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  • El Niño está de volta; veja como ele pode afetar os alimentos no Brasil

    El Niño está de volta; veja como ele pode afetar os alimentos no Brasil

    A volta do El Niño acendeu um alerta no campo brasileiro. O fenômeno, provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, já está em formação e deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026. O efeito mais direto para o consumidor pode aparecer no preço dos alimentos.

    Segundo o Ministério da Agricultura, a previsão para o trimestre julho, agosto e setembro indica chuva acima da média em áreas do Sul e chuva abaixo da média no centro-norte do país. Além disso, há risco maior de temperaturas elevadas, ondas de calor e incêndios florestais.

    Na prática, isso mexe com o calendário de plantio, a produtividade das lavouras e a oferta de produtos básicos. Soja, milho, feijão, arroz, café, frutas, hortaliças, leite e carne podem ser afetados, cada um de forma diferente.

    Safra recorde ajuda a reduzir os riscos

    O risco não significa quebra generalizada de safra. O Brasil entra neste período com uma produção de grãos estimada em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26, a maior já projetada para o país, segundo a Conab.

    O El Niño costuma provocar excesso de chuva no Sul. Em anos mais intensos, isso pode atrasar o plantio, prejudicar a colheita e favorecer doenças nas lavouras. Já no Centro-Oeste, no Norte e em parte do Nordeste, o problema tende a ser o oposto: menos chuva, calor mais forte e maior pressão sobre pastagens e reservatórios.

    O milho e a soja ficam no centro da preocupação porque sustentam boa parte da cadeia de carnes. Quando o clima reduz a produção ou encarece a ração, o efeito pode chegar ao frango, ao suíno, ao leite e ao boi.

    O feijão e as hortaliças também merecem atenção. São culturas mais sensíveis a irregularidades de chuva e calor. Por isso, qualquer quebra regional costuma aparecer mais rapidamente no bolso do consumidor.

    O café também inspira atenção. Temperaturas muito altas e chuvas irregulares podem comprometer floradas e reduzir o potencial produtivo das lavouras. Como o Brasil é o maior produtor e exportador mundial, qualquer instabilidade climática tende a influenciar tanto os preços internos quanto o mercado internacional.

    O que pode acontecer com os preços dos alimentos

    O alerta chega em um momento em que os alimentos já pressionam o orçamento das famílias. Em maio, o IPCA acumulava alta de 4,72% em 12 meses, segundo o IBGE. Em junho, a prévia da inflação oficial mostrou avanço de 0,74% no grupo alimentação e bebidas.

    Embora uma safra recorde ajude a formar estoques e reduzir parte da pressão, eventos climáticos extremos podem alterar esse cenário. Caso ocorram perdas relevantes em regiões produtoras, a menor oferta tende a pressionar os preços ao consumidor.

    Quando os efeitos podem chegar ao consumidor

    A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, informou que as condições de El Niño já estão estabelecidas e devem ganhar intensidade até o fim de 2026. A agência estima elevada probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade forte entre novembro e janeiro.

    Animação da Temperatura da Superfície do Mar no Pacífico — (Foto: NOAA)

    Os reflexos, entretanto, costumam aparecer de forma gradual. Primeiro, o clima interfere no desenvolvimento das lavouras. Depois, afeta a produtividade, altera os preços pagos aos produtores e, por fim, chega às gôndolas dos supermercados.

    O que produtores e consumidores devem observar

    Especialistas ressaltam que o El Niño representa um fator de risco, mas não uma garantia de perdas. O uso de sementes mais adaptadas, irrigação, seguro rural, monitoramento climático e planejamento das operações ajudam a reduzir os impactos sobre a produção.

    Ainda assim, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes. Por isso, produtores acompanham com atenção cada atualização das previsões meteorológicas para ajustar o manejo das lavouras.

    Imagem mostra bancada de frutas em um mercado
    Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    Para o consumidor, a recomendação é acompanhar a evolução dos preços de produtos como arroz, feijão, café, carnes, leite, frutas e hortaliças ao longo do segundo semestre.

