Tag: Pitaya

  • Como o controle biológico está transformando o cultivo de pitaia

    Como o controle biológico está transformando o cultivo de pitaia

    A aposta na pitaia como alternativa para diversificar a produção agrícola em Santa Catarina já apresenta resultados expressivos. Com uma projeção de colheita de 7,6 mil toneladas para 2026, a fruta rústica de origem centro-americana encontrou no litoral catarinense o ambiente ideal para prosperar. Esse crescimento, no entanto, trouxe novos desafios: o surgimento de pragas com a comercialização da cultura.

    Os pesquisadores Marcelo (à esquerda) e Alessandro (centro) trabalham juntos para aperfeiçoar a produção de pitaia no Estado. Foto: Divulgação/Epagri

    Para enfrentar o problema, pesquisadores da Epagri em Itajaí desenvolvem, desde 2016, um conjunto de conhecimentos pioneiros focado no controle biológico e manejo sustentável. Como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) praticamente não possui defensivos registrados para a pitaia, a solução reside na manipulação do ambiente e no equilíbrio ecológico.

    Identificação de pragas e soluções criativas

    O entomologista Marcelo Mendes de Haro identificou 19 potenciais pragas nos pomares, incluindo percevejos, caracóis, besouros e formigas. Os percevejos, atraídos por lavouras de grãos vizinhas, são os principais vilões, pois sugam a seiva e prejudicam a aparência comercial dos frutos.

    Para proteger a produção, os pesquisadores recomendam técnicas que evitam o uso de produtos químicos:

    • Ensacamento de frutos: o uso de sacos de TNT reduz as lesões causadas por insetos em até 65%.
    • Cobertura do solo: o plantio de amendoim-forrageiro no verão e um mix de sementes no inverno mantém o ecossistema equilibrado.
    • Quebra-ventos biológicos: plantas como hibiscos, manacás e até bananeiras atraem pragas para longe da pitaia ou abrigam predadores naturais.

      A formiga cortadeira é uma das pragas que mais causam danos às frutas

    A pesquisa também destaca a importância da preservação da abelha-irapuá. Por ser uma espécie polinizadora protegida por lei, o manejo dispensa inseticidas ou a retirada de ninhos.

    O futuro da pitaia catarinense

    Além do manejo de pragas, a Epagri investe no melhoramento genético. O pesquisador Alessandro Borini Lone lidera um projeto que avalia 80 híbridos de pitaia. O objetivo é selecionar, até 2027, variedades adaptadas ao clima e solo do estado que ofereçam frutos com maior dulçor, tamanho e cor atraente. Atualmente, oito materiais promissores já estão em fase de teste.

    Imagem gerada por IA

    Para que a informação chegue ao campo, a Epagri lançou diversas publicações técnicas desde 2020. Materiais como o boletim “Cultivo de Pitaia” e livros especializados orientam produtores sobre adubação, polinização e sistemas de plantio direto.

    Extensionistas e pesquisadores realizam visitas técnicas e “Dias de Campo” constantemente. Assim, capacitando agricultores em todo o estado para garantir que a pitaia se consolide como uma fonte de renda sustentável e lucrativa para as famílias rurais de Santa Catarina.

  • Produção de pitaya cresce no Brasil e impulsiona agronegócio nacional

    Produção de pitaya cresce no Brasil e impulsiona agronegócio nacional

    A produção de pitaya no Brasil registra crescimento acelerado e muda o cenário do agronegócio de frutas tropicais. O avanço será tema central do V Simpósio Brasileiro de Pitayas, que acontece entre 25 e 27 de março no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O evento reunirá pesquisadores, produtores e empresários para debater o fortalecimento da cadeia produtiva e as oportunidades de mercado da chamada fruta-do-dragão.

    Nos últimos anos, o Brasil quadruplicou a produção de pitaya, saltando de 1,5 mil toneladas em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023. A previsão é de crescimento contínuo até 2026, consolidando o país como referência latino-americana ao lado de Vietnã e Colômbia, grandes players mundiais do setor.

