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  • Bioinsumos podem gerar R$ 15,8 bilhões ao Brasil

    Bioinsumos podem gerar R$ 15,8 bilhões ao Brasil

    O uso de bioinsumos pode adicionar R$ 15,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2030 e 2035. Além disso, a tecnologia pode evitar o desmatamento de 9,2 milhões de hectares e criar 160,5 mil empregos no Brasil. Os dados fazem parte do estudo “Potencial Econômico das Práticas Sustentáveis na Agricultura e Pecuária”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Segundo o levantamento, os bioinsumos oferecem retorno de R$ 79 para cada R$ 1 investido. O cálculo considera a aplicação nas lavouras de arroz, milho, cana-de-açúcar e soja.

    Além do impacto econômico, a pesquisa destaca efeitos positivos na geração de empregos. As novas vagas devem surgir em biofábricas, pesquisa, desenvolvimento, controle de qualidade, logística e assistência técnica. Dessa forma, a expansão da tecnologia pode fortalecer a economia do interior do país.

    No campo ambiental, o estudo aponta que os bioinsumos podem evitar o desmatamento de 9,2 milhões de hectares, principalmente no Cerrado e na Amazônia. O ganho de produtividade reduz a necessidade de abrir novas áreas agrícolas.

    Além disso, cerca de 4,8 milhões de hectares de pastagens degradadas podem ser convertidos em áreas de cultivo. Ao mesmo tempo, outros 14,1 milhões de hectares de lavouras podem aumentar a produtividade.

    De acordo com a pesquisa, a produção sustentável pode crescer até 3,4% nas lavouras de soja e 1,5% na produção de milho. “O estudo mostra que o uso de bioinsumos pode gerar grandes contribuições para o País. Além do retorno econômico, com possibilidade de ganhos rápidos e baixo investimento, a tecnologia traz benefícios ambientais bastante expressivos, possibilitando a proteção dos biomas e a redução da abertura de novas fronteiras agrícolas”, afirma o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo levantamento.

    Fertilizantes verdes ganham espaço na estratégia nacional

    Os resultados do estudo também reforçam a importância dos fertilizantes verdes para a agricultura brasileira. O tema integra uma das prioridades do Instituto Equilíbrio para ampliar a competitividade e reduzir as emissões do setor.

    Segundo o CEO do Instituto Equilíbrio, Eduardo Bastos, a produção sustentável de fertilizantes pode diminuir a dependência das importações e atrair novos investimentos industriais.

    Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes consumidos no país. Por isso, a produção nacional com menor impacto ambiental também pode aumentar a segurança do abastecimento. Além disso, a substituição da produção baseada em combustíveis fósseis por processos mais limpos reduz as emissões industriais e diminui a liberação de óxido nitroso (N₂O) no campo.

    Para ampliar esse mercado, Bastos defende o fortalecimento do Plano Nacional de Fertilizantes. Segundo ele, o país também precisa criar mecanismos que estimulem a demanda, garantam segurança aos investimentos e ampliem a infraestrutura para novas plantas industriais.

  • El Nino pode desacelerar agropecuária até 2027, mesmo com avanço do PIB do Brasil

    El Nino pode desacelerar agropecuária até 2027, mesmo com avanço do PIB do Brasil

    Após iniciar o ano em alta, a agropecuária brasileira tende a perder força nos próximos meses e pode entrar em trajetória de desaceleração até 2027. O cenário é pressionado principalmente pelo risco de perdas nas colheitas associadas ao fenômeno El Nino, além do aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes.

    Segundo o economista Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro, o comportamento climático deve impactar diretamente o desempenho das safras. “Não se faz safra recorde em ano de El Nino”, afirma.

    Além disso, Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócios, lembra que eventos anteriores servem de alerta ao setor produtivo.

    “O último El Nino de grande intensidade, semelhante ao que se espera para este ano, foi o de 2014 e 2015. Para os produtores, ele deixou uma péssima lembrança, já que o país enfrentou a maior quebra de safra de sua história”, destaca.

