Tag: pesca esportiva

  • Mulheres dominam barcos em torneio de pesca feminino em Goiás

    Mulheres dominam barcos em torneio de pesca feminino em Goiás

    As mulheres vão assumir o comando dos barcos em Goiás neste fim de semana. O estado recebe, no sábado (29), a segunda etapa do Tucuna Queen 2026, competição de pesca esportiva voltada exclusivamente ao público feminino e que tem o tucunaré como protagonista.

    O calendário atualizado do Ministério da Pesca e Aquicultura registra a realização do torneio em Catalão (GO), no dia 29 de agosto. A programação divulgada pela Fish TV também aponta a etapa para a mesma data, na Serra do Facão, reservatório localizado na região de Catalão.

    O Tucuna Queen integra o calendário de competições que vem ampliando o espaço das mulheres em uma modalidade tradicionalmente associada ao público masculino.

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    Segundo o Circuito Goiano de Pesca Esportiva, Valdelice Ferreira Gomes participa da organização do circuito e é responsável pela realização do torneio feminino, cujo nome faz referência à “Rainha do Tucunaré”.

    Torneio tem tucunaré como alvo

    A competição é dedicada à pesca esportiva de tucunarés. Segundo a programação divulgada para a temporada, o sistema de classificação considera a soma linear de pontos obtidos pelas participantes ao longo das etapas.

    A primeira disputa da temporada aconteceu em 2 de maio, em Três Ranchos, no Lago Azul.

    Goiás aposta na pesca esportiva

    O torneio feminino faz parte de uma programação maior de pesca esportiva desenvolvida no estado. Para 2026, o Governo de Goiás anunciou investimentos superiores a R$ 2 milhões nos torneios, incluindo o Circuito Goiano de Pesca Esportiva e o Circuito Gigantes do Araguaia.

    Competições como o Tucuna Queen e o Rainhas do Araguaia fazem parte da estratégia de ampliar a participação feminina no esporte. Atualmente, o estado já figura entre os três principais destinos turísticos do Brasil para a pesca esportiva.

  • Pirarucu de 2,45 metros poderia bater recorde mundial, mas dois detalhes impediram

    Pirarucu de 2,45 metros poderia bater recorde mundial, mas dois detalhes impediram

    Um pirarucu de 2,45 metros foi capturado por um grupo de amigos durante uma pescaria no Rio Teles Pires, em Sinop (MT), na última segunda-feira (17).

    Nativo da bacia amazônica e considerado um dos maiores peixes de escamas de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) chamou a atenção dos pescadores pelas dimensões.

    Segundo o empresário e barista Felipe Barp Rossetto, o peixe foi fisgado pelo engenheiro Júnior Santin, que estava em um caiaque. Felipe, o policial científico Lucas Cambrussi e Vilson Rossetto, aposentado e responsável pela organização da viagem, acompanhavam a pescaria em um barco próximo.

    “Quando o Júnior viu que um peixe grande mordeu a isca, ele começou a gritar. Então, fomos até lá e descobrimos que era um pirarucu”, relata Felipe.

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    Grupo levou mais de uma hora para retirar peixe da água

    Após perceberem o tamanho do pirarucu, os amigos iniciaram o trabalho para retirá-lo da água. Segundo Felipe, a tarefa demorou mais de uma hora e exigiu a participação de todo o grupo.

    “Foi uma sensação surreal, um misto absurdo de adrenalina, emoção e alegria. A energia tomou conta, foi simplesmente indescritível. Quase não conseguimos tirá-lo da água de tão grande e pesado.”

    A pesca faz parte das viagens realizadas pelos amigos catarinenses há anos. O objetivo, segundo Felipe, era justamente encontrar um exemplar de grandes proporções em Mato Grosso.

    “Era um sonho realmente. Nós vamos sempre ao Mato Grosso para tentar capturar um peixe grande, só não imaginávamos que seria tão grande assim.”

    Por que o pirarucu não será considerado recorde?

