Tag: mercados internacionais

  • Brasil deve superar meta histórica de 700 mercados abertos para o agro, diz ministro

    Brasil deve superar meta histórica de 700 mercados abertos para o agro, diz ministro

    O Brasil deve ultrapassar a meta de alcançar 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários antes do fim do atual governo. A projeção foi feita nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante a abertura da primeira edição do Outlook Agro Brasil, em Brasília.

    Segundo o ministro, o desempenho das exportações brasileiras reflete a confiança internacional na qualidade dos produtos agropecuários do país e na eficiência do sistema de defesa sanitária nacional.

    Credibilidade sanitária impulsiona expansão do agro

    Durante o evento, André de Paula destacou que o Brasil vem acumulando recordes sucessivos de abertura de mercados e afirmou que a tendência é de continuidade desse avanço.

    “Nós temos como desafio chegar a 700 mercados até o fim do governo, e nós vamos passar essa meta”, declarou.

    Para o ministro, a conquista é resultado da reputação construída pelo agronegócio brasileiro junto aos compradores internacionais.

    “As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade deles”, afirmou.

    Defesa agropecuária seguirá como prioridade

    André de Paula ressaltou que o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação representa uma conquista histórica para o setor.

    Segundo ele, o novo status sanitário amplia oportunidades comerciais para os produtores brasileiros, mas exige monitoramento constante para preservar a confiança dos parceiros internacionais.

    O ministro afirmou que o país possui estrutura para responder rapidamente a eventuais ocorrências da doença e destacou a capacidade nacional de produção de antígenos.

    Governo busca ampliar presença do agro no comércio global

    O Ministério da Agricultura pretende manter a estratégia de abertura comercial como uma das principais ferramentas para impulsionar as exportações do agronegócio.

    De acordo com André de Paula, o objetivo é ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos destinos e fortalecer as relações comerciais já existentes.

    O ministro também destacou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na promoção internacional do agronegócio brasileiro.

    Segundo ele, a atuação do governo busca consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, ampliando a competitividade do setor e reforçando sua presença no mercado global.

  • Brasil bate recorde histórico com US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025

    Brasil bate recorde histórico com US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025

    O Brasil registrou exportações recordes de US$ 348,7 bilhões em 2025, superando em US$ 9 bilhões a marca anterior de 2023. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou os dados nesta terça-feira (6/1), consolidando os três últimos anos como os melhores da história da balança comercial brasileira.

    As exportações cresceram 3,5% em valor e 5,7% em volume comparado a 2024. O crescimento volumétrico supera em mais do dobro a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o comércio global em 2025, estimada em 2,4%.

    Mais de 40 mercados batem recordes de compras

    O país conquistou novos patamares em mais de 40 mercados internacionais, incluindo Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

    “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirma o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.

    Importações e corrente de comércio alcançam recordes históricos

    As importações atingiram US$ 280,4 bilhões em 2025, valor 6,7% superior ao ano anterior e quase US$ 8 bilhões acima do recorde de 2022. A corrente de comércio somou US$ 629,1 bilhões, o maior patamar da série histórica, com crescimento de 4,9% sobre 2024.

    O superávit comercial fechou em US$ 68,3 bilhões, terceiro maior da história, ficando atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

    O último mês do ano trouxe exportações recordes de US$ 31 bilhões, crescimento de 24,7% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 21,4 bilhões (+5,7%), gerando saldo de US$ 9,6 bilhões (+107,8%), também recorde para o mês. A corrente de comércio alcançou US$ 52,4 bilhões (+16,2%).

    Indústria de transformação lidera com US$ 189 bilhões

    A indústria de transformação cresceu 3,8% em valor e registrou aumento de 6% em volume, atingindo o montante recorde de US$ 189 bilhões. O setor estabeleceu recordes nas exportações de diversos produtos:

    • Carne bovina: US$ 16,6 bilhões
    • Carne suína: US$ 3,4 bilhões
    • Alumina: US$ 3,4 bilhões
    • Veículos para transporte de mercadorias: US$ 3,1 bilhões
    • Caminhões: US$ 1,8 bilhões
    • Café torrado: US$ 1,2 bilhões

    A indústria extrativa aumentou 8% o volume exportado. Minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas) bateram recordes de embarque.

