Tag: serpente

  • Píton de 2,5 metros é capturada após engolir gambá gigante

    Píton de 2,5 metros é capturada após engolir gambá gigante

    Uma píton-birmanesa de quase 2,5 metros de comprimento foi encontrada no quintal de uma casa em Nova Jersey, nos EUA, depois de engolir um gambá de grande porte. O animal, que pesava cerca de 18 quilos, foi resgatado por equipes especializadas após ser localizado sob o assoalho de um galpão.

    O caso chamou a atenção pelo tamanho da serpente e pelo volume provocado pela presa em seu corpo. Segundo a Monmouth County SPCA, entidade que atua na proteção e no resgate de animais na região, agentes de controle de animais foram acionados depois que a píton foi encontrada na propriedade.

    Cobra foi localizada sob o assoalho de um galpão

    A píton-birmanesa estava escondida sob as tábuas de um galpão instalado no quintal da residência. Para permitir o acesso ao animal, um prestador de serviços retirou parte do assoalho.

    Na sequência, agentes treinados realizaram o resgate da serpente com segurança. Durante a operação, foi possível perceber que havia um grande volume na região central do corpo da píton.

    Agentes de controle de animais localizaram a cobra sob o assoalho de um galpão no quintal (Foto: Reprodução/Monmouth County SPCA)

    A equipe veterinária do abrigo realizou exames de raio-X para identificar o que havia causado a alteração. As imagens confirmaram que a cobra havia se alimentado recentemente de um gambá de grande porte.

    Animal foi encaminhado para um local seguro

    Depois do resgate, a serpente passou por uma avaliação veterinária e foi colocada em um recinto adequado. As autoridades agora procuram um manejador de serpentes licenciado, que tenha estrutura apropriada para receber e cuidar do animal.

    A situação também levantou um alerta sobre a criação de animais exóticos como pets. Segundo a entidade responsável pelo resgate, pessoas que não conseguem mais cuidar desses animais devem procurar centros especializados em vez de soltá-los na natureza.

    A orientação é especialmente importante porque espécies exóticas podem provocar impactos sobre a fauna local, além de colocar em risco animais domésticos e o próprio animal abandonado.

    “Animais de estimação exóticos não pertencem à natureza. Soltá-los prejudica a vida selvagem local, os animais domésticos e o próprio animal.”

    Píton-birmanesa é uma espécie de grande porte

    A píton-birmanesa é uma das maiores serpentes do mundo e possui hábitos predatórios. Originária do Sudeste Asiático, a espécie é conhecida por capturar diferentes tipos de animais, principalmente por meio da constrição.

    O episódio em Nova Jersey reforça ainda a importância do manejo responsável de espécies exóticas. Quando mantidos fora de seus ambientes naturais, esses animais precisam de condições específicas de segurança, alimentação e espaço.

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  • 900 cobras escapam após enchentes na China

    900 cobras escapam após enchentes na China

    As enchentes provocadas pela passagem do tufão Maysak deixaram cerca de 900 cobras à solta em Hengzhou, no sul da China, aumentando o risco para a população. Enquanto equipes de resgate ainda trabalham para minimizar os danos causados pelas chuvas, o país também se prepara para a chegada do tufão Bavi, que deve atingir parte do território chinês com novos temporais. O cenário combina perdas humanas, destruição de infraestrutura e uma ameaça adicional provocada pela fuga de animais de criadouros e de um zoológico inundado.

    Até o momento, as autoridades confirmaram pelo menos 39 mortes e nove desaparecidos em decorrência da passagem do tufão Maysak.

    Enchentes provocam fuga de centenas de cobras

    As fortes chuvas inundaram fazendas especializadas na criação comercial de serpentes, permitindo que aproximadamente 900 cobras escapassem. Como consequência, moradores passaram a conviver com o risco de encontrar os animais em ruas, residências e áreas alagadas.

    Além disso, uma mulher morreu após ser picada por uma cobra que, segundo relatos locais, teria fugido de um dos criadouros. De acordo com testemunhas, o socorro demorou para chegar porque as enchentes bloquearam estradas e dificultaram o acesso das equipes de emergência.

