consumo e exportação de ovos

    O primeiro dia do SIAVS também recebeu o Simpósio Ovos Brasil, que reuniu especialistas, produtores e empresas para debater o crescimento do consumo interno de ovos, a abertura de novos mercados internacionais e as estratégias de agregação de valor aos produtos.

    A coordenadora técnica da ABPA, Tabatha Lacerda, explicou que a programação buscou oferecer um panorama amplo sobre o futuro da avicultura de postura. “O setor precisa estar preparado para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas”, afirmou.

    O SIAVS 2026 segue em São Paulo até quinta-feira (6/8), com programação voltada às cadeias de aves, suínos, ovos e pescado.

  • Brasil deve exportar quase 6 milhões de toneladas de frango em 2026

    Brasil deve exportar quase 6 milhões de toneladas de frango em 2026

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta um novo avanço da produção e das exportações brasileiras de proteínas animais nos próximos anos. As estimativas, divulgadas nesta terça-feira (28), indicam crescimento para os setores de frango, carne suína e ovos, reforçando a posição do Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

    No caso da carne de frango, a expectativa é que o país exporte até 5,875 milhões de toneladas em 2026, volume 10,3% superior ao embarcado no ano anterior, quando foram exportadas 5,324 milhões de toneladas.

    Segundo a entidade, as vendas externas deverão continuar avançando em 2027, embora em ritmo mais moderado, alcançando 6,050 milhões de toneladas, alta de 3%.

    Produção de frango também deve crescer

    A ABPA estima que a produção brasileira de carne de frango fique entre 16 milhões e 16,150 milhões de toneladas em 2026, representando crescimento de até 5,6% em relação ao ano anterior.

    Para 2027, a previsão é de nova expansão, desta vez de 2,8%, elevando a produção para aproximadamente 16,6 milhões de toneladas.

    No mercado interno, a disponibilidade de carne de frango também deve aumentar. A projeção é de 10,275 milhões de toneladas em 2026, alta de 3,1%. Em 2027, a oferta pode atingir 10,550 milhões de toneladas, avanço de 2,7%.

    Carne suína mantém trajetória de expansão

    As perspectivas também são positivas para a carne suína.

    A produção brasileira deve chegar a 5,870 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 5% sobre o ano anterior. Em 2027, a expectativa é de aumento de 3,1%, totalizando cerca de 6,050 milhões de toneladas.

    Nas exportações, a ABPA projeta embarques de 1,6 milhão de toneladas em 2026, resultado 5,9% superior ao registrado anteriormente.

    Para 2027, a previsão é de novo avanço, com exportações próximas de 1,7 milhão de toneladas, crescimento estimado em 6,3%.

    Produção de ovos continua em alta

    A produção brasileira de ovos deverá alcançar 64,8 bilhões de unidades em 2026, volume 4,1% maior que o registrado no ano anterior.

    Em 2027, a ABPA prevê novo crescimento, desta vez de até 2,6%, levando a produção para aproximadamente 66,5 bilhões de unidades.

    Exportações de ovos devem se recuperar em 2027

    Ao contrário do desempenho esperado para frango e carne suína, as exportações de ovos devem recuar em 2026.

    A associação estima embarques de 30 milhões de unidades, queda de 26,6% em relação ao ano anterior.

    Para 2027, entretanto, a expectativa é de recuperação. A ABPA projeta crescimento de 15% nas exportações, que poderão atingir cerca de 64,5 milhões de unidades.

    O que indicam as projeções da ABPA

    As estimativas reforçam a expectativa de continuidade da expansão da proteína animal brasileira nos mercados nacional e internacional. O avanço da produção e das exportações de frango e carne suína demonstra a competitividade do setor, enquanto o mercado de ovos deve recuperar parte das perdas registradas em 2026, segundo as projeções apresentadas pela ABPA.

  • Consumo de ovos cresce no Brasil e impulsiona modernização da avicultura

    Consumo de ovos cresce no Brasil e impulsiona modernização da avicultura

    A produção de ovos no Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionada pelo aumento do consumo, pela valorização nutricional do alimento e pelo avanço tecnológico na avicultura de postura. Assim, especialistas e representantes do setor se reúnem nos dias 20 e 21 de maio, em Recife (PE), durante o Simpósio de Inovações na Produção de Ovos Comerciais, promovido pela FACTA.