    Agronegócio mantém força nas exportações

    Os bens agropecuários cresceram 3,4% em volume e 7,1% em valor. O café verde alcançou valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja registrou volume histórico de 108 milhões de toneladas. O algodão em bruto também estabeleceu marca com 3 milhões de toneladas exportadas.

    As exportações para a China cresceram 6% e atingiram US$ 100 bilhões, impulsionadas por soja, carne bovina, açúcar, celulose e ferro-gusa. A União Europeia registrou crescimento de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves.

    A Argentina apresentou salto de 31,4% nas compras de produtos brasileiros, puxado pelo setor automotivo.

    Estados Unidos reduzem compras em 6,6%

    As exportações para os Estados Unidos caíram 6,6% no ano, concentrando a redução entre agosto e dezembro. O governo norte-americano impôs tarifas sobre parte dos produtos brasileiros, gerando a maior queda em outubro (-35,4%). Dezembro mostrou recuperação, com redução de apenas 7,2% e embarques de US$ 3,4 bilhões.

    Nas importações, os bens de capital registraram o maior aumento (+23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As importações de combustíveis recuaram 8,6%.

    O Brasil aumentou as compras originárias da China (11,5%), Estados Unidos (11,3%) e União Europeia (6,4%). A importação de produtos argentinos recuou 4,7%.

  • Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    Espírito Santo: exportações do agronegócio mantêm estabilidade em 2025

    O agronegócio do Espírito Santo alcançou um novo recorde histórico nos cinco primeiros meses de 2025. As exportações somaram US$ 1,249 bilhão (aproximadamente R$ 6,9 bilhões), o maior valor já registrado para o período de janeiro a maio. O desempenho representa estabilidade em relação ao mesmo intervalo de 2024, com leve crescimento de 0,1%. E segue a tendência nacional, já que o Brasil registrou alta de 0,6% nas exportações do setor no mesmo período.

    O Espírito Santo embarcou 967,8 mil toneladas de produtos agropecuários para o exterior entre janeiro e maio de 2025. E se mantém como referência nacional em diversificação e competitividade. O complexo cafeeiro permanece como principal destaque, respondendo por US$ 612,2 milhões (49% do total exportado). Celulose (US$ 388,6 milhões, 31,1%) e pimenta-do-reino (US$ 175,7 milhões, 14,1%) vieram logo em seguida. Outros produtos relevantes foram mamão (US$ 13,9 milhões), carne bovina (US$ 12,1 milhões), chocolates e preparados com cacau (US$ 7,5 milhões), gengibre (US$ 5,2 milhões), pescados (US$ 5,1 milhões), álcool etílico (US$ 3,9 milhões) e ovos (US$ 3,6 milhões).

    Ovos superam carne de frango e exportações crescem 736%

    Um dado inédito foi registrado na avicultura capixaba. As exportações de ovos cresceram 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, ultrapassando pela primeira vez a carne de frango em valor exportado. Os Estados Unidos foram responsáveis por 97% das compras de ovos capixabas. Outros produtos que apresentaram forte crescimento em valor exportado foram pimenta-do-reino (+150%), pescados (+121,4%), café solúvel (+84,1%), mamão (+33,4%) e gengibre (+2,2%). Em volume, os maiores avanços ocorreram em ovos (+380,6%), pescados (+86,3%), pimenta-do-reino (+51,2%), mamão (+34,5%), gengibre (+21,5%) e café solúvel (+17,4%).

    Os produtos capixabas chegaram a 111 países no período, com destaque para os Estados Unidos (20,3% do valor comercializado), Turquia (9,7%) e China (7,0%) como principais destinos. O agronegócio representou 31,53% das exportações totais do Espírito Santo entre janeiro e maio de 2025.

