Tag: perdas

  • Temporal no interior paulista causou danos à produção rural

    Temporal no interior paulista causou danos à produção rural

    Um forte temporal atingiu na última sexta-feira (24) diversos municípios da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e deixou um rastro de destruição em propriedades rurais. Chuva intensa, granizo e rajadas de vento castigaram lavouras, estufas e pomares, além de comprometer estruturas de produção em pelo menos cinco cidades da região.

    Entre os municípios afetados, Taquaritinga registra até o momento o quadro mais grave. Produtores relatam perdas em estufas, lavouras e pomares, além de danos a estruturas dentro das propriedades. Só nesse município, técnicos já contataram mais de 20 produtores para levantar a extensão dos prejuízos.

    O temporal também isolou o município de Guariba. Os estragos provocados pela tempestade dificultam o acesso de equipes à região, e por isso o balanço completo dos danos no município ainda não está disponível. A apuração de dados segue em andamento conforme as condições de acesso melhoram.

    Cana, amendoim e citros entre as culturas atingidas

    Além de Taquaritinga, o temporal também afetou canaviais e estoques de amendoim nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal. Levantamentos preliminares apontam ainda perdas em citros, goiaba, manga, abacate, feijão, girassol e hortaliças em diferentes propriedades da região.

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado ainda não fechou os números totais de hectares atingidos nem uma estimativa financeira dos prejuízos. Segundo o órgão, a extensão completa dos danos segue em apuração.

    Produtores relatam momento de apreensão

    “Quem é produtor rural sabe o que é olhar para a lavoura depois de uma tempestade dessas e tentar entender o tamanho do prejuízo. É um momento de muita preocupação para quem trabalha e vive da produção”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, sobre a situação enfrentada pelos agricultores da região.

    A Secretaria de Agricultura mobilizou 21 técnicos da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) para percorrer as propriedades atingidas. Treze profissionais atuam pela regional de Ribeirão Preto e oito pela regional de Jaboticabal, com apoio de mais três pessoas na consolidação das informações coletadas em campo.

    As equipes cruzam dados obtidos diretamente com produtores, Casas da Agricultura, prefeituras, Defesas Civis, sindicatos, cooperativas, associações, usinas e empresas do setor para montar o panorama dos estragos.

    Produtores rurais atingidos pelo temporal podem registrar os danos em lavouras, pastagens, criações, máquinas e infraestrutura por meio de um formulário eletrônico disponibilizado pela CATI.

    Governo avalia linha de crédito emergencial

    Enquanto as vistorias avançam, técnicos da Secretaria trabalham na consolidação de informações que poderão embasar uma linha de crédito emergencial pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). O órgão também avalia outras alternativas de apoio, como a prorrogação de parcelas de financiamentos e mecanismos para recuperação de estruturas danificadas.

    Para agroindústrias atingidas pelo temporal, a Secretaria deve avaliar, em conjunto com a Desenvolve SP, medidas específicas de apoio.

    O levantamento de danos segue em andamento e deve ser atualizado à medida que as vistorias avançam nos municípios afetados.

  • Tecnologia revoluciona monitoramento térmico e reduz perdas

    Tecnologia revoluciona monitoramento térmico e reduz perdas

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (SP) promete transformar a pós-colheita de frutas e reduzir perdas que chegam a 80% em algumas espécies. O dispositivo inovador monitora, em tempo real, a transmissão de calor no interior das frutas durante o tratamento hidrotérmico, garantindo maior eficiência no controle de doenças sem comprometer a qualidade do produto.

    Diante das crescentes restrições ao uso de agrotóxicos em mercados internacionais, como União Europeia e Estados Unidos, o setor frutícola busca alternativas mais sustentáveis. O tratamento hidrotérmico surge como solução eficiente, utilizando aspersão de água quente sobre escovas rolantes para eliminar microrganismos prejudiciais e ativar mecanismos naturais de defesa das frutas.

    De acordo com o pesquisador Daniel Terao, criador do dispositivo, o calor melhora a resistência dos frutos, provocando alterações bioquímicas que reforçam sua proteção. “O calor sela microferidas na camada de cera das frutas, impedindo a entrada de fungos oportunistas”, explica.

    Como funciona a tecnologia

    O novo dispositivo permite acompanhar a distribuição do calor da superfície até a polpa da fruta, garantindo que a temperatura aplicada seja suficiente para eliminar patógenos sem comprometer a textura, sabor ou valor nutricional. O sistema consiste em:

    • Um registrador eletrônico de dados protegido em um recipiente;
    • Um espaço ajustável para acomodação da fruta;
    • Sensores de temperatura (termopares) que monitoram, em diferentes profundidades, a transmissão de calor;
    • Dados coletados em tempo real para ajustes na temperatura do tratamento.

