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  • Programa de inovação aberta conecta startups a gigantes do agronegócio

    Programa de inovação aberta conecta startups a gigantes do agronegócio

    Startups de base científica e tecnológica já podem se candidatar à quarta edição do AptaHub Conecta, programa nacional de inovação aberta que conecta soluções tecnológicas a desafios propostos por grandes empresas do agronegócio. Nesta edição, Nestlé, Carrefour e Ourofino apresentam demandas estratégicas voltadas ao desenvolvimento de novas tecnologias para o setor agroalimentar.

    As inscrições permanecem abertas até 31 de agosto e contemplam startups em estágio de validação, operação ou tração, desde que possuam um Produto Mínimo Viável (MVP) desenvolvido ou em fase final de desenvolvimento.

    Programa já viabilizou seis provas de conceito

    Desde sua criação, o AptaHub Conecta capacitou 95 startups, empresas e pesquisadores, promoveu 27 conexões de negócios e viabilizou seis provas de conceito (POCs) e contratos entre os participantes.

    Empreendedores que já passaram pelo programa destacam o impacto direto no amadurecimento da tecnologia e do modelo de negócio. Um dos participantes afirma que o AptaHub Conecta representou o primeiro programa específico do setor agro do qual fez parte, e que as mentorias e a aproximação com grandes empresas impulsionaram significativamente a evolução do seu negócio.

    Nestlé quer monitoramento de safra mais preciso

    A Nestlé busca tecnologias que tornem o monitoramento da safra de café mais contínuo, preciso e orientado por dados. A empresa pretende integrar diferentes fontes de informação para apoiar a tomada de decisão, aumentar a confiabilidade das análises e reduzir a subjetividade das avaliações realizadas em campo.

    Entre as soluções esperadas estão ferramentas de digitalização da coleta de dados, monitoramento frequente das lavouras, geração de relatórios automatizados e tecnologias que ampliem a rastreabilidade das informações.

    Carrefour busca automação na inspeção de rótulos

    O Carrefour propõe um desafio voltado à verificação inteligente de rótulos e à inspeção de produtos. A rede procura soluções que automatizem a validação da conformidade das informações presentes nas embalagens, tornando o processo mais rápido, padronizado e confiável.

    A empresa espera reduzir erros operacionais, otimizar o tempo das análises e apoiar a tomada de decisão das equipes responsáveis pela inspeção.

    Ourofino aposta em alternativas à ractopamina na suinocultura

    A Ourofino busca soluções inovadoras para aumentar a eficiência produtiva na suinocultura sem o uso de ractopamina. As tecnologias devem substituir total ou parcialmente os efeitos da substância e manter o desempenho dos animais sem comprometer a segurança alimentar, o bem-estar animal e a competitividade da produção.

    Interessam ao desafio soluções aplicadas à nutrição animal, biotecnologia, ingredientes funcionais, aditivos naturais, modulação metabólica e outras abordagens. Desde que contribuam para uma produção suína mais eficiente e alinhada às novas demandas do mercado.

    Como funciona a jornada do programa

    Após a inscrição, as startups passam por uma etapa de diagnóstico que avalia o nível de aderência aos desafios propostos. As selecionadas seguem para uma trilha de preparação, que inclui mentorias para apresentação das soluções. E culmina em rodadas de negócios e reuniões individuais durante o Conecta Open. Este evento reúne startups e representantes das empresas parceiras.

    Depois do evento, a equipe do AptaHub acompanha o desenvolvimento das conexões estabelecidas. E também apoia a evolução das negociações, das provas de conceito e de possíveis parcerias.

    As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto pelo site do programa: inovacao.agricultura.sp.gov.br/aptahub/conecta.

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  • Agtech Brasil 2024: Ecossistema de inovação agro dispara 224%

    Agtech Brasil 2024: Ecossistema de inovação agro dispara 224%

    O agronegócio brasileiro vive um boom de inovação: incubadoras de startups do agro cresceram 224% em dois anos (de 32 para 107), e aceleradoras avançaram 90% (de 21 para 40). Os dados, divulgados no Radar Agtech Brasil 2024, mostram ainda que hubs (+29%), parques tecnológicos (+25%) e investidores multiplicaram-se, consolidando o país como epicentro global de soluções agroalimentares. O relatório, produzido pela Embrapa, Homo Ludens e SP Ventures, foi lançado na última semana, durante o Radar Agtech Summit, no Cubo Itaú (SP), com transmissão online.

