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  • Churrasco em perigo: Anvisa identifica riscos em sal grosso e outros produtos

    Churrasco em perigo: Anvisa identifica riscos em sal grosso e outros produtos

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (22/01) o recolhimento de diversos produtos que vão desde itens essenciais para o churrasco até sobremesas tradicionais brasileiras.

    As suspensões incluem sal grosso, azeite de oliva, doce de leite, chocolate e até glitter comestível, todos com irregularidades que colocam em risco a saúde dos consumidores.

    Sal grosso Marfim reprovado em teste de iodo

    O Sal Marinho Grosso Iodado da marca Marfim, fabricado pela empresa M Gomes Praxedes Ltda, teve sua comercialização, distribuição e consumo suspensos. A medida vale exclusivamente para o lote 901124.

    A suspensão ocorreu após o produto ser reprovado no teste de teor de iodo pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN-DF). O iodo é um mineral essencial adicionado ao sal para prevenir problemas graves de saúde, como bócio (aumento da tireoide) e complicações no desenvolvimento fetal durante a gestação.

    A obrigatoriedade de adicionar iodo ao sal destinado ao consumo humano existe no Brasil desde 1953, estabelecida pela Lei 1944/1953, sancionada pelo então presidente Café Filho.

    Doce de leite sem identificação adequada

    O Doce de Leite em Pedaços da marca São Benedito, produzido pela JF Indústria Comércio de Doces e Laticínios Ltda, também entrou na lista de recolhimentos. O produto foi fabricado em 25 de junho de 2025 e teve comercialização, distribuição e consumo suspensos.

    As irregularidades identificadas foram a falta de identificação do lote e a reprovação no teste de determinação de ácido sórbico, conservante essencial para evitar a deterioração do alimento por microrganismos.

    Chocolate Laka com embalagem trocada oferece risco a celíacos

    O lote CC28525493 do Chocolate Branco Laka está suspenso após falha técnica grave. A fabricante Mondelez Brasil Ltda comunicou o recolhimento voluntário ao constatar que o produto Laka Oreo foi embalado incorretamente com rótulo do Chocolate Branco Laka.

    O erro faz com que os ingredientes descritos não correspondam ao produto real, resultando na ausência da declaração obrigatória de presença de glúten. Para pessoas com doença celíaca ou alergia ao glúten, a falta dessa informação representa sério risco à saúde.

    Glitter decorativo impróprio para consumo

    A Anvisa também determinou o recolhimento do Glitter e Glitter Holográfico da marca Flex Fest, produtos da empresa AP Viola Artes e Festas Ltda. A comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso foram suspensos.

    Os produtos contêm materiais plásticos em sua composição, tornando-os impróprios e perigosos para consumo em alimentos, apesar de serem vendidos para decoração alimentícia.

    Azeite de oliva com origem desconhecida é proibido

    O Azeite de Oliva Extravirgem da marca Terra das Oliveiras foi totalmente proibido pela Anvisa. O produto não pode mais ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou consumido.

    A proibição se deve à origem desconhecida do azeite, que estava sendo vendido pela plataforma Shopee. Além disso, a empresa JJ – Comercial de Alimentos Limitada (CNPJ: 37.815.395/0001-90), identificada no rótulo como importadora, teve seu CNPJ extinto em 8 de janeiro de 2025, após encerramento voluntário das atividades.

    O que fazer se você comprou algum desses produtos

    Consumidores que adquiriram qualquer um dos produtos suspensos devem interromper imediatamente o consumo e procurar o local de compra para solicitar troca ou reembolso. Em caso de problemas de saúde relacionados ao consumo, recomenda-se buscar atendimento médico e notificar a Anvisa através dos canais oficiais da agência.

  • Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    A Espanha confirmou o retorno da peste suína africana após três décadas livre da enfermidade, segundo notificação enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos foram registrados em 26 de novembro na província de Barcelona, na Catalunha, com nove javalis infectados identificados até 2 de dezembro. Não há registros em suínos domésticos até o momento.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a situação de perto. Embora a doença não ofereça riscos à saúde humana, por não ser uma zoonose, as autoridades exigem sua notificação devido ao alto poder de contágio e às graves consequências econômicas para a cadeia produtiva de carne suína.

    Doença devastadora sem vacina ou cura

    A peste suína africana resulta da ação de um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, que afeta exclusivamente suídeos domésticos, asselvajados e javalis. Não existe vacina nem tratamento eficaz contra a enfermidade, que pode causar morte súbita, febre alta, hemorragias na pele e órgãos internos.

