A demanda global por farelo de soja impulsionou as cotações no Brasil e nos Estados Unidos. Os dados são do Cepea. No mercado brasileiro, a disputa entre compradores internos e externos ganhou força. Com isso, os prêmios de exportação e os preços FOB avançaram.
Além disso, a valorização do farelo elevou os preços da soja no mercado interno. Segundo os pesquisadores do Cepea, a maior oferta mundial de soja limitou altas mais expressivas do grão. Ainda assim, a expectativa de crescimento da demanda internacional pelo farelo mantém o mercado aquecido.
A Argentina segue como principal exportadora mundial de derivados de soja. No entanto, o USDA destaca o avanço das exportações de farelo do Brasil e dos Estados Unidos.
Preços do milho oscilam entre regiões produtoras
Os preços do milho registram comportamentos diferentes nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Em algumas praças, as cotações subiram devido à retração de vendedores. Além disso, o ritmo inicial da colheita da segunda safra permaneceu lento.
Por outro lado, os preços recuaram em regiões produtoras. Nesses locais, o avanço da colheita ampliou a oferta do cereal.
Parte dos consumidores continua atenta às oportunidades de compra. Outros adquiriram volumes no início da semana passada para reforçar os estoques. Mesmo assim, esses compradores aguardam maior disponibilidade de milho nas próximas semanas. A expectativa é de queda dos preços no mercado interno.
Enquanto isso, produtores paulistas mantêm postura cautelosa. Eles esperam o avanço da colheita para negociar volumes maiores.
Quando o apito inicial soa nos estádios da Copa do Mundo de 2026, milhões de brasileiros já estão em frente às grelhas. E boa parte da carne que vai chegar às mesas nesses dias de jogo atravessou as fazendas, frigoríficos e rodovias de Mato Grosso antes de chegar ao prato.
O estado responde por 13% de toda a carne bovina disponível para consumo no Brasil. A conta é simples e expressiva: a cada oito quilos ingeridos pelo brasileiro, um quilo teve origem mato-grossense.
Os dados são do Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e cobrem o ano de 2025. Mato Grosso produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina no período. Desse total, 978 mil toneladas seguiram para 92 países: uma presença no mercado externo que coloca o estado entre os principais exportadores de proteína animal do mundo. Mas o dado que chama atenção desta vez é o que ficou dentro do país: 1,027 milhão de toneladas, suficiente para garantir uma oferta média de 4,82 quilos de carne bovina por habitante ao longo do ano.
A discussão sobre exportação costuma dominar o noticiário do agronegócio mato-grossense, e não sem razão. Os números de 2025 deixam evidente que o mercado interno também depende da produção do estado de forma estrutural.
“Esses dados mostram algo igualmente importante: a contribuição da nossa cadeia produtiva para a alimentação dos brasileiros”, diz Bruno de Jesus Andrade, diretor
de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Para ele, a Copa amplifica esse papel.
“Em um período de grande mobilização, quando aumenta o consumo de carne em confraternizações e eventos, Mato Grosso segue desempenhando um papel estratégico para garantir o abastecimento do mercado interno”, afirma.
O fluxo que transforma o campo em proteína envolve fazendas de criação, plantas frigoríficas e uma extensa rede logística — tudo concentrado em um estado que ocupa posição de liderança no rebanho nacional há anos. A Copa passa. A demanda por carne, não.
A JBS, uma das maiores empresas globais do setor de carne bovina, deve interromper a partir deste sábado (20) a produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês. A medida busca evitar que cargas brasileiras desembarquem na China após o preenchimento da cota de importação, o que resultaria em elevadas sobretaxas.
Segundo Renato Costa, CEO da Friboi, marca pertencente ao grupo JBS, a companhia passará a priorizar a logística de exportação e a organização dos embarques.
“Nós estamos organizados para, a partir do dia 20, só concentrar embarques, não produção. Então, a partir do dia 20, concentra os embarques, define os portos, organiza, porque se chegar fora da cota, tem uma sobretaxa muito alta”, afirmou o executivo.
