Tag: ABPA

  • Brasil fecha US$ 210 milhões em negócios nas Filipinas

    Brasil fecha US$ 210 milhões em negócios nas Filipinas

    A participação brasileira na World Food Expo (WOFEX) 2025, em Manila, gerou US$ 15 milhões em negócios imediatos e projeções de US$ 210 milhões em exportações para os próximos meses. A ação, liderada pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e pela ApexBrasil, reuniu 13 empresas de carne suína e avícola.

    As Filipinas são o principal destino da carne suína brasileira e um dos maiores mercados para o frango nacional. Durante o evento, as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg e Brazilian Duck ganharam destaque em campanhas promocionais.

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou o sucesso da missão: “Esta foi uma das nossas maiores participações na Ásia em 2025. O mercado filipino consolida sua confiança na qualidade da nossa produção.”

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    Além dos negócios, a ABPA e a ApexBrasil lançaram o roadshow “No borders for food: Parcerias para segurança alimentar”, que promoverá eventos internacionais baseados nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/WOAH). Em Manila, a agenda incluiu reuniões com autoridades e um seminário técnico sobre biosseguridade e padrões de qualidade.

    As empresas presentes foram: Alibem, Aurora, Bello, BMG, Coasul, Dália, Ecofrigo, Frigoestrela, Rainha da Paz, Rudolph, Jaguafrangos, Avenorte e Somave.

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  • Brasil comemora 50 anos do primeiro embarque de carne de frango ao exterior

    Brasil comemora 50 anos do primeiro embarque de carne de frango ao exterior

    No dia 1º de agosto de 1975, o Brasil realizou seu primeiro embarque oficial de carne de frango ao mercado internacional. O destino foi o Kuwait, país do Oriente Médio que permanece entre os principais compradores da proteína nacional.

    Esse embarque marcou o início da trajetória que levou o Brasil ao topo das exportações globais de carne de frango. Ao longo de 50 anos, o país exportou quase 100 milhões de toneladas para mais de 150 nações.

    Somente em 2024, as vendas superaram 4,9 milhões de toneladas, gerando receita próxima de US$ 10 bilhões. Entre os principais destinos estão China, Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita e União Europeia. O sucesso brasileiro reflete a qualidade, a segurança sanitária e o rigor às normas internacionais.

    Líder global

    Mais de 2 milhões de toneladas exportadas anualmente são produtos halal, específicos para consumidores muçulmanos. O Brasil lidera o mercado global de carne de frango halal, atendendo requisitos religiosos, sanitários e de rastreabilidade rigorosos.

    Para garantir esses padrões, produtores e empresas trabalham em conjunto com certificadoras, autoridades religiosas e governos. Essa colaboração promove o diálogo e adapta continuamente os processos produtivos.

    Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destaca a importância da data. “Celebrar 50 anos deste primeiro embarque é reconhecer a força de uma cadeia construída com ciência, integração e compromisso com a segurança dos alimentos.”

    Parcerias com a ApexBrasil foram fundamentais para consolidar a imagem do Brasil no exterior. Ações de promoção comercial, participação em feiras internacionais e relacionamento com stakeholders diversificaram os mercados e fortaleceram as exportações.

    Santin complementa: “Aquele 1º de agosto de 1975 não marcou apenas o início do comércio. Foi o ponto de partida para o Brasil se tornar um fornecedor estratégico de alimentos para o mundo. Meio século depois, mantemos o compromisso com excelência e segurança alimentar global.”

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  • Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    As exportações brasileiras de carne de frango encerraram o primeiro semestre de 2025 com leve alta de 0,5% no volume embarcado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O país exportou 2,6 milhões de toneladas de carne de frango, superando as 2,588 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

    A receita gerada pelas exportações no semestre atingiu US$ 4,871 bilhões, valor 5% superior ao obtido nos seis primeiros meses de 2024, quando o saldo foi de US$ 4,636 bilhões. O desempenho positivo reflete a resiliência do setor diante de desafios sanitários e do cenário internacional competitivo.

    Desempenho mensal e impacto da influenza aviária

    Em junho, os embarques somaram 343,4 mil toneladas, queda de 21,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 435,9 mil toneladas. A receita do mês chegou a US$ 637 milhões, 19,7% menor na comparação anual. O recuo se deve, principalmente, às suspensões temporárias de alguns mercados após a identificação e rápida resolução de um foco isolado de Influenza Aviária em produção comercial. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já reconheceu o Brasil como livre da doença, o que deve favorecer a retomada das exportações nos próximos meses.

