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  • Senado aprova renegociação de dívidas do agro

    Senado aprova renegociação de dívidas do agro

    O Senado aprovou o projeto que cria linhas de crédito para renegociar dívidas do agronegócio. A votação ocorreu nesta quarta-feira (10). A proposta avançou mesmo sem acordo com o governo sobre a redação final. Agora, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

    O Projeto de Lei 5.122/2023 autoriza o uso de recursos públicos para refinanciar débitos rurais. A medida atende produtores afetados por perdas climáticas e oscilações de mercado.

    Além disso, o texto inclui impactos econômicos provocados por conflitos geopolíticos internacionais. Os senadores também ampliaram as fontes de recursos com verbas do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). O projeto ainda autoriza a criação de um Fundo Garantidor para operações de crédito rural.

    Condições para renegociação das dívidas rurais

    A linha de crédito terá prazo de 13 anos. O período inclui pelo menos dois anos de carência. Os juros serão de 3,5% ao ano para beneficiários do Pronaf. Para produtores do Pronamp, a taxa será de 5,5%.

    Já os grandes produtores pagarão juros de 7,5% ao ano. O limite de renegociação será de até R$ 10 milhões por CPF. Cooperativas e associações poderão contratar até R$ 50 milhões.

    Os produtores poderão renegociar parcelas vencidas ou vincendas contratadas até 31 de dezembro de 2025. A regra vale para operações inadimplentes desde 1º de janeiro de 2024. Os contratos também precisam permanecer em atraso até 30 de abril de 2026. Além disso, financiamentos já renegociados ou prorrogados até essa data poderão ser incluídos.

    Segundo estimativas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), cerca de R$ 170 bilhões poderão ser renegociados.

    Produtores precisarão comprovar perdas

    Para acessar o benefício, o produtor deverá comprovar pelo menos duas perdas de safra entre 2019 e 2025. As perdas precisam ter reduzido em pelo menos 30% a renda bruta agropecuária esperada.

    A comprovação poderá ocorrer por meio de laudo técnico emitido por profissional habilitado. Os pequenos produtores e beneficiários do Pronaf poderão apresentar laudos coletivos ou grupais.

    CPRs e dívidas privadas permanecem no texto

    O texto manteve a possibilidade de renegociar Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas para fornecedores privados. A medida alcança revendas de insumos, cerealistas, cooperativas e tradings. As CPRs emitidas para instituições financeiras também poderão entrar no refinanciamento.

    O relator da proposta, senador Renan Calheiros, acolheu parte das emendas apresentadas em plenário. As alterações buscam facilitar a operacionalização das linhas de crédito pelos bancos.

    Por outro lado, o parecer ampliou o alcance da renegociação. O texto passou a incluir passivos dos Fundos Constitucionais do Norte (FNO) e Nordeste (FNE) inscritos em dívida ativa.

    Governo aponta impacto fiscal elevado

    Integrantes da equipe econômica avaliam que o impacto financeiro poderá superar as estimativas iniciais. Os cálculos preliminares apontavam custo de R$ 817 bilhões ao longo de 13 anos.

    No governo, também existe a possibilidade de questionamentos judiciais sobre a futura lei. Durante a votação, Renan Calheiros afirmou que o projeto não obriga gastos imediatos. Segundo ele, a proposta apenas autoriza o uso de recursos do Fundo Social em favor da agricultura.

    Câmara ainda analisará proposta

    O projeto ainda depende de aprovação da Câmara dos Deputados. Após essa etapa, o texto seguirá para sanção presidencial. Como não houve consenso entre governo e Congresso, a proposta poderá sofrer vetos.

    O Executivo também não descarta editar uma Medida Provisória sobre o tema.

    Texto flexibiliza garantias e evita suspensão de operações

    O projeto aprovado permite a livre negociação de garantias entre as partes. Ao mesmo tempo, o texto proíbe a exigência de garantias adicionais além dos limites regulamentares.

