Tag: jiboia

  • Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    Como a jiboia mata suas presas sem veneno?

    A jiboia é uma das serpentes mais conhecidas da natureza, principalmente pela forma como captura e mata suas presas.

    Mesmo sem veneno, ela desenvolveu uma técnica extremamente eficiente, conhecida como “abraço mortal”, que garante sua sobrevivência no ambiente selvagem.

    Foto: Reprodução/Admilson Santos

    Como funciona o “abraço mortal”

    Diferente de outras cobras, a jiboia não injeta veneno.
    Após capturar a presa com uma mordida, ela se enrola rapidamente ao redor do animal e começa a apertar com força. Esse movimento interrompe a circulação sanguínea, impedindo que o oxigênio chegue aos órgãos vitais.

    Com isso, a vítima perde a consciência em pouco tempo. Estudos indicam que o processo não ocorre apenas por sufocamento, mas principalmente pela falha no sistema circulatório, o que torna a técnica ainda mais eficaz.

    Serpente não é venenosa, mas é letal

    Apesar da fama, a jiboia não possui veneno.

    Ainda assim, ela consegue matar com eficiência graças à força muscular e à técnica de constrição. Esse comportamento é comum entre serpentes da mesma família, que utilizam o corpo como principal ferramenta de caça.

    Depois de imobilizar a presa, a jiboia a engole inteira, começando pela cabeça.

    Alimentação e hábitos

    A dieta da jiboia inclui aves, pequenos mamíferos e até animais maiores, dependendo do tamanho da serpente.

    Ela costuma caçar à noite e utiliza sua camuflagem para surpreender as presas. Além disso, adapta-se facilmente a diferentes ambientes, sendo encontrada em vários biomas da América Latina, inclusive no Brasil.

    Corpo adaptado para grandes presas

    Uma das características mais impressionantes da jiboia é sua capacidade de engolir animais inteiros.

    Isso ocorre porque suas costelas são flexíveis e não estão presas a uma estrutura rígida, permitindo a expansão do corpo durante a alimentação.
    Além disso, enzimas especiais ajudam na digestão, que pode levar dias para ser concluída.

    Mais curiosidades sobre a espécie

    A jiboia pode atingir até cerca de quatro metros de comprimento, embora a maioria seja menor.

    Outro ponto curioso é que a espécie dá à luz filhotes vivos, podendo ter dezenas de crias em um único parto.

    Importância na natureza

    Apesar da aparência intimidadora, a jiboia desempenha papel importante no equilíbrio ambiental.

    Ela ajuda a controlar populações de outros animais e contribui para o funcionamento dos ecossistemas. Assim, mesmo sendo temida, a serpente é essencial para a biodiversidade e para o equilíbrio da cadeia alimentar.

  • Bióloga registra jiboia atacando arara-canindé

    Bióloga registra jiboia atacando arara-canindé

    A bióloga Thaís Buzetti registrou um momento raro de predação no Parque dos Poderes, em Campo Grande (MS). Uma jiboia atacou uma arara-canindé que pesquisadores monitoravam há cinco anos na região.

    https://www.instagram.com/reel/DQiDySkD2YU/

    Durante o ataque, um homem tentou interromper a predação com um pedaço de pau para espantar a serpente. A bióloga alertou para um detalhe importante: intervir em atos de predação natural pode constituir crime ambiental, dependendo das circunstâncias.

    A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, protege integralmente a fauna silvestre brasileira. Qualquer interferência indevida pode configurar perturbação da fauna ou maus-tratos aos animais, segundo a legislação.

    A jiboia não conseguiu se alimentar da arara. Especialistas não sabem ao certo se a aglomeração de pessoas no local provocou o abandono da presa ou se outros fatores influenciaram o comportamento da serpente.

    O episódio reforça a importância de respeitar os processos naturais da fauna, mesmo quando presenciamos cenas que podem parecer cruéis sob a perspectiva humana. A natureza segue seus próprios ciclos, e a intervenção inadequada pode trazer consequências legais e ecológicas.

