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  • Secretaria de Agricultura de São Paulo firma convênio com UFSCar

    Secretaria de Agricultura de São Paulo firma convênio com UFSCar

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) assinou, nesta quarta-feira (8), um convênio estratégico com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para fortalecer políticas públicas voltadas à restauração ecológica no estado. O acordo, realizado por meio da Coordenadoria Técnica de Assistência Integral (CATI) Sementes e Mudas, visa integrar ciência aplicada e gestão pública para aprimorar a produção e o uso de sementes florestais em projetos de recuperação ambiental.

    Parceria entre Secretaria de Agricultura e UFSCar amplia capacidade técnica para restauração ecológica

    O convênio,conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). E garante acesso a laboratórios, viveiros, coleções de sementes e dados técnicos gerenciados pela SAA. Essa cooperação técnico-científica permitirá a articulação direta com políticas públicas ambientais, promovendo a adoção de metodologias inovadoras e baseadas em evidências para a restauração de áreas degradadas.

    Segundo Ricardo Domingos Pereira, coordenador da CATI, a parceria representa um avanço para o setor: “A CATI busca estar sempre evoluindo. A proposta que assinamos hoje segue esta intenção. Quero parabenizar a CATI Sementes e Mudas e o Laboratório pelo dinamismo. E por trazer, a partir deste convênio, o peso da UFSCar para nossos trabalhos. A responsabilidade, pela qual agradecemos, é grande. Hoje, uma semente está sendo plantada”.

    Fátima Piña-Rodrigues, professora titular da UFSCar-Campus Sorocaba, reforçou a importância da colaboração: “Por sua história, a CATI é muito importante. Precisamos da participação da instituição, pela atuação marcante na construção das políticas públicas”.

    A cerimônia de assinatura contou ainda com a presença de Gerson Cazentini Filho, diretor da CATI Sementes e Mudas; Fabrícia Cristina dos Reis, assistente de planejamento do Laboratório de Sementes e Mudas; e Ivonir Piotrowski Santos, técnico de laboratório florestal da UFSCar.

    Projeto foca em análise de sementes e capacitação para restauração ambiental

    O projeto “Políticas Públicas Aplicadas para Análise de Sementes de Espécies Florestais para Áreas de Restauração Ecológica no Estado de São Paulo” tem como objetivo principal apoiar a formulação de políticas públicas para a produção e uso de sementes florestais de alta qualidade física e fisiológica. Entre as ações previstas estão o desenvolvimento e validação de metodologias para avaliação da qualidade de sementes. Com destaque para o teste de tetrazólio, além da capacitação de profissionais do setor e divulgação de conhecimento técnico.

    A iniciativa prevê ainda a identificação de gargalos técnicos e normativos, a realização de testes de viabilidade em sementes de espécies nativas importantes para a restauração ecológica e a qualificação de agentes públicos envolvidos na cadeia produtiva.

    A pesquisa será conduzida por uma equipe da UFSCar em parceria com os demais órgãos envolvidos. Ao promover o uso de sementes tecnicamente analisadas, o projeto contribui para o sucesso das ações de restauração ecológica no estado de São Paulo. Alinhando-se aos compromissos ambientais e às diretrizes do Código Florestal.

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  • Biocarvão de bagaço de laranja remove poluentes da água

    Biocarvão de bagaço de laranja remove poluentes da água

    Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) descobriram que o biocarvão produzido a partir do bagaço de laranja pode purificar a água. Em geral, o material apresentou alta eficiência na remoção de poluentes e bactérias, tornando-se uma alternativa sustentável e econômica para o reuso agrícola.

    A produção de suco de laranja gera grande volume de resíduos. O processamento da laranja gera bagaço, que  representa cerca de 50% da fruta. A indústria descarta a maior parte e usa apenas uma fração como fibra na ração animal.

    A safra 2024/25 deve alcançar 228,52 milhões de caixas de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Esse volume resultará em cerca de 1 milhão de toneladas de suco concentrado e congelado.

    Diante desse cenário, pesquisadores da UFSCar produziram biocarvão a partir do bagaço entre 2021 e 2024. O estudo revelou propriedades filtrantes capazes de remover contaminantes da água, tornando-a própria para reuso na agricultura.

    Filtragem eficiente

    Os pesquisadores aquecem o bagaço em um compartimento fechado, com pouco ou nenhum oxigênio, a temperaturas entre 300°C e 800°C para obter o biocarvão.

    Os testes mostraram que o material reduz macronutrientes como fósforo e magnésio e elimina de 60% a 70% das bactérias presentes na água.

    Os cientistas usaram amostras de um tanque séptico da estação experimental da UFSCar, que recebe resíduos de banheiros e refeitórios. Segundo a engenheira química Mariana Paola Cabrini, uma das autoras do estudo, o biocarvão não substitui materiais filtrantes já existentes, mas pode ser uma alternativa viável.

    “Ele pode substituir o carvão ativado em alguns sistemas, mas a ideia é oferecer uma solução sustentável para o tratamento de águas residuais”, explica Mariana. O material pode ser produzido em pequenas empresas ou até mesmo em casa. No entanto, os pesquisadores ainda precisam estudar a viabilidade comercial.