    Liderança nacional em produtos estratégicos

    O Espírito Santo consolidou-se como o maior exportador brasileiro de gengibre (58% da participação nacional), pimenta-do-reino (65%) e mamão (42%). No segmento do café, o estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, considerando café cru, solúvel e torrado/moído.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o desempenho do agro capixaba evidencia a competitividade do setor e a capacidade de adaptação frente às oscilações do mercado internacional. A diversificação da pauta exportadora e a conquista de novos mercados têm sido fundamentais para amortecer os efeitos da queda nas exportações de café registrada em todo o Brasil neste início de ano.

    “O crescimento das exportações de ovos é histórico, com aumento de 736,5% em relação ao mesmo período de 2024, com os Estados Unidos respondendo por 97% das compras”, destacou Enio Bergoli, secretário de Agricultura do Espírito Santo.

    A Secretaria de Agricultura desconsiderou os dados de exportação de açúcar de cana referentes a fevereiro e março de 2024 da análise anual, após identificar inconsistências nas bases oficiais. As informações apresentaram distorções em relação às médias históricas e aos dados fornecidos pelas indústrias do setor.

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  • Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    Doença de Newcastle desafia exportações brasileiras de ovos

    O avanço da doença de Newcastle no Brasil tem imposto desafios significativos às exportações de ovos, mesmo diante do crescimento histórico do setor. Em março de 2025, as exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos atingiram 2.705 toneladas, um aumento expressivo de 346,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O surto de gripe aviária nos EUA impulsionou a demanda, tornando o país o principal destino dos ovos brasileiros. No entanto, a presença do vírus da doença de Newcastle em território nacional gera restrições comerciais, especialmente para mercados de alto valor agregado, como os de ovos para consumo humano e ovos líquidos pasteurizados.

    A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso das aves. Ela apresenta sintomas como tosse, espirros, torcicolo, paralisias, diarreia, queda na produção de ovos e alta mortalidade em casos graves. Em granjas comerciais, a ocorrência da doença resulta em prejuízos econômicos devido à redução da produtividade, aumento dos custos sanitários e necessidade de abate sanitário. Países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e União Europeia impõem exigências rigorosas e restringem a importação de ovos e derivados de regiões com histórico da doença.

    Segundo Eduardo Muniz, gerente técnico de aves da Zoetis, “o último caso da doença no Brasil foi detectado em 2024. Mesmo sem surtos ativos, a simples presença do vírus já é suficiente para limitar exportações, reforçando a necessidade de vigilância epidemiológica e programas de imunização robustos”.

    Agilidade

    A resposta rápida das autoridades sanitárias brasileiras à detecção da doença no Rio Grande do Sul foi fundamental para evitar impactos mais severos nas exportações. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura foi uma medida esperada, alinhada aos acordos sanitários internacionais. E demonstra o compromisso do Brasil com a transparência e a segurança sanitária. Em cenários extremos, os embargos podem impactar até 7% da produção mensal. Mas a expectativa é de rápida retomada da normalidade, graças à eficiência das ações de monitoramento e esclarecimento.

    A vacinação é a principal estratégia de controle da doença de Newcastle na avicultura brasileira. Conforme a Instrução Normativa MAPA nº 56/07, a imunização é obrigatória para estabelecimentos com aves de ciclo longo, como reprodutoras e poedeiras comerciais. A notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) é obrigatória em casos de suspeita ou detecção do vírus. Isso conforme determina o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura.

    A expectativa do setor é de crescimento de 62% nas exportações de ovos em 2025, podendo atingir 30 mil toneladas, segundo a ABPA. Para manter a competitividade e garantir acesso aos mercados internacionais, é fundamental intensificar a vigilância sanitária e os esforços de imunização. A sustentabilidade e o sucesso da avicultura nacional dependem do compromisso contínuo com a sanidade do plantel. E assim, assegurando aprodutividade e reputação do Brasil como fornecedor confiável de produtos avícolas.

