Tag: outubro

  • Baixa produção mantém alta nos preços da mandioca

    Baixa produção mantém alta nos preços da mandioca

    Os preços da mandioca para a indústria subiram novamente em outubro, impulsionados pela baixa oferta, aponta levantamento do Cepea. As chuvas em praticamente todas as regiões consultadas limitaram as atividades no campo e reduziram a disponibilidade do produto.

    Além disso, muitos produtores evitaram vender, já que a rentabilidade foi afetada pela queda no teor de amido. Segundo o Cepea, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia atingiu R$ 572,96, o que equivale a R$ 0,9964 por grama de amido. O valor representa alta de 0,5% em relação à semana anterior.

    Aumento de preços em outubro

    Na comparação entre as médias mensais, o preço avançou 12% de setembro para outubro, em termos nominais. Esse foi o segundo mês seguido de valorização, reforçando a firmeza do mercado.

    Nos derivados, o cenário segue lento. No caso da fécula, pesquisadores explicam que muitos compradores se anteciparam e garantiram o abastecimento entre o fim de setembro e a primeira quinzena de outubro. Outros, porém, adiaram novas compras, diante da expectativa de queda nos preços no início de 2026.

  • Poder de compra do suinocultor cai em outubro; confira

    Poder de compra do suinocultor cai em outubro; confira

    O poder de compra do suinocultor paulista enfraqueceu em outubro frente ao milho e ao farelo de soja, segundo o Cepea. Os pesquisadores apontam que o suíno vivo se desvalorizou, reflexo da demanda enfraquecida no mercado interno.

    Enquanto isso, o milho registrou leve alta nos preços, pressionando a relação de troca para o produtor.
    O farelo de soja também caiu, mas em ritmo menor que o observado para o suíno vivo.

    Mesmo com a perda de poder de compra em relação ao milho, o desempenho de outubro segue acima da média histórica iniciada em 2004, destaca o Cepea.

  • Boi gordo e carne mantêm preços altos em outubro

    Boi gordo e carne mantêm preços altos em outubro

    Os preços do boi gordo seguem firmes em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. As escalas de abate estão ligeiramente mais curtas que na semana passada.

    Frigoríficos elevam os valores quando precisam intensificar as compras e mantêm as cotações nos dias seguintes. As novas altas são administradas conforme a necessidade de recompor as escalas.

    Em São Paulo, os negócios ocorrem principalmente entre R$ 310 e R$ 315 por arroba, segundo o Cepea. Ainda assim, pecuaristas resistem e pedem valores acima de R$ 320.

    No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne também mostram reajustes positivos ao longo de outubro. Mesmo com a redução típica nas vendas do varejo, o mercado se mantém aquecido.

    A oferta limitada de carne dos frigoríficos aos atacadistas sustenta as cotações em patamares firmes. O cenário reforça o equilíbrio entre a demanda e a disponibilidade de produto neste final de mês.

  • Preços do boi gordo continuam em alta em outubro

    Preços do boi gordo continuam em alta em outubro

    As cotações do boi gordo seguem em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea desde o início de outubro. A menor disponibilidade de animais prontos para o abate mantém a procura firme e sustenta os preços.

    Segundo o Cepea, mesmo com os contratos de confinadores garantindo parte do suprimento aos frigoríficos, as escalas de abate estão mais curtas neste mês. Esse cenário tem elevado a busca por animais no mercado de balcão.

    No acumulado de outubro, os preços do boi permanecem firmes nas 28 regiões pesquisadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações ocorrem entre R$ 305 e R$ 315 por arroba, com alguns negócios chegando a R$ 320.

    Com os valores atuais, a diferença entre a arroba do boi gordo e 15 quilos de carcaça é a menor do ano, aponta o Centro de Pesquisas.

  • Algodão inicia outubro com queda nos preços

    Algodão inicia outubro com queda nos preços

    Os preços do algodão em pluma começaram outubro em queda, segundo levantamento do Cepea. A paridade de exportação atingiu o menor patamar nominal desde dezembro de 2020, pressionando os valores no mercado interno.

    Pesquisadores do Cepea explicam que os estoques globais elevados influenciam o cenário atual. A desvalorização do dólar, que chegou ao menor nível desde meados de 2024, intensificou a queda da paridade de exportação.