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    Zoológico também registrou fuga de animais

    Ao mesmo tempo, um zoológico particular localizado em Guigang sofreu com a inundação e registrou a fuga de diversos animais. Entre eles estavam crocodilos, zebras, burros, avestruzes, cavalos miniatura e guaxinins, que podem apresentar comportamento agressivo devido ao estresse causado pelo desastre.

    Durante a enchente, três leões morreram afogados. Ainda assim, funcionários conseguiram impedir que outros predadores escapassem. Segundo a proprietária do zoológico, Yin Feifei, a equipe arriscou a própria vida para manter as jaulas fechadas e evitar novos riscos à população.

    Hengzhou reúne milhares de criadouros de serpentes

    Embora seja conhecida como a capital chinesa do jasmim, Hengzhou também concentra uma importante atividade ligada à criação comercial de cobras. Em 2020, a região de Guangxi reunia cerca de 20 milhões de serpentes distribuídas em mais de 14 mil criadouros, destinados principalmente aos setores farmacêutico e alimentício.

    Entre as espécies mais comuns estão as cobras-rato, que não possuem veneno, e as cobras-rei, cuja picada pode ser fatal para seres humanos. Por isso, as autoridades reforçaram os alertas para evitar novos acidentes.

    Equipes intensificam operações de resgate

    Enquanto isso, equipes especializadas seguem capturando serpentes escondidas em casas, terrenos e áreas atingidas pelas enchentes. Segundo o caçador civil Zhu, seu grupo recolheu entre 2 mil e 3 mil cobras em apenas dois dias de trabalho. Conforme relatou, praticamente todos os animais encontrados na área atendida pela equipe foram removidos.

    Além das buscas, hospitais ampliaram os estoques de soro antiofídico. Da mesma forma, o governo orientou os moradores a evitarem deslocamentos durante a noite e recomendou atenção redobrada em locais com vegetação, onde as serpentes costumam se esconder.

    China entra em alerta para a chegada do tufão Bavi

    Mesmo com os trabalhos de recuperação em andamento, o Observatório Nacional da China colocou o país em alerta laranja devido à aproximação do tufão Bavi. A previsão indica que o fenômeno deve atingir o leste da China e Taiwan, provocando chuvas intensas e ventos fortes.

    Por precaução, cidades iniciaram planos de evacuação e reforçaram os sistemas de emergência. Na província de Zhejiang, cerca de 17 mil pessoas deixaram áreas consideradas de risco. Além disso, Pequim e Tianjin também intensificaram as medidas preventivas diante da previsão de novos temporais.

    Governo amplia ajuda às regiões afetadas

    Diante da gravidade da situação, o governo chinês enviou aproximadamente 50 mil itens de ajuda humanitária para as províncias de Zhejiang e Fujian. O material inclui camas dobráveis, cobertores e kits de emergência destinados às famílias desalojadas pelas enchentes.

    Além do envio de suprimentos, o presidente Xi Jinping determinou prioridade total às ações de resgate, ao atendimento dos feridos e ao reassentamento das pessoas afetadas. Segundo a agência estatal Xinhua, o objetivo é reduzir o número de vítimas e evitar novos desastres decorrentes das fortes chuvas.

    Por fim, a sequência de eventos climáticos extremos se agravou com a passagem de um tornado pela província de Hubei. O fenômeno deixou 11 mortos e um desaparecido, além de destruir casas, fábricas e vias públicas, ampliando os desafios enfrentados pelas autoridades chinesas.

  • Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    A jiboia é uma das serpentes mais conhecidas da natureza, principalmente pela forma como captura e mata suas presas.

    Mesmo sem veneno, ela desenvolveu uma técnica extremamente eficiente, conhecida como “abraço mortal”, que garante sua sobrevivência no ambiente selvagem.

    Foto: Reprodução/Admilson Santos

    Como funciona o “abraço mortal”

    Diferente de outras cobras, a jiboia não injeta veneno.
    Após capturar a presa com uma mordida, ela se enrola rapidamente ao redor do animal e começa a apertar com força. Esse movimento interrompe a circulação sanguínea, impedindo que o oxigênio chegue aos órgãos vitais.

    Com isso, a vítima perde a consciência em pouco tempo. Estudos indicam que o processo não ocorre apenas por sufocamento, mas principalmente pela falha no sistema circulatório, o que torna a técnica ainda mais eficaz.

    Serpente não é venenosa, mas é letal

    Apesar da fama, a jiboia não possui veneno.

