Tag: pecuária

  • Mini vacas viram fenômeno e mudam rotina de veterinários

    Mini vacas viram fenômeno e mudam rotina de veterinários

    Elas têm pelos longos, chifres e aparência de bicho de pelúcia. As chamadas mini vacas ganharam espaço como pets nos Estados Unidos e agora começam a mudar até a rotina de clínicas veterinárias.

    O movimento aparece principalmente em pequenas propriedades. Nesses locais, alguns bovinos deixaram de ter finalidade exclusivamente produtiva e passaram a receber cuidados semelhantes aos destinados aos animais de companhia.

    Com isso, clínicas acostumadas a cães e gatos começam a enxergar uma nova demanda. A tendência foi relatada pela Today’s Veterinary Business, publicação especializada em gestão e medicina veterinária.

    Além do potencial comercial, porém, o fenômeno exige cuidados. Especialistas alertam que tamanho reduzido não elimina as necessidades de um bovino. A seleção genética também merece atenção.

    Mini vacas começam a chegar aos consultórios

    Um dos casos relatados ocorreu no estado do Missouri. Uma bezerra Highland em miniatura apresentava uma lesão na coluna e precisava de atendimento.

    Os proprietários procuraram a Orchard Hills Veterinary Clinic em busca de uma segunda opinião. No entanto, havia uma diferença importante em relação ao manejo tradicional de bovinos destinados à produção.

    Para aquela família, a bezerra era um animal de companhia. “Este é o nosso animal de estimação. Não vamos abater o nosso pet”, disseram os proprietários durante o atendimento.

    Mini vaca em atendimento veterinário
    Foto: Todays Veterinary Business

     

    Diante da decisão, a médica-veterinária Hannah Gawf, proprietária da clínica, avaliou alternativas para tratar o animal.

    Uma das possibilidades envolvia um medicamento manipulado. Além disso, o produto poderia receber um sabor mais atrativo para facilitar sua administração.

    “Com certeza. Podemos mandar manipular um medicamento e dar a ele sabor de melaço”, afirmou Gawf à Today’s Veterinary Business.

    O caso ajuda a explicar por que algumas clínicas começam a olhar para esses bovinos de outra maneira.

    De animal de produção a pet

    Segundo Gawf, a procura por um atendimento individualizado para animais de grande porte vem crescendo. Dessa forma, os veterinários encontram proprietários dispostos a buscar alternativas que antes poderiam não fazer sentido econômico em sistemas produtivos.

    “Muitos tutores modernos estão buscando um atendimento mais compassivo e personalizado para seus animais de grande porte, em vez de uma abordagem tradicional voltada à produção”, explicou a veterinária.

    Essa mudança não envolve apenas as mini vacas. Cabras, ovelhas, aves e outros animais mantidos em pequenas propriedades também aparecem entre os novos pacientes.

    Ao mesmo tempo, nem todas as regiões possuem profissionais preparados para atender diferentes espécies. Portanto, a distância até um veterinário pode se tornar um problema para os proprietários.

    Médica veterinária com cavalos
    Foto: Todays Veterinary Business

    Nesse cenário, clínicas que ampliam os serviços conseguem atender uma demanda ainda pouco explorada.

    Highland chama atenção pela aparência

    Entre os bovinos que ganharam popularidade estão os Highlands e animais selecionados para apresentar menor porte.

    A raça Highland tem origem na Escócia. Segundo a Highland Cattle Society, entidade responsável pelo registro genealógico da raça no Reino Unido, esses bovinos se desenvolveram em condições ambientais difíceis e ficaram conhecidos pela rusticidade.

    A pelagem longa é uma de suas características mais marcantes. Além disso, os chifres ajudam a criar a aparência facilmente reconhecida nas redes sociais.

    Nos animais menores, essas características ganharam ainda mais apelo.

    Vídeos mostram bezerros sendo escovados, recebendo carinho e acompanhando seus proprietários. Consequentemente, o interesse ultrapassou o universo tradicional da pecuária.

    O crescimento já havia chamado atenção fora dos Estados Unidos. Em 2024, a emissora pública australiana ABC mostrou um criatório que registrou aumento de 30% nas vendas de Highlands em miniatura em um ano.