    O período de incubação varia de 4 a 19 dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais ou pela ingestão de carne contaminada não cozida adequadamente. Carrapatos do gênero Ornithodoros também atuam como vetores, o que torna o controle em ambientes silvestres ainda mais complexo.

    Vírus resistente e múltiplas vias de contágio

    Um dos maiores desafios no combate à doença é a extraordinária resistência do vírus. O agente infeccioso é inativado apenas a 56°C por 70 minutos ou a 60°C por 30 minutos. Ele pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína sem tratamento térmico adequado.

    Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans podem transmitir o vírus após se alimentarem do sangue de suídeos contaminados, representando uma rota de infecção mesmo em fazendas com alto nível de biossegurança.

    Brasil livre há 40 anos reforça vigilância

    O Brasil registrou seu primeiro e único surto nos anos 1970, no Rio de Janeiro, quando criadores alimentaram os suínos com restos contaminados vindos da Europa. Porém, erradicou a doença em 1984 por meio de abate sanitário rigoroso.

    Desde então, o país mantém status oficial de área livre, condição estratégica para o setor exportador brasileiro. O Mapa ressalta que a preservação desse reconhecimento internacional depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da vigilância contínua sobre a movimentação de pessoas, produtos e materiais procedentes de regiões afetadas.

    A reintrodução da peste suína africana no território nacional teria impactos devastadores para toda a cadeia produtiva. Por isso, o governo mantém protocolos de prevenção atualizados e intensifica as ações de monitoramento, especialmente nas fronteiras e portos de entrada.

    Expansão global preocupa

    A doença permaneceu endêmica na Espanha e Portugal desde 1960 até meados dos anos 1990, quando ambos os países conseguiram a erradicação. Porém, o retorno da enfermidade à região catalã reacende preocupações sobre a circulação do vírus na Europa, onde diversos países enfrentam surtos desde 2007.

    Portanto, a vigilância permanente e a biossegurança nas propriedades rurais seguem como as principais ferramentas de prevenção enquanto não existem vacinas disponíveis no mercado.

    Leia a nota do MAPA

    Brasil permanece livre da doença desde 1984 e não há registro no território nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

    A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

    O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

    O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.

  • Frente fria provoca alerta de perigo intenso; confira

    Frente fria provoca alerta de perigo intenso; confira

    Uma frente fria atinge o Sul do Brasil e causa instabilidade em várias regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu oito alertas meteorológicos. Destes, um apresenta classificação de perigo intenso por tempestades.

    Sistema avança pelo Sul

    O sistema frontal entrou no Rio Grande do Sul neste domingo (16/11). Antes disso, provocou temporais fortes na Argentina e no Uruguai. Nesta segunda-feira (17/11), a frente segue em direção a Santa Catarina e Paraná.

    A frente fria perdeu força ao atravessar o território gaúcho. Isso reduziu a possibilidade de temporais generalizados na região. Porém, ainda favorece episódios isolados de vento forte e granizo.

    Previsão para o Rio Grande do Sul

    A madrugada desta segunda-feira traz chuva no Norte e Leste gaúcho. Há chance de precipitação forte em pontos isolados, segundo o portal MetSul. As condições climáticas exigem atenção dos moradores dessas áreas.

    Santa Catarina e Paraná sob alerta

    Em Santa Catarina, a passagem da frente mantém chuva generalizada. O estado enfrenta risco de temporais isolados durante o dia. As mesmas condições também alcançam áreas do Paraná.

    Alertas de perigo por tempestades

    O Inmet mantém aviso de perigo para cinco estados brasileiros. O alerta abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também inclui o sul e centro-oeste de São Paulo.

    A previsão indica chuva de 30 a 60 mm/h. O volume diário pode atingir entre 50 e 100 mm. Além disso, os ventos variam entre 60 e 100 km/h. Há possibilidade de queda de granizo nas regiões afetadas.

    Alerta de perigo intenso

    Um segundo aviso apresenta classificação mais grave de perigo intenso. A área de risco abrange o centro-oeste gaúcho e Santa Catarina. Também inclui todo o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul.

    O alerta permanece válido até as 3h desta segunda-feira. A previsão aponta chuva superior a 60 mm/h nas regiões. Os acumulados diários podem ultrapassar 100 mm de precipitação. Os ventos têm potencial para superar 100 km/h.