    O encontro discutirá os principais movimentos do mercado brasileiro e internacional, além das perspectivas para os próximos anos da cadeia produtiva.

    Brasileiro consume aproximadamente 288 ovos por pessoa ao ano

    Entre os destaques da programação está a participação do presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras, que apresentará um panorama comparativo entre o Brasil e outros grandes produtores mundiais.

    Segundo Veras, o consumo de ovos pelos brasileiros registrou um crescimento expressivo nas últimas décadas. “Há cerca de 15 anos, o brasileiro consumia aproximadamente 120 ovos por pessoa ao ano. Atualmente, esse índice chegou a 288 ovos per capita, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)”, afirma.

    Presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras

    Além disso, o presidente do Instituto Ovos Brasil ressalta que o cenário evidencia a importância estratégica da avicultura de postura no abastecimento de proteína acessível e nutritiva para a população.

    “A produção nacional acompanha essa demanda de maneira responsável, enquanto o Instituto Ovos Brasil trabalha para ampliar o conhecimento do consumidor sobre os benefícios do ovo. É um alimento completo e essencial para a saúde”, destaca.

    Mais informações sobre a programação e as inscrições estão disponíveis no site oficial da FACTA: FACTA

    Sobre a FACTA

    A FACTA (Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal) atua como uma organização civil sem fins lucrativos fundada em 10 de agosto de 1989. A entidade desenvolve e amplia atividades técnicas e científicas voltadas ao incentivo da produção animal, com foco na disseminação de conhecimento e tecnologias aplicadas ao setor.

  • Guerra no Irã pode encarecer alimentos no Brasil

    Guerra no Irã pode encarecer alimentos no Brasil

    A guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel completa um mês neste sábado (28). Apesar de distante 12 mil quilômetros, o conflito já provoca efeitos concretos na economia brasileira.

    O primeiro impacto foi a alta de 20% no preço do diesel. Com isso, os custos de frete aumentaram. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chegou, inclusive, a cancelar contratos para o escoamento de 23,7 mil toneladas de milho fechados entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

    Além disso, especialistas alertam que os efeitos podem chegar à mesa do consumidor. Combustíveis mais caros encarecem o transporte e a distribuição. Por sua vez, a alta nos fertilizantes pressiona o produtor rural. O resultado é um efeito cascata que atinge grãos, pão, carnes e hortaliças.

    O alerta dos especialistas

    Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro, avalia que o consumidor não deve sentir o impacto de imediato. No entanto, a tendência é de elevação nos preços, especialmente se o conflito se prolongar.

    Para ele, o maior risco não é a alta dos combustíveis em si, mas o desabastecimento. “Qual foi a última vez que vimos o Estreito de Ormuz fechado? Nunca. É um evento sem registro na história econômica mundial”, afirma, em entrevista à Globo Rural.

    O especialista reforça que o cenário afeta diretamente a logística nacional, que depende do transporte rodoviário. Segundo ele, importadores já sinalizaram que, com a defasagem atual de preços, não compensa trazer diesel para o Brasil.

    Quanto aos insumos agrícolas, Serigati pondera que o repasse ao consumidor não é automático. “O fato de o fertilizante estar mais caro não significa que o alimento também ficará. O repasse depende, principalmente, da produtividade”, explica, citando a Guerra da Ucrânia como exemplo de quando o setor absorveu custos sem repassá-los.

    Quais alimentos podem ficar mais caros?

    As commodities são as mais vulneráveis, pois têm preços definidos no mercado internacional. A consultoria Datagro identificou os produtos agropecuários brasileiros com maior risco diante do conflito:

    • Milho: risco de atrasos nos embarques pelo aumento dos custos logísticos
    • Açúcar: forte presença de exportações para o Oriente Médio
    • Carne de frango: dificuldades de entrega aos países do Golfo Pérsico, além de alta em fretes e seguros
    • Suco de laranja: o Brasil, líder global nas exportações, pode sentir o encarecimento logístico e a instabilidade na demanda

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também expressa preocupação com carne suína e ovos. Segundo a entidade, o conflito já elevou em até 30% o custo das embalagens plásticas feitas com matéria-prima importada da região. Diante disso, a ABPA não descarta repasses ao consumidor em breve.

  • Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bi à Caatinga para integrar pequenos produtores ao milho e fortalecer avicultura

    Caminho Verde Brasil destina R$ 3 bi à Caatinga para integrar pequenos produtores ao milho e fortalecer avicultura

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destinou R$ 3 bilhões do Programa Caminho Verde Brasil para impulsionar o desenvolvimento sustentável na Caatinga, com foco na integração de pequenos produtores rurais à cadeia produtiva do milho e no fortalecimento da avicultura nordestina. A medida foi anunciada durante reunião estratégica realizada na quinta-feira (26), no Recife (PE).

    Do total de R$ 30 bilhões previstos no programa nacional, 10% serão aplicados exclusivamente no bioma, que abrange estados como Pernambuco, Bahia, Ceará e Piauí. A iniciativa reuniu representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), produtores rurais, avicultores, Banco do Brasil, Embrapa, Corteva e assessores do gabinete ministerial.

    (Imagem/Reprodução: Guilherme Martimon/MAPA)

    Milho local para reduzir custos da avicultura

    O abastecimento de milho representa um dos principais gargalos da avicultura nordestina. Por isso, a indústria busca o insumo a mais de 1.000 quilômetros de distância, o que eleva significativamente os custos de produção das aves. Diante desse cenário, o Caminho Verde Brasil propõe estruturar a produção do grão no entorno direto dos polos avícolas da região, aproximando a oferta da demanda e reduzindo a dependência logística.

    “Estamos buscando uma solução para a produção de milho nos arredores das avícolas, utilizando recursos do programa”, afirmou Carlos Augustin, coordenador do Caminho Verde Brasil e assessor especial do gabinete do ministro da Agricultura.

    A estratégia prevê a transição de pequenos agricultores, hoje voltados majoritariamente para a subsistência, para uma agricultura comercial integrada à indústria. Segundo Edival Veras, representante da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), os recursos poderão viabilizar o preparo de até 400 mil hectares para a produção sustentável de milho, dentro dos critérios ambientais do programa.

    Impacto social e econômico avaliado positivamente pelo setor

    Para o diretor de Relações Institucionais da ABPA, Marcelo Osório, o programa combina desenvolvimento regional com responsabilidade ambiental. “O programa tem um importante caráter social e de desenvolvimento regional, e houve consenso entre os participantes. Agora, avançamos para os detalhes de implementação”, destacou.

    Próximos passos: reunião em abril definirá cronograma

    Os participantes estabeleceram uma agenda de trabalho para estruturar as parcerias entre produtores rurais e indústria. Um novo encontro está previsto para abril, quando serão apresentados os avanços das ações e definido o cronograma de execução.

    Sobre o Caminho Verde Brasil

    Coordenado pelo Mapa, o programa tem como meta restaurar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o território nacional, integrando-as a sistemas produtivos sustentáveis. O projeto busca equilibrar segurança alimentar, transição energética e proteção ambiental, posicionando o Brasil como referência global em agropecuária sustentável.

  • Novo recorde: exportações de carne suína crescem 11,6% em 2025

    Novo recorde: exportações de carne suína crescem 11,6% em 2025

    As exportações brasileiras de carne suína fecharam 2025 com crescimento expressivo e novo recorde histórico. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques somaram 1,510 milhão de toneladas ao longo do ano.

    O volume representa alta de 11,6% em relação a 2024, quando o Brasil exportou 1,352 milhão de toneladas.
    Com esse resultado, o Brasil deve superar o Canadá e assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores globais.

    Dezembro forte

    O desempenho anual teve forte influência do avanço registrado em dezembro, último mês do ano. No período, os embarques atingiram 137,8 mil toneladas, crescimento de 25,8% sobre dezembro de 2024.
    No mesmo mês do ano anterior, o setor havia exportado 109,5 mil toneladas.