    Além do visual marcante, a pitaya atrai atenção pelos benefícios nutricionais. A fruta é rica em fibras, vitamina C, ferro e magnésio, que contribuem para a digestão, fortalecem o sistema imunológico e ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. Por ter baixo teor calórico e alto poder antioxidante, tornou-se aliada em dietas saudáveis e na prevenção de doenças crônicas.

    O cultivo da pitaya exige manejo especializado, já que as flores se abrem apenas à noite e precisam de polinização noturna. Essa característica aumenta o valor de mercado e reforça o caráter exclusivo da fruta.

    Segundo Dejalmo Nolasco, presidente da Associação dos Produtores de Pitaya do Brasil (APPIBRAS), “a pitaya deixou de ser uma fruta exótica para se tornar uma oportunidade concreta de renda e saúde. O Brasil tem potencial para liderar esse mercado na América Latina”.

    Agronegócio familiar

    O impacto econômico também se reflete no agronegócio familiar. Agricultores de diversas regiões encontraram na pitaya uma fonte de renda estável e crescente. O cultivo, antes limitado a pequenas propriedades, já se expande para polos produtivos estruturados, com o apoio de cooperativas, centros de pesquisa e instituições públicas.

    Foto: Divulgação

    Durante o simpósio, os participantes discutirão avanços tecnológicos, desafios fitossanitários, estratégias de comercialização e perspectivas de exportação. A expectativa é que o encontro fortaleça ainda mais a cadeia produtiva da pitaya, estimulando inovação, sustentabilidade e inserção no mercado internacional.

    Com resultados expressivos e reconhecimento global crescente, a pitaya se consolida como um dos símbolos do novo agronegócio brasileiro; competitivo, diversificado e pronto para conquistar novos mercados.

  • Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    A pitaya avança pelo Brasil, e a Amazônia começa a figurar nesse mapa. Conhecida como fruta-do-dragão, a espécie originária das Américas domina prateleiras do Sudeste Asiático, mas nos últimos anos ganhou força na fruticultura brasileira, impulsionada por uma demanda interna crescente e pelo potencial de exportação.

    Os números confirmam a expansão. Dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e do IBGE mostram que a produção nacional saltou de 1,5 mil tonelada em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023. Duas forças explicam esse crescimento: as propriedades nutricionais da fruta e a remuneração atraente para quem produz.

    O cultivo ainda se concentra no Sudeste e no Sul, que respondem por 80% do total. Mas o Norte ganha terreno. O Pará já detém cerca de 10% da produção nacional, e o Amazonas estrutura projetos de fomento em diferentes municípios.

    Em Manaus, a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semac) distribuiu cerca de 30 mil mudas. Uma das beneficiadas foi a Copasa-Agro, cooperativa de agricultores familiares instalada no assentamento Terumã-Mirim, às margens da rodovia AM-010.

    “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo”

    O cooperado Daniel Mendonça Sampaio plantou 2 mil pés de pitaya em meio hectare. Numa área total de três hectares, ele também cultiva pimenta, quiabo e pepino. Toda a família trabalha na terra. “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo, mas o principal período vai de janeiro até maio”, explica Daniel.

    A pitaya pertence à família Cactaceae e cresce em cactos trepadores, adaptados a climas quentes e de boa luminosidade. Para a Semac, o Amazonas reúne condições ideais: calor intenso, luz abundante e regime regular de chuvas.

    Daniel produz cerca de 2 toneladas por ano só de pitaya. Parte vai para a prefeitura de Manaus, que usa a fruta na merenda escolar. O restante circula em feiras e mercados. O preço ao consumidor final oscila entre R$ 7 e R$ 15, conforme a época do ano.