    Ainda assim, ela consegue matar com eficiência graças à força muscular e à técnica de constrição. Esse comportamento é comum entre serpentes da mesma família, que utilizam o corpo como principal ferramenta de caça.

    Depois de imobilizar a presa, a jiboia a engole inteira, começando pela cabeça.

    Alimentação e hábitos

    A dieta da jiboia inclui aves, pequenos mamíferos e até animais maiores, dependendo do tamanho da serpente.

    Ela costuma caçar à noite e utiliza sua camuflagem para surpreender as presas. Além disso, adapta-se facilmente a diferentes ambientes, sendo encontrada em vários biomas da América Latina, inclusive no Brasil.

    Corpo adaptado para grandes presas

    Uma das características mais impressionantes da jiboia é sua capacidade de engolir animais inteiros.

    Isso ocorre porque suas costelas são flexíveis e não estão presas a uma estrutura rígida, permitindo a expansão do corpo durante a alimentação.
    Além disso, enzimas especiais ajudam na digestão, que pode levar dias para ser concluída.

    Mais curiosidades sobre a espécie

    A jiboia pode atingir até cerca de quatro metros de comprimento, embora a maioria seja menor.

    Outro ponto curioso é que a espécie dá à luz filhotes vivos, podendo ter dezenas de crias em um único parto.

    Importância na natureza

    Apesar da aparência intimidadora, a jiboia desempenha papel importante no equilíbrio ambiental.

    Ela ajuda a controlar populações de outros animais e contribui para o funcionamento dos ecossistemas. Assim, mesmo sendo temida, a serpente é essencial para a biodiversidade e para o equilíbrio da cadeia alimentar.

  • Mamba Negra: conheça a serpente mais veloz e letal da África

    Mamba Negra: conheça a serpente mais veloz e letal da África

    A mamba negra (Dendroaspis polylepis) é uma das cobras mais venenosas do mundo. Conhecida pela velocidade e agilidade, ela causa medo e fascínio. Este artigo revela detalhes sobre seu comportamento, veneno e mitos.

    A mamba negra é a segunda maior serpente venenosa do mundo, perdendo apenas para a cobra-real. Adultas medem entre 2 e 3 metros, mas podem atingir até 4,5 metros. Seu nome não vem da cor da pele, que varia de cinza a marrom-oliva, mas do interior da boca, que é negro azulado.

    Ela habita as savanas e colinas rochosas do leste e sul da África, inclu países como Tanzânia, Zâmbia e África do Sul. Prefere ambientes semiáridos, florestas abertas e áreas com vegetação densa, onde se esconde em troncos ocos, cupinzeiros abandonados ou fendas rochosas.

    Comportamento e velocidade

    A mamba negra é diurna e extremamente ágil. Pode se mover no solo a até 20 km/h em curtas distâncias, sendo considerada a serpente terrestre mais rápida do mundo. Apesar de sua reputação agressiva, ela é tímida e prefere fugir de confrontos. No entanto, quando encurralada, ergue até um terço do corpo, abre a boca e emite um silbido alto como aviso.

    Sua dieta inclui pequenos mamíferos, aves e, ocasionalmente, outras serpentes. Ela caça por emboscadas, injetando veneno e esperando a presa sucumbir antes de engoli-la inteira.

    Veneno e perigo para humanos

    O veneno da mamba negra é uma potente neurotoxina que ataca o sistema nervoso e cardíaco. Uma única mordida pode injetar toxinas capazes de matar um humano em 20 a 30 minutos sem tratamento. Antes da disponibilidade do antiveneno, a taxa de mortalidade era de quase 100%.

    Apesar disso, acidentes fatais são relativamente raros, pois a espécie só ataca quando ameaçada. Em muitas áreas rurais, a falta de acesso rápido ao antiveneno ainda é um problema grave.

    Curiosidades e mitos

    • Mitos exagerados: a lenda de que “sete passos” são suficientes para morrer após uma mordida é um exagero, mas destaca a rapidez do veneno.
    • Potencial medicinal: pesquisas recentes identificaram peptídeos no veneno (mambalgins) com potencial analgésico superior à morfina e sem efeitos colaterais significativos.
    • Longevidade: ela vive até 11 anos na natureza e seus principais predadores são mangustos, aves de rapina e humanos.