    Apesar da aparência, entretanto, especialistas alertam que esses animais continuam sendo bovinos.

    Mini vaca exige estrutura adequada

    O tamanho reduzido não significa que uma mini vaca possa ser criada nas mesmas condições de um cachorro.

    O animal precisa de espaço, água limpa, alimentação adequada e cercas capazes de garantir segurança. Além disso, a propriedade deve oferecer estrutura para o manejo veterinário.

    Outro ponto importante é o tamanho adulto.

    Um bezerro pequeno não necessariamente permanecerá com aquelas dimensões. Por isso, avaliar somente a aparência nos primeiros meses pode levar compradores a conclusões erradas.

    Nesse sentido, conhecer os pais e o histórico do animal ajuda a estimar seu desenvolvimento.

    Da mesma forma, vacinação, controle de parasitas e acompanhamento veterinário continuam necessários. O manejo também deve considerar idade, condição corporal, alimentação e ambiente.

    Genética das mini vacas preocupa especialistas

    Além dos cuidados de rotina, a popularidade dos bovinos menores trouxe uma discussão sobre genética.

    A professora Imke Tammen, da Sydney School of Veterinary Science, da Universidade de Sydney, alertou para variantes genéticas associadas à condrodisplasia em alguns bovinos comercializados como miniatura.

    A condrodisplasia afeta o desenvolvimento de cartilagens e ossos. Portanto, dependendo da variante genética e do cruzamento realizado, podem surgir problemas importantes para a saúde dos animais.

    “Se um animal herdar duas cópias do gene, isso resulta em uma manifestação muito mais grave, e eles frequentemente nascem mortos”, explicou Tammen à ABC.

    Por isso, a procedência ganha importância no momento da compra.

    Criadores responsáveis precisam acompanhar características genéticas e evitar cruzamentos que aumentem o risco de problemas hereditários. Além disso, selecionar animais apenas pelo menor tamanho pode comprometer o bem-estar.

  • Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Leonardo ostenta império com fazenda de R$ 60 milhões e gado Nelore em Goiás

    Fora dos palcos, o cantor Leonardo construiu uma forte trajetória ligada ao campo. Além da carreira na música sertaneja, o artista mantém negócios no agronegócio e tem na Fazenda Talismã, em Goiás, sua propriedade rural mais conhecida.

    Localizada em Jussara (GO), a fazenda é avaliada em cerca de R$ 60 milhões e tem mais de 1 mil hectares, segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam a propriedade. A pecuária bovina é a principal atividade do local.

    Fazenda Talismã reúne mais de 5 mil cabeças de gado

    A propriedade abriga mais de 5 mil cabeças de gado. A atividade envolve criação e manejo de bovinos, com destaque para o gado Nelore, uma das principais raças utilizadas na pecuária de corte brasileira.

    Além da pecuária, a Fazenda Talismã conta com uma estrutura voltada ao lazer e à vida no campo. Entre os espaços já divulgados estão haras, lago, áreas de convivência e outras instalações.

    A propriedade também é associada à produção agrícola, com cultivo de soja e milho.

    O nome da propriedade está ligado à carreira musical do cantor. Talismã também foi o nome de uma música de sucesso gravada por Leandro & Leonardo.

    A fazenda fica em Jussara, no interior de Goiás, região com forte presença da atividade agropecuária.

    Da lavoura de tomates ao sucesso no sertanejo

    Antes de alcançar projeção nacional na música, Leonardo teve contato com o trabalho no campo. O cantor chegou a trabalhar em uma plantação de tomates durante a juventude.

    A carreira artística começou ao lado do irmão, Leandro, com quem formou uma das duplas mais conhecidas da música sertaneja brasileira. Depois da morte de Leandro, Leonardo seguiu carreira solo e consolidou seu nome no gênero.

  • Nova regra do MPF aperta controle sobre origem do gado na Amazônia

    Nova regra do MPF aperta controle sobre origem do gado na Amazônia

    O Ministério Público Federal (MPF) adiou para janeiro de 2027 o início de uma nova etapa de controle da origem do gado comercializado por frigoríficos na Amazônia.