    Doença ameaça lavouras

    A expansão na Região Norte enfrenta um obstáculo agronômico sério: o cancro da pitaya, doença que pode destruir toda a produção se o produtor não agir rápido. “Se não cuidar, é perda de 100%. Estamos controlando com produtos químicos e biológicos”, diz Daniel.

    A pitaya é rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, compostos antioxidantes e polifenóis, nutrientes associados à proteção celular e ao baixo teor calórico.

    No mercado global, o Brasil ainda opera em escala modesta. O Vietnã produz mais de 600 mil toneladas por ano; a China, 36 mil; Taiwan, 27 mil. Os brasileiros colhem 6 mil toneladas. Mesmo assim, as exportações avançam: segundo dados do Comex Stat compilados pela Abrafrutas, o valor exportado cresceu de US$ 149,9 mil em 2020 para US$ 1,7 milhão em 2022. União Europeia, Canadá e Reino Unido lideram os destinos.

  • Pitaya desbanca o pistache: a fruta do dragão é a tendência em 2026

    Pitaya desbanca o pistache: a fruta do dragão é a tendência em 2026

    A pitaya assumiu o trono dos sabores em 2026. Após um ano no qual o pistache dominou as prateleiras e os cardápios do mundo, a fruta do dragão emerge como o novo ícone da inovação alimentar, segundo os Taste Charts 2026, relatório anual da Kerry, empresa global especializada em sabor e nutrição.

    A Kerry compilou os Taste Charts com base na análise de mais de 1.200 científicos e 100 flavoristas, além de pesquisas de consumo realizadas em dezenas de países. O resultado: a pitaya registra um crescimento anual composto (CAGR) de 17% em lançamentos de produtos globais até 2025.

    Mais da metade desses lançamentos concentra-se em bebidas refrescantes, especialmente na Europa e nas Américas. O perfil da fruta, suave, levemente adocicado e visualmente marcante, atrai um consumidor que busca experiências que combinam sabor, aroma e cor ao mesmo tempo.

    Leigh-Anne Vaughan, vice-presidente de Tecnologias de Produto da Kerry, afirmou que as marcas não podem se contentar apenas em reagir às tendências. “Eles precisam antecipar e inovar rapidamente. sinalizou a executiva ao lançar os Charts.

    Por que a pitaya ganhou escala global

    A fruta não chegou ao topo do ranking por acaso. Originária da América Central, a pitaya pertence à família Cactaceae e cresceu ao longo das últimas décadas em mercados como Vietnã, China e Israel antes de se consolidar como sabor de alcance amplo. Seu apelo visual,com  a casca escamada e a polpa rosa vibrante,  a tornaram perfeita para a era das redes sociais, onde produtos visualmente impactantes geram maior engajamento orgânico.

    Do ponto de vista nutricional, a fruta oferece um perfil robusto. Estudos publicados no Journal of Food Science identificam nela uma alta concentração de compostos fenólicos, que reforçam sua potência antioxidante. A Embrapa Agroindústria Tropical realizou experimentos que indicaram potencial da pitaya para auxiliar no controle do colesterol, da glicemia e da ansiedade. A fruta contém vitamina C, vitaminas do complexo B e minerais como cálcio, fósforo e magnésio . Um argumento forte para marcas que buscam posicionar produtos no segmento funcional e saudável.

    Oportunidades no Brasil

    No Brasil, os Taste Charts 2026 mapeiam oportunidades de crescimento em bebidas, café, cacau e refeições. Fernanda Fontolan, gerente de Marketing em Taste da Kerry para a América Latina, classificou os Charts como essenciais para decisões estratégicas da indústria.

    A goumertização aparece como caminho mais viável para marcas que querem aproveitar essa onda. A pitaya ainda custa mais do que a maioria das frutas no Brasil. O quilo pode chegar a R$ 50,00 no varejo. Mas a escala tende a reduzir esse custo com o tempo, viabilizando aplicações em bebidas prontas, sorvetes, snacks e confeitaria.