    Os senadores retiraram a vinculação direta de recursos do Fundo Social. Assim, a proposta passou a ter caráter autorizativo. Na prática, o volume de renegociações dependerá dos recursos disponibilizados pelo governo e do interesse dos bancos.

    O parecer também contempla operações de capital de giro ligadas ao agronegócio. Cooperativas, cerealistas e fornecedores de insumos poderão renegociar operações destinadas ao atendimento de produtores rurais. Nesses casos, a taxa de juros será de 7,5% ao ano. O limite permanecerá em R$ 10 milhões por cooperativa ou grupo econômico.

    Além disso, o relator retirou a previsão de suspensão geral das operações por 180 dias. A mudança busca evitar riscos ao sistema financeiro e preservar recursos do Plano Safra 2026/2027. Por fim, o texto autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a regulamentar e ajustar a execução das medidas junto às instituições financeiras.

  • Quem é a ruralista que se filiou ao PT?

    Quem é a ruralista que se filiou ao PT?

    A decisão da senadora Kátia Abreu de se filiar ao Partido dos Trabalhadores chamou atenção em Brasília e no agronegócio.

    Isso porque a parlamentar construiu sua carreira com forte ligação ao setor rural. Ao longo dos anos, ela se consolidou como uma das principais vozes do agro dentro da política nacional.

    Além disso, sua mudança de partido reacende debates sobre alianças e reposicionamentos dentro do Congresso.

    Trajetória marcada pelo agronegócio

    Kátia Abreu ganhou projeção nacional como líder ruralista. Ela presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, uma das entidades mais influentes do setor.

    Posteriormente, assumiu o cargo de ministra da Agricultura durante o governo de Dilma Rousseff, período em que ampliou sua visibilidade política.

    Além disso, sua atuação sempre esteve ligada à defesa de produtores rurais, crédito agrícola e expansão do setor.

    Aproximação com o PT não é recente

    Apesar da surpresa para parte do público, a aproximação com o Partido dos Trabalhadores não começou agora.

    Nos últimos anos, Kátia Abreu já demonstrava alinhamento com pautas defendidas por lideranças petistas. Inclusive, manteve proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Dessa forma, a filiação consolida um movimento que vinha sendo construído gradualmente.

    Decisão divide opiniões no agro

    Por outro lado, a mudança gera reações distintas dentro do agronegócio.

    Parte do setor vê a decisão com cautela. Isso porque o PT historicamente enfrentou críticas de produtores rurais em temas como meio ambiente, reforma agrária e regulação.

    No entanto, outros analistas apontam que a presença de uma figura ligada ao agro dentro do partido pode ampliar o diálogo entre governo e produtores.

    Movimento reflete nova dinâmica política

    A filiação de Kátia Abreu também sinaliza uma mudança no cenário político brasileiro.

    Atualmente, lideranças buscam ampliar alianças e ocupar espaços estratégicos em diferentes campos. Com isso, fronteiras ideológicas se tornam mais flexíveis.

    Além disso, o agronegócio segue como um dos setores mais influentes do país. Por isso, sua representação política continua sendo disputada por diferentes grupos.

    Quem é Kátia Abreu hoje

    Hoje, Kátia Abreu mantém atuação ativa no Senado e segue como uma figura relevante no debate nacional.

    Sua trajetória mistura política, agronegócio e articulação institucional. Agora, com a filiação ao PT, ela entra em uma nova fase de sua carreira.

    Por fim, a decisão reforça uma tendência: no cenário atual, alianças improváveis têm se tornado cada vez mais comuns.

  • Senado: o que a bancada ruralista espera do novo presidente?

    Senado: o que a bancada ruralista espera do novo presidente?