  • Equipe da APA da Massambaba resgata jiboia

    Equipe da APA da Massambaba resgata jiboia

    Uma equipe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Massambaba realizou, nesta semana, o resgate de uma jiboia encontrada em uma obra de construção civil na região. O animal foi localizado por trabalhadores durante a execução dos serviços e imediatamente a equipe ambiental foi acionada.

    Os agentes ambientais chegaram ao local rapidamente, realizaram o manejo seguro da serpente e garantiram que a jiboia não sofresse ferimentos.

    A APA da Massambaba reforça a importância de acionar equipes especializadas ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas ou de construção. E assim, evitar riscos tanto para as pessoas quanto para a fauna local. O órgão ambiental orienta que, em situações semelhantes, a população deve entrar em contato com a administração da APA ou com os canais oficiais de meio ambiente do município.

    A jiboia (Boa constrictor) é uma espécie nativa da região, não peçonhenta. Ela desempenha papel fundamental no equilíbrio ecológico, controlando populações de pequenos mamíferos e aves.

    APA da Massambaba

    A Área de Proteção Ambiental (APA) da Massambaba é uma unidade de conservação estadual. Ela está localizada na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. E abrange os municípios de Araruama, Arraial do Cabo e Saquarema. Criada pelo Decreto Estadual nº 9.529 em 15 de dezembro de 1986 e com limites posteriormente ajustados pela Lei Estadual nº 6.128 de 2011, a APA da Massambaba possui uma área de aproximadamente 9.133 hectares.

    O principal objetivo da APA da Massambaba é proteger um dos últimos grandes remanescentes de restingas, lagoas costeiras e brejos da região, ecossistemas fundamentais para a manutenção da biodiversidade local. A unidade abriga inúmeras espécies de aves migratórias, espécies vegetais endêmicas e sítios arqueológicos de grande valor científico. Além disso, a APA é responsável pela preservação de extensas dunas cobertas por vegetação nativa. Elas desempenham papel importante na proteção ambiental e paisagística da região.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Abelhas solitárias: projeto protege polinizadoras essenciais para a biodiversidade

    + Agro em Campo: Cachaça orgânica mineira conquista medalha de ouro na França

  • Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Jiboia gigante atravessa estrada na Caatinga paraibana

    Uma jiboia de grande porte foi flagrada cruzando uma estrada na Caatinga paraibana, em cena que chamou atenção pelo tamanho e comportamento do animal. O vídeo, capturado pelo @caiobernardo0, mostra o réptil percorrendo toda a extensão da via, da margem esquerda à direita, em movimento tranquilo e contínuo.

    A serpente, descrita como “gigante” por especialistas, ocupou praticamente toda a faixa da estrada durante a travessia, evidenciando sua envergadura impressionante. O bioma Caatinga, conhecido por abrigar espécies adaptadas ao clima semiárido, surpreende mais uma vez com a biodiversidade singular — incluindo répteis de porte considerável.

    Importância ecológica

    O episódio reforça a necessidade de preservação da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro que concentra espécies endêmicas e ecossistemas vulneráveis. A presença de jiboias saudáveis no ambiente indica equilíbrio ecológico, já que esses répteis atuam como controladores de populações de roedores e outros pequenos animais.

    Comportamento das jiboias na região

    Registros recentes na Caatinga incluem cenas raras, como grupos de jiboias em período reprodutivo (como o flagrado na Paraíba em 2024), além de fêmeas com dezenas de filhotes — comportamento associado à recuperação energética pós-parto. A jiboia, embora não exerça cuidado parental prolongado, mantém proximidade com a prole nos primeiros momentos.