    O fenômeno climático, por sua vez, provoca efeitos diferentes no território nacional, já que causa secas intensas no Centro-Norte e, em contrapartida, chuvas mais fortes no Sul. Dessa forma, há alta probabilidade de formação entre junho e julho. Se confirmado, o evento pode atrasar o plantio e reduzir as colheitas previstas para 2027.

    El Niño pode se consolidar já nas próximas semanas, alertam especialistas — Foto: Curiosity/CuriosityonX/X

    Para Cogo, o impacto tende a ser amplo sobre diferentes culturas.

    “Praticamente não existe cultivo que não seja vulnerável ao El Nino. Como o Brasil tem dimensões continentais e a produção agrícola está espalhada por todo o país, algumas regiões sofrem com secas intensas e outras com chuvas excessivas”, ressalta.

    PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026

    Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE mostram que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com os três últimos meses de 2025. Além disso, em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,3 trilhões no período.

    O resultado indica aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a alta foi de 0,3%. Dessa forma, trata-se do maior avanço trimestral desde o primeiro trimestre do ano anterior, quando a economia havia crescido 1,3%.

    Agro lidera avanço econômico

    De acordo com o IBGE, os setores que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a indústria extrativa mineral e outras atividades de serviços. Assim, o campo volta a se destacar como um dos principais motores da economia brasileira.

  • PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    PIB da agropecuária cresce 2% no primeiro trimestre de 2026

    O PIB da agropecuária brasileira começou 2026 em alta e registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Segundo o levantamento, o setor movimentou cerca de R$ 230,4 bilhões entre janeiro e março deste ano. Já na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço do PIB agropecuário foi de 0,7%.

    O desempenho positivo ajudou diretamente o resultado da economia brasileira. Ao todo, o PIB do Brasil alcançou R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior.

    Ainda de acordo com o IBGE, o PIB da agropecuária respondeu por aproximadamente 7% de toda a economia brasileira no início de 2026. Além disso, quando entram na conta setores ligados ao agronegócio, como transporte, comércio, agroindústria e produção de insumos, a participação do agro no PIB nacional se torna ainda maior.

    Produção de soja fortaleceu o PIB agropecuário

    O IBGE atribuiu o crescimento do PIB da agropecuária principalmente ao avanço da produção agrícola e ao aumento da produtividade em diversas regiões do país.

    Além disso, as condições climáticas favoráveis impulsionaram o desempenho das lavouras. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) mostraram que a ampliação da área plantada favoreceu especialmente a produção de soja.

    A cultura apresentou aumento de 4,8% na estimativa anual e atingiu um novo recorde na série histórica do levantamento. Com isso, a soja se consolidou como um dos principais motores do crescimento do PIB agropecuário no período.

    Milho e arroz tiveram retração

    Apesar do avanço da soja, algumas culturas importantes registraram queda no começo de 2026. Segundo o IBGE, o milho apresentou recuo de 2,5% na estimativa anual de produção. Já o arroz teve queda de 10,6%.

    Mesmo assim, o resultado geral do PIB da agropecuária permaneceu positivo graças ao desempenho robusto de outras culturas agrícolas.

    Trajetória de crescimento

    Além da agropecuária, outros setores também contribuíram para o avanço da economia nacional no primeiro trimestre.

    A Indústria cresceu 1,0%, enquanto o setor de Serviços avançou 0,5% no período.

    No acumulado dos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB brasileiro registrou alta de 2,0% em relação aos quatro trimestres anteriores.

    Já o Valor Adicionado da Agropecuária acumulou crescimento expressivo de 7,5%, reforçando o peso do agronegócio no desempenho econômico do país.

  • Safra forte e pecuária elevam PIB do agronegócio

    Safra forte e pecuária elevam PIB do agronegócio

    O PIB do agronegócio brasileiro cresceu no terceiro trimestre de 2025 e surpreendeu o mercado. O avanço ocorreu mesmo após o fim da colheita da safra, impulsionado pela recuperação da produção de grãos e pelo desempenho firme da pecuária.