    Principais destinos das exportações

    O ranking dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango no semestre ficou assim:

    • Emirados Árabes Unidos: 231,1 mil toneladas (-3,7%)
    • China: 228,6 mil toneladas (-17,2%)
    • Arábia Saudita: 201,9 mil toneladas (-2%)
    • Japão: 198,2 mil toneladas (-7,5%)
    • África do Sul: 133,9 mil toneladas (-20,3%)
    • União Europeia: 125,3 mil toneladas (+20,8%)
    • Filipinas: 122,8 mil toneladas (+2,2%)
    • México: 89,9 mil toneladas (+7,7%)

    O destaque ficou por conta do crescimento das exportações para a União Europeia, México e Filipinas, enquanto mercados tradicionais como China e Japão registraram retração.

    Desempenho por estado exportador

    O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 1,039 milhão de toneladas embarcadas no semestre (-3,49%). Santa Catarina exportou 573,3 mil toneladas (+1,72%), seguido por Rio Grande do Sul (348,5 mil toneladas, -1,62%), São Paulo (154 mil toneladas, +12,4%) e Goiás (131,1 mil toneladas, +4,2%).

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o impacto das suspensões foi menor do que o esperado. E projeta uma retomada acelerada das exportações nos próximos meses, após o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro:

    “Por um lado, o saldo registrado em maio e junho demonstraram um impacto real inferior ao que se chegou a especular com as suspensões decorrentes do único foco identificado e já resolvido de Influenza Aviária em produção comercial. Agora, com a publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a maioria dos mercados retomaram o fluxo das exportações e outros deverão restabelecer em breve. A expectativa é que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre. Ampliando o resultado positivo esperado para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Segundo estimativas da ABPA e do USDA, o Brasil deve exportar mais de 5,4 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, podendo atingir um novo recorde anual. O setor mantém sua competitividade graças ao status sanitário, à diversificação de mercados e à alta qualidade do produto nacional.

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  • ABPA nomeia novo gerente-executivo de mercados

    ABPA nomeia novo gerente-executivo de mercados

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmou a contratação de Estevão Carvalho como seu novo gerente-executivo da área de mercados. O profissional será responsável por liderar as estratégias de comércio nacional e internacional da avicultura e suinocultura brasileiras, setores fundamentais para a economia do país.

    Estevão Carvalho terá a missão de coordenar temas relacionados ao acesso a mercados, negociações bilaterais, inteligência de mercado e relacionamento com stakeholders, fortalecendo a posição do Brasil no cenário global da proteína animal.

    Formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Instituto de Administração (FIA), Carvalho acumula cerca de 15 anos de experiência no comércio global. Sua trajetória inclui passagens pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Câmara de Comércio Árabe Brasileira — onde atuou como diretor de novos negócios — e pela BRF, focando em relações institucionais internacionais nos mercados do Oriente Médio e África.

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  • Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    Exportações de frango brasileiro se mantêm estáveis em maio

    As exportações brasileiras de carne de frango (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 393,4 mil toneladas em maio, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa uma queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram embarcadas 451,6 mil toneladas.

    Apesar da redução, o setor avalia o desempenho como positivo, considerando as suspensões temporárias impostas por cerca de 20 países após a detecção de um foco de Influenza Aviária em uma granja comercial no Paraná em maio. A receita gerada no mês chegou a US$ 741,1 milhões, 9,5% menor que os US$ 818,7 milhões registrados no ano anterior.

    Redirecionamento de cargas compensa perdas em mercados suspensos

    De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, o setor conseguiu minimizar os impactos das restrições sanitárias com o redirecionamento de cargas para outros mercados.

    “Mesmo com as suspensões, os embarques se mantiveram próximos das 400 mil toneladas. Isso mostra que o redirecionamento está funcionando e mantendo o fluxo comercial”, afirmou Santin.

    Destaques do desempenho por mercado

    • China: maior comprador, mas com queda de 28% (35,8 mil t)
    • África do Sul: recuo de 20,5% (25,5 mil t)
    • México: redução de 18,8% (16,6 mil t)
    • União Europeia: crescimento expressivo de 46,2% (24,8 mil t)

    Acumulado do ano ainda está em alta

    Nos cinco primeiros meses de 2024, as exportações de carne de frango somaram 2,256 milhões de toneladas, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2023. A receita acumulada chegou a US$ 4,234 bilhões, 10,18% maior que no ano passado.