    A mamba negra é classificada como “Pouco Preocupante” pela IUCN, devido à sua ampla distribuição geográfica. No entanto, a perda de habitat por expansão agrícola e urbana representa uma ameaça futura.

  • Susto – sucuri gigante surge de poço em área rural

    Susto – sucuri gigante surge de poço em área rural

    Um vídeo impressionante registrou o momento em que uma sucuri gigante surgiu de um poço em uma área rural. Alexsandro Pinto, autor das imagens, capturou o réptil subindo lentamente pela estrutura. O registro, compartilhado nas redes sociais, chamou a atenção pelo tamanho do animal e pelo local incomum.

    A sucuri, uma das maiores serpentes do mundo, tem aparecido com mais frequência em regiões rurais e próximas a cursos d’água. Biólogos explicam que esses avistamentos podem estar relacionados a mudanças ambientais, como desmatamento e alterações no habitat natural da espécie.

    Importância ecológica

    A sucuri desempenha um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas. Como predadora de topo, ela controla populações de roedores, peixes e até jacarés. Sua presença indica um ambiente saudável, mas a aproximação de áreas habitadas preocupa especialistas.

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    O que fazer ao encontrar uma?

    • Mantenha distância e não tente interagir.
    • Evite matar o animal, já que a espécie não é naturalmente agressiva.
    • Acione órgãos ambientais para o resgate seguro, se necessário.

    O vídeo de Alexsandro reforça a necessidade de conscientização sobre a preservação da sucuri e seu habitat. Com o aumento dos registros, autoridades alertam para a importância de medidas que evitem conflitos entre humanos e a fauna silvestre.

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  • Cobra coral azul: a serpente mais bela (e mortal) do mundo

    Cobra coral azul: a serpente mais bela (e mortal) do mundo

    Com tons azulados vibrantes contrastando com o vermelho rubi, a cobra coral azul (Calliophis bivirgatus) chama atenção como uma das serpentes mais bonitas do mundo. Mas sua beleza esconde um veneno poderoso, capaz de matar presas em segundos.

    A coral azul habita florestas do Sudeste Asiático, incluindo Malásia, Indonésia, Singapura e Tailândia. Porém, seu hábito fossorial – passar a maior parte do tempo enterrada – torna seu avistamento raro. Delgada e alongada, pode chegar a quase dois metros de comprimento.

    Foto: Reprodução

    Seu veneno contém a caliotoxina, uma neurotoxina exclusiva que ataca os canais de sódio do sistema nervoso. Quando pica outra cobra (sua presa principal), a toxina paralisa os músculos rapidamente, levando à morte por asfixia.

    Como a caliotoxina age?

    A coral azul produz caliotoxina, uma molécula que ataca os canais de sódio do sistema nervoso, bloqueando sinais elétricos e causando paralisia instantânea.

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    Sua dieta inclui outras cobras (às vezes da mesma espécie), e o veneno age tão rápido que a vítima morre por asfixia antes de conseguir fugir.

    Foto: Reprodução

    Apesar de sua peçonha ser menos letal em humanos do que em outras espécies, há registros de mortes. Felizmente, acidentes são incomuns, já que a coral azul é tímida e evita contato.

    Da morte à cura: o potencial medicinal do veneno

    Em 2016, pesquisadores australianos descobriram que a caliotoxina age em receptores ligados à dor. Isso abre portas para estudos de novos analgésicos. Não seria a primeira vez: o remédio para pressão alta, Captopril, surgiu do veneno da jararaca.

    Foto: Reprodução

    A coral azul prova que, na natureza, até o mais belo animal pode carregar segredos mortais – e, quem sabe, a chave para futuros medicamentos.

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  • Livres para amar: veja momento que casal de caninanas é solto

    Livres para amar: veja momento que casal de caninanas é solto

    Nesta semana mostramos o casal de cobras caninanas que escolheram uma residência como ninho de amor para o ritual de acasalamento.

    nfelizmente para elas, o momento íntimo terminou de forma abrupta. A equipe de prontidão resgatou com sucesso as serpentes, conhecidas por seu comportamento ágil e por não serem venenosas. Apesar de terem interrompido um momento íntimo do casal, a ação garantiu a segurança dos animais e dos moradores.