    O setor registrou alta de 0,4% frente ao segundo trimestre e crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo assim, a melhora não acompanha a realidade financeira no campo, marcada por preços mais baixos, crédito limitado e margens reduzidas.

    A retomada das culturas perenes também ajudou o PIB. A reação ocorreu após perdas provocadas por extremos climáticos em 2023 e 2024. A citricultura sofreu com seca, queimadas e problemas que prejudicaram o desenvolvimento das plantas.

    Pecuária sustenta o desempenho do agro

    A pecuária reforçou o resultado do agronegócio e manteve o ritmo de crescimento. O setor alcançou produção e exportações em níveis recordes, mesmo com impactos do tarifaço em mercados relevantes.
    O PIB do agro subiu 0,4% na comparação dessazonalizada com o segundo trimestre. A alta ocorreu apesar do período ser tradicionalmente mais fraco para a atividade.
    O avanço da produção de carnes também influenciou o indicador. Apesar do desempenho positivo, o setor ainda enfrenta margens apertadas, custos elevados e menor liquidez financeira.

    PIB nacional desacelera no trimestre

    O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE. O dado confirma desaceleração da economia nacional.

    Revisão do segundo trimestre

    O IBGE revisou o PIB do segundo trimestre de 2025. O crescimento passou de 0,4% para 0,3% ante o primeiro trimestre.

     

  • PIB da soja e do biodiesel deve crescer 11% em 2025

    PIB da soja e do biodiesel deve crescer 11% em 2025

    A safra recorde de soja e o ritmo intenso de esmagamento devem impulsionar o PIB da cadeia de soja e biodiesel em 2025. Segundo estudo do Cepea (Esalq/USP) em parceria com a Abiove, o crescimento pode chegar a 11,29% neste ano. Assim, o setor deve representar 21,1% do PIB do agronegócio e 6,1% do PIB nacional.

    Produção recorde e tecnologia

    Dentro da porteira, o PIB da soja deve crescer 23,39% em 2025. O avanço é resultado da safra recorde de 170,3 milhões de toneladas, conforme dados da Abiove. O aumento de área e o uso de tecnologia, aliados ao clima favorável, garantiram o desempenho histórico no campo.

    Esmagamento de soja atinge nível histórico

    Na agroindústria, o Cepea e a Abiove projetam alta de 4,02% no PIB, impulsionada pelo esmagamento recorde de soja.  A demanda crescente por óleo de soja e biodiesel sustenta o ritmo da indústria. Desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel subiu para 15% (B15), o que intensificou o processamento nacional. Esse impacto, porém, ainda não entrou nos cálculos do estudo, que considera dados até o segundo trimestre de 2025.

    Agrosserviços também registram forte expansão

    Com o bom desempenho da produção e da indústria, o PIB dos agrosserviços deve crescer quase 9%. Já o segmento de insumos apresenta alta de 2,72%.

    Os preços da cadeia permaneceram estáveis no primeiro semestre, em relação a 2024. As altas registradas no ano anterior e a desvalorização de produtos agroindustriais no segundo trimestre influenciaram esse resultado.

    Com base nos dados até o segundo trimestre, o PIB gerado por tonelada de soja processada tende a ser 4,45 vezes maior que o da soja exportada in natura.

    Emprego cresce com avanço da cadeia produtiva

    O mercado de trabalho da cadeia de soja e biodiesel cresceu 4,2% no segundo trimestre de 2025, somando 2,327 milhões de trabalhadores. A participação da cadeia na economia brasileira alcançou 2,27% e, dentro do agronegócio, 10%. De acordo com o Cepea e a Abiove, o setor de insumos ampliou em 4,51% o número de ocupados, com 6,2 mil novas vagas.

    Dentro da porteira, houve queda de 15,6% nas ocupações, o que indica ganho de produtividade. Na agroindústria, o número de trabalhadores cresceu 0,74%, enquanto os agrosserviços avançaram 10%, com mais de 156 mil pessoas empregadas.