De acordo com estimativas da indústria, as exportações brasileiras seguem seguras até o final de junho, sem risco de ultrapassar a cota de 1,1 milhão de toneladas estabelecida para 2026. No entanto, dados consolidados pelo governo chinês indicam que o Brasil já havia utilizado mais de 50% do volume autorizado até 9 de maio.
Além disso, o elevado número de cargas em trânsito aumenta a cautela entre frigoríficos e importadores. Somente no mês passado, o Brasil embarcou quase 154 mil toneladas de carne bovina para o mercado externo.
Costa alertou que o impacto tarifário pode inviabilizar operações fora da cota.
“O que entra hoje é 12% dentro da cota, fora da cota são mais 55%, vai para 67%. Aí realmente inviabiliza”, destacou.
No início de junho, algumas plantas habilitadas para exportar à China já haviam reduzido o ritmo de abates e a produção de cortes específicos destinados ao país asiático.
Além de comandar a Friboi, Renato Costa preside o conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo ele, cada empresa vem adotando estratégias próprias diante da proximidade do esgotamento da cota chinesa.
“Nós, como JBS, não vemos impacto de volume, nós distribuímos isso. Já o preço é o mercado que vai ditar”, afirmou.
Por outro lado, o executivo reconheceu que não há expectativa de ampliação da cota brasileira ainda em 2026. Mesmo assim, o setor produtivo e o governo brasileiro solicitaram às autoridades chinesas a redistribuição de volumes não utilizados por outros países exportadores.
A cota total destinada a todos os fornecedores internacionais soma 2,6 milhões de toneladas.
“O ministro [da Agricultura] André de Paula, na feira Sial na China, já colocou isso, para que, no final, quem não cumpriu a cota, faz-se a redistribuição da cota. Aí a gente vê como possibilidade, mas dentro desse ano, não”, explicou.
Enquanto isso, a China informou nesta quinta-feira (18) que a Austrália atingiu integralmente sua cota de 205 mil toneladas. Dessa forma, a partir de sábado (20), as cargas australianas que chegarem aos portos chineses passarão a pagar uma sobretaxa de 55%.
Mudanças de hábitos alimentares favorecem consumo de proteína
Outro fator apontado pela companhia para o fortalecimento das vendas é a mudança nos hábitos de consumo da população, incluindo o uso crescente das chamadas canetas para emagrecimento.
Segundo Costa, esse movimento tem reforçado a procura por alimentos ricos em proteína.
“Isso tem tido um efeito e vem comprovar o que a gente sempre acreditou, que a proteína é a principal fonte de tudo, de energia do corpo humano como um todo. O futebol e essa mudança do hábito alimentar têm incentivado muitas vendas”, concluiu.
Os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado interno. Mesmo assim, o produto continua mais vantajoso que a paridade de exportação. Segundo o Cepea, as cotações acumulam seis meses consecutivos de recuo. Ainda assim, os valores praticados no mercado doméstico permanecem acima dos níveis de exportação.
Nesse cenário, parte dos vendedores mantém posição firme nas negociações. Muitos produtores estão capitalizados e priorizam o cumprimento de contratos a termo. Por outro lado, alguns agentes aproveitam o momento para liquidar os estoques remanescentes da safra 2024/25. Além disso, a queda dos preços internacionais estimula uma postura mais flexível entre participantes do mercado.
Enquanto isso, lotes da safra 2025/26 começam a chegar ao mercado spot. As primeiras ofertas têm origem, principalmente, nos estados de São Paulo e Bahia.
Indústrias pressionam preços
Do lado da demanda, as indústrias seguem em busca de algodão a preços menores. Segundo o Cepea, a estratégia reflete o desempenho ainda fraco das vendas do setor. Já os comerciantes mantêm postura cautelosa. Por isso, realizam negociações pontuais e priorizam operações consideradas “casadas”, que reduzem riscos nas transações.
O sertão nordestino, marcado pelo clima seco e pela escassez de chuvas, se consolidou como uma das principais regiões produtoras de uvas do Brasil. Em Petrolina, no sertão de Pernambuco, a Coopexvale (Cooperativa de Produtores e Exportadores do Vale do São Francisco) reúne produtores que transformaram o Vale do São Francisco em referência nacional e internacional na produção de uvas finas de mesa. Fundada em 2004, a cooperativa nasceu voltada à exportação. No entanto, ao longo dos anos, encontrou no mercado interno uma oportunidade tão rentável quanto o comércio exterior.