    Preservar a Caatinga é proteger histórias como esta, que revelam a riqueza natural muitas vezes subestimada do Nordeste brasileiro.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Cabras que viveram 200 anos sem água deixam ilha na Bahia

    + Agro em Campo: Embrapa: mudanças climáticas devem intensificar doenças em lavouras

  • Guarda-parques resgatam jiboia em Bangu

    Guarda-parques resgatam jiboia em Bangu

    Na última terça-feira, 9 de abril, guarda-parques do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) resgataram uma jiboia (Boa constrictor) encontrada em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os agentes Tiago Frazão, Ramon Machado e Samuel de Deus conduziram a operação, garantindo a segurança do animal e da população local.​

    Após avaliação que confirmou boas condições de saúde, a jiboia foi reintegrada ao seu habitat natural dentro da unidade de conservação, em área segura e monitorada. O resgate foi divulgado pelo perfil oficial do parque no Instagram .​

    O Parque Estadual da Pedra Branca é uma das maiores áreas verdes urbanas do mundo, com cerca de 12.500 hectares de Mata Atlântica preservada. A unidade abriga diversas espécies da fauna silvestre, incluindo serpentes, aves, mamíferos e répteis, desempenhando papel fundamental na conservação da biodiversidade do Rio de Janeiro.​

    A presença de animais silvestres em áreas urbanas pode ocorrer devido à expansão urbana e à degradação de habitats naturais.Ao avistar animais fora do ambiente natural, a orientação é evitar qualquer tentativa de captura e acionar imediatamente as autoridades competentes.

    Contatos para resgate de animais silvestres:
    • Parque Estadual da Pedra Branca: (22) 99102-4950​
    • Disque 1746 – Central de Atendimento da Prefeitura do Rio​
    • Linha Verde (Disque Denúncia Ambiental): (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177​

    A colaboração da população é essencial para a proteção da fauna silvestre e para a manutenção do equilíbrio ecológico nas áreas urbanas e de conservação.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Produtores finalizam plantio de milho 2ª safra

    + Agro em Campo: Exportações de genética avícola rendem 18,4% mais em março

  • Jiboia surpreende ao dar bote durante gravação

    Jiboia surpreende ao dar bote durante gravação

    Uma moradora de Nova Mutum, Mato Grosso, levou um susto ao tentar filmar uma jiboia que atravessava a estrada próximo à comunidade Ranchão. Ao se aproximar para registrar o momento e, segundo ela, garantir que o animal não fosse atropelado, a cobra deu um bote na direção da mulher. Felizmente, a jiboia não conseguiu atingi-la e seguiu seu caminho para a vegetação.


    O video foi compartilhado pela conta Nortão MT, e os comentários dos seguidores vão desde reclamação pela filmagem, como de pessoas com medo só de ver o ataque.

    Jiboias: calmas, mas imprevisíveis

    A jiboia ( Boa constrictor ) é uma serpente não peçonhenta comum no Brasil, conhecida por sua beleza e, geralmente, comportamento calmo. No entanto, como qualquer animal selvagem, ela pode se sentir ameaçada e agir em defesa própria. O incidente em Nova Mutum serve como um lembrete importante sobre os perigos de se aproximar demais de animais selvagens, mesmo que pareçam inofensivos.

    Ainda que as jiboias não possuam veneno, sua mordida pode ser dolorosa e, como a boca de cobras é repleta de bactérias, pode causar infecções. Especialistas alertam que interagir com cobras selvagens — seja ao filmar, fotografar ou tentar removê-las da estrada — representa um risco. O animal pode interpretar a aproximação como uma ameaça e atacar.

    Dicas de segurança ao encontrar cobras

    Em caso de encontrar uma cobra, o ideal é manter distância e observar o animal de longe. Se a cobra estiver em uma área de risco, como uma estrada, o Corpo de Bombeiros ou órgãos ambientais devem ser acionados para realizar a remoção com segurança. Tentar remover a cobra por conta própria pode resultar em acidentes.

    Outras dicas importantes de segurança incluem:

    • Usar um bastão: Ao caminhar em áreas de mata, utilize um bastão para bater no chão, pois as cobras captam as vibrações e tendem a se afastar.
    • Olhar onde pisa: Preste atenção ao caminho, evitando pisar ou tropeçar em cobras.
    • Cuidado com as mãos: Evite colocar as mãos em buracos, fendas ou em meio à vegetação densa, onde cobras podem se esconder.
    • Não tente ser um herói: Não tente capturar, manusear ou matar cobras.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça a Brahma: a gigante dos galinheiros
    + Agro em Campo: Indígenas foram essenciais para a disseminação da mandioca nas Américas

     

  • Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Uma jiboia causou um susto aos moradores de uma casa na zona rural de Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, na manhã de sábado (08/03). O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a captura do animal, que estava no telhado da varanda e demonstrava comportamento agressivo.