    Apesar dos 2,45 metros, a captura não deverá ser homologada como recorde pela Brazilian Game Fish Association (BGFA).

    De acordo com as informações apresentadas pelo grupo, o atual recorde da espécie na entidade é de 2,33 metros, pertencente a Luiz Eduardo Quadro Moraes, após uma captura no Rio Guariba, em Apuí (AM).

    O novo exemplar, portanto, seria 12 centímetros maior. O grupo, porém, não cumpriu dois requisitos necessários para a homologação.

    O primeiro problema foi a medição. Os pescadores tinham uma trena convencional e uma régua da BGFA que permitia registrar exemplares de até 1,50 metro. Para um peixe de 2,45 metros, seria necessária uma fita de medição oficial adequada a animais maiores.

    Outro impedimento foi a impossibilidade de soltura do pirarucu.

    Regra do Ibama determina abate em áreas onde espécie é invasora

    O grupo afirma ter abatido o exemplar em cumprimento à Instrução Normativa Ibama nº 7/2026, publicada em março deste ano.

    A norma declara o pirarucu como espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural e estabelece regras para o controle populacional.

    Nas áreas abrangidas pela medida, os exemplares capturados não devem ser devolvidos ao ambiente natural e precisam ser abatidos.

    “A portaria fala, inclusive, que o pescador tem por obrigação fazer o abate. Para nós, que sempre pescamos esportivamente e soltamos os peixes, até causa uma sensação estranha ter que abater um peixe assim tão grande, mas é necessário por ser uma espécie invasora e para ajudar no controle populacional”, afirma Felipe.

    A norma alcança dez regiões hidrográficas:

    • Atlântico Nordeste Ocidental;
    • Parnaíba;
    • Atlântico Nordeste Oriental;
    • São Francisco;
    • Atlântico Leste;
    • Atlântico Sudeste;
    • Paraná;
    • Uruguai;
    • Atlântico Sul;
    • Paraguai.

    Também está incluída a porção superior da bacia hidrográfica do rio Madeira, a montante da barragem de Santo Antônio, em Rondônia.

  • Lambari vira grande negócio e produtor revela margem de 35%

    Lambari vira grande negócio e produtor revela margem de 35%

    Pequeno, resistente e conhecido por muitos brasileiros desde a primeira pescaria, o lambari encontrou um mercado lucrativo longe dos rios: a criação em cativeiro para ser vendido como isca viva.

    Embora ainda represente menos de 1% da piscicultura brasileira, segundo dados do IBGE, a lambaricultura cresce de 5% a 8% ao ano. A expansão é impulsionada principalmente pela procura de pescadores por iscas destinadas à captura de espécies maiores, como o tucunaré.

    O zootecnista Fábio Sussel, pesquisador do Instituto de Pesca de São Paulo, considera a atividade extremamente rentável. No entanto, os resultados variam de acordo com a escala, o manejo, a mortalidade dos peixes e o mercado atendido.

    O que é a lambaricultura?

    Lambari não é o nome de uma única espécie. A denominação popular abrange mais de 80 espécies de pequenos peixes da família Characidae, encontradas em rios da América do Sul.

    Na criação comercial, os peixes podem ser vendidos como alevinos, iscas vivas, alimento para espécies de aquário ou produto destinado ao consumo humano.

    A venda por unidade, em vez de peso, é um dos fatores que tornam a atividade interessante para produtores menores. Pesquisas do Instituto de Pesca também indicam que sistemas de baixo custo podem viabilizar o cultivo em pequena escala.

    Produtor cria 20 milhões de lambaris por ano

    Maior produtor de lambaris do Brasil, Jomar Delefrate começou a investir na atividade ainda na década de 1990.

    Na época, ele criava pacu, tilápia e outras espécies em sua fazenda, localizada em Buritizal, no interior de São Paulo. Ao perceber que havia muitos lambaris nos tanques e uma procura crescente pelo peixe como isca viva, decidiu mudar o foco do negócio.

