Tag: pescador

  • Pescador impressiona ao fritar um pirarucu inteiro; veja vídeo

    Pescador impressiona ao fritar um pirarucu inteiro; veja vídeo

    Fritar um pirarucu inteiro pode parecer um desafio monumental, já que este peixe amazônico pode facilmente ultrapassar 80 kg e medir mais de dois metros de comprimento. Na culinária doméstica ou profissional tradicional, o animal é quase sempre preparado em postas ou filés devido à sua espessura.

    No entanto, quando alguém se arrisca, o resultado é um evento viral. Esse é o caso do pescador Roniel Souza, que viralizou ao fritar um gigante pirarucu em óleo quente.

    https://www.instagram.com/reel/DR-IEE_AOwR/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Preparo exige cuidados

    Para dar conta da missão, são necessários de 60 a 100 litros de óleo ou banha quente. O preparo costuma utilizar tambores de metal cortados (tonéis) ou grandes tachos aquecidos por fogareiros de alta pressão.

    E é claro, os cortes também são parte fundamental do processo.

    O peixe precisa receber cortes profundos em diagonal ao longo de todo o corpo. Sem isso, o óleo quente apenas torra a pele externa, deixando a carne grossa interna completamente crua e fria.

    Gigante da Amazônia

    O pirarucu (Arapaima gigas) é uma das espécies mais emblemáticas da Amazônia e figura entre os maiores peixes de água doce do planeta. Adaptado aos rios, lagos e áreas alagadas da região, ele possui uma característica incomum: além das brânquias, consegue respirar oxigênio diretamente do ar, precisando subir regularmente à superfície.

    Além da importância ecológica, o pirarucu também tem grande relevância econômica. Sua carne é considerada nobre, possui poucas espinhas e apresenta alta aceitação no mercado brasileiro e internacional.

  • Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Um grupo de pescadores viveu uma experiência única, e quase inacreditável, ao capturar um jaú de 68 quilos durante uma pescaria esportiva no Rio Acre. As imagens do peixe gigante chamaram atenção pelo porte do animal, considerado um dos maiores peixes de água doce da América do Sul.

    A pescaria reuniu Rose, Rojaiso, Márcio e Tiba. Para chegar ao local escolhido, eles percorreram aproximadamente quatro horas de canoa até uma praia às margens do Rio Acre, onde permaneceram por dois dias em busca de grandes exemplares.

    Peixe gigante

    Após retirar o peixe da água e registrar o momento em fotografias, os pescadores celebraram a conquista e destacaram a abundância de espécies encontrada na região.

    “O Rio Acre é abençoado e temos fartura de peixes. Podemos dizer que não é história de pescador”, afirmou Tiba.

    “Assim é a vida de quem vive da pesca e dos ribeirinhos deste rio, que possui muitas riquezas naturais” — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Mesmo com o Rio Acre apresentando nível abaixo do normal em alguns trechos, o grupo afirmou que ainda existem pontos favoráveis para a prática da pesca esportiva.

    O Rio Acre nasce no Peru, atravessa o estado do Acre e deságua no Rio Purus, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

    Conheça o jaú

    O jaú (Zungaro jahu) é uma das maiores espécies de peixes de água doce da América do Sul. Ele ocorre em importantes bacias hidrográficas, como as dos rios Amazonas, Paraná e Paraguai.

    A espécie pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e alcançar mais de 100 quilos, sendo considerada um dos peixes mais cobiçados pelos praticantes da pesca esportiva devido ao tamanho e à força durante a captura.

    Seu corpo robusto, a cabeça larga e a grande resistência fazem do jaú um verdadeiro símbolo dos grandes rios brasileiros.

  • De São Pedro à granja aquícola: panorama da piscicultura no Dia do Pescador

    De São Pedro à granja aquícola: panorama da piscicultura no Dia do Pescador

    Todo ano, o mês de junho reserva dois marcos que, à primeira vista, parecem distantes: os festejos juninos e o Dia do Pescador, celebrado em 29 de junho. A data homenageia São Pedro, o apóstolo pescador, e lembra que a pesca figura entre as atividades mais antigas da humanidade e permanece estratégica para a segurança alimentar do país.