    Queda de temperatura no Sul

    O Sul e Sudoeste gaúcho enfrentam alerta de perigo potencial. A temperatura deve cair entre 3°C e 5°C nas próximas horas. Os moradores devem se preparar para o frio intenso.

    Ventos costeiros intensificam

    O litoral gaúcho e catarinense permanece sob aviso de perigo. O alerta para ventos costeiros segue ativo até 18h desta segunda. A intensificação do vento pode causar movimentação de dunas litorâneas.

    Situação na Região Norte

    No Amazonas, a porção oeste mantém alerta de perigo ativo. A região enfrenta chuva intensa com volumes entre 30 e 60 mm/h. O acumulado diário pode chegar até 100 mm de precipitação. Os ventos variam de 60 a 100 km/h na área.

    Outras regiões em atenção

    Várias áreas apresentam instabilidade moderada com alerta de perigo potencial. No Sudeste, o norte de São Paulo e todo Rio de Janeiro estão incluídos. O sul do Espírito Santo também entra na lista de atenção.

    Em Minas Gerais, o centro-sul e Triângulo Mineiro receberam alertas. No Centro-Oeste, o centro-sul de Goiás está sob monitoramento. Mato Grosso também integra a área de atenção meteorológica.

    Na Região Norte, Rondônia e Acre apresentam instabilidade climática. A parte central do Amazonas e Roraima completam as áreas monitoradas.

    Previsão para áreas de perigo potencial

    Nessas regiões, a chuva varia entre 20 e 30 mm/h. O volume diário pode atingir até 50 mm de precipitação. Os ventos sopram de 40 a 60 km/h nas áreas. Há chance isolada de granizo com risco baixo de danos.

    As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas. Em caso de temporais, deve-se evitar áreas abertas e buscar abrigo seguro.

  • Planta parasita rara é descoberta em Minas

    Planta parasita rara é descoberta em Minas

    Uma planta parasita rara, a Helosis brasiliensis Schott & Endl., foi encontrada em junho nas trilhas da Fazenda Santa Helena, em Maria da Fé. Essa fazenda é conhecida pela produção do Azeite Monasto. A espécie é uma erva carnosa, aclorofilada e holoparasita, pertencente à família Balanophoraceae.

    A olivicultora Rosana Chiavassa avistou a planta durante uma caminhada com seu filho. Curiosa sobre a descoberta, ela procurou o Campo Experimental da Epamig em Maria da Fé para identificar a espécie. A botânica e pesquisadora Carolina Ruiz Zambon confirmou o achado. “Essas plantas são difíceis de encontrar. Suas estruturas vegetativas ficam quase sempre subterrâneas e só aparecem quando emitem flores”, explica.

    A equipe coletou as amostras e as encaminhou ao Herbário PAMG da Epamig. No local, os pesquisadores herborizaram o material e montaram exsicatas — plantas prensadas e secas acompanhadas de informações sobre a coleta. A pesquisadora e curadora do Herbário, Andréia Fonseca, destaca que essa planta ocorre principalmente na Bahia e em estados do Sul e Sudeste. “Este é um registro importante que amplia o conhecimento sobre a distribuição da espécie”, afirma.

    Rosana ressalta a importância da ação: “Queríamos garantir a preservação e o estudo da planta. A Epamig nos ajudou a identificar sua raridade”. Carolina Zambon destaca que essa colaboração contribui para o avanço do conhecimento científico e para a conservação ambiental.

    O Herbário PAMG possui atualmente 59.784 exsicatas, principalmente de Minas Gerais. Desde 2020, o acervo passa por informatização e 11 mil amostras já estão disponíveis online na rede SpeciesLink. Segundo Andréia Fonseca, os herbários são fundamentais para entender a conservação das espécies e para a tomada de decisões ambientais. “Eles registram a ocorrência das plantas ao longo do tempo, ajudam a analisar o estado das populações e a formular estratégias de proteção”, conclui.

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  • O perigo dos ataques cibernéticos no agronegócio

    O perigo dos ataques cibernéticos no agronegócio

    O agronegócio brasileiro, responsável por R$ 164,4 bilhões em exportações apenas em 2024, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está sob risco crescente de ataques cibernéticos. A digitalização de processos, essencial para aumentar a produtividade, expôs o setor a criminosos virtuais, que já causaram perdas multimilionárias a empresas globais.