    A bancada ruralista parabenizou o senador Davi Alcolumbre (União-AP) pela eleição à presidência do Senado, neste sábado (1º), e defendeu diálogo e união no novo ciclo. A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) reafirmou apoio ao parlamentar e destacou a importância de avanços para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

    Ao mesmo tempo, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e líder de seu partido, pediu uma gestão equilibrada e atuante. “Precisamos de um Congresso altivo, que cumpra seu papel e coloque pautas importantes em discussão”, afirmou. Além disso, ela reconheceu avanços econômicos na gestão anterior, mas cobrou agilidade na tramitação de projetos. “O mundo é dinâmico, e as comissões precisam funcionar com rapidez”, pontuou.

    Prioridades no Senado

    Tereza Cristina destacou o licenciamento ambiental como tema prioritário neste ano. Ou seja, relatora do projeto na Comissão de Agricultura (CRA), ela defendeu a desburocratização do setor sem comprometer a sustentabilidade. “Não podemos permitir entraves ao desenvolvimento do país”, reforçou. Portanto, a expectativa é de que o tema seja votado no primeiro semestre.

    Eleição histórica

    Davi Alcolumbre venceu a disputa com 73 votos dos 81 senadores, consolidando seu grupo político no comando do Congresso. Ele assume o cargo pela segunda vez, após presidir a Casa entre 2019 e 2021.

    Natural de Macapá (AP), Alcolumbre iniciou a carreira política como vereador em 2001. Foi deputado federal por três mandatos antes de se eleger senador em 2014. Em 2019, tornou-se o presidente mais jovem da história do Senado e assinou a transferência definitiva das terras da União ao Amapá.

    No pleito deste ano, Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE) também concorreram, mas receberam apenas quatro votos cada. Alcolumbre costurou alianças e conquistou apoio da base governista e da maioria da oposição, incluindo o PL. O partido Novo foi o único a se manter distante da coalizão.

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  • PL 3114/24 – projeto pode ajudar agricultores vítimas do clima

    PL 3114/24 – projeto pode ajudar agricultores vítimas do clima

    O Projeto de Lei 3114/24, apresentado pelo deputado Daniel Agrobom (PL-GO), propõe a inclusão de ações de assistência a agricultores afetados por enchentes e outros eventos climáticos extremos nas diretrizes do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater), estabelecido pela Lei 12.188/10.

    A iniciativa visa fortalecer as comunidades rurais, proporcionando suporte aos agricultores familiares na implementação de práticas agrícolas modernas, na reconstrução da infraestrutura rural e na diversificação da produção. “Essa medida reduzirá a vulnerabilidade dos agricultores aos riscos climáticos e promoverá o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar”, afirmou o deputado Agrobom.

    Tramitação do projeto

    O projeto tramita em caráter conclusivo. Ele será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. E também pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A Câmara dos Deputados e o Senado precisam aprovar a proposta para que ela se torne lei.

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    A inclusão de ações para assistência a produtores afetados por desastres naturais é uma resposta necessária às crescentes mudanças climáticas que impactam a agricultura. Com eventos climáticos extremos se tornando cada vez mais frequentes, medidas como esta são essenciais para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade das comunidades rurais no Brasil.

    Se aprovado, o PL 3114/24 poderá oferecer um suporte significativo aos agricultores familiares. Ajudando-os a se adaptarem às adversidades climáticas e promovendo um desenvolvimento agrícola mais resiliente e sustentável no Brasil.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Senado aprova marco legal dos bioinsumos; texto segue para sanção

    Senado aprova marco legal dos bioinsumos; texto segue para sanção

    O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) o marco legal para bioinsumos na agropecuária. O projeto de lei 658/2021, de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada e agora será enviado para sanção presidencial.

    O senador Jaques Wagner (PT-BA), relator da proposta, destacou que a regulamentação representa um avanço estratégico para os produtores agrícolas brasileiros. “O Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, tem um potencial extraordinário para liderar a produção de bioinsumos”, afirmou.

    Alternativa sustentável aos químicos

    Em resumo, Bioinsumos, como micro-organismos, biofertilizantes, agentes de controle biológico e extratos vegetais, oferecem uma alternativa sustentável aos insumos químicos tradicionais, como fertilizantes e pesticidas. Além disso, segundo Jaques Wagner, esses produtos são mais amigáveis ao meio ambiente e contribuem para a produção de alimentos mais saudáveis, além de preservar a biodiversidade e regenerar a saúde do solo.