    Em 2026, o setor chega à data com números que animam e com questões que preocupam.

    Consumo crescente, mercado externo em dúvida

    A Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR) divulgou recentemente um panorama deste primeiro semestre. O Anuário da entidade registra expansão do consumo interno de proteína de peixe – movimento que a Quaresma, entre março e abril, tradicionalmente impulsiona. No cenário externo, porém, persistem incertezas ligadas ao ambiente internacional e às disputas tarifárias, especialmente com os Estados Unidos.

    Dois outros pontos concentram a atenção do setor. O primeiro envolve o tambaqui: a Portaria GM/MMA nº 1.667, publicada em abril, incluiu a espécie na categoria de risco, o que levanta dúvidas sobre os impactos produtivos e para a cadeia de comercialização. O segundo diz respeito à tilápia, alvo de discussões na Conabio (Comissão Nacional de Biodiversidade) sobre sua eventual inclusão na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras – debate que ainda corre em Brasília sem desfecho definido.

    A tilápia e sua trajetória de expansão

    Nenhuma espécie domina a piscicultura brasileira como a tilápia. Segundo o Anuário da Peixe BR, ela responde por 70% de toda a produção nacional. Uma liderança construída ao longo de anos e sustentada por uma combinação singular: sabor, valor nutritivo, versatilidade na cozinha e facilidade de preparo.

    Os números confirmam a preferência do consumidor brasileiro. Em 2015, o país consumiu 285 mil toneladas de tilápia. Em 2024, esse volume chegou a 662.230 toneladas – um crescimento de 132% em menos de uma década.

    É justamente essa trajetória que torna o debate regulatório tão sensível. Qualquer restrição à criação ou à comercialização da espécie afetaria diretamente a maior fatia da produção aquícola do país.

    Mais do que estatística

    Os números e os desafios não apagam o que está nas celebrações do 29 de junho: a relação (sagrada) entre o trabalho, a água e o alimento que ela produz. No Dia do Pescador, vale lembrar que por trás de cada tonelada produzida existem comunidades e uma cultura econômica e alimentar que o Brasil construiu às margens dos seus rios, lagos e reservatórios.

    Feliz Dia do Pescador!

  • Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Uma captura incomum movimentou a comunidade pesqueira de Mercedes, no Oeste do Paraná. O pescador mercedense Jango Silva fisgou um pintado com aproximadamente 18 quilos durante uma pescaria na região do Arroio Guaçu, área localizada às margens do Lago de Itaipu.

    A ocorrência chamou a atenção de pescadores e moradores devido ao tamanho do exemplar. Além disso, o peixe é considerado um dos maiores da espécie registrados nos últimos anos no município.

    O pintado está entre as espécies mais valorizadas na pesca esportiva e recreativa. Isso ocorre tanto pela resistência que oferece durante a captura quanto pelo porte expressivo que pode atingir em ambientes favoráveis.

    Espécie está na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção — Foto: GOV

    Cidade é referência na pesca

    Além da repercussão causada pelo feito, o episódio reforça a importância de Mercedes como referência para a atividade pesqueira na região. O município possui acesso privilegiado ao Lago de Itaipu e abriga uma ampla diversidade de espécies nativas.

    No entanto, registros de peixes desse porte não são comuns, nem mesmo no berço da pescaria. Assim, a captura realizada por Jango Silva evidencia a riqueza pesqueira existente no reservatório.

    O Lago de Itaipu, considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo, desempenha papel estratégico para a pesca esportiva e para o turismo ligado ao setor no Oeste do Paraná.