    O fenômeno começa no Oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do Brasil. No entanto, seus efeitos podem atravessar continentes e, alguns meses depois, chegar à mesa dos brasileiros na forma de alimentos mais caros ou de uma oferta menor de determinados produtos.

  • Seu bolso sentiu? Veja os alimentos que mais subiram e os que caíram em março

    Seu bolso sentiu? Veja os alimentos que mais subiram e os que caíram em março

    Mesmo com a desaceleração da inflação em março, o brasileiro continuou sentindo o peso dos alimentos no bolso. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o índice oficial perdeu força, mas ainda registrou alta de 0,44% no período.

    No entanto, os alimentos e bebidas lideraram a pressão inflacionária. O grupo subiu cerca de 0,88%, com impacto relevante no índice geral.

    Além disso, a alimentação dentro de casa apresentou aumento ainda mais expressivo, o que afeta diretamente o consumo das famílias.

    O que ficou mais caro em março

    Entre os principais vilões do mês, alguns itens chamaram atenção pelo avanço significativo dos preços.

    Produtos básicos como feijão, ovos e leite registraram alta consistente. O feijão-carioca, por exemplo, subiu quase 20%, enquanto os ovos avançaram mais de 7%.

    Além disso, carnes também ficaram mais caras, refletindo custos de produção e dinâmica de oferta no mercado.

    Outro destaque foi o açaí, que disparou quase 30%, evidenciando como fatores sazonais e logísticos podem impactar rapidamente os preços.

    O que ficou mais barato no mês

    Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma alta ainda maior da inflação.

    Os combustíveis registraram leve queda, com recuo em produtos como gasolina e etanol.

    Esse movimento ajudou a equilibrar parcialmente o índice geral, já que o transporte costuma ter peso importante no orçamento das famílias. Ainda assim, o alívio foi limitado frente ao avanço dos alimentos.

    Por que os preços continuam subindo?

    Diversos fatores explicam a pressão sobre os alimentos. Primeiramente, questões climáticas impactam diretamente a produção agrícola, reduzindo a oferta e elevando os preços.

    Além disso, o cenário internacional também influencia. Tensões geopolíticas e oscilações no mercado global afetam custos de insumos, transporte e energia.

    Outro ponto importante é o comportamento da demanda. Mesmo com inflação mais controlada, o consumo de itens essenciais mantém os preços elevados.

    Inflação desacelera, mas não alivia totalmente

    Embora o índice geral tenha desacelerado em relação a fevereiro, quando ficou em 0,84%, o impacto no dia a dia do consumidor ainda é significativo.

    No acumulado de 12 meses, a inflação permanece em torno de 3,9%, dentro da meta oficial.

    Ainda assim, como os alimentos têm peso relevante no orçamento das famílias, qualquer alta nesse grupo gera sensação de perda de poder de compra.

    Tendência para os próximos meses

    A expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade nos preços dos alimentos. Por um lado, a melhora na oferta agrícola pode ajudar a estabilizar alguns itens. Por outro, fatores climáticos e externos seguem no radar e podem provocar novas oscilações.

    Dessa forma, o comportamento da inflação nos próximos meses dependerá, principalmente, da evolução do setor agrícola e do cenário internacional.

  • Guerra no Irã pode encarecer alimentos no Brasil

    Guerra no Irã pode encarecer alimentos no Brasil

    A guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel completa um mês neste sábado (28). Apesar de distante 12 mil quilômetros, o conflito já provoca efeitos concretos na economia brasileira.

    O primeiro impacto foi a alta de 20% no preço do diesel. Com isso, os custos de frete aumentaram. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chegou, inclusive, a cancelar contratos para o escoamento de 23,7 mil toneladas de milho fechados entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

    Além disso, especialistas alertam que os efeitos podem chegar à mesa do consumidor. Combustíveis mais caros encarecem o transporte e a distribuição. Por sua vez, a alta nos fertilizantes pressiona o produtor rural. O resultado é um efeito cascata que atinge grãos, pão, carnes e hortaliças.