    Produção brasileira: pequena, mas com potencial

    A produção nacional de pitaya permanece modesta. O Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, registrou 1.409 toneladas colheitas em 1.100 hectares, distribuídas entre 606 produtores, com valor bruto de produção de aproximadamente R$ 8,6 milhões. São Paulo liderava, com 41,2% da produção nacional, seguido por Santa Catarina (24,6%), Minas Gerais (12,7%) e Pará (10,7%).

    Desde então, a produção estimulou-se. O Anuário HF 2022 já apontava estimativas superiores a cinco mil toneladas anuais. Em Santa Catarina, municípios como São João do Sul e Turvo concentram a maior parte da produção do Sul catarinense, que responde por aproximadamente 90% da colheita regional.

    A Embrapa Cerrados lançou em maio de 2023 cinco novas cultivares geneticamente superiores, entre elas a BRS Luz do Cerrado e a BRS Granada do Cerrado. Essas variedades apresentam resistência a doenças e bom desempenho sem uso de químicos, tornando-as ideais para o cultivo orgânico e reduzindo custos de produção.

    O gap entre demanda e oferta

    O desequilíbrio entre a demanda crescente e a produção ainda pequena cria duas situações simultâneas: preços elevados para o consumidor e uma janela aberta para novos investimentos na cadeia produtiva. Com a safra concentrada entre dezembro e maio, os preços suben especialmente fora desse período, transformando a pitaya em um insumo valioso e caro para a indústria.

    Para marcas que buscam se posicionar no segmento premium sem cortar a margem, a pitaya representa uma aposta com base sólida. A demanda global cresceu, a narrativa nutricional fortaleceu-se, e o Brasil,  país com clima e solo favoráveis ao cultivo, ainda possui espaço amplo para expandir sua participação na cadeia de suprimentos global da fruta.

  • Pitaya: como a fruta-dragão se tornou sucesso na produção nacional

    Pitaya: como a fruta-dragão se tornou sucesso na produção nacional

    A pitaya, também conhecida como fruta-do-dragão, transformou-se em um dos produtos mais promissores do agronegócio brasileiro. Esta fruta nativa das Américas Central e do Sul Unimed Fortaleza apresenta aparência única, com casca escamosa em tons vibrantes de rosa, vermelho ou amarelo, que lembra as escamas de um dragão mitológico.

    A área cultivada de pitaya no Brasil ultrapassa os 6.000 hectares, com produção anual estimada em cerca de 60.000 toneladas Insumoagricola. Os agricultores brasileiros descobriram na pitaya uma alternativa rentável, especialmente para a agricultura familiar. No Ceasa de São Paulo, o volume comercializado saltou de 600 toneladas anuais para mais de 4 mil toneladas Investe SP, demonstrando o crescimento acelerado da demanda.

    Produção nacional ganha força em todas as regiões

    O cultivo no Brasil começou a partir de 1990, com as primeiras pesquisas e a elaboração de estudos sobre a cultura Canal Rural. Hoje, os principais polos produtores no Brasil são os estados de São Paulo, Pará e Santa Catarina Canal Rural, mas a fruta já alcança todas as regiões do país.

    O Censo Agropecuário 2017 contabilizou 640 estabelecimentos produzindo pitaya, que colheram 1.422 toneladas em 530 hectares Paraná. São Paulo lidera a produção nacional com aproximadamente 40% do total, seguido por Santa Catarina, Minas Gerais e Pará.

    A produtividade impressiona os agricultores. A árvore de pitaya necessita de várias podas que dão vigor às plantas e mantém a qualidade dos frutos, com média de volume de 30 a 40 quilos por pé na colheita Investe SP. Produtores investem em técnicas avançadas de cultivo, utilizando sistemas com tutores que facilitam o manejo e aumentam a produtividade.