    “Na década de 1990, comecei a migração para a criação comercial de lambaris. Hoje, crio exclusivamente lambaris em 12 fazendas integradas em Buritizal, com um produção anual de pelo menos 20 milhões de unidades, que são comercializadas como iscas vivas para a pesca desportiva em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.”

    Jomar mantém 42 tanques na própria fazenda, mas administra aproximadamente 170 estruturas com produtores parceiros. Parte desses viveiros estava desativada após antigos criadores abandonarem a produção de peixes maiores.

    Tentativa de vender o peixe para consumo

    Em 2017, Jomar construiu um frigorífico para processar os lambaris e entrar no mercado de alimentação.

    A unidade utilizava uma máquina desenvolvida a partir de pesquisas de Fábio Sussel para automatizar a evisceração. O equipamento reduzia um dos principais gargalos do processamento: a dificuldade de limpar manualmente um peixe tão pequeno.

    O frigorífico, porém, encerrou as atividades depois de dois anos e meio. Jomar concluiu que sua principal especialidade era a produção de iscas vivas. O prédio foi desativado e os equipamentos, vendidos para uma indústria de Goiás.

    Como funciona a produção

    A reprodução dos lambaris é induzida em laboratório. Depois da fecundação, os embriões seguem para o berçário, onde passam pela fase inicial de desenvolvimento.

    Posteriormente, os peixes são transferidos para tanques escavados, nos quais ocorre a engorda. O ciclo até a fase adulta leva de três a quatro meses durante o verão, dependendo de fatores como:

    • Temperatura;
    • Qualidade da água;
    • Alimentação;
    • Densidade dos tanques;
    • Condições ambientais.

    Embora seja considerado resistente, o lambari cresce mais lentamente durante o inverno.

    Margem relatada chega a 35%

    Jomar afirma que a rentabilidade atual de sua operação é de aproximadamente 35%. O percentual diz respeito ao negócio do produtor e não deve ser interpretado como uma margem garantida para toda criação.

    Segundo ele, o resultado chegou a ser maior até 2015, quando o lambari teria perdido para os peixes de aquário a posição de atividade mais rentável da piscicultura.

    Outra vantagem observada pelo criador é o menor risco de furto. Por ser pequeno e exigir muito trabalho para limpeza, o peixe não costuma despertar o mesmo interesse criminoso que espécies maiores.

    “Meus parceiros cederam os tanques que estavam desativados em suas fazendas, onde criavam peixes grandes. Muitos sofreram perdas com furtos e desistiram do negócio. Já o lambari não tem esse problema. Ninguém quer limpar o peixinho. Em 30 anos, nunca tive furtos.”

    As iscas deixam as propriedades com peso entre 15 e 30 gramas. Jomar também vende alevinos para outros criadores e trabalha com o filho, Thiago Delefrate, engenheiro agrônomo especializado em piscicultura.

    Além da criação, a família faz o transporte até revendedores e pousadas. Durante a entressafra, também compra lambaris de terceiros para manter o fornecimento aos clientes.

    Jovem investe R$ 150 mil na atividade

    Em Morada Nova de Minas, o produtor Rian Gabriel Alves de Souza começou a criar lambaris artesanalmente quando ainda trabalhava com o pai em um provedor de internet.

    Após conseguir capital e um sócio, ele investiu R$ 150 mil na compra de matrizes e na instalação de tanques escavados. As estruturas recebem as larvas durante os primeiros 30 dias.

    “Escolhi o lambari porque é um peixe que não precisa de muito investimento e dá uma margem de lucro disparada na comparação com os outros.”

    A etapa de engorda acontece em tanques-rede instalados na represa de Três Marias. A propriedade fica em Morada Nova de Minas, município que ocupa posição de destaque na produção brasileira de tilápia.

    Com orientação técnica, Rian passou a realizar a reprodução induzida e a seguir protocolos de manejo.