    Em 2023, um ataque a sistemas de irrigação automatizados em Israel paralisou operações agrícolas, enquanto a Dole Fod, gigante do setor de alimentos, perdeu US$ 10 milhões após um ransomware sequestrar seus dados. No Brasil, estudo da USP e do Centro de Pesquisa e Transferência de Tecnologia Agrícola (CPT) revela que 60% dos produtores rurais não protegem sistemas de gestão, aumentando vulnerabilidades.

    “A tecnologia impulsiona o campo, mas cibercriminosos exploram falhas em softwares e redes não protegidas. Sem medidas urgentes, o prejuízo pode ir além do financeiro: vidas humanas estão em jogo”, alerta Kishore Kumaar, Country Manager da ManageEngine.

    Como proteger o agronegócio?

    Diante de ameaças como ransomware, phishing e invasões a dispositivos IoT, especialistas recomendam:

    • Firewalls e segmentação de redes: reduzem a superfície de ataque e bloqueiam acessos não autorizados.
    • Autenticação multifator (MFA): adicione camadas extras de proteção a logins críticos.
    • Monitoramento em tempo real: ferramentas de inteligência artificial detectam padrões suspeitos antes de ataques.
    • Atualizações constantes: correções de vulnerabilidades em softwares evitam brechas exploráveis.
    • Treinamento de equipes: funcionários devem reconhecer golpes e seguir protocolos de segurança.

    Consequências

    Um ataque bem-sucedido pode paralisar a cadeia de suprimentos, afetando desde a colheita até a distribuição de alimentos. “Se hackers interromperem a produção, milhões enfrentariam escassez. Não se trata apenas de dinheiro, mas de segurança alimentar”, reforça Kumaar.

    Empresas do setor já investem em planos de resposta a incidentes e gestão de acesso privilegiado, mas a adoção de políticas rigorosas de compliance e parcerias com especialistas em cibersegurança são urgentes. Em um setor que alimenta o mundo, a proteção digital é tão vital quanto os insumos agrícolas.

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  • Cuidado: “café fake” aparece nos mercados

    Cuidado: “café fake” aparece nos mercados

    A comercialização de produtos conhecidos como “café fake” ou “cafake” tem gerado grande preocupação no setor cafeeiro brasileiro, especialmente em um momento de alta histórica nos preços do café verdadeiro. O café arábica, por exemplo, atingiu recentemente 3,8105 dólares por libra-peso na bolsa de Nova York, reflexo de uma frustração de safra no Brasil, maior produtor mundial do grão. Essa valorização tem levado ao aumento dos preços no varejo, tornando o café verdadeiro um produto cada vez mais caro para os consumidores.

    O que é o “café fake”?

    O “café fake” é um produto que imita o sabor do café, mas não contém o grão torrado e moído. Em vez disso, é produzido a partir de cascas, palha, folhas ou outras partes da planta de café, exceto a semente. Um exemplo recente foi identificado em Bauru, São Paulo: um produto chamado “Oficial do Brasil”, rotulado como “bebida sabor café tradicional”. Apesar da indicação na embalagem de que não se trata de café puro, o design semelhante ao das marcas tradicionais pode confundir os consumidores.

    O preço médio do “café fake” é significativamente inferior ao do café tradicional. Enquanto meio quilo do produto falsificado custa cerca de R$ 13,99, o mesmo peso do café verdadeiro chega a R$ 30 no varejo. Essa diferença atrai consumidores em busca de alternativas mais baratas, mas levanta preocupações sobre a qualidade e segurança alimentar desses produtos.

    A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) classificou a prática como uma “clara tentativa de enganar o consumidor”. Segundo Celírio Inácio da Silva, diretor-executivo da entidade, a venda desses produtos vai contra os esforços da indústria para garantir a pureza e qualidade do café brasileiro. Além disso, há riscos à saúde dos consumidores devido à falta de regulamentação adequada. A Abic já denunciou o caso ao Ministério da Agricultura e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    Supermercados sob alerta

    A Abic também destacou que os supermercados têm responsabilidade sobre os produtos que comercializam. Segundo Silva, ao vender “cafakes”, os varejistas podem estar cometendo um crime ao oferecer produtos que burlam as normas regulatórias. A associação reforça que esses itens não deveriam estar disponíveis no mercado sem comprovação de segurança alimentar.