    Exportações superam volume, mas receita cai

    As exportações da cadeia de soja e biodiesel somaram 49,68 milhões de toneladas no segundo trimestre, 1,5% acima do volume de 2024.

    A receita, porém, caiu 8,3%, totalizando US$ 19,47 bilhões. A queda está ligada à redução dos preços da soja em grão (–9,56%) e do farelo (–15,7%). Já o óleo de soja registrou alta de 9,56%.

    Pesquisadores do Cepea e da Abiove atribuem a pressão sobre os preços à safra mundial recorde de 2024/25. Para 2025/26, as projeções indicam nova alta na produção global, expansão do comércio e estoques confortáveis.

    China, Europa e Índia

    A China continua como principal destino da soja em grão brasileira. O farelo tem destaque na União Europeia e no Sudeste Asiático, que ampliaram as compras. Já o óleo de soja segue com a Índia como maior comprador, absorvendo mais de 70% do volume exportado pelo Brasil.

  • PIB de Santa Catarina cresce 5,4% com liderança na produção de suínos e frangos

    PIB de Santa Catarina cresce 5,4% com liderança na produção de suínos e frangos

    A economia de Santa Catarina registrou crescimento de 5,4% no PIB nos 12 meses encerrados em junho de 2025. A Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) divulgou os dados que mostram expansão de 6,1% no acumulado do primeiro semestre.

    A pecuária lidera esse crescimento econômico. O setor mantém desempenho positivo há sete anos consecutivos, com destaque para a produção de carne de frango e suína.

    O estado mantém a liderança na produção nacional de suínos. Santa Catarina responde por 29,1% dos abates e 29,5% do peso total das carcaças produzidas no país.

    O secretário da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca o protagonismo catarinense no agronegócio. “Esses resultados são fruto das políticas públicas e do esforço conjunto de produtores, cooperativas e agroindústrias”, afirma o secretário.

    Produção bate recordes históricos

    A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) registrou 17,97 milhões de suínos produzidos em 2024. O número representa crescimento de 0,1% em relação ao ano anterior.

    A produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Mesmo com leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional.

    As vendas externas impulsionam o setor. Santa Catarina exportou 719,4 mil toneladas de carne suína em 2024, crescimento de 9,3% em volume. As receitas chegaram a US$ 1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior.

    O perfil dos destinos mudou significativamente. As Filipinas assumiram a liderança das compras após seis anos de hegemonia chinesa. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39,0% em valor.

    Resultados de 2025 superam expectativas

    Os dados de janeiro a julho de 2025 reforçam a trajetória positiva. Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão. Os números representam altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024.

    Alexandre Giehl, analista da Epagri/Cepa, destaca a importância econômica do setor. “A suinocultura responde por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado”, ressalta o especialista.

    O setor avícola brasileiro consolidou seu crescimento em 2024. O IBGE registrou produção de 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

    Santa Catarina se destaca nesse cenário nacional. A Cidasc contabilizou o abate de 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior.

    Exportações resistem à gripe aviária

    O estado manteve-se como segundo maior exportador do país. Santa Catarina respondeu por 22,6% das receitas nacionais de frango em 2024. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, garantindo recorde histórico em receitas.

    Foto: Divulgação – Agência Brasil

    O Japão liderou os destinos, com 12,4% de participação nas compras catarinenses.

    Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão. Os números representam altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor.

    Alexandre Giehl explica que os resultados evidenciam recuperação após as restrições da gripe aviária. “A manutenção de resultados positivos mostra o desempenho sólido das exportações catarinenses”, afirma o analista.

    O setor superou gradualmente as restrições implementadas após a detecção de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul em maio.

  • Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    Internet no campo impulsiona PIB do Paraná em R$ 2 bilhões

    A expansão da internet em áreas rurais do Paraná já gera um impacto econômico anual de R$ 2,08 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, revelou estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A iniciativa faz parte do programa Conectividade Rural, uma estratégia do Governo do Paraná para levar internet de qualidade às zonas agrícolas e promover o desenvolvimento regional.