    O setor projeta uma retomada gradual das exportações para os mercados que impuseram restrições, à medida que o Brasil comprovar a resolução do caso de Influenza Aviária. Enquanto isso, a diversificação de destinos e a demanda aquecida da União Europeia devem ajudar a sustentar os volumes.

    O Brasil segue como o maior exportador mundial de carne de frango, com expectativa de superar 5 milhões de toneladas em 2024.

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  • Ministério da Agricultura confirma primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil

    Ministério da Agricultura confirma primeiro foco de gripe aviária em granja comercial no Brasil

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou nesta quinta-feira (15) o primeiro foco do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em matrizeiro de aves comerciais no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. Este é o primeiro registro da doença em sistema de avicultura comercial no Brasil, após quase 20 anos de esforços para evitar sua entrada no país.

    O que é a gripe aviária e onde ela circula

    A gripe aviária, causada pelo vírus influenza aviária, ocorre principalmente em aves e pode apresentar alta patogenicidade, causando mortalidade significativa em rebanhos infectados. Desde 2006, o vírus circula em regiões da Ásia, África e norte da Europa, e recentemente tem sido detectado em outras partes do mundo. O Brasil vinha monitorando a doença com rigor para proteger sua avicultura comercial, que é uma das maiores do mundo.

    O Mapa reforça que a gripe aviária não se transmite pelo consumo de carne de aves ou ovos. A população pode consumir esses produtos com segurança, pois os alimentos inspecionados permanecem livres do vírus. O risco de infecção em humanos é baixo e ocorre principalmente entre profissionais que mantêm contato direto e intenso com aves infectadas, como tratadores e veterinários.

    Medidas de contenção e combate ao vírus

    O Ministério iniciou imediatamente as ações previstas no Plano Nacional de Contingência para conter e erradicar o foco detectado. Essas medidas visam eliminar a doença, preservar a capacidade produtiva do setor avícola e garantir o abastecimento alimentar da população brasileira.

    Além disso, o Mapa comunicou oficialmente o caso à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, aos integrantes das cadeias produtivas e aos parceiros comerciais do Brasil, garantindo transparência e alinhamento internacional.

    Preparação e prevenção no Brasil

    Desde os anos 2000, o Serviço Veterinário Oficial brasileiro recebe treinamento e equipamentos para enfrentar a gripe aviária. O país adotou diversas ações preventivas, como:

    • Monitoramento constante de aves silvestres
    • Vigilância epidemiológica em criações comerciais e de subsistência
    • Treinamento contínuo de técnicos veterinários oficiais e privados
    • Campanhas de educação sanitária
    • Controle rigoroso nos pontos de entrada de animais e produtos no território nacional

    Portanto, essas medidas foram fundamentais para postergar a entrada da doença na avicultura comercial brasileira por quase duas décadas.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) emitiram uma nota

    Nota setorial

    Com relação à identificação de foco de H5N1 em uma granja de aves do município de Montenegro (RS), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) ressaltam a total transparência do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, juntamente com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul em relação à identificação, comunicação e contenção da situação, que é pontual.

    A ABPA e a ASGAV estão apoiando o MAPA e a Seapi neste processo. Todas as medidas necessárias para o contingenciamento da situação foram rapidamente adotadas, e a situação está sob controle e monitoramento dos órgãos governamentais.

    Ao mesmo tempo, as entidades confiam na rapidez das tratativas que serão adotadas pelo Ministério e pela Secretaria em todos os níveis, de tal forma que qualquer efeito decorrente da situação seja solucionado no menor prazo possível.

    Por fim, a ABPA e a ASGAV lembram que a situação em questão – assim como qualquer outra ocorrência da enfermidade em aves – não representa qualquer risco ao consumidor final.

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    Brasil amplia exportações de ovos e conquista novos mercados

    As exportações brasileiras de ovos cresceram 271% em abril de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em geral, o país embarcou 4,3 mil toneladas de ovos in natura e processados, contra 1,17 mil toneladas em abril de 2024. Além disso, a receita com os embarques também aumentou. Portanto, o Brasil arrecadou US$ 10,57 milhões no mês, alta de 252,9% em relação ao ano anterior.

    Balanço de janeiro a abril

    De janeiro a abril, o país exportou 13 mil toneladas, volume 133,8% maior que o registrado no mesmo período de 2024. Nesse intervalo, a receita totalizou US$ 28,3 milhões. O crescimento foi de 152,6% em comparação com os US$ 11,2 milhões do ano passado.

    Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, abril manteve o ritmo positivo do setor exportador de ovos. “As vendas para mercados exigentes, como Estados Unidos e Japão, mostram a confiança na qualidade da produção brasileira”, afirmou.