    Embora a prática não seja nova – produtos semelhantes foram identificados em 2022 –, a alta nos preços do café verdadeiro criou um terreno fértil para o retorno desses itens. A Abic lembra que iniciativas anteriores, como o selo de pureza lançado pela entidade, ajudaram a combater misturas inadequadas no passado. No entanto, o aumento atual nos custos da matéria-prima reacendeu o problema.

    A venda de “café fake” representa um desafio tanto para a indústria quanto para os consumidores. Enquanto o setor busca proteger a reputação do café brasileiro, os consumidores precisam verificar as informações nas embalagens para evitar enganos. A Abic segue pressionando por regulamentações mais rígidas e conscientização sobre os riscos associados a esses produtos.

    Com os preços do café verdadeiro em alta e a busca por alternativas mais baratas crescendo, é essencial que autoridades e consumidores colaborem para preservar a integridade do mercado cafeeiro brasileiro.

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  • Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Perigo – tempestade geomagnética pode afetar agronegócio

    Uma tempestade geomagnética pode atingir a Terra hoje, trazendo potenciais impactos tanto para sistemas tecnológicos quanto para o cotidiano das pessoas, especialmente para quem trabalha com agricultura. Essas tempestades ocorrem quando há ejeções de massa coronal do Sol — grandes explosões de plasma que interagem com o campo magnético da Terra. Dependendo da intensidade, os efeitos podem variar de leves a severos.

    Possíveis impactos para o agro

    Quem atua no agronegócio pode ser afetado de várias maneiras, especialmente em atividades que dependem de tecnologia e conectividade. As tempestades geomagnéticas podem interferir em satélites, comunicações por GPS e sistemas de monitoramento de drones, fundamentais para a agricultura moderna. Sem o GPS, produtores enfrentam dificuldades no mapeamento preciso de áreas para plantio, irrigação e colheita, o que também impacta a logística de transporte de insumos e produtos.

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    Sistemas de controle meteorológico e de previsão climática também podem apresentar instabilidade, dificultando a tomada de decisões. Para atividades de plantio e colheita que dependem de previsões precisas, essa interferência pode atrasar o trabalho e comprometer a produtividade.

    Impacto em sistemas de comunicação e energia

    Além do agronegócio, redes de energia e comunicações também podem ser prejudicadas pela tempestade geomagnética. Linhas de transmissão de energia estão vulneráveis a sobrecargas provocadas por essas tempestades, o que pode causar interrupções no fornecimento elétrico, afetando, indiretamente, qualquer setor que dependa de energia constante.

    Segundo especialistas, os maiores riscos incluem falhas temporárias em satélites, interrupções em sistemas de telecomunicação e falhas em redes de energia, como já ocorreu em eventos geomagnéticos passados, inclusive um apagão no Canadá em 1989. Outro incidente relacionado a tempestade solar ocorreu em 1859 e ficou conhecido como Evento Carrington, batizado com o nome do astrônomo que o registrou, Richard Carrington.

    Na ocasião, houve tamanha atividade magnética, ao ponto de transformadores na Terra serem energizados, causando choques em operadores de telégrafo.

    Medidas preventivas

    O setor agropecuário pode adotar algumas precauções para mitigar esses impactos, como manter backup de dados fora da nuvem. Essa ação é para evitar a perda de informações em caso de falha nos sistemas. Também verificar a manutenção de equipamentos eletrônicos e geradores de energia. E se preparar para a possibilidade de quedas de comunicação com sistemas de monitoramento remoto.

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    Autoridades do setor recomendam que os produtores rurais fiquem atentos a boletins meteorológicos especializados e que, se possível, ajustem atividades críticas, como plantio e colheita, para dias em que a atividade solar não esteja intensa.

    Principais culturas que utilizam GPS na produção

    • Soja: A soja é uma das culturas mais beneficiadas pelo uso de GPS. A tecnologia permite um plantio mais preciso, o que é crucial para evitar sobreposições e amassamento no solo, resultando em economias significativas nos custos de insumos e aumento da produtividade.
    • Milho: Assim como a soja, o milho se beneficia enormemente da precisão do GPS. O mapeamento detalhado das áreas cultivadas ajuda na aplicação exata de fertilizantes e defensivos, otimizando os recursos e melhorando a saúde da planta ao longo do ciclo de crescimento.
    • Trigo: O trigo também é uma cultura que utiliza tecnologia de GPS para garantir a precisão no plantio e na colheita. A capacidade de monitorar as máquinas em tempo real permite ajustes rápidos e eficientes nas operações agrícolas, contribuindo para uma colheita mais uniforme.
    • Cana-de-açúcar: O GPS é utilizado para mapear as áreas de plantio e otimizar o uso de insumos. Isso é particularmente importante em grandes lavouras onde a uniformidade e a eficiência são essenciais para maximizar a produção.
    • Arroz: O arroz é outra cultura que se beneficia do uso do GPS. Com a tecnologia, os agricultores podem gerenciar melhor a irrigação e aplicar insumos de maneira mais eficiente. Isso é vital em regiões onde a água é um recurso escasso.