    De acordo com o relatório da Anatel divulgado em abril de 2025, o Paraná liderou o avanço na cobertura de internet no campo no Brasil, saltando de 52,73% para 62,21% entre junho de 2023 e junho deste ano, um crescimento de 9,48 pontos percentuais. Esse avanço superou estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

    O Paraná possui uma extensão territorial de 199 mil km², dos quais 195 mil km² são áreas rurais. A conectividade foi ampliada em 19.373 km², segundo dados da Anatel, beneficiando diretamente 88 municípios em todas as regiões do Estado, incluindo Litoral, Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Norte.

    Geração de empregos

    Além do impacto no PIB, a conexão promoveu a criação de 41 mil empregos formais e informais e elevou a arrecadação do ICMS em R$ 63 milhões por ano. A produtividade agrícola nas áreas conectadas é, em média, 37% maior do que nas regiões com acesso limitado à internet, ressaltando os benefícios da digitalização para o agronegócio paranaense.

    O programa Conectividade Rural é viabilizado por uma parceria inovadora entre o Governo do Paraná e as operadoras TIM e Claro, por meio da instalação de 541 torres de telefonia móvel e internet. A primeira fase, com 116 torres instaladas pela TIM, foi concluída em dezembro de 2024. Já a Claro instalou 83 torres, com outras 144 previstas para conclusão ainda em 2025, e as 155 restantes programadas para 2026.

    “A ampliação do acesso à internet no campo traz mais qualidade de vida, renda e desenvolvimento para o Paraná”, destacou Alex Canziani, secretário da Inovação e Inteligência Artificial do Estado. O plano envolve 20 órgãos governamentais e tem a meta de conectar 100% do campo paranaense até o final de 2026.

    Além dos benefícios para a economia, a conectividade reforça a segurança pública, especialmente na região de fronteira com o Paraguai. Para combater crimes transfronteiriços, 16 torres da Claro serão instaladas ao longo do Lago de Itaipu até dezembro de 2025, fortalecendo a atuação das Patrulhas Rurais da Polícia Militar do Paraná.

  • Restauração de vegetação nativa pode aumentar PIB agrícola de SP

    Restauração de vegetação nativa pode aumentar PIB agrícola de SP

    A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) conquistou o primeiro lugar no Prêmio MapBiomas 2025. O estudo premiado revela o potencial econômico da polinização na agricultura paulista. A pesquisa integra o projeto Biota Síntese, com apoio da Fapesp.

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    O trabalho demonstra que a recuperação estratégica de vegetação nativa eleva o PIB agropecuário estadual em até R$ 4,2 bilhões anuais. Mais de 180 projetos participaram da competição, considerada uma das mais importantes do país.

    Metodologia inovadora mapeia oportunidades de polinização

    Os pesquisadores Rafael Chaves (Semil) e Eduardo Moreira (USP) utilizaram imagens de satélite e análise pixel a pixel. A metodologia mapeou áreas agrícolas e fragmentos de vegetação nativa. O objetivo foi identificar oportunidades para ampliar a polinização.

    A equipe mapeou as áreas agrícolas que demandam polinização e as áreas de vegetação nativa que oferecem esse serviço. Os cientistas avaliaram o fluxo de polinizadores na paisagem. Essa abordagem permite identificar locais estratégicos para recuperação ambiental.

    Margens de rios, fragmentos e bordas de propriedades surgem como áreas prioritárias. A restauração dessas regiões amplia a oferta de polinizadores. O processo beneficia a produtividade das lavouras sem suprimir a produção agrícola.

    Soja, laranja e café lideram ganhos econômicos

    O estudo quantifica os benefícios por cultura agrícola. A soja representa o maior potencial de ganho, com R$ 1,4 bilhão anuais. A laranja aparece em segundo lugar, com R$ 1 bilhão. O café completa o trio principal com R$ 660 milhões anuais.