     

  • Brasil produz mais de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo pela primeira vez

    Brasil produz mais de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo pela primeira vez

    A piscicultura brasileira alcançou um marco histórico ao superar, pela primeira vez, a produção de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo. O volume representa um crescimento de 60% em relação a dez anos atrás e consolida a atividade como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio nacional.

    Além do avanço produtivo, o setor movimenta atualmente cerca de R$ 12,5 bilhões e gera aproximadamente 500 mil empregos diretos em todo o país. O crescimento foi impulsionado principalmente pela tilápia, espécie que respondeu por 707 mil toneladas produzidas no último ano, registrando expansão de 84%.

    A evolução da atividade pode ser observada na trajetória do produtor Martinho Colpani Filho, de Mococa (SP). No fim dos anos 1980, sua família decidiu trocar culturas tradicionais pela criação de peixes, em uma época em que a atividade ainda era vista com desconfiança.

    “Na cidade, a gente era motivo de piada por criar peixe. Diziam que nunca ia dar dinheiro porque tinha peixe de graça no rio”, recorda.

    Com o passar dos anos, a piscicultura ganhou escala e profissionalização. Atualmente, além da tilápia, produtores investem em espécies como o panga, peixe originário do Vietnã que vem ampliando espaço no mercado brasileiro.

    Tilápia lidera crescimento do setor

    Segundo Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, a transformação da cadeia produtiva ocorreu em pouco mais de uma década.

    “Há 12 anos, a tilápia não passava de 12% da produção de peixes. Hoje, 70% é tilápia, com tendência de chegar a 82% em 2030”, afirma.

    tilápia
    A tilápia é a grande responsável pelo forte crescimento da piscicultura nacional — Foto: Aires Mariga/Epagri

    O avanço foi impulsionado principalmente pelas cooperativas do Paraná, que adaptaram para a piscicultura o modelo de integração já consolidado na avicultura. Empresas como Copacol e C.Vale investiram em genética, produção de alevinos, fabricação de ração, assistência técnica e processamento industrial.

    A Copacol, por exemplo, trabalha com cerca de 300 produtores integrados e possui duas unidades frigoríficas capazes de processar 210 mil peixes por dia. Já a C.Vale opera o maior frigorífico de tilápia do país, em Palotina (PR), com capacidade de abate de 240 mil quilos diariamente.

    Exportações e desafios internacionais

    Além da demanda interna crescente, as exportações têm contribuído para o avanço da piscicultura brasileira. Em 2024, a receita das vendas externas de pescado aumentou 138%, enquanto o volume exportado cresceu 102%.

    No entanto, o setor enfrentou dificuldades após a imposição de uma tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos sobre a tilápia brasileira. Como consequência, empresas exportadoras perderam participação no mercado americano e passaram a disputar espaço com novos fornecedores.

    Tecnologia abre caminho para nova expansão

    Para sustentar o avanço da produção, o setor aposta em pesquisa, inovação e melhoramento genético. Em Santa Catarina, a Epagri desenvolve estudos para aumentar o desempenho produtivo da tilápia, especialmente em regiões sujeitas a baixas temperaturas durante o inverno.

    Ao longo de 12 anos de pesquisas, a instituição desenvolveu cinco gerações da espécie. Como resultado, o peso médio dos peixes passou de 700 gramas para 973 gramas, um ganho de 39%. Além disso, os avanços contribuíram para reduzir riscos sanitários e melhorar a rentabilidade dos produtores sem a necessidade de grandes ampliações na estrutura das propriedades.

    Dessa forma, especialistas avaliam que a piscicultura brasileira ainda possui amplo espaço para crescer, impulsionada pela tecnologia, pela profissionalização da cadeia e pelo aumento do consumo de pescado no mercado nacional e internacional.

  • Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Em meio às paisagens do Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no oeste do Tocantins, uma cena incomum chamou a atenção nas redes sociais. O estudante Arthur Wieczorek, de 22 anos, registrou o momento em que interage com um grande jacaré-açu durante uma pescaria na região.