Atualmente, 70% da produção da cooperativa abastece o mercado brasileiro, principalmente as regiões Sul e Sudeste. Enquanto isso, os outros 30% seguem para exportação. Segundo Jailson Lira, diretor e coordenador do comitê de exportação da cooperativa, a mudança de estratégia ocorreu após a percepção de que o consumidor brasileiro passou a valorizar frutas com padrão elevado de qualidade.
“Existe um tabu de que tudo que vai para exportação é melhor. A gente derrubou isso. Fazemos frutas tão boas para o mercado interno quanto para o externo”, afirmou.
Jaílson Lira – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Com cerca de 640 hectares cultivados em Petrolina, a Coopexvale reúne 40 cooperados e trabalha exclusivamente com uvas de mesa. São aproximadamente 12 variedades produzidas, entre uvas brancas, vermelhas e pretas. Além disso, a cooperativa é considerada a maior do segmento no Vale do São Francisco, região que possui cerca de 18 mil hectares plantados com uvas.
Além da produção, a estrutura chama atenção pela dimensão logística. A cooperativa conta com seis túneis de resfriamento, nove câmaras frias, três decks de embarque, laboratório de análise, estação de tratamento de água, posto de combustíveis e 1.452 placas solares para geração de energia.
Genética e qualidade elevam padrão das uvas
Boa parte das variedades cultivadas pela cooperativa tem origem em programas de genética da Califórnia, nos Estados Unidos. Todos os anos, representantes da cooperativa visitam fazendas experimentais norte-americanas para acompanhar os lançamentos do setor.
Segundo Jailson, as novas variedades passam primeiro por testes de adaptação ao clima do Vale do São Francisco antes de serem introduzidas comercialmente. Dessa forma, a cooperativa consegue avaliar o desempenho das frutas na região.
“A genética que sai dos Estados Unidos imediatamente já está aqui no Vale. Produzimos frutas com a mesma qualidade da Califórnia, Itália e Espanha praticamente ao mesmo tempo”, destacou.
Além disso, a busca por sabor, crocância e padronização fez a cooperativa firmar contratos com empresas de genética a partir de 2021. O objetivo é atender um consumidor cada vez mais exigente.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Entre as marcas da cooperativa, a Gota de Mel se tornou referência no segmento premium. Nesse modelo, a seleção começa ainda no campo e, segundo a cooperativa, o mercado chega a pagar até 70% mais pelas frutas classificadas dentro desse padrão.
Além dela, a Coopexvale trabalha com as marcas Doçura do Vale, Uvas do Campo, Gotinha de Mel — voltada ao público infantil — e CPX, destinada ao mercado internacional.
Mercado interno ganha força na cooperativa
Fundada em 2004, a Coopexvale nasceu com foco no mercado externo. Porém, ao longo dos anos, a cooperativa percebeu que o mercado brasileiro também apresentava forte potencial de crescimento.
Hoje, 70% da produção abastece o mercado interno, principalmente as regiões Sul e Sudeste. Já as exportações seguem o calendário mundial da produção de uvas, concentradas principalmente nos meses de março, abril, maio, setembro, outubro e novembro.
“Existe um tabu de que tudo que vai para exportação é melhor. Porém, a gente derrubou isso. Fazemos frutas tão boas para o mercado interno quanto para o externo, temos um padrão de qualidade”, afirmou Jailson.
Segundo ele, a cooperativa passou a investir em marcas e critérios específicos de sabor e qualidade para enfrentar as oscilações do mercado e ampliar valor agregado.
Atualmente, a Coopexvale é reconhecida pela qualidade das frutas no mercado nacional. Além disso, a cooperativa trabalha durante as 52 semanas do ano no abastecimento interno.
Cooperativismo amplia impacto econômico no Vale
A cooperativa começou em 2004 com 20 produtores. Desde então, ampliou a área cultivada, fortaleceu a estrutura e avançou na sucessão familiar.