    Apesar do Sudeste concentrar 36,8% dos ambientes de inovação, o relatório aponta uma expansão acelerada em outras regiões:

    • Sul: 31% do total, com destaque para Rio Grande do Sul (9,6%) e Paraná (8,9%).
    • Nordeste: Saltou de 3,5% para 17,5% em cinco anos, com polos emergentes na Bahia e Ceará.
    • Norte: Cresceu de 1,5% para 5%, impulsionado por iniciativas em bioeconomia na Amazônia.

    Hoje, o Brasil conta com 451 ambientes de inovação (hubs, incubadoras, aceleradoras e parques), além de 1.972 agtechs ativas – um salto de 75% desde 2019. “A descentralização reflete o surgimento de ecossistemas regionais maduros, capazes de conectar startups ao produtor rural”, explica Luiz Sakuda, cofundador da Homo Ludens.

    Investimentos: América Latina ainda é subexplorada

    O número de fundos de venture capital e corporate ventures focados em agtechs e foodtechs dobrou desde 2020, com destaque para soluções em:

    • Sustentabilidade: Bioinsumos, crédito de carbono e rastreabilidade.
    • Clima: Seguros agrícolas contra eventos extremos e ferramentas de previsão.
    • Eficiência: Automação, IoT e gestão integrada de fazendas.

    Apesar do avanço, a América Latina recebe menos de 5% dos investimentos globais em agtechs – um paradoxo, já que o agro responde por 25% do PIB brasileiro. “Precisamos atrair capital estratégico para tornar o Brasil uma referência global em inovação agro”, afirma Francisco Jardim, sócio da SP Ventures.

    Agtechs em três atos: da semente ao prato

    O relatório classifica as startups em três categorias:

    • Antes da fazenda (18,6%): Fintechs agro dominam, com soluções de crédito (26,5%) e seguros climáticos. Exemplo: plataformas de análise de risco para financiamento rural.
    • Dentro da fazenda (41,5%): Líder absoluto, com 818 startups focadas em gestão rural (157), sensores IoT (144) e automação. Destaque para ferramentas de irrigação inteligente e monitoramento via satélite.
    • Depois da fazenda (39,9%): Logística, processamento e mercado digital. Startups de blockchain para rastreabilidade de alimentos ganham espaço.

    Mudanças climáticas: o grande desafio do século

    O documento detalha os riscos climáticos para o agro:

    • Queda de 5 a 25% na produtividade de grãos até 2050, segundo projeções.
    • Perdas de US$ 1,3 bi na safra 2023/24 devido a secas no Sul.
    • Avanço de pragas: Ferrugem asiática e mosca-da-carambola ampliam território.

    Soluções em destaque:

    Agricultura regenerativa: Sistemas Integrados Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) já cobrem 17,4 milhões de hectares no Brasil.

    Genética de precisão: Startups desenvolvem sementes tolerantes a secas, como variedades de soja com até 30% menos consumo hídrico.

    Agfintechs: Oferecem crédito indexado a métricas de sustentabilidade, beneficiando 280 mil pequenos produtores em 2024.

    COP30 e o protagonismo brasileiro

    Com a COP30 marcada para Belém (PA) em 2025, o Brasil busca consolidar-se como líder em agro sustentável. “A Embrapa está na vanguarda dessa transição, traduzindo ciência em soluções tangíveis”, afirma Silvia Massruhá, presidente da instituição. Um exemplo é a plataforma Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que conecta 500 mil produtores a tecnologias de redução de emissões.

    No evento de lançamento, especialistas apontaram prioridades para a próxima década:

    • Integração de dados: “Precisamos de APIs universais para unir sistemas de gestão, clima e mercado”, defende Aurélio Favarin, analista da Embrapa.
    • Inclusão digital: 30% dos produtores rurais ainda não usam ferramentas digitais.
    • Bioeconomia: A Amazônia pode gerar US$ 50 bi ao ano com bioinsumos e produtos florestais até 2030.

    Para mais informações, visite os sites da Embrapa e SP Ventures.

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