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  • Produtores de tomate buscam certificação em projeto sustentável

    Produtores de tomate buscam certificação em projeto sustentável

    A quarta edição do Encontro Nacional do Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT) marcou um novo momento para a horticultura brasileira. Produtores, especialistas e empresas discutiram os caminhos do setor diante de um mercado que exige cada vez mais padronização, agregação de valor, tecnologia e profissionalização.

    Manoel Oliveira, diretor-executivo e Lauro Andrade, presidente do IBRAHORT. Foto: DIvulgação

    O diretor-executivo do IBRAHORT, Manoel Oliveira, destacou a força das parcerias no evento. “Nosso diferencial está na construção de ações estratégicas para o setor. Fortalecemos as boas práticas e damos visibilidade a iniciativas como o MipExperience”, afirmou.

    Projeto premia produtores com certificação do MAPA

    Durante o encontro, o projeto Rota do Tomate + Sustentável realizou sua segunda etapa. A iniciativa mobiliza produtores de diversas regiões do país para adotar boas práticas agrícolas. Ao final do programa, cinco produtores receberão a Certificação de Boas Práticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de outros prêmios.

    O CEO da Promip, Marcelo Poletti, apresentou o programa MipExperience, que o Ministério da Agricultura reconhece como referência em boas práticas. Ele explicou os critérios de evolução até a etapa final da Rota do Tomate + Sustentável. “A presença de mais de 30 produtores selecionados no concurso no 4º Encontro do IBRAHORT foi fundamental para avançarmos. O workshop permitiu que os produtores esclarecessem dúvidas e interagissem diretamente com nossos consultores”, disse Poletti.

    Mais de 130 produtores iniciaram a jornada

    O programa Rota do Tomate + Sustentável inscreveu mais de 130 produtores. Destes, cerca de 70 avançaram para a capacitação virtual. Na terceira fase, aproximadamente dez produtores receberão acompanhamento técnico por dois meses. O objetivo é implementar boas práticas agrícolas e conquistar a certificação até o dia 15 de setembro, em Holambra (SP).

    O agrônomo e consultor do programa, Sergio Hanai, alertou os participantes sobre a importância do manejo preventivo, especialmente contra a mosca-branca, uma das principais pragas do tomate. “A prevenção determina o sucesso. A mosca-branca exige manejo preciso e contínuo. Qualquer falha compromete a produtividade. Hoje tivemos uma troca muito rica entre os participantes”, enfatizou Hanai.

    Heidy Milan, da PariPassu, orientou os produtores sobre a preparação para as próximas etapas e reforçou o alinhamento técnico das propriedades. “O produtor precisa usar o manual do MipExperience como referência e realizar um checklist detalhado da propriedade. A visita técnica decide a classificação”, afirmou.

    Produtores compartilham experiências e desafios

    Participantes de diferentes regiões relataram suas realidades. De Pará de Minas (MG), Tiago Andrade Duarte participou ao lado da mãe, Maria Mercês. A família cultiva tomate Angélica em sistema protegido, em 3,5 hectares. “Buscamos a certificação para valorizar nosso produto no mercado e ampliar o reconhecimento”, disse Tiago. Maria Mercês completou: “O que mais me chamou a atenção: para conquistar a certificação, precisaremos ficar ainda mais organizados. Isso faz toda a diferença.”

    De Inconfidentes (MG), Caetano Gamarini produz hortaliças orgânicas. Ele destacou a troca de conhecimento no evento. “Já passamos pelas etapas teóricas e agora trocamos experiências com técnicos e produtores. Isso fortalece muito o conhecimento”, afirmou.

    A produtora Luiza Brum Carius Gomes, de Paty de Alferes (RJ), também valorizou a iniciativa. “Trabalhamos em família e buscamos a certificação para qualificar nosso produto e ganhar competitividade”, disse Luiza.

    De Dourados (MS), Lucca Pereira Cifuentes Valenzuela compartilhou o desafio de produzir em estufa num clima diferente do restante do país. “Tenho estufas com tomate e meu maior desafio é manter a estufa mais seca durante o verão úmido da região. Busco orientações técnicas e a certificação”, explicou.

    Após o workshop, os participantes acompanharam um debate sobre mercado com a pesquisadora do Cepea, Margarete Boteon. Ela trouxe perspectivas positivas para o setor. “Provavelmente teremos recuperação dos preços ao produtor em 2026. O ano passado foi muito difícil, com quedas expressivas em culturas como cebola e batata por causa do aumento da oferta. Para este ano, a tendência de menor área e produtividade pode favorecer o equilíbrio de preços”, explicou.

  • Imagens de satélite vão auxiliar no censo agropecuário

    Imagens de satélite vão auxiliar no censo agropecuário

    O Censo Agropecuário, principal levantamento sobre a realidade rural brasileira, contará com imagens de satélite para otimizar a coleta de dados da aquicultura. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Embrapa Territorial firmaram uma parceria para utilizar o mapeamento de viveiros escavados na produção aquícola como referência para os recenseadores. A atualização do Censo Agropecuário está prevista para 2026/2027.

    Tradicionalmente, o Censo Agropecuário visita todos os estabelecimentos rurais do país para coletar informações sobre a produção vegetal, animal e extrativista. Agora, um processo inverso será aplicado: os dados gerados pela Embrapa Territorial servirão como guia para os recenseadores, permitindo uma abordagem mais eficiente e precisa.