    A colheita recorde começa a chegar ao mercado spot, aumentando gradualmente a oferta. Parte dos vendedores reduziu os preços para fechar negócios, gerar caixa ou liquidar volumes específicos.
    Mesmo com essa estratégia, a demanda permanece contida, apontam os levantamentos do Cepea.

  • Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Brasil abre 34 novos mercados agrícolas em outubro

    Em outubro, o Brasil obteve o segundo maior resultado histórico na abertura de mercados para produtos agrícolas. No mês, o país criou 34 novas oportunidades de exportação em 12 países, quase igualando as 35 aberturas registradas durante todo o ano de 2019. Portanto, esse desempenho ficou atrás apenas de setembro deste ano, que bateu recorde com 55 novos mercados em 14 países.

    Principais destinos

    Entre os principais destinos de outubro, destacam-se a Arábia Saudita, que passou a receber algodão em pluma e caroço. Já o Gabão, com sementes de milho, sorgo, soja e braquiária; e a Colômbia, com sementes de setária. Outros produtos que ganharam novos mercados incluem amêndoas de cacau e erva-mate para países da União Eurasiática (como Rússia e Armênia). Além disso, sêmen e embriões de ovinos e caprinos para Cuba, frutos secos de macadâmia para o Japão e carne de ovinos e caprinos para o Catar.

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    Outras aberturas de mercados

    Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil abriu 192 mercados em 48 destinos nos últimos 10 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, em 2023, e da gestão do ministro Carlos Fávaro no Mapa, o total subiu para 270 mercados em 61 países.

    “O avanço na abertura de mercados comprova que o Brasil oferece atributos essenciais atualmente, como sanidade, sustentabilidade e competitividade. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto liderado pelos ministros Carlos Fávaro e Mauro Vieira e do apoio dos adidos agrícolas nas negociações comerciais”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. Ele destacou que mais de 65% das aberturas ocorreram em postos com adidos agrícolas. Em resumo, a expansão dessas representações de 29 para 40 postos deverá impulsionar novos recordes.

    Fortalecimento das exportações

    A abertura de novos mercados vem fortalecendo as exportações brasileiras. Em setembro, as vendas externas do agronegócio atingiram o recorde de US$ 14,19 bilhões, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações do setor somaram US$ 166,19 bilhões. Ou seja, uma alta de 1,8% sobre os US$ 163,19 bilhões do período anterior.

  • Preços do etanol e trigo caem com oferta elevada

    Preços do etanol e trigo caem com oferta elevada

    Os preços do etanol no mercado spot de São Paulo recuaram novamente na última semana. Pesquisadores do Cepea apontam que os compradores seguiram pressionando por valores menores, conseguindo sucesso em diversas negociações. Além dessa pressão, algumas usinas paulistas tiveram que escoar volumes estocados.

    Preços do etanol

    Entre 30 de setembro e 4 de outubro, o indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado caiu para R$ 2,4590/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), representando uma queda de 0,65% em relação à semana anterior.

    O indicador do etanol anidro registrou recuo de 1,22%, fechando a R$ 2,7425/litro, também líquido de impostos. Enquanto isso, a moagem da safra 2024/25 segue para a reta final na região Centro-Sul.

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    Preços do trigo

    Os preços do trigo no Rio Grande do Sul registraram queda significativa no início de outubro. Segundo o Cepea, além do avanço da colheita, a baixa demanda está pressionando os valores, já que muitos moinhos estão com estoques suficientes e afastados das compras no mercado spot. Ou seja, os vendedores, por sua vez, têm ajustado os preços apenas em negociações pontuais.

    O abastecimento de moinhos no estado tem sido garantido, em grande parte, por importações, principalmente da Argentina e do Uruguai. Em setembro, 48,82 mil toneladas de trigo foram importadas pelo Rio Grande do Sul, conforme dados da Secex.

    No total, o Brasil importou 592,13 mil toneladas do cereal no mesmo mês, o maior volume registrado para setembro desde 2016. Ou seja, de janeiro a setembro de 2024, as importações de trigo já somam 5,148 milhões de toneladas, superando em 23% o total importado em 2023.