Tag: indústria alimentícia

  • Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    A Seara, marca de alimentos, carne de frango e suína do grupo JBS, anunciou sua entrada no mercado de marmitas prontas, setor estimado em R$ 12 bilhões.

    Segundo comunicado da empresa, a decisão se baseia em uma mudança concreta nos hábitos de consumo dos brasileiros, que têm almoçado mais em casa ou levado refeições prontas para o trabalho.

    Além disso, a companhia também quer dar escala e consistência a um segmento hoje considerado altamente fragmentado, segundo o CEO da Seara, João Campos.

    O mercado de marmitas no Brasil

    Apenas na cidade de São Paulo, cerca de 18 milhões de marmitas são consumidas todos os meses, dado apontado pela Seara com base em levantamento da principal empresa de delivery do país.

    A empresa também cita pesquisa da consultoria de alimentação Galunion, que mostra crescimento expressivo do hábito de levar marmitas, inclusive entre consumidores de alta renda.

    61% dos entrevistados da classe A passaram a levar, com maior frequência, refeições preparadas em casa para o trabalho. Em nota, a Seara afirmou:

    “Soluções prontas, com qualidade percebida e alinhadas às novas demandas nutricionais tendem a ganhar protagonismo.”

    Linha de pratos prontos já está no mercado

    Desde maio, a Seara vem comercializando no varejo uma linha de pratos prontos com ingredientes já conhecidos do consumidor brasileiro, como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada.

    Segundo João Campos, o movimento não representa a criação de um novo comportamento de consumo, mas a organização de um mercado que já existe:

    “Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente”, afirmou o CEO da Seara.

  • JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    A JBS atingiu 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, somando as marcas Friboi e Seara, segundo dados da Nielsen.

    O hambúrguer está presente em cerca de 70% dos lares brasileiros e cresce em média 5% em volume e 7% em valor ao ano, segundo dados de mercado. A expansão é impulsionada pela busca por praticidade e consumo dentro de casa.

    Seara e Friboi impulsionam inovação

    A Seara vem ampliando seu portfólio com produtos de maior valor agregado, incluindo a linha Blend Burger Seara Gourmet, com versões de cortes Angus e combinações especiais.

    A marca também lançou hambúrguer para Air Fryer e mini-hambúrguer voltado ao churrasco, ampliando o consumo em novas ocasiões.

    Já a Friboi fortaleceu sua atuação com a linha Maturatta, voltada ao churrasco, com hambúrgueres de cortes como picanha, costela e fraldinha, ampliando a presença no segmento premium.

    Varejo e experiência de compra

    Além da inovação em produtos, o grupo investe em execução no ponto de venda, com espaços dedicados como o “Espaço Burger”, criado para aumentar visibilidade e facilitar a jornada de compra do consumidor.

    As ações incluem organização de sortimento, exposição estratégica e estímulo à compra por impulso, reforçando a presença das marcas no varejo alimentar.

  • SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    SC tem o 5º maior agronegócio do Brasil e lidera país em agroindustrialização

    O agronegócio de Santa Catarina voltou a ganhar destaque nacional após a divulgação do Mapa do Agro Catarinense 2026, estudo lançado pela FACISC nesta quinta-feira (28), em Florianópolis. O levantamento revela que o estado ocupa atualmente a 5ª posição entre os maiores agronegócios do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Com uma produção estimada em R$ 144 bilhões, Santa Catarina já representa 6% de todo o agronegócio brasileiro. Além disso, o estado apresentou crescimento acima da média nacional nos últimos anos, reforçando sua relevância econômica no setor.

    Segundo os dados divulgados, o agronegócio responde por 35% da economia catarinense, movimenta aproximadamente 470 mil empresas, gera emprego para 1,6 milhão de pessoas e ainda contribui com cerca de R$ 12 bilhões em arrecadação estadual.

    O presidente da FACISC, Elson Otto, afirmou que o estudo comprova a força produtiva catarinense mesmo diante da concorrência com estados territorialmente maiores.

    Agroindústria fortalece modelo catarinense

    O levantamento aponta que um dos maiores diferenciais de Santa Catarina está justamente na forte presença da agroindústria. Diferentemente de estados como Mato Grosso e Goiás, onde a produção primária concentra a maior parte da atividade econômica, o modelo catarinense aposta na agregação de valor.

    Atualmente, cerca de 40% do agronegócio catarinense está diretamente ligado à indústria, o maior índice entre os principais estados produtores do país.

    O diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, ressaltou que essa característica tornou o estado mais competitivo e resiliente.

    “Santa Catarina construiu um modelo baseado em agregação de valor. O estado não apenas produz, mas industrializa, exporta, desenvolve tecnologia e gera empregos em toda a cadeia produtiva. Isso torna o agro catarinense mais diversificado e resiliente”, afirmou.