    A medida amplia o alcance do TAC da Carne Legal para os chamados fornecedores indiretos, propriedades que vendem bovinos a fazendas que, posteriormente, fornecem os animais aos frigoríficos.

    A mudança busca aumentar a rastreabilidade da cadeia bovina e identificar gado proveniente de propriedades com irregularidades socioambientais, como desmatamento ilegal, embargos ambientais ou sobreposição com áreas protegidas.

    O cronograma inicialmente divulgado pelo MPF previa o início da contabilização dessas operações em julho de 2026. A implementação, porém, foi prorrogada em seis meses para ampliar o período de adaptação dos produtores e frigoríficos.

    O que são fornecedores indiretos de gado?

    O foco inicial será nos chamados fornecedores indiretos de primeiro nível.

    São propriedades rurais que movimentaram bovinos ou bubalinos para um fornecedor direto nos 24 meses anteriores à aquisição do lote pelo frigorífico.

    Na prática, o fornecedor direto é a fazenda que vende os animais ao frigorífico. Já o indireto aparece em uma etapa anterior da cadeia, fornecendo animais para essa propriedade.

    Esse elo é considerado um dos principais desafios para a rastreabilidade da pecuária porque um bovino pode passar por diferentes propriedades entre as fases de cria, recria e engorda antes de chegar ao abate.

    Como será feito o controle?

    O sistema deverá cruzar informações relacionadas à movimentação e à situação socioambiental das propriedades rurais.

    Entre as bases utilizadas no controle estão informações das Guias de Trânsito Animal (GTAs), do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e de outras bases públicas.

    O desenvolvimento técnico da solução conta com participação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de outras instituições que apoiam o TAC da Carne Legal.

    Pela metodologia apresentada pelo MPF, um fornecedor direto poderá receber um alerta quando tiver adquirido volume considerado significativo de animais provenientes de fornecedores indiretos em desacordo com os critérios socioambientais.

    Inicialmente, esse limite foi estabelecido em:

    • mais de 30% do total adquirido pelo fornecedor direto na janela analisada;
    • 50 cabeças de gado, quando esse número representar um limite menor.

    O protocolo prevê a redução gradual dessa tolerância ao longo da implementação do sistema.

    Controle começa de forma gradual

    A implementação não significa que os frigoríficos passarão imediatamente a bloquear produtores em janeiro de 2027.

    A primeira etapa será destinada à contabilização das movimentações entre fornecedores indiretos e diretos, criando uma base para as análises posteriores.

    Segundo o cronograma divulgado após o adiamento:

    • janeiro de 2027: início da contabilização das transações dos fornecedores indiretos;
    • janeiro de 2028: início das análises e emissão de relatórios preliminares, inicialmente informativos;
    • julho de 2028: previsão de início dos Relatórios de Alerta sobre Fornecedores Indiretos, que poderão gerar consequências comerciais para fornecedores em situação irregular.

    O calendário deve ser acompanhado porque o protocolo está sendo implantado de maneira gradual e pode receber novos ajustes.

    Frigorífico poderá bloquear fornecedor direto

    Quando as regras de bloqueio estiverem em vigor, o impacto comercial recairá inicialmente sobre o fornecedor direto.

    Caso o sistema identifique volume relevante de gado proveniente de propriedades indiretas fora dos critérios estabelecidos pelo TAC, o frigorífico poderá deixar de comprar animais daquele fornecedor até que a situação seja justificada ou regularizada.

    Entre os mecanismos previstos pelo MPF para permitir a retomada das negociações estão a comprovação de que o fornecedor indireto voltou a atender aos critérios socioambientais ou a apresentação de documentos e certidões que demonstrem sua regularidade na data da operação.

    TAC da Carne já controla compras diretas

    O TAC da Carne Legal estabelece compromissos socioambientais para frigoríficos que atuam na Amazônia e já é utilizado para avaliar as compras diretas de bovinos.

    As empresas participantes devem adotar mecanismos para evitar a aquisição de animais provenientes de propriedades relacionadas a desmatamento ilegal, embargos ambientais, invasão de áreas protegidas ou outras irregularidades previstas no protocolo.

    O desafio dos fornecedores indiretos é maior porque frigoríficos normalmente têm acesso direto aos dados da propriedade responsável pela venda final do animal, mas não necessariamente a todas as fazendas pelas quais o bovino passou anteriormente.