    A 4ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Formiga deslocou uma guarnição até a residência. Após avaliar a situação, os bombeiros utilizaram uma pinça de captura específica para répteis, garantindo a segurança do animal e dos moradores da casa. Após a captura, a jiboia foi conduzida a uma reserva ambiental, onde foi libertada em segurança, longe de áreas habitadas.

    O Corpo de Bombeiros aproveita para reforçar a importância de acionar profissionais especializados em situações envolvendo animais silvestres. A captura de animais selvagens exige técnicas adequadas para garantir a segurança de todos e o bem-estar do animal.

    Uma serpente da fauna brasileira

    A jiboia ( Boa constrictor) é uma serpente não peçonhenta da família Boidae, amplamente distribuída nas regiões tropicais da América Central e do Sul. No Brasil, é possível encontrá-la em diversos biomas, como a Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.

    As jiboias possuem corpo cilíndrico e alongado, coberto por pequenas escamas irregulares. A coloração é variada, com padrões que vão do cinza claro ao marrom escuro, permitindo que se camuflem em diferentes ambientes. Algumas subespécies, como a Boa constrictor amarali, apresentam coloração predominantemente cinza ou marrom, enquanto outras, como a Boa constrictor constrictor, exibem uma gama maior de tonalidades.

    Corpo de Bombeiros de Formiga capturou a serpente.

    As jiboias podem atingir até quatro metros de comprimento, embora a maioria dos indivíduos não ultrapasse os dois metros. As fêmeas tendem a ser maiores do que os machos. A cabeça, em formato triangular ou de seta, é bem destacada do corpo.

    Com hábitos noturnos e semiarborícolas, as jiboias são encontradas tanto no solo quanto nas árvores. Para capturar suas presas, utilizam a técnica de “senta-espera”, permanecendo imóveis até que um animal se aproxime. A jiboia enrola seu corpo na presa, comprimindo-a até que os movimentos respiratórios cessem, causando a morte por asfixia. Ao contrário do que muitos pensam, a jiboia não quebra os ossos da presa.

    Reprodução e expectativa de vida

    As jiboias são vivíparas, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe e nascem completamente formados. A gestação dura de 4 a 8 meses, resultando em uma ninhada de 12 a 50 filhotes. A expectativa de vida das jiboias é relativamente alta, podendo chegar a 25-30 anos.

    Reprodução: Instituta Butantan

    Apesar de não serem consideradas ameaçadas de extinção, as jiboias são vítimas de caça e tráfico devido ao valor comercial de sua pele e carne, além da comercialização como animais de estimação. A destruição de seus habitats naturais também representa uma ameaça à espécie.

    As jiboias são consideradas animais pacíficos, pois não são venenosas e raramente atacam seres humanos. No entanto, quando se sentem ameaçadas, podem contrair a cabeça e o pescoço, emitir um som agudo, eliminar fezes e morder. Em caso de encontro com uma jiboia, é importante manter a calma e acionar as autoridades competentes para realizar a captura e o manejo adequado do animal.

    • Espécie: a jiboia (Boa constrictor) é uma serpente da família Boidae e do gênero Boa
    • Onde habita: nas Américas Central e do Sul. No Brasil, pode ser vista na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado, na Caatinga e na Mata Atlântica
    • Características físicas: possui a cabeça em formato triangular, tem o corpo longo e com cores que auxiliam sua camuflagem
    • Alimentação: mamíferos, lagartos e aves
    • Curiosidades: emite um som, popularmente conhecido como “o bafo da jiboia”, para espantar predadores. Para subjugar suas presas, usa a técnica da constrição

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Fiscalização aponta falhas no manejo do greening apesar da queda do inseto vetor
    + Agro em Campo: Mulheres lideram a transformação da gestão de águas nas bacias hidrográficas da Bahia