    No vídeo compartilhado pelo jovem, é possível ouvir quando ele chama o animal pelo apelido carinhoso. “Joãozinho, vem cá. Vem cá, ‘caminha’. Eu pesquei uma piranha pra tu comer, ó. Ele tá vindo, o bicho é obediente”, comenta Arthur enquanto o réptil se aproxima da margem.

    https://www.instagram.com/reel/DZvJoV-ptrE/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    De acordo com Arthur, o comportamento do animal está relacionado à presença de peixes capturados durante a pescaria. Dessa forma, o jacaré se aproxima ao perceber a movimentação e os exemplares armazenados na rede.

    “É um jacaré-açu de 4,5 metros de comprimento. A gente usa a canoa, que tem seis metros, como referência [para o tamanho]. Ele se aproximou porque viu os peixes dentro do puçá. Foi aí que vimos a naturalidade dele ao ficar perto das pessoas, e não demonstrou nenhuma agressividade. No final da pesca, jogamos peixes pra ele se alimentar”, relata.

    Apesar da aparente tranquilidade do encontro, especialistas reforçam que não é recomendada a aproximação ou a interação direta com animais silvestres. Isso porque situações envolvendo fauna nativa podem representar riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais.

    Segundo Arthur, o jacaré permaneceu dentro da água, próximo à margem do rio, durante todo o período da atividade. No entanto, o animal se afastou apenas quando ele e os amigos decidiram encerrar a pescaria.

    Ao recordar a experiência, o estudante destacou a imponência do réptil.

    “Particularmente, nunca tinha visto uma espécie desse tamanho tão perto de um humano antes”, finaliza.

  • Abotoado se multiplica no Rio Teles Pires e acende alerta em MT

    Abotoado se multiplica no Rio Teles Pires e acende alerta em MT

    A crescente presença do abotoado (Pterodoras granulosus) em trechos do Rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso, tem chamado a atenção de pescadores e órgãos ambientais. Embora a espécie não desperte interesse na pesca esportiva, por ser um peixe de menor valor comercial, o aumento de sua população levantou questionamentos sobre impactos na dinâmica da bacia hidrográfica.

    Registros feitos por moradores e pescadores apontam grandes concentrações do peixe na região de Itaúba, município localizado a cerca de 580 quilômetros de Cuiabá.

    A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) informou que os monitoramentos realizados pelos especialistas até o momento não identificaram indicadores que caracterizem uma infestação. Além disso, o órgão destacou que segue acompanhando a situação e poderá adotar medidas ambientais caso sejam constatadas alterações que exijam intervenção ou ações de manejo.

    Mudanças ambientais favorecem a espécie

    A pesquisadora e especialista em ictiofauna, Solange Arrolho, explicou que o abotoado já fazia parte da bacia, mas sua ocorrência era mais restrita a determinadas áreas do rio.

    “Ele era natural no Rio Teles Pires, mas abaixo do que a gente chamava na época de Cachoeira das Sete Quedas, que hoje fica a Usina Hidrelétrica de Teles Pires. Quando ele chega no reservatório de Colíder e abaixo da usina, ele se sente confortável, principalmente porque ele é um bicho, além de ser migrador de longa distância, ele não tem grandes exigências alimentares. Ele come qualquer coisa, qualquer porcaria que está no rio, ele come”, explicou.

    Segundo a especialista, o aumento da população está diretamente relacionado às condições ambientais e à ampla oferta de alimento encontrada atualmente em determinados trechos da bacia.

    “Quando você tem uma grande quantidade de flutuantes, uma grande quantidade de ceva, que é o que nós estamos vendo, a explosão não é só do abotoado, mas de outras espécies também. Além de ter a ceva, restos de comida jogadas no rio, por exemplo, faz com que tenha um ambiente propício”, acrescentou.

    Avanço descontrolado do peixe abotoado, também conhecido como armal, tem provocado preocupação entre pescadores — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Monitoramento é a principal estratégia

    Solange defende que o acompanhamento contínuo das populações de peixes presentes na bacia é a melhor forma de compreender os efeitos das transformações ambientais.