    “Antes eu era um aventureiro. Busquei orientação com o pesquisador Sussel, passei a fazer a reprodução induzida e seguir os protocolos para a criação e engorda. Já cheguei a produzir 120 mil lambaris em um mês, mas a média é de 50 a 60 mil.”

    O custo informado pelo criador varia entre R$ 0,10 e R$ 0,15 por peixe. A isca viva, com aproximadamente sete a oito centímetros, é repassada por R$ 0,50.

    Essa diferença não corresponde automaticamente ao lucro líquido. Mortalidade, alimentação, mão de obra, manutenção, transporte e demais despesas também precisam ser consideradas.

    Rian pretende instalar novos tanques e quadruplicar a produção. O plano inclui ainda a entrada na engorda de tilápias. Apesar das boas perspectivas, ele diz que a atividade ainda sofre com falta de reconhecimento.

    “Ninguém te leva a sério quando você diz que é criador de lambari.”

    Mão de obra e transporte são desafios

    Apesar do ciclo curto e da possibilidade de aproveitamento de tanques menores, a criação comercial exige conhecimento técnico.

    A mão de obra precisa ser treinada para alimentação, manejo, despesca e transporte. Como o produto é vendido vivo, qualquer falha pode provocar mortalidade e prejuízo antes da entrega.

    No estado de São Paulo, o Decreto nº 60.582, de 2014, reconhece a aquicultura como atividade de interesse social e econômico. A norma também estabelece regras de licenciamento e condições para o desenvolvimento sustentável da produção aquícola.

    Para Fábio Sussel, os lambaris que aparecem espontaneamente em viveiros de espécies maiores não devem ser encarados apenas como invasores.

    “Mas o lambari não é um problema e sim uma solução. Oferece uma grande oportunidade de renda para o produtor porque não demanda grande estrutura para criação, mas a produção comercial exige muito profissionalismo, com uso de técnicas e protocolos.”

    — Fábio Sussel, pesquisador do Instituto de Pesca.

    A diversificação mostra que, apesar de pequeno, o peixe pode abrir diferentes fontes de receita. O potencial, entretanto, depende de manejo profissional, mercado próximo e controle rigoroso dos custos.

  • Gigante da Amazônia: pescador captura pirarucu de 77 kg

    Gigante da Amazônia: pescador captura pirarucu de 77 kg

    Um pirarucu de 77 quilos chamou a atenção de moradores e amantes da pesca nesta quarta-feira (5), após ser capturado em um açude localizado no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió (AL). O tamanho do peixe impressionou quem acompanhava a pescaria e rapidamente transformou o momento em motivo de celebração.

    Logo após retirar o animal da água, o pescador comemorou o feito e brincou que o peixinho frito do fim de semana já estava garantido.

    A captura também ganhou destaque pelo porte do peixe. Embora seja uma espécie típica da Amazônia, o pirarucu pode ser criado em açudes, viveiros e sistemas de piscicultura em diversas regiões do Brasil.

    O pirarucu pode ultrapassar 2 metros de comprimento — Foto: Divulgação/IDSM

    Gigante da Amazônia

    O pirarucu (Arapaima gigas) é uma das espécies mais emblemáticas da Amazônia e figura entre os maiores peixes de água doce do planeta. Adaptado aos rios, lagos e áreas alagadas da região, ele possui uma característica incomum: além das brânquias, consegue respirar oxigênio diretamente do ar, precisando subir regularmente à superfície.

    Além da importância ecológica, o pirarucu também tem grande relevância econômica. Sua carne é considerada nobre, possui poucas espinhas e apresenta alta aceitação no mercado brasileiro e internacional.

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  • Família fisga piraíba de 2,1 metros e devolve gigante ao rio

    Família fisga piraíba de 2,1 metros e devolve gigante ao rio

    Uma família viveu um momento marcante durante uma pescaria esportiva em São José dos Bandeirantes, distrito de Nova Crixás, no noroeste de Goiás. Marcelo Costa, a esposa Júlia e a filha Marcella capturaram uma piraíba de aproximadamente 2,1 metros, considerada o maior exemplar já pescado pelo trio.