    Mas agora eles estão livres novamente para continuar a sua  historia de amor, e fazer novas caninaninhas. E a guarda-parque Izenita Brum, a mesma que interrompeu o momento romântico, foi a responsável por libertar os pombinhos, ou melhor dizendo, as cobrinhas.

     

    O resgate do casal de serpentes

    As caninanas, comumente encontradas em regiões de Mata Atlântica, são serpentes de hábitos diurnos e excelentes escaladoras. Apesar de assustarem algumas pessoas por seu tamanho — podendo chegar a 2,5 metros —, são inofensivas e importantes para o equilíbrio ecológico, ajudando no controle de roedores.

    Segundo a guarda-parque Izenita Brum, o resgate foi realizado com cuidado para não estressar os animais. “Elas estavam tranquilas, mas nosso papel é garantir que tanto os bichos quanto os humanos fiquem seguros”, explicou.

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  • Casal de caninanas é resgatado durante “lua de mel”

    Casal de caninanas é resgatado durante “lua de mel”

    O amor estava no ar na Área de Proteção Ambiental (APA) Macaé de Cima, mas não da forma que os humanos costumam imaginar. Nesta semana, a equipe de resgate ambiental recebeu um chamado inusitado: duas cobras dentro de uma residência. Ao chegarem ao local, a surpresa foi grande — um casal de caninanas (Spilotes pullatus) estava em pleno ritual de acasalamento.

    As serpentes, conhecidas por seu comportamento ágil e não venenoso, foram resgatadas com sucesso pela equipe de prontidão, que contou com a participação da guarda-parque Izenita Brum. Apesar de terem interrompido um momento íntimo do casal, a ação garantiu a segurança dos animais e dos moradores.

    O resgate do casal de serpentes

    As caninanas, comumente encontradas em regiões de Mata Atlântica, são serpentes de hábitos diurnos e excelentes escaladoras. Apesar de assustarem algumas pessoas por seu tamanho — podendo chegar a 2,5 metros —, são inofensivas e importantes para o equilíbrio ecológico, ajudando no controle de roedores.

    Segundo a guarda-parque Izenita Brum, o resgate foi realizado com cuidado para não estressar os animais. “Elas estavam tranquilas, mas nosso papel é garantir que tanto os bichos quanto os humanos fiquem seguros”, explicou. Após a captura, o casal foi solto em seu habitat natural, sem nenhum ferimento.

    Por que as cobras entram em residências?

    Especialistas explicam que, nesta época do ano, é comum encontrar serpentes em áreas urbanas próximas a florestas. O aumento da temperatura e a busca por parceiros para reprodução fazem com que esses animais se movimentem mais. Além disso, a presença de roedores em casas pode atraí-las.

    O que fazer ao encontrar uma serpente?

    • Mantenha a calma: a maioria das cobras no Brasil não é venenosa.
    • Não tente capturar: evite aproximação e contato.
    • Acione profissionais: chame a equipe ambiental local ou o Corpo de Bombeiros (193).

    A APA Macaé de Cima, localizada na região serrana do Rio de Janeiro, é um importante reduto de biodiversidade. Casos como esse reforçam a necessidade de conscientização sobre a convivência harmoniosa entre humanos e animais silvestres.

    E assim, o casal de caninanas teve seu “felizes para sempre” — longe das casas, mas em segurança na natureza.

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  • Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Uma jiboia de grande porte foi flagrada cruzando uma estrada na Caatinga paraibana, em cena que chamou atenção pelo tamanho e comportamento do animal. O vídeo, capturado pelo @caiobernardo0, mostra o réptil percorrendo toda a extensão da via, da margem esquerda à direita, em movimento tranquilo e contínuo.

    A serpente, descrita como “gigante” por especialistas, ocupou praticamente toda a faixa da estrada durante a travessia, evidenciando sua envergadura impressionante. O bioma Caatinga, conhecido por abrigar espécies adaptadas ao clima semiárido, surpreende mais uma vez com a biodiversidade singular — incluindo répteis de porte considerável.

    Importância ecológica

    O episódio reforça a necessidade de preservação da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro que concentra espécies endêmicas e ecossistemas vulneráveis. A presença de jiboias saudáveis no ambiente indica equilíbrio ecológico, já que esses répteis atuam como controladores de populações de roedores e outros pequenos animais.