    “Eles não são vilões, eles só estão atrás de sobreviver. Eles vão continuar se alimentando, continuar reproduzindo se continuar com o mesmo ritmo acelerado de mudanças no ambiente. Ele tem predador? Não. Os únicos predadores que podem tirar ele do rio é o homem”, destacou.

    Além disso, a pesquisadora alerta que o descarte inadequado dos exemplares capturados não representa uma solução para o problema. Em contrapartida, ela defende o aproveitamento da carne para consumo humano.

    Conheça o abotoado

    O abotoado (Pterodoras granulosus) é um peixe de água doce encontrado nas bacias Amazônica, do Paraná e do Paraguai, ocorrendo em rios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    A espécie possui uma carapaça resistente e espinhos de defesa, características que dificultam a ação de predadores. Além disso, alimenta-se de moluscos, insetos, frutos e sementes, vive em cardumes e apresenta alta resistência a ambientes com baixos níveis de oxigênio.


    Espécie tem o cheiro e a aparência peculiar como os principais motivos do desinteresse em sua pesca — Foto: Flavioubaid/iNaturalist

    Embora sua captura possa ser desafiadora devido à boca pequena, o peixe costuma voltar a atacar a isca após a primeira tentativa. Apesar do baixo valor comercial, o abotoado é apreciado em diversas comunidades ribeirinhas.

  • Pescador encontra animal misterioso e mestre da camuflagem em Rondônia

    Pescador encontra animal misterioso e mestre da camuflagem em Rondônia

    Um registro inusitado feito pelo pescador João Cordeiro chamou atenção nas redes sociais e despertou a curiosidade de moradores da região amazônica. Durante uma pescaria, ele avistou um animal diferente no alto de uma árvore. A aparência incomum confundiu o pescador logo no primeiro momento: o bicho parecia uma mistura de águia com preguiça.

    Entretanto, depois de observar melhor o animal, João percebeu que estava diante de uma espécie pouco conhecida popularmente, mas bastante presente na floresta amazônica: o chamado macaco-velho, famoso pela habilidade de se camuflar entre os galhos.

    “No início eu achei que era uma preguiça, só que quando ele virou para trás e eu vi o tamanho do rabo eu falei: ‘Não, bicho preguiça não pode ser’. Fiquei curioso, voltei para casa, e mostrei para uns amigos e uns falaram para mim que era um macaco aqui da nossa região”, relatou.

    https://www.instagram.com/reels/DYAvmoWpUaG/

    Animal vive escondido nas copas das árvores

    Apesar do aspecto incomum e do nome curioso, o macaco-velho não é considerado uma espécie rara. De acordo com o biólogo Flávio Terassini, o primata vive em diferentes áreas da Amazônia, mas costuma passar despercebido porque permanece quase sempre nas copas das árvores.

    Além disso, o especialista explicou que esses animais normalmente vivem sozinhos ou em pequenos grupos. Eles evitam grandes aglomerações e raramente descem ao chão da floresta por medo de predadores.

    “Pode ser solitários ou em bandos de pequenos grupos, eles não vão ficar aglomerados com 50, 100 indivíduos. Eu já vi dois, três indivíduos próximos. Eles raramente descem no chão da floresta porque eles têm muito medo de ser predados por onças e jaguatiricas”, explicou o biólogo.

    Segundo Terassini, existem quase 500 espécies de primatas espalhadas pelo mundo. Somente na Amazônia, mais de 100 espécies vivem na floresta, incluindo o macaco-velho.

    Este animal habita a floresta amazônica em sua parte mais densa — (Foto: Ana Cotta/Flickr)

    Pelagem ajuda o macaco-velho a desaparecer na floresta

    O animal chama atenção principalmente pela pelagem espessa e pelos movimentos lentos. Essas características funcionam como uma estratégia natural de defesa, já que ajudam o primata a se misturar ao ambiente.