    Essa precisão permite otimizar o tratamento térmico e garantir conformidade com padrões sanitários exigidos no mercado internacional.

    Perdas pós-colheita e impacto no setor frutícola

    O Brasil, maior exportador mundial de suco de laranja e importante produtor de manga, melão e mamão, enfrenta desafios na conservação de frutas após a colheita. Doenças como manchas necróticas, mofo verde em citros e podridões fúngicas comprometem a qualidade e reduzem a disponibilidade dos produtos, afetando a economia nacional e a competitividade do país no mercado global.

    A tecnologia também combate as micotoxinas produzidas por microrganismos, tornando as frutas mais seguras para o consumo humano. Espécies mais suculentas, como mamão e melão, são particularmente vulneráveis a esses contaminantes.

    Parceria com a iniciativa privada para expansão da tecnologia

    A Embrapa já depositou o pedido de patente da inovação e busca parceiros do setor privado para levar o dispositivo ao mercado. O objetivo é adaptar a tecnologia a diferentes tipos de frutas e integrá-la a métodos biológicos de controle.

    Empresas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail: [email protected].

    Desperdício de alimentos: um problema global

    O desperdício alimentar é um desafio mundial, com cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos descartadas anualmente, o equivalente a 30% da produção global. Frutas e vegetais estão entre os produtos mais desperdiçados, muitas vezes devido a padrões estéticos impostos pelo mercado.

    Estudos apontam que consumidores estão mais dispostos a comprar alimentos com aparência imperfeita, desde que sua segurança e sabor sejam garantidos. Iniciativas globais, como a campanha #SemDesperdício, incentivam a mudança de hábitos e a redução de perdas no setor alimentício.

    A tecnologia da Embrapa representa um passo essencial para minimizar o desperdício e tornar a produção frutícola brasileira mais competitiva, sustentável e alinhada às demandas globais por alimentos seguros e de qualidade.

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  • Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Incêndios geram prejuízo de R$ 14,7 bilhões ao setor rural

    Os incêndios em propriedades rurais, de junho a agosto, causaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões no Brasil. A informação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgada nesta quinta-feira (26). O fogo destruiu 2,8 milhões de hectares, afetando principalmente a produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e a qualidade do solo.

    São Paulo foi o estado mais prejudicado, com perdas estimadas em R$ 2,8 bilhões. Em seguida, aparecem Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão).

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    De acordo com a CNA, os maiores impactos foram registrados na pecuária e pastagens, com perdas de R$ 8,1 bilhões. As cercas danificadas somaram prejuízos de R$ 2,8 bilhões. A produção de cana-de-açúcar sofreu um impacto financeiro de R$ 2,7 bilhões, enquanto outras culturas temporárias e permanentes registraram perdas de R$ 1,068 bilhão.

    A CNA estimou os prejuízos considerando os danos à produção e à infraestrutura agrícola, o que reflete a gravidade dos incêndios no campo brasileiro.

    De acordo com a Embrapa, os incêndios florestais diminuem a fertilidade do solo, além de comprometerem a saúde de animais e plantas. Para exportadores de produtos agrícolas, a imagem associada às queimadas pode levar a boicotes comerciais e a perdas econômicas significativas.

    O setor tem enfrentado crescente pressão internacional para adotar práticas mais sustentáveis, como destacou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em um relatório. O não cumprimento de padrões ambientais pode resultar na perda de mercados, especialmente na Europa.

     

     

  • Governo anuncia desconto e renegociação de dívidas para produtores rurais do RS

    Governo anuncia desconto e renegociação de dívidas para produtores rurais do RS

    O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 1.247/2024, que oferece desconto e renegociação de dívidas bancárias para produtores rurais do Rio Grande do Sul. A medida abrange operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização com vencimentos até 31 de dezembro de 2024. Em resumo, o objetivo é aliviar os produtores que enfrentaram perdas materiais devido às fortes chuvas entre abril e maio deste ano.

    Validade

    A medida é válida para municípios gaúchos que decretaram calamidade pública ou situação de emergência, reconhecidos pelo Poder Executivo federal. A publicação ocorreu em uma edição extra do Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (31).

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância da medida para a recuperação do setor agropecuário no estado. “A MP vem para agilizar o suporte do governo. Os produtores terão novas oportunidades para cumprir seus compromissos e continuar produzindo com segurança”, afirmou Fávaro.