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  • São Paulo inicia exportação de avocado para novos países

    São Paulo inicia exportação de avocado para novos países

    O estado de São Paulo, maior produtor nacional de abacate, está expandindo suas fronteiras comerciais ao iniciar a exportação do avocado da variedade Hass para o Japão e o Chile. Essa nova etapa no mercado internacional foi possível após missões estrangeiras visitarem o estado desde 2023 para validar os requisitos fitossanitários necessários para a importação.

    O Chile, segundo maior consumidor per capita de avocado no mundo, oferece uma oportunidade significativa para o produto paulista. “O consumo chileno é altíssimo, com cerca de 8kg por pessoa/ano, e vem subindo. É um país que nos gera altas expectativas. Esse ano será experimental, mas no futuro esperamos importantes ganhos”, destaca Lígia Carvalho, produtora e diretora da Jaguary, pioneira no desenvolvimento do abacate Hass no Brasil.

    Outra vantagem é a produção brasileira estar na contra-safra do avocado chileno, que produz até agosto, enquanto no Brasil a safra ocorre de fevereiro a junho/julho. O Japão, por sua vez, é um importante comprador de frutas frescas na Ásia, representando um potencial significativo para a expansão das vendas, embora a distância e as exigências do mercado japonês ainda apresentem desafios.

    Produção e mercado nacional

    Em 2024, São Paulo produziu mais de 223 mil toneladas de abacate, com destaque para as regiões de Ourinhos, Mogi Mirim e São João da Boa Vista. No mercado nacional, o consumo de avocado ainda é baixo, com o brasileiro consumindo em média 300 gramas por ano. “Há um caminho a trilhar que envolve muitos desafios: comunicação, marketing, ensinar sobre o avocado, quais as possibilidades de consumo, e principalmente, não ter ruptura do produto no supermercado”, afirma Lígia Carvalho.

    “A abertura de mercados internacionais para os produtos paulistas reforça a qualidade e a competitividade da fruticultura do Estado. São Paulo se destaca não apenas pelo volume. Mas pela excelência em atender os mais rigorosos padrões fitossanitários internacionais”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

    Garantia fitossanitária

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) garante o cumprimento dos requisitos fitossanitários para a exportação, realizando inspeções e monitoramentos nas propriedades e casas de embalagem. Atualmente, estão cadastradas cinco propriedades e cinco casas de embalagem para o abacate Hass.

    “A certificação é feita através do acompanhamento de campo do responsável técnico habilitado. Assim, garante o cumprimento das medidas, como inspeção, monitoramento e retirada de frutos caídos. Todo o processo é auditado pela CDA”, explica a engenheira agrônoma Cristina Abi Rached Iost. Ela é gerente do Programa Estadual de Certificação Fitossanitária e do Programa Estadual de Exportação de Produtos Vegetais.

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  • Brasil bate recorde em exportações em janeiro de 2025

    Brasil bate recorde em exportações em janeiro de 2025

    O agronegócio brasileiro iniciou 2025 com um salto estratégico: US$ 11 bilhões em exportações em janeiro, segundo maior valor já registrado para o período, e a abertura de 24 novos mercados internacionais. A alta foi impulsionada pela valorização de commodities como café, celulose e algodão, que compensaram a queda nas vendas de soja e milho, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura (Mapa).

    Crescimento de 5,3% nos preços e alta em setores como café, celulose e algodão impulsionam receita de US$ 11 bilhões, segundo maior valor para o mês na história.

    O índice geral de preços das exportações subiu 5,3% em janeiro, reflexo da demanda internacional por produtos-chave:

    • Café verde: Receita de US$ 1,3 bilhão (+79,4%), com preços 63,8% maiores.
    • Celulose: Vendas ultrapassaram US$ 1 bilhão (+44,1%), com destaque para China (+53,3%) e UE (+60,2%).
    • Algodão: Alta de 47,5% (US$ 710,7 milhões), sustentado por safra recorde e demanda do Paquistão e Vietnã.

    Seis setores superaram a marca de US$ 1 bilhão em exportações, incluindo carnes (18,9% do total) e complexo sucroalcooleiro (10%).