    Comportamento das jiboias na região

    Registros recentes na Caatinga incluem cenas raras, como grupos de jiboias em período reprodutivo (como o flagrado na Paraíba em 2024), além de fêmeas com dezenas de filhotes — comportamento associado à recuperação energética pós-parto. A jiboia, embora não exerça cuidado parental prolongado, mantém proximidade com a prole nos primeiros momentos.

    Preservar a Caatinga é proteger histórias como esta, que revelam a riqueza natural muitas vezes subestimada do Nordeste brasileiro.

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  • Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Uma jiboia causou um susto aos moradores de uma casa na zona rural de Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, na manhã de sábado (08/03). O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a captura do animal, que estava no telhado da varanda e demonstrava comportamento agressivo.

    A 4ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Formiga deslocou uma guarnição até a residência. Após avaliar a situação, os bombeiros utilizaram uma pinça de captura específica para répteis, garantindo a segurança do animal e dos moradores da casa. Após a captura, a jiboia foi conduzida a uma reserva ambiental, onde foi libertada em segurança, longe de áreas habitadas.

    O Corpo de Bombeiros aproveita para reforçar a importância de acionar profissionais especializados em situações envolvendo animais silvestres. A captura de animais selvagens exige técnicas adequadas para garantir a segurança de todos e o bem-estar do animal.

    Uma serpente da fauna brasileira

    A jiboia ( Boa constrictor) é uma serpente não peçonhenta da família Boidae, amplamente distribuída nas regiões tropicais da América Central e do Sul. No Brasil, é possível encontrá-la em diversos biomas, como a Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.

    As jiboias possuem corpo cilíndrico e alongado, coberto por pequenas escamas irregulares. A coloração é variada, com padrões que vão do cinza claro ao marrom escuro, permitindo que se camuflem em diferentes ambientes. Algumas subespécies, como a Boa constrictor amarali, apresentam coloração predominantemente cinza ou marrom, enquanto outras, como a Boa constrictor constrictor, exibem uma gama maior de tonalidades.

    Corpo de Bombeiros de Formiga capturou a serpente.

    As jiboias podem atingir até quatro metros de comprimento, embora a maioria dos indivíduos não ultrapasse os dois metros. As fêmeas tendem a ser maiores do que os machos. A cabeça, em formato triangular ou de seta, é bem destacada do corpo.

    Com hábitos noturnos e semiarborícolas, as jiboias são encontradas tanto no solo quanto nas árvores. Para capturar suas presas, utilizam a técnica de “senta-espera”, permanecendo imóveis até que um animal se aproxime. A jiboia enrola seu corpo na presa, comprimindo-a até que os movimentos respiratórios cessem, causando a morte por asfixia. Ao contrário do que muitos pensam, a jiboia não quebra os ossos da presa.

    Reprodução e expectativa de vida

    As jiboias são vivíparas, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe e nascem completamente formados. A gestação dura de 4 a 8 meses, resultando em uma ninhada de 12 a 50 filhotes. A expectativa de vida das jiboias é relativamente alta, podendo chegar a 25-30 anos.

    Reprodução: Instituta Butantan

    Apesar de não serem consideradas ameaçadas de extinção, as jiboias são vítimas de caça e tráfico devido ao valor comercial de sua pele e carne, além da comercialização como animais de estimação. A destruição de seus habitats naturais também representa uma ameaça à espécie.

    As jiboias são consideradas animais pacíficos, pois não são venenosas e raramente atacam seres humanos. No entanto, quando se sentem ameaçadas, podem contrair a cabeça e o pescoço, emitir um som agudo, eliminar fezes e morder. Em caso de encontro com uma jiboia, é importante manter a calma e acionar as autoridades competentes para realizar a captura e o manejo adequado do animal.

    • Espécie: a jiboia (Boa constrictor) é uma serpente da família Boidae e do gênero Boa
    • Onde habita: nas Américas Central e do Sul. No Brasil, pode ser vista na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado, na Caatinga e na Mata Atlântica
    • Características físicas: possui a cabeça em formato triangular, tem o corpo longo e com cores que auxiliam sua camuflagem
    • Alimentação: mamíferos, lagartos e aves
    • Curiosidades: emite um som, popularmente conhecido como “o bafo da jiboia”, para espantar predadores. Para subjugar suas presas, usa a técnica da constrição

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