    De acordo com o biólogo, o visual do macaco lembra até uma roupa antiga coberta por musgos, o que reforça ainda mais sua capacidade de camuflagem.

    “Parece que ele está usando um echarpe ou uma roupa, um casaco de vovózinha. Então ele usa essa pelagem para se camuflar nas árvores, na natureza, então ele passa despercebido. Se ele percebe qualquer barulho, ele fica quietinho e a sua camuflagem dos pelos lembra muito o musgo ou, claro, uma roupa mais envelhecida, então por isso o nome é macaco-velho”, afirmou.

    Além dos frutos, o macaco-velho também se alimenta de insetos e pequenos invertebrados. Mesmo vivendo escondido entre os galhos, ele faz parte da cadeia alimentar da floresta e pode ser alvo de grandes predadores.

    “Lá na copa das árvores, a harpia, que é o gavião real, pode ser um predador. Algumas cobras como a jibóia e, às vezes, até mesmo a sucuri, pode sim se alimentar desse primata”, relatou Terassini.

  • Mergulhador captura xaréu gigante em Arraial do Cabo

    Mergulhador captura xaréu gigante em Arraial do Cabo

    O pescador Guilherme Souza viralizou nas redes sociais após publicar, no último domingo (15), o registro de um xaréu de proporções extraordinárias capturado por mergulho em Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro. Em menos de um fim de semana, o vídeo acumulou mais de 389 mil visualizações e 24 mil curtidas, movimentando a comunidade de pesca esportiva e submarina.

    https://www.instagram.com/p/DVBIQyGkhPi/

    O tamanho incomum do peixe rapidamente dominou os comentários da publicação. “Que cepa!! Quanto pesou? Se for mais de 24kg é recorde. Legal de registrar”, escreveu um seguidor. Outros reagiram com surpresa: “Que monstro! Nunca vi desse tamanho. Coisa linda! Parabéns” e “O maior que já vi”.

    A possibilidade de um novo recorde de peso na modalidade alimentou o debate entre especialistas e entusiastas. Até a publicação desta matéria, Guilherme não confirmou o peso oficial do exemplar.

    Conhecido pela força, velocidade e tamanho avantajado, o xaréu figura entre os peixes mais desafiadores da pesca esportiva e submarina. Exemplares tão grandes raramente aparecem em registros documentados, o que explica a repercussão que a captura de Guilherme ganhou entre os amantes da modalidade.

    Conheça o peixe que desafia pescadores

    O xaréu reúne força, velocidade e proporções impressionantes . E não é à toa que figura entre as espécies mais cobiçadas da pesca esportiva no Brasil

    O xaréu que viralizou nas redes sociais após a captura em Arraial do Cabo não impressionou por acaso. A espécie Caranx hippos, da família Carangidae, reúne uma combinação rara de força, tamanho e agilidade que a coloca entre as mais desafiadoras e admiradas da pesca esportiva e submarina no Brasil.

    Um peixe de aparência marcante

    O xaréu tem corpo ovalado e comprimido, cabeça volumosa e alta, focinho arredondado e olhos relativamente grandes. Sua coloração é azulada no dorso, com flancos prateados e nuances douradas, e ventre amarelado. Uma mancha negra na nadadeira peitoral e outra no opérculo completam a identidade visual do animal. Os jovens ainda exibem cinco faixas verticais escuras no corpo. Um detalhe que desaparece com o amadurecimento.

    Foto: Reprodução

    A espécie pode atingir 124 cm de comprimento e 32 kg de peso, o que explica o alvoroço gerado por exemplares de grandes proporções quando alguém os registra em vídeo.

    Habitat amplo e presença ao longo de todo o litoral brasileiro

    O xaréu ocorre em regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil, do Amapá ao Rio Grande do Sul. Fora do país, aparece no Pacífico Oriental e no Atlântico Ocidental, do Canadá à Argentina. A espécie tolera grande variação de salinidade e habita desde recifes de coral até estuários, baías e foz de rios costeiros. O que torna o encontro com ela possível em cenários bem diferentes.

