Tag: Singapura

  • Brasil e Singapura firmam aliança estratégica em carnes

    Brasil e Singapura firmam aliança estratégica em carnes

    O Brasil e Singapura deram um novo passo na parceria comercial do setor de carnes. Durante a feira Anuga 2025, em Colônia, na Alemanha, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Meat Traders Association of Singapore (MTAS) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação entre os países no comércio de carne bovina.

    A cerimônia ocorreu no estande do Brazilian Beef e contou com a presença do presidente da Abiec, Roberto Perosa, e do diretor de Assuntos Estratégicos, Julio Ramos. Representaram a MTAS o presidente Kenny Toh e o vice-presidente Benson Teo.

    Entenda o acordo

    O acordo cria uma aliança estratégica para ampliar redes de fornecimento e incentivar projetos com carne refrigerada, congelada e processada. A iniciativa também busca aproximar empresas brasileiras e singapurenses, fortalecendo a integração entre os mercados.

    O documento prevê cooperação com autoridades regulatórias, como a Singapore Food Agency (SFA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O objetivo é facilitar o comércio bilateral e harmonizar padrões sanitários e de qualidade.

    Além disso, o memorando inclui intercâmbio de informações, identificação de oportunidades de negócios e iniciativas conjuntas voltadas à inovação, sustentabilidade e segurança alimentar. Abiec e MTAS atuarão como pontos de contato para acompanhar o desenvolvimento das ações previstas, garantindo diálogo permanente e renovação automática do acordo.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também assinou memorando semelhante com a MTAS, representada pelo presidente Ricardo Santin. O documento reforça o compromisso conjunto de Brasil e Singapura em promover o comércio sustentável e abrir novos mercados para as proteínas de origem animal.
    “Brasil e Singapura compartilham uma trajetória de confiança e complementaridade no comércio de carnes. Este memorando reforça nosso compromisso com práticas sustentáveis, qualidade e segurança alimentar. É um passo importante para aproximar nossas cadeias produtivas e criar novas oportunidades”, afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec.
    O encontro teve apoio do adido agrícola do Mapa em Singapura, Luiz Claudio de Santana e Caruso, reconhecido por seu papel em aproximar os setores produtivos dos dois países e fortalecer o comércio bilateral.

    Mercado de Singapura em expansão

    O mercado de Singapura mostra crescimento consistente nas compras de carne bovina brasileira. Em setembro de 2025, o país importou 3.120 toneladas, alta de 25,8% em relação a agosto, com receita de US$ 14,4 milhões.
    De janeiro a setembro, Singapura figura entre os 20 principais destinos da carne bovina do Brasil, com 21.593 toneladas e US$ 97,1 milhões em receita. Os números representam aumento de 16,5% em volume e 32,7% em valor frente ao mesmo período de 2024.

    Em 2024, o país asiático importou cerca de 40 mil toneladas, movimentando US$ 300 milhões. O Brasil manteve a liderança no fornecimento de carne bovina congelada, respondendo por 47,8% das importações do mercado singapurense. Ou seja, a nova parceria reforça a posição do Brasil como líder global na exportação de proteínas e fortalece a presença do país no competitivo mercado asiático.

     

  • Cobra coral azul: a serpente mais bela (e mortal) do mundo

    Cobra coral azul: a serpente mais bela (e mortal) do mundo

    Com tons azulados vibrantes contrastando com o vermelho rubi, a cobra coral azul (Calliophis bivirgatus) chama atenção como uma das serpentes mais bonitas do mundo. Mas sua beleza esconde um veneno poderoso, capaz de matar presas em segundos.

    A coral azul habita florestas do Sudeste Asiático, incluindo Malásia, Indonésia, Singapura e Tailândia. Porém, seu hábito fossorial – passar a maior parte do tempo enterrada – torna seu avistamento raro. Delgada e alongada, pode chegar a quase dois metros de comprimento.

    Foto: Reprodução

    Seu veneno contém a caliotoxina, uma neurotoxina exclusiva que ataca os canais de sódio do sistema nervoso. Quando pica outra cobra (sua presa principal), a toxina paralisa os músculos rapidamente, levando à morte por asfixia.

    Como a caliotoxina age?

    A coral azul produz caliotoxina, uma molécula que ataca os canais de sódio do sistema nervoso, bloqueando sinais elétricos e causando paralisia instantânea.

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    Sua dieta inclui outras cobras (às vezes da mesma espécie), e o veneno age tão rápido que a vítima morre por asfixia antes de conseguir fugir.

    Foto: Reprodução

    Apesar de sua peçonha ser menos letal em humanos do que em outras espécies, há registros de mortes. Felizmente, acidentes são incomuns, já que a coral azul é tímida e evita contato.

    Da morte à cura: o potencial medicinal do veneno

    Em 2016, pesquisadores australianos descobriram que a caliotoxina age em receptores ligados à dor. Isso abre portas para estudos de novos analgésicos. Não seria a primeira vez: o remédio para pressão alta, Captopril, surgiu do veneno da jararaca.