Foto; PH Lopes/ Agro em Campo
Hoje, cerca de 20% dos cooperados já possuem filhos atuando diretamente no negócio. Para Jailson, o cooperativismo permite que pequenos produtores alcancem mercados antes inacessíveis.
“O cooperativismo é a oportunidade de o pequeno produtor ter o mesmo peso do grande. Somos todos iguais”, afirmou.
Ele também destacou que a cooperativa passou por dificuldades em 2010, período que exigiu reestruturação administrativa e financeira.
“É preciso ter paciência com o cooperativismo para atingir o sucesso”, disse.
Além disso, a cadeia produtiva da uva exerce forte impacto econômico e social na região. Segundo a cooperativa, um hectare de uva gera entre quatro e cinco empregos diretos.
Considerando os 18 mil hectares cultivados no Vale do São Francisco, a atividade movimenta cerca de 72 mil empregos.
Atualmente, a Coopexvale possui 110 funcionários diretos na cooperativa. Somando as fazendas dos cooperados, são aproximadamente 4 mil empregos ligados à atividade.
O faturamento da cooperativa chegou a R$ 272 milhões em 2025. Paralelamente, a entidade mantém ações sociais voltadas às comunidades locais e apoia instituições como o Hospital do Câncer.
“O Brasil é o país do agro, mas o agro não recebe a importância que deveria”, afirmou Jailson.
“Uva quer sol e água”, resumiu o diretor ao explicar a vocação do Vale do São Francisco para a fruticultura irrigada.
O mercado brasileiro de arroz mantém baixa liquidez, apesar da recente alta de preços no Rio Grande do Sul. Segundo o Cepea, agentes enfrentam impasse e limitam negociações no mercado interno.
Os produtores adotam postura cautelosa, pois priorizam os trabalhos nas lavouras e aguardam preços mais atrativos. Ao mesmo tempo, compradores focam na aquisição de estoques internos diante das incertezas sobre oferta e preços. Além disso, o comércio exterior ganha força e amplia a movimentação do setor em março.
De acordo com a Secex, o Brasil importou 176,1 mil toneladas de arroz no mês. O volume importado cresceu 55,67% frente a fevereiro e avançou cerca de 70% na comparação anual. Esse resultado representa o maior patamar registrado desde julho de 2024.
As exportações também avançaram e somaram 240,7 mil toneladas em março. O volume exportado aumentou 12,1% em relação a fevereiro e subiu 78,79% frente ao mesmo período de 2025.
O conflito no Oriente Médio gera incertezas no mercado avícola global e mantém agentes brasileiros em estado de alerta. Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que o Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango.
Esse cenário geopolítico pode dificultar as vendas externas da proteína brasileira nos próximos meses. Mesmo assim, os embarques seguem firmes no início de março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. Os números indicam que o conflito ainda não afetou as exportações brasileiras de frango. O setor, inclusive, mantém ritmo histórico de vendas ao mercado internacional.
Em fevereiro, o Brasil exportou 493,2 mil toneladas de carne de frango. O volume representa o melhor resultado para fevereiro em toda a série histórica iniciada em 1997. Além disso, o setor completa o terceiro mês consecutivo com exportações em níveis recordes.
Mercado interno
No mercado interno, entretanto, o ritmo de negociações perdeu força na primeira quinzena de março. Pesquisadores do Cepea relatam menor liquidez nas transações envolvendo produtos avícolas. Apesar disso, as cotações permanecem praticamente estáveis em diferentes regiões do país.
Exportações de ovos crescem em fevereiro
As exportações brasileiras de ovos também registraram desempenho expressivo em fevereiro. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram o maior volume para o mês desde 2013. Os números superam o desempenho observado em fevereiro de 2025. Em janeiro deste ano, o setor já havia registrado recorde mensal em 13 anos. Apesar do avanço anual, o volume embarcado recuou levemente frente a janeiro.
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o Brasil exportou 2,94 mil toneladas de ovos em fevereiro. O volume ficou 5% abaixo do registrado em janeiro. Ainda assim, o resultado supera em 16% o volume exportado no mesmo mês de 2025.