    Subvenção econômica

    A MP concede subvenção econômica aos produtores que sofreram perdas de 30% ou mais. Além disso, a medida beneficia aqueles que contrataram operações de crédito até 15 de abril de 2024, com vencimento entre 1º de maio e 31 de dezembro de 2024. Para as operações de industrialização, o desconto é exclusivo para contratos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ou seja, o produtor deve ser parte do contrato de crédito. Além disso, ele precisa comprovar as perdas materiais na unidade agroindustrial.

    Uma comissão formada pelos Ministérios da Fazenda, Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar analisará as operações contratadas por cooperativas de produção agropecuária e as de industrialização no âmbito do Pronaf. Contudo, a comissão destinará a análise a produtores com perdas iguais ou superiores a 60%.

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    A concessão do benefício depende da validação do percentual de perdas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Caso o CMDRS não esteja ativo, a validação pode ser feita por um colegiado equivalente. Para operações de crédito inadimplentes, a renegociação dependerá da regularização das parcelas vencidas até 1º de maio de 2024.

    A União vai cobrir os custos com os descontos e a renegociação, dentro do limite das disponibilidades orçamentárias e financeiras específicas. Além disso, a MP também autoriza o Governo Federal a aumentar em até R$ 500 milhões a participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). O ministro Fávaro afirmou que o fundo garantidor trará liquidez, ajudando a revitalizar a economia.

    O Governo Federal reafirmou o compromisso de apoiar os produtores do Rio Grande do Sul e ressaltou que a regulamentação da MP será publicada em breve por Decreto.

     

  • Agricultores do Rio Grande do Sul estimam perdas milionárias após inundações

    Agricultores do Rio Grande do Sul estimam perdas milionárias após inundações

    As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura local, com estimativas apontando prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais para os agricultores. O estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade e mitigar os impactos econômicos dessa catástrofe natural.

    De acordo com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, mais de 100 mil hectares de plantações foram afetados pelas enchentes, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As áreas mais baixas foram severamente inundadas, levando à perda total das plantações em muitos casos”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.

    Impacto Econômico e Social

    Os prejuízos não se limitam às plantações. A infraestrutura agrícola, incluindo estradas, silos e sistemas de irrigação, também foi gravemente danificada. “Estamos falando de um impacto profundo não apenas na produção, mas também na logística e no armazenamento dos grãos. Isso afeta diretamente a cadeia de abastecimento e a economia local”, destacou o economista agrícola Carlos Mendes.

    Além dos danos materiais para os agricultores do Rio Grande do Sul, as enchentes também colocaram em risco a subsistência de milhares de famílias que dependem da agricultura. “Muitos produtores estão enfrentando a perda total de suas colheitas, o que compromete sua renda e a capacidade de sustentar suas famílias. É uma situação desesperadora para muitos”, relatou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), Carlos Joel da Silva.

    Medidas de Recuperação

    Diante desse cenário, o governo estadual está mobilizando recursos e buscando apoio federal para implementar medidas emergenciais de recuperação. “Estamos trabalhando em várias frentes, desde a assistência direta aos produtores afetados até a reconstrução da infraestrutura danificada. Nossa prioridade é garantir que os agricultores possam voltar à atividade o mais rápido possível”, afirmou Covatti Filho.

    Entre as ações previstas estão a concessão de linhas de crédito emergencial, a distribuição de insumos agrícolas e a reparação das estradas rurais. “Precisamos de um esforço conjunto para superar essa crise. O apoio governamental é crucial, mas também estamos contando com a solidariedade e o trabalho árduo dos próprios agricultores para reconstruir o que foi perdido”, ressaltou Carlos Joel da Silva.

    Perspectivas para o Futuro

    Apesar das dificuldades, especialistas acreditam que o setor agrícola do Rio Grande do Sul tem a capacidade de se recuperar. “A resiliência dos agricultores gaúchos é notável. Com o apoio adequado e a implementação de políticas eficazes, é possível reverter parte dos danos e retomar a produção em um prazo relativamente curto”, afirmou Carlos Mendes.

    O caminho para a recuperação, contudo, será árduo. “Vamos precisar de tempo e muito trabalho para restaurar a normalidade. Mas acreditamos na força da nossa comunidade agrícola e na capacidade de superação de todos os envolvidos”, concluiu Covatti Filho.

    As perdas provocadas pelas inundações no Rio Grande do Sul representam um golpe duro para a agricultura local, mas também evidenciam a importância da união e da resiliência para enfrentar os desafios e reconstruir um futuro mais forte e sustentável para todos.