    Balanço de 2025

    Em receita, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram US$ 3,619 bilhões em 2025. O valor representa avanço de 19,3% frente a 2024, quando o faturamento somou US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita totalizou US$ 324,5 milhões, alta de 25,6% na comparação anual. Em dezembro de 2024, o faturamento havia sido de US$ 258,4 milhões.

    Principais destinos

    As Filipinas lideraram as importações de carne suína brasileira em 2025. O país comprou 392,9 mil toneladas, volume 54,5% maior que o registrado em 2024.

    Na sequência, a China importou 159,2 mil toneladas, queda de 33,9% no comparativo anual.
    O Chile apareceu em terceiro lugar, com 118,6 mil toneladas, avanço de 4,9%.

    O Japão ocupou a quarta posição, ao importar 114,4 mil toneladas, crescimento de 22,4%. Já Hong Kong ficou em quinto lugar, com 110,9 mil toneladas, alta de 3,7%.

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, houve mudança relevante no perfil dos destinos. De acordo com ele, as Filipinas se consolidaram como principal mercado da carne suína brasileira. Além disso, mercados como Japão e Chile ganharam protagonismo entre os principais importadores.

    Para Santin, a diversificação reduz riscos, amplia oportunidades e fortalece a presença internacional do Brasil.
    O cenário, segundo a entidade, sustenta expectativas positivas para o setor ao longo deste ano.

  • Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    Canadá reabre mercado e volta a importar carne de frango do Brasil

    O governo canadense comunicou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a reabertura do mercado para a carne de frango brasileira, meses depois de suspender as compras por causa de um foco de influenza aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul. O país da América do Norte era o último grande comprador que ainda mantinha embargo total à proteína. Isso torna a decisão estratégica para o setor avícola brasileiro.

    ​O caso que motivou as restrições ocorreu em 16 de maio de 2025, em uma granja comercial gaúcha. E levou à adoção de medidas de contenção, sacrifício sanitário das aves e monitoramento intensivo na região. Segundo autoridades brasileiras, o episódio permaneceu restrito ao foco inicial, sem transmissão ao consumo de carne de aves ou ovos.

    ​Impacto nas exportações de frango

    Com o anúncio canadense, o Brasil conclui o processo de reabertura de todos os mercados que haviam imposto restrições após o registro do foco de influenza aviária de alta patogenicidade. Ao longo dos últimos meses, União Europeia, China e outros destinos estratégicos já haviam normalizado as compras. Portanto, retomando gradualmente os embarques de carne de frango brasileira.

    ​A retomada plena das exportações reforça o papel do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de carne de frango. E reduz a pressão sobre frigoríficos e produtores que enfrentaram renegociações de contratos e redirecionamento de cargas durante o período de embargo. Para o setor, o fim do último bloqueio tende a melhorar a previsibilidade comercial e a competitividade em um mercado marcado por disputas acirradas de preço e exigências sanitárias cada vez mais rígidas.

    ​Avaliação da ABPA e do governo

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a reabertura do mercado canadense encerra um “processo exemplar” de resposta sanitária e diplomática conduzido pelo Brasil. Segundo a entidade, o país atuou com transparência, rigor técnico e agilidade. Fatores que ajudaram a recuperar a confiança dos importadores e encurtar o período de embargo.

    ​O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que a decisão do Canadá demonstra reconhecimento internacional da robustez do sistema de defesa agropecuária brasileiro e da capacidade de gestão de crises sanitárias. Para o governo brasileiro, o desfecho também reforça a importância de manter investimentos em vigilância epidemiológica, rastreabilidade e comunicação rápida com os parceiros comerciais.

    ​Relevância do caso para a avicultura

    O foco de gripe aviária em granja comercial no Rio Grande do Sul ocorreu em um estado que figura entre os maiores exportadores de carne de frango do país. E que, além disso, destina mais de metade da sua produção ao mercado externo. A confirmação da doença acendeu um alerta econômico regional, com impacto direto sobre produtores, cooperativas e frigoríficos que dependem fortemente da cadeia avícola.