O mercado de feijão encerrou fevereiro com forte alta nos preços, sobretudo do feijão carioca.
O grão atingiu valor recorde na série histórica do Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A série começou em setembro de 2024 e registrou novo patamar histórico para o produto.
Além disso, o feijão preto apresentou, em fevereiro, a maior média desde janeiro de 2025. Segundo levantamento do Cepea, o preço médio do carioca subiu 29,3% de janeiro para fevereiro. Esse foi o maior avanço mensal entre os feijões acompanhados pelo centro de pesquisas.
Ao mesmo tempo, o resultado marcou a variação mais intensa já registrada para o feijão carioca. Com isso, a média de fevereiro superou os valores observados em maio de 2025.
Mercado interno mantém preços do feijão em alta
Na última semana de fevereiro, o mercado interno apresentou liquidez moderada. Enquanto isso, compradores realizaram aquisições criteriosas, principalmente para repor estoques do varejo. Por outro lado, a oferta da primeira safra seguiu limitada em diversas praças. Esse cenário sustentou a valorização do feijão no período.
Colheita da primeira safra avança no campo
No campo, produtores avançaram com a colheita da primeira safra em várias regiões. Ao mesmo tempo, agentes acompanharam com atenção a semeadura da segunda safra. No Paraná, o plantio recebeu atenção redobrada dos participantes do mercado.
As exportações brasileiras de café registraram o menor volume para janeiro desde a safra 2017/18. Dados do Cecafé mostram que o Brasil embarcou 2,78 milhões de sacas de 60 kg em janeiro de 2026. O volume ficou 30,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.
Além disso, o resultado representa o pior desempenho para janeiro em oito safras. Segundo pesquisadores do Cepea, a safra 2025/26 apresenta produção reduzida e estoques nacionais apertados. Por isso, a oferta limitada deve continuar restringindo as exportações brasileiras. Ainda conforme o Cepea, esse cenário deve persistir até o início da colheita 2026/27.
A colheita e o beneficiamento da nova temporada devem ganhar ritmo apenas entre maio e junho. Enquanto isso, os preços elevados também pressionaram os embarques nos primeiros meses da safra 2025/26.
Queda de preço no Brasil
No mercado interno, o menor volume exportado se soma às expectativas de safra recorde. Com isso, os preços domésticos do café registram queda em 2026. Desde o início do ano, o preço do café arábica acumula recuo de cerca de 14%.
O Indicador CEPEA/ESALQ considera o tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista. Já o café robusta registra desvalorização ainda mais intensa no mesmo período. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta, tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, caiu 17% em 2026.
As exportações brasileiras de ovo iniciaram 2026 em ritmo acelerado. O Brasil registrou o maior volume para janeiro em 13 anos. Segundo o Cepea, os embarques cresceram, sobretudo, com o avanço do ovo in natura.
Além disso, as vendas de ovos processados também aumentaram, porém em menor intensidade.
Os Emirados Árabes Unidos retomaram a liderança entre os compradores. O país importou 1,05 mil toneladas, o que representa 34% do total exportado.
No mercado interno, os preços seguem firmes nas regiões monitoradas. Além disso, agentes relatam boa demanda nos últimos dias. A antecipação de cargas para abastecer atacado e varejo impulsionou as vendas.
O setor ajustou a logística devido ao recesso de carnaval.
Frango brasileiro alcança recorde em janeiro
A carne de frango brasileira manteve forte competitividade internacional em 2025. Dados da Organização das Nações Unidas indicam que o Brasil teve o terceiro menor preço global. O país ficou atrás apenas de China e Estados Unidos. O Cepea compilou e analisou as informações internacionais. Esse cenário favoreceu as exportações brasileiras de frango em janeiro de 2026.
O volume embarcado superou 459 mil toneladas. O resultado representa o melhor desempenho para janeiro desde 1997. A série histórica considera dados da Secex. O volume cresceu 3,6% frente a janeiro de 2025. No entanto, os embarques recuaram 10% ante dezembro, quando somaram mais de 510 mil toneladas.