    Produtividade e sustentabilidade

    Essas culturas não apenas dependem do GPS para melhorar suas operações diárias, mas também para coletar dados valiosos sobre as condições do solo e o clima. Permitindo, assim, decisões informadas que impactam diretamente na produtividade e sustentabilidade das lavouras. A implementação da agricultura de precisão, apoiada por tecnologias como o GPS, representa um avanço significativo na forma como os agricultores gerenciam suas propriedades. E também contribui para um futuro mais eficiente e sustentável na agricultura.

    Ainda que a tempestade geomagnética não represente risco direto à saúde humana, seus impactos tecnológicos podem ser significativos, especialmente para o setor agropecuário, que depende cada vez mais da automação e da precisão de dados para operar eficientemente. Assim, é crucial que os profissionais do campo estejam preparados para minimizar esses efeitos.

  • Brusone – fungo que ameaça produção de trigo avança no mundo

    Brusone – fungo que ameaça produção de trigo avança no mundo

    A brusone, uma doença fúngica que já afeta diversas culturas, está se tornando uma ameaça crescente para a produção de trigo no mundo, impulsionada pelas mudanças climáticas. Segundo o estudo “Production vulnerability to wheat blast disease under climate change”, publicado na Nature Climate Change, o fungo Pyricularia oryzae Triticum, causador da doença, pode afetar até 13,5 milhões de hectares de trigo globalmente, com o potencial de reduzir a produção em 13%.

    A brusone é considerada uma das doenças mais recentes e economicamente importantes para o trigo. O fungo ataca folhas e espigas, e em casos graves pode comprometer 100% da colheita. Historicamente, a doença era mais comum em regiões tropicais e subtropicais, favorecida por altas temperaturas e umidade. Contudo,Recentemente, ocorreram surtos em áreas com clima frio ou seco, como no norte de Bangladesh, onde as temperaturas mínimas aumentaram nos últimos anos.Recentemente, ocorreram surtos em áreas com clima frio ou seco, como no norte de Bangladesh, onde as temperaturas mínimas aumentaram nos últimos anos.

    No Brasil, a brusone já causou prejuízos significativos. Em 2023, por exemplo, surtos localizados ocorreram no Rio Grande do Sul devido a invernos com temperaturas mínimas acima de 15 ºC. “Com o aquecimento global e variações no regime de chuvas, o fungo encontra novos ambientes para se instalar”, alerta José Maurício Fernandes, pesquisador da Embrapa Trigo.

    Histórico de dispersão da doença

    A brusone foi registrada pela primeira vez em plantações de arroz na China, no século XVII. No trigo, surgiu em lavouras do Paraná em 1985 e rapidamente se espalhou para outras regiões do Brasil e da América do Sul. Nos anos 1990, a doença causou perdas em milhões de hectares no continente. Na Bolívia, um surto em 1996 resultou em perdas de 80%, e no Paraguai, em 2002, a produção caiu mais de 70%. No Brasil, os piores anos foram 2009 e 2012, com perdas superiores a 40% em lavouras do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

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    A Argentina, o décimo maior produtor de trigo do mundo, registrou a brusone pela primeira vez em 2007. Em 2012, a doença chegou à província de Buenos Aires, um dos principais polos de produção de trigo do país, elevando o alerta sobre a gravidade da situação. Em 2023, o Uruguai também teve seu primeiro caso.

    Fora da América do Sul, a brusone foi identificada pela primeira vez em Bangladesh, em 2016, causando perdas superiores a 30% na produção. Dois anos depois, a doença apareceu na Zâmbia, na África.

    Projeções preocupantes

    Com base em cenários de mudança climática projetados pelo IPCC, pesquisadores utilizaram modelos de simulação para prever o impacto futuro da brusone. A equipe de pesquisa usou o modelo DSSAT Nwheat, da Universidade da Flórida, para analisar variáveis como temperatura, umidade e concentração de CO2, utilizando dados históricos de 1980 a 2010 e projeções para 2040 a 2070.