    Dados divulgados pelo próprio MPF em 2025 indicaram que frigoríficos participantes do TAC e submetidos a auditorias independentes registraram nível significativamente menor de irregularidades em comparação com empresas avaliadas por verificações automáticas.

  • Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    Aquisição de leite cresce no Brasil e chega a 6,61 bilhões de litros

    A aquisição de leite cru por estabelecimentos que operam sob algum tipo de inspeção sanitária chegou a 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026.

    O volume representa uma alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Produção Animal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A pesquisa considera estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária federal, estadual ou municipal.

    Apesar do crescimento na comparação anual, o resultado foi menor do que o observado nos três primeiros meses deste ano.

    Aquisição de leite recua frente ao primeiro trimestre

    Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a aquisição de leite apresentou queda de 2,5%.

    Nos primeiros três meses do ano, o IBGE havia registrado aquisição de aproximadamente 6,78 bilhões de litros de leite cru por estabelecimentos inspecionados.

    A diferença entre as duas comparações é importante: enquanto o setor apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve redução na passagem de um trimestre para o outro.

    Os números fazem parte das pesquisas do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos de galinha, que acompanham trimestralmente alguns dos principais segmentos da produção pecuária brasileira.

    Produção de ovos chega a 1,25 bilhão de dúzias

    A produção de ovos de galinha também apresentou crescimento no segundo trimestre de 2026.

    Segundo o IBGE, foram produzidas 1,25 bilhão de dúzias de ovos no período. O resultado corresponde a uma alta de 0,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

    Na comparação com os três primeiros meses de 2026, o crescimento foi mais expressivo, de 2,6%.

    No primeiro trimestre, a produção havia alcançado cerca de 1,21 bilhão de dúzias, segundo os dados divulgados anteriormente pelo instituto.

    Os resultados são preliminares e integram o acompanhamento trimestral realizado pelo IBGE sobre a atividade pecuária brasileira.

  • Boi gordo perde força, mas carne bovina mantém preços altos

    Boi gordo perde força, mas carne bovina mantém preços altos

    Os preços do boi gordo e da carne bovina apresentam comportamentos diferentes em agosto. Segundo o Cepea, a arroba perdeu força em São Paulo. Por outro lado, os preços da carne bovina no atacado da Grande São Paulo continuam firmes.

    De acordo com o Centro de Pesquisas, o mercado do boi gordo começou agosto ainda fortalecido. Porém, perdeu intensidade nos dias seguintes. O movimento ocorreu principalmente porque os frigoríficos reduziram a necessidade de novas compras de animais no mercado spot. Apesar desse enfraquecimento, a arroba permanece em patamares elevados.

    Suínos enfrentam período desfavorável em 2026

    O mercado independente de suínos atravessa um período de preços baixos em 2026. Até julho, o cenário provocou prejuízos aos produtores. Além disso, alguns suinocultores consultados pelo Cepea encerraram suas atividades diante das dificuldades do mercado.

    A baixa demanda agrava o cenário enfrentado pelo setor. Ao mesmo tempo, a oferta elevada de animais aumenta a disponibilidade de carne. Como consequência, as cotações do suíno vivo recuam expressivamente.

    O Cepea destacou esse cenário há duas semanas. Em julho, o suíno vivo alcançou R$ 5,18 por quilo na praça SP-5. O valor representa o terceiro menor nível de toda a série histórica da região. A praça SP-5 reúne Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba.

    Mercado de suínos repete cenário de 2022

    Os pesquisadores avaliam que o atual cenário apresenta semelhanças com o mercado observado em 2022. Naquele ano, a praça SP-5 registrou seu pior momento em fevereiro. Na ocasião, o preço médio alcançou R$ 5,97 por quilo. O valor considera preços reais, corrigidos pelo IGP-DI de julho de 2026. Assim, o mercado independente de suínos enfrenta um período de forte pressão sobre preços e rentabilidade.