    Destinos

    Os Estados Unidos lideraram as importações em abril, com 2,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 6,3 milhões. O Japão apareceu em segundo lugar, com 371 toneladas. O aumento foi de 298,9%, com receita de US$ 777 mil. Outros mercados também apresentaram destaque nas exportações brasileiras de ovos no mês.

    O México importou 242 toneladas e voltou à lista dos principais compradores do produto nacional. O Chile importou 638 toneladas, queda de 11,7%. A receita alcançou US$ 1,58 milhão, redução de 8,4%. O Uruguai aumentou as compras em 18,6%, com 83 toneladas. A receita subiu 61,6%, chegando a US$ 406 mil. A União Europeia comprou 22 toneladas, crescimento de 64%. No entanto, a receita caiu 21,6%, totalizando US$ 30 mil.

    A Libéria também aumentou os embarques em 36,7%, com 15 toneladas e receita de US$ 40 mil, alta de 51,9%. Além disso, Ilhas Marshall e Aruba passaram a integrar a lista de destinos das exportações brasileiras de ovos. Para Ricardo Santin, os números indicam uma mudança estratégica na pauta exportadora do setor. “As exportações estão mais diversificadas, com presença crescente em mercados de alto padrão”, avaliou.

    O setor espera consolidar novos fluxos comerciais nos próximos meses, com foco em mercados de maior valor agregado.

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  • Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    As exportações brasileiras de carne suína cresceram 14,6% em abril de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume total exportado alcançou 129,2 mil toneladas, ante 112,7 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

    O setor também registrou aumento significativo na receita. As vendas internacionais somaram US$ 301,5 milhões, alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 241,9 milhões).

    Entre janeiro e abril de 2025, o Brasil embarcou 466 mil toneladas de carne suína. O volume representa alta de 15,9% frente às 402,2 mil toneladas exportadas no primeiro quadrimestre de 2024.

    A receita cambial no acumulado do ano já atinge US$ 1,09 bilhão, crescimento expressivo de 29,9% em comparação a 2024 (US$ 839,6 milhões).

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou os fatores por trás dos bons resultados. “As exportações seguem em alta, com destaque para a valorização dos produtos e avanços na Ásia e América Latina.”

    Segundo Santin, o desempenho reflete a qualidade da carne suína brasileira e o reconhecimento internacional do status sanitário do país.

    Filipinas lideram importações da carne suína brasileira

    As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em abril, com 29,8 mil toneladas exportadas. O volume representa aumento de 78,4% na comparação anual. A receita obtida foi de US$ 66,2 milhões, alta de 90,4%.

    A China, apesar da queda de 30% no volume, segue entre os maiores importadores. Foram 15,1 mil toneladas, com receita de US$ 32,4 milhões.

    Outros destaques de abril incluem:

    • Hong Kong: 12,2 mil toneladas (+34,1%), com US$ 29,9 milhões (+63,6%);
    • Chile: 9,1 mil toneladas (+24,7%), com US$ 22,9 milhões (+45,8%);
    • México: 7,3 mil toneladas (+121,6%), com US$ 16,7 milhões (+109,9%);
    • Japão: 7,2 mil toneladas (+2,0%), com US$ 25 milhões (+10,9%);
    • Singapura: 6,7 mil toneladas (-17,7%), com US$ 19,2 milhões (-0,7%);
    • Argentina: 5,9 mil toneladas (+630,0%), com US$ 16,5 milhões (+693,0%);
    • Estados Unidos: 4,7 mil toneladas (+43,6%), com US$ 7,3 milhões (+27,2%).

    Estados do Sul puxam alta nas exportações

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 66,3 mil toneladas embarcadas em abril. O número representa crescimento de 6,8% em relação a 2024.

    O Rio Grande do Sul exportou 27,9 mil toneladas, avanço de 29,2%. Já o Paraná embarcou 21,5 mil toneladas, alta de 25,5%.

    Minas Gerais também cresceu, com 3,5 mil toneladas exportadas, aumento de 114,7%. Mato Grosso, por outro lado, registrou retração de 26,7%, com 2,9 mil toneladas.

    Projeções seguem positivas para os próximos meses

    A ABPA prevê que o ritmo de crescimento se manterá nos próximos meses. A entidade aponta como fatores-chave:

    • abertura de novos mercados;
    • previsibilidade logística;
    • negociações sanitárias com América do Norte e Sudeste Asiático.

    A manutenção de padrões de biossegurança e o foco em práticas sustentáveis seguem como prioridades para o setor. Portanto, essas ações devem fortalecer ainda mais a presença da carne suína brasileira no comércio global.