    O alerta dos especialistas

    Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro, avalia que o consumidor não deve sentir o impacto de imediato. No entanto, a tendência é de elevação nos preços, especialmente se o conflito se prolongar.

    Para ele, o maior risco não é a alta dos combustíveis em si, mas o desabastecimento. “Qual foi a última vez que vimos o Estreito de Ormuz fechado? Nunca. É um evento sem registro na história econômica mundial”, afirma, em entrevista à Globo Rural.

    O especialista reforça que o cenário afeta diretamente a logística nacional, que depende do transporte rodoviário. Segundo ele, importadores já sinalizaram que, com a defasagem atual de preços, não compensa trazer diesel para o Brasil.

    Quanto aos insumos agrícolas, Serigati pondera que o repasse ao consumidor não é automático. “O fato de o fertilizante estar mais caro não significa que o alimento também ficará. O repasse depende, principalmente, da produtividade”, explica, citando a Guerra da Ucrânia como exemplo de quando o setor absorveu custos sem repassá-los.

    Quais alimentos podem ficar mais caros?

    As commodities são as mais vulneráveis, pois têm preços definidos no mercado internacional. A consultoria Datagro identificou os produtos agropecuários brasileiros com maior risco diante do conflito:

    • Milho: risco de atrasos nos embarques pelo aumento dos custos logísticos
    • Açúcar: forte presença de exportações para o Oriente Médio
    • Carne de frango: dificuldades de entrega aos países do Golfo Pérsico, além de alta em fretes e seguros
    • Suco de laranja: o Brasil, líder global nas exportações, pode sentir o encarecimento logístico e a instabilidade na demanda

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também expressa preocupação com carne suína e ovos. Segundo a entidade, o conflito já elevou em até 30% o custo das embalagens plásticas feitas com matéria-prima importada da região. Diante disso, a ABPA não descarta repasses ao consumidor em breve.

  • Alerta – preço dos alimentos é o maior em 2 anos

    Alerta – preço dos alimentos é o maior em 2 anos

    Em julho de 2025, os preços globais dos alimentos atingiram o nível mais alto em mais de dois anos, segundo dados oficiais divulgados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em 8 de agosto de 2025. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, referência mundial para o acompanhamento dos preços das commodities alimentares, registrou uma média de 130,1 pontos, representando um aumento de 1,6% em relação a junho do mesmo ano.

    Esse índice marcou o maior valor desde fevereiro de 2023, embora ainda esteja 18,8% abaixo do recorde histórico registrado em março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, fato que elevou os preços globais dos alimentos devido a interrupções nas cadeias de suprimento e incertezas geopolíticas.

    Motivos do aumento

    A alta recente nos preços foi impulsionada principalmente pelo aumento nos custos da carne e dos óleos vegetais. O índice de preços da carne atingiu 127,3 pontos, um recorde histórico, com aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. Isso ocorreu devido à forte demanda de importação, especialmente da China e dos Estados Unidos, refletindo altas nos preços de carnes bovina e ovina. Já o índice de preços dos óleos vegetais subiu bruscamente 7,1%, alcançando 166,8 pontos, seu nível mais alto em três anos, impactado principalmente pelos óleos de palma, soja e girassol.

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    Por outro lado, houve queda nos índices de preços de cereais, laticínios e açúcar. O Índice de Preços dos Cereais caiu 0,8%, em virtude da redução dos preços do trigo e sorgo, apesar do aumento nos preços do milho e cevada. A oferta abundante e a fraca demanda mundial levaram ao declínio do preço do arroz em 1,8%. O índice de preços dos laticínios recuou levemente em 0,1% devido a menores cotações para manteiga e leites em pó, enquanto o índice de preços do açúcar continuou em declínio pelo quinto mês consecutivo, registrando uma queda de 0,2%.