    Além disso, o estudo mostra que Santa Catarina possui a 6ª maior quantidade de trabalhadores do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Nos últimos dez anos, o número de empregos no agro cresceu 19%, o terceiro maior avanço nacional.

    Quando o índice é proporcionalmente comparado à população, o estado lidera o ranking brasileiro, com 195 trabalhadores do agronegócio para cada mil habitantes.

    Estado lidera produção em diversos segmentos

    O Mapa do Agro Catarinense também revela que Santa Catarina ocupa posição de liderança em pelo menos 12 segmentos produtivos. O estado responde atualmente por:

    • 50% da produção brasileira de maçã;
    • 23% da produção nacional de carne suína;
    • 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
    • 44% das conservas de peixe;
    • 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.

    Além disso, Santa Catarina ampliou investimentos em áreas consideradas menos tradicionais no agronegócio nacional. O estado se destaca em setores como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.

    Segundo o estudo, esses segmentos apresentam maior risco produtivo, porém oferecem elevado valor agregado e fortalecem a diversificação econômica catarinense.

    Exportações batem recorde histórico

    No cenário internacional, Santa Catarina alcançou resultados históricos. O estado aparece como o 8º maior exportador do agronegócio brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores quando considerada apenas a agroindústria.

    Em 2025, o agronegócio catarinense registrou um recorde de US$ 8,4 bilhões em exportações. O desempenho ocorreu mesmo diante do chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos e dos embargos chineses sobre proteínas animais.

    Ainda assim, o estado ampliou vendas para mercados da América do Sul e do Oriente Médio. Além disso, recuperou níveis importantes de exportação para continentes como Europa, África e Oceania.

    Santa Catarina também ocupa a segunda posição nacional em importações do setor, com cerca de US$ 7,3 bilhões em compras internacionais. O estado concentra grande parte da entrada de fertilizantes e insumos industriais utilizados não apenas localmente, mas também em outras regiões do país.

    A economista da FACISC, Mariana Guedes, destacou que a diversidade produtiva catarinense fortalece a competitividade internacional.

    “O diferencial de Santa Catarina está na diversidade produtiva e na capacidade de industrialização. Todas as regiões do estado se destacam na produção nacional em vários setores, o que amplia a competitividade internacional e faz o estado se beneficiar de diferentes ciclos econômicos, com a capacidade de atender vários mercados ao mesmo tempo, com altas exigências sanitárias e qualidade ímpar”, explicou.

    Tecnologia impulsiona competitividade no campo

    O estudo também apontou o avanço tecnológico do agronegócio catarinense. Atualmente, Santa Catarina possui 85 startups agtechs e ocupa a 7ª posição nacional nesse segmento.

    Quando o foco recai sobre empresas que desenvolvem softwares voltados ao agro, o estado sobe para a 4ª colocação nacional, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

    Segundo o levantamento, o ecossistema catarinense se destaca por criar soluções tecnológicas voltadas a problemas reais do produtor rural, com potencial de expansão em larga escala.

    As startups estão distribuídas em diferentes regiões do estado, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.

    Estudo alerta para desafios do setor

    Apesar dos resultados positivos, o Mapa do Agro Catarinense também chama atenção para alguns desafios enfrentados pelo setor. Eventos climáticos extremos, gargalos logísticos e altos custos de produção fizeram Santa Catarina perder posições nacionais em culturas como cebola, alho, tomate, milho, uva e pêssego.

    O estudo destaca ainda a necessidade de ampliar políticas de prevenção climática e facilitar o acesso a insumos biotecnológicos, produzidos com matérias-primas menos dependentes dos grãos tradicionais e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional.

    Mesmo diante desses obstáculos, Santa Catarina registrou recordes de produção, emprego e comércio exterior entre 2024 e 2025, reforçando a capacidade de adaptação do setor.

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.

  • Dendê: palmeira de origem africana é opção lucrativa para produtor

    Dendê: palmeira de origem africana é opção lucrativa para produtor

    O dendê, uma palmeira originária da África, é uma cultura agrícola de grande importância no Brasil, especialmente no Pará, que concentra 98% da produção nacional. A planta é fonte de óleo de palma, utilizado principalmente na indústria alimentícia e cosmética. Além disso, o dendê é um símbolo das raízes africanas na agricultura brasileira e desempenha um papel crucial na economia local.

    Em 2023, o Pará colheu 2,8 milhões de toneladas de cachos de dendê, um volume significativamente maior do que o de dez anos antes, quando a produção era de aproximadamente 1 milhão de toneladas. A área destinada à colheita também aumentou, passando de 72.370 hectares para 186.240 hectares no mesmo período. A Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) estima que a indústria alimentícia utiliza cerca de 90% do óleo de palma produzido no Brasil.