    Foto: Reprodução

    A coral azul prova que, na natureza, até o mais belo animal pode carregar segredos mortais – e, quem sabe, a chave para futuros medicamentos.

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  • Brasil pode se tornar país das lagostas

    Brasil pode se tornar país das lagostas

    A produção de lagostas no Brasil é uma atividade de grande relevância, especialmente para as comunidades costeiras do Nordeste. O país, com sua extensa costa atlântica, é um dos principais produtores mundiais desse crustáceo, conhecido por sua alta qualidade e demanda no mercado internacional.

    A pesca de lagosta se concentra principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, que abrigam as maiores áreas de captura e processamento.

    Tradicionalmente, a pesca de lagostas no Brasil é feita com armadilhas conhecidas como “manzuás” e “covo”. Embora rudimentares, são eficazes para capturar as espécies Lagosta Vermelha (Panulirus argus) e Lagosta Verde (Panulirus laevicauda). No entanto, a pesca ilegal com compressores, que danifica os recifes de corais e afeta a reprodução das lagostas, continua sendo um desafio enfrentado pelas autoridades e comunidades pesqueiras.

    Sustentabilidade

    Nos últimos anos, houve um aumento nos esforços para promover a pesca sustentável e proteger os estoques de lagosta. O governo brasileiro, por meio de regulamentações, implementa períodos de defeso (interdição da pesca durante a época de reprodução) e estabelece tamanhos mínimos para captura, visando garantir a renovação dos estoques e a preservação do ecossistema marinho.

    A lagosta brasileira é altamente valorizada nos mercados internacionais, com os Estados Unidos e a Europa como os principais destinos das exportações. A alta demanda impulsiona a economia local e gera empregos em diversas etapas da cadeia produtiva, desde a captura até o processamento e a logística. A exportação da lagosta é uma das principais fontes de renda para pescadores artesanais e empresários do setor pesqueiro.

    Pesca da lagosta na costa brasileira tem um limite máximo de captura definido

    A portaria interministerial, do Meio Ambiente e da Pesca, define em 6.192 toneladas a soma das capturas de lagosta-vermelha e lagosta-verde na temporada de pesca 2024. A decisão foi a partir de recomendações científicas, avaliações da população desses animais, além de consultas aos pescadores, pesquisadores, empresários e organizações da sociedade civil.

    Segundo a ONG Oceana, a população de lagostas reduziu mais de 80% desde a década de 1950, início da pescaria em Pernambuco e no Ceará.

    A estimativa é de que mais de cem mil pessoas dependam direta ou indiretamente da pescaria, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, adotar um limite de captura, e de comprimento mínimo dos animais pescados, ajuda a recuperar a população das duas espécies. Isso acaba trazendo ganhos de longo prazo pelo aumento da renda futura, além de tornar a pesca da lagosta sustentável.

    Lagosta para turistas
    Governo definiu limite máximo de pesca da lagosta na costa brasileira

    Para fazer o controle, agora, as empresas pesqueiras deverão informar a entrada do produto no site do Ministério do Meio Ambiente, em 3 dias, a partir da nota fiscal de primeira venda, da nota de produtor ou de entrada na empresa. Um painel de acompanhamento do limite máximo de captura fica disponível no site do Ministério da Pesca.

    Nesta temporada, também fica proibida a retenção a bordo de fêmeas prontas para reprodução e é obrigatório que os animais estejam vivos até serem entregues às empresas pesqueiras.

    Abertura de mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas do Brasil

    O governo brasileiro informou essa semana que  Singapura liberou a aprovação sanitária para que o Brasil exporte lagostas vivas àquele país.

    A autorização soma-se à abertura, em fevereiro deste ano, do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos e extrato de carne bovina. Nos nove primeiros meses de 2024, o país já importou aproximadamente US$ 540 milhões em produtos agrícolas do Brasil.

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    Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 195ª abertura de mercado neste ano, totalizando 273 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023.

    Desafios e Perspectivas

    A produção enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de combater a pesca predatória. E assegurar o cumprimento das normas de sustentabilidade, modernizando as práticas de pesca. Questões climáticas, como o aumento da temperatura dos oceanos e a degradação dos recifes, também representam ameaças à reprodução e sobrevivência das lagostas.

    Investimentos em aquicultura de lagostas vêm ganhando espaço como uma possível solução para diminuir a pressão sobre os estoques naturais. Projetos de cultivo controlado estão sendo desenvolvidos em algumas regiões, visando replicar as condições do habitat natural e garantir uma produção sustentável a longo prazo.

    A pesca de lagostas no Brasil é uma atividade de destaque que combina tradição, importância econômica e desafios ambientais. O futuro da produção depende de uma gestão equilibrada que promova a sustentabilidade, proteja os recursos naturais e assegure o desenvolvimento das comunidades pesqueiras.

    Com medidas de conservação adequadas e o fortalecimento da fiscalização, o Brasil tem potencial para manter sua posição de destaque no mercado global e garantir a preservação do ecossistema marinho.