    Esses dados indicam uma situação de alta focalizada em determinados setores do mercado alimentar global, refletindo fatores específicos como demanda aquecida por proteínas e óleo vegetal, enquanto outras commodities alimentares enfrentam pressões de queda por oferta e demanda locais e sazonais.

    O acompanhamento desses índices pela FAO é fundamental para avaliar tendências no mercado mundial de alimentos, informar políticas públicas e estratégias empresariais para mitigar impactos sociais e econômicos decorrentes da volatilidade dos preços dos alimentos em escala global.

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  • Queimadas afetam preço da cesta básica

    Queimadas afetam preço da cesta básica

    As queimadas que atingem o Brasil estão prejudicando a agricultura de várias maneiras e, como consequência, isso vai aumentar o preço dos alimentos, inclusive os que compõe a cesta básica. Primeiro, o fogo destrói plantações e pastagens, comprometendo a produção agrícola e reduzindo a oferta de alimentos no mercado. Isso gera uma elevação nos preços, devido à menor disponibilidade de produtos.

    Além disso, as queimadas afetam a fertilidade do solo, prejudicando colheitas futuras. O solo degradado leva mais tempo para se regenerar, o que pode retardar a retomada da produção agrícola. Outra questão importante é o impacto na poluição do ar, que pode reduzir a produtividade das plantas e até interferir no transporte e na logística agrícola.

    As mudanças climáticas também afetam a agricultura. Incêndios florestais intensos e prolongados podem alterar o regime de chuvas, essencial para várias culturas, levando a secas prolongadas ou chuvas fora de época, o que prejudica o ciclo agrícola. A safra de grãos, como soja e milho, pode ser diretamente impactada, causando aumento no custo dos alimentos devido à menor oferta.

    Fontes como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam para os impactos das queimadas tanto na redução da produtividade agrícola quanto na segurança alimentar global.

    Queimadas voltam a acontecer

    As queimadas no interior de São Paulo voltaram a ocorrer nos últimos dias, resultando em uma situação alarmante em diversas regiões do estado. Em cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, a qualidade do ar tem piorado drasticamente devido ao acúmulo de fumaça e fuligem. As condições meteorológicas adversas, como a baixa umidade relativa do ar e as altas temperaturas, agravam ainda mais a situação.

    No último fim de semana, quem viajou pelo interior paulista voltou a se deparar com fumaça em todo o horizonte, e pode ver grandes áreas de queimadas ocorrendo nas plantações ao longo das estradas.

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    As autoridades, incluindo a Defesa Civil, estão em alerta máximo e têm trabalhado para controlar os focos de incêndio. No entanto, a combinação de fatores naturais e possivelmente criminosos continua a provocar uma situação difícil, com efeitos negativos sobre o meio ambiente e a saúde pública​

    Prejuízo para a agricultura e para seu bolso

    As queimadas não só têm causado graves problemas ambientais e de saúde, como também estão resultando em significativos prejuízos para o agronegócio nas regiões afetadas. Cidades como Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto e Limeira, que são grandes produtoras agrícolas, têm visto suas plantações ameaçadas pelo fogo. Além das perdas diretas nas colheitas, o gado também sofre com a redução na qualidade das pastagens.

    O impacto das queimadas se estende ainda ao transporte e à logística, com rodovias sendo parcialmente interditadas devido à baixa visibilidade causada pela fumaça. Um dos impactos disso é o  atraso no escoamento dos produtos agrícolas. Além disso, a má qualidade do ar tem gerado preocupações quanto à saúde dos trabalhadores rurais. Eles ficam expostos a condições insalubres, impactando a força de trabalho disponível no campo.

    Alimentos da cesta básica subindo

    O fogo já está aumentado o preço dos alimentos. Cerca de 80 mil hectares de cana-deaçucar já foram queimados, segundo a Orplana (organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), e na Bolsa de Valores o produto já está em alta. Lembrando que o Brasil é o maior produtor mundial, e líder nas exportações do produto.