  • Antes de morrer, Glória Menezes viveu em fazenda milionária com Tarcísio Meira

    Antes de morrer, Glória Menezes viveu em fazenda milionária com Tarcísio Meira

    A morte de Glória Menezes, aos 91 anos, nesta terça-feira (18), encerrou a trajetória de uma das grandes atrizes da televisão brasileira e também trouxe novamente à memória a história construída ao lado de Tarcísio Meira, seu marido por quase seis décadas.

    Fora das telas, Tarcísio construiu uma trajetória que pouca gente conhece: o ator também investiu no agronegócio e tornou-se proprietário de propiedades rurais pelo país.

    Após a morte do ator, em agosto de 2021, parte da administração dos negócios passou para o filho, Tarcísio Filho.

    Isolamento da COVID-19 foi no campo

    Antes da morte de Tarcísio, em 2021, ele e Glória Menezes viveram os últimos anos juntos em uma fazenda de gado, localizada no munícipio de Porto Feliz, no interior de São Paulo. A mudança aconteceu no início da pandemia de Covid, em março de 2020.

    O local funcionava como uma unidade produtiva moderna com foco em bem-estar animal, além de contar com biodigestores para tratar dejetos de gado — gerando biofertilizante e biogás para alimentar uma miniusina de energia limpa própria.

    Além disso, a propriedade também erviu de palco para momentos marcantes da família. Em 2021, a atriz levou a filha, Maria Amélia Brito, até o altar na cerimônia de casamento realizada nos jardins da fazenda.

    Glória Menezes acompanha filha até o altar em casamento na fazenda da família em Porto Feliz (Foto: Divulgação/Filó Cerimonial)

    A celebração cumpriu um desejo deixado por Tarcísio Meira antes de falecer e foi oficializada por uma das netas de Glória.

    Fazenda de Tarcísio Meira tem mais de 10 mil hectares

    Nio entanto, o principal empreendimento da família é a Fazenda São Marcos, com mais de 10 mil hectares em Aurora do Paraná, cuja gestão hoje é realizada por Tarcísio Filho.

    O interesse de Tarcísio Meira pela região começou ainda na década de 1970. Durante uma viagem profissional a Manaus, o ator tomou conhecimento de uma grande área disponível para compra e decidiu investir.

    Com o passar dos anos, a ligação com o Pará se fortaleceu, e o famoso chegou a dizer que havia se tornado “quase um paraense”.

    Tarcísio também investiu na comunidade

    A atuação do ator na propriedade não ficou restrita à produção agropecuária.

    Na Fazenda São Marcos, foram construídas moradias para funcionários e mantida uma escola gratuita que atendia filhos de trabalhadores, além de crianças de pequenos agricultores e colonos da região.

    Cerca de metade da extensão da propriedade também é mantida como área de preservação ambiental.

    Vizinho, o produtor Jeferson Castilhou afirmou que Meira também cultivava a harmonia e era simpático com todos ao redor.

    “A propriedade é vizinha nossa. Ele vinha comprar uva e era um senhor tranquilo, simples. Várias vezes encontrei com ele em supermercado, farmácia, padaria. Muito tranquilo, simpático.”

    Tarcísio Meira e Glória Menezes eram apreciadores da vida no campo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    “Não era só patrão, era amigo de todos do sítio, fazia de tudo por seus funcionários. Ele era acostumado a dar presente às crianças do sítio no Natal e sempre tirava fotos com todos. Por causa da pandemia, no final do ano passado ele fez depósito bancário para não ter contato com ninguém”, relembra também Regiane Domicianoma, ex-funcionária do local.

    Glória Menezes e Tarcísio ficaram juntos por quase 60 anos

    Glória Menezes e Tarcísio Meira se conheceram no início da década de 1960, quando ambos davam os primeiros passos de suas carreiras.

    Os dois se casaram em 1962 e construíram uma das uniões mais conhecidas da televisão brasileira. O casamento durou 59 anos, até a morte do ator.

    Além da vida pessoal, Glória e Tarcísio dividiram as telas inúmeras vezes e se tornaram um dos casais mais reconhecidos da dramaturgia nacional.

    Amor até o fim

    Tarcísio Meira morreu em agosto de 2021, aos 85 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.

    Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro.

  • Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Vídeo flagra gado fugindo de incêndio que avança por Jangada há quase uma semana

    Um incêndio florestal de grandes proporções avança por áreas rurais de Jangada, em Mato Grosso, e ameaça propriedades, pastagens e animais. O fogo começou na sexta-feira (14) e mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil.

    As chamas atingem áreas próximas à BR-364 e avançam também no sentido de Acorizal. Em vídeos divulgados do local, cerca de dez bois aparecem correndo pela pastagem para fugir do fogo.

    https://www.instagram.com/reel/DcNdlHqS6Nd/?igsi=ZWZ5cDhvaWt2ajlx

    O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua no combate às chamas com equipes em solo e apoio aéreo.

    Incêndio avança por áreas rurais

    Segundo o motorista Joailson Aparecido, de 34 anos, há focos próximos à cidade, na zona rural e às margens da rodovia. Ele relatou que as chamas já atingiram áreas entre Jangada e o trevo de acesso a Acorizal.

    “Aqui na região tá foco de incêndio para todo lado que tá próximo à cidade, dentro da cidade, na zona rural, próximo à rodovia, a BR. Só que o Corpo de Bombeiro já tá pelo local dando apoio com o caminhão-pipa, brigadista, avião. Só que o fogo tá muito alto mesmo, tá queimando em vários lugares”, relatou.

    O CBMMT confirmou as ações de combate ao incêndio com duas aeronaves. As equipes atuam na região desde segunda-feira (17), com militares em solo e apoio de um caminhão-pipa cedido pela Prefeitura.

    A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com trabalhos de apoio às margens da via.

    O objetivo das equipes é controlar os focos e impedir que o incêndio avance para novas áreas rurais.

    Moradores deixam propriedades com medo das chamas

    Além das pastagens e dos animais ameaçados, o avanço do fogo preocupa moradores de sítios e chácaras da região.

    Segundo Joailson, algumas pessoas estão deixando as propriedades diante da aproximação das chamas.

    “Tem muitos sitiantes, moradores que têm chácara, têm casa, estão tudo abandonando e saindo do local com medo do fogo, porque o fogo tá muito forte, tá vindo queimando tudo”, afirmou.

    Como o incêndio começou

    Segundo o prefeito, o tempo seco seria um dos principais fatores relacionados ao incêndio. Mato Grosso enfrenta condições de calor e baixa umidade, cenário que favorece a propagação do fogo em áreas de vegetação.

    Já Joailson afirma que as chamas teriam começado na região do lixão do município. Essa versão é um relato do morador e não deve ser tratada como causa oficialmente confirmada.

    De acordo com ele, o fogo teria avançado do local para uma propriedade rural próxima e depois alcançado as margens do Rio Jangada.

    “Esse incêndio começou no lixão aqui da cidade. Aí desse lixão pegou numa fazenda que tem próximo. Aí desceu na beira do Rio Jangada, atravessou o rio e pegou do outro lado e começou a queimar”, contou.

    Ainda segundo o relato, após atravessar o rio, as chamas se espalharam por chácaras e propriedades próximas à rodovia.

  • Embrapa descobre nova bactéria ligada a doença em bovinos

    Embrapa descobre nova bactéria ligada a doença em bovinos

    Pesquisadores da Embrapa, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o Instituto Biológico (IB), identificaram uma nova espécie de bactéria associada à ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB).

    Conhecida entre produtores como mal do olho, doença do olho gordo ou pinkeye, a enfermidade afeta principalmente bovinos jovens e pode comprometer a visão dos animais.

    A nova espécie foi denominada Moraxella tarda e foi isolada da mucosa nasal de bovinos da raça Hereford que apresentavam sinais iniciais da doença.

    Nova espécie de bactéria foi identificada em bovinos

    A pesquisa envolveu equipes da Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Gado de Corte.

    As coletas foram realizadas em campo, na Embrapa Pecuária Sul, no Rio Grande do Sul. Depois, as amostras foram encaminhadas para análises em laboratórios das unidades de Gado de Leite, em Minas Gerais, e Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

    Segundo os pesquisadores, o trabalho começou em 2018, com as primeiras coletas realizadas em campo.

    “Essa conquista reflete uma jornada que começou em 2018 com as coletas em campo. O depósito nessas coleções valida definitivamente Moraxella tarda no catálogo global de microrganismos”, afirma a pesquisadora Marta Martins, autora correspondente da publicação.