    Mercado internacional abre portas para exportação

    O Brasil entrou no mercado exportador da fruta em 2021, quando foram enviadas para o exterior cerca de 330 mil toneladas, com faturamento de US$ 1,4 milhão Paraná. A tendência de crescimento continua: em 2022, o Brasil faturou mais de US$ 1.773,2 nas exportações de pitaya, crescimento de quase 80% em relação ao ano anterior ABRAFRUTAS.

    Os principais destinos incluem países da União Europeia, Canadá e Reino Unido. Produtores brasileiros apostam na qualidade diferenciada e na certificação orgânica para conquistar mercados internacionais exigentes.

    Variedades cultivadas no país oferecem opções diversas

    Os pomares brasileiros cultivam principalmente três variedades de pitaya. A pitaya branca apresenta casca rosa e polpa branca salpicada de pequenas sementes pretas, sendo a mais comum nos supermercados nacionais. Seu sabor delicado e levemente adocicado agrada a diversos paladares.

    A pitaya vermelha exibe casca rosa intensa e polpa de cor vermelho-púrpura. A pitaya vermelha contém betacianinas e fibras que podem ajudar a reduzir a resistência à insulina e regular os níveis de açúcar no sangue Tua Saúde. Esta variedade concentra mais antioxidantes e apresenta sabor mais marcante.

    Já a pitaya amarela surpreende com sua casca dourada e polpa branca. Considerada a mais doce entre as três variedades, sua casca possui pequenos espinhos que exigem cuidado no manuseio, mas o sabor compensa o trabalho extra.

    Sabor que lembra frutas conhecidas com toque especial

    Muitos descrevem o sabor da pitaya como uma combinação entre kiwi e pera, com notas sutis de melão. A textura suave e refrescante da polpa conquista quem busca frutas tropicais não muito ácidas. As pequenas sementes pretas espalhadas pela polpa proporcionam um leve contraste crocante, semelhante ao kiwi.

    Para cada 100 g de fruta, estima-se um valor nutricional de aproximadamente 50 calorias Pão de Açúcar, tornando a pitaya uma opção ideal para quem busca alimentação saudável e balanceada. O consumo pode ocorrer de diversas formas: in natura, em sucos, smoothies, saladas de frutas, geleias, sorvetes e até em pratos salgados.

    Para preparar a pitaya, basta cortar a fruta ao meio e retirar a polpa com uma colher. A casca não é comestível, mas serve como recipiente decorativo para servir saladas de frutas. A fruta combina perfeitamente com iogurte, aveia, outras frutas tropicais e pode ser congelada para uso em bebidas refrescantes.

    Benefícios nutricionais elevam a pitaya ao status de superalimento

    A pitaya é rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, fósforo, cálcio e compostos antioxidantes como polifenóis, flavonoides e betacianinas Tua Saúde. Esta composição nutricional impressionante garante propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunológicas.

    Estudo desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical mostrou que a pitaya possui potencial para auxiliar no controle do colesterol, da glicemia e da ansiedade BOALI. Os testes demonstraram redução do colesterol total, do LDL e dos triacilgliceróis, além da elevação do HDL em animais.

    Os oligossacáridos presentes na pitaya aumentam a produção de probióticos que ajudam na digestão e no tratamento de infecções intestinais Unimed Fortaleza. As fibras solúveis melhoram o trânsito intestinal e previnem a constipação quando combinadas com boa hidratação.

    A pitaya contém vitamina C, um nutriente que estimula a produção de colágeno, proteína essencial para manter a firmeza e a elasticidade da pele Tua Saúde. O consumo regular pode ajudar a prevenir rugas e linhas finas, além de favorecer a cicatrização.

    Oportunidade econômica para pequenos produtores

    O preço do quilo da pitaya pode chegar ao consumidor final a quase R$ 50,00 Insumoagricola, enquanto o preço pago ao produtor pelo quilo da fruta varia entre 5 a 15 reais, dependendo da época do ano e da demanda ABRAFRUTAS. Esta margem atrativa estimula novos investimentos na cultura.