    Cultivos permanentes como goiaba, abacate e manga somariam R$ 280 milhões adicionais. Culturas temporárias incluindo tomate, amendoim e feijão contribuiriam com R$ 820 milhões. A presença de vegetação nativa próxima aos cultivos amplia a diversidade de polinizadores.

    As abelhas desempenham papel fundamental no processo. Elas aumentam não apenas a quantidade dos frutos e grãos. O tamanho e a qualidade dos produtos também melhoram significativamente.

    Desafios identificados em regiões críticas

    A pesquisa identificou obstáculos para implementação prática do serviço. O Médio Paranapanema apresenta paisagens agrícolas homogêneas. Extensos monocultivos de soja dominam a região com vegetação insuficiente.

    O estudo aponta que essa limitação pode ser mitigada. O aumento da polinização através da restauração de ecossistemas oferece solução viável. A adoção de práticas amigáveis aos polinizadores complementa a estratégia.

    Rafael Chaves, vice-diretor do Biota Síntese pela Semil e coautor do estudo, destaca a importância dos resultados. “Esses números demonstram como as soluções baseadas na natureza beneficiam simultaneamente a agricultura, a renda dos produtores e a proteção da biodiversidade”, afirma.

    O subsecretário de Meio Ambiente, Jônatas Trindade, ressalta o valor do prêmio. Ele considera o reconhecimento como reflexo do trabalho de excelência das equipes. A parceria com a academia traz subsídios para melhorar políticas públicas atuais e formular novas estratégias.

    As recomendações do estudo já integram o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc). O governo de São Paulo lançou recentemente esse documento orientador.

    Publicação oferece guia prático para gestores

    A publicação apresenta mapas detalhados do estado de São Paulo. O material inclui indicadores de potencial de provisão e dependência por cultura. Gestores públicos e agricultores encontram recomendações específicas sobre como alinhar produção e conservação.

    O trabalho orienta a implementação de políticas e ações locais baseadas em evidências científicas. A metodologia seguiu uma sistemática de coprodução entre ciência e política pública.

    São Paulo também conquistou reconhecimento na categoria Políticas Públicas. A Fundação Florestal recebeu menção honrosa pela Plataforma de Restauração das Áreas Protegidas.

    A iniciativa foi lançada na COP29 como ferramenta inovadora para conservação. A Fundação Florestal desenvolveu a plataforma em parceria com a Semil. A Fundação Instituto de Administração (FIA) ofereceu apoio técnico.

    Plataforma mapeia 38 mil hectares para restauração

    A plataforma já mapeou mais de 38 mil hectares com potencial para restauração. O sistema cruza mais de 90 camadas de dados ambientais. Informações sobre uso do solo, vegetação, declividade e potencial de regeneração natural integram a análise.

    Técnicas de inteligência artificial potencializam o processamento dos dados. A ferramenta apoia iniciativas como o Refloresta-SP. O programa busca restaurar 1,5 milhão de hectares de vegetação nativa até 2050.

    A plataforma também direciona recursos do Finaclima-SP. Este mecanismo de financiamento climático atrai recursos privados para projetos sustentáveis. O sistema atua como intermediador entre doadores e iniciativas de resiliência climática no estado.

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  • Setor rural lidera expansão econômica em SP com alta de 7,8%

    Setor rural lidera expansão econômica em SP com alta de 7,8%

    O PIB de São Paulo cresceu 1,9% nos primeiros quatro meses de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. A Fundação Seade divulgou os dados que mostram o agronegócio como principal motor da expansão econômica paulista.

    O setor agropecuário liderou o crescimento com alta de 7,8%. Os serviços também contribuíram para o resultado positivo, registrando avanço de 3,1%.

    O governador Tarcísio de Freitas destacou os resultados em declaração oficial. “Com muito trabalho, continuamos avançando positivamente com a economia de São Paulo”, afirmou o governador.

    No acumulado dos últimos 12 meses, o PIB paulista avançou 3,0%. O setor de serviços liderou com crescimento de 3,5%, seguido pela indústria com 0,8%.

    Na comparação mensal, abril de 2025 registrou alta de 0,1% frente a abril de 2024. Os dados confirmam a trajetória de crescimento consistente da economia paulista.