    Ainda de acordo com a pesquisadora, a descoberta foi resultado da cooperação entre as equipes e instituições envolvidas no estudo.

    Bactéria tem características genéticas próprias

    As amostras passaram por análises bioquímicas, fisiológicas e genômicas para determinar as características do microrganismo.

    O processo permitiu diferenciar a nova espécie de outras bactérias do gênero Moraxella já associadas à enfermidade, como M. bovis e M. bovoculi.

    O sequenciamento completo do genoma indicou que a bactéria possui identidade genética própria, característica utilizada pelos pesquisadores para sua classificação.

    Para que a descoberta fosse reconhecida internacionalmente, também foram seguidos os critérios taxonômicos necessários para a descrição de uma nova espécie bacteriana.

    Amostras foram depositadas em coleções microbiológicas

    Parte das amostras de Moraxella tarda foi depositada em coleções microbiológicas da Bélgica, de Portugal e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

    Esse depósito faz parte do processo necessário para a validação científica de uma nova espécie bacteriana.

    O procedimento também permite que o microrganismo fique disponível para futuras pesquisas e análises científicas.

    A escolha do nome

    O nome Moraxella tarda está relacionado ao comportamento da bactéria durante o crescimento em laboratório.

    Segundo os pesquisadores, outras espécies do gênero costumam formar colônias em aproximadamente 24 horas. Já o novo microrganismo leva cerca de 48 horas para apresentar crescimento visível.

    A característica chamou a atenção da equipe durante as análises e levou à realização de investigações adicionais, que confirmaram tratar-se de uma espécie inédita.

    Descoberta pode ajudar no controle da doença

    A identificação da bactéria amplia o conhecimento científico sobre a ceratoconjuntivite infecciosa bovina e pode contribuir para novas pesquisas relacionadas ao diagnóstico, à prevenção e ao controle da enfermidade.

    O pesquisador da Embrapa Fernando Cardoso, um dos autores do trabalho, destaca que a descoberta pode contribuir para estudos envolvendo diferentes estratégias de controle.

    Segundo ele, o conhecimento sobre o microrganismo pode ser importante para o desenvolvimento de vacinas polivalentes, além de estratégias como seleção de animais mais resistentes e medidas de manejo.

    A descoberta, portanto, não significa que exista atualmente uma vacina específica disponível contra a nova espécie. Ela representa uma nova informação científica que pode subsidiar pesquisas futuras.

    O que é a ceratoconjuntivite infecciosa bovina?

    A ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB) é uma enfermidade ocular que afeta bovinos, principalmente bezerros e animais de raças europeias, também chamadas de taurinas.

    Entre os principais sinais estão:

    • inflamação nos olhos;
    • dor;
    • lacrimejamento;
    • lesões e úlceras na córnea;
    • comprometimento da visão.

    Em casos mais graves, a enfermidade pode provocar perda parcial ou total da visão.

    Além dos impactos sobre o bem-estar dos animais, a doença também pode trazer consequências para a produtividade do rebanho. A dor contínua tende a reduzir o apetite e o ganho de peso.

    O tratamento também exige manejo frequente dos animais, aumentando o trabalho necessário dentro da propriedade rural.

  • Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    Minerva sofre queda de 57% no lucro do 2º trimestre

    A Minerva registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre abril e junho de 2025, a companhia havia alcançado lucro de R$ 458,3 milhões.

    Apesar da retração no resultado, a receita líquida da empresa apresentou crescimento. No trimestre, o indicador chegou a R$ 14,1 bilhões, alta de 1,3% na comparação anual.

    No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida consolidada atingiu R$ 57,2 bilhões, o maior patamar registrado pela companhia nessa base de comparação. O resultado representa avanço de 29,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 1,23 bilhão no segundo trimestre. O valor representa uma redução de 5,5% ante os R$ 1,30 bilhão registrados um ano antes.

    Além disso, a margem Ebitda ajustada também recuou. O indicador ficou em 8,7% no trimestre, ante 9,4% no segundo trimestre de 2025, uma redução de 0,6 ponto percentual.