    Países emergentes ganham destaque

    A política de expansão do Mapa, liderada pelo ministro Carlos Fávaro, ampliou a presença brasileira em mercados emergentes:

    • Paquistão: +166,3% nas importações.
    • Bangladesh: +85,1% (país recebeu um dos 11 novos postos de adidância do Brasil).
    • Turquia: +122,7%.

    Parceiros tradicionais também cresceram: a União Europeia aumentou compras em 39,5% (US$ 1,89 bilhão), enquanto a China manteve relevância com alta de 53,3% em celulose.

    Frutas e produtos não convencionais: o novo foco

    Enquanto commodities tradicionais lideram, nichos como frutas tropicais e produtos não convencionais ganham espaço:

    • Exportações de gergelim para a Índia cresceram 250,6%.
    • Óleo essencial de laranja teve alta de 19,5%, com a UE superando os EUA como maior comprador.
    • Frutas brasileiras foram vendidas para 137 países, somando US$ 1,3 bilhão em 2024.

    A expectativa é que a abertura do mercado chinês para gergelim e a participação do Brasil na maior feira de frutas do mundo (Berlim) ampliem oportunidades.

    Visitas presidenciais e ferramentas de apoio

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará Japão e Vietnã em fevereiro para reforçar acordos comerciais, com foco em proteína animal e frutas. Paralelamente, plataformas como AgroInsights e Passaporte Agro, lançadas pelo Mapa, ajudam produtores a identificar demandas globais.

    “Estamos qualificando nossa inserção internacional, diversificando produtos e destinos para gerar emprego e renda no interior”, afirma Luís Rua, secretário de Comércio do Mapa.

    Perspectivas para 2025: Com a valorização de commodities, investimento em nichos e abertura de mercados, o Brasil consolida-se como peça central no tabuleiro global do agronegócio. A próxima parada: consolidar as frutas brasileiras como símbolo de qualidade e sustentabilidade.

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  • Agro brasileiro bate recorde com 300 mercados abertos

    Agro brasileiro bate recorde com 300 mercados abertos

    O Brasil alcançou um marco histórico no agronegócio com a abertura de 300 novos mercados internacionais em menos de dois anos. Ou seja, o feito consolida o país como um dos principais players globais do setor.

    O esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) garantiu o resultado em 23 meses. O governo afirma que, desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil incorporou 62 novos destinos à pauta exportadora. Como resultado, houve a ampliação de diversidade de mercados e produtos.

    “Hoje celebramos uma conquista histórica para o setor agropecuário brasileiro. São 300 mercados abertos durante o terceiro mandato do presidente Lula. Gerando emprego e oportunidades para nossos agricultores, pecuaristas, e todos os que fazem parte dessa cadeia produtiva. Em 2025, seguiremos com o mesmo empenho e determinação. Buscando ainda mais conquistas para o agro, garantindo que o Brasil continue a crescer, oferecendo mais oportunidades para os brasileiros”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Agro brasileiro com mercados variados

    A diversificação das exportações foi fundamental para esse avanço. Além de carnes e grãos, itens como embriões, gergelim, uvas frescas, erva-mate, sorgo, açaí em pó, sementes, noz-pecã e produtos de reciclagem animal, como penas de aves, ganharam espaço no mercado internacional.

    Outro ponto de destaque foi a expansão da rede de adidos agrícolas. Em resumo, com a criação de 11 novos postos estratégicos, o Brasil agora conta com 40 representantes no exterior. Esses profissionais têm papel essencial na superação de barreiras técnicas e na promoção dos produtos brasileiros.

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    Para 2025, reforçaremos ainda mais as ações de promoção comercial em conjunto com a ApexBrasil e o MRE para que todas as oportunidades que estão sendo geradas possam ser efetivadas de maneira que o Brasil continue reforçando sua posição na geopolítica da paz”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

    Com perspectivas positivas para 2025, a expectativa é de mais abertura de mercados. Ao mesmo tempo, o governo espera fortalecer as parcerias com a ApexBrasil e intensificar as ações de promoção comercial. Portanto, esses fatores devem impulsionar as exportações do agronegócio brasileiro, tanto em volume quanto em valor.