    São Paulo consolida posição como potência agrícola

    São Paulo lidera as exportações agropecuárias do Brasil desde 2024. O estado responde por 18% do total nacional das exportações do setor.

    O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, reforçou a vocação agrícola do estado. “Temos em São Paulo a mais competitiva e sustentável agropecuária do mundo”, declarou.

    Diversificação da pauta exportadora

    Nos cinco primeiros meses de 2025, o agronegócio representou 40,6% das exportações paulistas. A pauta diversificada inclui:

    • Complexo sucroalcooleiro: 24,3% das exportações agrícolas
    • Setor de carnes: 14% das vendas externas
    • Complexo soja: 11,7% do total exportado
    • Sucos: 11,5% de participação
    • Produtos florestais: 11,4% do volume exportado

    Geração de empregos aquece mercado

    Nos dois primeiros meses de 2025, São Paulo gerou 175 mil novos postos de trabalho. O crescimento representa alta de 28% em relação ao mesmo período de 2024.

    O estado mantém 14,5 milhões de empregos formais, equivalente a cerca de 30% do total brasileiro. Os números demonstram o impacto positivo do crescimento econômico no mercado de trabalho.

    Em 2024, o PIB paulista cresceu 3,4%, segundo dados da Fundação Seade. O resultado positivo do primeiro quadrimestre de 2025 indica continuidade da trajetória de crescimento.

    O agronegócio paulista mantém posição estratégica na economia nacional. A diversificação da produção e a competitividade no mercado internacional fortalecem a posição do estado como principal exportador agrícola do país.

    A combinação de crescimento econômico, geração de empregos e liderança nas exportações agrícolas posiciona São Paulo como motor da economia brasileira em 2025.

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  • CNA analisa o desempenho da agropecuária no PIB

    CNA analisa o desempenho da agropecuária no PIB

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) analisou os dados do PIB divulgados pelo IBGE nesta semana. Segundo a CNA, a agropecuária impulsionou o crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre de 2025.

    A atividade agropecuária cresceu 12,2% entre janeiro e março, frente ao último trimestre de 2024. Esse desempenho garantiu uma contribuição expressiva para a economia, que avançou 1,4% no mesmo período. Com isso, a participação da agropecuária no PIB total subiu de 6,7% para 7,4%. A CNA destacou que o resultado se deve principalmente à colheita de verão, com forte presença da soja e do milho.

    De acordo com a entidade, o clima favorável e o investimento dos produtores foram determinantes para o bom desempenho do setor. Apesar do resultado positivo, a CNA fez um alerta. A próxima safra pode não manter o mesmo nível de investimento. O motivo seria o alto custo do financiamento produtivo e a instabilidade econômica e política global.

    A Confederação reforçou a necessidade de políticas estruturantes. Defendeu crédito com juros compatíveis e mais instrumentos de gestão de risco. Essas medidas, segundo a entidade, garantem a continuidade da produção.

    Outras considerações

    No primeiro trimestre, o PIB brasileiro somou R$ 3,0 trilhões. Desse total, R$ 2,6 trilhões vieram do Valor Adicionado a preços básicos e R$ 431,1 bilhões dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

    A agropecuária surpreendeu o mercado, inclusive a própria CNA, ao superar as expectativas. Ou seja, a safra recorde de grãos, estimada em 332,9 milhões de toneladas pela Conab, reforça o bom momento do setor.

    A CNA reiterou que o crescimento agropecuário ajuda a manter alimentos acessíveis. Além disso, sustenta as exportações e fortalece a balança comercial.

    Segundo a entidade, o desempenho do campo também movimenta outros setores. Indústria de insumos, transporte, comércio e serviços se beneficiam diretamente. Isso estimula o consumo em regiões agrícolas e dinamiza as economias locais. Por fim, a CNA enfatizou o papel estratégico do setor agropecuário. A atividade contribui para o crescimento regional e ajuda a reduzir desigualdades no interior do país.

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