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  • Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Os preços da laranja pera continuam em alta, com uma média de R$ 113,89 por caixa de 40,8 kg na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), um aumento de 4,3% em relação ao período anterior.

    Preços da laranja: clima x demanda

    De acordo com pesquisadores do Cepea, o retorno das altas temperaturas em São Paulo impulsionou a demanda pela fruta, enquanto a nova estimativa do Fundecitrus apontou para uma safra ainda menor que a previsão inicial.

    Colaboradores do Cepea informam que a oferta está limitada. A falta de chuvas tem causado o murchamento das frutas, o que afeta a qualidade dos lotes.

    Volume 30% menor

    O cinturão citrícola, que inclui o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, deve colher 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2024/25, segundo o Fundecitrus. Esse volume é 30% menor que o da safra anterior, considerada de produção média, e inferior à estimativa inicial de 232,38 milhões de caixas.

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    Faturamento recorde no setor de suco de laranja

    A safra 2023/2024 também trouxe resultados expressivos para o setor de suco de laranja. Como resultado, as exportações de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66 Brix) alcançaram US$ 2,5 bilhões. Ou seja,  um crescimento de 21,29% em comparação aos US$ 2,07 bilhões da safra anterior. Considerando os subprodutos, o total exportado chegou a US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em contraste com as 1.060.186 toneladas da safra passada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

  • Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Mercado – preços da soja sobem em Junho

    Os preços da soja no mercado doméstico registraram altas significativas em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá subiu 2,10%, atingindo R$ 138,92/saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná aumentou 2,40%, chegando a R$ 133,98/saca de 60 kg.

    Pesquisadores do CEPEA atribuem essa alta à firme demanda internacional e à valorização externa, com sojicultores resistindo à comercialização em grandes volumes, esperando que a alta taxa de câmbio continue favorecendo as exportações. No primeiro semestre, as exportações de soja totalizaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período, segundo dados da Secex.

    Segundo semestre

    A perspectiva para a soja no Brasil no segundo semestre de 2024 é promissora, mas com desafios. O setor se beneficia de uma demanda internacional robusta, especialmente da China, e de preços elevados no mercado global. No entanto, os agricultores enfrentam incertezas devido às flutuações cambiais e às condições climáticas imprevisíveis. A resistência dos produtores em comercializar grandes volumes, esperando preços ainda melhores, pode manter a oferta restrita no mercado interno.

    Fatores Positivos:

    • Demanda internacional forte: A China, maior importador de soja brasileira, continua a aumentar suas compras, impulsionando os preços.
    • Valorização externa: Os preços elevados no mercado global favorecem as exportações brasileiras, que atingiram um recorde no primeiro semestre de 2024.
    • Alta dos preços: A resistência dos produtores em vender grandes volumes e a expectativa de um câmbio favorável contribuem para manter os preços altos.

    Desafios:

    • Flutuações cambiais: A variação do dólar pode impactar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
    • Condições climáticas: O clima adverso, como seca no Sudeste e enchentes no Sul, pode afetar a produção e a qualidade da safra.
    • Custos de produção: O aumento nos custos de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, pode reduzir a margem de lucro dos produtores.

    Os analistas esperam uma produção robusta, mas os rendimentos podem variar dependendo das condições climáticas durante a colheita. A tecnologia e o manejo eficiente serão cruciais para maximizar a produtividade.

    A soja brasileira tem um potencial significativo no segundo semestre de 2024, impulsionada pela demanda internacional e preços favoráveis. No entanto, os produtores devem estar atentos às flutuações cambiais e às condições climáticas para garantir uma colheita lucrativa e sustentável