    A pitaya necessita de várias podas que dão vigor às plantas e mantém a qualidade dos frutos Investe SP. O manejo relativamente simples, aliado à adaptabilidade da planta a diferentes condições climáticas brasileiras, facilita a entrada de pequenos produtores no mercado.

    Perímetros irrigados produzem cerca de 400 toneladas ao ano, com toda a produção tendo selo orgânico certificado que garante ao consumidor que a fruta não foi produzida com adubação química GOV.BR. A certificação orgânica agrega valor significativo ao produto e abre portas no mercado internacional.

    Futuro promissor para a cultura no Brasil

    A busca por uma alimentação mais saudável aumentou a demanda por frutas e o mercado das consideradas exóticas ganhou um impulso Frutas do Brasil. A pitaya se beneficia desta tendência, conquistando consumidores que valorizam alimentos nutritivos, naturais e visualmente atrativos.

    A indústria alimentícia brasileira já utiliza a pitaya em produtos diversos: sucos, polpas congeladas, geleias, sorvetes, cervejas artesanais e até cosméticos. A melhor época de produção ocorre entre os meses de dezembro a maio Unimed Fortaleza, mas técnicas de manejo permitem estender o período de colheita.

    Produtores organizam-se em associações estaduais e na Associação dos Produtores de Pitayas do Brasil, realizando simpósios anuais para discutir desafios, trocar experiências e desenvolver novas técnicas de cultivo. Este movimento fortalece a cadeia produtiva e posiciona o Brasil como protagonista no mercado mundial de pitaya.

    A fruta-do-dragão chegou para ficar no agronegócio brasileiro, combinando viabilidade econômica, benefícios nutricionais e apelo visual que conquistam consumidores em todo o mundo.

  • Conheça as frutas mais caras do Brasil

    Conheça as frutas mais caras do Brasil

    No universo das frutas brasileiras, algumas se destacam não apenas pelo sabor, mas também pelo preço elevado e pela dificuldade de cultivo e importação. Enquanto pitayas e cerejas já são conhecidas por seus preços elevados, o Brasil abriga frutas ainda mais raras e caras, algumas ultrapassando R$ 200 por unidade.

    Entre essas frutas estão exemplares que encantam pelo exotismo e trazem consigo histórias de raridade e exclusividade. Descubra por que elas valem tanto.

    Mangostão (ou Mangostim)

    mangostão
    Foto: Mondini Plantas

    Nativo do sudeste asiático, o mangostão é uma das frutas mais cobiçadas do mundo. No Brasil, é cultivado em regiões como Bahia e Pará, mas sua produção é limitada, elevando o preço.

    O mangostão é também chamado de mangostim. Apesar de ser relativamente acessível em regiões produtoras, onde pode custar cerca de R$ 15 a unidade, a fruta se torna um luxo nas grandes cidades brasileiras. Em locais como a Ceagesp ou o Mercado Municipal de São Paulo, uma caixa de mangostão pode alcançar até R$ 200, reflexo da alta demanda e da dificuldade de importação.

    Jabuticaba Branca

    jabuticaba branca
    Foto: Viveiro Dan Cruz

    Raríssima, a jabuticaba branca é uma variação da tradicional jabuticaba roxa, mas com sabor mais delicado e doce. Encontrada apenas em pequenas produções no Sudeste, seu preço pode ultrapassar R$ 500 o quilo. A dificuldade de cultivo e a baixa disponibilidade a tornam uma das frutas mais exclusivas do país. Apesar do nome, ela é verde.

    Pitaya

    pitaya
    Foto: Agência Agro em Campo

    A pitaya, fruta exótica de origem mexicana e centro-americana. No Brasil, é produzida principalmente no Nordeste e Sudeste.