    Ao mesmo tempo, o senador também ressaltou o reconhecimento internacional da tecnologia brasileira no setor. “Essa inovação é fundamental tanto para a agricultura quanto para a pecuária, permitindo uma produção mais sustentável e menos agressiva ao meio ambiente”, pontuou.

    Debate com diversos setores

    Entidades do setor, indústrias, movimentos sociais e a academia debateram para construir o marco legal. Wagner reforçou que o desenvolvimento do mercado de bioinsumos fortalece a posição do Brasil no cenário agrícola global, atrai investimentos e gera empregos de qualidade.

    “A inovação desempenha um papel central nesse contexto. Para que o Brasil se torne líder global em bioinsumos, é essencial o investimento conjunto do governo e da iniciativa privada em pesquisa e desenvolvimento”, destacou o relator. Ele também apontou que o mercado de agroquímicos ainda é dominado por grandes conglomerados internacionais.

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    Agricultura familiar e sustentabilidade

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também celebrou a aprovação do projeto. Em resumo, ela afirmou que a regulamentação beneficia desde pequenos agricultores familiares até grandes produtores, promovendo uma atividade mais sustentável. “Sem essa aprovação, muitos produtores rurais, inclusive os que produzem bioinsumos em suas propriedades, estariam na ilegalidade”, alertou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, classificou a decisão como uma conquista para os produtores rurais. “O Brasil deu mais um grande passo na eficiência e qualidade dos seus produtos. Evitamos fragilizar os orgânicos e garantimos a continuidade da produção com qualidade e eficiência”, concluiu.

    Ou seja, com a sanção presidencial, o marco legal dos bioinsumos promete fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro e consolidar o país como referência global em produção sustentável.

     

  • CNA aplaude devolução parcial de Medida Provisória pelo Senado

    CNA aplaude devolução parcial de Medida Provisória pelo Senado

    O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, elogiou a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de devolver parte do texto da MP 1.227/2024 ao Executivo. “O consenso prevaleceu. Mostramos aos parlamentares e ao governo que essa medida provisória não poderia prosperar e que ela iria trazer sérias consequências para o setor produtivo”, afirmou Martins.

    Pouco antes do anúncio de Pacheco, Martins, acompanhado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, e a senadora Teresa Cristina, se reuniu com o presidente do Senado. Durante a reunião, alertaram sobre os riscos e impactos negativos da MP. “Precisamos reconhecer a busca pelo consenso do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que devolveu parte do texto. Foi a maneira mais adequada”, disse Martins.

    Martins destacou que a decisão trouxe alívio aos produtores rurais e à cadeia produtiva. “Esperamos que outras medidas, no futuro, sejam discutidas com o setor produtivo. Estamos dispostos a dialogar para que determinadas medidas não impactem no bolso dos produtores e dos contribuintes”, completou.

    Neste sentido, o presidente da FPA, Pedro Lupion, reforçou a importância do diálogo no Congresso Nacional. “Nosso agradecimento ao presidente, às entidades e a todos os parlamentares que estiveram mobilizados neste exercício”, afirmou.

    Alívio entre o setor agrícola

    A senadora Teresa Cristina também expressou alívio com a devolução da MP, destacando que a medida teria impactado negativamente a agropecuária brasileira. “Que possamos continuar trabalhando, gerando emprego, pagando impostos e fazendo o desenvolvimento do nosso país”, disse.

    Mais cedo, Martins participou de uma reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária com coalizões produtivas contra a MP do PIS/Cofins. Durante o encontro, criticaram a medida do governo e defenderam sua rejeição pelo Congresso Nacional. Em reuniões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a CNA e outras entidades alertaram sobre a ameaça da MP à competitividade dos produtos brasileiros e aos empregos