    Além de garantir renda para muitas famílias, o dendê se destaca pela versatilidade, sendo empregado em diversas aplicações, como na produção de óleo e na fabricação de cosméticos. Na Bahia, o dendê é uma parte importante da cultura local, com técnicas tradicionais de processamento que convivem com métodos mais modernos.

    Desafios na produção

    No entanto, a produção de dendê enfrenta desafios significativos. Na Bahia, por exemplo, a área destinada à colheita de dendê caiu drasticamente. Passou de 53.700 hectares em 2013 para 12.700 hectares em 2023, refletindo uma queda de 76,35% na produção. Isso se deve, em parte, ao baixo rendimento das variedades selvagens de dendê, que têm um rendimento 50% menor do que as variedades geneticamente melhoradas utilizadas em plantios industriais no Norte do país.

    Foto: Maria Goreti Braga dos Santos/Embrapa

    No Pará, apesar do crescimento da produção, produtores enfrentam problemas com a assistência técnica e financeira, levando alguns a romper contratos com agroindústrias. Ainda assim, o cultivo sustentável do dendê é visto como uma oportunidade para o desenvolvimento econômico e ambiental na região.

    O dendê na indústria alimentícia

    O dendê, uma palmeira originária da África, é amplamente utilizado na indústria alimentícia devido às suas propriedades únicas e versatilidade. O óleo extraído do dendê, conhecido como azeite de dendê ou óleo de palma, é uma das principais fontes de gordura vegetal no mundo.

    • Estabilidade e textura: o azeite de dendê é estável a altas temperaturas, tornando-o ideal para frituras e processos de cozimento intensos. Além disso, ele proporciona uma textura agradável em produtos como margarinas, sorvetes e chocolates.
    • Conservação de alimentos: atua como conservante natural em alimentos processados, ajudando a prolongar a vida útil dos produtos.
    • Fortificação nutricional: rico em carotenoides, precursores da vitamina A, o azeite de dendê contribui para a fortificação de alimentos e ajuda no combate à hipovitaminose A.
    • Culinária tradicional: é um ingrediente essencial na culinária afro-brasileira, especialmente na Bahia, onde é usado em pratos como acarajés e vatapás.
    • Aplicação em diversos produtos: além de ser usado em alimentos, o óleo de palma também é empregado na fabricação de cosméticos e biocombustíveis.

    O azeite de dendê é fonte de ômega 6 e 9, vitaminas A e E, e antioxidantes. Assim, pode promover a saúde da pele e dos olhos, fortalecer o sistema imune e prevenir o envelhecimento precoce.

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  • Alta dos preços do óleo de soja impulsiona valor do grão

    Alta dos preços do óleo de soja impulsiona valor do grão

    Na última semana, os preços do óleo de soja subiram, elevando as cotações da soja em grão. Pesquisadores do Cepea indicam que o aumento do coproduto está ligado à firme demanda doméstica.

    Reflexo das indústrias

    As indústrias alimentícias e de biodiesel têm intensificado as compras, o que pressiona os valores. Além disso, a disputa entre compradores internos e externos pelo óleo de soja brasileiro se acirrou recentemente. Consumidores estrangeiros, especialmente, redirecionaram suas aquisições para o Brasil após a greve de indústrias esmagadoras na Argentina.

    Preços do óleo de soja

    Um levantamento do Cepea revela que o preço do óleo de soja na região de São Paulo, com 12% de ICMS, atingiu R$ 6.353,95/t na última quinta-feira, 8, o maior valor nominal desde março de 2023.

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  • Óleo de soja atinge maior preço do ano

    Óleo de soja atinge maior preço do ano

    As negociações do complexo soja no mercado brasileiro estão mais aquecidas do que nunca e impactaram no óleo de soja. Segundo pesquisadores do Cepea, este aumento na atividade se deve à forte demanda tanto doméstica quanto externa, além da valorização do dólar frente ao Real.

    Óleo de soja

    Consequentemente, os preços subiram no mercado nacional, com o óleo de soja atingindo, na parcial de junho, a maior média do ano em termos reais.

    Compradores

    A disputa entre consumidores das indústrias alimentícias e de biocombustíveis se intensificou, refletindo na maior demanda internacional.

    Este cenário também elevou os prêmios de exportação de óleo de soja no Brasil, que voltaram aos níveis observados em junho de 2022.

    Produção e exportações

    Por outro lado, a oferta enfrenta desafios. A Conab estima que a produção nacional de soja será de 147,35 milhões de toneladas, representando uma queda de 4,7% em relação à temporada passada. As exportações também devem diminuir, com estimativas apontando para 92,43 milhões de toneladas, 9,3% abaixo da temporada anterior.

    Esses fatores combinados indicam um mercado de soja dinâmico e competitivo, impulsionado por demandas robustas e uma oferta mais restrita. O cenário atual destaca a importância estratégica do complexo soja no contexto econômico brasileiro e internacional.