    Ela chama atenção com sua beleza e sabor únicos. O cultivo da fruta no Brasil é complexo, principalmente devido ao processo de polinização totalmente manual, que encarece sua produção. Essa característica faz da pitaya uma das frutas com maior valor agregado no mercado nacional.

    pitaya
    Foto: Agência Agro em Campo

    Seu preço varia entre R$ 60 e R$ 100 o quilo, dependendo da variedade (vermelha, branca ou rosa).

    Cereja Importada

    cereja
    Foto: Agência Agro em Campo

    Embora muito consumida, a cereja não é produzida no Brasil, justamente por sua exigência climática. Para se desenvolver, precisa de mais de 400 horas com temperaturas abaixo de 7°C, condição rara no território brasileiro. Por isso, só é encontrada na versão importada, principalmente do Chile e EUA, chegando a custar R$ 150 o quilo. Seu sabor doce e textura firme a tornam um item de luxo em mercados e festas.

    Rambutão

    rambutão ou rambutan
    Foto: Ceagesp

    Pouco conhecido no Brasil, o rambutão é uma fruta peluda, semelhante à lichia, mas com sabor mais adocicado e ácido. Originário do Sudeste Asiático, é cultivado em pequena escala no Norte e Nordeste. Seu preço pode chegar a R$ 120 o quilo, especialmente em feiras especializadas.

    Por que essas frutas são tão caras?

    Além da raridade, fatores como dificuldade de cultivo, necessidade de importação e baixa produção elevam os preços. Para quem busca experiências gastronômicas únicas, porém, o investimento pode valer a pena.

    Além dessas, existem outras frutas que figuram entre as mais caras do país, como o durião — conhecido pelo odor forte e sabor exótico — e o maracujá-do-mato, que apesar de menos conhecido, tem alta demanda em nichos específicos pela sua raridade.

    A complexidade do cultivo, a origem estrangeira e as condições climáticas específicas explicam por que algumas frutas brasileiras assemelham-se quase a verdadeiros luxos em suas versões nacionais, atraindo consumidores dispostos a pagar caro por sabores únicos. Interessou e quer experimentar?

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  • Pitaya – eventos para produtores da fruta no Paraná e Santa Catarina

    Pitaya – eventos para produtores da fruta no Paraná e Santa Catarina

    Maringá, no Paraná, se prepara para sediar o IV Simpósio Brasileiro e II Encontro Paranaense de Pitayas, um evento crucial para o avanço do cultivo desta fruta que ganha espaço no agronegócio nacional. A pitaya, também conhecida como a fruta do dragão, originária da América Latina, tem visto um crescimento notável no Brasil, impulsionado pela crescente demanda por alimentos saudáveis e diferenciados.

    Crescimento e produtividade da Pitaya no Brasil

    Desde sua chegada ao Brasil na década de 1980, a pitaya tem se consolidado no agronegócio, com um crescimento de dois dígitos a cada ano. Atualmente, o Brasil figura entre os 10 maiores produtores de pitaya do mundo, com o estado de São Paulo respondendo por 40% da produção nacional. A produtividade média da cultura é de 10 a 30 toneladas por hectare, podendo levar até 5 anos para atingir seu máximo potencial produtivo. Em Santa Catarina, a produtividade média é de 16.365 kg/ha, com uma produção de 4.523 toneladas.

    Além do consumo in natura, a fruta oferece diversas possibilidades gastronômicas, tanto doces quanto salgadas. A pitaia é rica em fibras, ferro, fósforo e flavonóides, o que a torna um alimento nutritivo e benéfico para a saúde.

    O cultivo da pitaya tem se mostrado uma alternativa sustentável, adaptando-se bem a diferentes climas e permitindo o plantio adensado, o que aumenta a produtividade em áreas menores.

    O simpósio, que ocorrerá nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2025, no Centro de Eventos Bondam, dentro do Parque do Japão em Maringá, tem como objetivo reunir produtores de pitaya de todo o país para impulsionar o progresso do cultivo através da troca de informações técnicas e científicas. O evento visa promover o compartilhamento de experiências entre produtores de diferentes regiões, visando o avanço das tecnologias aplicadas ao cultivo da fruta.