    Após registrar imagens e medir o peixe, a família devolveu o animal ao rio, seguindo a prática de pesque e solte.

    Segundo Marcelo, o grupo frequenta a região com frequência e costuma realizar pescarias esportivas no local.

    “É muita emoção, adrenalina a mil.”

    Família capturou nove piraíbas durante a viagem

    A pescaria aconteceu durante uma estadia de cinco dias na região da Pousada Amigos do Araguaia.

    De acordo com Marcelo, a família capturou nove piraíbas ao longo da viagem. Antes do exemplar recorde, eles haviam pescado peixes entre 1,30 metro e 1,60 metro.

    A captura da piraíba de 2,1 metros superou todas as anteriores.

    “Foi a maior de nós três. Piraíba de 2,10 metros. Show de bola. Foi top.”

    Por que a piraíba foi devolvida ao rio?

    A piraíba é um dos maiores peixes de água doce da América do Sul e pode atingir mais de dois metros de comprimento e centenas de quilos.

    Em diversas regiões onde a pesca esportiva é praticada, exemplares de grande porte são devolvidos ao ambiente natural para contribuir com a conservação da espécie e permitir que continuem seu ciclo reprodutivo.

    Por esse motivo, o peixe não foi levado para consumo e retornou ao rio logo após a medição e o registro fotográfico.

    Pesca esportiva cresce no Rio Araguaia

    O Rio Araguaia é um dos principais destinos brasileiros para a pesca esportiva e atrai pescadores de diferentes estados em busca de espécies como piraíba, pirarara, pintado e jaú.

    A prática de captura e soltura tem ganhado espaço entre os praticantes, principalmente quando envolve peixes de grande porte, conciliando turismo, lazer e preservação ambiental.

  • Naiara Azevedo fisga peixe gigante no Rio Araguaia

    Naiara Azevedo fisga peixe gigante no Rio Araguaia

    Além da carreira de sucesso na música sertaneja, Naiara Azevedo cultiva outra paixão: a pesca esportiva. Durante uma temporada em Aruanã (GO), às margens do Rio Araguaia, a cantora viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória como pescadora ao capturar uma piraíba com mais de dois metros de comprimento.

    Após registrar o feito, Naiara devolveu o peixe ao rio, seguindo a prática do pesque e solte.

    Cantora relata emoção ao fisgar piraíba gigante

    Segundo Naiara, a pesca representa muito mais do que um hobby.

    “Foi uma emoção que eu nunca vou esquecer. A pesca sempre foi um refúgio para mim, um momento de conexão com a natureza e de paz. Quando vimos o tamanho daquele peixe, meu coração disparou.”

    A piraíba é considerada uma das maiores espécies de peixes de água doce da América do Sul

    Além disso, ela também descreveu a sensação de enfrentar um dos maiores peixes de água doce do Brasil.

    “É uma sensação difícil de explicar, de respeito pela força dele e de gratidão por viver um momento tão especial. Sem dúvida, foi a maior emoção que já vivi na pesca esportiva.”

    Em destinos tradicionais de pesca, como Aruanã, a captura seguida da soltura é uma prática incentivada para ajudar na conservação das populações da espécie e promover o turismo sustentável.

  • Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Aos sete anos, Heloísa Maria Dantas de Souza voltou a entrar para a história da pesca esportiva brasileira ao superar o próprio recorde nacional na captura de dourados. A nova marca foi registrada durante uma pescaria em família no Rio Paraná.

    A conquista aconteceu no Canal das Garças, nas proximidades de Porto Rico (PR), um dos destinos mais conhecidos do norte paranaense para a captura de dourados. Na ocasião, Heloísa fisgou um exemplar com 81 centímetros, ultrapassando sua marca anterior, de 74 centímetros.