    ​Mesmo com o caráter isolado do caso, diversos parceiros adotaram suspensões temporárias ou restrições regionais. O que evidenciou a sensibilidade do comércio internacional a qualquer registro de influenza aviária em plantéis comerciais. A rápida eliminação do foco e a posterior derrubada dos embargos, culminando na decisão canadense, reforçam a importância de protocolos bem estruturados para preservar acesso a mercados e manter a imagem do Brasil como fornecedor confiável.

  • Consumo de ovos caipiras cresce 28% no Brasil

    Consumo de ovos caipiras cresce 28% no Brasil

    O mercado de ovos caipiras no Brasil vive um dos períodos de maior expansão. Nos últimos cinco anos, o consumo de produtos proteicos no país cresceu 28%, de acordo com dados do Euromonitor de 2024. A busca por mais disposição, uma rotina equilibrada e, principalmente, ingredientes com origem confiável, está por trás deste movimento.

    Este novo comportamento do consumidor aumenta a demanda por alimentos com transparência total na origem, compromisso com o bem-estar animal e processos de produção sustentáveis. Esses fatores agora direcionam as decisões de compra no setor, colocando o ovo caipira em posição de destaque.

    Brasil rumo ao top 10 mundial no consumo de ovos

    Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam um futuro ainda mais promissor. O Brasil deve atingir o consumo médio de 306 ovos por habitante em 2026. Se confirmada, a marca colocará o país, pela primeira vez, entre os dez maiores consumidores mundiais do produto.

    O avanço se sustenta em tendências robustas: a valorização da alimentação natural, a procura por proteínas de alta qualidade e preço acessível, o crescente interesse em sustentabilidade e um consumidor cada vez mais crítico e informado sobre a origem do que leva para a mesa.

    Cláudio Rodrigues, da Label Rouge, comentou os números. “O mercado de proteína passa por uma transformação profunda, guiada por escolhas mais conscientes. Temos que unir tecnologia, responsabilidade e conveniência para entregar um produto que atende às novas expectativas do consumidor”.

  • Exportações de frango caem em novembro

    Exportações de frango caem em novembro

    As exportações brasileiras de carne de frango somaram 434,9 mil toneladas em novembro. O volume caiu 6,5% frente ao mesmo mês de 2024. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou os dados. A receita dos embarques chegou a US$ 810,7 milhões. O valor recuou 9,3% na comparação anual.

    No acumulado do ano, o país exportou 4,813 milhões de toneladas. O volume ficou 0,7% abaixo do registrado entre janeiro e novembro de 2024. A receita no período somou US$ 8,842 bilhões, com queda de 2,5%.
    Os Emirados Árabes Unidos lideram as compras em 2025. O país recebeu 433,8 mil toneladas, aumento de 2,1% em relação ao ano anterior. Em seguida aparecem Japão, Arábia Saudita, África do Sul e México.

    O Paraná manteve a liderança nas exportações estaduais. O estado embarcou 1,915 milhão de toneladas entre janeiro e novembro, queda de 3,94%. Santa Catarina e São Paulo ampliaram os volumes, enquanto Rio Grande do Sul e Goiás registraram variações moderadas.

    Carne suína recua no mês, mas cresce no ano

    As exportações brasileiras de carne suína atingiram 106,5 mil toneladas em novembro. O volume caiu 12,5% frente ao mesmo período de 2024. A receita do mês somou US$ 248,2 milhões. O valor recuou 14,9% na comparação anual.

    Apesar da queda mensal, os embarques cresceram no acumulado do ano. O país exportou 1,372 milhão de toneladas entre janeiro e novembro. O volume avançou 10,4% frente a 2024. A receita subiu 18,7% e alcançou US$ 3,294 bilhões.

    As Filipinas lideraram as compras no período, com 350,1 mil toneladas. O volume subiu 49,1%. China, Chile, Japão e Hong Kong completam a lista dos principais destinos.

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores. O estado embarcou 688,4 mil toneladas, alta de 50,73%. Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais também registraram crescimento.

    Atrasos nos portos afetam desempenho

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que atrasos em portos impactaram os embarques. Ele destacou que o problema reduziu o ritmo das exportações nas últimas semanas de novembro.