    Além disso, o feijão também esta mais caro, com perspectiva de elevação grande nos preços até o final do ano. Frutas e hortaliças também serão afetados pela alta dos preços, principalmente que as hortaliças já costumam ter uma alta em períodos de seca. Como a estiagem está mais londa que o esperado.

    Carne e leite também são afetados pela união da seca e das queimadas, pois como já citamos o pasto é perdido, e a qualidade de alimentação dos bovinos é prejudicada. O que pode afetar os próximos anos, pois a recuperação do solo é demorada.

  • Como o clima afeta os preços dos alimentos

    Como o clima afeta os preços dos alimentos

    A chegada de uma frente fria nos próximos dias na região Sudeste do Brasil deve ter impactos significativos na produção de alimentos. Essa mudança climática pode afetar diversos setores da agropecuária, desde a agricultura até a pecuária.

    A queda brusca de temperatura e a possibilidade de geadas podem prejudicar severamente as lavouras de frutas, hortaliças e grãos. Culturas sensíveis ao frio, como tomate, morango e citros, correm risco de ter danos às folhas, flores e frutos, comprometendo a produtividade e a qualidade dos alimentos.

    Além disso, a ocorrência de chuvas intensas associadas à frente fria pode causar alagamentos e erosão do solo, prejudicando o desenvolvimento das plantas e dificultando os trabalhos de colheita e transporte.

    Impactos do clima na Pecuária

    O gado de corte e de leite também sofre com a queda brusca de temperatura. O estresse térmico pode levar a uma redução no consumo de alimento e água, queda na produção de leite e até mesmo a morte de animais mais fracos ou doentes.

    A necessidade de fornecer abrigo e suplementação alimentar aos rebanhos durante esse período de frio intenso também aumenta os custos de produção para os pecuaristas.

    Para minimizar os impactos da frente fria, os produtores rurais devem adotar medidas preventivas, como:

    • Proteger as lavouras com coberturas plásticas ou telas;
    • Irrigar as plantações para evitar danos por geada;
    • Fornecer abrigo e suplementação alimentar adequada aos animais;
    • Monitorar constantemente as condições climáticas e estar preparado para agir rapidamente.

    Essas ações podem ajudar a preservar a produção de alimentos e evitar perdas significativas durante esse período de instabilidade climática. No entanto, é importante ressaltar que os efeitos da frente fria podem ser sentidos ao longo de toda a cadeia produtiva, afetando os preços e a disponibilidade de diversos produtos agrícolas.

    Precipitação no Brasil afeta cultivos de feijão, milho e trigo, revela Conab

    Junho trouxe chuvas intensas para o Norte, Nordeste e Sul, favorecendo algumas culturas e prejudicando outras

    Nas primeiras semanas de junho, o Brasil registrou volumes significativos de precipitação nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Essas chuvas beneficiaram o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia). No entanto, dificultaram a implantação e o estabelecimento do trigo no Rio Grande do Sul. Por outro lado, o tempo seco predominou no restante do país, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. Isso restringe o desenvolvimento do milho em estágio reprodutivo e do trigo em diferentes fases.

    A análise é parte do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de junho, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apresenta uma análise detalhada das condições agroclimáticas e imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024.

    Impactos do clima na produção agrícola

    O boletim destaca que a análise espectral mostrou uma predominância de áreas com anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV), causadas principalmente pela antecipação da colheita do milho e pelo atraso na semeadura e desenvolvimento do trigo. A falta de chuvas e as altas temperaturas durante o desenvolvimento do milho anteciparam sua maturação em algumas áreas. Isso impacta negativamente as lavouras em estágio reprodutivo. O trigo semeado mais cedo em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná também sofreu restrições hídricas, prejudicando seu desenvolvimento.

    Nas regiões Oeste Catarinense e Noroeste Rio-Grandense, os gráficos de evolução do IV indicaram atrasos na semeadura e desenvolvimento dos cultivos de inverno.

    O Boletim de Monitoramento Agrícola é publicado mensalmente e resulta da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O boletim completo está disponível no site da Conab, oferecendo uma visão abrangente das condições agrícolas no Brasil.