    Com o novo resultado, a pescadora conquistou mais uma homologação na categoria Absoluto Feminino Júnior da Brazilian Game Fish Association (BGFA), entidade responsável pelo registro oficial dos recordes de pesca esportiva no Brasil.

    Pesca é herança de família

    A história da família Dantas mostra como a pesca esportiva faz parte da rotina familiar. A atividade, que começou como lazer, acabou se tornando também uma profissão para os pais da menina. Desde os primeiros anos de vida, Heloísa acompanha as pescarias e aprende sobre os rios, as espécies de peixes e a importância da preservação ambiental.

    A mãe da jovem, Layla Dantas, destaca que a convivência com a natureza sempre foi o principal objetivo das viagens em família.

    “A nossa diversão sempre foi estar no rio. Nem sempre é sobre pescar, mas sobre viver aquele momento em contato com a natureza.”

    Antes de Heloísa conquistar espaço entre os recordistas nacionais, o irmão dela também teve o nome registrado entre os destaques da pesca esportiva brasileira. Agora, ao superar a própria marca, a menina reforça sua posição como uma das principais promessas da modalidade.

    Para que um recorde de pesca esportiva seja oficialmente reconhecido, a medição precisa cumprir critérios rigorosos. Todas as etapas devem ser registradas em vídeo, desde a retirada do peixe da água até a devolução ao rio. Além disso, a prática do pesque e solte é obrigatória, garantindo que o animal seja devolvido vivo ao seu habitat após a documentação.

    Segundo Layla, a filha cresceu compreendendo que o verdadeiro valor da pesca está na experiência vivida e não na retirada dos peixes do ambiente natural.

  • Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Uma captura incomum movimentou a comunidade pesqueira de Mercedes, no Oeste do Paraná. O pescador mercedense Jango Silva fisgou um pintado com aproximadamente 18 quilos durante uma pescaria na região do Arroio Guaçu, área localizada às margens do Lago de Itaipu.

    A ocorrência chamou a atenção de pescadores e moradores devido ao tamanho do exemplar. Além disso, o peixe é considerado um dos maiores da espécie registrados nos últimos anos no município.

    O pintado está entre as espécies mais valorizadas na pesca esportiva e recreativa. Isso ocorre tanto pela resistência que oferece durante a captura quanto pelo porte expressivo que pode atingir em ambientes favoráveis.

    Espécie está na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção — Foto: GOV

    Cidade é referência na pesca

    Além da repercussão causada pelo feito, o episódio reforça a importância de Mercedes como referência para a atividade pesqueira na região. O município possui acesso privilegiado ao Lago de Itaipu e abriga uma ampla diversidade de espécies nativas.

    No entanto, registros de peixes desse porte não são comuns, nem mesmo no berço da pescaria. Assim, a captura realizada por Jango Silva evidencia a riqueza pesqueira existente no reservatório.

    O Lago de Itaipu, considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo, desempenha papel estratégico para a pesca esportiva e para o turismo ligado ao setor no Oeste do Paraná.

     

  • Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Em meio às paisagens do Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no oeste do Tocantins, uma cena incomum chamou a atenção nas redes sociais. O estudante Arthur Wieczorek, de 22 anos, registrou o momento em que interage com um grande jacaré-açu durante uma pescaria na região.

    No vídeo compartilhado pelo jovem, é possível ouvir quando ele chama o animal pelo apelido carinhoso. “Joãozinho, vem cá. Vem cá, ‘caminha’. Eu pesquei uma piranha pra tu comer, ó. Ele tá vindo, o bicho é obediente”, comenta Arthur enquanto o réptil se aproxima da margem.

    https://www.instagram.com/reel/DZvJoV-ptrE/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    De acordo com Arthur, o comportamento do animal está relacionado à presença de peixes capturados durante a pescaria. Dessa forma, o jacaré se aproxima ao perceber a movimentação e os exemplares armazenados na rede.