    Portanto os resultados indicam que, além dos países da América do Sul, outras regiões também podem ser afetadas.  Isso inclui Estados Unidos, México, Itália, Espanha, França, Japão, China, Etiópia, Quênia, Congo, Nova Zelândia e Austrália. Em um cenário de aumento das temperaturas, a brusone pode se expandir para 30% das áreas de trigo na América do Sul. E também chegar a novas fronteiras agrícolas, como o sul da China e a região mediterrânea da Europa.

    “Embora as condições atuais do Hemisfério Norte ainda não favoreçam a doença, o aumento das temperaturas e da umidade pode mudar esse cenário em um futuro próximo”, alerta Willingthon Pavan, professor da Universidade da Flórida.

    Impacto na produção global de trigo

    Atualmente, a brusone ameaça 6,4 milhões de hectares de trigo no mundo. Assim sendo, até 2050, esse número pode mais que dobrar, afetando 13,5 milhões de hectares e causando uma perda de 69 milhões de toneladas de trigo por ano. Isso representa, portanto, uma redução de 13% na produção mundial.

    Brusone – Foto – Flávio Martins Santana

    Fernandes ressalta que, apesar das iniciativas globais para combater a brusone, como o melhoramento de plantas e estratégias de manejo, a erradicação completa da doença ainda não foi alcançada. “A resiliência às mudanças climáticas exige um planejamento baseado em projeções para minimizar as perdas e garantir a segurança alimentar mundial”, conclui o pesquisador.

    Além disso, diversas iniciativas estão sendo adotadas para combater a brusone, como o uso de biotecnologia, controle químico e manejo agrícola. Entretanto, o sucesso pleno ainda está distante, o que coloca a doença como um dos grandes desafios para a agricultura mundial no contexto das mudanças climáticas.

  • Variante de fungo ameaça acabar com banana no mundo

    Variante de fungo ameaça acabar com banana no mundo

    O cultivo de banana, uma das frutas mais consumidas no mundo, enfrenta uma ameaça global devido ao avanço de um fungo devastador, conhecido como Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), particularmente da raça 4 tropical (TR4). Esse fungo, responsável pela doença chamada Mal do Panamá, ataca o sistema vascular das bananeiras.  Bloqueando assim o transporte de água e nutrientes da raiz para o resto da planta, o que eventualmente leva à morte dela. Este patógeno, que afeta a variedade Cavendish, responsável por cerca de 95% das bananas comercializadas, bloqueia o sistema vascular da planta, levando à morte das folhas e, eventualmente, ao colapso da planta.

    Como o fungo ataca a bananeira

    O TR4 invade a planta através das raízes, espalhando-se rapidamente pelos vasos xilemáticos, que são responsáveis por transportar água e nutrientes. À medida que o fungo se multiplica, ele obstrui esses vasos, impedindo que a planta receba a nutrição necessária.

    À medida que a planta tenta se recuperar, a pressão interna aumenta, levando a uma desidratação severa e à morte das folhas. O resultado é uma planta que não consegue sustentar seu crescimento e, em última instância, não produz frutos. Os primeiros sinais da infecção incluem o amarelamento das folhas mais velhas, seguido pelo murchamento e morte dessas folhas. Com o tempo, a planta inteira sucumbe à infecção, tornando impossível a produção de frutos.

    Impacto global

    O impacto do TR4 é particularmente alarmante porque ele afeta a variedade Cavendish, que representa cerca de 95% do mercado global de exportação de bananas. Diferente de outras pragas, o TR4 é altamente resistente a fungicidas e pode sobreviver no solo por décadas, mesmo na ausência de bananeiras. Isso significa que uma vez que o solo é contaminado, ele se torna praticamente inutilizável para o cultivo de bananas.

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    O avanço do TR4 tem causado preocupação em diversas regiões produtoras ao redor do mundo, incluindo a Ásia, África, América Latina e Caribe. Se o fungo continuar a se espalhar, pode resultar em uma escassez global de bananas e um impacto econômico devastador, especialmente para países cuja economia depende da exportação dessa fruta.

    banana prata
    Mal do Panamá afeta produção de banana

    Estima-se que a indústria global de bananas movimenta cerca de US$ 25 bilhões por ano. A perda dessa cultura devido ao fungo poderia ter consequências econômicas devastadoras, especialmente em países em desenvolvimento onde a banana é uma importante fonte de renda e alimento.