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  • Biofilme de casca de romã dobra vida útil de morangos

    Biofilme de casca de romã dobra vida útil de morangos

    Pesquisadores do Instituto de Química da USP de São Carlos desenvolveram um biofilme comestível à base de casca de romã que prolonga a vida útil dos morangos. Em condições normais, a fruta começa a se degradar em quatro dias de refrigeração. Porém, com o revestimento, o prazo aumenta para até oito dias.

    Os testes mostraram que os morangos tratados apresentam 11% menos perda de peso. Além disso, demoram mais para serem contaminados por fungos. “Com o biofilme, conseguimos dobrar a vida útil dos morangos refrigerados. Ao mesmo tempo, ele também preserva o sabor, a textura e o aroma da fruta”, explica Mirella Romanelli Vicente Bertolo, pós-doutoranda na Embrapa Instrumentação e autora principal do estudo.

    Custo acessível e sustentabilidade

    O custo estimado do revestimento é de R$ 0,15 por fruta, segundo análises econômicas realizadas pelos pesquisadores. “Acreditamos que os consumidores podem pagar por uma fruta que dure mais e reduza desperdícios”, avalia Bertolo.

    Em resumo, os pesquisadores fazem o biofilme com um pó extraído da casca da romã, misturado a um solvente de produtos naturais. “A casca da romã contém moléculas antioxidantes, que retardam a degradação dos alimentos”, afirma o professor Stanislau Bogusz Junior, orientador do projeto.

    A inovação também promove o aproveitamento de resíduos. “Cerca de 40% da romã, dependendo da variedade, é composta por casca, que normalmente é descartada. Utilizamos esse resíduo para extrair compostos fenólicos com propriedades antioxidantes e antimicrobianas”, detalha Bogusz.

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    Fórmula com tecnologia avançada

    Foto: Divulgação – Mirella Romanelli / Vicente Bertolo

    Os pesquisadores adicionaram quitosana, substância derivada de crustáceos, e gelatina ao biofilme, criando uma película protetora. Em geral, o processo de aplicação é simples: basta mergulhar os morangos na solução.

    O grupo já solicitou o depósito de patente para a formulação e pretende licenciar a tecnologia para empresas interessadas.

    O estudo, desenvolvido com apoio da Fapesp, é fruto de uma parceria entre a USP, a Embrapa Instrumentação e a UFSCar. A revista Food Chemistry publicou os resultados da pesquisa.

  • Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Workshop sobre a cadeia de plásticos está com inscrições abertas

    Estão abertas as inscrições para o 1º Workshop da Rede Midas Mongaru: Circularidade na Cadeia de Plásticos, que ocorrerá em São Carlos (SP) nos dias 18 e 19 de julho. O evento, promovido pelo INCT Midas, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e INCT Circularidade em Materiais Poliméricos, será sediado pela Embrapa Instrumentação.

    O workshop visa promover um debate entre academia, indústria, cooperativas, poder público e sociedade, incluindo educadores focados em sustentabilidade e educação empreendedora. Ou seja, a iniciativa busca reunir colaboradores para minimizar o impacto da poluição plástica.

    Com um formato interativo e colaborativo, o evento contará com seis painéis temáticos. Serão discutidos casos de sucesso e desafios relacionados à logística reversa, educação ambiental, legislação e políticas públicas, por exemplo. Também estarão e pauta temas como o uso de plásticos biodegradáveis e de fontes renováveis, educação empreendedora e design para a circularidade.

    Ao final dos dois dias de discussões, os organizadores planejam formalizar, como resultado, um plano de ações e compromissos para avançar com propostas resolutivas.

    Plano de ação do workshop

    Segundo a professora Alessandra Lucas, da UFSCar, o workshop apresentará casos de sucesso e desafios, que serão transformados em ações a curto, médio e longo prazo. “Vamos traçar planos de ação em âmbito local, regional e nacional para direcionar as atividades da Rede Midas Mongaru e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos. Não queremos reinventar a roda da circularidade dos plásticos, mas fazê-la girar conectando atores importantes deste sistema”, explica a professora.

    Participantes confirmados

    Entre os participantes confirmados estão membros das cooperativas de coleta seletiva de São Carlos e Araraquara, além do presidente do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Ronei Silva, e Telines Basílio, presidente da Coopercaps, uma cooperativa modelo em São Paulo.

    Inscrições para o workshop

    Para se inscrever, acesse o site do evento Midas Mongaru. O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI-UFSCar) e Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa-UFSCar).

    Sobre a Rede Midas Mongaru

    Docentes do DEMa, integrantes do INCT Midas de Tecnologias Ambientais e do INCT Circularidade em Materiais Poliméricos criaram a Rede Midas Mongaru. Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), lançados em 2008, têm como objetivo fortalecer colaborações com grupos de excelência internacionais. Além disso, promovem também a inserção da ciência e tecnologia brasileira no cenário global. O programa é conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq, Capes, BNDES, Finep e diversas fundações de amparo à pesquisa estaduais. O INCT Circularidade em Materiais Poliméricos recebe apoio da Fapesp.