    Programação do simpósio

    • A programação do simpósio inclui palestras e uma visita técnica, abordando temas relevantes para o setor:
    • Mix de plantas de cobertura de solo: Estratégias para melhorar a saúde do solo e o desenvolvimento da pitaya.
    • Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG): Práticas sustentáveis na cadeia de produção da pitaya.
    • Aproveitamento integral da fruta: Formas diversificadas de utilização da pitaya, visando reduzir o desperdício.
    • Fertilização do cultivo: Técnicas para otimizar a nutrição da pitaya e aumentar a produtividade.
    • Manejo de pragas e doenças: Estratégias para proteger a cultura da pitaya de agentes nocivos.
    • Uso de biológicos: Aplicação de soluções biológicas para o controle de pragas e doenças.
    • Soluções sustentáveis para reduzir o estresse solar: Métodos para proteger a pitaya do excesso de calor.
    • Benefícios do uso de drones agrícolas: Aplicações da tecnologia de drones na cultura da pitaya.
    • Sistema de Produção da Pitaya: Integração de ciência e tecnologia para moldar o futuro do cultivo.
    • Agroturismo e Turismo Rural: Oportunidades de renda e desenvolvimento no setor.
    • Programa de Turismo Rural no Paraná: Iniciativas para fortalecer o turismo rural na região.
    • Cultivo: Estratégias para um cultivo resiliente e promissor.
    • Desenvolvimento da Pitaya no Paraná: Avanços e perspectivas para a cultura no estado.
    • Manejo de Irrigação em Pomares: Técnicas para otimizar o uso da água na produção de pitaya.
    • Exportação de Pitayas: Oportunidades e desafios no mercado internacional.
    • Pós-colheita e Qualidade de frutas: Cuidados para garantir a qualidade após a colheita.
    • Visita Técnica: Análise de projetos de sucesso e técnicas de cultivo inovadoras.

    O IV Simpósio Brasileiro e II Encontro Paranaense de Pitayas representa uma oportunidade valiosa para produtores, técnicos e especialistas do setor trocarem conhecimentos, aprimorarem técnicas e fortalecerem a rede de produção, consolidando a importância da cultura da pitaya no Brasil e sua crescente relevância no mercado global.

    Serviço:

    IV Simpósio Brasileiro e II Encontro Paranaense de Pitayas

    Av. Arquiteto Nildo Ribeiro da Rocha, 7070 – Jd. Ipanema – Maringá

    Inscrições e informações: www.pitayas.agr.br

    Epagri explora versatilidade da pitaya em oficina no Centro de Treinamento de Itajaí

    Já em Itajaí , o Centro de Treinamento da Epagri (Cetrei) promove, nesta quinta-feira, dia 13 de março, uma oficina para explorar a versatilidade da pitaya, fruta exótica que tem conquistado o paladar dos catarinenses. O evento, que chega à sua sexta edição, capacita produtores e apreciadores a criar receitas e armazenar o produto durante a safra. As vagas para a oficina já foram preenchidas.

    A oficina será ministrada por uma equipe de profissionais da Epagri, incluindo a extensionista social Geisebel Cristina Patricio e o pesquisador Alessandro Borini Lone, que estuda a fruta na Estação Experimental da Epagri de Itajaí desde 2015.

    Durante o evento, serão ensinadas diversas receitas à base de pitaya, com foco tanto na polpa quanto na casca da fruta.

    Cultivo da pitaya em Santa Catarina

    Em Santa Catarina, cerca de 500 famílias se dedicam ao cultivo da pitaia3. A Epagri tem realizado diversas ações para capacitar produtores e técnicos, visando o aprimoramento das técnicas de cultivo e a agregação de valor à fruta356. Em 2022, a safra catarinense de pitaia foi 75% superior à de 2021, com um volume estimado de mais de 1.750 toneladas comercializadas7.

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