    Cura e prevenção

    Até o momento, não existe uma cura para o TR4, e as medidas de controle se concentram principalmente na prevenção da disseminação. Isso inclui o uso de barreiras físicas, a desinfecção de ferramentas agrícolas, e o controle rigoroso de movimentação de material vegetal entre regiões. Pesquisas também estão sendo realizadas para desenvolver variedades de bananeiras geneticamente modificadas que possam resistir ao TR4, mas até que isso se torne uma solução viável, a ameaça persiste.

    Os especialistas recomendam uma série de medidas para mitigar os efeitos do fungo, incluindo a rotação de culturas, o uso de variedades resistentes e práticas de manejo integrado. A pesquisa também está sendo intensificada para desenvolver novas variedades de banana que possam resistir ao Fusarium.

    Além disso, a conscientização dos agricultores sobre os sinais de infecção e a importância de práticas agrícolas sustentáveis são fundamentais para prevenir a propagação do fungo. A colaboração entre governos, instituições de pesquisa e agricultores é essencial para enfrentar essa ameaça e proteger a produção de bananas no mundo.

    O Fusarium oxysporum f. sp. cubense representa um desafio significativo para a produção global de bananas. Com o potencial de devastar plantações e impactar economias locais, é crucial que ações eficazes sejam implementadas para controlar a disseminação do fungo. E também para garantir a sustentabilidade da indústria da banana. A pesquisa contínua e a educação dos agricultores serão fundamentais para enfrentar essa crise e proteger uma das frutas mais importantes do mundo.

    A situação é um lembrete sombrio da vulnerabilidade de nossas culturas alimentares e a importância de investir em pesquisa e desenvolvimento agrícola para proteger a segurança alimentar global.

  • Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    A podridão da uva madura, causada pelo fungo Glomerella cingulata, atingiu níveis alarmantes na última safra em São Paulo, com perdas de até 100%. Em resposta, Embrapa Territorial, prefeituras e o setor produtivo se uniram para elaborar um plano emergencial.

    A podridão da uva madura tem devastado os vinhedos do Circuito das Frutas Paulista, que abrange dez municípios de São Paulo. Esse fungo encontra condições ideais para se desenvolver, como temperaturas entre 25 °C e 30 °C e alta umidade. Os danos chegaram a um nível crítico na última safra, com perdas variando entre 30% e 100%.

    A primeira fase do plano envolve a coleta de amostras do patógeno para análise no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Especialistas instalarão ensaios em propriedades selecionadas e acompanharão os resultados, focando em práticas de manejo integrado e controle biológico e químico.

    O analista da Embrapa, Rafael Mingoti, destaca a importância da união das instituições para ajustar práticas de controle da doença, desde tratamentos de inverno até a aplicação de indutores de resistência. A primeira fase do plano consiste na seleção de produtores receptivos à instalação de ensaios de controle da podridão da uva madura. No início de julho, especialistas visitaram propriedades em municípios como Jundiaí, Louveira e Itatiba para conversar com os proprietários e coletar amostras.

    Impacto Econômico

    A podridão da uva madura não afeta apenas a produção, mas também a economia local. Em Jundiaí, conhecida como a Terra da Uva, a doença comprometeu a produção de uvas Niagara Rosada, essenciais para a Festa da Uva e o turismo rural. Produtores relatam perdas significativas, com muitos sendo forçados a buscar outros meios de subsistência.

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    Alguns produtores, como Anderson Tomazetto, têm conseguido controlar a doença com práticas de manejo integradas e tratamento adequado. Ele relata ter visto os primeiros sintomas há quatro anos, mas só recentemente a podridão causou grandes prejuízos. Orientado pela Embrapa, ele adotou práticas de manejo e obteve bons resultados, mostrando que o combate ao fungo é possível com as medidas certas.

    O conjunto de ações propostas visa reduzir a pressão do patógeno nos vinhedos e diminuir a taxa de infecção ao longo das safras. A Embrapa e os especialistas esperam que essas medidas devolvam a confiança dos produtores nas práticas de manejo e garantam a continuidade da produção de uvas no Circuito das Frutas Paulista.

    O plano emergencial é crucial para conter a podridão da uva madura e proteger a economia e o turismo das regiões produtoras de uva em São Paulo. A colaboração entre Embrapa, prefeituras e produtores é fundamental para enfrentar esse desafio e garantir a sustentabilidade da viticultura na região.