    Segundo Lucíola Alves Magalhães, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, a expectativa é que diversos insumos satelitais sejam utilizados para melhorar o levantamento. “Uma das inovações será a integração do mapeamento de viveiros escavados aos dados pré-disponibilizados para os recenseadores, agilizando a identificação das unidades aquícolas em campo”, afirma.

    O coordenador de estatísticas agropecuárias do IBGE, Octávio Oliveira, reforça a importância da iniciativa. “O mapeamento da Embrapa ajudará no planejamento da coleta de dados, garantindo a inclusão de unidades aquícolas que não foram identificadas no último censo, realizado em 2017. Também esperamos aprimorar os dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), que monitora anualmente a produção aquícola”, explica.

    Crescimento da aquicultura e precisão nos dados

    A produção aquícola no Brasil vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. O Censo Agropecuário de 2006 registrou os primeiros dados sobre o setor. E a partir de 2013, a Pesquisa Pecuária Municipal começou a incluir a atividade. Com a cooperação técnica entre Embrapa e IBGE, espera-se que as estatísticas sobre a aquicultura se tornem ainda mais precisas e atualizadas.

    A Embrapa Territorial já concluiu o mapeamento dos viveiros escavados nos municípios responsáveis por 75% da produção de cada estado, utilizando imagens de satélite de 2018. Atualmente, o levantamento está sendo atualizado e ampliado em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. O IBGE, por sua vez, fornecerá dados complementares que permitirão refinar a precisão das informações.

    Integração com o Cadastro Ambiental Rural (CAR)

    A colaboração entre Embrapa e IBGE também se estende ao uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para análises comparativas com os estabelecimentos agropecuários identificados pelo censo. O objetivo é compreender as diferenças e relações entre as propriedades rurais e os estabelecimentos produtivos, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes.

    “O trabalho iniciado após o Censo Agropecuário de 2017 precisa continuar, incluindo os resultados do próximo censo. Essa análise territorial e ambiental é fundamental para aprimorar a gestão rural e fortalecer o setor aquícola”, destaca Oliveira.

    Workshop para alinhamento técnico

    No dia 10 de março, especialistas do IBGE e da Embrapa Territorial participaram de um workshop na sede da Embrapa para discutir as estratégias de integração dos dados. Ian Nunes, técnico em sensoriamento remoto do IBGE, e Octávio Oliveira estiveram presentes no encontro, que reforçou o alinhamento entre as equipes.

    “O workshop foi essencial para aprofundarmos o entendimento sobre os trabalhos em andamento. Além de identificar novas possibilidades de integração entre as bases de dados, sempre visando a melhoria das estatísticas agropecuárias”, conclui Lucíola Magalhães.

    Com o uso da tecnologia satelital e a cooperação técnica entre as instituições, o próximo Censo Agropecuário promete ser mais eficiente, detalhado e capaz de fornecer um retrato fiel da aquicultura no Brasil.

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  • Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Estão abertas as inscrições para o 1º Workshop da Rede Midas Mongaru: Circularidade na Cadeia de Plásticos, que ocorrerá em São Carlos (SP) nos dias 18 e 19 de julho. O evento, promovido pelo INCT Midas, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e INCT Circularidade em Materiais Poliméricos, será sediado pela Embrapa Instrumentação.

    O workshop visa promover um debate entre academia, indústria, cooperativas, poder público e sociedade, incluindo educadores focados em sustentabilidade e educação empreendedora. Ou seja, a iniciativa busca reunir colaboradores para minimizar o impacto da poluição plástica.

    Com um formato interativo e colaborativo, o evento contará com seis painéis temáticos. Serão discutidos casos de sucesso e desafios relacionados à logística reversa, educação ambiental, legislação e políticas públicas, por exemplo. Também estarão e pauta temas como o uso de plásticos biodegradáveis e de fontes renováveis, educação empreendedora e design para a circularidade.

    Ao final dos dois dias de discussões, os organizadores planejam formalizar, como resultado, um plano de ações e compromissos para avançar com propostas resolutivas.

    Plano de ação do workshop

    Segundo a professora Alessandra Lucas, da UFSCar, o workshop apresentará casos de sucesso e desafios, que serão transformados em ações a curto, médio e longo prazo. “Vamos traçar planos de ação em âmbito local, regional e nacional para direcionar as atividades da Rede Midas Mongaru e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos. Não queremos reinventar a roda da circularidade dos plásticos, mas fazê-la girar conectando atores importantes deste sistema”, explica a professora.

    Participantes confirmados

    Entre os participantes confirmados estão membros das cooperativas de coleta seletiva de São Carlos e Araraquara, além do presidente do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Ronei Silva, e Telines Basílio, presidente da Coopercaps, uma cooperativa modelo em São Paulo.

    Inscrições para o workshop

    Para se inscrever, acesse o site do evento Midas Mongaru. O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI-UFSCar) e Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa-UFSCar).

    Sobre a Rede Midas Mongaru

    Docentes do DEMa, integrantes do INCT Midas de Tecnologias Ambientais e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos criaram a Rede Midas Mongaru. Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), lançados em 2008, têm como objetivo fortalecer colaborações com grupos de excelência internacionais. Além disso, promovem também a inserção da ciência e tecnologia brasileira no cenário global. O programa é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq, Capes, BNDES, Finep e diversas fundações de amparo à pesquisa estaduais. O INCT Circularidade em Materiais Poliméricos recebe apoio da Fapesp.