    Foto: Viviane Vaz,/Flickr

    Os filhotes preferem as águas rasas e os manguezais, que funcionam como berçário natural, ricos em nutrientes e proteção. Já os adultos migram para águas mais profundas.

    O xaréu vive em pequenos cardumes, mas forma grupos maiores durante as migrações reprodutivas, entre novembro e janeiro. É um predador voraz, que consome preferencialmente pequenos peixes, como paratis e tainha, além de camarões e outros invertebrados.

    O queridinho da pesca esportiva

    Comercialmente, o xaréu não tem grande valor. Sua carne recebe avaliação negativa por boa parte dos consumidores. Mas na pesca esportiva, a história é outra: tamanho, aparência e a dificuldade de captura fazem dele um dos peixes mais valorizados da modalidade.

    A briga após a fisgada pode durar mais de uma hora, o que exige preparo físico e equipamento adequado do pescador. Para a pesca submarina, o desafio é ainda maior: aproximar-se de um exemplar adulto exige experiência, técnica e, muitas vezes, um bom fôlego, literal e figurado.

    Não surpreende, portanto, que um xaréu gigante capturado por mergulho em Arraial do Cabo tenha movimentado centenas de milhares de pessoas nas redes sociais. Para quem conhece a espécie, o tamanho do peixe diz tudo.

  • Traíra-amarela: pescador captura peixe raríssimo

    Traíra-amarela: pescador captura peixe raríssimo

    Um pescador teve um encontro incomum durante uma rotineira jornada de pesca: a captura de uma traíra-amarela, uma variação extremamente rara do peixe comum Hoplias malabaricus. Diferente das traíras tradicionais, que possuem coloração parda ou escura, essa espécie exibe um tom dourado ou amarelado devido a uma mutação genética conhecida como leucismo – condição que reduz a pigmentação sem afetar os olhos, diferentemente do albinismo.

    Por que a traíra-amarela é tão rara?

    • Frequência: Estima-se que apenas 1 em 1 milhão de traíras nasça com essa coloração, tornando-a uma verdadeira raridade.
    • Valor no mercado: Peixes leucísticos são altamente cobiçados por colecionadores e aquaristas, podendo valer até R$ 100 mil em leilões, como já ocorreu com outras espécies.
    • Condição genética: O leucismo não afeta o comportamento do animal, que mantém as mesmas características da traíra comum: dentes afiados, hábitos noturnos e territorialismo agressivo.

    Características da traíra-amarela

    Apesar da cor diferenciada, a traíra-amarela compartilha traços marcantes com suas parentes:

    • Alimentação: carnívora voraz, alimenta-se de peixes menores, rãs e insetos, caçando à espreita em águas paradas e vegetação densa.
    • Comportamento: territorial e canibal, protege seus filhotes até que se dispersem. Seus dentes afiados exigem cuidado no manejo, pois suas mordidas podem causar ferimentos graves.
    • Habitat: prefere lagos, lagoas e rios de águas quentes (acima de 18°C), escondendo-se em troncos submersos ou vegetação aquática.

    A importância da devolução ao rio

    A decisão do pescador de devolver a traíra-amarela ao rio é crucial para a preservação da espécie. Peixes leucísticos, por sua raridade, são alvos frequentes de captura para comércio ilegal, mas sua reintrodução ajuda a manter a diversidade genética na natureza 7. Além disso, traíras desempenham um papel ecológico vital como controladoras de populações de peixes menores, equilibrando o ecossistema aquático.

    A traíra-amarela é um fenômeno da natureza, uma joia rara que chama atenção não só pela beleza, mas por sua importância biológica. Encontrar um exemplar como esse é um evento raro, e sua preservação reforça a necessidade de práticas de pesca sustentável e respeito à biodiversidade.

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