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  • Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    O avanço da doença de Newcastle no Brasil tem imposto desafios significativos às exportações de ovos, mesmo diante do crescimento histórico do setor. Em março de 2025, as exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos atingiram 2.705 toneladas, um aumento expressivo de 346,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O surto de gripe aviária nos EUA impulsionou a demanda, tornando o país o principal destino dos ovos brasileiros. No entanto, a presença do vírus da doença de Newcastle em território nacional gera restrições comerciais, especialmente para mercados de alto valor agregado, como os de ovos para consumo humano e ovos líquidos pasteurizados.

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves. Ela apresenta sintomas como tosse, espirros, torcicolo, paralisias, diarreia, queda na produção de ovos e alta mortalidade em casos graves. Em granjas comerciais, a ocorrência da doença resulta em prejuízos econômicos devido à redução da produtividade, aumento dos custos sanitários e necessidade de abate sanitário. Países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e União Europeia impõem exigências rigorosas e restringem a importação de ovos e derivados de regiões com histórico da doença.

    Segundo Eduardo Muniz, gerente técnico de aves da Zoetis, “o último caso da doença no Brasil foi detectado em 2024. Mesmo sem surtos ativos, a simples presença do vírus já é suficiente para limitar exportações, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e programas de imunização robustos”.

    Agilidade

    A resposta rápida das autoridades sanitárias brasileiras à detecção da doença no Rio Grande do Sul foi fundamental para evitar impactos mais severos nas exportações. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura foi uma medida esperada, alinhada aos acordos sanitários internacionais. E demonstra o compromisso do Brasil com a transparência e a segurança sanitária. Em cenários extremos, os embargos podem impactar até 7% da produção mensal. Mas a expectativa é de rápida retomada da normalidade, graças à eficiência das ações de monitoramento e esclarecimento.

    A vacinação é a principal estratégia de controle da doença de Newcastle na avicultura brasileira. Conforme a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, a imunização é obrigatória para estabelecimentos com aves de ciclo longo, como reprodutoras e poedeiras comerciais. A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) é obrigatória em casos de suspeita ou detecção do vírus. Isso conforme determina o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura.

    A expectativa do setor é de crescimento de 62% nas exportações de ovos em 2025, podendo atingir 30 mil toneladas, segundo a ABPA. Para manter a competitividade e garantir acesso aos mercados internacionais, é fundamental intensificar a vigilância sanitária e os esforços de imunização. A sustentabilidade e o sucesso da avicultura nacional dependem do compromisso contínuo com a sanidade do plantel. E assim, assegurando aprodutividade e reputação do Brasil como fornecedor confiável de produtos avícolas.

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  • Exportações de genética avícola rendem 18,4% mais em março

    Exportações de genética avícola rendem 18,4% mais em março

    As exportações brasileiras de genética avícola cresceram em receita, mesmo com queda no volume embarcado em março de 2025. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de ovos férteis e pintos de um dia geraram US$ 22,3 milhões. Ou seja, o valor representa alta de 18,4% em relação a março de 2024, quando a receita foi de US$ 18,8 milhões.

    Apesar disso, o volume exportado caiu. Foram 1.777 toneladas, queda de 35,1% frente às 2.738 toneladas do mesmo mês do ano passado. Em geral, no acumulado do primeiro trimestre, a receita chegou a US$ 62 milhões. Isso representa aumento de 7,6% na comparação anual. Por outro lado, o volume total exportado nos três primeiros meses somou 5.668 toneladas. Em resumo, o número representa retração de 27,8% em relação às 7.853 toneladas embarcadas no mesmo período de 2024.

    Principais destinos

    O México liderou as compras em março, com 764 toneladas. Mesmo assim, houve queda de 29,7% frente ao mesmo mês do ano anterior. Na sequência, o Senegal importou 305 toneladas, queda de 28,4%. O Paraguai comprou 259 toneladas, alta de 8,9%. Já a Venezuela aumentou em 148,8% suas aquisições, somando 228 toneladas. A Colômbia também ampliou as compras em 70,1%, com 55 toneladas.

    De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, a demanda por genética brasileira segue firme entre os países vizinhos. “Esses mercados buscam pintos de um dia para fortalecer a própria produção com genética avícola brasileira”, afirmou Santin. Segundo ele, essa tendência começou em meados do ano passado e deve continuar nos próximos meses. O executivo reforça que os resultados mostram a confiança internacional na genética avícola produzida no Brasil.

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