    “É um jacaré-açu de 4,5 metros de comprimento. A gente usa a canoa, que tem seis metros, como referência [para o tamanho]. Ele se aproximou porque viu os peixes dentro do puçá. Foi aí que vimos a naturalidade dele ao ficar perto das pessoas, e não demonstrou nenhuma agressividade. No final da pesca, jogamos peixes pra ele se alimentar”, relata.

    Apesar da aparente tranquilidade do encontro, especialistas reforçam que não é recomendada a aproximação ou a interação direta com animais silvestres. Isso porque situações envolvendo fauna nativa podem representar riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais.

    Segundo Arthur, o jacaré permaneceu dentro da água, próximo à margem do rio, durante todo o período da atividade. No entanto, o animal se afastou apenas quando ele e os amigos decidiram encerrar a pescaria.

    Ao recordar a experiência, o estudante destacou a imponência do réptil.

    “Particularmente, nunca tinha visto uma espécie desse tamanho tão perto de um humano antes”, finaliza.

  • Vídeo mostra captura de tucunaré azul gigante em Perdilândia

    Vídeo mostra captura de tucunaré azul gigante em Perdilândia

    Um vídeo gravado nas águas de Perdilândia, em Minas Gerais, está chamando atenção de pescadores esportivos de todo o Brasil. O pescador Felipe Souza registrou a captura de um tucunaré azul (Cichla piquiti) com mais de 60 centímetros de comprimento, tamanho que coloca o exemplar entre os maiores já documentados da espécie na região.

    O tucunaré azul é uma das espécies mais cobiçadas na pesca esportiva. Originário da Bacia do Araguaia-Tocantins, esse peixe predador se espalhou por diversas represas brasileiras, tornando-se um verdadeiro desafio para pescadores esportivos.

    A captura de Felipe impressiona não apenas pelo tamanho. O tucunaré azul se destaca pela coloração marcante, com tons azulados que cobrem grande parte do corpo, especialmente nas nadadeiras, contrastando com listras verticais escuras e manchas amareladas. Essa coloração é mais pronunciada nos adultos, especialmente durante a época de reprodução.

    A cor azul metálica do tucunaré azul brilha intensamente sob o sol, e nas imagens gravadas em Perdilândia, o efeito é inconfundível.

    Tamanho raro, briga memorável

    O tucunaré azul pode atingir mais de 60 cm de comprimento e pesar acima de 5 kg. É extremamente territorialista e ataca qualquer isca que invada seu espaço. O exemplar de Felipe se enquadra na faixa superior desse intervalo, o que o torna um troféu fora do comum.

    https://www.instagram.com/p/Cl1DzmVu8Uy/?img_index=1

    Capturar o tucunaré azul não é simples. Ele exibe um comportamento peculiar: é astuto e arisco, o que exige estratégias específicas e o uso de iscas artificiais que imitam o movimento de outros peixes.

    Minas Gerais como destino de pesca esportiva

    A captura em Perdilândia não é por acaso. A Represa de Três Marias, localizada em Minas Gerais, é um dos pontos mais tradicionais para a pesca do tucunaré azul no estado, com melhores épocas entre setembro e março. A região sul mineira integra esse corredor de represas e rios que concentra bons exemplares da espécie.

    Foto: Felipe Souza

    O turismo de pesca fortalece o desenvolvimento econômico nas regiões onde ocorre a pesca esportiva do tucunaré azul, gerando empregos e incentivando setores como hospedagem, transporte e alimentação.

    Pesque e solte: a regra do troféu

    A pesca esportiva do tucunaré associa-se amplamente ao “pesque e solte”, prática que favorece a sustentabilidade, estimula a reprodução de grandes exemplares e mantém a população do peixe em equilíbrio nos ambientes em que vive.

     

    Após o registro em vídeo, o exemplar capturado por Felipe Souza foi devolvido à água, como manda a ética da pesca esportiva responsável. O tucunaré azul de Perdilândia segue livre. O vídeo, no entanto, já circula entre comunidades de pescadores como prova de que Minas Gerais guarda surpresas à altura dos melhores destinos do país.