    Empresa busca diminuir custo da dívida

    Em comunicado, a Minerva destacou que continua avaliando oportunidades para aprimorar a gestão do passivo financeiro.

    A estratégia tem como objetivo construir uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

    Nesse movimento, a companhia citou a recente emissão de US$ 600 milhões em Bonds 2036. A operação registrou demanda 2,5 vezes superior ao volume ofertado.

    Além da emissão internacional, a empresa também destacou outras iniciativas realizadas no mercado de capitais brasileiro. Segundo a Minerva, as operações contribuem para alongar o perfil da dívida e reforçar a estratégia de gestão financeira.

    O desempenho do trimestre ocorre, portanto, em um cenário de crescimento da receita anual, mas com pressão sobre o lucro e sobre o resultado operacional da companhia na comparação com o mesmo período de 2025.

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  • Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Aprenda como calcular a área necessária para o manejo do gado confinado

    Saber calcular a área necessária para o cuidado do gado é uma das necessidades básicas de um proprietário rural. O espaço disponível precisa ser suficiente para permitir a movimentação dos animais e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso à alimentação, à água e às áreas de descanso.

    Como referência, um confinamento com 100 bovinos pode precisar de cerca de 2 mil metros quadrados, considerando uma área de aproximadamente 20 m² por animal. A conta, porém, não deve ser aplicada de maneira isolada, já que o tamanho adequado depende também das características da instalação e do sistema de manejo adotado.

    Como fazer o cálculo?

    A conta básica é simples. Basta multiplicar a quantidade de animais pela área estimada para cada bovino.

    Por exemplo, para um lote de 100 animais, o cálculo seria de 100 × 20 m², resultando em 2 mil m². Para 200 bovinos, seriam cerca de 4 mil m². Já um confinamento com 500 animais precisaria de aproximadamente 10 mil m² dentro desse mesmo parâmetro.

    Essa metragem, entretanto, corresponde à referência de espaço para os animais. O planejamento completo ainda precisa considerar as estruturas utilizadas no manejo.

    Espaço interfere no bem-estar do gado

    No confinamento, os bovinos permanecem em uma área delimitada e dependem da estrutura disponível para realizar atividades essenciais, como comer, beber água, descansar e se movimentar.

    Por isso, uma área mal dimensionada pode dificultar o manejo e aumentar problemas como a concentração de lama e dejetos, especialmente durante períodos de chuva.

    Além disso, o excesso de animais em um espaço pequeno  também pode aumentar a competição por recursos e prejudicar as condições de conforto do rebanho.

    A drenagem do terreno é outro ponto importante. Quando a água não consegue escoar adequadamente, o acúmulo de lama pode comprometer a locomoção e o descanso dos bovinos.

    Área do confinamento não é o único cálculo

    Apesar de a metragem por animal ser um dos principais parâmetros, o produtor também precisa dimensionar corretamente o acesso aos cochos e bebedouros. A disposição dessas estruturas deve permitir que os bovinos consigam se alimentar e beber água sem dificuldades.

    O sistema utilizado também influencia o espaço necessário. Instalações a céu aberto e estruturas fechadas possuem características diferentes e podem trabalhar com referências distintas de área por animal.

    Por isso, os 20 m² por bovino devem ser entendidos como uma referência de cálculo, e não como uma regra universal para todos os sistemas de confinamento.

    Como definir a área ideal?

    O primeiro passo é estabelecer quantos animais serão confinados. A partir daí, o produtor pode utilizar uma referência de área por cabeça para chegar à metragem inicial do curral.

    Depois, é necessário avaliar o terreno, a drenagem, a localização dos cochos e bebedouros e os espaços necessários para circulação e manejo. Também é importante considerar as condições climáticas da região e a possibilidade de formação de lama.

    Assim, calcular a área para o gado confinado vai além de descobrir quantos animais cabem em determinado espaço. O objetivo é criar uma estrutura que permita manejo eficiente e condições adequadas de bem-estar para o rebanho.

    Para uma referência de 20 m² por animal, a conta é direta: 100 bovinos exigem cerca de 2 mil m²; 200 animais, 4 mil m²; e 500 bovinos, aproximadamente 10 mil m². A definição final, porém, deve considerar as características específicas de cada confinamento.